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Visto para afegãos: Itamaraty diz que exigências extras valem apenas para pedidos amplos


Informação foi divulgada após Defensoria Pública da União questionar exigências, consideras ilegais, para concessão de vistos humanitários a afegãos fugindo do Talibã. O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira (31) que as exigências adicionais para a entrada de afegãos no Brasil é dirigida apenas a pedidos formulados por entidades particulares e Organizações Não-Governamentais (ONGs) que patrocinam a vinda de grupos de estrangeiros ao país.
A medida seria uma etapa adicional de segurança, já que, segundo o Ministério das Relações Exteriores, muitos dos pedidos são genéricos e sem dados específicos dos estrangeiros que pedem refúgio.
As exigências adicionais foram alvo de críticas da Defensoria Pública da União (DPU), que as considerou ilegais.
Governo autoriza concessão de visto temporário para refugiados afegãos
Dentre os requisitos estão teste RT-PCR para a detecção de Covid-19 e a comprovação de que a pessoa terá hospedagem, alimentação, transporte e até plano de saúde e odontológico no Brasil, além de aulas de português.
Segundo o secretário de Comunicação e Cultura do Itamaraty, Leonardo Luís Fernandes, esse protocolo é aplicado apenas e pedidos amplos, que abrangem um grande número de estrangeiros e em que “não se possa verificar de pronto se os requisitos [da portaria interministerial] estão sendo cumpridos”.
O Itamaraty, entretanto, não divulgou quais são essas entidades nem quantos pedidos foram enviados por elas.
Ainda de acordo com Fernandes, as exigências não são cumulativas, nem vinculantes, ou seja, a falta do cumprimento de alguma delas não necessariamente vai impedir que o estrangeiro consiga o visto temporário para moradia no país.
“[O protocolo] só é aplicado em situações específicas. Ele não impede ou atrasa o visto”, disse o secretário. Ele disse ainda que vai enviar esclarecimentos à DPU sobre o protocolo.
Combatentes do Talibã patrulham as ruas em Cabul, capital do Afeganistão, em 19 de agosto de 2021
Rahmat Gul/AP
O Itamaraty informou que cerca de 400 pedidos de afegãos que querem entrar no Brasil são analisados pelo governo, e que 30 já foram concedidos. Mas não deu detalhes sobre a chegada dos estrangeiros “por questões de segurança”.
Críticas da DPU
Segundo a DPU, nenhuma das exigências do Itamaraty está previstas na portaria interministerial nº 24, de 3 de setembro, que é assinada pelos ministros das Relações Exteriores, Carlos França, e da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Ela prevê apenas quatro exigências para o pedido do visto temporário:
Documento de viagem válido;
Formulário de solicitação de visto preenchido;
Comprovante de meio de transporte de entrada no território brasileiro;
Atestado de antecedentes criminais expedido pelo Afeganistão (caso não seja possível, a portaria exige uma declaração de ausência de antecedentes criminais em qualquer país).
A extensão do visto humanitário para afegãos foi antecipada pelo blog da Julia Duailibi. A medida foi articulada pela ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, do Superior Tribunal Militar (STM), para socorrer juízas afegãs (há cerca de 270 no país).
Desde que voltou ao poder, em 15 de agosto, o Talibã está de novo restringido o papel da mulher na sociedade, proibindo-as nas universidades e até de praticar esportes.
Também há diversas denúncias de desrespeito aos direitos humanos e até execuções em praças públicas. O Talibã já proibiu músicas em locais públicos e o corte da barba de homens em barbearias.
VÍDEOS: assista a mais notícias sobre a volta do Talibã ao poder

Fonte: G1 Mundo

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Realeza britânica divulga nome da nova bebê real

O Palácio de Buckingham divulgou nesta sexta-feira (1º) o nome da mais nova bebê da realeza britânica: Sienna Elizabeth Mapelli Mozzi.
Sienna é filha da princesa Beatrice e Edoardo Mapelli Mozzi e bisneta da rainha Elizabeth II. “Estamos todos bem”, afirmou o casal em um comunicado divulgado pela realeza britânica.
Beatrice tem 33 anos, é a décima herdeira na fila do trono britânico e deu à luz sua primeira filha, que nasceu em 18 de setembro em um hospital de Londres.
Ela é filha do príncipe Andrew, que foi afastado de suas funções públicas por seu envolvimento com Jeffrey Epstein, um bilionário envolvido em denúncias de tráfico e abuso sexual de mulheres que se matou na prisão.

