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Homem suspeito por explosão em Gotemburgo é encontrado morto, diz polícia sueca


Ao menos dezesseis pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave após explosão em um prédio residencial na semana passada. Fumaça é vista saindo de prédio após explosão em apartamento em Annedal, no centro de Gotemburgo, na Suécia, na madrugada de terça-feira (28)
Bjorn Larsson Rosvall/TT via AP
Um homem suspeito de ter sido responsável pela explosão da semana passada em Gotemburgo, na Suécia, foi encontrado morto, afirmaram as autoridades nesta quarta-feira (6).
A polícia tratava a explosão em um prédio residencial da cidade como suspeita. Ao menos dezesseis pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave.
A Promotoria sueca confirmou em um comunicado que o corpo de um homem encontrado em um rio da cidade pertence ao investigado pelo ato.
“O corpo foi identificado como sendo o homem procurado pela polícia e pelo Ministério Público na semana passada após a explosão em um prédio residencial em Annedal”, disse em nota.
Os 16 feridos foram levados ao hospital universitário de Gotemburgo. Deles, três mulheres e um homem apresentavam ferimentos graves.
Prestação de contas
As autoridades chegaram a ventilar, no dia da explosão, que o ato criminoso poderia estar relacionado a um ajuste de contas.
Segundo o jornal regional “Goteborgs Posten”, um policial que havia acabado de prestar depoimento em um grande processo contra gangues da cidade vivia no prédio atacado.

Fonte: G1 Mundo

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Covid-19: Argentina coloca fim a restrições para entrar no país e a testes obrigatórios nos aeroportos


Medidas entram em vigor a partir do dia 19 porque país imunizou metade da população contra Covid. Número de voos entre Brasil e Argentina deve aumentar com fim de todas as restrições. Avião da companhia aérea low cost FlyBondi, da Argentina, em foto de 2019
Divulgação
O governo da Argentina anunciou na terça-feira (5) o fim do sistema de cotas de pessoas que podem entrar diariamente no país e a eliminação dos testes de antígenos pelos quais todos os passageiros devem passar ao aterrissar.
As duas imposições limitavam o número de voos e o funcionamento das companhias aéreas —situação que deve mudar a partir do dia 19, à medida que a demanda por viagens a Buenos Aires aparecer (veja abaixo quais serão as exigências).
A maior expectativa está entre os brasileiros, principais turistas estrangeiros que visitam anualmente a Argentina (1,4 milhão em 2019). Na via contrária, os argentinos são os principais viajantes a visitar o Brasil (2,5 milhões em 2019), representando 40% de todos os estrangeiros.
O fim às restrições estava condicionado ao objetivo mínimo de 50% da população argentina completamente vacinada, o que foi atingido no sábado (2). Os 50% de vacinados são a média nacional. Buenos Aires tem 65% da sua população completamente vacinada.
A partir do anúncio oficial, abre-se um período de 14 dias até que o mais recente vacinado desenvolva anticorpos — permitindo, assim, que as medidas entrem em vigência.
“Atingido o limiar de 50% da população vacinada com o esquema completo [duas doses], no dia 19 de outubro de 2021, será eliminada a cota de quantidade de passageiros que chegam ao país por via aérea”, anunciou a Administração Nacional de Aviação Civil (Anac).
A restrição entrou em vigor em 25 de dezembro de 2020, impondo um limite diário de 2 mil pessoas através de Buenos Aires, único aeroporto habilitado para a entrada no país.
Esse fluxo havia sido reduzido em junho a apenas 600 pessoas (2% do volume de passageiros diários de 2019), deixando 25 mil argentinos retidos no exterior.
A cota foi revisada nos últimos meses e estava em 2,3 mil pessoas até o final de semana passado, quando subiu para 3 mil. A partir do dia 11 e até a sua extinção no dia 19, o limite diário será de 4 mil pessoas.
Os turistas estrangeiros de países vizinhos (Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile) não podiam entrar no país desde 25 de dezembro passado. Esses turistas obtiveram permissão para entrar novamente no país em 1º de outubro (veja no vídeo abaixo).
Os viajantes de outras nacionalidades só poderão entrar na Argentina a partir de 1º de novembro.
Argentina começa a reabrir fronteira para países vizinhos
Recuperação das companhias aéreas
A eliminação dos testes de antígenos para todos os que chegam à Argentina significa também o fim de uma restrição que impedia o aumento de voos. Para cumprir com a medida sanitária, era necessária uma logística que impunha um intervalo de, pelo menos, 90 minutos entre os voos comerciais.
Desde o começo da pandemia, quatro companhias aéreas deixaram a Argentina definitivamente, enquanto outras seis suspenderam todos os voos. Entre as que cancelaram as operações no país, está a Qatar Airways, que fazia a ponte Buenos Aires-São Paulo, antes de voar a Doha.
Já duas empresas brasileiras, a Azul e a Gol, interromperam temporariamente seu funcionamento. A Gol pretende retomar os voos à Argentina em dezembro.
Outra que suspendeu operações foi a Emirates, que ligava Buenos Aires ao Rio de Janeiro antes de chegar a Dubai. A companhia deve retomar essa rota a partir da reabertura argentina.
Entre o Brasil e a Argentina, apenas a Aerolíneas Argentinas e a Latam mantiveram voos durante a pandemia. A Turkish Airlines retomou os voos Buenos Aires-São Paulo-Istambul.
“As companhias aéreas agora poderão se planejar com maior previsibilidade e recuperar a conexão que perderam durante os 18 meses que foram impedidas de voar”, afirmou em nota a Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA, na sigla em inglês).
“Isso será um impulso para a reconstrução da economia argentina, especialmente através da contribuição do turismo e dos negócios internacionais”, destacou a associação.
Exigências para entrar na Argentina
A partir do dia 19, para entrar na Argentina, um turista precisará preencher uma declaração juramentada na qual indicará o esquema de vacinação completo com, no mínimo, 14 dias de intervalo desde a segunda dose. Todas as vacinas são aceitas.
Além de um exame PCR negativo feito nas 72 horas prévias ao embarque, o turista precisará fazer um novo PCR entre o 5º e o 7º dia se permanecer no país por mais de cinco dias. Essas exigências isentam o viajante de uma quarentena obrigatória.
Quem não tiver um esquema completo de vacinação, inclusive os menores a partir de 6 anos de idade, poderá entrar na Argentina, mas terá de passar uma semana de isolamento, além do teste de antígeno ao aterrissar. Em todos os casos, será necessária uma cobertura de saúde internacional para Covid-19.
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Fonte: G1 Mundo

