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Vídeo de drone mostra rastro de destruição deixado por vulcão em La Palma, nas Ilhas Canárias


Erupção do Cumbre Vieja já dura 11 dias e centenas de casas foram destruídas pelo rio de lava que avança em direção do mar. Drone sobrevoa rastro de destruição deixado pelo vulcão Cumbre Vieja
Imagens feitas com um drone nesta quinta-feira (30) revelam um rastro de destruição deixado pelo vulcão em La Palma, nas Ilhas Canárias (veja no vídeo acima).
A erupção do Cumbre Vieja já dura 11 dias, e mais de 600 casas e 20 quilômetros de estradas foram destruídos pelo rio de lava que alcançou o mar na noite de terça-feira (28).
A força dos ventos ajuda a dissipar as nuvens de vapor d’água e gases tóxicos que se formam quando a lava, a mais de 1.000º C, encontra o oceano (onde a água está a 22º C).
Ilha ‘ganha’ espaço
Ilha de La Palma ‘cresce’ com acúmulo da lava vulcânica no mar
A ilha espanhola de La Palma, nas Canárias, já “ganhou” 338 hectares (3,38 km²) de superfície — e continua a crescer —, conforme a lava do vulcão Cumbre Vieja flui para o Oceano Atlântico e endurece quando entra em contato com a água do mar.
O tamanho foi calculado pelo Copernicus, programa de observação da Terra da União Europeia, a partir de imagens de satélite. Elas mostram uma “língua em forma de D”, formada pela rocha derretida, se formando na costa oeste da ilha.
Lava do vulcão atinge o mar na ilha de La Palma, nas Canárias, em 29 de setembro de 2021
Saul Santos/AP
Lava de vulcão atinge o mar nas Canárias e libera gases tóxicos no ar; veja vídeo
Mas autoridades estão em alerta porque a previsão do tempo indica que a direção do vento pode mudar nesta quinta-feira (30) e levar as nuvens tóxicas para dentro da ilha.
Preocupação das autoridades
O ácido clorídrico e as pequenas partículas de vidro vulcânico liberadas no ar podem causar irritação na pele, nos olhos e no trato respiratório, por isso autoridades pediram a moradores que selem as portas e janelas das casas (veja no vídeo abaixo).
Autoridades orientam moradores da ilha de La Palma a se isolar em casa após lava de vulcão atingir o mar
A direção que o fluxo de lava pode tomar também preocupa. Ele ainda desce como um rio e cai de um penhasco no mar, mas o terreno irregular da ilha pode fazer com que a lava transborde de seu caminho atual e se espalhe para outras áreas, destruindo mais casas e terras agrícolas.
Ao menos 855 construções e 30 quilômetros de estradas foram destruídos até agora. Plantações de banana, que são a fonte de renda de muitos moradores da ilha, também foram destruídas ou danificadas pelas cinzas vulcânicas.
Lava do vulcão atinge o mar na ilha de La Palma, nas Canárias, em 29 de setembro de 2021
Saul Santos/AP
La Palma é uma ilha com cerca de 85 mil habitantes que faz parte das Canárias, um arquipélago vulcânico no noroeste da África, no Oceano Atlântico, que faz parte da Espanha. A ilha tem aproximadamente 35 km de comprimento e 20 km de largura em seu ponto mais largo.
Mais de 6 mil moradores foram evacuados até agora, e muitos outros foram aconselhados a ficar em casa para evitar a possível inalação dos gases tóxicos. Apesar das preocupações, nenhum morto ou ferido foi registrado desde o início da erupção do vulcão, no dia 19.
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Veja onde está o vulcão
Arte G1
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A erupção do Cumbre Vieja já dura 11 dias, e mais de 600 casas e 20 quilômetrosd foram destruídas pelo rio de lava que avança em direção do mar.