Fonte: G1 Mundo

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Rússia celebra 1º casamento real em mais de um século

Gueorgui Romanov é bisneto do Grande Duque Kirill, primo de Nicolás II, o último czar da dinastia Romanov. Nicolás II foi executado com sua família pelos bolcheviques durante a revolução russa. Rússia celebra o primeiro casamento real em mais de um século
O herdeiro do último czar da Rússia, que foi executado com sua família pelos bolcheviques em 1918, celebrou seu casamento nesta sexta-feira (1º) em São Petersburgo, na presença de reis europeus.
O Grande Duque Gueorgui Romanov, de 40 anos, se casou com a italiana Rebecca Bettarini, de 39 anos, na catedral de San Isaac, no coração da cidade que era a antiga capital imperial (hoje, a capital da Rússia é Moscou).
Mil e quinhentas pessoas foram convidadas para o casamento, entre elas a rainha Sofia, da Espanha, e o rei deposto da Bulgária Simeón II e sua esposa, Margarita, assim como outros representantes de famílias reais europeias.
Gueorgui Romanov nasceu em Madri e se formou em Oxford. Ele é filho da Grande Duquesa María Romanova, neta do Grande Duque Kirill. Kirill era primo de Nicolás II, o último czar da dinastia Romanov, que reinou mais de 300 anos na Rússia.
Fuzilado pela revolução russa
O monarca foi derrubado pela revolução russa e feito prisioneiro pelos bolcheviques em 1917. No ano seguinte, Nicolás II foi fuzilado nos Urais, junto com sua esposa, a imperatriz Alexandra, suas quatro filhas e seu filho.
Eles ficaram enterrados durante muito tempo em um local mantido em segredo pelo regime soviético, mas seus corpos acabaram levados para a catedral de São Petersburgo em 1998.
Eles também foram canonizados em 2000 pela Igreja ortodoxa russa e reconhecidos oficialmente em 2008 pela Justiça como vítimas do bolchevismo.
O herdeiro do czar
O Grande Duque Gueorgui Romanov conheceu sua noiva em Bruxelas, capital da Bélgica, onde ambos trabalhavam para instituições europeias.
Filha de um diplomata, Rebecca Bettarini se converteu para a religião ortodoxa para poder se casar com Romanov e foi rebatizada como Victoria Romanovna.
Romanov vive há três anos em Moscou, perto do Kremlin (a sede do governo russo), e afirma se dedicar a projetos de caridade.
Em uma entrevista ao jornal russo “Fontanka”, publicada na quarta-feira (29), ele disse que escolheu se casar em São Petersburgo por “muitas razões”, pois a a cidade é “a história da Rússia, a história da casa Romanov”.
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Fonte: G1 Mundo

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Lava começa a jorrar de nova fenda do vulcão em La Palma


