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Haiti: primeiro-ministro suspende eleições e não define data para realizá-las

Eleições estavam programadas para ocorrer em novembro. O primeiro-ministro foi nomeado dois dias antes da morte do presidente Jovenel Moise. Enviado especial dos EUA ao Haiti pede demissão após deportação de refugiados
As eleições que estavam marcadas para ocorrer em novembro no Haiti foram suspensas nesta terça-feira (28), e não têm data para serem realizadas.
O primeiro-ministro do país, Ariel Henry, demitiu todas as pessoas que trabalhavam no órgão responsável por eleições no país na segunda-feira.
A medida saiu em uma publicação oficial do governo.
As eleições serviriam para escolher o sucessor de Jovenel Moise, o presidente que foi assassinado no país.
Henry, o atual primeiro-ministro, foi nomeado por Moise dois dias antes do assassinato.
Em uma entrevista à rede CNN, Moise disse que as eleições vão acontecer no ano que vem, depois de uma revisão da Constituição do Haiti.
A comissão eleitoral do Haiti (CEP) tem um papel semelhante ao da Justiça Eleitoral no Brasil.
Em julho de 2020, todos os membros do órgão pediram demissão em protesto a um ato do presidente assassinado, Moise. Ele alterou a Constituição do país para tirar poderes do Legislativo e fortalecer a presidência.
Moise, então, nomeou outros membros para o CEP.

Qual era o calendário?
Havia diversas eleições programadas para os próximos meses. O primeiro dia de votações aconteceria no dia 7 de novembro. Seriam votados:
Um referendo nacional;
Eleições legislativas;
Primeiro turno de eleições presidenciais.
No dia 23 de janeiro haveria outra votação:
Segundo turno das eleições presidenciais;
Eleições municipais;
Eleições locais.
Primeiro-ministro foi acusado e demitiu procurador
Há algumas semanas, surgiram indícios de que o atual primeiro-ministro teve contato por telefone com um dos principais suspeitos do assassinato de Moise.
Procuradores dizem que registros telefônicos mostram que os dois conversaram duas vezes perto das 4h do dia 7 de julho, pouco antes de Moise ser morto a tiros por assassinos que invadiram sua residência.
Henry nega qualquer envolvimento no assassinato.
Ele substituiu o procurador-chefe que pretendia acusá-lo como suspeito e impedi-lo de deixar o país. Em seguida, o ministro de Justiça do país renunciou.
Haitianos nos EUA
Henry, na entrevista à rede CNN, afirmou que entende por que os Estados Unidos estão deportando milhares de imigrantes do Haiti que chegaram aos EUA atravessando a fronteira desse país com o México.
Estima-se que cerca de 15 mil haitianos tenham ido à cidade texana de Del Rio, na fronteira com o México, nos últimos dias.
Estados Unidos começam a deportar centenas de imigrantes haitianos
Desde que a crise estourou, cerca de 3,5 mil pessoas já foram embarcadas em voos americanos para Porto Príncipe, a capital haitiana. Ao descobrir para onde tinham sido levados, alguns haitianos reagiram com indignação e revolta e tentaram voltar à aeronave dos EUA.
Entre esses deportados há cerca de 30 crianças brasileiras, filhas de pais haitianos.
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Fonte: G1 Mundo

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Partido Social-Democrata alemão diz que quer começar a negociar coalizão nesta semana

Partido Social-Democrata vai tentar formar uma aliança com o Partido Verde e com o Partido Liberal. Partido mais votado na Alemanha não obtém margem suficiente para governar sozinho
O Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), que derrotou os conservadores da chanceler Angela Merkel por uma margem pequena na eleição nacional de domingo, disse nesta terça-feira (28) que espera começar a conversar com os Verdes e o Partido Liberal Democrático (FDP, na sigla em alemão) ainda nesta semana a respeito da formação de um governo de coalizão.
Os Verdes e o FDP, muito distantes em diversos temas, dizem que conversarão um com o outro para buscar áreas de consenso antes de iniciarem negociações com o SPD ou com os conservadores.
Entenda como funciona o sistema de coalizão que vai definir o próximo chanceler na Alemanha
Rolf Muetzenich, líder parlamentar do SPD, disse que saúda a iniciativa dos dois partidos menores de aparar as arestas, mas que ainda quer conversar com os parceiros em potencial a respeito de uma coalizão de três partes nesta semana.
“Seria bom se os Verdes e o FDP também se concentrassem em se reunir conosco nesta semana para conversas exploratórias”, disse Muetzenich à rádio alemã.
Olaf Scholz, que pode se tornar o primeiro chanceler do SPD desde que Merkel assumiu o cargo em 2005, disse que tem esperança em um progresso.
“Estou otimista. Conseguiremos formar uma coalizão com pragmatismo e prontidão para cooperar”, disse Scholz em uma rede social.
Seu rival conservador Armin Laschet, de 60 anos, disse que ainda pode tentar formar um governo, apesar de ter dado ao bloco conservador formado por União Democrata-Cristã (CDU) e União Social-Cristã (CSU) o pior resultado eleitoral de sua história.
Mas os alemães não são a favor de outro governo de inclinação conservadora: 71% rejeitam Laschet por tentar se tornar chanceler apesar de seus resultados ruins, de acordo com uma pesquisa de opinião do instituto Civey para o diário “Augsburger Allgemeine”.
Merkel, que não buscou um quinto mandato como chanceler, continuará no cargo interinamente durante as negociações de uma coalizão que determinará o caminho futuro da maior economia da Europa.
O SPD, que é o partido mais antigo da Alemanha, obteve 25,7% dos votos, cinco pontos percentuais a mais do que na eleição federal de 2017 e mais do que os 24,1% do bloco conservador. Os Verdes ficaram com 14,8%, e o FDP com 11,5% dos votos.
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Fonte: G1 Mundo

