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Vale trabalha para resgatar 39 trabalhadores presos em mina subterrânea no Canadá


Funcionários sairão por meio de um sistema de escada de saída secundária com o apoio da equipe de resgate da mineradora. Vale trabalha para resgatar 39 trabalhadores presos em mina subterrânea no Canadá
Reuters
A mineradora Vale prevê resgatar ainda nesta segunda-feira todos os 39 trabalhadores que estão presos na mina subterrânea Totten em Sudbury, Ontário, no Canadá, desde um incidente na tarde de domingo, informou a companhia, em comunicado à imprensa.
Segundo a Vale, uma pá escavadeira que estava sendo transportada no acesso à mina subterrânea se desprendeu, bloqueando o “shaft” e, com isso, indisponibilizando o meio de transporte dos empregados.
Os funcionários sairão por meio de um sistema de escada de saída secundária com o apoio da equipe de resgate da Vale, que já alcançou os mineradores e iniciou a movimentação, segundo a empresa.
“Ninguém está ferido, o que é nossa preocupação número um, e os trabalhadores tiveram e continuam tendo acesso a água, alimentos e remédios”, disse a companhia.
Imediatamente após o incidente, os funcionários seguiram para os postos de refúgio como parte dos procedimentos previstos, segundo a companhia, que destacou estar em comunicação frequente com eles desde o ocorrido.
“Estamos fazendo tudo o que podemos para garantir a segurança desses funcionários e forneceremos novas atualizações assim que estiverem disponíveis”, afirmou.
Nos primeiros seis meses de 2021, a mina de Totten produziu 3.600 toneladas de níquel, disse a Vale, acrescentando que a produção na mina está temporariamente suspensa.
A empresa disse ainda que está avaliando as medidas necessárias para retomada da produção.

Fonte: G1 Mundo

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Presidente da Coreia do Sul sugere banir consumo de carne de cachorro


Tradição vem se tornando obsoleta no país, mas ainda ocorre em algumas partes da península. Presidente sul-coreano Moon Jae-in e primeira-dama Kim Jeong-sook brincam com cachorros em foto de 2018
Cortesia/Presidência da Coreia do Sul
O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, sugeriu nesta segunda-feira (27) que poderá banir consumo de carne de cachorro no país.
A tradição vem se tornando obsoleta, mas ainda ocorre em algumas partes da península, principalmente entre a população mais idosa.
A informação foi divulgada pela porta-voz da presidência, Park Kyung-mee, ao ler um comunicado divulgado após uma reunião de Moon com o premiê sul-coreano Kim Boo-kyum.
Durante o encontro, os líderes apresentaram propostas de diversas medidas estudadas para tratar do abandono de animais domésticos no país.
Essa foi a primeira vez que Moon sinalizou, de forma bastante clara, a intenção em proibir o consumo de carne deste animal na Coreia do Sul.
A prática é bastante criticada pela comunidade internacional e tem repercutido dentro do país com o aumento do número de pets e de grupos de proteção animal.
Além disso, o assunto tem atraído a atenção de eleitores e tem repercutido entre os presidenciáveis para o pleito de 2022, quando a Coreia do Sul elege seus próximos representantes.
Lee Jae-myung, principal opositor do governo de Moon, já afirmou que irá abrir um plebiscito para decidir sobre a proibição do consumo de carne de cachorro no país.
Já outro adversário do presidente, Yoon Seok-youl, afirmou que esta decisão “é um assunto de decisão pessoal”.
Uma pesquisa encomendada pela Aware, grupo de proteção animal, mostrou que 78% dos sul-coreanos são favoráveis à proibição do comércio de carne de cachorros e gatos – 49% apoiam a proibição total do consumo.
Já um outro estudo encabeçado pela empresa Realmeter apontou que o país ainda está bastante dividido sobre o poder do governo neste banimento, ainda que 59% dos entrevistados apoiem restrições legais para o consumo de carne de cachorros.
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Fonte: G1 Mundo