Instituto de Vulcanologia das Canárias descreveu a nova abertura como um novo ‘foco de erupção’. Além disso, chuva de cinzas finas forçou os moradores da ilha a usarem máscaras e óculos. Imagem de satélite mostra caminho da lava que flui do vulcão Cumbre Vieja, na ilha espanhola de La Palma, em 29 de agosto de 2021 nas Canárias
Maxar Technologies via AP
A lava do vulcão Cumbre Vieja começou a fluir por uma fenda recém-aberta na ilha de La Palma, nas Canárias, abrindo um caminho diferente dos anteriores, montanha abaixo, nesta sexta-feira (1º).
Além da nova abertura, uma chuva de cinzas finas forçou os moradores da ilha, uma das oito do arquipélago espanhol no Oceano Atlântico, a usarem máscaras e óculos (veja mais abaixo).
Agora, um novo rio de lava incandescente serpenteia colina abaixo a partir da nova fissura, que se abriu na noite de quinta-feira (30) a cerca de 400 metros ao norte do local da primeira erupção.
Veja abaixo o caminho principal que a lava do vulcão fez até chegar ao mar:
Drone sobrevoa rastro de destruição deixado pelo vulcão Cumbre Vieja
Nova erupção
Diversas fendas se abriram desde que o vulcão começou a entrar em erupção, no dia 19, mas o Instituto de Vulcanologia das Canárias descreveu esta última como um novo “foco de erupção”.
Eduardo Suarez, vulcanologista do Instituto Geográfico Nacional da Espanha em Tenerife, diz no entanto que ainda é cedo para dizer se o novo fluxo colocará mais casas em perigo.
Um porta-voz dos serviços de emergência das Ilhas Canárias disse que nenhuma outra evacuação foi ordenada e que o comitê de emergência ainda está avaliando os dados sobre a nova erupção.
Nuvem de gases formada quando a lava do vulcão entra em contato com a água do mar em La Palma, nas Ilhas Canárias, em 30 de setembro de 2021 na Espanha
Daniel Roca/AP
Cerca de 6 mil pessoas foram evacuadas desde o início da erupção e ainda não voltaram para casa, e mais de 800 construções, incluindo casas, igrejas e escolas, foram destruídas pela lava.
Nuvem de cinzas
Moradores de Los Llanos de Aridane, uma das cidades mais afetadas, passaram a usar guarda-chuvas e proteção para os olhos como precaução contra a poeira vulcânica que cobre as ruas e flutua no ar.
“Ontem à noite as cinzas irritavam muito meus olhos e tive que usar colírio. Minha pele estava ardendo”, disse Matilde Gonzalez Tavarez, uma assistente de enfermagem de 45 anos que visitou sua mãe em um asilo em Los Llanos.
“É desamparo, medo, insegurança. Você não sabe o que vai acontecer”, disse Tavarez enquanto os funcionários limpavam o “tapete de cinzas” que se formou na rua atrás dela.

Fonte: G1 Mundo

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DNA de ex-policial encerra busca de 35 anos por serial killer na França


