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EUA revelam número de bombas nucleares após censura de Trump


Em setembro de 2020, EUA mantinham 3.750 ogivas nucleares ativas e inativas. É o número mais baixo desde que o arsenal nuclear americano atingiu seu pico, no auge da Guerra Fria, em 1967 Foto de maio de 2015 mostra ogiva nuclear desativada no Arizona, nos EUA
Brendan Smialowski/AFP
O Departamento de Estado americano divulgou nesta terça-feira (5), pela primeira vez em quatro anos, o número de bombas nucleares que o país armazena, depois que o ex-presidente Donald Trump censurou os dados.
Em 30 de setembro de 2020, o Exército dos Estados Unidos mantinha 3.750 ogivas nucleares ativas e inativas, 55 a menos que no ano anterior e 72 a menos do que na mesma data de 2017. O número também é o mais baixo desde que o arsenal nuclear americano atingiu seu pico, no auge da Guerra Fria, em 1967, quando eram contabilizadas 31.255 ogivas.
‘Bombas e balas não defenderão o mundo da Covid’, diz Biden na ONU
O inventário foi divulgado em meio ao esforço do governo de Joe Biden para retomar as negociações sobre o controle de armas com a Rússia, depois que elas foram paralisadas por Trump.
“Aumentar a transparência das reservas nucleares dos Estados é importante para os esforços de não proliferação e desarmamento”, assinalou o Departamento de Estado.
Tratado com a Rússia
Donald Trump e Putin durante encontro do G20 em Osaka, Japão, em 2019
Mikhail Klimentyev/AP
Trump também se retirou de outro acordo crucial, o Tratado New Start, congelado no ano passado antes do seu vencimento, em 5 de fevereiro. O documento limita o número de ogivas nucleares mantidas por Washington e Moscou, e permitir que o mesmo expirasse poderia ter provocado uma reversão da redução das ogivas por ambos os países.
Trump disse que queria um novo acordo, o qual incluísse a China, que possui apenas uma fração das ogivas de Estados Unidos e Rússia. Biden, que assumiu o cargo em 20 de janeiro, propôs de imediato uma extensão de cinco anos para o tratado, com a qual o presidente russo, Vladimir Putin, concordou rapidamente.
Na semana passada, diplomatas russos e americanos tiveram conversas a portas fechadas em Genebra para começar a discutir um tratado para suceder o New Start e o controle das armas convencionais.
Segundo um cálculo de janeiro de 2021 feito pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, que inclui ogivas aposentadas (não incluídas nas cifras do Departamento de Estado), os Estados Unidos possuíam 5.550 ogivas, em comparação com 6.255 da Rússia, 350 da China, 225 da Grã-Bretanha e 290 da França. Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte juntos tinham cerca de 460 ogivas nucleares, de acordo com o instituto.
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Fonte: G1 Mundo

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5 maneiras como Suprema Corte conservadora pode mudar EUA


