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Bolsonaro viaja aos Estados Unidos neste domingo para a 76ª Assembleia Geral da ONU

Tradicional encontro de líderes mundiais teve edição virtual em 2020 em razão da pandemia; desta vez, ONU adotará modelo híbrido. Brasil abre lista de oradores desde a edição de 1955. O presidente Jair Bolsonaro embarca neste domingo (19) para Nova York, onde voltará a participar de forma presencial da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Será o terceiro discurso de Bolsonaro no evento desde a posse no cargo, em 2019.
A abertura do debate geral dos chefes de Estado e de governo está prevista para a próxima terça-feira (21). Desde a 10ª Assembleia Geral, em 1955, o presidente do Brasil só não foi o primeiro a usar a palavra em duas ocasiões, em 1983 e 1984.
Em 2020, a assembleia foi realizada em ambiente virtual em razão da pandemia de Covid. Sem reunião presencial pela primeira vez em 75 anos, os líderes mundiais enviaram vídeos gravados que foram transmitidos durante a reunião.
Desta vez, a ONU definiu um formato híbrido para a 76ª edição da Assembleia Geral. Haverá declarações presenciais e outras gravadas – Bolsonaro optou por viajar a Nova York.
A resposta dos países à pandemia e a necessidade de preservação do meio ambiente devem estar na pauta dos principais discursos da Assembleia Geral deste ano.
O tema oficial do evento, divulgado pela ONU, é: “Construindo resiliência por meio da esperança – para se recuperar de Covid-19, reconstruir a sustentabilidade, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.
Veja abaixo informações sobre o alerta recente feito pela Organização Meteorológica Mundial, vinculada à ONU, sobre as mudanças climáticas:
Organização Meteorológica Mundial, da ONU, afirma que o ritmo da mudança climática não foi desacelerado pela pandemia
Discurso de Bolsonaro
O discurso do presidente Jair Bolsonaro está entre os que devem abordar a pandemia e o meio ambiente. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, nesta quinta (16), Bolsonaro disse que “a Covid-19 é um assunto que ainda está presente no mundo todo”.
O presidente disse que terá reuniões bilaterais nos Estados Unidos e que a participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, será “muito importante”.
“Vou fazer o discurso de abertura. Um discurso tranquilo, bastante objetivo, focando os pontos que interessam para nós. É um palanque muito bom para isso também, serve como palanque, aquilo lá. Vamos mostrar objetivamente o que é o Brasil, o que estamos fazendo na questão da pandemia, coisa que somos atacados o tempo todo né, bem como o agronegócio, a energia no Brasil”, afirmou o presidente na transmissão.
Em relação ao meio ambiente, Bolsonaro disse que usará o discurso para se manifestar contra a tese do “marco temporal” para demarcação de terras indígenas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) julga se é válido o critério que prevê demarcação apenas para as terras comprovadamente ocupadas pelos indígenas na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988.
“O que eu devo falar? Algo nessa linha. Se o marco temporal for derrubado, tivermos que demarcar novas áreas indígenas, […] isso vai ter um impacto direto naquilo que se produz no campo, nas commodities do campo, na agricultura e pecuária. A produção vai cair bastante”, declarou o presidente.
Segundo Bolsonaro, a derrubada do marco temporal resultará no aumento dos preços dos alimentos pois, diz o presidente, há um crescimento da demanda mundial por alimentos. O presidente diz que a alteração do critério do marco temporal fará crescer o número de terras indígenas demarcadas, o que diminuiria a produção agrícola, de acordo com Bolsonaro.
“A gente espera que o Supremo Tribunal Federal mantenha esse marco temporal lá de trás, de 1988, para o bem do Brasil e para o bem do mundo também. Tem gente lá fora pressionando aqui no Brasil pelo novo marco temporal, ou seja, para demarcar mais uma área equivalente aos países de Alemanha e Espanha juntos. Vai ter reflexo lá fora também”, disse o presidente.
Além do ministro da Saúde, devem compor a comitiva brasileira:
Carlos Alberto França, ministro das Relações Exteriores;
Anderson Torres, ministro da Justiça e Segurança Pública;
Paulo Guedes, ministro da Economia;
Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente;
Gilson Machado, ministro do Turismo;
Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência;
Augusto Heleno, ministro-chefe hefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência;
Eduardo Bolsonaro, deputado federal;
Flávio Rocha, secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência;
Nestor Forster, embaixador do Brasil nos Estados Unidos da América;
Ronaldo Costa Filho, representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas;
Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal;
Michelle Bolsonaro, primeira-dama;
Rodrigo de Bittencourt Mudrovitsch, convidado especial;
Paulo Angelo Liégio Matao, intérprete;
Claudia Chauvet, intérprete; e
Rachel Alves Bezerra, intérprete.
Participações anteriores
O presidente Bolsonaro estreou na Assembleia Geral da ONU em 2019. Ele falou sobre temas como preservação da Amazônia, soberania, socialismo, política externa, populações indígenas, Mercosul e conjuntura econômica.
Na ocasião, Bolsonaro disse que tem “compromisso solene” com a preservação do meio ambiente e acusou líderes estrangeiros de ataque à soberania do Brasil. E que a Amazônia “praticamente intocada” era uma prova de que o Brasil é “um dos países que mais protegem o meio ambiente”.
Relembre no vídeo abaixo:
Bolsonaro abre Assembleia Geral da ONU com discurso considerado agressivo
Em 2020, Bolsonaro afirmou que o Brasil era “vítima” de uma campanha “brutal” de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal.
O presidente também disse que o Brasil tem a “melhor legislação” sobre o meio ambiente em todo o mundo e que o país respeita as regras de preservação da natureza. Veja no vídeo abaixo:
Bolsonaro aborda a produção agrícola e o desmatamento em cúpula da ONU
Para ele, a riqueza da Amazônia motiva as críticas que o país sofre na área ambiental. O presidente afirmou que entidades brasileiras e “impatrióticas” se unem a instituições internacionais para prejudicar o país.
O presidente declarou ainda que:
a Floresta Amazônica é úmida e só pega fogo nas bordas;
os responsáveis pelas queimadas são o ‘índio’ e o ‘caboclo’;
o óleo derramado no litoral brasileiro em 2019 é venezuelano, foi vendido sem controle e chegou à costa após derramamento ‘criminoso’;
orientações para as pessoas ficarem em casa na pandemia ‘quase’ levaram o país ao ‘caos social’;
o Brasil é um país cristão e conservador, e a ‘cristofobia’ deve ser combatida.

