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Qual seria o peso da América Central se não tivesse virado 5 países há 200 anos


Nesta quarta-feira, comemora-se o 200º aniversário da independência da América Central, região que na época se tornou uma única nação. O que aconteceu com o sonho da América Central como um só país e como ela seria hoje se nunca tivesse sido dividida? O dia 15 de setembro marca o 200º aniversário da independência da América Central
ISTOCK via BBC
A República Federal da América Central foi um país que existiu há dois séculos por cerca de 15 anos.
Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicarágua e Costa Rica, os cinco países que comemoraram em 15 de setembro os 200 anos de sua independência da Espanha, fizeram parte dessa nação, enquanto o Panamá seguia seu próprio curso junto com a Grande Colômbia.
Por que o Brasil não se dividiu como as antigas colônias espanholas?
Se existisse hoje, a República Federal da América Central seria uma nação de 46 milhões de habitantes. com um território de 423 mil quilômetros quadrados.
Seria a sétima maior economia da América Latina e Caribe, depois do Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Seu Produto Interno Bruto (PIB) atingiria cerca de US$ 200 bilhões.
Se incluíssemos um sexto país, o Panamá, nesse exercício de ficção histórica, o poder do bloco unificado seria muito maior.
Atualmente, os seis países são os maiores exportadores mundiais de abacaxi e cardamomo, o segundo maior exportador de banana e o terceiro maior exportador de café, segundo estudo publicado neste ano pela Secretaria de Integração Econômica da América Central (SIECA).
Mas como esta República Federal da América Central funcionaria politicamente? Ninguém pode saber.
Essa nação teve uma passagem tão fugaz e surpreendente pela história do continente que todas as especulações sobre qual teria sido seu destino atual são possíveis.
No entanto, se há algo que continua a intrigar os historiadores, é: como foi possível que províncias tão diferentes se unissem para criar uma única nação?
O que aconteceu com o sonho de criar um único país
Durante a colônia, os territórios da América Central faziam parte da Capitania Geral da Guatemala, também conhecida como Reino da Guatemala.
O Reino da Guatemala naquela época incluía o que hoje conhecemos como Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala, além de duas das atuais províncias do Panamá e o estado mexicano de Chiapas.
Após a independência da coroa espanhola em 15 de setembro de 1821, a área foi anexada ao então chamado Primeiro Império Mexicano, chefiado por Agustín de Iturbide (1783-1824).
Alguns anos depois, Iturbide foi derrubado. A maior parte desse império deu origem ao México, enquanto os territórios a sudeste tornaram-se independentes.
Assim, em julho de 1823, as províncias rebeldes assinaram um Ato de Independência Absoluta do México e da Espanha e em 1824 adotaram oficialmente o nome de República Federal da América Central, proclamando sua Constituição.
O rosto visível desta república, que ao longo dos anos se tornou um ícone do sindicalismo e uma espécie de “Simón Bolívar da América Central”, foi o hondurenho Francisco Morazán (1792-1842).
Morazán foi vítima de um atentado a tiros.
Em meio ao caos e às lutas entre diferentes facções políticas, a República Federal da América Central finalmente viu sua extinção em 1838, quando o Congresso se reuniu pela última vez, afirma o acadêmico Mario Vázquez, do Centro de Pesquisas da América Latina e Caribe (CIALC), da Universidade Autônoma do México (UNAM).
Foi uma época em que liberais, conservadores, centralistas, federalistas entraram em confronto. Uma época em que além das diferentes visões políticas, os interesses específicos de cada território estavam em conflito.
Divisão
“Havia profundas divisões de interesses provinciais. Tiveram brigas desde os tempos coloniais e fortes ações judiciais por recursos por ser uma região pobre”, explica Vázquez, autor do livro “A República Federal da América Central: Território, Nação e Diplomacia”.
Paralelamente, acrescenta, houve um grande conflito contra a capital, que ficou na Guatemala. “Eles sentiram que passaram do domínio espanhol para o domínio mexicano e do domínio mexicano para a hegemonia da Guatemala.”
Em meio aos múltiplos conflitos, havia uma tensão permanente entre aqueles que queriam manter a unidade e aqueles que queriam seguir seu próprio caminho.
Às pressões internas somam-se tensões externas, como os conflitos da nação com o México, com a Colômbia e até com a Inglaterra por Belize.
“O Reino Unido, que era seu principal parceiro comercial, não reconheceu a República Federal da América Central. Nunca recebeu um embaixador”, diz Vázquez, acrescentando que isso encurtou as chances de o país se estender no tempo.
“Eles tinham tudo para dividir e muito pouco para permanecer unidos como nação.”
“Se essa república existisse hoje, talvez fosse um país menos pobre. Talvez pudesse ser comparado ao Equador, com uma diversidade étnica muito grande”, arrisca o historiador.
“Poderíamos imaginar que uma América Central unida seria um país mais próspero e viável, mas não sabemos.”
Para que serviu a independência?