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Resgate de trabalhadores da Vale em mina no Canadá: o que se sabe


39 funcionários da mineradora ficaram presos a cerca de 1.000 metros de profundidade, quando um dano no elevador impediu o retorno à superfície. Vale resgate trabalhadores presos em mina da empresa no Canadá
A Vale realiza uma operação de resgate de trabalhadores presos em uma mina subterrânea no Canadá após um acidente na tarde de domingo (26), que danificou o elevador que carrega os funcionários para dentro e para fora da mina.
Até o momento, 19 trabalhadores já foram resgatados da mina que produz níquel em Sudbury, em Ontário. Outros 20 funcionários continuam presos.
Veja imagens da mina da Vale onde os trabalhadores ficaram presos
Veja abaixo o que já se sabe:
Interior da mina de Totten, da Vale
Vale/Divulgação
O que aconteceu?
Os trabalhadores ficaram presos após um acidente danificar o elevador que os carrega para dentro e para fora da mina.
Segundo a Vale, uma pá escavadeira que estava sendo transportada no acesso à mina se desprendeu, bloqueando um acesso e indisponibilizando o meio de transporte dos empregados.
“Há um sistema de transporte, ou o que é comumente conhecido como gaiola, que carrega os funcionários em um nível”, disse a porta-voz da Vale, Danica Pagnutti. “Muitas vezes abaixo desse elevador ou sistema de transporte, colocamos equipamentos e materiais embaixo dele, e tínhamos um grande equipamento pendurado sob o sistema de transporte e ele saiu do lugar, causando danos ao eixo e tornando o sistema de transporte inoperante”.
Porta-voz da Vale fala sobre acidente em mina no Canadá
Quantos estão no local?
No momento do acidente, na tarde de domingo, 39 trabalhadores estavam a uma profundidade entre 900 e 1200 metros, segundo a Vale.
Na manhã desta terça-feira, 19 foram resgatados. A previsão da mineradora é que os demais 20 empregados que ainda estão presos devem chegar à superfície “ainda nesta manhã”.
Nenhum dos mineiros é brasileiro. Segundo a Vale, todos são residentes de Sudbury.
Acidente em mina subterrânea da Vale deixa 39 trabalhadores presos no Canadá
Como está sendo feito o resgate
A retirada dos empregados está sendo apoiada pela equipe de resgate de minas da Vale e pela Ontario Mine Rescue. Não há relato de feridos.
A empresa informou que imediatamente após o incidente os funcionários seguiram para os postos de refúgio subterrâneos como parte dos procedimentos padrão da empresa.
No domingo à noite, eles começaram a chegar próximo à superfície por meio de um sistema de escada de saída secundária.
Segundo a empresa, os que já voltaram à superfície “estão saudáveis e estão ansiosos para voltar para casa”.
Imagem área da mina de Totten, no Canadá
Vale/Divulgação
O que a mina produz?
A mina Totten entrou em operação em fevereiro de 2014. O projeto prevê a a produção de cobre, níquel e metais preciosos ao longo de 20 anos.
Nos primeiros seis meses de 2021, a mina produziu 3.600 toneladas de níquel no local.
A produção na mina está temporariamente suspensa.
A Vale possui 6 minas na região da bacia de Sudbury. A companhia tem cerca de 4 mil funcionários na área, sendo cerca de 200 na mina Totten.
Interior da mina de Totten, em imagem de 2014
Megan Thomas CBC-CA

Fonte: G1 Mundo

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Crise migratória: ‘Andei por 2 meses e atravessei um continente para chegar aos EUA’