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Cachorro de rua da Turquia usa o transporte público de Istambul e respeita as regras do metrô

Boji, um cachorro de rua de Istambul, usa trens, metrô e balsa da cidade. Ele aguarda os passageiros que estão no vagão saírem para entrar, diz a prefeitura. Em Istambul, cachorro circula por balsas e metrô da cidade
Boji, um cachorro de rua de Istambul, na Turquia, virou um dos passageiros mais conhecidos do transporte público da cidade. Ele percorre até 30 quilômetros em vagões de metrô, ônibus e balsas da cidade.
A prefeitura implantou um chip em Boji para monitorar seus movimentos. Ele passa por cerca de 29 estações de metrô por dia, e há registros dele até mesmo no mar (ele desembarcou em uma ilha na costa da cidade).
Boji começou a chamar a atenção das pessoas de Istambul há dois meses. Um funcionário da empresa de transporte público disse que o cachorro dá indicações de que sabe para onde vai.
Os dados do chip mostram que as linhas mais antigas da cidade são as favoritas de Boji, mas ele também frequenta o metrô mais moderno.
O cachorro respeita as regras —por exemplo, ele aguarda a saída dos passageiros antes de entrar em um vagão.
O nome, Boji, faz referência à seção intermediária de um trem, onde ele prefere viajar.
Contas em redes sociais foram abertas em seu nome. Somadas, elas têm mais de 50 mil seguidores.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: turbina de avião pega fogo durante decolagem nos EUA