Fonte: G1 Mundo

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Congresso dos EUA evita paralisação do governo; Biden tem novo teste na votação do projeto de infraestrutura


Financiamento do governo até o fim do ano deverá ser sancionado pelo presidente ainda na quinta, data limite para a confirmação dos custos. Nancy Pelosi, presidente da Câmara, assina a confirmação de que não haverá ‘shutdown’ no governo em foto de 30 de agosto de 2021
Elizabeth Frantz/Reuters
O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira (30) o projeto que evita o “shutdown” – paralisação parcial e temporária do governo. Uma vitória para o presidente Joe Biden que tem outro teste à frente, com a aproximação da votação do projeto de infraestrutura de US$ 1 trilhão.
Alguns dos políticos democratas já prometem votar contra o projeto de lei que prevê investimentos em estradas, pontes e outras infraestruturas do país, em resposta à falta de acordo em torno de um outro projeto voltado ao financiamento de serviços sociais e de enfrentamento às mudanças climáticas.
A Câmara aprovou uma medida para financiar o governo até o dia 3 de dezembro em uma votação, horas depois de o texto ter sido aprovado no Senado. O projeto segue agora para a sanção presidencial que deve ocorrer antes da meia-noite, quando expira o financiamento atual do governo.
Votação de projeto trilionário
A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, confirmou que a Casa também votará nesta quinta-feira o trilionário projeto de infraestrutura, apesar de novas disputas internas dentro do Partido Democrata. O fracasso em aprovar essa medida seria um revés doloroso para Biden.
A legislação de infraestrutura já foi aprovada no Senado com apoio republicano e democrata. Mas pode ser vítima de um impasse entre democratas moderados e progressistas em torno de um projeto de lei maior que fortaleceria os serviços sociais e combateria a mudança climática.
Nancy Pelosi no Congresso dos EUA em 30 de setembro de 2021
Elizabeth Frantz/Reuters
Parlamentares mais à esquerda do partido disseram que não votarão a favor do projeto de infraestrutura a menos que tenham certeza de que suas prioridades serão refletidas no projeto de gasto social.
Pelosi, que havia prometido aos moderados do partido levar à votação o projeto de infraestrutura esta semana, disse em uma entrevista coletiva que o partido estava em uma “boa situação”. Mas se recusou a prever se a medida seria aprovada nesta quinta.
Com uma maioria estreita no Congresso, os democratas não podem perder muitos votos se quiserem aprovar sua agenda. E é improvável que ganhem muito apoio dos republicanos da Câmara ansiosos em retomar a maioria nas eleições de meio de mandato de 2022.
Ameaça de teto da dívida
Em outra batalha de alto risco, os congressistas democratas e republicanos continuam se enfrentando para dar ao Departamento do Tesouro autorização adicional para empréstimos para além do atual limite estatutário de 28,4 trilhões de dólares.
A Câmara aprovou na noite de quarta-feira um projeto de lei que suspende o limite da dívida até dezembro de 2022. O Senado pode votá-lo “já na próxima semana”, disse o líder da Maioria no Senado, Chuck Schumer, mas os republicanos devem bloqueá-lo novamente.
A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, disse na quinta-feira que seria uma “catástrofe” se o Congresso não aumentasse o teto da dívida. A incerteza está começando a se infiltrar nos mercados financeiros, embora poucos acreditem que o país acabará inadimplente.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Governo de Cuba aprova primeiras 32 empresas privadas