Na segunda semana de setembro, de acordo com estimativas oficiais, cerca de 14 mil pessoas estavam acampadas sob a ponte internacional que liga os EUA ao México. A maioria delas é haitiana. Del Rio ficou conhecida devido à chegada em massa de imigrantes cruzando a fronteira através do Rio Grande
Iván Reyes/BBC
“Mãe, estou livre agora, estou bem”, diz um jovem imigrante haitiano por telefone após conseguir obter uma entrada legal nos Estados Unidos.
Ele aguarda em um abrigo em Del Rio, uma pequena cidade na fronteira do México com os Estados Unidos que ficou superlotada com a chegada de imigrantes haitianos nas últimas semanas.
Com sua mão esquerda, o jovem segura seu telefone celular para falar com a mãe. Com a mão direita, amarra os cadarços de seus sapatos que acabaram de ser devolvidos pela polícia agora que ele é um homem livre.
São 8h30 de 21 de setembro de 2021, uma terça-feira. Três viaturas estacionam em frente à entrada do abrigo. Um oficial da Patrulha de Fronteira dos EUA sai de uma delas, abre a porta do carro e dele saem imigrantes que estavam em diversos centros de detenção da cidade. Homens, mulheres e crianças.
“Sejam bem-vindos. Por favor, formem uma fila à direita”, diz um dos voluntários do abrigo Centro da Coalizão Humanitária de Fronteira de Val Verde.
Eles se sentem sortudos. Seus pedidos de asilo nos EUA começaram a ser analisados ​​e, ao longo do processo, eles têm permissão para permanecer no país. Eles tiveram muito mais sorte do que centenas de outros haitianos que foram presos e deportados para o Haiti.
Até recentemente, Del Rio era mais conhecida por sua barragem La Amistad (A Amizade). E também por ter sido uma das locações do filme “Onde os Fracos Não Têm Vez” (2007), dos irmãos Coen. Em junho de 2021, Del Rio, considerada entediante por alguns moradores, testemunhou outro acontecimento: a filmagem de um episódio do reality show drag queen “We’re Here”, da HBO.
Dois meses e meio depois, a cidade ficou conhecida ao redor do mundo com a chegada em massa de imigrantes cruzando a fronteira através do rio Grande, e a repressão violenta de autoridades americanas (veja no vídeo abaixo).
Enviado especial dos EUA ao Haiti pede demissão após deportação de refugiados
Na segunda semana de setembro, de acordo com estimativas oficiais, cerca de 14 mil pessoas estavam acampadas sob a ponte internacional que liga os EUA ao México. A maioria delas é haitiana.
Esse volume de pessoas representa 40% dos residentes de Del Rio, que tem pouco menos de 35 mil habitantes (sendo 85% hispânicos), segundo o Censo de 2020.
O número de haitianos entrando em Del Rio atingiu seu pico entre 16 e 18 de setembro, quando mais de 12 mil pessoas chegaram à cidade.
O Centro da Coalizão Humanitária de Fronteira de Val Verde é um abrigo para imigrantes que costumava abrir suas portas três vezes por semana e atendia pouco mais de 100 pessoas por mês entre janeiro e março. Agora, recebe mais de 300 migrantes por dia.
Imigrantes haitianos se aglomeram embaixo de ponte no estado do Texas, perto da fronteira dos Estados Unidos com o México, em mais uma crise migratória do governo Joe Biden
Reprodução/TV Globo
Por volta das 9h30, outras três viaturas chegam, acompanhadas de um ônibus com mais cinco dezenas de migrantes, a maioria haitianos.
Assim que chegam, eles podem entrar em contato com seus parentes pela primeira vez desde que pisaram em solo americano. Podem tomar banho e comer.
Um dos pontos altos do dia é poder amarrar os sapatos pela primeira vez em muito tempo.
Imigrantes recebem seus pertences de volta assim que o processo de concessão de asilo tem início; a maioria, no entanto, é deportada antes disso
Iván Reyes/BBC
Quando os imigrantes são detidos pela Patrulha de Fronteira, eles recebem três ordens: tirem a roupa, tirem os cadarços e guardem o celular.
“Você só pode ter em mãos seus documentos e o endereço de seu familiar”, grita um dos policiais em espanhol aos recém-chegados.
Depois de passarem vários dias detidos e serem interrogados pelas autoridades, os imigrantes que são admitidos nos EUA podem iniciar seu pedido de asilo. Em seguida, eles são encaminhados para o abrigo Val Verde e começam a dar os primeiros passos de sua nova vida.
Sua situação contrasta com a daqueles que foram mandados de volta e dos presos pela patrulha da fronteira a cavalo.
Na semana passada, depois que imagens chocantes de agentes de patrulha de fronteira montados cercando migrantes vieram à tona, o enviado especial de Joe Biden ao Haiti renunciou, criticando o que ele considerou um tratamento “desumano”.
Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje/AFP
Depois de chegarem ao abrigo, os imigrantes precisam entrar em contato com seus parentes nos EUA e pedir que comprem as passagens necessárias para chegar ao destino.
A rota geralmente envolve um ônibus para San Antonio, ainda no Estado do Texas, e depois um voo para onde quer que eles estejam indo. A grande maioria dos haitianos vai para a Flórida. Alguns vão para a Califórnia, Houston (Texas) e Nova Jersey.
O trabalho dos voluntários do abrigo, acolhendo e ajudando os imigrantes, não para. Os viajantes passam apenas algumas horas lá e não têm permissão para passar a noite.
Imigrantes com o processo de asilo em andamento formam fila em um dos abrigos da região antes de seguirem para as cidades onde vão morar
Iván Reyes/BBC
Vida sob a ponte
Fafane Bien Aime é uma mulher de 24 anos, alta e negra do Haiti. Veste uma camisa branca e exibe uma barriga protuberante que mostra o quão avançada está sua gravidez. Ela cobre o rosto quando alguém quer tirar uma foto dela, dizendo que não gosta de ser vista rindo com o cabelo despenteado.
Fafane caminhou por quase dois meses do Chile até a fronteira com os EUA. Ao chegar ao rio Grande, na fronteira entre o México e os EUA, em vez de se alegrar, percebeu que havia milhares de pessoas como ela presas entre o rio e a cerca que marca a entrada para os EUA.
A jovem havia chegado à fronteira em 16/09 e permaneceu sob a Ponte Internacional Acuña-Del Rio Texas por cinco dias. Ao ser liberada, foi conduzida por agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA ao abrigo de Val Verde.
“Foi muito difícil e desconfortável morar embaixo da ponte. Ainda mais com essa barriga”, disse Fafane à BBC.
Como a maioria dos haitianos que chegam aos EUA, ela morou em mais de um país. Seu primeiro destino foi o Chile, em 2019, mas logo depois decidiu seguir para o norte. “Fui para o Chile porque não via minha mãe havia muitos anos, mas na realidade quando você troca seu país por outro está em busca de uma vida melhor.”
“Quando você chega a um país e não encontra o que procura, é preciso olhar mais longe. Até que realmente encontre”, afirma Fafane, enquanto espera o ônibus para San Antonio.
A partir dali, começou a planejar viver com outros familiares na Califórnia.
Cruzando um continente
A jornada para os migrantes haitianos pode ser extremamente longa. A maioria das pessoas aqui começou sua jornada no Chile, levando quase três meses para chegar aos EUA.
Do Chile, passaram por Peru, Equador e Colômbia antes de chegar à América Central depois de cruzar a temida região de selva do Darien, entre a Colômbia e o Panamá.
“A parte mais complicada é o Panamá”, conta Frantz Schiber Luberisse, de 28 anos, ao ser perguntado sobre a rota que levou quase um mês e meio para ser concluída.
“No Panamá, os agentes são cruéis. Os bandidos iriam nos machucar e os agentes não fizeram nada. Eu vi com meus próprios olhos como eles estupraram mulheres, meninas e homens. Eles até revistaram meu ânus para tirar dinheiro de mim. Há pessoas muito más ali”, diz Frantz. Ele passou por Chile, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua…
Luberisse também teve dias difíceis sob a ponte, que se tornou um símbolo da atual crise migratória. Ele não sabia se entraria nos EUA ou se seria deportado. Nos três dias que passou lá, ele e sua esposa grávida de oito meses comeram apenas pão.
“Minha mulher estava grávida e não tínhamos nada para comer. Achei que ia ser deportado. Debaixo da ponte tudo estava sujo, tudo estava ruim, mas agora estou melhor. Estou bem melhor”, diz, com um sorriso no rosto. O casal seguiria para West Palm Beach, na Flórida.
Wideline Saint Fleur tem 35 anos e ri quando tenta articular algumas palavras em espanhol. Ela usa um boné do time mexicano de futebol Club America e uma camisa longa. Está grávida de sete meses e deixou o Chile em direção aos EUA ao lado do marido há dois meses.
Ela se lembra dos dias que passou sob a ponte da fronteira. “Um dia só tomei sopa. Outro dia não comi nada. Outro dia só caminhei muito. Foi muito difícil.” Apenas Wideline e seu marido foram autorizados a entrar nos EUA. Dois outros membros da família que viajaram com eles foram deportados para o Haiti.
Wideline ainda não sabe se vai ter um menino ou uma menina. O que importa para ela é que o bebê esteja bem de saúde. “Quando saí do Chile, ele estava bem, mas agora, depois da viagem, não sei mais dizer.”