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Cabras fogem de pastagem e são encurraladas em bairro de luxo nos EUA; veja VÍDEO

Rebanho saiu pelas ruas do bairro de Buckhead, em Atlanta. Motoristas chamaram a polícia que conseguiu, com a ajuda de pedestres, cercar os bichos. Nenhuma cabra ficou ferida. Cabras fogem de pastagem e são encurraladas em bairro de luxo nos EUA
Um rebanho de cabras fugiu da área de pastagem e foi encurralado em bairro de luxo nos Estados Unidos nesta segunda-feira (27) (veja no vídeo acima).
Os animais foram levados para a cidade para comer o mato que crescia em um terreno baldio atrás de uma loja de departamentos, informaram as autoridades locais.
Após um descuido do pastor, as cabras saíram pelas ruas do bairro de Buckhead, em Atlanta, conhecido por seus vários shoppings e lojas caras.
Motoristas que passavam pelo local chamaram a polícia que conseguiu, com a ajuda de alguns pedestres, cercar os bichos. Nenhuma cabra ficou ferida.
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Fonte: G1 Mundo

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Definição do novo governo da Alemanha pode levar meses; entenda o que acontece agora que passou a eleição


Partidos iniciam negociações para a formação de uma maioria no Bundestag e, por causa da fragmentação do Parlamento, é impossível dizer quanto tempo levarão. Enquanto isso, Merkel segue como chanceler interina. Entenda como funciona o sistema de coalizão que vai definir o próximo chanceler na Alemanha
Passada a eleição legislativa alemã, a chanceler federal Angela Merkel segue no cargo de forma interina até a formação de um novo governo. A rigor, a lei não prevê que um partido, por exemplo o mais votado, receba um mandato para formar um governo, ainda que tradicionalmente os próprios partidos costumem ver a situação dessa forma e falar em “mandato popular”.
Não há prazo para o fim das sondagens e negociações entre os partidos. Em tese, portanto, Merkel pode ficar ainda alguns meses no cargo. Na Alemanha costuma-se usar o Natal como referência, pois tradicionalmente o chanceler federal se dirige à nação nessa época do ano.
O vencedor da eleição, o candidato do Partido Social-Democrata (SPD), Olaf Scholz, já foi questionado na televisão se espera fazer o discurso natalino deste ano no lugar de Merkel. “Faremos tudo para que isso ocorra”, respondeu.
Se as negociações se alargarem, é possível que Merkel bata o recorde de um chanceler federal no poder. Isso ocorreria depois do dia 17 de dezembro. O recorde atual é do ex-chanceler Helmut Kohl, com 5.869 dias.
O poder de um chanceler interino
Como interina, Merkel continua exercendo o poder com todas as suas atribuições. Isso inclui a nomeação de ministros. Em tese, ela pode demitir os seus ministros, que também são interinos, e empossar novos.
Nesse período, Merkel deve também cumprir todos os compromissos de um chefe de governo na Alemanha. É muito provável, por exemplo, que ela estará na próxima reunião de cúpula do G20, em Roma, no fim de outubro.
Angela Merkel foi a primeira mulher a governar a Alemanha e a primeira vinda da Alemanha Oriental
Wolfgang Rattay/Reuters
Merkel não pode simplesmente levar para casa todos os presentes que recebeu no exercício do cargo. Isso é proibido por lei. Como os presentes foram dados ao chefe de governo, e não à pessoa que ocupa o cargo, eles são propriedade do Estado.
O novo chanceler
A eleição do novo chanceler federal é tarefa do Bundestag, que foi eleito na recente eleição e deve estar constituído até 30 dias após a eleição. Pelo rito, o presidente da Alemanha indica um nome para ser chanceler, e os parlamentares votam.
Em tese, o presidente pode indicar qualquer nome, até mesmo de alguém que não pertença ao Bundestag. Na prática, porém, só é possível governar com maioria no Parlamento. Assim, os partidos que conseguiram formar uma coalizão de governo sugerem um nome ao presidente, que então o coloca em votação.
Esse nome é o do candidato a chanceler do partido que lidera a coalizão. Desta vez, portanto, poderá ser o de Olaf Scholz, do SPD, ou de Armin Laschet, da aliança dos partidos conservadores União Democrata Cristã (CDU) e União Social Cristã (CSU), conhecida como União. Essas são as duas únicas candidaturas com o número de votos que as habilita a liderar um governo.
A formação de uma coalizão de governo
Olaf Scholz, líder do Partido Social-Democrata da Alemanha, em imagem de 27 de setembro de 2021