Ex-presidente Donald Trump nomeou três juízes, deixando tribunal mais conservador. Mas qual é o impacto prático disso? Manifestantes pró-aborto enfrentaram opositores em protestos em frente à Suprema Corte dos EUA neste fim de semana
Getty Images/BBC
Desde que Donald Trump nomeou três juízes conservadores para a Suprema Corte dos Estados Unidos, durante seus quatro anos de mandato presidencial, para muitos parecia uma questão de tempo até que o mais alto corpo jurídico do país começasse a agir, decidindo sobre algumas das mais polêmicas questões legais e políticas da atualidade.
Com o início, nesta segunda-feira (04), de uma nova temporada de trabalho da Corte, esse momento pode ter chegado.
Este próximo período de trabalho do Judiciário decidirá alguns casos — em temas como aborto, controle de armas de fogo, segurança nacional e religião — que não apenas podem estabelecer precedentes para os tribunais dos EUA, mas modificar fundamentalmente o tecido social americano.
Vários ativistas políticos por todo o espectro político estão atentos — o que levou alguns, particularmente da esquerda, a fazer alertas graves sobre o enorme poder do Judiciário e sugerir formas com que esse poder possa ser contido, seja por uma mudança em sua composição ou limitando sua autoridade.
Essa crítica levou os conservadores da Corte a reagir duramente contra as acusações de que eles possuem uma agenda política.
O juiz Samuel Alito disse que os críticos estão realizando “esforços sem precedentes para intimidar a Corte”.
Amy Coney Barrett, que substituiu a juíza liberal Ruth Bader Ginsburg depois de sua morte, em outubro de 2020, reagiu contra aqueles que dizem que os membros da Suprema Corte são “um bando de partidários”.
Clarence Thomas, o juiz mais veterano do tribunal, responsabilizou a mídia por fazer parecer que juízes sejam como políticos que tomam decisões baseados em suas “preferências pessoais”.
Se os juízes conservadores votarem todos juntos em algum desses grandes temas — desmantelando proteções ao aborto, por exemplo — essas promessas podem acabar sendo ignoradas.
Aborto
Esse será um dos casos acompanhados mais de perto na história recente da Suprema Corte, já que os ativistas contrários ao aborto acreditam que a corte, agora dominada por conservadores, pode finalmente abandonar quase cinco décadas de precedência desde o caso Roe x Wade e permitir que Estados impeçam novas restrições a abortos durante os primeiros seis meses de gravidez.
O caso envolve uma lei do Mississippi que proíbe abortos depois da 15ª semana de gravidez — uma lei que foi, desde o início, desenhada para dar à corte a chance de mudar o curso dessa questão politicamente difícil.
Controle de armas de fogo
Durante a maior parte da história dos Estados Unidos, a Suprema Corte fez pouco esforço para definir o significado da expressão “direito a portar armas”, contido na Segunda Emenda da Constituição americana.
Isso mudou com o histórico caso Distrito de Columbia x Heller, de 2008, em que uma apertada maioria de juízes manteve o direito constitucional de possuir uma arma de fogo.
O mais recente alvo dos defensores das armas são regras impostas por municípios e Estados que, segundo eles, desrespeitam esse direito.
Na mira durante esta nova temporada da Corte está a restrição imposta pela cidade de Nova York ao acesso a licenças para portar pistolas junto ao corpo, escondidas — um caso que pode dar aos juízes uma oportunidade de decidir que carregar uma pistola, mesmo em cidades grandes, deveria ser muito mais fácil.
Pena capital
Os temas liberdade religiosa e pena capital se chocam num caso do Estado do Texas, onde um prisioneiro condenado à morte entrou com um processo para permitir que seu pastor faça uma oração ao seu lado, mantendo contato físico, durante sua execução.
Outro caso, mais lateral, que também trata da pena capital e certamente vai gerar manchetes de jornais envolve o autor da explosão ocorrida na Maratona de Boston, em 2013, Dzhokhar Tsarnaev.
Um tribunal decidiu que sua sentença de morte não tinha validade porque os jurados haviam sido influenciados pela cobertura da imprensa que precedeu o julgamento e porque foram informados sobre outros assassinatos cometidos pelo irmão de Tsarnaev, que participou do atentado em Boston e foi morto pela polícia durante uma perseguição. O governo do presidente Joe Biden quer que essa sentença de morte seja novamente imposta.
Segredos de Estado
Às vezes múltiplos casos numa temporada de trabalho da Suprema Corte tocam em vários aspectos de um mesmo tema. Neste ano, dois processos envolvem o tipo de informação que o governo pode reter em nome de “segredos de Estado” e segurança nacional.
O primeiro envolve o prisioneiro da Baía de Guantánamo Abu Zubaydah, que busca informações sobre chamados “locais obscuros” de interrogatório gerenciados pelos EUA e sobre pessoas contratadas pela Agência Central de Inteligência (CIA) que ele está processando por supostamente o terem torturado.
O segundo está ligado a um processo iniciado por um grupo de homens muçulmanos na Califórnia que alegam que o FBI cometeu discriminação religiosa quando monitorou integrantes de sua comunidade por possíveis conexões terroristas.
Liberdade religiosa
Se há uma área em que a corte demonstrou sua tendência conservadora nos últimos anos, é em questões envolvendo liberdade religiosa e supostos desrespeitos a essa liberdade.
Nesta nova temporada de trabalhos, a corte relacionou um caso questionando a capacidade do Estado de excluir escolas paroquiais de um programa que dá a estudantes dinheiro para usar em educação particular. Parece muito pouco provável, considerando o recente histórico desta corte, que tal política sobreviva.
O ‘tribunal paralelo’
Embora esta temporada da Corte possa ter mais decisões controversas do que o normal, há algumas disputas travadas recentemente em tribunais menores que os juízes poderiam ter escolhido — mas preferiam não considerar.
A corte escolheu não decidir sobre um caso que questiona a constitucionalidade do alistamento militar obrigatório apenas para homens — americanos do sexo masculino ainda precisam se registrar nas Forças Armadas, apesar de a convocação obrigatória ter sido abandonada no início dos anos 1970.
Os juízes também decidiram não abraçar um caso que tenta dar ao Distrito de Columbia, onde fica a capital, Washington, um assento no Congresso, e outros processos que diretamente questionam a pena de morte.
Às vezes, no entanto, uma decisão de não debater e deliberar sobre um caso — ou de emitir uma ordem de “emergência” em alguma disputa legal — pode ter quase o mesmo grande impacto no cenário legal dos EUA que um caso integrado ao calendário da Suprema Corte.
A Corte tem, mais e mais, usado o que ficou conhecido como “tribunal paralelo” — opiniões curtas, geralmente sem assinatura, emitidas sem muito barulho e muitas vezes fora do horário normal de trabalho.
Três exemplos recentes dessa tendência envolveram ações da Suprema Corte numa lei de aborto extremamente restritiva do Texas, uma política da era Trump exigindo que aqueles pedindo asilo ficassem no México e uma tentativa do governo Biden de manter uma moratória temporária para expulsões de moradores de suas casas.
Enquanto as decisões tradicionais da corte demoram meses para ser tomadas, dos pareceres legais até a decisão — e os grandes casos desta temporada provavelmente não serão anunciados até maio ou junho de 2022 — o tribunal paralelo pode deliberar rapidamente e se mover em direções imprevisíveis.
Em outras palavras, pode haver ainda mais abalos legais nesta temporada de trabalho da Suprema Corte dos Estados Unidos.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Deus não quer me ver sofrer’, diz colombiana que teve eutanásia autorizada