Fonte: G1 Mundo

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Jovem é internado em clínica psiquiátrica após jogar ovo em Macron

O Ministério Público solicitou um exame psiquiátrico. O homem que jogou um ovo em Macron tem problemas de discernimento. Emmanuel Macron leva ovada em feira de gastronomia
O estudante de 19 anos suspeito de atirar um ovo no presidente Emmanuel Macron, da França, na segunda-feira (27), foi internado em um centro psiquiátrico, anunciou a Promotoria de Lyon nesta terça-feira (28).
O Ministério Público solicitou um exame psiquiátrico. De acordo com um comunicado, as conclusões indicam uma falta de discernimento. Ele foi internado em um centro psiquiátrico de Lyon.
O incidente aconteceu durante a visita de Macron ao Salão Internacional da Restauração, da Hotelaria e da Alimentação. O jovem que jogou o ovo no presidente foi detido rapidamente e algemado em uma sala do local.
Tapa e ovo
Homem que bateu em Macron recebe pena de quatro meses de prisão
Em 8 de junho, Macron levou um tapa no rosto de um homem, durante uma visita a uma localidade ao sul de Lyon.
O homem, desempregado e que contava com benefícios sociais, foi julgado dois dias depois e condenado a quatro meses de prisão. Foi solto em 21 de setembro.
Na campanha à presidência em 2017, Macron recebeu um ovo na cabeça durante uma visita ao Salão de Agricultura em Paris. Ele ainda não confirmou se disputará a reeleição em abril de 2022.
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Fonte: G1 Mundo

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19 funcionários da Vale são resgatados de mina no Canadá

Grupo de 39 trabalhadores estava preso desde de domingo na mina Totten em Sudbury, em Ontário. A Vale informou nesta terça-feira (28) que 19 trabalhadores já foram resgatados da mina subterrânea Totten, no Canadá, após um acidente com uma pá escavadeira na tarde de domingo (26).
Trinta e nove trabalhadores da mineradora brasileira ficaram presos na mina.
Segundo a Vale, a previsão é que os demais empregados que ainda estão presos na mina devem chegar à superfície “ainda nesta manhã” por meio de um sistema de escada de saída secundária.
A Vale produz níquel na mina em Sudbury, em Ontário.
Acidente em mina subterrânea da Vale deixa 39 trabalhadores presos no Canadá
Confira a íntegra do novo comunicado da Vale:
A Vale informa que o retorno dos empregados à superfície na mina Totten em Sudbury, Ontário, Canadá continua nesta manhã após a subida bem sucedida de muitos deles durante a noite. Dezenove pessoas já voltaram à superfície no início desta manhã e o restante está a caminho.
No domingo, 39 empregados não puderam sair da mina devido a danos no eixo que abriga o meio de transporte (espécie de elevador) entre a superfície e o subsolo. Enquanto as condições no eixo eram avaliadas, os empregados se dirigiam a estações de refúgio subterrâneas como parte dos procedimentos padrão da empresa.
No domingo à noite, eles começaram a chegar à superfície por meio de um sistema de escada de saída secundária.
“Agradecemos aos empregados afetados por sua paciência e perseverança e às equipes de resgate de minas por sua dedicação e apoio incansáveis”, disse Gord Gilpin, Chefe de Operações de Mineração das Operações da Vale em Ontário. “Este tem sido um esforço de equipe incrível.”
Os demais empregados devem chegar à superfície ainda nesta manhã. Os que já voltaram à superfície estão saudáveis e estão ansiosos para voltar para casa.
A saída dos empregados está sendo apoiada pela equipe de resgate de minas da Vale e pela Ontario Mine Rescue.
Porta-voz da Vale fala sobre acidente em mina no Canadá

Fonte: G1 Mundo

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Reitor nomeado pelo Talibã para a Universidade de Cabul, no Afeganistão, proíbe mulheres na instituição

Mohammad Ashraf Ghairat, o reitor, tem 34 anos, e faz parte do Talibã. O grupo tem nomeado religiosos fervorosos como líderes de instituições de ensino. O que esperar do futuro das mulheres no Afeganistão?
O reitor da Universidade de Cabul, no Afeganistão, Mohammad Ashraf Ghaira, anunciou na segunda-feira (27) que mulheres e professoras serão proibidas nos cursos da instituição.
Ghairat, o reitor, tem 34 anos, e faz parte do Talibã. O grupo tem nomeado religiosos fervorosos como líderes de instituições de ensino.
“Eu dou a vocês minha palavra como reitor da Universidade de Cabul, enquanto não houver um ambiente realmente islâmico para todos, não será permitido às mulheres vir à universidade ou trabalhar. Islã primeiro”, escreveu Ghairat em uma rede social.
O Talibã voltou ao poder no Afeganistão em agosto. Os líderes do regime haviam dito que as mulheres poderiam estudar, mas desde que não fosse na mesma sala dos homens.
Afeganistão sob o Talibã: estudante que abandonou estudo escreve poema a outras mulheres
O grupo extremista já esteve no poder uma vez antes, entre 1996 e 2001, e nesses anos as mulheres não podiam estudar —elas não podiam nem mesmo andar em público se não estivessem acompanhadas de um parente homem.
Segundo o jornal “The New York Times”, as funcionárias da Universidade de Cabul reclamaram da nova regra. Elas dizem que o Talibã não tem o monopólio da interpretação da fé islâmica.
Há milhares de alunos que pararam de ir às aulas porque as escolas fecharam. Professores deixaram o Afeganistão quando o Talibã voltou ao poder.
O novo governo composto é inteiramente por homens, e as mulheres foram proibidas de voltarem ao trabalho —o grupo afirmou que se trata de uma proibição temporária, por motivos de segurança.
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Fonte: G1 Mundo