Fonte: G1 Mundo

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Pai entra com processo por discriminação racial após filha ter cabelo cortado sem permissão em escola dos EUA


A administração escolar alega que corte foi feito com boa intenção depois que menina teve o cabelo anteriormente cortado por outra criança. Imagens postadas no Instagram pelo pai de Jurnee mostram como era seu cabelo antes (centro) e depois (direita e esquerda) de ser cortado na escola em Michigan sem autorização.
Reprodução/Instagram/Jimmy Hoffmeyer
O pai de uma menina de 7 anos do estado americano de Michigan, cujo cabelo foi cortado por um professor sem a permissão dos pais, entrou com um processo pedindo indenização de US$ 1 milhão contra a administração escolar local, uma bibliotecária e uma professora assistente.
O processo foi aberto na terça-feira (14) no tribunal federal em Grand Rapids contra as Escolas Públicas de Mount Pleasant, relatou o site MLive.com. O pai alega que os direitos constitucionais da menina foram violados, e que houve discriminação racial, intimidação étnica, inflição intencional de sofrimento emocional e agressão.
Foto não datada de Jurnee Hoffmeyer antes de ter seus cabelos cortados
Jimmy Hoffmeyer via AP
Jimmy Hoffmeyer, que tem ascendência negra e branca, disse que em março sua filha chegou em casa com grande parte do cabelo cortado de um lado da cabeça. A menina Jurnee contou que uma colega de classe usou uma tesoura para cortar o seu cabelo em um ônibus escolar.
Dois dias depois do incidente no ônibus – e depois de o pai reclamar com o diretor e mandar pentear o cabelo de Jurnee em um salão com um corte assimétrico para tornar os comprimentos diferentes menos óbvios – Jurnee chegou em casa com o cabelo cortado do outro lado.
“Perguntei o que aconteceu e disse a ela ‘nenhuma criança deveria cortar seu cabelo'”, disse Hoffmeyer. “Ela respodeu: ‘mas pai, foi a professora.’ A professora cortou o cabelo para uniformizá-lo. ”
A mãe de Jurnee é branca. Hoffmeyer diz que a garota que cortou o cabelo de Jurnee e a professora que o cortou são brancas.
O distrito escolar, que administra as instituições de ensino, “falhou em treinar, monitorar, dirigir, disciplinar e supervisionar adequadamente seus funcionários”, de acordo com a ação.
Em julho, o Conselho de Educação das Escolas Públicas de Mount Pleasant disse que a funcionária que cortou o cabelo de Jurnee foi repreendida e que uma investigação independente determinou que, apesar das “boas intenções” da funcionária, o fez sem a permissão dos pais e sem o conhecimento dos administradores distritais, desobedecendo a política escolar.
Dois outros funcionários estavam cientes do incidente, mas não o relataram. Todos os três funcionários pediram desculpas, disse o conselho.
O conselho escolar disse que a investigação independente não encontrou preconceito racial. Ela inclui entrevistas com funcionários do distrito, alunos e famílias e uma revisão de vídeos e fotos, incluindo postagens nas redes sociais. Os administradores distritais também realizaram uma revisão interna do incidente.
Mas Hoffmeyer disse que o distrito nunca questionou ele ou Jurnee. A menina agora frequenta outra escola.
Entenda a diferença entre racismo e injúria racial