Martha Sepúlveda será a primeira mulher na Colômbia a ter a morte assistida autorizada sem ter doença em estado terminal. Ela sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), que a levou a perder parte dos movimentos. Martha Sepúlveda, colombiana que decidiu pela eutanásia, dá entrevista à TV colombiana
Federico Redondo Sepúlveda/Reprodução/Twitter
Diante da morte, marcada para este domingo (10), a colombiana Martha Liria Sepúlveda sorri. Aos 51 anos, ela é a primeira mulher na Colômbia a conseguir autorização para a eutanásia sem estar em um quadro terminal.
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Martha tem esclerose lateral amiotrófica (ELA), e não consegue andar e tem convivido com dores e outras dificuldades. A mulher, então, decidiu pedir autorização para a morte assistida logo depois de a Corte Constitucional — o Supremo colombiano — ampliar o direito à eutanásia, que já era concedido a casos terminais. Conseguiu, e marcou a data para 10 de outubro.
Saiba no VÍDEO abaixo o que é a esclerose lateral amiotrófica (ELA)
Especialista tira dúvidas sobre esclerose lateral amiotrófica
“Sou uma pessoa católica, me considero alguém que crê muito em Deus, mas, repito, Deus não quer me ver sofrer e acredito que não quer ver ninguém sofrer. Nenhum pai quer ver seus filhos sofrerem”, disse, em entrevista à emissora colombiana Caracol.
“Para mim, a morte é um descanso”, emenda.
Por ser católica, aliás, a decisão de Martha encontra muita resistência dentro da Igreja, que costuma se posicionar contra a prática. Questionada pela TV colombiana como lida com isso diante de padres, ela responde:
“A resposta [que dou a eles] é a mesma: faço isso porque estou sofrendo e porque creio em um Deus que não quer me ver assim. Para mim, Deus está me permitindo isso, então se gosta de mim, não gosta de me ver nesta situação”, justifica.
Até por isso, Martha decidiu morrer em uma manhã de domingo. “Como sempre vamos à missa, quis que fosse em um domingo. Quero que o procedimento, a cremação, a entrega das cinzas e a eucaristia ocorram no mesmo dia. E que não sejam em uma sala de velórios, acho que isso aumenta o sofrimento das pessoas.”
Os últimos dias de vida
Martha Sepúlveda e o filho Federico conversam com a TV colombiana: Martha decidiu pela eutanásia por sofrer com dores e perdas de movimento causados pela ELA
Federico Redondo Sepúlveda/Reprodução/Twitter
Martha, então, tenta aproveitar os dias que lhe restam com cerveja e comida, na companhia da família. “Estou mais tranquila desde que autorizaram o procedimento. Rio mais, durmo mais tranquila”, afirmou à TV Caracol.
O filho Federico, de 22 anos, reconhece que gostaria de ter a mãe por mais tempo, mas afirma que aceitar a decisão da eutanásia é o “maior ato de amor” que já fez. “Em princípio preciso da mamãe, quero ela comigo, quase em qualquer condição. Mas sei que em suas palavras ela já não vive mais, apenas sobrevive”, disse.
“Meu foco agora é em fazê-la feliz, fazer com que ela ria, em divertir um pouco. E que sua estada na Terra, pelos dias que ainda restam, seja um pouco mais amena”, completa Federico.

