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Princesa Mako do Japão se casará com noivo plebeu no final de outubro, anuncia Casa Imperial japonesa


Sob as regras da sucessão imperial do Japão, Mako perderá o título real ao casar com um plebeu. Ela conheceu o noivo, um advogado, na faculdade. Princesa Mako chega ao Palácio Imperial em Tóquio, Japão
Kim Kyung-Hoon / Reuters
Após anos de polêmica, a princesa Mako, sobrinha do imperador do Japão, se casará neste mês, mas renunciará aos ritos tradicionais e não aceitará a designação que costuma ser concedida às mulheres da casa imperial que se casam com plebeus.
A agência da Casa Imperial declarou, nesta sexta-feira (1º), que a princesa Mako, de 29 anos, se casará com Kei Komuro em 26 de outubro, segundo a imprensa local.
A união, no entanto, não vai começar nas melhores circunstâncias, já que a agência informou à imprensa que a princesa sofre um transtorno de estresse pós-traumático devido à grande cobertura midiática em torno dela e de sua família.
Mako, filha do irmão mais novo do imperador Naruhito, suportou anos de críticas e rumores sobre a proposta de casamento de Kei Komuro, também de 29 anos.
Segundo as normas de sucessão imperial no Japão, Mako perderá seu título caso se case com um plebeu. Além disso, seu prometido continua na mira porque supostamente sua mãe teria pedido dinheiro emprestado a um ex-prometido e não o devolveu. O ex-parceiro da senhora Komuro a acusa de não devolver mais de 4 milhões de yenes (cerca de 35.000 dólares), quantia que supostamente foi pedida emprestada para financiar parte da educação de seu filho.
A disputa, que ainda não foi resolvida, provocou um escândalo no Japão, onde se espera um comportamento impecável dos membros da família imperial.
Kei Komuro foi embora em 2018 para os Estados Unidos para cursar direito, decisão interpretada pelo Japão como uma tentativa de aliviar a pressão.
Espera-se que o casal vá para Nova York depois do casamento.

Fonte: G1 Mundo

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Luciano Hang na CPI, assédio a ciclista, acidente em concessionária: os vídeos mais vistos da semana


As imagens que foram destaque no Brasil e no mundo entre 27 de setembro a 1º de outubro. As imagens que foram destaque no Brasil e no mundo entre 27 de setembro a 1º de outubro.

Fonte: G1 Mundo

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Vândalos ‘antifeministas’ desfiguram imagens de mulheres em Israel