Autoridades acreditam que pássaro se chocou contra a turbina e causou o incêndio. Mais de 100 passageiros e tripulantes tiveram de ser evacuados. Motor de avião pega fogo após choque com pássaro nos EUA
Um avião que decolava de um aeroporto em Nova Jersey, com destino à Flórida, teve de abortar o voo após uma das turbinas pegar fogo nos Estados Unidos (veja no vídeo acima).
As chamas não chegaram a atingir o interior do Airbus A320 da Spirit Airlines, mas mais de 100 passageiros e tripulantes tiveram de ser evacuados.
O voo 3044 com destino a Fort Lauderdale estava acelerando para decolar na pista do aeroporto de Atlantic City pouco antes das 18 horas no sábado (2) quando atingiu o que as autoridades acreditam ser um pássaro, disse a companhia aérea em um comunicado.
“O capitão freou com segurança e parou o avião, recebeu uma indicação de danos ao motor e ordenou a evacuação de acordo com nossos procedimentos padrão”, disse a companhia aérea, destacando que a aeronave não chegou a sair do solo.
A Autoridade de Transporte de South Jersey disse que todas as 109 pessoas a bordo da aeronave (102 passageiros e sete tripulantes) foram evacuadas com segurança. Duas pessoas relataram ferimentos leves “que exigiram transporte médico”, segundo a autoridade.
O incêndio foi extinto e o avião foi deixado na pista para uma investigação do National Transportation Safety Board e da FAA (a Federal Aviation Administration, o equivalente à Anac nos EUA).
A companhia aérea informou que os passageiros puderam escolher entre receber o reembolso integral da passagem e um voucher para futuras viagens ou a opção de voar para Fort Lauderdale em outro avião no mesmo dia.
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Fonte: G1 Mundo

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Rússia registra pela 1ª vez mais de 900 mortos por Covid em 24 horas


Foi o 6º recorde de óbitos nos últimos 9 dias, em meio mais uma onda de contágio causado pela variante delta e a persistente lentidão na campanha de vacinação do país. Profissional de saúde com roupa de proteção especial empurra mulher em cadeira de rodas em frente a hospital para pacientes com Covid-19 em Kommunarka, perto de Moscou, em 5 de outubro de 2021 na Rússia
Alexander Nemenov/AFP
A Rússia registrou pela primeira vez nesta quarta-feira (6) mais de 900 mortes por Covid-19, em meio a mais uma onda de contágio causado pela variante delta e a persistente lentidão na campanha de vacinação.
Foram registrados 929 óbitos nas últimas 24 horas, segundo o governo russo, o sexto recorde diário de vítimas do novo coronavírus nos últimos nove dias, o que provocou o retorno de algumas restrições.
O país é atualmente o segundo que mais tem registrado vítimas da pandemia atualmente (média de 868 mortes nos últimos sete dias), atrás apenas dos Estados Unidos (1,7 mil), segundo o “Our World in Data”).
Os países com mais mortes por Covid-19 atualmente:
EUA: 1.753
Rússia: 868
Brasil: 483
México: 390
Índia: 255
Desde o início da pandemia, o país já registrou mais de 200 mil mortes por Covid-19, o que faz da Rússia a nação mais afetada da Europa em termos absolutos.
Os países com mais mortes por Covid-19 desde o início da pandemia:
EUA: 705 mil
Brasil: 598 mil
Índia: 449 mil
México: 279 mil
Rússia: 211 mil
Vacinação contra a Covid
Enfermeira prepara dose da Sputnik V, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Rússia
Tatyana Makeyeva/Reuters
Apesar de ter a Sputnik V, uma das primeiras vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas no mundo, a Rússia não consegue fazer a sua campanha de imunização avançar.
O país tem apenas 62 doses aplicadas a cada 100 habitantes, patamar semelhante ao do Paraguai (64) e do Irã (61) e abaixo da média mundial (81).
Entre os países com as maiores taxas de vacinação proporcional do mundo estão Emirados Árabes (202 doses a cada 100 habitantes), Cuba (190), Uruguai (181), Israel (175) e Chile (170).
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Garoto famoso por foto em que sofria por câncer se recupera totalmente