Fonte: G1 Mundo

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França convoca embaixadores nos EUA e na Austrália em reação ao acordo Aukus

Ministro das Relações Exteriores da França diz que a decisão foi tomada pelo presidente Emmanuel Macron diante da ‘seriedade dos acontecimentos’. Governo francês está irritado com o acordo, que prevê o desenvolvimento de um submarino nuclear que prejudicou as pretensões comerciais de Paris. O governo da França anunciou nesta sexta-feira (17) que vai chamar para consultas os embaixadores franceses nos Estados Unidos e na Austrália.
A medida é mais uma resposta de Paris ao acordo militar Aukus, aliança militar entre americanos, australianos e britânicos que prevê o desenvolvimento de um submarino movido por energia atômica, o que prejudicaria antigas parcerias da Austrália com a França (saiba mais no fim da reportagem).
ENTENDA: Por que o acordo Aukus irritou a França
Em nota, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, disse que a decisão foi tomada pelo presidente Emmanuel Macron diante da “seriedade dos acontecimentos”.
Recentemente, Le Drian chamou o acordo de “uma facada nas costas” dada pelo governo de Joe Biden, e comparou o atual presidente dos EUA a seu antecessor, Donald Trump.
Além disso, a França cancelou um evento de gala que estava marcado para acontecer na embaixada dos Estados Unidos em Paris, em comemoração aos 240 anos de uma das batalhas da Guerra de Independência dos EUA, no século 18 (historicamente, os franceses foram os primeiros aliados dos americanos em sua luta para se libertar do Império Britânico).
O acordo Aukus
Os EUA fecharam um negócio com a Austrália para o desenvolvimento de um submarino movido por energia atômica, no contexto da criação de uma nova aliança internacional, que inclui também o Reino Unido, chamada Aukus.
Ao anunciar o acordo, na quarta-feira, Biden disse que a ideia era reforçar as alianças do país e, também, atualizar as prioridades estratégicas dos EUA. A Austrália fica perto da China, e ter uma parceria militar com os australianos é do interesse dos americanos.
O problema é que a França tinha um acordo para fornecer submarinos convencionais para a Austrália, e esperava receber bilhões de dólares com essa venda. E esse acordo foi abandonado pelos australianos, que deram preferência aos americanos.
“Essa decisão brutal, unilateral e imprevisível me lembra muito o que o Sr. Trump costumava fazer”, afirmou o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, à rádio France Info. “Estou com raiva e amargo. Isso não é feito entre aliados.”
“É uma facada nas costas. Criamos uma relação de confiança com a Austrália e essa confiança foi quebrada”, disse também Le Drian.