François Vérove teria confessado, em nota de suicídio, ser o assassino cujos crimes chocaram Paris nas décadas de 1980 e 1990. Confissão e testes de DNA trazem respostas a um dos casos não resolvidos mais famosos da França
AFP/Via BBC
Por décadas, os crimes de um notório assassino em série assombraram o esquadrão do crime de Paris.
Mas agora um ex-policial militar teria confessado ser o assassino conhecido como Le Grêlé — o homem marcado — antes de se matar. O assassino tinha esse apelido em referência ao seu rosto, marcado por acne.
Nomeado pela imprensa francesa como François Vérove, seu DNA foi combinado com várias cenas de crime ligadas a Le Grêlé. Em uma nota de suicídio, ele teria confessado ser o assassino cujos crimes chocaram Paris nas décadas de 1980 e 1990.
Veja uma reportagem de 2019 sobre como o DNA de gêmeos idênticos ajudou em uma investigação.
DNA de gêmeos idênticos pode ter ajudado a resolver crime em São Paulo
A confissão do suspeito morto e os testes de DNA trazem respostas a um dos casos não resolvidos mais famosos da França.
Le Grêlé é suspeito de estar por trás de vários assassinatos e estupros que chocaram Paris entre 1986 e 1994, mas até agora nunca foram resolvidos.
Vérove foi ligado a quatro assassinatos e seis estupros. No entanto, Didier Saban, advogado que representa as famílias, diz que podem ter ocorrido outros casos e que a morte dele deixou muitas famílias sem respostas. “Jamais saberemos todos os crimes que Le Grêlé cometeu”, disse.
‘Muito seguro de si’
Entre os crimes chocantes atribuídos a ele está o assassinato de Cécile Bloch, de 11 anos. Ela foi considerada desaparecida após não comparecer à escola na cidade de Fontainebleau, em 1986.
Seu corpo foi encontrado mais tarde sob um pedaço de carpete velho no porão do prédio em que ela morava. As autoridades disseram que ela havia sido estuprada, estrangulada e esfaqueada.
Moradores, incluindo o meio-irmão de Bloch, Luc Richard, lembram-se de ter visto um homem com marcas de acne no elevador no dia do crime.
Richard, que ajudou a polícia a fazer um esboço do suspeito, descreveu o homem como “muito seguro de si”.
“Ele me disse algo como: ‘Tenha um dia muito, muito bom'”, lembrou ele em uma entrevista ao jornal “Sud Ouest” em 2015.
Evidências de DNA ligaram o assassino de Bloch a outros assassinatos e estupros. Isso incluiu o assassinato de 1987 de Gilles Politi, de 38 anos, e de sua au pair alemã Irmgard Müller.
Reportagens da imprensa local afirmam que ele também foi ligado ao assassinato de Karine Leroy, de 19 anos, em 1994, que foi encontrada morta na beira de um bosque mais de um mês depois de desaparecer a caminho da escola.
Em estupros cometidos contra uma alemã de 26 anos e duas meninas, de 14 e 11 anos, o suspeito teria se identificado como policial.
Cartas a policiais
Uma foto de Le Grêlé está pendurada há décadas nas paredes da brigada criminal da polícia judiciária de Paris.
O caso arquivado teve andamento quando um juiz decidiu recentemente enviar cartas a 750 policiais militares que atuavam na região de Paris na época.
O homem de 59 anos encontrado morto era gendarme (policial militar) antes de se tornar policial e depois se aposentar. Ele foi convocado pela polícia em 24 de setembro para dar uma amostra de DNA cinco dias depois.
A esposa denunciou o desaparecimento dele em 27 de setembro.
Seu corpo foi encontrado nesta semana em um apartamento em um resort à beira-mar perto da cidade de Montpellier, no sul do país. E promotores disseram que seu DNA correspondeu às evidências encontradas em várias cenas de crime.
O conteúdo da carta não foi confirmado, mas reportagens na França dizem que ele teria confessado ter experimentado “impulsos anteriores” ao dizer que desde então “se recompôs”. Ele teria admitido assassinatos sem detalhar vítimas ou circunstâncias.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA limitam regras para deportação de imigrantes sem documentos após críticas