Beckett Burge comoveu muita gente ao aparecer muito magro, sem cabelos e usando fralda, curvado de frente para um vaso sanitário, enquanto passava mal e era amparado pela irmã. Mãe informou que ele está totalmente curado de leucemia linfoblástica aguda. Beckett Burge e sua irmã Aubrey, em fotos de 2019 e 2021
Reprodução/Facebook/Kaitlin Burge
Beckett Burge comoveu muita gente quando se tornou famoso por uma foto sua, aos quatro anos de idade, muito magro, sem cabelos e usando fralda, curvado de frente para um vaso sanitário, enquanto passava mal.
Ele enfrentava o mal-estar causado por mais uma sessão de quimioterapia, e o amparo de sua irmã, Aubrey, apenas um ano mais velha, era emocionante.
Dois anos depois, a imagem dos irmãos é bastante diferente. Eles agora aparecem sorridentes e muito felizes. Beckett recebeu alta total, e está completamente curado da leucemia linfoblástica aguda, informou esta semana sua mãe, Kaitlin.
Beckett Burge, já na fase final de seu tratamento, e sua irmã, Aubrey, em imagem de 2020
Reprodução/Youtube
O garoto, inclusive, já foi liberado para voltar à escola e pode ter as mesmas atividades que qualquer criança de sua idade.
Inseparáveis, ele e Aubrey gostam de brincar no jardim e andar de bicicleta, de acordo com a mãe, que garante que o apoio da irmã foi essencial para a recuperação. Kaitlin diz que o laço entre eles é algo que ninguém poderia substituir.
O tratamento de Beckett foi iniciado logo após o diagnóstico, em 2018, e incluiu meses de internação, além de inúmeras sessões de quimioterapia.
Beckket Burge passando mal durante seu tratamento de câncer, aos quatro anos, em 2019, e sendo amparado por sua irmã Aubrey, então com cinco anos
Reprodução/Facebook/Kaitlin Burge
Ainda quase sem acreditar em sua própria cura, o menino ficou muito feliz, mas ao mesmo tempo “nervoso” por saber que poderá retirar o ponto de entrada da quimioterapia, segundo Kaitlin contou ao jornal “New York Post”. “Ele sabe que aquilo o manteve vivo”, explicou.
Antes de receber alta, ele chegou também a ter Covid, mas de forma leve e assintomática, o que não prejudicou seu tratamento.
Beckett Burge e sua irmã Aubrey, em foto de setembro de 2021
Reprodução/Facebook/Kaitlin Burge
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Fonte: G1 Mundo

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Cerca de 24% dos haitianos que tentam migrar por terra para os EUA partiram do Brasil, apontam dados da ONU