Fonte: G1 Mundo

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Avião fica preso debaixo de passarela na Índia; veja VÍDEO

Airbus A320 sem asas e sem cauda é uma aeronave que foi descartada e vendida pela Air Indian, e transporte era de responsabilidade do comprador. Incidente aconteceu em 21 de setembro, mas avião continuava no local no último fim de semana. Avião fica preso debaixo de passarela na Índia
Um avião Airbus A320, sem asas e sem a cauda, ficou preso debaixo de uma passarela perto do aeroporto de Deli, na Índia, durante seu transporte. O incidente foi registrado por um motorista que estava perto do local (assista acima).
Rishabh Kumar postou em seu perfil uma mensagem dizendo ter achado curioso ver o avião ser carregado pela rodovia, e por isso começou a filmar com seu celular. Ele admite que não imaginava que captaria uma cena tão inusitada poucos segundos depois.
Embora tenha publicado o vídeo apenas no domingo (3), ele diz que o fato aconteceu no dia 21 de setembro. Segundo comentários em seu post, no último final de semana ainda havia funcionários tentando retirar o avião do local.
Posteriormente, outro usuário do Twitter postou um comunicado da Air Indian, no qual a empresa explica que se tratava de uma aeronave já descartada e que foi vendida, e que o transporte era de responsabilidade total do comprador.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia registra recorde de mortes diárias por Covid-19


O aumento dos óbitos está relacionado ao pico de casos provocados pela variante delta, à estagnada campanha de vacinação e também às poucas restrições sanitárias. Enfermeira prepara dose da vacina Sputnik V, desenvolvida pela Rússia para proteger população da Covid-19
Tatyana Makeyeva/Reuters
Nas últimas 24 horas, a Rússia registrou 895 mortes por Covid-19, um recorde para o país desde o início da pandemia. O aumento dos óbitos está relacionado ao pico de casos provocados pela variante delta, à estagnada campanha de vacinação e também às poucas restrições sanitárias.
Com isso, o total de mortos por Covid-19 no país chega a 211.696, a taxa mais alta de toda a Europa.
A Rússia viu o número de infectados aumentar à medida que a vacinação foi desacelerando. Atualmente, é o quinto país do mundo mais afetado pela doença, chegando a mais de sete milhões de casos registrados.
Diante do aumento dos casos, as autoridades foram acusadas de minimizar a gravidade do surto pandêmico e de não tomar as medidas sanitárias adequadas contra o coronavírus.
A Rússia luta para conscientizar a população da importância da vacinação contra a Covid-19. Pesquisas de institutos independentes mostram que mais da metade dos russos não planeja se vacinar.
Veja mais vídeos:

Fonte: G1 Mundo

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Passaportes do Japão e de Singapura são os mais poderosos do mundo; brasileiro cai para 20º


Ranking leva em consideração o número de destinos que donos de passaportes de determinados países podem acessar sem um visto prévio. Ranking considera quais passaportes permitem a entrada em mais países sem visto prévio
Divulgação
Os passaportes do Japão e de Singapura são os mais poderosos do mundo em 2021, segundo a consultoria Henley & Partners, que faz o levantamento anualmente.
No ranking, é levado em consideração o número de destinos que donos de passaportes de determinados países podem acessar sem um visto prévio.
O documento japonês ocupa o topo do ranking global desde 2019. Já o de Singapura tinha caído para a segunda colocação em 2020. Agora, ambos possibilitam visitar 192 países sem visto prévio.
O passaporte brasileiro, que permite a entrada em 170 países sem visto prévio, caiu para a 20ª colocação – em 2020, ocupava a 18ª. No histórico da consultoria, que começa em 2006, a melhor posição foi a 16ª, em 2016.
Empatado com o Brasil está o passaporte argentino. Já o menos aceito é o passaporte do Afeganistão. Veja os top 10 abaixo.
Os passaportes mais poderosos de 2021:
1. Japão, Singapura (192 destinos)
2. Alemanha, Coreia do Sul (190)
3. Finlândia, Itália, Luxemburgo e Espanha (189)
4. Áustria, Dinamarca (188)
5. França, Irlanda, Holanda, Portugal, Suíça (187)
6. Bélgica, Nova Zelândia, Suíça (186)
7. República Tcheca, Grécia, Malta, Noruega, Reino Unido, Estados Unidos (185)
8. Austrália, Canadá (184)
9. Hungria (183)
10. Lituânia, Polônia, Eslováquia (182)
Os passaportes menos aceitos em 2021:
109. Coreia do Norte (39 destinos)
110. Nepal e Palestina (37)
111. Somália (34)
112. Iêmen (33)
113. Paquistão (31)
114. Síria (29)
115. Iraque (28)
116. Afeganistão (26)