Novas diretrizes priorizam a deportação de estrangeiros que representem ‘ameaça à segurança nacional’, como terrorismo ou espionagem, ou de quem cometer crimes ou infrações graves. Imigrantes haitianos se aglomeram embaixo de ponte no estado do Texas, perto da fronteira dos Estados Unidos com o México, em mais uma crise migratória do governo Joe Biden
Reprodução/TV Globo
Os Estados Unidos irão deportar imigrantes sem documentos apenas se eles representarem uma ameaça à segurança do país, segundo novas diretrizes anunciadas pelo governo americano na quinta-feira (30).
As medidas entrarão em vigor em 29 de novembro e serão aplicadas aos estrangeiros que chegaram ao país antes de 1º de novembro de 2020, limitando o risco de deportação de milhões de pessoas.
“O fato de que um indivíduo seja um estrangeiro passível de deportação não será, por si só, um argumento”, escreveu o secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, em um memorando enviado ao serviço de Imigração e Alfândega do país (ICE).
Estima-se que mais de 11 milhões de imigrantes vivam nos EUA em situação irregular. “Não temos recursos para prender todos eles e deportá-los”, afirmou Mayorkas.
O secretário de Segurança Interna também destacou que a maioria dos imigrantes “contribui há anos para a sociedade”. “Há pessoas que estiveram na linha de frente contra a Covid-19, lideram congregações religiosas, ensinam nossos filhos, fazem trabalhos agrícolas exaustivos”.
‘Caso a caso’
As novas diretrizes priorizam a deportação de estrangeiros que representem uma “ameaça à segurança nacional”, como atividades terroristas ou de espionagem, ou de quem cometer crimes ou infrações graves.
Cada caso será avaliado individualmente, segundo o governo americano, e alguns fatores deverão ser levados em conta, como idade, tempo de permanência no país e impacto da expulsão em sua família.
As novas diretrizes representam uma mudança de política em relação ao governo do ex-presidente Donald Trump, que adotou uma política de tolerância zero contra a imigração e permitiu a prisão de qualquer pessoa que residisse ilegalmente no país.
Crise migratória
O governo Biden vem enfrentando um fluxo recorde de imigrantes sem documentos nos últimos meses — e é alvo de severas críticas pela forma como está lidando com a crise migratória.
Mais de 30 mil imigrantes, a maioria haitianos, se refugiaram embaixo de uma ponte na cidade de Del Rio, no Texas, neste mês, e o governo americano deportou sumariamente cerca de 2 mil pessoas de avião para o Haiti (entre elas, 30 crianças brasileiras de pais haitianos).
Mais de 1,3 milhão de pessoas que tentavam chegar aos EUA foram detidos na fronteira com o México apenas em 2021.
Dos 11 milhões de imigrantes sem documentos nos Estados Unidos, estima-se que cerca da metade veio do México e cerca de 2 milhões, da América Central.
Agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de entrar no país em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje/AFP
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Fonte: G1 Mundo

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Novo vídeo mostra que Gabby Petito falou da briga que teve com o namorado a policiais

A blogueira foi encontrada morta em um parque nos EUA. No mês anterior, a polícia havia parado o casal e gravou a conversa. Petito disse que o namorado havia agarrado seu queixo com força e que ela havia o atingido antes. Gabby Petito: sumiço e morte de influenciadora causam comoção nos EUA
Gabby Petito, a blogueira de 22 anos que foi assassinada, chegou a falar com a polícia sobre os desentendimentos que ela tinha com o namorado, Brian Laundrie.
A história foi revelada pela rede CNN, que conseguiu um vídeo gravado por um policial que atendeu um chamado em agosto (o agente usava uma câmera no corpo).
Americanos fazem vigília após a morte da influencer Gabby Petito
O vídeo que foi recentemente obtido pela mídia mostra alguns dos problemas que o casal enfrentava. A gravação tem mais de 52 minutos. Petito diz ao policial que Laundrie a segurou com força pelo queixo, e que ela mesma havia batido nele antes.
A polícia de Utah parou a van do casal no dia 12 de agosto, após receber uma denúncia sobre uma briga doméstica.
Os policiais interrogaram o casal separadamente durante uma hora, na beira da estrada. Os policiais não acusaram ninguém nessa ocasião.
Na semana passada, Laundrie foi acusado de fraude por ter usado o cartão de débito de Petito. A polícia busca vincular ele à morte de Petito.
Os dois começaram uma viagem na van dela em junho. Ao longo do caminho, eles publicavam vídeos em redes sociais.
Há um mandado de busca para a captura de Laundrie, de 23 anos, que foi emitido por um júri do estado do Wyoming, pelo uso do cartão de débito de Petito. Ele não foi acusado da morte da blogueira.
A família de Petito relatou seu desaparecimento em 11 de setembro. Dez dias antes, Laundrie havia voltado para casa da viagem sem ela. Ele está desaparecido desde então.
O corpo de Petito foi descoberto em setembro, em uma área remota da Floresta Nacional Bridger-Teton, no oeste de Wyoming.
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Fonte: G1 Mundo

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Democratas adiam votação de pacote de infraestrutura de Biden no Congresso dos EUA