Nos últimos 20 anos, outdoors mostrando mulheres foram desfigurados e derrubados por extremistas religiosos em Jerusalém e outras cidades com grandes populações ultraortodoxas. Imagem vandalizada em Israel, em 2 de julho de 2021
Jim Hollander/AP
Imagens do rosto de uma ativista e sobrevivente do Holocausto, Peggy Parnass, foram colocadas na Cidade Velha de Jerusalém, em Israel, e vandalizadas cinco vezes.
As fotos de Parnass foram colocadas nas paredes da região como parte de uma exposição que começou em abril. Vândalos (provavelmente extremistas ultraortodoxos) pintaram seus olhos e boca com spray.
O graffiti foi limpo a cada vez. Para muitos israelenses, no entanto, a solução de curto prazo destacou um padrão familiar que é ainda mais doloroso porque a destruição não vem de inimigos além das fronteiras de Israel, mas de dentro.
“Não é anti-semita”, disse Jim Hollander, curador da instalação de arte The Lonka Project na Safra Square. “Isso é antifeminista.”
Imagens de uma ativista foram vandalizadas seguidas vezes em Jerusalém
Jim Hollander/AP
Apesar de sua modernidade, poder de fogo militar e know-how de alta tecnologia, Israel foi, durante décadas, incapaz de impedir que imagens de mulheres fossem desfiguradas em alguns espaços públicos. Nos últimos 20 anos, outdoors mostrando mulheres – incluindo jogadores de futebol, músicos e meninas – foram desfigurados e derrubados por extremistas religiosos em Jerusalém e outras cidades com grandes populações ultraortodoxas.
Até a chanceler alemã, Angela Merkel, foi apagada de uma fotografia de 2015 de líderes mundiais em Paris publicada por um jornal ultraortodoxo.
“Isto não é Cabul, é Jerusalém”, disse Fleur Hassan-Nahoum, uma vice-prefeita de Jerusalém. “Esta é uma campanha organizada por radicais para tirar as mulheres do espaço público, que pertence a todos nós”.
A foto dupla de Parnass, de 94 anos, que mora na Alemanha, está afixada em uma parede externa do complexo da Prefeitura de Jerusalém.
Hollander disse que o escolheu especificamente entre dezenas de outros postados ao redor do complexo para pendurar na marquise porque projeta vitalidade, perseverança e sobrevivência em uma das áreas mais famosas de Israel. A sua localização central torna-o visível para milhares de pessoas todos os dias.
O vandalismo é amplamente atribuído a um pequeno número de membros da comunidade ultraortodoxa insular, que enfatiza a modéstia entre as mulheres e tradicionalmente exerce influência desproporcional na política israelense. A foto foi postada ao lado de uma rua que faz fronteira com um bairro ultraortodoxo e é uma passagem popular para o Muro das Lamentações da Cidade Velha, o local de oração judaico mais sagrado.
Os judeus ultraortodoxos representam cerca de 12,6% da população de Israel de 9,3 milhões. A população dessa comunidade está crescendo mais rápido do que a de outros judeus e árabes israelenses, de acordo com o Instituto de Democracia de Israel, um centro de estudos não partidário de Jerusalém. A maioria da comunidade judaica de Jerusalém é ultraortodoxa, disse o instituto.
Judeus Ortodoxos celebram a páscoa em Israel depois de tragédia que deixou 45 mortos
Há uma diferença, advertiu um especialista, entre o judaísmo ultraortodoxo mais pragmático e os vândalos desfigurando fotos de mulheres.
“Em geral, eles sabem que o mundo exterior está funcionando de maneira diferente”, disse Gilad Malach, que lidera o programa ultraortodoxo do Instituto de Democracia de Israel. “E eles sabem que, em algumas situações, precisam cooperar com isso.”
Na comunidade ortodoxa dominante, algumas mulheres começaram a resistir nas redes sociais.
“Os homens não estão no comando lá”, disse Kerry Bar-Cohn, 48, uma quiroprática ortodoxa e performer que há alguns anos começou a postar vídeos dela mesma cantando canções infantis no YouTube. Recentemente, ela tentou publicar um anúncio em uma circular local com sua foto, mas foi recusado.
“É uma discriminação direta”, disse Bar-Cohn, esposa de um rabino e mãe de quatro filhos. “Eu estava pensando em processá-los, mas nº 1, quem tem tempo? E nº 2, você não quer ser essa pessoa. ”
Os defensores dizem que apagar mulheres acarreta riscos sociais terríveis.
Banco de Fotos da Vida Judaica
“Você não vê as mulheres, não ouve suas necessidades e suas necessidades não são atendidas”, disse Shoshanna Keats Jaskoll, 46.
Keats Jaskoll lançou recentemente o Banco de Fotos da Vida Judaica, uma coleção do que ela chama de imagens “positivas” de mulheres ortodoxas para a organização Chochmat Nashim. A ideia é vender imagens de mulheres que sejam aceitáveis ​​para o público ortodoxo e mais bem compreendidas pelo público em geral.
Nenhuma dessas iniciativas deteve a onda constante de vandalismo.
O Centro de Ação Religiosa de Israel, que está ligado ao movimento de reforma liberal do judaísmo, rastreou o vandalismo e outros ataques a imagens de mulheres por cinco anos e entrou com uma petição judicial para obrigar a cidade de Jerusalém a reprimir.
Com o tempo, o município respondeu dizendo que está engajado na “aplicação massiva, eficaz e focada” dos estatutos da cidade contra o vandalismo, mas reconheceu a dificuldade em coletar depoimentos e processar suspeitos.
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Fonte: G1 Mundo

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Vídeo flagra momento em que trem atinge caminhão parado em ferrovia de Indianápolis, nos EUA


O acidente não deixou feridos. Um incêndio provocado pela colisão foi controlado rapidamente. Flagrante mostra momento em que trem atinge caminhão em Indianápolis, nos EUA
Um bombeiro que estava de folga registrou o momento exato em que um trem atingiu um caminhão que estava parado em uma ferrovia de Indianápolis, nos Estados Unidos (veja no vídeo acima).
O incidente ocorreu na quinta-feira (30) e o Corpo de Bombeiros de Indianápolis disse em um comunicado que ninguém ficou ferido após o choque.
O caminhão levava em sua carroceria tambores de amido, que com as condições do impacto entraram em combustão, explicou o departamento. O fogo foi controlado rapidamente.
Parte do caminhão ficou presa no trem após colisão em Indianápolis, EUA, em 30 de setembro de 2021
Reprodução/Corpo de Bombeiros de Indianápolis
Parte do caminhão ficou presa no trem após colisão (veja na foto acima). Após o choque, o trem não pôde retornar imediatamente sua viagem e precisou passar por uma vistoria.
Com isso, o trecho da ferrovia que corta a cidade mais populosa do estado de Indiana ficou fechada por horas, o que também interrompeu a passagem de outros trens que seguiriam pelo caminho.
VEJA TAMBÉM: Mulher atravessa linha de trem na Holanda e quase é atropelada

Fonte: G1 Mundo

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Argentina reabre a fronteira aérea aos países vizinhos com foco no Brasil