Reforma, que vem meio século após o confisco de empresas privadas, pode mudar radicalmente as regras do jogo para a economia centralizada da ilha. O fabricante cubano Abel Bajuelos calibra sua impressora 3D, em Havana, após a aprovação de micro, pequenas e médias empresas
ADALBERTO ROQUE / AFP
O Ministério da Economia de Cuba anunciou nesta quarta-feira (30) a aprovação das primeiras 32 micro, pequenas e médias empresas privadas e de três estatais, nove dias após a aplicação da tão esperada reforma em uma economia majoritariamente estatal.
“A medida autoriza a criação desses novos atores econômicos, que já podem proceder à sua constituição como pessoas jurídicas, para exercer suas atividades econômicas”, informa o ministério, em nota divulgada pela imprensa local.
As novas empresas provêm de 11 das 15 províncias do país. Entre elas, 13 serão dedicadas à produção de alimentos, seis à indústria, três estão relacionadas a atividades de reciclagem, e outras três, a atividades tecnológicas.
Cédulas em desuso viram brinquedo nas mãos de crianças em povoado venezuelano
Vinte delas são uma reconversão do trabalho autônomo, até agora a única forma de trabalhar no setor privado, para a nova forma de gestão não estatal, enquanto as outras 15 são de nova criação, acrescenta a nota.
“Os demais pedidos (apresentados desde o dia 20) estão em tramitação. Até agora, nenhum foi negado”, informou o Ministério da Economia, responsável pela aprovação.
Depois de anos de espera, que provocaram descrença entre os interessados, o governo colocou em vigor as leis de funcionamento das “mipymes”, bem como as das cooperativas não agrícolas.
Com uma economia 85% estatal, grande parte dos mais de 600 mil autônomos — baseados no setor de serviços: restaurantes, transporte e conserto de equipamentos — devem ser a fonte principal das micro, pequenas e médias empresas privadas, que desapareceram do país em 1968, quando Fidel Castro começou a aderir ao modelo estatal soviético e as nacionalizou na “ofensiva revolucionária”.

Fonte: G1 Mundo

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Equador mobiliza 400 policiais para retomar controle de prisão após rebelião com mais de 100 mortes


Crise gerada por superpopulação e violência entre gangues do narcotráfico gerou motim que teve início na terça-feira. Rebelião é a mais sangrenta do ano. Policiais do Equador em frente a prisão em Guayaquil, onde uma rebelião deixou mais de 100 mortos em foto de 30 de setembro de 2021
Santiago Arcos/Reuters
A polícia do Equador mobilizou nesta quinta-feira (30) cerca de 400 agentes para apoiar uma operação de retomada do controle de uma prisão em Guayaquil após uma rebelião deixar mais de 100 mortos.
O motim foi iniciado por detentos de gangues rivais, ligadas ao narcotráfico mexicano, que entraram em confronto – até a última atualização das autoridades, 116 presos foram mortos em dois dias.
A rebelião do presídio do porto de Guayaquil já é apontada como um dos piores massacres penitenciários da história do país.
O presidente equatoriano, Guillermo Lasso, que está na cidade portuária, decretou na quarta-feira (29) um estado de exceção para todo o sistema carcerário do país.
Com 116 mortos, Equador vive o maior massacre da história do sistema prisional do país
Disputa entre gangues
A rebelião teria começado após membros de um grupo rival terem se incomodado com a comemoração de um aniversário dentro do complexo penitenciário, reportou o site Primicias.
Segundo o meio equatoriano, um dos líderes detidos se gabava de ter controle dentro da prisão, o que teria perturbado organizações rivais que ficavam em outros pavilhões, o que gerou os conflitos.
A agência de notícias France Presse reportou que o Exército equatoriano se posicionou nesta quinta ao redor da prisão, onde familiares dos detentos buscam por informações sobre seus parentes.
Agente da polícia equatoriana fala com parentes de detentos em frente a prisão em Guayaquil onde rebelião deixou mais de 100 mortos
Vicente Gaibor del Pino/Reuters
Crise carcerária
Com uma superlotação de 30%, falta de guardas, corrupção e violência, o Equador sofre uma crise carcerária há vários anos.
Segundo a Defensoria Pública, em 2020 ocorreram 103 assassinatos nas penitenciárias do país. Apenas em 2021, 236 pessoas morreram em prisões do Estado.
Em fevereiro, 79 presidiários morreram em distúrbios que aconteceram simultaneamente em quatro prisões de três cidades, incluindo Guayaquil.
A cidade portuária abriga este grande complexo prisional onde está um terço dos mais de 39 mil encarcerados hoje no país sob o controle de apenas 1.500 policiais – 3.000 a menos que o estimado.