Hannibal Hanschke/Reuters
A tendência de fragmentação do Bundestag, com um número maior de bancadas, cria dificuldades para a formação de uma coalizão de governo, pois partidos com projetos muito diferentes entre si precisam chegar a um acordo que lhes dê maioria no parlamento.
Para isso eles iniciam sondagens, que em algum momento resultam, ou não, em negociações. O que se negocia é a execução ou não das propostas que cada partido apresentou na campanha eleitoral, a distribuição dos ministérios e, ao fim, o acordo de coalizão, no qual consta tudo o que foi acertado para ser implementado na próxima legislatura.
Normalmente o partido mais bem votado inicia as sondagens com possíveis parceiros, dentro do espírito de “mandato popular” de formação de governo, como defendido pelos próprios partidos.
Este ano é diferente. O SPD, como vencedor das eleições, claramente se vê no direito de sondar outros partidos, no caso o Partido Verde e o Partido Democrático Liberal (FDP). Mas o candidato da CDU/CSU, Armin Laschet, também declarou num primeiro momento estar determinado a formar um governo.
No dia seguinte, em meio a críticas internas que só devem crescer nos próximos dias, e depois de lideranças conservadoras terem dito que a União claramente não saiu vencedora do pleito, Laschet recuou e disse que não vê o seu partido necessariamente com um mandato para a formação de governo. Mas repetiu que está pronto a formar um governo com os verdes e os liberais se isso vier a ser necessário.
Quem poderá se unir
Este ano há três possíveis coalizões de governo, considerando que todos os demais partidos descartaram de antemão uma aliança com o partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD), devido a suas posições extremistas.
Armin Laschet, candidato da União Democrata Cristã e premiê da Renânia do Norte-Vestfália, ao lado da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e de bombeiros em Schalksmuehle, no dia 5 de setembro
Reuters/Thilo Schmuelgen
As três opções são a chamada coalizão semáforo, por causa das cores verde, vermelho e amarelo dos partidos Verde, SPD e FDP; Jamaica, devido às cores da União, preto, e dos verdes e liberais; e, dada como improvável pelos participantes, a chamada Groko (sigla para Grande Coalizão, em alemão), que reúne as duas maiores bancadas, SPD e CDU/CSU.
A mais provável, ao menos neste estágio logo após a eleição, é a coalizão semáforo, pois seria liderada pelo partido vencedor, o SPD, ao lado de dois parceiros menores que já se mostraram dispostos a governar.
A probabilidade dessa coalizão cresce ainda mais porque o FDP sente a pressão para não repetir sua decisão de quatro anos atrás, quando abandonou as negociações que já se arrastavam há meses e ficou com o ônus de ter inviabilizado a formação de um governo.
Naquela vez, a decisão dos liberais acabou levando a uma reedição da Groko, o que o SPD havia descartado durante a campanha eleitoral, a exemplo do que os social-democratas e a União fazem agora.
A coalizão Jamaica também pode ocorrer, mas perdeu força depois de lideranças da CDU e da CSU terem deixado claro que entenderam o resultado das urnas como uma derrota e não como um mandato popular para formar um governo.
Quanto tempo pode durar
É impossível prever quanto tempo será necessário para que a Alemanha tenha um novo governo, mas a experiência da eleição anterior, que também resultou num Bundestag fragmentado, mostra que podem se passar várias semanas, até meses. Daquela vez o governo só foi formado depois de 172 dias, ou seis meses.
Em 2017, estavam em andamento as negociações para uma coalizão Jamaica, mas o FDP acabou puxando o freio de mão e saltou fora com o argumento de que a União estava fazendo muitas concessões aos verdes.
A frase com que o chefe dos liberais, Christian Lindner, justificou a decisão de abandonar as negociações entrou para o anedotário da política alemã: “Melhor não governar do que governar da maneira errada”.
Diante do fracasso, surgiu a questão de se o SPD, contrariando sua promessa de campanha e o desejo da base, não aceitaria, afinal, entrar numa nova Groko com a União. Até o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, que é do SPD, apelou à direção do partido para que revisse sua posição. Os social-democratas acabaram aceitando, mas só depois de consultas internas aos filiados, abrindo assim caminho para a formação do quarto governo de Merkel.
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Fonte: G1 Mundo

