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‘O Agente Secreto’ é indicado ao César 2026, o ‘Oscar’ francês


“O Agente Secreto” recebe duas indicações ao BAFTA
O filme “O Agente Secreto” foi indicado ao César 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional. A produção concorrerá com o espanhol “Sirat”, o chinês “Black Dog”, o americano “Uma Batalha Após a Outra” e o norueguês “Valor Sentimental”.
“Nouvelle Vague”, de Richard Linklater, lidera a disputa com 10 indicações, incluindo a de melhor filme.
Considerado o “Oscar francês”, o prêmio será entregue em Paris no dia 26 de fevereiro.
Wagner Moura é Marcelo em ‘O Agente Secreto’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Chris Brown comparece a tribunal no Reino Unido antes de julgamento por agressão


Rapper Chris Brown é detido em Paris acusado de estupro
O cantor americano Chris Brown compareceu a um tribunal de Londres nesta quarta-feira (28) para uma breve audiência antes de seu julgamento, previsto para outubro deste ano, sob acusações de ter agredido um produtor musical em uma boate da capital britânica.
No ano passado, Brown se declarou inocente da acusação de tentativa de causar lesão corporal grave e também de uma acusação menos grave de agressão que resultou em lesão corporal, relacionada ao que promotores classificam como um “ataque não provocado” com uma garrafa em 2023.
O artista de 36 anos esteve no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, nesta quarta-feira, e falou apenas para confirmar seu nome.
Brown entrou no banco dos réus e cumprimentou seu co-réu, Omololu Akinlolu, de 39 anos, que também se declarou inocente das acusações. Cerca de uma dúzia de apoiadores estavam na galeria do público atrás deles e acenaram quando ele deixou o banco dos réus.
Chris Brown dá autógrafos do lado de fora do Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, onde participou de audiência.
Jack Taylor/Reuters
O julgamento da dupla deve começar em outubro. Ambos foram liberados sob fiança antes de uma nova audiência preliminar, marcada para abril.
Brown, vencedor de dois prêmios Grammy e conhecido por sucessos como “Loyal”, “Run It” e “Under the Influence”, conseguiu liberdade sob fiança em maio após pagar 5 milhões de libras (cerca de 35 milhões de reais) para poder iniciar sua turnê “Breezy Bowl XX”, que terminou em outubro.
A estrela do R&B foi presa em um hotel em Manchester, no norte da Inglaterra, no ano passado, após retornar ao Reino Unido pela primeira vez desde o incidente.

Fonte: G1 Entretenimento

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As clones das Guerreiras do K-Pop: as idols genéricas que ‘invadiram’ teatros pelo Brasil