Apesar da reabertura nesta sexta-feira (1), a pouca oferta de voos, as exigências para entrada no país e os limites diários dificultam o turismo. As condições só devem melhorar a partir de novembro. As companhias Aerolíneas Argentinas, Latam e Turkish receberam poucas autorizações de voos em outubro. Gol e Azul preferiram esperar. Argentina reabre as fronteiras terrestres depois de quase um ano e meio fechadas por causa da pandemia
O governo argentino reabrirá a partir desta sexta-feira (1) a fronteira aérea com os países vizinhos, mas com foco no Brasil, país que recebe o maior número de turista argentinos e que envia mais viajantes para a Argentina. Na prática, as condições para que os turistas dos dois países cruzem a fronteira só devem melhorar a partir de 1º de novembro, quando a Argentina, se abrirá a todos os estrangeiros, sem exceção, e quando as frequências de voos serão ampliadas.
“A reabertura ao turismo, com os países limítrofes agora e com o turismo internacional em novembro, será um dos grandes pilares para a recuperação econômica da Argentina”, disse o ministro do Turismo e do Esporte da Argentina, Matías Lammens, nesta quinta-feira (30), na prévia da reabertura das fronteiras aos países vizinhos.
Desde o começo da pandemia, apenas durante um breve período, entre 2 de novembro e 25 de dezembro, a Argentina permitiu a entrada de turistas estrangeiros, mas apenas dos países com os quais faz fronteira: Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Chile.
A reedição dessa estratégia começa nesta sexta-feira, mas, desta vez, o governo garante que as fronteiras serão reabertas também às demais nacionalidades a partir de 1º de novembro.
Exigências de entrada no país
Para entrar no país, um turista precisará preencher uma declaração juramentada na qual apresentará o esquema de vacinação completo com, no mínimo, 14 dias de vigência desde a segunda dose.
Além de um exame PCR negativo feito nas 72 horas prévias ao embarque, quando o turista aterrissar na Argentina, passará por um teste de antígeno (teste rápido) e deverá fazer um novo PCR entre o 5º e o 7º dia de permanência no país.
Esses dois exames devem ser pagos pelo próprio turista. O teste de antígeno no aeroporto custa US$ 25. Essas exigências isentam o turista de uma quarentena obrigatória.
Quem não tiver um esquema completo de vacinação poderá entrar na Argentina, mas terá de passar uma semana em isolamento.
No entanto, quando a Argentina atingir o limiar de 50% da sua população completamente vacinada, as exigências de um teste de antígeno e de um novo PCR desaparecerão.
Abertura gradual
O país completou setembro com 49,2% da sua população vacinada. Alcançar os 50%, portanto, pode ser questão de horas. O governo prefere trabalhar com uma meta de duas semanas porque serão depois necessários outros 14 dias para o desenvolvimento de anticorpos.
Quando a exigência de testes de antígeno for abolida, as frequências de voos aumentarão. Atualmente, o intervalo entre um voo e outro é de duas horas, necessárias para testar e controlar todos os passageiros.
Por esse motivo, o país só permite até 2.300 passageiros por dia (16.100 por semana) no aeroporto de Buenos Aires, até agora a única porta possível de entrada no país. Esse limite diário de passageiros, equivalente a apenas 6,5% do fluxo diário que o país recebia antes da pandemia, será retirado quando o teste de antígeno for eliminado.
O decreto publicado na madrugada desta sexta-feira indica que o limite de 2.300 passageiros por dia, passará a 3.000 entre os dias 4 e 10 de outubro (21 mil por semana). A partir do dia 11 de outubro e até os 14 dias depois de o país atingir 50% da população completamente vacinada, o limite diário passará a 4.000 (28 mil por semana).
“Depois de 14 dias da data em que nosso país atingir uma cobertura de 50% da população com o esquema completo de vacinação, não será aplicado nenhum limite de nenhum tipo”, diz o decreto.
Poucos voos
As companhias aéreas ainda não contam com tempo prévio suficiente para programar e comercializar voos. Isso reforça o horizonte de novembro como o mês em que o setor pode começar a ter as autorizações de voo normalizadas.
“A partir do decreto desta sexta-feira começaremos a dar previsibilidade para as companhias aéreas. A partir disso, vamos trabalhar para que haja mais voos internacionais”, afirmou Lammens.
Das companhias que atualmente ainda mantêm voos entre Brasil e Argentina, a Aerolíneas Argentinas obteve autorização para duas frequências semanais entre Buenos Aires e São Paulo até 15 de outubro. A Aerolíneas Argentinas pediu autorização para três voos semanais ao Rio de Janeiro em novembro e quatro em dezembro.
A Latam só foi autorizada a realizar cinco voos nos dias 1, 3, 8, 10 e 15 de outubro entre São Paulo e Buenos Aires. A Turkish Airlines só voará nos dias 5 e 12 de outubro entre Buenos Aires e São Paulo.
As companhias brasileiras Azul e Gol continuam sem voar a Buenos Aires. A Gol só pretende retomar os voos em dezembro.
Brasileiros são prioridade
O ministro Matías Lammens disse esperar que o volume maior de turistas seja de brasileiros, responsáveis pela metade dos turistas estrangeiros na Argentina e aqueles que mais gastam.
Em 2019, 1,4 milhão de brasileiros visitaram a Argentina e gastaram, em média, US$ 114 diários. Do outro lado da fronteira, os 2,5 milhões de argentinos, equivalentes a 40% dos estrangeiros, visitaram o Brasil, onde gastaram US$ 57 por dia.
O governo argentino avalia um leque de medidas para incentivar o turismo estrangeiro. Entre as opções, está um plano de conceder descontos de até 100% em passagens aéreas adquiridas através da companhia estatal Aerolíneas Argentinas ao turista que comprovar um determinado número de diárias em hoteis.
Outra opção é levar à esfera internacional uma oferta aplicada com sucesso para incentivar o turismo doméstico em tempos de pandemia. Metade dos gastos com passagens aéreas e com hoteis retornam como crédito ao turista para uma segunda viagem no ano seguinte.
“Acreditamos que vamos encher a Argentina de turistas estrangeiros e estamos trabalhando para que isso aconteça”, indicou o ministro do Turismo, Matías Lammens.
Mas o decreto também abre as portas para que todo o horizonte mude rapidamente caso o cenário de queda de contágios mude: “A Administração Nacional de Aviação Civil poderá suspender autorizações e permissões concedidas às operações de transporte aéreo de passageiros em voos diretos à Argentina, considerando o seu país de origem ou de destino, perante novas linhagens, de acordo com a avaliação da autoridade sanitária nacional em relação à situação epidemiológica”.