Fonte: G1 Mundo

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EUA admitem erro em ataque a carro com drone no Afeganistão que matou 10 civis, incluindo crianças


Confirmando investigação feito pelo jornal ‘NY Times’, militares afirmaram que veículo não continha bomba e motorista era colaborador de longa data de um grupo de ajuda comandado pelos EUA, sem qualquer ligação com grupo terrorista. Afegãos em frente a casa atingida após um ataque de drone dos Estados Unidos em Cabul, capital do Afeganistão, em 29 de agosto
Khwaja Tawfiq Sediqi/AP
O Pentágono admitiu nesta sexta-feira (17) que o ataque com drone feito pelos EUA a um carro que supostamente seria ocupado por um integrante do Estado Islâmico, no Afeganistão, em 29 de agosto, foi um engano, e que dez civis foram mortos, incluindo sete crianças.
Na ocasião, oficiais norte-americanos justificaram o ataque dizendo que ele seria necessário para evitar um ato terrorista. Mas uma investigação do jornal “The New York Times”, agora confirmada por militares, apontou que o carro atingido não continha uma bomba, como tinha sido afirmado.
“Ofereço minhas profundas condolências às famílias e aos amigos daqueles que foram mortos”, disse o general Kenneth F. McKenzie Jr., comandante do Comando Central dos Estados Unidos, ao admitir o erro em uma entrevista coletiva.
Também reiterando o que havia informado o jornal, o general acrescentou que o motorista do veículo, Zemari Ahmadi, de 43 anos, era um colaborador de longa data de um grupo de ajuda comandado pelos Estados Unidos, o Nutrition and Education International, onde atuava como engenheiro elétrico, sem qualquer ligação com o Estado Islâmico.
A investigação indicou que a carga no porta-malas do Toyota branco que ele dirigia, provavelmente, era de garrafas de água e que o carro nunca proporcionou qualquer tipo de risco.
Uma explosão, ouvida nas proximidades de onde ele esteve a pedido de seu chefe naquela manhã para buscar um laptop, teria sido causada por um tanque de propano ou combustível, sem qualquer conexão com a presença de Ahmadi na região.
O militar afirmou que o ataque foi realizado “pela profunda convicção” de que o Estado Islâmico estava prestes a atacar o aeroporto de Cabul novamente, como havia feito três dias antes, quando morreram 140 pessoas, incluindo 13 militares norte-americanos.
Oficiais do Pentágono reconheceram que a investigação do “NY Times” e de outros órgãos de imprensa forneceram “valiosas evidências” que os ajudaram a reavaliar seu julgamento incorreto sobre o risco representado pelo veículo atacado pelo drone.
‘Terrível tragédia de guerra’
“Em um ambiente dinâmico de alta ameaça, os comandantes em campo tinham autoridade apropriada e tinham razoável certeza de que o alvo era válido, mas após uma análise mais profunda pós-ataque, nossa conclusão é que civis inocentes foram mortos”, disse o general Mark A. Milley, presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior em um comunicado.
“Esta é uma terrível tragédia de guerra e é de partir o coração e estamos empenhados em ser totalmente transparentes sobre este incidente”, acrescentou.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Talibã substitui ministério de Assuntos Femininos por pasta conhecida por aplicar leis extremistas


No passado, agentes Ministério da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício chicoteavam mulheres que andavam sozinhas nas ruas do Afeganistão. Integrantes do Talibã, armados, perto de zoo em Cabul, Afeganistão, nesta sexta (17)
Bulent Kilic/AFP
No comando do Afeganistão, o Talibã vai substituir o Ministério de Assuntos Femininos pelo Ministério da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício. A pasta era responsável pela aplicação das duras políticas fundamentalistas islâmicas nos anos 1990, quando o regime extremista governou o solo afegão pela primeira vez.
Naquela época, os agentes da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício eram conhecidos por chicotearem mulheres que andavam sozinhas pela rua e por exigirem outro tipo de comportamento, inspirado em uma interpretação muito rigorosa do Islã.
Trabalhadores instalaram uma nova placa com o nome ‘Ministério da Propagação da Virtude e da Prevenção do Vício’ onde ficava a sede da antiga pasta da mulher, registrou a AFP.
Várias mensagens publicadas nas últimas 24 horas nas redes sociais mostravam funcionários do ministério dos Assuntos Femininos se manifestando em frente à sede por terem sido supostamente destituídos.
“Ninguém escuta as nossas mulheres”, denunciou um internauta no Twitter, enquanto outro escreveu com sarcasmo: “Podíamos esperar algo diferente desses animais”.
Nenhuma autoridade do Talibã respondeu aos pedidos de entrevista da AFP nesta sexta-feira (17), para que se explicassem sobre esses fatos.
Sem moderação
Embora os insurgentes insistam que govenarão com maior moderação do que em seu primeiro mandato (1996-2001), não autorizaram a maioria das mulheres a retomar o trabalho e introduziram regras sobre suas roupas na universidade.
Nenhuma mulher faz parte do novo conselho de ministros do Talibã, anunciado há duas semanas.
Durante o primeiro governo dos fundamentalistas, as mulheres foram excluídas da vida pública e só podiam sair de casa se usassem burca e estivessem acompanhadas por um familiar masculino.