Fonte: G1 Mundo

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Homem é libertado após passar 15 anos na prisão nos EUA acusado pela morte de 5 crianças


Investigação encontrou má conduta por parte da polícia e promotores que tinham acusado Juwan Deering de provocar incêndio em uma casa em Detroit. Ele tinha sido sentenciado à prisão perpétua e pode receber quase R$ 4 milhões do estado por condenação injusta. Juwan Deering abraça seu irmão, Antawan Deering, após ser libertado em Pontiac, Michigan, na quinta-feira (30), depois de cumprir 15 anos de prisão
Clarence Tabb, Jr./Detroit News via AP
Um homem que passou 15 anos preso nos Estados Unidos, acusado pelas mortes de cinco crianças em um incêndio em Detroit, foi solto após as acusações serem rejeitadas nesta quinta-feira (30), depois de uma investigação que encontrou má conduta por parte da polícia e promotores.
Juwan Deering não enfrentará um segundo julgamento, disse a promotora do condado de Oakland, Karen McDonald. Um juiz concedeu seu pedido para encerrar o caso uma semana depois que as condenações e sentenças de prisão perpétua de Deering foram anuladas por sua insistência.
Vestindo um terno de três peças, Deering, de 50 anos, entrou no tribunal algemado pela cintura, mas saiu dali como um homem livre, sem restrições.
“Tem sido uma batalha difícil. O sol não poderia raiar em um dia mais brilhante. Este é o mais brilhante dos dias para mim”, disse Deering momentos depois, enquanto membros da família so abraçavam em uma manhã sem nuvens.
Deering elogiou a nova promotora por seu trabalho “excepcional”.
“Eu disse a ela que era preciso muita força para ir contra o status quo”, disse ele.
McDonald, uma ex-juíza eleita em 2020, deu uma nova olhada no caso de Deering a pedido da Clínica de Inocência da faculdade de Direito da Universidade de Michigan.
Provas favoráveis, incluindo declarações de um sobrevivente do incêndio, não foram compartilhadas com o advogado de defesa antes do julgamento de 2006, e os jurados não sabiam que informantes na prisão receberam benefícios significativos por seu testemunho contra Deering, disse McDonald.
Deering insistia que era inocente em um incêndio que matou crianças em seu bairro em Royal Oak Township em 2000. Ninguém conseguiu identificá-lo como estando na casa. As autoridades da época disseram que o incêndio foi uma vingança por dívidas de drogas não pagas.
A promotora disse que uma dúzia de profissionais da lei determinaram por unanimidade na semana passada que não havia evidências suficientes para ligar Deering ao incêndio. A investigação entre 2000 e 2006 foi “totalmente comprometida por má conduta”, disse McDonald.
“Há apenas um remédio ético e constitucional”, disse ela ao desistir do caso.
Os estudantes de Direito estavam tentando conseguir um novo julgamento para Deering, argumentando que a análise do fogo foi baseada em “ciência mal executada”. Esses pedidos não foram bem-sucedidos nos tribunais de apelação de Michigan.
McDonald disse que é possível que o incêndio não tenha sido criminoso, como a equipe jurídica de Deering há muito afirma. Ela disse que a polícia estadual está investigando novamente.
“Uma vez que havia a crença de que [o fogo] foi ateado intencionalmente, aquilo precisava ser resolvido a todo custo”, disse Imran Syed, da faculdade de Direito.
Deering pode ser elegível a receber mais de US$ 700 mil (mais de R$ 3,8 milhões) do estado, sob uma lei que paga US$ 50 mil (pouco mais de R$ 272 mil) a cada ano passado na prisão, se novas evidências forem citadas em uma condenação injusta.
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Fonte: G1 Mundo

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Aluno é preso após balear gravemente colega de classe em escola do Tennessee