Fonte: G1 Mundo

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Em Portugal, onde 85% já foram imunizados com a vacina, maioria das restrições para evitar a transmissão da Covid-19 acaba nesta sexta-feira

O uso da máscara não é mais obrigatório na maioria dos espaços, mas onde há muita gente que pode enfrentar uma infecção grave de Covid-19, como asilos de idoso e hospitais, ainda é preciso mantê-la. Em Portugal, onde a imunização pela vacinação já chegou a 85% da população (a mais alta do mundo depois da ilha de Gibraltar), acabaram, nesta sexta-feira (1º) quase todas as restrições para a prevenção da Covid-19.
Portugal imuniza mais de 80% da população e desobriga uso de máscaras em espaços abertos
O uso da máscara não é mais obrigatório na maioria dos espaços, mas onde há muita gente que pode enfrentar uma infecção grave de Covid-19, como asilos de idoso e hospitais, ainda é preciso mantê-la.
Durante as aulas nas escolas e, mesmo durante os recreios, recomenda-se que “os miúdos” usem máscaras se houver aglomeração. Em lojas com mais de 400 metros quadrados o uso de máscara ainda é obrigatório.
Os bares e boates podem reabrir a partir do dia 1º de outubro sem que os clientes precisem apresentar certificado ou de teste negativo de coronavírus. Até esta sexta-feira, os estabelecimentos precisavam fechar, no máximo, às 2h. Agora, cada um decide em qual horário irá terminar as atividades.
Quatro mortes por dia
Houve uma queda rápida no número de casos diários de Covid-19 e também de mortes.
Na quinta-feira, foram registradas quatro mortes em decorrência da Covid-19 no país, de acordo o jornal “Público”.
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Segundo o jornal “Washignton Post”, a taxa de mortes em Portugal é cerca de metade da taxa média da União Europeia. Em uma reportagem, afirma-se que na cidade de Lisboa os bares e festas voltaram.
Ainda há casos de Covid-19, e considera-se que ainda há risco, mesmo com uma pequena quantidade de pessoas não-vacinadas.
O maior medo é que no inverno as pessoas mais idosas enfrentem uma nova onda de infecções —nem todos os vacinados desenvolvem anticorpos. Pesquisas feitas entre aqueles vacinados deram resultados que são motivo para precaução.
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Fonte: G1 Mundo

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Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz que está presa, é julgada por corrupção em Mianmar