Fonte: G1 Mundo

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‘Aqui todos somos ignorantes’: a vida sem ler ou escrever em um povoado na Venezuela


Em Ologá, escola fechou as portas antes mesmo da pandemia começar. Além da má instrução, faltam infraestrutura e acesso a serviços básicos. Escola púlica em Ologa, na Venezuela, em foto de 6 de setembro. Cidade tem índice baixíssimo de alfabetização.
Federico Parra/AFP
As carteiras do que no passado foi uma escola em Ologá, um povoado de pescadores isolado na Venezuela, estão amontoadas há quatro anos em uma sala escura e empoeirada. O quadro negro não tem nada escrito e a tinta descola das paredes por causa da umidade.
A escola funcionava em uma modesta construção com janelas enferrujadas em uma ilhota deste empobrecido assentamento de palafitas no Lago de Maracaibo. Estava fechada havia três anos quando o governo do presidente Nicolás Maduro suspendeu as aulas presenciais em março de 2020 por causa da pandemia de Covid-19.
E agora que o governo prevê reabrir as salas de aula em 25 de outubro, aqui não será possível.
Esta é uma das tantas calamidades de Ologá, onde vivem umas 40 famílias sem água encanada, nem eletricidade, praticamente isoladas pela falta crônica de gasolina, assim como muitos casarios nesta região que viu nascer a indústria petroleira venezuelana.
Paradoxalmente, a única professora que viajava para este remoto povoado para dar aulas começou a se ausentar devido à falta de combustível. Ela dependia de caronas dadas pelos pescadores e barqueiros que levavam turistas para a região — famosa pelo fenômeno conhecido como Relâmpago do Catatumbo — até que um dia não voltou mais.
Isso sem contar com os salários baixos, que não chegam aos 5 dólares por mês, uma realidade que se repete em todo o país.
“Não aprendi a ler (…) e nada de vogais”, conta com voz anasalada e palavras entrecortadas Andrea, uma menina de 12 anos, que lembra dos colegas no recreio, quando brincavam em um balanço confeccionado com tábua e cordas, pendurado entre os galhos das árvores frutíferas que outros escalavam.
A taxa de alfabetização na Venezuela é superior a 97%, segundo a Unesco, mas neste casario salpicado por manguezais, o fechamento da escola só piorou o analfabetismo dominante.
“Dos meus oito filhos (já adultos), só uma sabe ler e escrever. Os demais somos todos ignorantes”, comenta à AFP Ángel Villasmil, de 58 anos, que se prepara para lançar sua velha rede para pescar a alguns metros de uma praia onde passou toda a sua vida.
Enquanto desenrola a rede de pesca, vê seus 20 netos brincando com tábuas e tambores de plástico que flutuam em uma margem repleta de dejetos arrastados pela correnteza, a maioria cobertos de petróleo. Nenhum deles sabe ler ou escrever.
‘Nossos pulmões doem!’
Maria Villasmil, filha de Ángel, lembra de seus anos de colégio com alegria. “A professora me ensinou muitas coisas, ler, escrever”, diz esta mãe de 21 anos.
“Quero que a minha filha também aprenda. Aqui tem muitas crianças que querem estudar e não podem fazê-lo porque não tem escola”, assegura, referindo-se à sua pequena Sheira, de três anos.
Mas em Ologá, a falta de educação está longe de ser o problema principal. Ángel, que não estudou, embora a escola funcionasse em sua época, entra todos os dias no lago tentando pescar alguma coisa para vender e alimentar sua família.
Francisco Romero, nascido há 67 anos neste povoado flutuante, garante que “nestes tempos a vida tem sido dura”.
“Não temos eletricidade, água bebemos quando chove, de resto temos que buscar água no rio”, comenta em sua palafita feita de paredes de latas desmontadas, onde mora com outros nove familiares.
A fumaça da lenha usada para cozinhar impregna o ar. Há anos não têm acesso ao gás doméstico. “Nossos pulmões doem!”, exclama.
O pouco combustível que chega é levado pelos compradores de peixe, que costumam pagar por escambo com gasolina ou “um pouco de comida”, em especial arroz ou farinha de milho.
Muitos foram “para terra pôr os jovens no colégio”, diz Francisco, mas a crise os obriga a voltar.
“Vão embora e voltam outra vez para cá, a vida em terra não é igual à daqui, a gente tira o peixe e come, mas em terra se você não tem um ‘bolivita’ (moeda), não come”, explica.