Fonte: G1 Mundo

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‘Facada nas costas’, ‘raiva’ e ‘amargura’: entenda por que a França reagiu com termos duros a um acordo entre EUA e Austrália


A França tinha um contrato bilionário para fornecer 12 submarinos para a Austrália. Os EUA resolveram que iriam fornecer submarino com tecnologia nuclear para os australianos, que cancelaram o negócio com Paris. O anúncio de um pacto de segurança unindo EUA, Reino Unido e Austrália provoca reação indignada da China
A França está oficialmente descontente e aborrecida com dois países historicamente considerados parceiros: os Estados Unidos e a Austrália.
Para deixar isso claro, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, fez declarações fora do comum nesta quinta-feira (16), dizendo que o governo de Joe Biden, dos Estados Unidos, foi imprudente como o seu antecessor, Donald Trump, e que seu país tomou uma facada nas costas por causa de umacordo fechado entre australianos e americanos.
A França foi além e cancelou um evento de gala que estava marcado para acontecer na embaixada dos Estados Unidos em Paris, em comemoração aos 240 anos de uma das batalhas da Guerra de Independência dos EUA, no século 18 (historicamente, os franceses foram os primeiros aliados dos americanos em sua luta para se libertar do Império Britânico).
As manifestações incisivas de descontentamento aconteceram por um motivo: os EUA fecharam um negócio com a Austrália para o desenvolvimento de um submarino movido por energia atômica, no contexto da criação de uma nova aliança internacional, que inclui também o Reino Unido, chamada Aukus.
O problema é que a França tinha um acordo para fornecer submarinos convencionais para a Austrália, e esperava receber bilhões de dólares com essa venda. E esse acordo foi abandonado pelos australianos, que deram preferência aos americanos.
“Essa decisão brutal, unilateral e imprevisível me lembra muito o que o Sr. Trump costumava fazer”, afirmou o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, à rádio France Info. “Estou com raiva e amargo. Isso não é feito entre aliados.”
“É uma facada nas costas. Criamos uma relação de confiança com a Austrália e essa confiança foi quebrada”, disse também Le Drian.
Como foi o anúncio do acordo entre EUA e Austrália?
Foi na quarta-feira que o presidente Joe Biden anunciou que fechou um negócio com a Austrália para o desenvolvimento de submarinos movidos por energia atômica.
Ao anunciar o acordo, na quarta-feira, Biden disse que a ideia era reforçar as alianças do país e, também, atualizar as prioridades estratégicas dos EUA. A Austrália fica perto da China, e ter uma parceria militar com os australianos é do interesse dos americanos.
Como era o negócio entre França e Austrália?
Os franceses estavam negociando a venda de submarinos da empresa estatal DCNS, com tecnologia deles (sem o reator nuclear) para a Austrália, e esperavam uma receita de até US$ 66 bilhões com esse contrato.
O presidente da França, Emmanuel Macron, e o então primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, no convés do HMAS Waller, um submarino da classe Collins operado pela Marinha Real da Austrália, em foto de 2 de maio de 2018 em Garden Island, Sydney
Brendan Esposito/Pool via AFP
Os dois países iriam construir 12 submarinos convencionais, movidos a diesel e eletricidade. As embarcações estariam entre as maiores do mundo.
Esse contrato foi cancelado, anunciou a Austrália.
A Austrália já tinha desembolsado US$ 1,8 bilhão no projeto desde 2016. A expectativa era que em 2027 fosse entregue o primeiro submarino com tecnologia da DCNS.
Por que a Austrália não fechou o negócio com os EUA antes?
Esses submarinos são muito mais difíceis de serem detectados do que os tradicionais. Os submarinos nucleares podem ficar submersos durante meses, diferentemente dos tradicionais, que podem ficar debaixo d’água por no máximo algumas semanas.
Os propulsores do submarino têm reatores nucleares, mas, por acordo internacional, a Austrália não pode ter armas nucleares.
O primeiro-ministro do país, Scott Morrison, afirmou que em 2016, quando a Austrália começou a pesquisa para comprar submarinos, esse tipo de embarcação não estava disponível para venda (até o anúncio do acordo, os EUA só haviam compartilhado sua tecnologia com o Reino Unido).
Como a França reagiu?
O negócio dos americanos com os australianos foi uma decisão “unilateral, brutal e imprevisível”, disse o ministro de Relações Estrangeiras da França, Jean-Yves Le Drian.
Foi nesse contexto que Le Drian disse que o contrato dos EUA lembram as decisões irascíveis dos anos de Donald Trump e se trata de uma facada nas costas por parte dos australianos.
“Isso é algo que não se faz entre aliados”, disse Le Drian. Ele afirmou que a França não foi consultada sobre a parceria entre os americanos e os australianos. Segundo o jornal “The New York Times”, o governo Biden não avisou os franceses porque tinha percebido que isso iria deixá-los insatisfeitos. Os australianos que deveriam ter avisado os franceses, de acordo com a gestão de Biden.
Le Drian e a ministra das Forças Armadas da França, Florence Parly, disseram que a decisão dos americanos é lamentável e mostra falta de coerência.
A França também ficou irritada ao saber que o Reino Unido também participou do negócio —os britânicos têm falado de uma estratégia do “Reino Unido Global”, e os franceses suspeitam que isso implica a formação de uma aliança informal de países anglófonos.
O que a Austrália disse?
Morrison, o primeiro-ministro da Austrália, nem mesmo mencionou os franceses durante o encontro com Biden e Boris Johnson para anunciar a nova parceria.
O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, cercado por telas onde aparecem o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante anúncio coletivo da AUKUS, nova aliança entre os três países, na quarta-feira (15)
Mick Tsikas/AAP Image via AP
Ele só se pronunciou depois, e repetiu diversas vezes que se trata de uma decisão estratégica para o país. “Claro que eles (os franceses) estão frustrados. Eles foram bons parceiros. Isso (o contrato de submarinos) é um tema de nosso interesse estratégico, nossas necessidades de capacidade estratégica, e um ambiente estratégico modificado, e nós tivemos que tomar essa decisão”, disse.
E a China?
Os franceses não foram os únicos que reagiram ao negócio dos EUA com a Austrália. A China também recebeu mal a notícia.
A França e a União Europeia não querem entrar em um confronto direto com a China. A estratégia dos europeus é cooperar com os chineses em alguns pontos, e criticar algumas das políticas dos asiáticos –por exemplo, em relação aos direitos humanos.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