Estudante de 13 anos foi encaminhado para o hospital “em estado grave”, segundo as autoridades locais. Polícia fecha rua próxima a escola do Tennessee, nos EUA, após tiroteio em 30 de setembro de 2021
Reprodução/NBC
Um estudante foi preso após atirar e ferir gravemente um colega de classe em uma escola de Memphis, no estado americano do Tennessee, nesta quinta-feira (30), informou a polícia.
A escola de ensino fundamental foi esvaziada e os alunos enviados para uma igreja próxima logo após o incidente, disse o Departamento de Polícia de Memphis. Não há relatos de mais feridos.
O ferido tem 13 anos e foi encaminhado em “estado grave” para um hospital, disse o subchefe de polícia Don Crowe em entrevista coletiva.
“As evidências em vídeo mostraram que o atirador parecia ser outro garoto que frequentava a escola”, disse Crowe.
O suspeito de atirar fugiu da escola em um carro e se entregou mais tarde para a polícia e está detido, acrescentou o subchefe.
A identidade dos dois estudantes não foi divulgada e, segundo o subchefe, ainda é cedo para definir uma motivação para o crime.
VÍDEOS com notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Cédulas em desuso viram brinquedo nas mãos de crianças em povoado venezuelano


Bolívar se desvalorizou 72,54% em 2021 e na sexta-feira passará por uma nova reconversão na qual vai perder seis zeros. Crianças jogam cartas e apostam com notas de bolívar venezuelano não utilizadas em Puerto Concha, na Venezuela
Federico Parra/AFP
Sentados em semicírculo em um povoado de pescadores da Venezuela, crianças brincam com fardos de bolívares, a moeda nacional, pulverizada pela inflação mais alta do mundo.
A cena ocorre em uma rua de Puerto Concha, um povoado caloroso no estado Zulia (oeste), fronteiriço com a Colômbia, onde para muitos o bolívar é história: três reconversões monetárias desde 2008 eliminaram 14 zeros da moeda.
Reconversão monetária na Venezuela: 100 trilhões ontem, 1 bolívar amanhã
As cédulas servem para fazer coroas e outros objetos, além de serem usadas pelas crianças para brincar.
“Se você colocar cem, ganha cem”, explica uma menina que coordena a partida de Ajiley, um jogo de cartas muito popular na Venezuela, ao qual os pequenos fizeram uma adaptação divertida, negociando os prêmios com estas cédulas inúteis, que guardam em uma caixa de papelão em formato de violão, com a tampa pintada com as cores da bandeira da Venezuela.
O bolívar se desvalorizou 72,54% em 2021 e na sexta-feira passará por uma nova reconversão na qual vai perder seis zeros.
Mas em Puerto Concha pouco ou nada importa a moeda nacional. Nos últimos anos, familiarizaram-se mais com os pesos colombianos, que usam diariamente.
“Aqui o bolívar já virou história”, reforça Jonatan Morán, de 32 anos, que trabalha em um sítio, do mostruário de um armazém repleto de produtos colombianos, mais baratos do que os locais.
“Nem conheço o novo bolívar que saiu, nem gostaria de conhecê-lo. Para que?”, pergunta-se, taxativo, em conversa com a AFP.
Há moradores em Puerto Concha que lembram que antes da reconversão decretada pelo presidente Nicolás Maduro em 2018, a segunda da era chavista, muitos saíam com baldes repletos de notas para fazer compras no supermercado.
Pescadores atracam em um porto da cidade de Puerto Concha, no estado de Zulia, na Venezuela
Federico Parra/AFP
Bolívares “de lembrança”
Com essa nova “reexpressão” monetária, “a Venezuela passa a ser o país da América Latina que mais eliminou zeros de sua moeda”, diz o economista José Manuel Puente, convencido de que em alguns meses se repetirá o ciclo e o novo bolívar ficará ultrapassado mais uma vez.
Esta instabilidade expandiu o uso do peso colombiano nos estados fronteiriços, enquanto o país vive uma dolarização de fato, que embora contradiga a “narrativa antiianque” do chavismo, afirma Puente, é vista como “válvula de escape” diante de uma economia com oito anos de recessão e quatro de hiperinflação.
Por ser uma região vizinha da Colômbia, muitos costumam trocar dólares por pesos em Puerto Concha, pois lhes facilita as compras no varejo, algo que não acontece com a moeda americana, pois a dolarização informal limita o fluxo de cédulas de baixo valor e complica as operações.
“Agora é mais vantajoso o peso do que o bolívar, porque o bolívar não dá conta”, relata María Martínez, vendedora de loteria de 38 anos, que esconde o rosto com um casaco para se proteger do sol.
O uso do bolívar ficou praticamente restrito a operações com cartões de débito, devido à escassez crônica de dinheiro vivo, necessário para as principais atividades no povoado: a pesca, a pecuária e o cultivo de bananas.
Não há cifras da quantidade de pessos colombianos que circulam na economia venezuelana. Ao contrário, estimativas do setor privado consideram que no país as transações em dólares abrangem 70% das operações.
Desta terceira reconversão, Maria, mãe de três filhos, sabe apenas “o pouquinho que se vê nas notícias”. Também não pensa trabalhar com a moeda oficial “porque o bolívar está desvalorizado”.
Embora aceite pagamentos em bolívares de forma eletrônica, Hugo Fernandes, dono de uma loja de mantimentos, diz que conheceu uma das últimas cédulas graças a turistas que viajaram de Caracas há quatro meses.
“Nós as guardamos como lembrança porque não as tínhamos visto e agora vão trocá-las outra vez”, comentou o comerciante de 24 anos, que se sente mais confiante em trabalhar com peso colombiano. “Pelo menos é mais estável”, conclui.