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Agricultores indianos protestam em todo país contra reformas


Produtores da Índia já passaram 10 meses acampados em rodovias para manifestar contra leis que acreditam ameaçar seu trabalho. Agricultores indianos protestam em todo país contra reformas
AP Photo/Rafiq Maqbool
Os agricultores indianos que se opõem a reformas que dizem ameaçar seus meios de vida renovaram a pressão contra as mudanças com protestos em todo o país nesta segunda-feira (27), um ano depois que as leis sobre liberalização do setor foram introduzidas.
Por 10 meses, dezenas de milhares de agricultores acamparam nas principais rodovias ao redor da capital, Nova Délhi, para manifestar oposição às leis nos mais longos protestos de produtores contra o governo do primeiro-ministro Narendra Modi.
Tuítes de Rihanna e Greta por protestos de agricultores irritam o governo indiano
“Milhares de agricultores se espalharam por diferentes distritos para garantir uma greve nacional completa com o objetivo de lembrar o governo de revogar as leis introduzidas para favorecer grandes corporações privadas”, disse Rakesh Tikait, um importante líder dos agricultores, à Reuters.
Em Noida, uma cidade satélite de Nova Délhi, os agricultores enfrentaram a polícia e romperam barricadas. Não houve relatos imediatos de feridos ou prisões.
Protestos agricultores Índia
Reprodução / Reuters
Em Gurgaon, outra cidade satélite perto do aeroporto principal da capital, os produtores se aglomeraram em uma estrada e bloquearam o tráfego, enquanto os manifestantes invadiram uma estação ferroviária no norte de Nova Délhi, disse uma testemunha da Reuters.
Quase uma dúzia de partidos de oposição apoiou o protesto para aumentar a pressão sobre o governo de Modi para revogar as leis.
A legislação, introduzida em setembro do ano passado, desregula o setor agrícola e permite que os agricultores vendam os produtos a compradores fora dos mercados atacadistas regulamentados pelo governo, onde os produtores têm garantia de um preço mínimo.
Os pequenos agricultores afirmam que as mudanças os tornam vulneráveis ​​à competição das grandes empresas e que podem eventualmente perder o apoio aos preços de produtos básicos como trigo e arroz.
O governo diz que as reformas significam novas oportunidades e melhores preços para os agricultores.
Agricultores indianos protestam em todo país contra reformas
AP Photo/Rafiq Maqbool
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Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: família explica por que prefere o Talibã no poder