Clones das Guerreiras do K-Pop: as idols genéricas que ‘invadiram’ teatros pelo Brasil
Outro dia, enquanto esperava na fila de um cinema em São Paulo, olhei para o teatro ao lado e um cartaz chamou minha atenção: “As Heroínas do K-Pop”. Era uma peça infantil inspirada em “Guerreiras do K-Pop”, a animação da Sony que se tornou a mais vista da história da Netflix.
A curiosidade jornalística falou mais alto. Ao pesquisar se aquilo era um caso isolado, descobri que o Brasil vive uma invasão de “clones” das personagens.
Em um levantamento feito pelo g1, foram identificados mais de 20 espetáculos diferentes em cartaz entre o final de 2025 e o início de 2026 (veja a lista completa no final do texto). A premissa é quase sempre a mesma, as protagonistas são atrizes com figurinos que copiam o visual e as coreografias do trio Rumi, Mira e Zoey.
Cartazes de quatro versões genéricas de espetáculos baseados em ‘Guerreiras do K-Pop’
Divulgação
Esta onda de musicais “genéricos” não é uma novidade no teatro infantil brasileiro. Fenômenos como “Frozen” e “Patrulha Canina” já geraram centenas de versões não licenciadas.
No entanto, a quantidade das adaptações de K-Pop surpreendem. Como a fiscalização é complexa e a demanda das crianças é imediata, produtoras locais ocupam o vácuo deixado pela ausência de uma turnê oficial com a chancela da Netflix.
Espetáculo “K-pop e as Guerreiras Mágicas”
Divulgação
Juridicamente, essas montagens costumam se enquadrar como paródias ou shows tributo. Para evitar o uso indevido de marca registrada, os cartazes nunca citam Netflix ou Sony. A maioria sequer menciona o nome oficial do filme.
Já a trilha sonora entra na categoria de execução pública musical: as casas de espetáculo pagam as taxas do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), o que permite que as atrizes dublem ou cantem os hits do filme como se fosse um show cover.
Quem são as Guerreiras do K-pop?
Cena do filme ‘Guerreiras do K-pop’
Divulgação/Netflix
Lançado no ano passado, “Guerreiras do K-Pop” (“K-Pop: Demon Hunters”) se consolidou como um fenômeno cultural. A produção da Sony Animation acompanha a história de um grupo feminino de cantoras pop que, nos bastidores, participam de batalhas sobrenaturais. Seus inimigos também tem uma vida dupla: demônios e integrantes de uma boyband.
Elogiado pela crítica devido à mistura de estética vibrante, coreografias complexas e respeito ao folclore asiático, o filme furou a bolha. Tornou-se o longa original mais reproduzido na plataforma de streaming, impulsionado por uma trilha sonora que viralizou em aplicativos de vídeo curto.
Sete músicas do filme foram parar no top 20 global do Spotify. Canções como “Golden”, “Your Idol” e “How It’s Done” transformaram personagens fictícios em estrelas do K‑Pop. E, agora, em estrelas do teatro brasileiro.
O mapa dos clones
Elenco do espetáculo ‘Defensores do K-Pop’, que se apresenta na região sul
Divulgação
Abaixo, o g1 lista as principais produções que ocupam teatros pelo Brasil. As variações nos títulos buscam evitar conflitos diretos de copyright, criando um “multiverso” não oficial:
Defensores do K-Pop (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná): A descrição oficial diz que a pela é “livremente inspirada na cultura pop coreana”.
Guerreiras Mágicas do K-Pop (Ceará, Rio Grande do Norte e Pará): Foca mais na dança, em “encontro mágico com as ídolas que protegem o mundo”.
Caçadoras do K-Pop (Minas Gerais): Tem uma estética visual mais próxima da oficial e a promessa de “efeitos especiais” no palco.
Jovens Guerreiras (Rio de Janeiro): A peça aposta em um tom mais lúdico e menos sombrio. Promete “o maior show pop do universo”.
Heroínas do K-Pop (São Paulo): É uma história com bastante interação entre elenco e público. Busca reproduzir as cenas do filme.
O trio protagonista de uma versão chamada ‘Heroínas do K-Pop’
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Guerreiras Mágicas do K-Pop (Amazonas): Lota teatros de shoppings, com foco em uma “experiência de show ao vivo”.
K-Pop: As Guerreiras (Paraná): Mistura teatro e show de dança cover. A sinopse convida o público a “ajudar as meninas a derrotar o mal com o poder da música”.
Guerreiras do Universo K-Pop (São Paulo): O espetáculo é vendido como uma “aventura musical interativa” para toda a família.
O Show das Guerreiras (São Paulo): Versão voltada quase apenas para as músicas, com pouca ênfase no roteiro do filme.
K-Pop Girls (Pernambuco): O site de vendas descreve como um “musical que traz a magia da tela para o palco”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Matador que dá frio na espinha’: como diretor de elenco indicado ao Oscar achou figuras intrigantes de O Agente Secreto