Fonte: G1 Mundo

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Donald Trump não é mais uma das 400 pessoas mais ricas dos EUA, segundo Forbes


Ex-presidente está fora da lista pela primeira vez em 25 anos. Ele possui US$ 2,5 bilhões, mesmo valor do ano passado, mas já perdeu US$ 600 milhões desde o início da pandemia; caso tivesse diversificado investimentos em vez de se concentrar em ramo imobiliário, poderia ter aumentado fortuna em até 80%, estima publicação. Donald Trump em foto de 12 de janeiro
Carlos Barria/Reuters
Pela primeira vez em 25 anos, Donald Trump está fora da lista de 400 pessoas com as maiores fortunas dos Estados Unidos da revista Forbes. Segundo a publicação, ele possui “apenas” US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 13,69 bilhões), o mesmo valor que no ano passado garantiu que ele ficasse com a posição 339.
Desta vez, porém, ele precisaria de pelo menos mais US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2,19 bilhões) para conseguir entrar no ranking. E poderia até ter conseguido. Porém, segundo a revista, o ex-presidente perdeu US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,28 bilhões) desde o início da pandemia.
A notícia certamente deve abalar Trump, que sempre ostentou sua riqueza, inclusive ao anunciar sua candidatura à presidência, quando fez questão de incluir a frase “sou muito rico” em seu discurso.
“Estou usando meu próprio dinheiro. Eu não estou usando os lobistas. Eu não estou usando doadores. Eu não me importo. Eu sou muito rico”, disse, na ocasião.
Além disso, o ex-presidente já foi acusado de inflar sua fortuna, afirmando ser muito mais rico do que realmente é. Ele já chegou a declarar repetidamente que possuía mais de US$ 10 bilhões, mais do que o dobro do estimado pela própria Forbes após entrevistar mais de 80 fontes.
Trump tem ainda um histórico de sonegação de impostos, revelado pelo “The New York Times” e enfrenta uma série de processos na justiça sobre o assunto.
O culpado
A Forbes atribui o prejuízo às perdas enfrentadas pelo setor imobiliário, onde se concentra a maior parte da fortuna de Trump. E diz que decisões equivocadas do empresário o levaram a perder dinheiro.
“Se Trump está procurando alguém para culpar, ele pode começar por si mesmo. Cinco anos atrás, ele teve uma oportunidade de ouro de diversificar sua fortuna. Recém-saído da eleição de 2016, os funcionários federais de ética pressionaram Trump a se desfazer de seus ativos imobiliários. Isso teria permitido que ele reinvestisse os lucros em fundos de índices de base ampla e assumisse o cargo sem conflitos de interesse”, ressalta a Forbes.
A revista estima que, na época, ele tivesse cerca de US$ 3,5 bilhões em ativos e, através de algumas projeções, prevê o que ele teria obtido com vendas, gastado com o pagamento de impostos e especula quanto poderia ter ganhado com outros investimentos.
“Aplicando US$ 2,4 bilhões em um fundo de índice que acompanha o S&P 500, por exemplo, a fortuna de Trump teria inflado para US$ 4,5 bilhões agora, deixando-o 80% mais rico do que é hoje. Em outras palavras, sua recusa em desinvestir custou-lhe US$ 2 bilhões”, exemplifica, em uma estimativa considerada “conservadora”.
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Fonte: G1 Mundo

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Da peste negra à Covid: como epidemias definem a história