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursa no State Dining Room, na Casa Branca, em 24 de setembro de 2021 em Washington
Patrick Semansky/AP
Deputados e senadores do próprio Partido Democrata, o mesmo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, adiaram por tempo indeterminado a votação no Congresso de um grande pacote de gastos em infraestrutura na quinta-feira (30).
O pacote de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,5 trilhões) é uma das promessas de campanha de Biden e uma das marcas que o presidente americano quer deixar do seu mandato, mas se tornou uma guerra dentro do próprio partido.
Momentos antes, Biden havia conquistado uma vitória no Congresso, com a aprovação no último momento da prorrogação orçamentária que evitou o “shutdown”, uma paralisação parcial e temporária dos serviços públicos federais do país.
Por 254 votos a 175, a Câmara de Representantes aprovou lei enviada pelo Senado, que prorroga o orçamento atual até 3 de dezembro. Biden promulgou rapidamente o texto, para evitar o corte abrupto de recursos aos serviços federais que ocorreria a partir da meia-noite desta sexta-feira (1º).
“A aprovação desta lei nos recorda que a cooperação entre os partidos é possível”, afirmou Biden. “Mas ainda restam coisas por fazer”, completou o presidente, que enfrenta a ameaça de um histórico calote caso o Congresso não aumente o teto de endividamento do governo.
Nancy Pelosi, presidente da Câmara, assina a confirmação de que não haverá ‘shutdown’ no governo em foto de 30 de agosto de 2021
Elizabeth Frantz/Reuters
Além disso, os legisladores do Partido Democrata decidiram adiar por tempo indeterminado a votação de um plano de 1,2 trilhão de dólares em infraestruturas que está no topo das prioridades de Biden.
A votação do projeto estava prevista para a noite de quinta-feira, mas as negociações entre os democratas que controlam a Câmara de Representantes prosseguirão na sexta-feira.
“Houve muitos progressos esta semana e estamos mais perto do que nunca de um acordo”, disse a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki. “Mas ainda não chegamos lá, então vamos precisar de mais tempo”, completou.
A presidente democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, havia se comprometido a organizar uma votação esta semana com congressistas de centro, ansiosos por aprovar o mais rápido possível este projeto, muito popular entre os eleitores.
Mas a ala à esquerda do partido prometeu frustrar a votação por não ter recebido um compromisso claro para a aprovação de um projeto de gastos sociais de 3,5 bilhões de dólares.
– Tempo limitado -O Congresso vive horas cruciais. Os legisladores agora precisam aumentar antes de 18 de outubro o teto de endividamento do país se quiserem evirar o primeiro default da história da maior potência econômica mundial.
“O tempo é limitado, o perigo é real”, destacou Chuck Schumer nesta quinta-feira.
Os republicanos se recusam a suspender o limite de emissão da dívida, pois consideram que seria um cheque em branco para o governo Biden.
Por isso deixaram a decisão nas mãos dos democratas, que precisam apelar a seus próprios votos para aprovar a medida através de uma manobra parlamentar que pode levar tempo.
Mas Schumer assegura que “este caminho é arriscado demais” e destaca que a dúvida se acumulou sobretudo em governos anteriores.
Na quarta-feira, a Câmara de Representantes aprovou um texto que prevê suspender o teto da dívida até dezembro de 2022, mas sem o apoio republicano no Senado, a iniciativa nasceu morta.
Há muitas dúvidas sobre qual será a solução encontrada pelo Congresso.
Um manto de dívida paira sobre estes planos-chave do governo Biden, que implicam gastos estimados em torno de 5 trilhões de dólares.
A administração Biden já está tentando preparar a opinião pública para a eventualidade de um adiamento da adoção destes megaprojetos.
“Não é um grande cataclismo se a votação não acontecer hoje”, havia declarado à CNN a secretária de Energia, Jennifer Granholm.
Mas aqui o tempo também se esgota: os democratas correm o risco de perder suas apertadas maiorias nas eleições parlamentares de 2022
elc/led/mr/dg/dl/lm/yow/mr/gm/fp
TESORO

Fonte: G1 Mundo

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Usuários de crack em Paris geram brigas políticas e exasperam moradores