Os segredos da seleção de elenco do filme “O Agente Secreto”
Indicado ao Oscar na recém-criada categoria de Melhor Direção de Elenco, o brasileiro Gabriel Domingues viu seu trabalho em O Agente Secreto ganhar destaque internacional — e, junto com ele, histórias curiosas sobre como achou alguns dos rostos mais marcantes do filme, incluindo o do “matador que dá frio na espinha”.
A produção, que também concorre a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator para Wagner Moura, reúne 65 atores e atrizes de diferentes regiões do Brasil, muitos deles desconhecidos do grande público. A diversidade, segundo Domingues, foi essencial para construir a “paisagem humana” que Kleber Mendonça Filho imaginou para o longa.
Garimpagem pelo Brasil
Diretor de elenco funciona, no cinema, como o olheiro funciona no futebol: viaja, vasculha teatros, observa quem está fora do radar e monta um banco de talentos. E é desse trabalho de garimpo que saíram alguns dos nomes mais comentados do filme.
Um deles é Robério Diógenes, escolhido para interpretar o delegado Euclides. Domingues nunca tinha ouvido falar dele até que o ator cearense respondeu a uma convocatória aberta nas redes sociais. O teste impressionou tanto que o personagem — originalmente pernambucano — mudou de origem.
“Ele disse: Gostei muito do teu vídeo. Você dá uma leveza ao personagem ao mesmo tempo que dá uma densidade. O delegado pode ser cearense.”, conta Robério.
No mesmo caminho, veio Jeane Albuquerque, do Teatro Experimental de Fortaleza. Sua aparência com “algo dos anos 70” encantou o diretor. Jeane vive Elisângela, uma funcionária pública.
“O primeiro longa que eu faço? E a primeira participação num projeto tão ambicioso, num projeto tão gigantesco”, conta Jeane.
O matador que não era um brutamontes
A busca pelo ator que faria Vilmar, o matador do filme, virou uma saga interna. Gabriel Domingues chegou a perguntar: “Mas o que exatamente vocês estão procurando?” A resposta: “A gente quer alguém que dê um frio na espinha.”
Foi quando ele pensou em Caoni Venâncio, com quem já tinha trabalhado. No teste em vídeo, não restaram dúvidas.
“Se tivesse Oscar de melhor andar eu ganhava, viu?”, brincou Caoni ao lembrar dos elogios ao seu jeito de caminhar.
O ator entregou exatamente o que a produção buscava: um olhar frio e aterrorizante, contrastando com sua personalidade calma e gentil fora de cena.
“Eu não sei se fiquei feliz com o elogio ou se fiquei com medo.”, comentou, entre risos.
Convites inesperados e veteranos de confiança
Alguns nomes já eram certeza. Rubens Santos, presente em todos os longas de Kleber, recebeu a mensagem do diretor com a habitual tranquilidade:
“Tenha calma.”
Quinze dias depois, veio o convite para interpretar Natalice.
Já Alice Carvalho, que vive Fátima, esposa do protagonista, entrou na produção às pressas apenas porque houve uma mudança no plano de filmagem. Estava gravando Renascer e nem passou por teste. Mesmo com pouco tempo de tela, sua participação precisava ter impacto equivalente à força emocional da personagem.
A diversidade que intrigou Hollywood
Participando de eventos pré-Oscar, Gabriel Domingues notou a reação dos profissionais americanos ao elenco brasileiro.
“Eles ficam intrigados. Não entendem exatamente como são as caras do Brasil.”
Para ele, a indicação é também um reconhecimento coletivo:
“Acho até que essa indicação é um pouco para o povo brasileiro.”
O diretor de elenco destaca que a combinação de atores profissionais, iniciantes e pessoas que nunca haviam atuado formou uma seleção única — tão única que deixou os estrangeiros “zonzos”.
Com chance real de Oscar
Com a categoria de Melhor Direção de Elenco estreando após 24 anos sem novidades no prêmio, O Agente Secreto chega forte e pode surpreender. Domingues admite ainda não ter pensado no discurso.
“Não pensei exatamente no que dizer lá.”
Conheça Tânia Maria, a Sebastiana de “O Agente Secreto”
Reprodução/Fantástico
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Fonte: G1 Entretenimento

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Matheus é eliminado do ‘BBB 26’ com 79,48% da média dos votos


“Como Nasce um BBB”: documentário desvenda bastidores do programa e mostra cenas que o público não conhece
Matheus foi eliminado da 26ª edição do Big Brother Brasil no Paredão desta terça-feira (27). O brother deixou a casa após receber 79,48% da média dos votos.
Ele disputou a preferência do público com Brigido e Leandro, que receberam 4,97% e 15,55% da média dos votos, respectivamente.
Confira, abaixo, todos os percentuais da votação do BBB 26
‘BBB 26’: Quem são os participantes desta edição
Matheus fazia parte do grupo Pipoca do “BBB 26”. Ele perdeu a votação da Casa de Vidro do Sul, mas foi um dos resistentes do Quarto Branco e passou a integrar o grupo Pipoca no BBB 26. O bancário de 25 anos não esconde as opiniões que tem, e se considera um cara “livro aberto”. Se pudesse escolher uma palavra para descrevê-lo, seria “autenticidade”.
Além do gshow, o público pode acompanhar o “BBB” pelos perfis oficiais do programa nas redes sociais: Instagram, X (antigo Twitter), Facebook e TikTok.
Matheus é o segundo eliminado do BBB 26
Reprodução/Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Larissa Luz demole preconceitos raciais e sexuais de antigos Carnavais no tom inclusivo do single folião ‘Marchona’