Doenças infecciosas mataram milhões de pessoas ao longo dos séculos, mas também trouxeram mudanças e progresso, influenciando da ciência a guerras e até o clima do planeta. Menino de máscara em bicicleta passa em frente a grafite mostrando profissional de saúde injetando seringa de vacina em um coronavírus Sars-CoV-2 em Gaza, no dia 31 de dezembro.
Mohammed Abed / AFP
Numa das minhas lembranças de infância, estou na escada rolante de uma loja de departamentos, esticando a mão para pegar no corrimão. Minha avó me puxa carinhosamente: “Não faça isso, é sujo”, e segura minha mão forte, enquanto descemos.
Deve ter sido no fim dos anos 60, eu tinha uns quatro ou cinco anos de idade. Na época, a “gripe de Hong Kong” varrera o planeta: embora tenha matado de 1 milhão a 4 milhões de seres humanos, hoje ela está praticamente esquecida. E aos poucos foram abandonadas as lições de higiene da época, que a pandemia de Covid-19 voltou a popularizar: manter distância, usar máscara, lavar as mãos.
Minha avó, cuja mãe quase morrera da assim chamada “gripe espanhola” de 1918, ainda tinha bem presentes essas precauções de segurança. Antes dos antibióticos e da vacinação em grande escala, durante séculos doenças infecciosas como o tifo, difteria e varíola espalharam terror nos corações dos europeus.
‘Perigo tão grande quanto a mudança climática’
Pessoas usam máscara em frente ao Estádio Nacional em Tóquio, no Japão, nesta terça-feira (3)
Kim Kyung-Hoon/Reuters
Hoje em dia, quem morre dessas infecções são sobretudo as crianças de países menos desenvolvidos, muitos dos quais não têm como arcar com o luxo de vacinações dispendiosas e bons sistemas de saúde. No entanto o vírus Sars-Cov-2 também abalou a sensação geral de segurança e mostrou que ninguém está imune.
“Epidemias são a maior ameaça global, ao lado da mudança climática”, afirma Oliver Gauert, curador da “maior exposição de história médica do mundo”, segundo afirma. “Elas simplesmente não entraram na consciência do público no mesmo grau. A Covid é uma advertência para a humanidade.”
Epidemias. Maldição do passado, ameaça do futuro foi inaugurada em 2 de outubro de 2021 no Museu Roemer-Pelizaeus de Hildesheim, no estado alemão da Baixa Saxônia. Ela foi concebida em cooperação com numerosas instituições científicas, entre as quais a Universidade de Ciências e Artes Aplicadas de Hanover e o Centro Helmholtz de Pesquisa de Doenças Infecciosas.
O triunfo da Morte
A entrada para a mostra foi projetada na forma de um enorme livro. Atravessando 30 estações, os visitantes vivenciam momentos-chave da medicina, do teatro anatômico de Pádua, inaugurado em 1595, onde se realizaram as primeiras dissecções de cadáveres, ao laboratório do Nobel da Medicina Paul Ehrlich (1854-1915), que desenvolveu uma cura para a sífilis.
A exposição também reproduz uma unidade de tratamento intensivo de Covid-19. Com um manequim conectado a um ventilador, a instalação constitui um impiedoso lembrete de que neste momento há gente lutando assim pela própria vida em hospitais de todo o mundo.
Incluídas estão também obras de arte tematizando as epidemias. Em O triunfo da Morte, do pintor flamengo Pieter Bruegel, o Velho (1525-1569), o céu é sombrio: nuvem cinza-azulado pairam sobre uma paisagem de árvores carbonizadas.
Em primeiro plano está uma pilha de cadáveres, um esqueleto corta a garganta de um homem de camisa branca, enquanto outro, às costas de um rei, ergue uma ampulheta. Atrás de um portão, um exército de outros esqueletos aguarda para levar a peste negra até o povo.
Esse “Ceifador Macabro” está profundamente arraigado na memória cultural da Europa, como emblema das epidemias. E o aterrorizante esqueleto de Bruegel não discrimina entre pobre ou rico, homem, mulher ou criança.
Definindo destinos – para o mal e para o bem
Nem os historiógrafos médicos sabem dizer quantos milhões acabaram morrendo em decorrência de epidemias. Certo está, porém, que a peste “não afetou apenas os pobres, como o tifo ou febre tifoide, mas também as elites da sociedade”, relata Gauert. “Então, pode-se imaginar que houve uma redistribuição total de propriedades e poder.”
A agricultura, ofícios e guildas tiveram que encontrar novas formas de trabalho. Assim, o processo de superar epidemias promoveu mudanças culturais e políticas. Foi esse o caso da peste: até sua eclosão, no século 14, enfermidades eram consideradas punição divina.