Aung San Suu Kyi, de 75 anos, está em prisão domiciliar. Os militares fizeram seis acusações contra ela. O país vive um conflito desde o golpe de Estado dado por uma junta militar em fevereiro de 2021. Aung San Suu Kyi, líder de Mianmar, durante audiência no caso levado pela Gâmbia contra o país à Corte Internacional de Justiça da ONU, em Haia, na Holanda, no dia 14 de janeiro.
Yves Herman/Reuters
Aung San Suu Kyi, ex-dirigente política de Mianmar e ganhadora do Nobel da Paz, começou a ser julgada nesta sexta-feira (1º). Ela é acusada de corrupção e foi afastada da vida pública no início do ano, após um golpe militar. Confrontos entre militares no poder e resistência têm se intensificado.
Se for considerada culpada, a ex-conselheira de Estado pode ser condenada a 15 anos de prisão por ter aceito, segundo acusações da Junta Militar que atualmente controla o país, mais de 500 mil euros e barras de ouro em subornos.
As acusações são consideradas “ridículas” por pessoas próximas a Suu Kyi, para quem o processo teria o objetivo de afastar a líder da oposição à Junta no poder de maneira definitiva da vida política (leia mais sobre o golpe de Estado adiante nesta reportagem).
Sem Suu Kyi, os representantes da oposição em Mianmar têm dificuldades em se fazer ouvir e acabaram mobilizando uma resistência armada, levando algumas zonas do país à guerra civil, principalmente na fronteira com a Índia.
A resistência não consegue fazer as alianças necessárias com líderes étnicos, segundo May Oo Mutraw, analista político exilado na Tailândia. A esperança reside nos jovens do país, mais do que na oposição.
Um manifestante segura um pôster com a imagem da líder civil detida Aung San Suu Kyi durante uma vigília à luz de velas para homenagear aqueles que morreram durante as manifestações contra o golpe militar em Yangon em 13 de março de 2021.
STR / AFP
“Mianmar está em chamas. É difícil manter a esperança, mas o que é encorajador é que a juventude continua a resistir à ditadura e à agressão. Se nós encontramos meios de apoiar a juventude, então damos talvez uma chance à democracia”, afirma.
A oposição também tem dificuldade em conseguir o reconhecimento da comunidade internacional. Um comitê da Assembleia Geral da ONU deveria se pronunciar esta semana para saber se o país estaria representado por um enviado da Junta militar ou por um opositor. A decisão ficou em suspenso.
Violência
Oito meses após o golpe militar contra o governo civil de Aung San Suu Kyi, a Junta no poder é confrontada a um acúmulo de ações violentas contra suas tropas realizadas por resistentes determinados, mas pouco numerosos, a conseguir desestabilizar realmente os militares no poder.
“Temos que ser sábios em nosso timing e no plano”, declarou à agência France Presse um membro da Força de defesa do povo local após um enfrentamento, em 25 de setembro, na pequena cidade de Gone Nyin, no noroeste de Mianmar.
Cinco soldados morreram no ataque e cerca de 10 resistentes nas represálias dos militares.
VÍDEO: Militares tomam o poder em Mianmar e lideranças são presas
Confrontos similares entre as milícias anti-militares e as tropas da Junta se multiplicaram nas últimas semanas, acompanhados de explosões de bombas e de assassinatos que tinham como alvo colaboradores do regime. Os ataques levaram a represálias violentas dos dois lados.
Na semana passada, a imprensa local indicou que uma família inteira foi assassinada, incluindo uma criança de 12 anos, por ter supostamente ajudado as tropas durante buscas por manifestantes.
Os dissidentes também atacaram e colocaram fora de serviço antenas de uma empresa de telefonia celular do Exército.
Um “governo paralelo” composto em grande parte por ex-deputados do partido de Aung San Suu Kyi convocou uma “guerra defensiva” contra as tropas e os bens da Junta.
Em Thantlang, no oeste do país, a maioria da população fugiu quando o Exército bombardeou a cidade, após confrontos com os resistentes, em setembro, declarou à France Presse um morador de 50 anos, sob anonimato.
Os moradores atravessaram rios e montanhas para chegar à Índia, onde foram levados para campos de refugiados.
Do outro lado do país, no estado de Kayah (no leste), as pessoas também fugiram de bombardeios do Exército após enfrentamentos no começo da semana, segundo uma milícia anti-militar local.
Impasse
Desde o golpe de estado em 1° de fevereiro, mais de 1.100 civis foram assassinados e quase 8.000 foram presos, segundo observadores locais. A Junta afirma que o número de mortos é bem inferior e nega que as tropas tenham cometido massacres e incendiado casas.
Os militares intensificaram a violência para “esmagar a dissidência e impedir o movimento de resistência de ganhar terreno” depois que o “governo paralelo” fez um chamado às armas, declarou à AFP Manny Maung, pesquisadora da ONG Human Rights Watch.
Enquanto a violência aumenta, a ex-símbolo da democracia Aung San Suu Kyi, de 76 anos, se encontra em prisão domiciliar, praticamente ausente da cena pública. Seus contatos com o mundo exterior se limitam a reuniões com seus advogados antes das audiências do processo, diante do tribunal da Junta.
Adepta da não violência, ela foi superada por opositores que consideram que somente a violência pode por fim à dominação militar sobre a política e a economia do país. “Uma grande parte da população está determinada a impedir um retorno ao regime militar, pagando com a própria vida, se necessário”, declarou Richard Horsey da International Crisis Group. “Tudo indica um impasse violento durável”.
Na região de Sagaing (centro), palco de intensos confrontos recentes, não existe visibilidade para uma saída do conflito. Os agricultores “não podem mais plantar comida em suas terras”, declarou à AFP um monge budista da cidade de Kani.
“Eles devem correr e se esconder sempre”, disse o monge, que preferiu não ter sua identidade revelada. “Eles estão cansados, mas eles não gostam dos militares”.

Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido: governo pode contratar açougueiros estrangeiros para evitar falta de linguiça no Natal


País já liberou vistos para contratação temporária de motoristas de caminhão após escassez de mão de obra levar a crise no abastecimento de combustíveis. Prato de linguiça com purê de batatas em foto sem data
Pexels
O Reino Unido precisa de 15 mil açougueiros, alertou a Federação que representa o setor nesta sexta-feira (1º), para evitar a escassez de alguns pratos tradicionais neste Natal, como o “pig in a blanket” linguiça enrolada em bacon. O prato integra a ceia de Natal e é muito popular entre os britânicos. 
Um porta-voz da associação britânica de processadores de carne disse ao jornal “The Times” que a falta de mão de obra, gerada pela pandemia e o Brexit – saída do país da União Europeia –, forçou o setor a abastecer os supermercados apenas com cortes básicos.
“Deveríamos ter começado a produzir comida de Natal em junho, ou julho, mas até agora não fizemos isso”, disse ele, alertando que “haverá escassez de produtos para as festas”.
De acordo com o “The Times”, o governo do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está estudando flexibilizar as condições de imigração para conceder vistos de trabalho a até 1.000 açougueiros estrangeiros, na tentativa de evitar a escassez.
Imagem ilustra com vitrine de açougue em foto sem data
Federico Arnaboldi/Pexels
A falta de caminhoneiros também vem provocando problemas no abastecimento de combustível há algumas semanas, causando longas filas nos postos de gasolina nos últimos dias e atrasos nas entregas em diversos setores.
Supermercados, redes de fast-food e bares também estão sendo afetados, e o problema pode ser agravado pela falta de de mão de obra na produção.
Falta de caminhoneiros provoca ameaça de desabastecimento no Reino Unido
O Ministério do Meio Ambiente e da Alimentação declarou que o Executivo “continua trabalhando estreitamente” com o setor de suínos “para explorar opções que permitam enfrentar as pressões atuais”.
Diante do risco de ver lojas vazias no Natal, Johnson já decidiu conceder cerca de 10.000 vistos de trabalho de três meses para caminhoneiros, até o final do ano. A medida incluirá trabalhadores de alguns outros setores importantes, como granjas avícolas.
Postos sofrem com falta de combustível  
Questionado pelo “The Times” sobre vistos para açougueiros, o Ministério do Interior observou que “outros países do mundo enfrentam desafios similares” e disse preferir que “os empregadores invistam na mão de obra nacional britânica no longo prazo em vez de depender da mão de obra estrangeira”.
Na última quinta-feira (30), a associação PRA afirmou que os postos de gasolina britânicos continuam sofrendo com a falta de combustível, contradizendo as afirmações do governo. Segundo as autoridades, a crise desencadeada na semana passada por motoristas, preocupados com a falta de combustível, está diminuindo.
Ainda era possível encontrar longas filas nos postos, na quinta-feira, especialmente em Londres e no sul da Inglaterra (causando até desentendimentos, veja no vídeo a seguir). Motoristas do Exército devem ser mobilizados nos próximos dias para ajudar a aliviar a crise.
Britânicos brigam em filas de postos de gasolina em meio a desabastecimento nacional
O governo afirma que ela foi provocada por um movimento de pânico da população, depois que alguns fornecedores anunciaram os fechamentos das bombas pela falta de caminhoneiros para levar o combustível a partir dos terminais de armazenamento.

Fonte: G1 Mundo

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França regulamenta direitos de alunos transexuais, que serão chamados pelo nome social e poderão usar banheiros conforme sua identidade de gênero