Larissa Luz lança o single ‘Marchona’ na sexta-feira, 30 de janeiro, apontando álbum previsto para março
Jordan Vilas / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Marchona
Artista: Larissa Luz
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Deixa a cabeleira do Zezé / E ele ser o que ele quiser”, propõe Larissa Luz nos versos iniciais de “Marchona” – no que um coro responde de imediato na gravação: “Bicha”.
Ao ouvirem “Marchona”, foliões antenados com o histórico do cancioneiro dos Carnavais brasileiros identificarão de imediato a alusão explícita à marchinha “Cabeleira do Zezé” (João Roberto Kelly e Roberto Faissal, 1963), um dos maiores sucessos do Carnaval de 1964 na gravação do cantor Jorge Goulart (1926 – 2012).
Em “Marchona”, single que lançará na sexta-feira, 30 de março, apontando a chegada de álbum previsto para março, Larissa Luz demole estereótipos e preconceitos homofóbicos praticados pelos compositores das antigas marchinhas sob a égide do humor folião.
O próprio nome da composição “Marchona” – formatada pela artista em estúdio com produção musical assinada por Larissa Luz com Danilo Panda e Ícaro Motta – já faz jogo com as palavras ‘marchinha’ e ‘machona’, termo por vezes usado em referência a mulheres homossexuais.
O discurso inclusivo da letra de “Marchona” alveja também o racismo em versos que aludem (de forma um pouco menos evidente) a outras marchinhas de Carnavais do passado.
“Reclama de mimimi, mas seu discurso não nega / Quer avacalhar a organização do brega / Então se ligue na condução / Porque a rua é das mona e das Maria Sapatão / O bonde vai se juntar / Preto, viado, sapatona / Não fale bobagem / Cante com a gente a marchona / Alalá ô lá lá ô lala ô / Lalá vem que vem / Aqui na marchona / Ninguém julga ninguém“, avisa Larissa Luz, dando voz aos versos sobre base eletrônica que sustenta boa mistura de brega-funk e frevo com toque de samba-reggae.
Primeiro lançamento fonográfico da cantora e compositora baiana em 2026, o single “Marchona” tem fôlego para animar o Carnaval sem brincar com pautas identitárias que merecem respeito nos 365 dias do ano.
Capa do single ‘Marchona’, de Larissa Luz
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Pecadores’ e ‘Uma Batalha Após a Outra’ são indicados a prêmios do Sindicato dos Roteiristas dos EUA; veja lista


Cenas de ‘Uma batalha após a outra’ (à esq.) e ‘Pecadores’ (à dir.)
Divulgação
O Sindicato de Roteiristas da América (WGA, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira (27) os indicados à sua premiação anual. O evento é considerado um dos grandes indicadores das respectivas categorias no Oscar, já que muitos de seus membros fazem parte da Academia.
Entre as principais entidades de classes de Hollywood, o WGA é uma das que apresentam as maiores exigências mínimas para que uma produção seja elegível à sua premiação. Por causa disso, alguns favoritos ao Oscar sempre ficam de fora.
Neste ano, a premiação acontece no dia 8 de março. A seguir, veja a lista das principais categorias.
Melhor roteiro original
“Código Negro”
“Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”
“Marty Supreme”
“Pecadores”
“A Hora do Mal”
Melhor roteiro adaptado
“Bugonia”
“Frankenstein”
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
“Uma Batalha Após a Outra”
“Sonhos de Trem”
Melhor documentário
“2000 Meters to Andriivka”
“Becoming Led Zeppelin”
“White with Fear”
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Rita canta Elis Regina (de novo) em show que estreia em março– o que esperar do repertório de ‘Redescobrir 2’?