Fonte: G1 Mundo

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Desabastecimento leva a filas extensas e brigas em postos de gasolina do Reino Unido; veja vídeo


A falta de mão de obra no setor de transportes – ocasionada por conta do Brexit e da pandemia da Covid-19 – tem deixado prateleiras vazias e fechado postos de combustíveis por todo o país europeu. Britânicos brigam em filas de postos de gasolina em meio a desabastecimento nacional
Na última semana, brigas e discussões tomaram postos de gasolina no Reino Unido enquanto aumenta o clima de tensão por conta da crise no setor de abastecimento, o que tem levado motoristas ao limite após passarem horas em filas para tentar abastecer (veja no vídeo acima).
Há gasolina, afirmam as distribuidoras, o problema está no transporte. Com a escassez no número de caminhoneiros atuando no país, o setor tem encontrado dificuldades em entregar os combustíveis – além de outros produtos – dentro da Grã Bretanha.
“Desculpe, ‘não’ temos mais combustível por hoje, sinto muito”, diz cartaz em um posto de gasolina de Londres em 28 de setembro de 2021
Frank Augstein/AP
O que anda acontecendo?
Os problemas com o abastecimento no país – que é uma ilha, o que dificulta ainda mais sua logística – não são de agora.
Nos últimos meses, muitas empresas do ramo alimentício já vinham relatando dificuldades para receber produtos básicos. Redes de fast-food (como o Mc Donalds, por exemplo) ficaram sem as famosas, e tradicionais, batatinhas fritas.
Na semana passada, no entanto, gigantes do petróleo como a BP e a ExxonMobil anunciaram o fechamento de postos de gasolina por encontrar dificuldades em levar o combustível para os clientes. Além disso, prateleiras de supermercados já começam a ficar vazias.
Os britânicos vêm encarando filas imensas naqueles postos de combustível que conseguiram renovar seus estoques. Mas em algumas regiões, entre 50% e 90% dos pontos de venda estão completamente sem gasolina.
Preocupadas, associações médicas, de enfermeiros e de cuidadores estão pedindo que profissionais da saúde tenham prioridade na hora de abastecer.
“Desculpe, fora de serviço”, bomba de posto britânico é desativada por falta de combustíveis em foto de 28 de setembro de 2021
Frank Augstein/AP
Há falta de combustíveis?
Segundo o governo britânico, não. A dificuldade de levar os combustíveis aos pontos de venda é que é o problema. O secretário de Transportes, Grant Shapps, chegou a dizer que a falta de gasolina era culpa dos motoristas que correram atrás do produto “pelo pânico da população”.
“Não há falta de combustível e as pessoas devem ser sensatas e só abastecer quando precisam”, disse Shapps em entrevista ao programa Andrew Marr, na emissora britânica BBC.
A Petrol Retailers Association (PRA), associação dos postos de gasolina do país, disse que não tem visto aumentar o suprimento de combustíveis em diversos pontos do Reino Unido, e afirmou que há ainda muita pressão de motoristas que tentam, sem sucesso abastecer.
VEJA MAIS: Falta de caminhoneiros leva ameaça de desabastecimento ao Reino Unido
Falta de caminhoneiros provoca ameaça de desabastecimento no Reino Unido
E o Brexit nisso tudo?
Opositores do governo de Boris Johnson afirmam que este era um “caos anunciado”. É que o problema tem a ver com o Brexit – a saída do Reino Unido da União Europeia. As longas jornadas e os baixos salários também já vinham afastando muitos motoristas da profissão.
A situação se agravou porque boa parte dos caminhoneiros que trabalhavam no país vêm do bloco europeu. Antes, eles circulavam à vontade. Agora, as novas burocracias na fronteira atrapalham e qualquer atraso custa dinheiro: Muitos motoristas são pagos pela distância percorrida, e não por hora.
Com as restrições da pandemia, muitos deles foram para casa e não voltaram. O setor de transportes vem operando com uma falta de mão de obra estimada em cerca de 100 mil motoristas, segundo cálculos mais recentes.
O governo conservador tenta, agora, recorrer a trabalhadores estrangeiros para contornar o problema. As autoridades vão oferecer 5 mil vistos para motoristas de outros países trabalharem temporariamente até o Natal.
Associações de transporte de países do Leste Europeu, grande fonte de mão-de-obra para o Reino Unido nos últimos anos, parecem não estar dispostas a ajudar e dizem que os britânicos precisam aprender a lidar com as consequências do Brexit.
Caminhão abastece posto em Manchester, Inglaterra, em 28 de setembro de 2021
Jon Super/AP