“Mas a peste negra fez tantas vítimas, mesmo nos quadros da Igreja, que o povo se recusou a suportá-la passivamente”, prossegue o curador da mostra. “Pela primeira vez, encarregou-se uma instituição científica, a Universidade de Paris, de dar uma opinião especializada sobre as causas. Foi a primeira vez que se abordou uma moléstia assim, de forma sistemática e científica.”
As pestes também estancaram guerras e determinaram vitória ou derrota. Como quando, no começo do século 16, o conquistador espanhol Hernán Cortés e um pequeno exército de mercenários fizeram cair o poderoso império asteca. Durante a batalha de Tenochtitlán, uma epidemia irrompeu entre o povo nativo do México, matando metade da população: os invasores haviam trazido consigo sarampo, varíola ou outro patógeno, contra o qual eram imunes – mas os astecas, não.
Clima, doenças e globalização interconectados
Um estudo da University College London, de 2019, sugere que a transmissão de epidemias do Velho para o Novo Mundo possa ter influenciado o clima terrestre. Estima-se que 90% dos povos nativos da América tenham morrido em consequência de pestes importadas, por isso tantos quilômetros quadrados de terra previamente cultivada ficaram abandonados.
Árvores e arbustos voltaram a crescer livremente, absorvendo dióxido de carbono da atmosfera. O clima global esfriou, causando a “Pequena Era do Gelo” por volta de meados do século 16. O evento demonstra quão intimamente clima, enfermidades e globalização estão interconectados.
“As moléstias infecciosas estão avançando”, adverte Oliver Gauert, citando quatro fatores decisivos. O primeiro é o trânsito global de mercadorias e pessoas, propiciando que as doenças se alastrem em escala mundial numa questão de semanas.
Em segundo lugar está a mudança climática, gradativamente ampliando as zonas tropicais e subtropicais. Espera-se que, dentro de dez anos, por exemplo, a dengue, doença infecciosa tropical-subtropical transmitida por mosquitos, tenha chegado à Alemanha.
O terceiro fator é a penetração humana em regiões da selva cada vez mais remotas, onde estão latentes vírus perigosos, como se evidenciou com o ebola e a aids. E, por fim, cai a efetividade dos antibióticos na luta contra infecções bacterianas, devido à resistência crescente dos patógenos.
Avanços na medicina não são para todos
O curador da exposição enfatiza, contudo, que essas ameaças são basicamente controláveis hoje em dia. Ao contrário das gerações anteriores, a humanidade não está mais indefesa diante de vírus e bactérias.
Além disso, enquanto no passado levava décadas até se desenvolver uma vacina, a primeira contra o novo coronavírus já estava disponível após um ano. Assim, “cada pandemia faz a ciência, a medicina e os sistemas de saúde avançarem”.
Esses avanços, no entanto, não ocorrem na mesma velocidade por toda parte. Mesmo durante a atual pandemia, evidencia-se uma enorme lacuna entre os países ricos e pobres.
Ainda assim, todos podem contribuir para a luta contra os vírus e bactérias. Quando criança, eu ficava aborrecida quando ia correndo faminta para a mesa e minha avó me ralhava: “Não esqueça de levar as mãos!” Hoje, em meio à pandemia, eu sigo os preceitos de higiene dela mais conscienciosamente do que nunca.

Fonte: G1 Mundo

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Drone resiste a ondas e ventos para captar vídeo no centro de furacão de categoria 4 nos EUA


Pequena embarcação autônoma enfrentou ondas de mais de 15 metros e ventos de quase 200 km/h. Pesquisadores lançam drone até o centro do furacão Sam
Pesquisadores da Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA) e da empresa Saildrone Inc. divulgaram os primeiros vídeos de uma espécie de embarcação autônoma, um tipo de drone, que capturou imagens no centro do furacão Sam, classificado como categoria 4.
O drone enfrentou ondas de mais de 15 metros e ventos de quase 200 km/h. O objetivo dos pesquisadores é coletar dados científicos e, ao mesmo tempo, apresentar uma visão nova de uma das forças mais destrutivas da Terra.
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As imagens divulgadas foram captadas em 30 de setembro. Em seu deslocamento atual, o furacão Sam está se afastando da costa dos Estados Unidos.
(Nos trechos do VÍDEO acima, veja as imagens captadas pelo drone e seu posicionamento no centro do furacão)
Saildrone Explorer SD 1045 é uma espécie de embarcação autônoma, um tipo de drone marítimo.
Saildrone Inc/Divulgação
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Fonte: G1 Mundo