Maria Rita estreia o show ‘Redescobrir vol. 2’ em 13 de março, em Porto Alegre (RS)
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♫ ANÁLISE
♬ Começam hoje, 27 de janeiro, as vendas de ingressos para a primeira apresentação do show “Redescobrir vol. 2”, sequência do espetáculo de 2012 em que Maria Rita canta o repertório de Elis Regina (17 de março de 1945 – 19 de janeiro de 1982). Programada para 13 de março no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre (RS), a estreia nacional da turnê “Redescobrir vol. 2” acontece na cidade natal da gaúcha Elis, quatro dias antes do 81º aniversário da mãe de Maria Rita.
Se as vendas para o show de estreia foram iniciadas na tarde de hoje, as especulações sobre o repertório de “Redescobrir vol. 2” já começaram em 22 de janeiro, dia em que Maria Rita anunciou a sequência do tributo a Elis. Descontadas as 28 músicas selecionadas pela cantora paulistana para o show e álbum ao vivo “Redescobrir” (2012), lançados há 14 anos, é possível arriscar algumas previsões diante das vastas possibilidades oferecidas pela discografia de Elis.
Dentro do terreirão do samba, gênero dominante na discografia de Maria Rita, a filha de Elis tem à disposição dois grandes sambas, “Cai dentro” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro) e “Eu, hein, Rosa!” (João Nogueira e Paulo César Pinheiro), apresentados pela mãe no álbum “Elis, essa mulher” (1979). Sem falar em “Upa neguinho” (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1965), samba tornado famoso a partir da frenética gravação feita por Elis em 1966, há 60 anos.
Como 2026 marca os 80 anos de nascimento de Aldir Blanc (1946 – 2020) e João Bosco, dupla de compositores fundamental na trajetória fonográfica de Elis a partir de 1972, é provável que Maria Rita celebre esses dois bambas no roteiro do show com o canto de obras-primas como o bolero “Dois pra lá, dois pra cá” e o samba “O mestre-sala dos mares”, grandes músicas lançadas no álbum “Elis” (1974) e ausentes do roteiro do primeiro “Redescobrir”.
É também evidente que Milton Nascimento, compositor decisivo nas carreiras tanto de Elis como de Maria Rita, estará presente no roteiro. “Ponta de areia” (Milton Nascimento e Fernando Brant), música lançada por Elis no supracitado álbum de 1974, é uma opção. “Cais” (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972) é outra. “Nada será como antes” (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1971) é uma terceira opção dentro do cancioneiro de Milton gravado por Elis.
Fora da seara de Milton, há dezenas de outras opções, pois música da melhor qualidade foi o que nunca faltou no repertório de Elis Regina. “Casa no campo” (Tavito e Zé Rodrix, 1971), “Atrás da porta” (Francis Hime e Chico Buarque, 1972), “Mucuripe” (Belchior e Fagner, 1972), “Velha roupa colorida” (Belchior, 1976), “Cartomante” (Ivan Lins e Vitor Martins, 1977) e “Aos nossos filhos” (Ivan Lins e Vitor Martins, 1978) são apenas seis possibilidades se Maria Rita optar por priorizar o lado A do repertório de Elis.
Do chamado lado B, há preciosidades como “Basta de clamares inocência” (Cartola, 1979), “Cabaré” (1973) – pérola dos já mencionados João Bosco e Aldir Blanc – e “Sentimental eu fico” (Renato Teixeira, 1977).
Enfim, o fato é que, diante do repertório de Elis Regina, Maria Rita poderia até arriscar no futuro um terceiro volume de “Redescobrir” que teria música boa (de sobra) para montar os roteiros de três shows.

Fonte: G1 Entretenimento

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Kanye West diz que retratação não foi estratégia comercial e veio de ‘remorso profundo’