Fonte: G1 Mundo

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Vulcão havaiano Kilauea entra em erupção pela 1ª vez em quase um ano; veja FOTOS


Fenômeno ocorre dentro dos limites do Parque Nacional de Vulcões do Havaí, que permaneceu aberto a visitantes que queriam observar o brilho da lava e a nuvem de fumaça de uma distância segura. Erupção dentro da cratera Halemaumau do vulcão Kilauea, no Parque Nacional do Havaí, na quarta-feira (29)
USGS via AP
Em sua primeira erupção em quase um ano, o vulcão havaiano Kilauea estava enchendo a cratera de seu cume de lava quente e vermelha e cobrindo os céus com uma mistura de fumaça e neblina vulcânica nesta quinta-feira (30), informou o Instituto Geológico dos Estados Unidos.
A erupção mais recente do vulcão mais jovem e ativo do Havaí começou na tarde de quarta-feira.
Um lago de lava em elevação é visto dentro de uma cratera do vulcão Kilauea, no Parque Nacional do Havaí, na quarta-feira (29)
USGS/M. Patrick/Handout via Reuters
Embora a lava não represente uma ameaça imediata a áreas povoadas, moradores que vivem na direção do vento que vem do Kilauea foram alertados para uma possível exposição a dióxido de enxofre e outros gases vulcânicos que podem irritar o sistema respiratório.
Fissuras abertas na parede oeste de uma das crateras durante erupção do vulcão Kilauea, no Parque Nacional do Havaí, na quarta-feira (29)
USGS/M. Patrick/Handout via Reuters
O fenômeno ocorre dentro dos limites do Parque Nacional de Vulcões do Havaí, que permaneceu aberto a visitantes que queriam observar o brilho da lava e a nuvem de fumaça de uma distância segura.
A penúltima erupção do Kīlauea aconteceu em dezembro de 2020, quando um lago repleto de água que havia se formado na cratera evaporou, sendo substituído por um lago de lava.
Erupção dentro da cratera Halemaumau do vulcão Kilauea, no Parque Nacional do Havaí, na quinta-feira (30)
USGS via AP
Dois anos antes, uma série de terremotos e uma grande erupção causaram a destruição de centenas de lares e estabelecimentos comerciais quando a lava jorrou até o oceano ao longo de um período de vários meses até endurecer e criar um terreno novo.
Erupção dentro da cratera Halemaumau do vulcão Kilauea, no Parque Nacional do Havaí, na quarta-feira (29)
USGS via AP
Geologista do Observatório de Vulcões Havaianos do Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (HVO) monitora a erupção do vulcão Kilauea, no Parque Nacional do Havaí, na quarta-feira (29)
USGS/D. Downs/Handout via Reuters
Vídeos: Vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã dispersa com tiros para o alto manifestação de mulheres em Cabul