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Crise migratória: EUA deportam 30 crianças brasileiras para o Haiti


Dados obtidos pela BBC News Brasil foram consolidados pela Organização Internacional para as Migrações. Mais de 3,5 mil pessoas já foram deportadas para o país caribenho nos últimos dias. Mais de 3,5 mil pessoas já foram deportadas para o país caribenho nos últimos dias
AFP
Trinta crianças brasileiras já foram deportadas pelos Estados Unidos para o Haiti em meio à grave crise de migração que levou cerca de 15 mil haitianos à cidade texana de Del Rio, na fronteira com o México, nos últimos dias.
A informação foi dada à BBC News Brasil pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) dedicada ao monitoramento do fluxo migratório ao redor do mundo.
As crianças brasileiras têm, em sua maioria, até três anos de idade e estavam acompanhadas pelos pais haitianos, com quem fizeram a jornada para sair do Brasil e atravessar as Américas do Sul e Central até chegar à divisa entre México e Estados Unidos há pouco mais de uma semana.
Desde que a crise estourou, cerca de 3,5 mil pessoas já foram embarcadas em voos americanos para Porto Príncipe, a capital haitiana. Ao descobrir para onde tinham sido levados, alguns haitianos reagiram com indignação e revolta e tentaram voltar à aeronave dos EUA.
Além dos 30 menores de idade brasileiros deportados, 182 crianças chilenas estão na mesma condição.
“As crianças brasileiras não apresentavam qualquer problema maior, caso contrário, seriam encaminhadas para assistência específica”, afirmou à BBC News Brasil Giuseppe Loprete, chefe da missão da OIM em território haitiano, que acompanha a situação dos deportados.
Segundo Loprete, por terem pais haitianos, as crianças são também consideradas haitianas segundo as leis do país caribenho, embora não tivessem documentos para comprovar essa nacionalidade.
“Eles podem obter documentos haitianos aqui, certidão de nascimento e carteira de identidade. As autoridades locais já informaram que irão facilitar isso. Mas enquanto eles estão fora do país, é difícil que consigam essa documentação”, explicou Loprete.
Segundo a Constituição Federal, por terem nascido em território do Brasil, mesmo que de pais estrangeiros, os filhos dos haitianos são também considerados brasileiros natos. E por isso eles detinham apenas documentação brasileira ao serem encontrados e deportados pelos americanos.
De partida do Brasil
A partir de 2010, quando um terremoto devastou o Haiti e matou centenas de milhares de pessoas, o Brasil passou a ser destino de migração de haitianos. Entre 2010 e 2018, os dados da Polícia Federal apontam que em torno de 130 mil haitianos vieram ao Brasil, onde se estabeleceram e formaram família. O governo brasileiro criou um visto humanitário para atender às necessidades desses migrantes – mais tarde também estendido a sírios e afegãos.
Nos últimos anos, porém, a recessão brasileira e a desvalorização do câmbio, que achatou a renda remetida pelos haitianos aos familiares no país de origem, levaram muitos a migrarem para o Chile ou outros países da região.
No ano passado, em um novo capítulo nessa jornada migratória, muitos grupos passaram a se destinar aos EUA, onde tentavam chegar atravessando mais de uma dezena de países a pé. Em março, a BBC News Brasil mostrou que o fluxo já se formava e vitimava pessoas como a haitiana Manite Dorlean, que, grávida de gêmeos, morreu afogada nas águas do Rio Grande em janeiro de 2021 depois de partir do Brasil ainda em 2019.