Estados Unidos começaram a deportar imigrantes haitianos que chegam ao Texas atravessando a fronteira com o México. Uma parte deles tem autorização de residência no Brasil. Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje / AFP
Cerca de 24% dos haitianos que chegam aos Estados Unidos pela fronteira mexicana partiram do Brasil, apontam dados da Organização Internacional para a Imigração (OIM), um dos braços da Organização das Nações Unidas (ONU).
EUA começam a deportar haitianos em massa, e ONU alerta que expulsões podem configurar violação
O número de haitianos que tentam atravessar a fronteira entre o México e os Estados Unidos aumentou no mês de setembro —estima-se que cerca de 14 mil tenham ido para a cidade de Del Rio, no Texas, que é separada de Ciudad Acuña pelo Rio Grande.
Imigrante atravessa o Rio Grande para chegar aos EUA com uma criança no ombro, em 20 de setembro de 2021
Felix Marquez/AP
Os haitianos entram no Brasil com a autorização de residência por acolhida humanitária, que dá a eles o direito de permanecer pelo menos dois anos no país. Depois disso, podem converter a autorização para outra de tempo indeterminado, desde que provem meios de vida no país.
O caminho entre o Brasil e os EUA é por terra: saindo daqui, os haitianos atravessam para o Peru seguem por Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Guatemala, México e, finalmente, tentam entrar nos EUA.
Mapa mostra como é o trajeto do Brasil até os EUA que é percorrido por imigrantes
Kayan Albertin/G1
Nesse caminho há um ponto que é um gargalo, a região de Darién, no Panamá. É uma zona conhecida por ser perigosa por causa da selva fechada e também da presença de crime organizado.
A OIM no Panamá fez uma pesquisa com as pessoas que estavam nesse local e se dirigiam aos EUA. Os dados foram colhidos entre agosto e setembro. A organização entrevistou 649 pessoas.
Dessas, cerca de 24% tinham residência no Brasil, mas apenas 0,46% eram brasileiras —de acordo com um representante da OIM no Panamá ouvido pelo g1, esse não é um caminho que brasileiros fazem para tentar chegar aos EUA; a grande maioria das pessoas que tinham residência no Brasil é de haitianos.
Os haitianos são 77% das pessoas que atravessam a região de Darién, mas a porcentagem que de fato residia no Haiti é bem menor, de 16,6%.
Gráfico com informações da pesquisa da OIM Panamá
Kayan Albertin/G1
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Haitianos no Brasil
“É perceptível que nos últimos anos, especialmente a partir da pandemia, há um movimento de saída de haitianos do Brasil com destino aos EUA”, diz o defensor público da União João Chaves, que representa estrangeiros no Brasil.
O acolhimento dos haitianos que vieram para o Brasil a partir do terremoto de 2010 é considerado bom, aponta: há integração e é uma comunidade que trabalha e se qualifica. No entanto, a crise econômica os atinge com mais intensidade. “Muitas vezes, os imigrantes estão em um país para mandar remessas (dinheiro) para sua família que ficou no país de origem, e a desvalorização do real perante o dólar impacta muito a vida do imigrante que manda remessas para o Haiti”, afirma Chaves.
Além disso, afirma o defensor público, quando Joe Biden assumiu o governo dos EUA, os haitianos pensaram que as portas do país estariam mais abertas a eles.
Em maio, o governo dos EUA anunciou que iria dar proteção temporária aos haitianos sem documentos que viviam nos EUA —no entanto, isso só iria valer para quem estivesse lá antes de agosto.
Fegenson Elie, uma haitiana detida nos EUA e que foi ouvida pelo jornal “The Washington Post” foi uma das que achavam que poderiam tentar uma nova vida nos EUA. Ela vivia no Brasil, mas ouviu sua cunhada dizer que tinha conseguido emigrar para os EUA. Sacou todo seu dinheiro e, com sua família, fez a travessia do Brasil aos EUA. De lá, foi deportada de volta para o Haiti, um país onde ela não pisava havia anos. Os filhos dela são brasileiros. Ela disse ao jornal que vai tentar deixar o Haiti —”Esse país é um inferno”, afirmou.
Volta ao Brasil
Entre as famílias de haitianos que foram deportadas dos EUA para o Haiti há pelo menos 30 crianças brasileiras. As crianças brasileiras têm, em sua maioria, até 3 anos de idade e estavam acompanhadas pelos pais haitianos, com quem fizeram a jornada para sair do Brasil e atravessar as Américas do Sul e Central até chegar à divisa entre México e EUA.
Essas famílias não devem ter problemas para voltar ao Brasil, afirma Chaves, da Defensoria Pública da União: “as normas são claras, um imigrante haitiano no Brasil pode sair e retornar sem perder a autorização de residência, é diferente do refugiado, que não pode usar o passaporte do país de origem”.
A OIM consultou formalmente o Brasil no fim de setembro para saber se o país pode receber alguns dos haitianos que estão acampados na fronteira entre os Estados Unidos e o México.
Sem mencionar o pedido da OIM, o Ministério de Relações Exteriores afirmou em nota que “o tema foi tratado em conversas entre autoridades de diversos países e está sendo analisado à luz da legislação vigente”.
A Polícia Federal tem dados da entrada e saída de haitianos. No entanto, se eles estiverem deixando o país por um local sem controle, não vão aparecer nas estatísticas.
Entre janeiro e setembro, entraram 6.300 haitianos no país, e cerca de 2.900 deixaram o Brasil.
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Fonte: G1 Mundo

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Jogadoras de futebol da Venezuela acusam ex-técnico de abuso sexual