A polícia tenta concentrar os usuários em um só local, um bairro no norte da cidade de Paris. Os moradores reclamam da política. Crack apreendido em Três Rios, no Rio de Janeiro
Divulgação/Polícia Militar
O uso do crack, que ocorre principalmente em Paris, é abordado com frequência no noticiário da França. Mais uma vez, as autoridades locais tentam empurrar para a periferia os viciados que perambulam pelas ruas, irritando os moradores locais. O tema é a reportagem de capa do jornal “Le Figaro” desta sexta-feira (1°).
“Drogados em transe, pedestres agredidos, vizinhos exasperados: no inferno do triângulo do crack”, é o título da reportagem do “Figaro”.
“Cenário novo, endereço novo, mas o mesmo caos, além de, ainda por cima, a insuportável sensação de desprezo compartilhada por toda uma população”, começa a matéria. “Somos considerados franceses de segunda classe e nos tratam como o lixo do país”, diz uma moradora de Pantin, no norte de Paris, perto de onde os consumidores de crack foram deslocados pela polícia.
Um muro, batizado de muro da vergonha” foi construído para impedir que os drogados transformassem Pantin em um novo ponto de drogas. A estrutura foi construída às pressas na semana passada.
Criança brinca perto do muro em Paris que foi construído para que usuários de crack não entrem em um bairro
Alain Jocard / AFP
De um lado para outro
Os usuários de drogas e seus pontos são sistematicamente deslocados de um lugar para outro no norte de Paris, enquanto os políticos tentam buscar uma solução. É uma guerra entre a cidade de Paris e a região que engloba a capital. A prefeita Anne Hidalgo solicitou várias vezes a ajuda do Estado.
Há políticos de extrema-direita que sugerem que os consumidores sejam colocados em centros fechados ou expulsos se forem estrangeiros.
Enquanto os políticos jogam a culpa um no outro, uma coisa é certa, diz Le Figaro. “A presença dos consumidores, principalmente de crack, deixa os moradores exaustos e cansados das repostas insuficientes dos políticos”.
A reportagem também fala sobre o forte potencial aditivo do crack. “Primeiro, o usuário sente euforia, poder e energia”, explica um psiquiatra. “Mas o efeito positivo vai perdendo a força muito rápido quando o uso se torna mais frequente por causa do mecanismo da tolerância. E paralelamente, os efeitos da abstinência são cada vez mais intensos”, acrescenta o especialista.
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Fonte: G1 Mundo

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Polícia retoma controle de prisão no Equador após massacre que deixou 118 mortos