Goljuma perdeu quatro filhos durante os 20 anos de guerra do Afeganistão e diz que as forças estrangeiras ‘destruíram’ o país. Goljuma (à direita) elogiou o Talibã e disse: ‘Mulheres como eu não são como as mulheres de Cabul’
BBC
O interior da casa, construída com tijolos de barro, era frio, limpo e tranquilo. Um homem chamado Shamsullah, com um filho pequeno agarrado à sua perna, acompanhou os visitantes até um quarto que ele usa para receber.
Um tapete cobria o chão e almofadas estavam posicionadas ao longo das paredes grossas. Alguns objetos decorativos estavam à mostra, como um pequeno armário com meia-dúzia de garrafas de vidro coloridas. Mas a família é pobre e quase todos os seus bens foram destruídos ou saqueados nos últimos 20 anos de guerra.
A casa era um refúgio contra o sol quente e o ar empoeirado do lado de fora. Era rodeada por muros altos de barro, como todas as residências familiares nas áreas rurais que se tornaram verdadeiros campos de batalha em Marjah, na província de Helmand, no Afeganistão.
Dentro da casa, eles estavam prontos para colher mais algumas bolas de algodão para serem adicionadas ao fardo que Shamsullah já havia tirado dos campos lá fora.
Shamsullah apresentou a mãe dele, Goljuma. Ele disse que ela tinha 65 anos. A mulher estava envolta num longo xale que cobria sua cabeça e corpo, até o joelho. Uma pequena abertura na altura dos olhos permitia que ela enxergasse.
Às vezes, eu conseguia ver, de relance, um de seus olhos, ou uma parte do nariz. A voz de Goljuma era forte, quando ela falava de uma vida cheia de tristezas e da guerra que destruiu sua vida e matou seus quatro filhos mais velhos. Shamsullah, o mais novo, foi o único que restou. Ele tem 24 anos, mas seu rosto é o de alguém dez anos mais velho.
O primeiro filho que Goljuma perdeu, há 11 anos, foi Zia Ul Huq. Ele era um combatente pelo Talibã. “Meu filho se juntou ao Talibã porque acreditava que os americanos queriam destruir o Islã e o Afeganistão”, disse.
Outros três filhos morreram num intervalo de alguns meses em 2014. Quadratallah foi morto num ataque aéreo. Hayatullah e Aminullah foram pesos pela polícia numa busca à casa da família. Shamsullah disse que seus irmãos foram forçados a se alistar e servir no exército, onde morreram.
Como único sobrevivente, Shamsullah disse que Deus decidiu que ele deveria assumir a responsabilidade pela família. “Você já tentou equilibrar cinco melões numa única mão? É assim que me sinto”, contou. Suas obrigações incluem garantir o bem-estar de Zia, viúva do seu irmão mais velho que era combatente do Talibã.
“Eu sinto falta dos meus irmãos”, disse Shamsullah. “A esposa do meu irmão mais velho se casou com meu segundo irmão mais velho quando ele morreu. Quando ele também foi morto, meu terceiro irmão se casou com ela. Quando morreu, meu quarto irmão se casou com ela. E eu me casei com ela quando esse meu último irmão foi morto.”
Em 2010, Marjah foi escolhida como a cidade da primeira operação de “reforço” das tropas dos EUA no Afeganistão, ordenada pelo então presidente Barack Obama. A ideia era que o aumento dos efetivos militares promovesse ataques de “nocaute” que mudariam o curso da guerra de maneira decisiva em favor do governo de Cabul e das forças estrangeiras que o apoiavam.
“À medida que expulsarmos o Talibã, não há nada além de um futuro brilhante pela frente: boas escolas, bons hospitais, um mercado livre”, previu um comunicado militar dos EUA naquele ano. Os campos de algodão e produção de ópio de Marjah se tornaram um pesadelo para as tropas estrangeiras que combatiam os insurgentes talibãs.
Três meses após a operação, o comandente-geral dos EUA Stanley McChrystal disse que Marjah era uma “úlcera sangrando”.
‘Destruíram o país’
Goljuma revela desprezo pelos líderes ocidentais que diziam estar tentando fazer do Afeganistão um lugar melhor para o povo. “Não sei nada sobre a missão deles. Eles destruíram o país”, disse ela. Ela também demonstrou ceticismo quando perguntei sobre as oportunidades e direitos que as mulheres adquiriram e que agoram estavam arrasadas em perder.
“Muitos de nós sofremos quando eles estavam aqui. Eles mataram nossos maridos, irmãos, filhos”, disse. “Eu gosto do Talibã porque eles respeitam o Islã. Mulheres como eu não são como as mulheres em Cabul.” Ela afirmou que antes de o Talibã vencer todos tinham medo do grupo. Agora, estão aliviados com o fim da guerra, diz.
Uma dúvida, porém, é se Goljuma estava falando livremente e expressando sua opinião. O escritório de imprensa do Talibã insistiu que a equipe da BBC viajasse com um segurança armado do grupo e um tradutor que eles aprovaram, como condição para permitir nossa presença em Helmand.
Se eles não estivessem lá, talvez ouvíssemos mais sobre o medo que o Talibã provoca em vários afegãos. Mas eu não duvidei da sinceridade de Goljuma quando ela condenou a destruição da agricultura tradicional de Helmand pelos exércitos mais poderosos do mundo, e do sofrimento dela pela morte de quatro filhos.
Em 2001, pouco tempo depois dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, tropas americanas, britânicas e de outros países aliados invadiram o Afeganistão com uma missão clara: destruir a al-Qaeda e punir o Talibã por dar cobertura ao grupo responsável pelos atentados terroristas.
O que ocorreu depois é que é mais difícil de entender e justificar: uma guerra invencível que afetou tudo o que tentaram fazer para melhorar as vidas dos afegãos.
Desenvolvimento, como democracia, não pode vir do cano de uma arma. O Ocidente obteve vitórias no caminho. De fato, uma geração urbana de homens e mulheres recebeu educação e teve seus horizontes transformados. Mas esses benefícios não alcançaram os pobres de menor escolaridade no interior do país, como a família de Goljuma.
Ascensão do Talibã em 1996 e agora
Quando o Talibã alcançou o poder em 1996, eles usaram a violência para implementar suas crenças religiosas e culturais. Agora, a maioria dos afegãos é muito jovem para se lembrar dos anos anteriores ao 11 de setembro e a invasão de tropas estrangeiras.
Em Lashkar Gah, jovens talibãs reagiram às câmeras da BBC retirando seus celulares, nos filmando e tirando selfies com os estrangeiros da equipe. Acesso a internet pelo celular é barato aqui. Nosso segurança talibã assistia ao serviço afegão da BBC por um smartphone. O mundo está aberto para eles de uma maneira que não estava na década de 1990, quando o Talibã baniu acesso a televisão.
Os combatentes no grupo não são mais meninos que cresceram sem conhecimento do mundo exterior. O Talibã vai forçar seus próprios lutadores, quanto mais o resto da população, a desistir dos smartphones, da internet e de um mundo que os atrai?
Desta vez, pode ser mais difícil isolar e quebrar o país.
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Fonte: G1 Mundo