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Imigrante brasileira morre abandonada no deserto dos EUA durante travessia, diz jornal

Familiares dizem que grupo a deixou no meio do deserto sem água nem comida. De acordo com relato ao jornal ‘O Globo’, coiotes disseram que retornariam para buscar a brasileira. Abandonada em travessia, brasileira morre de sede e fome em deserto dos EUA
Agentes de fronteira do estado do Novo México encontraram nesta semana o corpo de uma brasileira que tentava entrar ilegalmente nos Estados Unidos, informou o jornal “Deming Headlight” nesta sexta-feira (17).
Autoridades estaduais identificaram a vítima como Lenilda dos Santos, de 49 anos. O jornal “O Globo” confirmou a identidade da brasileira.
Segundo familiares da vítima, Lenilda cruzou a fronteira dos EUA com o México mas ficou para trás, sem água nem comida em pleno deserto, porque estava cansada. O grupo teria prometido que voltaria para ajudá-la, mas isso não aconteceu.
Lenilda ainda conseguiu se comunicar com a família por mensagens de celular, inclusive com compartilhamento de localização. Ela parou de responder e, então, os familiares pediram ajuda às autoridades do Novo México, estado no sudoeste dos EUA.

Fonte: G1 Mundo

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Grupo de 140 brasileiros é detido ao cruzar fronteira do México com EUA