Uma das piores rebeliões penitenciárias da história da América Latina também deixou 86 feridos. Motim começou na terça e envolveu presos de gangues rivais ligadas ao narcotráfico do México. Familiares rezam do lado de fora da Penitenciaria del Litoral, onde 118 pessoas morreram em um motim em Guayaquil, no Equador, em 30 de setembro de 2021
Vicente Gaibor del Pino/Reuters
A polícia anunciou na quinta-feira (30) ter retomado o controle da Penitenciaria del Litoral, em Guayaquil, dois dias após o início de uma rebelião que deixou ao menos 118 presos mortos no Equador — um dos piores massacres penitenciários da história da América Latina.
“Tudo está tranquilo, eles [os presos] estão nas celas. Os pavilhões não estão tomados por eles”, afirmou a comandante da polícia, a general Tannya Varela. “Os pavilhões não estão tomados. Estamos entrando no local normalmente”.
O governo do presidente Guillermo Lasso declarou estado de exceção no sistema penitenciário do país na quarta-feira (29), e a general liderou uma operação com 900 agentes de segurança para retomar o controle da prisão.
Policiais participam de operação no presídio Guayas 1, em Guayaquil, no Equador, em 30 de setembro de 2021
Polícia Nacional do Equador via AFP
O motim estourou na terça-feira (28), quando presidiários de gangues rivais, ligadas ao narcotráfico do México, entraram em confronto usando armas de fogo.
Segundo a imprensa local, o confronto começou após presos de uma gangue comemoravam o aniversário de um de seus líderes detidos e se gabaram de ter o controle da prisão, o que iniciou o conflito com gangues rivais que estão em outros pavilhões.
Seis dos 118 presos mortos foram decapitados, e outros 86 ficaram feridos — além de dois policiais. Foram apreendidas três pistolas, 435 munições, 25 armas brancas e três artefatos explosivos, segundo a polícia.
Tanques e soldados estão posicionados ao redor da prisão, e centenas de familiares buscam desesperadamente por informações sobre seus parentes.
“Dizem que tem gente que teve a cabeça arrancada”, disse Juana Pinto, que espera impacientemente para saber sobre o seu filho preso, à agência de notícias France Presse. “”É uma coisa muito dolorosa”.
Policiais participam de operação no presídio Guayas 1, em Guayaquil, no Equador, em 30 de setembro de 2021
Polícia Nacional do Equador via AFP
Várias centenas de parentes também estão em frente ao necrotério da polícia.
“O meu filho só tinha mais 15 dias para ficar livre. Vim porque vi um vídeo, que me enviaram por celular, no qual reconheci a sua cabeça”, lamentou Ermes Duarte, de 71 anos, que mora na vila rural de Salitre.
“Queremos saber algo sobre ele. Ele estava no pavilhão 6, onde dizem que foram lançadas duas bombas”, afirmou Mercedes Moreira, de 33 anos, que buscava informações sobre o irmão Darwin.
Crise carcerária
Com falta de guardas, corrupção, violência e uma superlotação de 30%, o Equador sofre uma crise carcerária há vários anos.
Antes deste motim, 120 presos já haviam sido mortos em 2021 — sendo 79 apenas em fevereiro, em distúrbios simultâneos em quatro prisões de Guayaquil e mais duas cidades. Outros 103 assassinatos ocorreram nos presídios do país em 2020.
“Na América Latina, infelizmente, nos tornamos o país com o maior massacre carcerário nos últimos anos, acima do Brasil e a Venezuela”, afirma o equatoriano Freddy Rivera, especialista em segurança e tráfico de drogas.
Controle das prisões
Um terço dos 39 mil presidiários do Equador estão em Guayaquil, em um grande complexo prisional vigiado por 1,5 mil guardas (3 mil a menos do que o necessário, segundo especialistas). O país inteiro tem 65 presídios, e um terço da população carcerária está ligada ao narcotráfico.
“Tomaram as prisões do país e estão tentando enviar assim uma mensagem ao Estado de que são mais fortes do que o Estado de Direito”, afirma a advogada Itania Villarreal, ex-diretora do órgão encarregado das prisões. “O sistema penitenciário entrou em colapso”.
O diretor do Centro de Inteligência Estratégica do governo, Fausto Cobo, admitiu que os massacres nas prisões são “uma ameaça ao Estado”, pois os responsáveis têm “um poder igual ou superior ao do próprio Estado”.
Cartéis mexicanos
A recente carnificina tem origem na disputa pelo poder entre gangues a serviço do tráfico internacional. Duas delas, com cerca de 20 mil membros, têm vínculos com os cartéis mexicanos de Sinaloa e Jalisco Nova Geração.
Rivera, professor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) de Quito, diz que os presos também têm conexões com organizações criminosas da Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína.
Segundo o especialista, as prisões equatorianas se converteram em “comandos centrais do crime”, de onde se planejam, articulam, corrompem e ordenam atividades criminosas.
Importância do Equador
Rivera também destaca que a guerra pelo poder também se deve ao fato de o Equador ser “estratégico” para os criminosos por ter uma economia dolarizada e cinco portos marítimos.
Também existe no país “uma enorme fragilidade institucional, permeada pela corrupção e infiltração do crime organizado nas instituições de segurança, justiça e penitenciárias”, afirma o professor.
Cerca de 116 toneladas de drogas foram apreendidas no Equador entre janeiro e agosto deste ano (principalmente cocaína), contra um recorde de 128 toneladas em todo o ano de 2020.
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Fonte: G1 Mundo