Esse ano, com dados ainda incompletos, o número de haitianos localizados por agentes americanos na fronteira (29,6 mil) já é 6,5 vezes maior do que o total de 2020.
“Eles dizem que foram instruídos por outros haitianos que já passaram para os Estados Unidos e por isso também foram pra lá. Infelizmente, é assim que funciona”, afirmou Loprete.
Em 2021, o Haiti enfrentou o assassinato do presidente do país, Jovenel Moïse, que aprofundou a instabilidade política, e um novo e potente terremoto, que deixou mais de duas mil pessoas mortas. Nesse contexto, a diáspora haitiana, tanto do próprio país quanto de outros na América Latina, se moveu para os EUA. Contribuiu para o fluxo a percepção de que a nova gestão democrata, de Joe Biden, teria uma abordagem mais simpática a migrantes.
Crise política nos EUA
A chegada em massa de haitianos, no entanto, detonou uma crise política nos EUA depois que o governo Biden, que prometia uma abordagem “humana” aos migrantes, recorreu aos mesmos instrumentos utilizados pelo ex-presidente Donald Trump para deportar rapidamente o maior contingente possível, sem dar a eles a chance de pedir por asilo ou refúgio em território americano.
O enviado especial dos EUA para o Haiti, Daniel Foote, renunciou ao cargo em protesto contra o tratamento dispensado aos haitianos. Em uma carta pública à Casa Branca, ele disse que “não se associaria à decisão desumana e contraproducente dos Estados Unidos de deportar milhares de refugiados haitianos”, citando as sucessivas crises humanitárias no país caribenho.
Além disso, imagens de guardas de fronteira ameaçando avançar com cavalos sobre migrantes haitianos correram o mundo e alimentaram ainda mais críticas ao governo americano. Biden afirmou que se responsabilizava pessoalmente pelo ocorrido e determinou o fim do uso da cavalaria entre agentes de migração.
Em meio ao turbilhão, o secretário de Estado dos EUA Antony Blinken chegou a pedir ao chanceler brasileiro Carlos França, em reunião em Nova York, na semana passada, que o Brasil acolhesse parte dos haitianos que estavam na fronteira americana. O governo brasileiro, segundo um integrante do Itamaraty que esteve no encontro, recusou o pedido. “Cada um que cuide do seu Haiti”, descreveu esse diplomata à reportagem, sobre o teor da resposta do Brasil aos americanos.
Segundo a lei brasileira, migrantes que tenham recebido visto humanitário e ainda assim tenham deixado o país, perdem o direito a requerer novamente esse status especial.
A embaixada brasileira em Porto Príncipe já foi avisada pela OIM sobre a presença de crianças brasileiras deportadas no país, mas por enquanto não foi diretamente contatada por suas famílias.
À CNN americana, o ministro de relações exteriores do Haiti, Claude Joseph, afirmou: “pedimos solidariedade na região. Falei com minha embaixadora no Brasil e ela disse que os brasileiros estão dispostos a aceitá-los de volta com suas famílias”. A BBC tentou contato com a embaixada haitiana em Brasília nesta segunda (27/9), mas não localizou um porta-voz.
Por lei, o Brasil é obrigado a repatriar – inclusive cobrindo os custos de viagem – cidadãos que estejam em risco no exterior e sem recursos para chegar ao Brasil. Reservadamente, dada a sensibilidade do tema, um embaixador brasileiro afirmou à BBC News Brasil que se as famílias dessas 30 crianças brasileiras expressarem o desejo para que isso aconteça, poderão deixar o Haiti e retornar ao Brasil.
É possível que o número de menores brasileiros nessa situação aumente nos próximos dias, conforme mais aviões americanos com centenas de deportados aterrissem em Porto Príncipe.
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Fonte: G1 Mundo