As novas regras foram publicadas pelo Ministério da Educação do país. Os alunos precisam pedir para a escola para serem chamados pelo nome que escolherem, mesmo se o registro não tiver sido alterado. Uma pessoa segura bandeira do movimento trans
Brendan McDermid/Reuters/Arquivo
As pessoas que trabalham nas escolas da França vão usar o nome escolhido pelos alunos transexuais, mesmo que eles ainda não tenham alterado o registro civil, de acordo com uma publicação do governo da quinta-feira (30).
O Ministério da Educação baixou uma série de medidas para proteger os alunos transexuais. O documento com as normas chama-se “Por uma melhor consideração das questões de identidade de gênero na escola”. Nele, o Ministério da Educação reconhece os direitos dos estudantes transexuais e estabelece quais são as normas para protegê-los.
Para que um aluno menor de idade seja chamado pelo seu nome social, ele deve pedir a mudança de com a autorização de seus pais. Os membros da comunidade educativa deverão usá-lo, diz o Ministério.
Parada do Orgulho LGBT+ é realizada de forma virtual em 2021
O nome escolhido será usado de “forma coerente e simultânea em todos os documentos de organização interna”, como listas de presença, cartões de biblioteca ou de cantina, e também nos espaços digitais.
No entanto, o ministério destaca que para as provas necessárias para a obtenção de diplomas oficiais, deverá ser usado o nome inscrito no registro civil.
Regras para o uso de banheiros
Sobre o uso de banheiros, vestuários e dormitórios, a circular estabelece várias opções, e o texto afirma que isso foi feito “a pedido dos interessados e conforme a disponibilidade de espaços”.
Quando não houver banheiros mistos, a escola poderá autorizar o aluno a usar “os banheiros e vestiários conforme sua identidade de gênero”.
Nos internatos, o aluno poderá ocupar um quarto nas áreas destinadas ao gênero com o qual se identifica.
Os centros estarão autorizados também a organizar “horários adaptados” para esses estudantes para o uso de vestiários e banheiros coletivos.
No final de 2020, uma estudante transexual do ensino médio se suicido na cidade de Lille.
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Fonte: G1 Mundo

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Mais diversificado, aumenta o número de deputados de origem estrangeira no Parlamento da Alemanha