Membro do Talibã conversa com manifestantes mulheres enquanto outro tenta bloquear a visão da câmera com a mão durante protesto realizado do lado em frente a uma escola em Cabul, capital do Afeganistão, em 30 de setembro de 2021
Bulent Kilic/AFP
Combatentes talibãs interromperam com tiros para o alto nesta quinta-feira (30) em Cabul uma manifestação de seis afegãs que reivindicavam o direito à educação.
Às 8H00 locais (0H30 de Brasília), três mulheres jovens, de véu e máscara, exibiram uma faixa com a frase (em inglês e dari) “Não politizem a educação!”, diante do centro de ensino médio para meninas Rabia Balkhi, na zona leste de Cabul.
“Não quebrem nossas canetas, não queimem nossos livros, não fechem nossas escolas”, completava a faixa, ao lado de uma foto de meninas com véu durante uma aula.
Quando outras três manifestantes se uniram às primeiras, uma delas com o cartaz “A educação é a identidade humana”, vários talibãs armados chegaram ao local.
Os combatentes obrigaram as manifestantes a recuar para a porta de entrada do centro de ensino. Um deles derrubou o cartaz, enquanto outros avançavam contra os jornalistas estrangeiros para tentar impedir que registrassem imagens do protesto.
Um talibã disparou uma rajada curta de tiros para o alto com sua metralhadora.
As manifestantes se refugiaram dentro da escola e os talibãs perseguiram os cinegrafistas e fotógrafos, tentando retirar suas câmeras. Um combatente deu uma cabeçada em um cinegrafista estrangeiro.
Eles responderam às ordens de um jovem desarmado, mas que estava com um walkie-talkie. Ele se apresentou como Mawlawi Nasratullah, comandante das forças especiais talibãs para Cabul e sua região.
Ele pediu a seus homens que reunissem 10 jornalistas, todos da imprensa internacional, e fez um discurso.
“Respeito os jornalistas, mas esta manifestação não foi autorizada”, disse. “As autoridades do Emirado (Islâmico) do Afeganistão não haviam sido informadas. Por isso não há nenhum jornalista afegão aqui”.
“Se tivessem pedido autorização para a manifestação, elas teriam recebido”, declarou.
“Respeito os direitos das mulheres”, acrescentou, cercado por homens armados. “Vocês tentaram cobrir uma manifestação ilegal. Recordo a vocês que nos países modernos, França ou Estados Unidos, a polícia agride os manifestantes”, completou.
A manifestação foi convocada na internet por um grupo chamado “Movimento Espontâneo de Mulheres Ativistas no Afeganistão”.
No início de setembro, combatentes talibãs armados dispersaram manifestações em várias cidades, como Cabul, Faizabad e Herat, onde duas pessoas foram mortas.
O Talibã, no poder desde meados de agosto, proibiram todas as manifestações no país desde 8 de setembro e até o momento não autorizaram o retorno das mulheres ao ensino médio.

Fonte: G1 Mundo