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Pouco conhecido até nos EUA, trem subterrâneo funciona abaixo do Congresso em Washington DC


O Capitol Subway System, uma rede de trens no subsolo da labiríntica sede do Congresso de Washington DC, transporta políticos há mais de um século. Trilhos se estendem por quase um quilômetro e viagem entre duas estações leva apenas 90 segundos. Pessoas usam o sistema subterrâneo de transporte do Capitólio, em Washington DC, em foto de 1934
Handout/Library of Congress/AFP
Frequentado por presidentes, magistrados da Suprema Corte e até estrelas de Hollywood, é o meio de transporte preferido de alguns dos políticos e ativistas mais influentes do mundo. No entanto, poucos nos Estados Unidos sabem de sua existência.
O Capitol Subway System, uma rede de trens no subsolo da labiríntica sede do Congresso de Washington DC, transporta políticos há mais de um século.
Cenário de uma tentativa fracassada de assassinato, uma apresentação off-Broadway e esconderijo de um presidente que desapareceu do Salão Oval, o trem do Congresso já foi manchete mais de uma vez, mas também encanta visitantes anônimos diariamente.
“As crianças adoram, então sempre há senadores dispostos a levar parentes com crianças ou sobrinhos”, disse Dan Holt, um dos historiadores do Senado, à AFP.
Os trilhos se estendem por quase um quilômetro, e os 90 segundos para ir de uma estação a outra sob as luzes de néon dão tempo suficiente para um breve debate político, uma pequena fofoca, uma entrevista coletiva improvisada ou um momento de devaneio.
Enquanto senadores, ex-presidentes como Ronald Reagan e Barack Obama, também viajaram a bordo do trem do Congresso. O jovem “JFK”, então simplesmente senador Jack Kennedy, teve sua entrada negada, quando lhe disseram “afaste-se dos senadores, filho”.
“Sorte… má pontaria”
Hoje, a movimentada estação principal do sistema de transporte do Capitólio fica agitada toda vez que o Senado está em sessão, quando jornalistas se aglomeram para entrevistar os legisladores antes de uma votação. Mas as trocas nem sempre são amigáveis.
Em 1950, uma senadora republicana, Margaret Chase Smith, estava prestes a fazer um discurso muito crítico a seu colega Joe McCarthy, que liderava uma caça às bruxas contra os comunistas.
“Margaret, você parece muito séria”, disse McCarthy a Smith, segundo Holt. “Você vai fazer um discurso?” “Sim”, respondeu ela, “e você não vai gostar muito”.
Três anos antes, um ex-policial do Capitólio, William Kaiser, atirou no candidato presidencial John Bricker. O senador de Ohio entrou no trem gritando para o condutor dar a partida quando uma segunda bala passou por cima de sua cabeça.
“A sorte e a falta de pontaria de seu agressor salvaram o senador”, noticiou o jornal “New York Times” na época. O atirador fugiu, mas foi preso depois.
Os políticos também encontraram um refúgio de paz nos vagões do Congresso, longe do ritmo frenético da capital.
William Howard Taft, o 27º presidente dos Estados Unidos, causou pânico entre seus assessores em um sábado de janeiro de 1911, quando desapareceu por cerca de uma hora para ver os trens.
“Um grande arrepio de medo tomou conta da cidade enquanto perguntas ávidas à Casa Branca geravam a resposta de que o presidente não poderia ser encontrado. O alarme se espalhou como um incêndio”, relatou o “Washington Times” na época.
Mable Talbot, uma secretária da Senado, é vista usando o sistema de transporte subterrâneo do Capitólio, em Washington DC, em foto de 1909
Handout/Library of Congress/AFP
Estilo Disneylândia
A primeira rede de transporte subterrânea do Congresso foi inaugurada em 7 de março de 1909, para senadores que esperavam evitar o forte calor úmido do verão em Washington, quando precisavam ir de seus gabinetes ao plenário.
Eles eram originalmente carros elétricos Studebaker, substituídos três anos depois por um sistema de monotrilho. Então, em 1960, quatro pequenos trens elétricos foram inaugurados, apelidados pelo capelão do Senado como “o expresso da democracia”, a um custo de US$ 75 mil na época.
Cinco anos depois, uma linha para a Câmara dos Representantes conectou o prédio de escritórios Rayburn ao Capitólio. E em 1993, um trem sem condutor ao estilo Disneylândia de US$ 18 milhões começou a circular com grande alarde.
Famosos entusiastas do sistema incluem os atores Richard Gere, Chuck Norris e Denzel Washington, o comediante Jon Stewart e o astro do rock Bono.
O compositor e ator Lin-Manuel Miranda, autor do musical “Hamilton”, chegou a se filmar em 2017 cantando a plenos pulmões a bordo do que descreveu como “o trem secreto do Congresso”.
Com o aumento da conscientização por uma vida saudável, mais legisladores têm preferido caminhar para se manter em forma e o número de passageiros diminuiu.
Mas eles nunca desaparecerão completamente enquanto os legisladores precisarem correr entre uma reunião e uma votação. “Se você está com pressa, é ótimo”, disse Holt à AFP.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Polícia mata raro veado branco que corria em disparada por cidade inglesa


Agentes de Merseyside, no noroeste da Inglaterra, informaram não ter conseguido o apoio necessário para conter o animal que ameaçava motoristas. Associação pelos direitos animais criticou ação da polícia. Polícia mata raro veado branco que corria em disparada por cidade inglesa
Policiais do departamento de polícia de Merseyside, no noroeste da Inglaterra, mataram no domingo (26) um raro espécime de veado branco que corria pelas ruas de Bootle, na região de Liverpool.
Segundo as autoridades, os agentes informaram não ter conseguido todo o apoio necessário para conter o animal e tiveram que abatê-lo para garantir a segurança dos motoristas.
Membros da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, associação britânica pelos direitos animais, criticou a ação da polícia.
A British Deer Society, organização não-governamental que cuida do bem estar de veados e corsas no Reino Unido, estima que a espécie encontrada em Bootle seja “bastante rara”.
Eles explicam que o animal não é considerado um espécime albino, mas que sua coloração é decorrente de uma baixa produção de melanina – responsável pela pigmentação.
Raro veado branco é avistado correndo pelas ruas de Merseyside, na Inglaterra, antes de ser morto pela polícia
Reprodução/Twitter/Adrian howard
O animal foi avistado pela polícia por volta das 8h45 de domingo, pouco antes de ser gravado correndo pelas ruas do centro da cidade (veja no vídeo acima).
A polícia inglesa afirma que os agentes conseguiram empurrar o animal para uma área industrial da cidade, mas que precisava de apoio especializado para conter o veado.
Um porta-voz da polícia de Merseyside afirmou que os agentes emitiram “diversos pedidos de ajuda” e que “não teve outra opção” para garantir a segurança dos cidadãos.
A Royal Society afirmou em um comunicado que chegou a instruir os profissionais a deixarem o animal retornar sozinho à floresta, e que esse tipo de aparição selvagem “não era incomum”.
“Uma outra opção seria ter sedado o animal e o levado em segurança para casa”, disse a associação em nota.
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Fonte: G1 Mundo