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Grupo de Nova York monta a maior mesa de petiscos do mundo, diz livro dos recordes


Foram mais de 96 metros de frios, pães, castanhas, queijos e geleias – o dobro do recorde anterior, conquistado por uma dupla de Chicago, nos EUA. Maior mesa de petiscos segundo o Guinness
Reprodução/315 Foodies
Um grupo de foodies – fanáticos por comida – do estado de Nova York montou a maior mesa de petiscos do mundo no domingo (26), informou o livro dos recordes.
Foram mais de 96 metros de frios, pães, castanhas, queijos e geleias – o dobro do recorde anterior, conquistado em 2019 por uma dupla de Chicago, nos Estados Unidos.
Os alimentos foram doados por comerciantes de Little Falls, a 119km da capital do estado, Albany. Para receber toda essa comida, eles precisaram ocupar um campo de baseball.
Mesa de frios e petiscos ocupou uma área de mais de 90 metros de um parque no estado americano de NY
Reprodução/315 Foodies
Um dos organizadores do feito, Preston Moore, disse em entrevista à emissora WKTV, afiliada da rede americana NBC, que “vai ser difícil alguém bater esse recorde”.
“Foi ótimo. Quer dizer, foi tão caótico esta manhã, havia um milhão de coisas diferentes acontecendo, muitas partes móveis, mas no final, quebramos o recorde”, afirmou o foodie.
Após a medição oficial do Guinness World Records, os acepipes foram divididos em porções e foram distribuídos para os espectadores que compraram ingressos para participar do evento.
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Fonte: G1 Mundo