Uma das atletas relatou que os abusos começaram quando ela ainda tinha 14 anos. Treinador dirigia as seleções femininas de base. Jogadora venezuelana Deyna Castellanos publica comunicado sobre assédio contra atletas por parte de treinador
Reprodução/Twitter
Um grupo de 24 jogadoras de futebol da Venezuela, incluindo a artilheira Deyna Castellanos, acusou o ex-técnico da seleção de base, o panamenho Kenneth Zseremeta, de abuso sexual nesta terça-feira (5).
“No ano passado, uma das nossas companheiras de equipe nos contou que tinha sido abusada sexualmente desde os 14 anos pelo treinador”, acusou Castellanos, jogadora do Atlético de Madrid, sem revelar a identidade da vítima, em comunicado divulgado nas redes sociais.
“Como resultado dessa confissão, diversas companheiras expressaram experiências de assédio, tanto por telefone, como perguntas e convites inadequados, subornos para mantê-las dentro da seleção, presentes fora do contexto, massagens e diferentes situações que definitivamente não eram normais e que não entendíamos”, acrescentou a atacante, eleita em 2017 a Jogadora do Ano nos prêmios FIFA The Best.
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Sob o comando de Zseremeta, que liderou diferentes seleções de base femininas entre 2008 e 2017, a Venezuela conquistou duas vezes o Campeonato Sul-Americano Sub-17 e se classificou três vezes para a Copa do Mundo da categoria: Trinidad e Tobago-2010, Costa Rica-2013 e Jordânia-2016, chegando às semifinais nas duas últimas edições.
É a primeira denúncia de abuso sexual contra ele.
“Decidimos quebrar o silêncio para evitar que as situações de abuso e assédio, físico, psicológico e sexual provocadas pelo técnico de futebol Kenneth Zseremeta façam mais vítimas no futebol feminino e no mundo”, completou a jogadora.
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No documento, as jogadoras denunciam que muitas dessas “situações foram apoiadas por alguns membros da comissão técnica”.
“As insinuações sexuais eram temas do dia-a-dia, assim como os comentários sobre a atratividade física de muitas de nossas jogadoras.”
O procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, anunciou no Twitter uma investigação contra o técnico de 55 anos.
Pais de vítima foram manipulados, diz acusação
As jovens jogadoras de futebol garantiram que a companheira de time, abusada até a demissão do treinador em 2017, é “uma sobrevivente de um monstro que não a abusou apenas no plano sexual”.
“Emocionalmente, ela vivia um assédio constante em que preferia não ser mais convocada. E Zseremeta visitava a casa dos pais dela para manipulá-los, aproveitando as necessidades econômicas da jogadora e de sua família”, afirmou o grupo de jogadoras no comunicado.
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Esgrimistas dos EUA protestam contra colega de equipe acusado de assédio
Quando Zseremeta foi demitido após denunciar problemas de alimentação das jogadoras em meio à crise na Venezuela, ele recebeu o apoio delas. “Elas estavam sob sua manipulação”, justificaram.
“Pedimos a todas as pessoas relevantes como: FIFA, Confederações, Federações e Ligas que não permitam que este ‘treinador’ continue a viver do futebol feminino.”
Depois de deixar a Venezuela, o treinador trabalhou na República Dominicana e em seu país natal, o Panamá.
“Eu faço este vídeo para levantar minha voz contra as injustiças”, disse a jogadora da seleção Verónica Herrera, que não assina o documento.
“Lamento profundamente a situação de abuso e assédio físico ou psicológico que algumas das minhas colegas estavam passando e ainda mais lamento ter estado lá sem saber que essa coisa terrível estava acontecendo.”

Fonte: G1 Mundo

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Deputados da França aprovam projeto que proíbe ‘terapia’ conhecida como ‘cura gay’


Procedimento é ineficaz e desrespeita a orientação sexual ou a identidade de gênero das pessoas. Se o texto passar no Senado, a punição para esse tipo de charlatanismo na França pode chegar a 3 anos de prisão. ‘Não há nada o que curar’, diz ministra. ‘Não existe amor censurado’, diz cartaz levantado por manifestantes em Parada LGBT+ de Paris de junho de 2021
Sarah Meyssonnier/Reuters
Os deputados da França aprovaram por unanimidade nesta terça-feira (5) um projeto de lei que reafirma a proibição das “terapias de conversão”, que buscam modificar a orientação sexual ou a identidade de gênero das pessoas LGBTQIA+.
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O texto propõe punir os responsáveis por essas terapias ineficazes com dois anos de prisão e multa de 30 mil euros, que aumenta para três anos de prisão e 45 mil euros se a vítima for menor de idade. O Senado ainda precisa votar a proposta.
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É difícil quantificar quantos procedimentos irregulares como a chamada “cura gay” são praticadas na França. Em 2019, os deputados Laurence Vanceunebrock e Bastien Lachaud citaram “uma centena de casos recentes” e ficaram alarmados com o “aumento das denúncias”.
Líderes europeus condenam lei que discrimina comunidade LGBTQIA+ na Hungria
Os dois legisladores distinguiram três categorias das chamadas “terapias”: as religiosas, com apelos à abstinência e exorcismos; as médicas, com tratamentos hormonais, hipnose e eletrochoque; e as sociais, como casamentos heterossexuais forçados.
A iniciativa ainda não foi votada no Senado, que corre contra o tempo, porque o Parlamento francês encerra seus trabalhos no fim de fevereiro para as eleições presidenciais de abril de 2022. “Dependerá da ação do Senado” que o projeto possa ser aprovado antes do recesso, alertou uma fonte parlamentar.
‘Nada o que curar’
Milhares participam de Parada do Orgulho LGBTQ+ em Paris em junho de 2021
Lewis Joly/AP Photo
Nas redes sociais, o apoio se multiplica sob a hashtag #RienAGuerir (nada para curar), nome de um coletivo de vítimas lançado em 2020.
Para as associações LGBTQIA+ e da sociedade civil, a mobilização se intensifica. Os cantores Eddy de Pretto e Hoshi, muito populares entre os jovens, exigiram que os deputados atuassem sobre o assunto.
Este projeto de lei permitirá “salvar vidas”, disse a ministra em exercício da Igualdade, Elisabeth Moreno.
“Não há nada o que curar. Ser você mesmo não é crime, não se deve tentar mudar a identidade de gênero ou orientação sexual das pessoas”, defendeu.