Kanye West pede desculpas por apologia ao nazismo: ‘Perdi contato com a realidade’
Kanye West negou que a carta aberta, em que pedia desculpas por apologia ao nazismo, tenha sido uma estratégia comercial. Ele foi acusado de ter se retratado para promover o disco “Bully”, previsto para sair nesta sexta (30).
Em entrevista à “Vanity Fair” americana, ele disse que o texto publicado no Wall Street Journal nesta segunda (26) não tem a ver com “recuperar a força comercial” e sim com um remorso genuíno.
“Pelo que eu sei, estive entre os 10 artistas mais ouvidos no geral nos Estados Unidos no Spotify em 2025, e também na semana passada e na maioria dos dias. (…) Para mim, como fica claro na carta, isso não tem a ver com recuperar minha força comercial. É porque esses sentimentos de remorso estavam muito pesados no meu coração e pressionando meu espírito”, disse.
“Eu devo mais uma vez um enorme pedido de desculpas por tudo o que disse e que feriu, em especial, as comunidades judaica e negra. Tudo passou do limite. Eu olho para os destroços do meu episódio e percebo que essa não sou eu. Como figura pública, muita gente segue e escuta cada palavra que eu digo. É importante que elas percebam e entendam de que lado da história eu quero estar. E esse é o lado do amor e da positividade”.
Músico disse que ‘perdeu contato com a realidade’
Nesta segunda (26), Kanye West publicou um anúncio no Wall Street Journal pedindo desculpas “a quem ele magoou” por fazer apologia ao nazismo.
No texto, o músico, que agora usa o nome “Ye”, nega ser antissemita e diz que “perdeu o contato com a realidade”.
Kanye West em vídeo de campanha à presidência dos EUA
Reprodução/Twitter/kanyewest
“Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu”.
O músico se refere a uma série de declarações desde 2022, em que disse ter “amor” pelos nazistas e sua admiração por Adolf Hitler. No ano passado, ele começou a vender itens com suásticas e lançou uma música chamada “Heil Hitler”.
As falas resultaram em rompimentos comerciais de grandes marcas com o artista nos últimos anos. Ele deixou de ser bilionário com o afastamento de anunciantes e teve dificuldade de se apresentar em vários lugares, incluindo o Brasil.
No ano passado, o músico faria show em São Paulo, mas teve a apresentação cancelada após manifestação do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e até um inquérito instaurado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Segundo o prefeito, a capital paulista não autorizaria nenhuma atividade em equipamentos públicos envolvendo artistas que façam apologia ao nazismo.
Rapper afirma que teve episódio de mania
No texto, Kanye relembra um acidente de carro sofrido em 2002, que afirma ter causado lesões cerebrais e um diagnóstico de transtorno bipolar tipo 1. Ele diz que entrou em um estado “fragmentado”, que o fez “gravitar rumo ao símbolo mais destrutivo que ele poderia encontrar: a suástica”.
“Perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Algumas das pessoas que eu mais amo, tratei da pior forma. Vocês suportaram medo, confusão, humilhação e o esgotamento de tentar lidar com alguém que, às vezes, era irreconhecível. Olhando para trás, eu me afastei do meu verdadeiro eu.”
Essa não é a primeira vez que Kanye menciona o diagnóstico de transtorno bipolar. O músico tem um EP chamado “I hate being bipolar, it’s awesome” (“odeio ser bipolar, é ótimo”). Em 2019, disse no programa de David Letterman que havia um “forte estigma e discriminação” sobre o tema.
Na carta divulgada nesta segunda, o músico volta a afirmar que é uma doença séria e debilitante. Segundo ele, no início de 2025, quando disseminou discursos de ódio nas redes sociais, ele estava em “um episódio de mania de quatro meses, com comportamentos psicóticos, paranoicos e impulsivos, que destruiu minha vida”.
“À medida que a situação se tornava cada vez mais insustentável, houve momentos em que eu não queria mais estar aqui”.
No fim do texto, ele afirma que está voltando a um modo de vida saudável. De acordo com Kanye, ele não pede “simpatia nem passe livre”, mas pede paciência e compreensão enquanto se recupera.
Kanye West: polêmicas e declarações preconceituosas afastam fãs e contratos
Leia o texto completo:
Aos que eu magoei:
Há vinte e cinco anos, sofri um acidente de carro que quebrou minha mandíbula e causou uma lesão no lobo frontal direito do meu cérebro. Na época, o foco foi no dano visível — a fratura, o inchaço e o trauma físico imediato. A lesão mais profunda, aquela dentro do meu crânio, passou despercebida.
Exames completos não foram feitos, avaliações neurológicas foram limitadas, e a possibilidade de uma lesão no lobo frontal nunca foi levantada. Isso só foi devidamente diagnosticado em 2023. Essa falha médica causou sérios danos à minha saúde mental e levou ao meu diagnóstico de transtorno bipolar tipo 1.
O transtorno bipolar vem com seu próprio sistema de defesa. A negação. Quando você está em mania, não acha que está doente. Acha que todo mundo está exagerando. Você sente que está vendo o mundo com mais clareza do que nunca, quando, na realidade, está perdendo completamente o controle.