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MP francês investiga paparazzo por foto de Macron em traje de banho


Presidente francês foi clicado sem camisa e com um calção de banho em uma praia no ano passado. O retrato estampou a capa de uma revista de fofocas e seria exposto em uma galeria de Paris. Fotos do presidente francês de férias estamparam revistas de fofocas em 2020
Reprodução/Voici
Uma investigação foi aberta a pedido do Palácio do Eliseu – sede da presidência da França – por “invasão de privacidade” após a exibição de uma foto de Emmanuel Macron em calção de banho em uma exposição em Paris, disse a promotoria da capital francesa neste domingo (26).
A informação havia sido antecipada pela rede Europe 1, uma das principais emissoras de rádio da França. O Palácio do Eliseu, contatado pela agência France Presse, disse não ter comentários sobre o caso.
“Uma investigação está em curso”, afirmou o Ministério Público da França, sem indicar os motivos exatos da investigação.
Segundo a rede Europe 1, Emmanuel e Brigitte Macron estariam na origem da denúncia que tem como alvo, em particular, um paparazzo, o autor da foto considerada ofensiva.
As fotos teriam sido expostas em uma galeria por duas semanas, em uma seleção de imagens de presidentes franceses aproveitando suas férias – inclusive o atual, Emmanuel Macron, em roupas de banho e em um jet ski.
A foto do presidente em seu jet ski foi tirada no ano passado e já teria “circulado na mídia”, segundo a emissora de rádio, que especificou que “o organizador da exposição de fotos foi ouvido por duas horas e meia pela polícia no início da semana”.
Thibault Daliphard, um dos fotógrafos da exposição, disse que seria interrogado pela polícia na terça-feira, mas afirmou não saber “sobre que fotos” seria o interrogatório.
Ele disse ainda que ficou muito “surpreso” com a reclamação do casal presidencial porque o Eliseu havia informado ao galerista Daniel Delamare que as fotos “incomodavam” e elas foram removidas da mostra.
“É até incompreensível”, disse Daliphard. “Mas as fotos foram, na sua maioria, já publicadas sem que tivesse havido tanto barulho no momento da sua divulgação.”
A exposição não pretendia “de forma alguma provocar ou minar a imagem do presidente”, afirmou o artista. “A intenção era apenas ver os presidentes de folga, pessoas que têm atividades [de férias] como todo mundo, oficialmente.”
“É até uma tradição presidencial ver fotos de presidentes franceses durante as férias”, desde “[Georges] Pompidou em Fort Brégançon a Emmanuel Macron, incluindo [Valéry] Giscard em roupa de banho”, afirmou.
“A foto no jet ski, mostra um presidente jovem, dinâmico, com ar quase de um Kennedy então não vejo como a imagem possa ser negativa”, lamentou o fotógrafo que disse fazer este trabalho “há 15 anos”.
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Fonte: G1 Mundo

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Mulheres trans são eleitas para o Parlamento da Alemanha pela primeira vez