Eles foram flagrados por operadores de câmeras de segurança e, em seguida, se entregaram a agentes da Patrulha de Fronteira do Setor Yuma, no Estado americano do Arizona. De outubro de 2020 a agosto deste ano, 46.410 brasileiros foram detidos nessa rota migratória. Brasileiros foram flagrados e, em seguida, se entregaram a agentes da Patrulha de Fronteira do Setor Yuma
Reprodução/Twitter/Via BBC
Um grupo de 140 brasileiros foi detido na manhã de quinta-feira (16) ao cruzar ilegalmente a fronteira do México com os Estados Unidos.
Eles foram flagrados por operadores de câmeras de segurança e, em seguida, se entregaram a agentes da Patrulha de Fronteira do Setor Yuma.
Chris T. Clem, chefe da Patrulha de Fronteira do Setor Yuma, postou as imagens em sua conta pessoal no Twitter e escreveu:
“Agentes da Patrulha de Fronteira detiveram um grupo de 140 migrantes brasileiros nesta manhã. Até o momento, neste mês, os agentes se depararam com uma média diária de mais de 600 migrantes, um aumento de mais de 2.000% em relação ao ano passado”.
Mais de 10 mil imigrantes montam acampamento embaixo de ponte entre EUA e México
O Setor Yuma é responsável por patrulhar o sudeste do estado americano do Arizona. Sua jurisdição se estende por 470 mil quilômetros quadrados em uma área entre os Estados da Califórnia e do Arizona.
A região é formada por grandes desertos abertos, cadeias de montanhas rochosas, grandes dunas de areia e o Rio Colorado.
Segundo o governo americano, o Yuma é um dos “setores de patrulha de fronteira que mais cresce no país, tendo dobrado de tamanho desde 2004”.
Recorde
De outubro de 2020 a agosto deste ano, 46.410 brasileiros foram detidos ao cruzar ilegalmente a fronteira sul do país através do México — um número recorde, de acordo com dados do órgão de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
Só em agosto, 9.098 tentaram a travessia, a maior marca desde o início do ano fiscal de 2021 (que vai de 1º de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021).
Milhares de haitianos atravessam a fronteira entre México e Texas, nos EUA
O número total deste ano fiscal (46.410) já supera em mais de seis vezes o total do ano fiscal de 2020 (ou seja, de 1º de outubro de 2019 a 30 de setembro de 2020), quando o contingente de brasileiros detidos nessa rota migratória foi de 7.161.
Até então, o auge da migração ilegal de brasileiros havia ocorrido em 2019, quando cerca de 18 mil tentaram entrar nos EUA ilegalmente pela fronteira terrestre com o México.
A queda de 2019 para 2020 se deveu, em grande parte, à pandemia de covid-19.
Dos 46.410 brasileiros detidos de outubro do ano passado até agosto deste ano, a maioria tentou completar a jornada com suas famílias (34.636 ou 74,7%). Já 11.612 eram adultos viajando sozinhos. O restante — 157 — eram menores de idade e crianças desacompanhados, e cinco eram menores de idade acompanhados.
Com o aumento dos que tentam a travessia ilegal, o Brasil passou a ser a sexta nação com o maior número de imigrantes detidos pelas autoridades americanas na fronteira sul do país, atrás do México, Honduras, Guatemala, Equador e El Salvador.
No entanto, está à frente de países como Nicarágua, Cuba, Colômbia e Venezuela que, historicamente, enviavam mais imigrantes irregulares aos EUA.
Para se ter ideia do tamanho desse fluxo registrado em 11 meses, é como se os agentes de migração americanas encontrassem, em média, 140 brasileiros por dia tentando acessar os EUA a pé.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Dogfluencers’: cães de Singapura são tendência no Instagram