Quando as pessoas te rotulam como “louco”, você sente como se não pudesse contribuir com nada significativo para o mundo. É fácil para as pessoas fazerem piada e rirem disso, quando na verdade se trata de uma doença muito séria e debilitante, da qual se pode morrer.
Segundo a Organização Mundial da Saúde e a Universidade de Cambridge, pessoas com transtorno bipolar têm uma expectativa de vida reduzida, em média, de dez a quinze anos, e uma taxa de mortalidade por todas as causas de 2 a 3 vezes maior do que a da população geral. Isso está no mesmo nível de doenças cardíacas graves, diabetes tipo 1, HIV e câncer — todas letais e fatais se não tratadas.
A coisa mais assustadora desse transtorno é o quão persuasivo ele é quando te diz: você não precisa de ajuda. Ele te deixa cego, mas convencido de que você tem discernimento. Você se sente poderoso, seguro, imparável.
Perdi o contato com a realidade. As coisas pioraram quanto mais ignorei o problema. Eu disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Algumas das pessoas que eu mais amo, tratei da pior forma. Vocês suportaram medo, confusão, humilhação e o esgotamento de tentar lidar com alguém que, às vezes, era irreconhecível. Olhando para trás, eu me afastei do meu verdadeiro eu.
Nesse estado fragmentado, me aproximei do símbolo mais destrutivo que consegui encontrar, a suástica, e cheguei até a vender camisetas com ela. Um dos aspectos difíceis de ter transtorno bipolar tipo 1 são os momentos desconectados — muitos dos quais ainda não consigo recordar — que levaram a julgamentos ruins e comportamentos imprudentes, que muitas vezes parecem uma experiência fora do corpo.
Lamento e estou profundamente envergonhado pelas minhas ações nesse estado, e estou comprometido com a responsabilização, o tratamento e mudanças significativas. Isso, porém, não justifica o que fiz. Eu não sou nazista nem antissemita. Eu amo o povo judeu.
À comunidade negra — que me sustentou em todos os altos e baixos e nos momentos mais sombrios. A comunidade negra é, sem dúvida, a base de quem eu sou. Sinto muito por ter decepcionado vocês. Eu amo nós.
No início de 2025, caí em um episódio maníaco de quatro meses, com comportamentos psicóticos, paranoicos e impulsivos, que destruiu minha vida. À medida que a situação se tornava cada vez mais insustentável, houve momentos em que eu não queria mais estar aqui.
Ter transtorno bipolar é um estado notável de doença mental constante. Quando você entra em um episódio maníaco, você está doente naquele momento. Quando não está em um episódio, você é completamente “normal”. E é aí que os destroços da doença atingem com mais força. Ao chegar ao fundo do poço há alguns meses, minha esposa me incentivou a finalmente buscar ajuda.
Encontrei conforto em fóruns do Reddit, de todos os lugares. Pessoas diferentes falam sobre estar em episódios maníacos ou depressivos de natureza semelhante. Li suas histórias e percebi que não estava sozinho. Não sou só eu que destruí a própria vida inteira uma vez por ano, apesar de tomar remédios todos os dias e ser informado pelos chamados melhores médicos do mundo de que não sou bipolar, mas que apenas estou vivenciando “sintomas de autismo”.
Minhas palavras, como líder da minha comunidade, têm impacto e influência globais. Na minha mania, perdi completamente a noção disso.
À medida que encontro minha nova base e meu novo centro por meio de um regime eficaz de medicação, terapia, exercícios e vida saudável, ganhei uma clareza nova e muito necessária. Estou canalizando minha energia para uma arte positiva e significativa: música, roupas, design e outras ideias novas para ajudar o mundo.
Não estou pedindo simpatia nem um passe livre, embora aspire conquistar o perdão de vocês. Escrevo hoje simplesmente para pedir paciência e compreensão enquanto encontro o caminho de volta para casa.
Com amor, Ye

Fonte: G1 Entretenimento

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Fernanda Torres posa com Nicole Kidman e Tilda Swinton em desfile da Chanel


Nicole Kidman, Fernanda Torres, Tilda Swinton e Edward Enninful no desfile da Chanel
AP Photo/Aurelien Morissard
Fernanda Torres compareceu ao desfile da Chanel em Paris nesta terça (27) e se sentou ao lado de outras estrelas de cinema, como Tilda Swinton e Nicole Kidman.
A brasileira apareceu conversando com Tilda de mãos dadas. Elas já interagiram várias vezes em eventos no ano passado, com direito a abraços calorosos.
Fernanda é uma “embaixadora e amiga” da marca francesa desde 2025, quando chamou a atenção de grifes internacionais durante as premiações do cinema. Dessa vez, ela foi convidada especial no desfile de alta-costura, usando um look da coleção. Além dela, Bruna Marquezine também marcou presença no evento.
Fernanda Torres posa em desfile de alta-costura da Chanel
Michel Euler/AP
Bruna Marquezine no desfile de alta-costura da Chanel
Michel Euler/AP
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Fonte: G1 Entretenimento