Em Berlim, onde uma mulher foi eleita pela primeira vez, os eleitores aprovaram uma proposta para expropriar os grandes donos de imóveis para locação —o governo, no entanto, não é obrigado a concretizar a proposta. Tessa Ganserer, uma das duas mulheres trans eleitas na Alemanha, em imagem de 6 de julho de 2021
Andreas Gebert/Reuters
Pela primeira vez a Alemanha terá duas mulheres transgênero no Parlamento: duas candidatas do Partido Verde, Tessa Ganserer e Nyke Slawik, foram eleitas no domingo (26).
As pessoas transexuais e seus aliados querem alterar leis que têm mais de 40 anos no país a respeito de como alterar legalmente o gênero.
Entenda como funciona o sistema de coalizão que vai definir o próximo chanceler na Alemanha
Pelas regras atuais, as pessoas trans precisam ser submetidas a um diagnóstico mental para mudar seu gênero. Os críticos dizem que esse processo gera estigma e desgaste.
Além disso, há custos —para essa mudança legal é preciso gastar pelo menos 1.800 euros, mas o valor pode ser bem maior.
Eles propõem que as pessoas possam identificar seu próprio gênero.
Partido Social-Democrata vence em eleições acirradas na Alemanha
Projetos semelhantes a esse já foram apresentados —uma vez pelo próprio Partido Verde, outra pelo Partido Liberal. Nas duas vezes, o Parlamento não aprovou a medida.
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Os dois partidos prometeram, durante a campanha, que vão continuar a apresentar propostas para que as pessoas possam identificar o próprio gênero.
Expropriação de grandes proprietários de imóveis
A cidade de Berlim aprovou, nas eleições de domingo, uma proposta para que grandes proprietários de imóveis para locação sejam expropriados —a vitória da ideia nas urnas, no entanto, não obriga a prefeitura a tomar a ação.
Cerca de 56% dos eleitores votaram a favor da proposta, e 39% foram contrários.
Duas empresas dominam o mercado de imóveis no país: Vonovia e Deutsche Wohnen.
Vonovia, a maior, tem planos para comprar a rival —com isso, ela pode ter uma carteira de cerca de 550 mil apartamentos no país
Os direitos dos inquilinos foram um tema da campanha, especialmente em Berlim, que é, tradicionalmente, uma cidade que vota mais na esquerda.
O grupo que fez a campanha pela expropriação quer que a prefeitura passe a controlar cerca de 240 mil apartamentos.
Berlim tem a primeira prefeita mulher
Os resultados iniciais mostram que os sociais-democratas (SPD) tiveram mais votos na cidade de Berlim. A líder regional do SPD é Franziska Giffey, que deve se tornar a primeira prefeita da capital alemã.
Berlim já teve um prefeito abertamente gay, mas nunca foi governada por uma mulher.
Giffey, de 43 anos, já foi ministra da Família do governo de Angela Merkel. Ela vai suceder um outro prefeito do SPD, que não quis concorrer.
Durante a campanha, ela afirmou que era contra a proposta de expropriação, mas que os resultados devem ser respeitados. O governo de Berlim deverá fazer um projeto de lei que deverá ser avaliado para checar se há constitucionalidade na medida.
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Fonte: G1 Mundo

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Joe Biden recebe dose de reforço de vacina contra a Covid-19 nos EUA


O reforço na vacinação foi aprovado pelo CDC, autoridade sanitária americana, na semana passada e é recomendado apenas para pessoas idosas e adultos com comorbidades. Joe Biden recebe dose de reforço de vacina contra a Covid-19 nos EUA em 27 de setembro de 2021
Reprodução/Twitter
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recebeu nesta segunda-feira (27) uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19.
A aplicação de um reforço vacinal foi aprovada pela autoridade sanitária americana na semana passada e é recomendada para pessoas idosas e adultos com comorbidades.
As infecções nos EUA têm crescido por causa da variante delta do coronavírus.
O governo dos EUA está preparado para oferecer a dose de reforço a todos que já foram imunizados há pelo menos oito meses com as vacinas da Pfizer e Moderna, afirmou, em um comunicado, o Departamento de Serviços Humanitários e de Saúde.
Mas por enquanto, as doses estão destinadas aos profissionais de saúde, idosos e moradores de casas de repouso.
Reportagem em atualização.

Fonte: G1 Mundo