População do país asiático gosta muito de animais de estimação. Os dois terriers brancos ganham em média US$ 500 por ações pagas em sua rede social. Fotos de Sasha e Piper são publicadas regularmente em “Lomodoggies”, sua conta do Instagram
Reprodução/Instagram
Dois terriers brancos com lenços e boina escocesa posam radiantes para sua dona, que tira uma foto em troca de uma guloseima. Com dezenas de milhares de seguidores no Instagram, esses cachorros são tendência nesta rede social em Singapura.
É uma moda que já estava em voga neste país do sudeste asiático, que gosta muito de animais de estimação. O múltiplos confinamentos pelo coronavírus e o crescimento do comércio on-line acentuaram essa paixão.
Com um chapéu de verão e lenços coloridos, no parque, na cesta de uma bicicleta ou em casa junto a uma garrafa de vinho, as fotos de Sasha e Piper são publicadas regularmente em “Lomodoggies”, sua conta do Instagram.
Os animais já renderam vários milhares de dólares à sua dona, graças ao uso de produtos que vão desde aspiradores de pó a sapatos. Os cachorros têm, inclusive, uma agência de representação.
A empresa também presta serviços ao gato Brossy Meowington, com mais de 50.000 seguidores, e a um Spitz japonês com muitos pelos chamado Luna.
Gato Brossy Meowington tem mais de 50.000 seguidores
Reprodução/Instagram
A dona de todos eles, Carrie Er, começou há alguns anos a publicar fotos de Sasha com vestidos diferentes, enquanto brincava ou quando saía para passear.
“Queríamos fazer um blog capturando momentos preciosos com seu focinho lindo e o que costuma fazer”, explica a diretora de comunicação e publicidade.
As imagens tiveram um sucesso tão grande que algumas marcas começaram a perguntar se Sasha poderia promover seus produtos. Piper, um ex-cão de concursos, chegou depois para completar a dupla.
“É divertido, para os cachorros e para mim”, disse Er, enquanto tira mais fotos de suas duas estrelas caninas com seu celular.
US$ 500 por trabalho
Os dois cães têm 24.000 seguidores no Instagram e ganham em média 500 dólares da Singapura (370 euros, 315 euros) por cada promoção.
Cachê dos terriers brancos é de cerca de US$ 500 por ação
Reprodução/Instagram
Sua dona é seletiva na hora de escolher suas colaborações. Não quer promover marcas para cachorros que não atendam aos padrões mínimos, já que eles se alimentam de patê feito em casa.
Os animais ‘influencers’ são cada vez mais procurados pelas marcas, que querem reforçar sua visibilidade online desde que a pandemia começou, explica Jane Peh, cofundadora da The Woof Agency, a agência que representa os terriers.
“Acho que os animais ‘influencers’ têm uma vantagem, porque nós adoramos os animais”, disse a empresária, que tem cerca de 6.000 perfis de animais agenciados. “São tão bonitos, ninguém consegue odiá-los”, afirma.
Dicas de segurança na web:

Fonte: G1 Mundo

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Homem é condenado a pagar multa de R$ 62 mil por comparar Emmanuel Macron, presidente da França, a Hitler


Um ex-publicitário mandou imprimir cartazes em que comparava o presidente francês a Hitler por causa da criança de um passe que permitia que as pessoas vacinadas entrem em ambientes fechados na França. O condenado afirmou que vai recorrer da decisão. Presidente da França, Emmanuel Macron, durante pronunciamento transmitido na TV nesta segunda-feira (12)
Ludovic Marin/AFP
A Justiça da França condenou um ex-publicitário, nesta sexta-feira (17), a pagar uma multa de 10 mil euros (R$ 62,5 mil) por comparar o presidente Emmanuel Macron ao líder nazista Adolf Hitler e com o colaboracionista Philippe Pétain em pôsteres de propaganda.
Michel-Ange Flori, de 62 anos, foi condenado por “injúria pública” contra o presidente francês, que denunciou a publicação de dois cartazes com sua imagem modificada em duas cidades no sudete da França.
O condenado afirmou que apelará da decisão. Ele defendeu seu “direito ao humor”, mas o tribunal atendeu ao pedido do procurador Laurent Robert, que disse que havia “evidente vontade de produzir dano”.
Publicado em 19 de julho, dias antes do anúncio do lançamento por parte do governo de um passe sanitário, o primeiro cartaz mostra Macron retratado como Hitler, com um pequeno bigode e um uniforme nazista, junto com o slogan: “Obedeça, vacine-se”.
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Um mês depois e apesar de já ter sido aberta uma investigação sobre a primeira imagem, Michel-Angel Flori publicou uma segunda. Nela, o presidente aparece com o marechal Pétain, chefe de Estado conhecido por colaborar com os nazistas. No fundo, há um código QR.
“O direito à caricatura foi atacado”, disse o advogado de Flori, Bérenger Tourné, para quem “o presidente, sempre disposto a defender a liberdade de expressão, considera que ela para em sua pessoa augusta”.
Embora o crime de “ofensa ao presidente da República” tenha sido abolido em 2013, após uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEHD), o chefe de Estado está protegido contra injúrias e difamação pública como qualquer cidadão.
No tribunal, o advogado de defesa disse que Flori era “talvez irreverente”, mas inocente, já que abordava “um debate polêmico e político”.
“Alguns escrevem nas paredes, eu faço cartazes”, afirmou o ex-publicitário, para quem essa forma de expressão é “a mais antiga do mundo”.
O empresário, que imprimiu 600 painéis publicitários, manteve dois para seu uso pessoal. Ele tem várias condenações por violência contra funcionários públicos e roubo.
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Fonte: G1 Mundo