Dos 735 novos parlamentares no Bundestag, pelo menos 83 são imigrantes ou filhos de pais que migraram para o país – apesar de todos os obstáculos e da realidade do racismo. Deputado de origem camaronesa Armand Zorn em seu primeiro dia no Parlamento alemão, foto de 29 de setembro de 2021
Reprodução/Instagram/Armand Zorn
Ao entrar pela primeira vez o salão plenário do Bundestag, o Parlamento alemão, Armand Zorn sente humildade. “É uma responsabilidade especial que eu tenho agora, e de que estou muito ciente”, diz o político do Partido Social-Democrata (SPD).
Zorn, que nasceu em Camarões e chegou à Alemanha aos 12 anos, é um dos 735 deputados que acabam de conquistar um assento no órgão legislativo federal. Ele comporá um Parlamento que, após as eleições gerais do último domingo (26), ficou mais diversificado.
“Ontem tivemos a primeira reunião de bancada”, conta à DW ao telefone. “Deu para ver uma diversidade incrível, em relação à origem, mas também ao gênero, às diferentes biografias e profissões. Foi muito bonito de ver.”
Com origem estrangeira, Zorn está em boa companhia, para além das fronteiras partidárias. Uma pesquisa da agência Mediendienst Integration revelou que pelo menos 83 deputados recém-eleitos têm histórico de imigração: ou eles mesmos ou seus pais não nasceram na Alemanha.
“Nós constatamos uma tendência positiva em relação à diversidade se manifestando no Bundestag”, comenta Deniz Nergiz, diretora-gerente do Conselho Federal de Imigração e Integração (BZI).
“Mas o que é ainda muito mais positivo, é que agora também se criou mais diversidade dentro do grupo”, disse Nergiz. “Por exemplo, se vê que agora há mais políticas mulheres afro-alemãs e de origem turca.”
A Esquerda lidera na diversidade
De fato, pelo menos 11,3% dos deputados federais recém-eleitos têm origem estrangeira, contra 8,2% na legislatura anterior.
Câmara baixa do Parlamento da Alemanha, em Berlim, em foto de 7 de setembro
Michele Tantussi/Reuters
Segundo a Mediendienst Integration, o partido A Esquerda é que ostenta a proporção mais alta, 28,2%, enquanto a bancada conservadora da União Democrata Cristã e União Social Cristã (CDU/CSU), da chefe de governo Angela Merkel, fica em apenas 4,6%.
Os social-democratas estão em segundo lugar: 17% dos colegas de Zorn não são alemães de nascença.
Ele não se espanta com o fato: “Acho, sim, que há um espírito da época. Todos os partidos precisam se abrir. Ainda não estamos lá onde devíamos estar, mas acredito que os partidos entenderam isso.”
Deniz Nergiz, cuja tese de doutorado teve como tema as políticas e políticos de ascendência estrangeira, confirma: “Os partidos criaram mais espaço para quem tem histórico de imigração. E desta vez não só os apresentaram como candidatos à eleição direta, mas também os colocaram nas listas estaduais em posições promissoras, o que naturalmente facilitou o ingresso no Parlamento.”
No complexo sistema eleitoral alemão, os eleitores votam duas vezes: primeiro diretamente num candidato para representar seu distrito eleitoral (são 299 em todo o país), e depois num partido, que por sua vez elabora uma lista de candidatos aos quais serão distribuídos esses votos.
Nos últimos anos, os candidatos de cidadania alemã adquirida posteriormente costumavam ficar nos últimos lugares das listas estaduais, com poucas perspectivas de ocupar um assento parlamentar. Mas os tempos mudaram.
‘O que conta não é de onde veio, mas para onde vai’
Zorn enfrentou uma campanha eleitoral longa e trabalhosa, viajou muito em sua área eleitoral, apresentou-se de porta em porta. O esforço valeu a pena: em sua zona, Frankfurt I, venceu a eleição direta, derrotando um rival da CDU. O mesmo ocorreu com o verde Omid Nouripour, na zona eleitoral Frankfurt II.
“Para Frankfurt e também para a Alemanha, é um bom sinal. Nouripour veio do Irã para cá com 13 anos, eu vim de Camarões aos 12”, conta Zorn.
“Nós dois termos conseguido o mandato direto em 2021, acho, nos deixa muito orgulhosos, e também humildes.” O fato o faz também sentir-se “confiante quanto ao futuro, pois mostra que a nossa sociedade é diversificada, onde o que conta não é de onde você veio, mas para onde vai”.
O social-democrata teve muitas vivências positivas nos últimos anos. “Também achei muito bacana que na campanha a cor da minha pele não estava em foco. A questão não era se eu tenho pele escura, se sou negro, mas sim a minha personalidade, a minha competência no campo da digitalização, da política econômica e financeira. Fui muito mais abordado sobre o que eu queria implementar.”
É fundamental não se perceber os políticos de origem migratória apenas como casos de exceção, frisa a socióloga Nergiz, mas sim como “políticas e políticos alemães perfeitamente normais, com competências em setores diversos”.
Ao mesmo tempo, eles contribuem para que temas ligados à migração sejam tratados de uma outra maneira no Bundestag e despertem mais atenção. Os políticos vão “provavelmente falar sobre a situação num abrigo para requerentes de asilo de modo diferente com um deputado que talvez tenha crescido num abrigo”, exemplifica Nergiz.
Sessão especial do Bundestag, o Parlamento alemão, em foto de 17 de janeiro de 2019
AP Photo/Markus Schreiber
Mais vantagens que gerações anteriores de imigrantes
Com seus 33 anos, Zorn é um dos deputados mais jovens do Parlamento federal alemão. Essa é outra constante entre os novos parlamentares, acentua Nergiz: muitos dos recém-eleitos de ascendência estrangeira são “gente muito jovem, que também já desenvolveu carreiras admiráveis”.
Outro exemplo é Sanae Abdi, de origem marroquina e 34 anos, dos quais 12 de atividade no SPD, presidente da sucursal do partido em seu bairro na cidade de Colônia.
Deputada Sanae Abdi, de origem marroquina, chega ao Parlamento alemão
Reprodução/Facebook
“Essa nova geração tem muito mais vantagens do que a primeira ou segunda geração de imigrantes”, confirma Nergiz. “A maioria foi socializada no sistema de ensino alemão, eles recorrem a outras redes, também suprapartidárias, que apoiam suas carreiras.”
Armand Zorn contou com o respaldo da iniciativa Brand New Bundestag, um grupo de ativistas da sociedade civil que contribuiu para a campanha de 11 candidatas e candidatos, do ponto de vista financeiro e logístico. Três deles conseguiram, de fato, uma cadeira no Parlamento.
Uma descendente de turcos à frente do Parlamento?
Apesar de todos os desdobramentos positivos, contudo, os obstáculos para os políticos de ascendência estrangeira ainda são muitos na Alemanha, reconhece Nergiz, recordando o caso de Tareq Alaow, que retirou sua candidatura devido a maciça hostilidade racista.
“Muitos com histórico migratório vivenciam isso, é um medo justificado recuar por causa disso. Infelizmente, até agora os partidos não têm nenhuma resposta para como evitar que o racismo seja uma barreira para o engajamento político.”
Cabe agora ver se a tendência positiva terá prosseguimento no Bundestag e se os temas participação e representatividade realmente tomarão forma concreta, observa Deniz Nergiz. Por exemplo: tornando-se uma pré-condição para conversas de sondagem, ou resultado em postos concretos para os de origem estrangeira.
Pelo menos este último ponto poderá ocorrer na prática: para ocupar o importante cargo do presidente do Bundestag – formalmente o segundo na hierarquia política do país – quem está em cogitação é a deputada federal social-democrata Aydan Özoğuz, de 54 anos, nascida em Hamburgo de pais turcos.
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Fonte: G1 Mundo