Fonte: G1 Mundo

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Condenado que teve pedido de clemência do Vaticano negado é executado nos EUA


Ernest Lee Johnson recebeu injeção letal na noite desta terça (5) pelos assassinatos de três trabalhadores de uma mercearia durante um assalto fracassado em Columbia, Missouri, em 1994. Vaticano enviou carta em nome do Papa; advogados alegavam que réu tinha deficiência intelectual. Ernest Johnson em foto não datada
Missouri Department of Corrections via AP
Ernest Lee Johnson foi executado na noite desta terça-feira (5) em Bonne Terre, Missouri, após seus pedidos de clemência terem sido negados na véspera pelo governador Mike Parsons. Ele chegou a ter um pedido do Vaticano enviado ao governo do estado para que sua vida fosse poupada.
Johnson havia sido condenado pelos assassinatos de três trabalhadores de uma mercearia durante um assalto fracassado em Columbia, em 1994.
O condenado recebeu uma injeção letal de pentobarbital e foi declarado morto às 18h11 (20h11 em Brasília). Foi a primeira execução no estado do Missouri desde maio de 2020 e a sétima nos Estados Unidos este ano.
Os advogados do Johnson tentaram repetidamente bloquear sua execução, alegando que ele tinha deficiência intelectual e violaria a Oitava Emenda da Constituição, que proíbe punições cruéis e incomuns.
O enviado do Vaticano aos Estados Unidos enviou uma carta ao governador em nome do Papa Francisco na semana passada instando-o a interromper a execução.
“Esta petição não é baseada nos fatos e circunstâncias de seus crimes” ou na “capacidade intelectual do Sr. Johnson. Em vez disso, Sua Santidade deseja apresentar a você o simples fato da humanidade de Johnson e o caráter sagrado de toda a vida humana”, disse o arcebispo Christophe Pierre.
Em um processo na Suprema Corte, os advogados de Johnson disseram que ele obteve uma média de 67 nos testes de QI, dentro da faixa para deficiência intelectual.
Eles disseram que sua mãe e seu irmão eram deficientes intelectuais e que Johnson nasceu com um distúrbio do espectro alcoólico fetal.
“O Sr. Johnson foi detido duas vezes na segunda e na terceira série devido a suas deficiências intelectuais”, afirmaram, explicando que ele abandonou a escola depois de uma segunda tentativa no nono ano.
Dois membros democratas da Câmara dos Representantes do Missouri, Cori Bush e Emanuel Cleaver, também apelaram por clemência, dizendo que a execução de Johnson “seria um grave ato de injustiça”.
“Assim como a escravidão e o linchamento, a pena de morte perpetua ciclos de trauma, violência e assassinato sancionado pelo Estado nas comunidades negras”, observaram.
Johnson foi condenado pelo assassinato de três funcionários – Mary Bratcher, Mabel Scruggs e Fred Jones – enquanto assaltava a loja para obter dinheiro para comprar drogas.
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Fonte: G1 Mundo