Alberto Mora Román, pesquisador do Programa Estado da Nação (PEN), vinculado às universidades públicas da Costa Rica, responde à pergunta sobre como seria hoje a República Federal da América Central com outra pergunta.
“De que adianta os países centro-americanos serem independentes hoje? Infelizmente, na maioria dos países, essa independência não serviu para construir bases sólidas para as pessoas viverem melhor”.
“As condições de defasagem que os países centro-americanos têm em relação aos demais países da América Latina e do mundo mostram que a autonomia não tem sido bem administrada”.
No entanto, para saber se esses países estariam melhor se fossem uma única nação, “seria preciso se aventurar no reino das previsões e das ciências ocultas”.
“O fato de que cada um dos países conseguiu se encarregar da gestão de seus destinos, com seus acertos e erros, também gerou oportunidades”, como o caso da Costa Rica, destaca Mora.
“Mais lento que as caravelas de Colombo”
Os cinco membros da ex-República Federal da América Central possuem — desde 1960 — um Mercado Comum Centro-Americano (CACM) que inclui uma zona de livre comércio e uma tarifa externa comum para a maioria dos produtos.
Fontes consultadas pela BBC News Mundo que não quiseram se identificar afirmam que, apesar dos esforços, a integração econômica tem sido muito lenta e apontam que o que a região realmente precisa é de uma união aduaneira, algo que, na prática, está longe de ser alcançado.
“Um caminhão anda mais devagar entre os países da América Central do que as caravelas de Colombo”, apontam.
E existe um parlamento comum, o Parlacen, criado na década de 1980, cuja função atual é apenas formular recomendações.
Integração
Os países que pertenciam à República Federal da América Central — além do Panamá, Belize e República Dominicana — são coordenados por meio de um mecanismo denominado Sistema de Integração Centro-Americana (SICA).
“Temos que nos integrar por nossa condição de países pequenos, com pouca população, e também porque somos países fortemente entrelaçados por dinâmicas de desenvolvimento que transcendem nossas fronteiras”, afirma o pesquisador Alberto Mora, coordenador da pesquisa “Informe Estado de la Región”, publicação acadêmica que analisa periodicamente questões relacionadas à América Central.
Um exemplo dos desafios que transcendem as fronteiras nacionais, diz o especialista, é a coordenação para gerenciar desastres naturais.
Outra área em que a integração entre os países é fundamental, acrescenta, está relacionada à geopolítica do narcotráfico, porque “a América Central é o corredor natural por onde passam as drogas da América do Sul para os Estados Unidos e por onde retorna o dinheiro aos centros de produção”.
Entre os avanços tangíveis da integração, diz o pesquisador, está a compra conjunta de medicamentos.
“Isso gerou uma economia de US$ 90 milhões para os países entre 2011 e 2019, porque lhes permitiu melhorar as margens de negociação com os fornecedores”.
Mas certamente a integração não é fácil.
“Há uma grande dispersão de ações. Muitas delas sem financiamento adequado e dependentes de cooperação internacional. Isso afeta os resultados”, afirma Mora.
Para ele, um dos maiores desafios da integração regional atualmente é o fortalecimento da democracia e da estabilidade política. “Sem isso, nada funciona.”
E isso está diretamente relacionado ao problema histórico dos altos níveis de violência que afetaram a região. “Existem países que são fracos no controle de seu território e na proteção do direito à vida”.
Afinal, argumenta ele, “as ações para melhorar as questões sociais, econômicas e ambientais passam por um arcabouço institucional robusto que gere estabilidade”.
VÍDEOS: Notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Biden reúne líderes para debater mudança climática e redução de emissão de gases poluentes


A reunião desta sexta-feira pode se concentrar especialmente no metano. Os EUA e a União Europeia concordam em tentar cortar as emissões de metano em cerca de um terço até o final desta década. Joe Biden e o secretário de Estado do EUA, Antony Blinken, durante encontro sobre o clima em 17 de setembro de 2021
Jonathan Ernst/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, organizou um encontro virtual de líderes mundiais nesta sexta-feira (17) para debater os esforços para combater a mudança climática.
A reunião desta sexta-feira pode se concentrar especialmente no controle da emissão de metano. Os EUA e a União Europeia concordam em tentar cortar as emissões de metano em cerca de um terço até o final desta década e estão pressionando outras grandes economias a se unirem a eles, de acordo com documentos vistos pela Reuters.
O presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, não participa do encontro, mas Alberto Fernández, da Argentina, e Andres Manuel Lopez Obrado, do México, foram confirmados.
A ideia do encontro é tentar criar ímpeto antes de uma cúpula internacional sobre o aquecimento global no final deste ano. Veja abaixo a lista de participantes:
Alberto Fernandez, da Argentina
Sheikh Hasina, de Bangladesh
Charles Michel, do Conselho Europeu
Ursula von der Leyen, da União Europeia
Joko Widodo, da Indonésia
Moon Jae-In, da Coreia do Sul
Andres Manuel Lopez Obrador, do México
Boris Johnson, do Reino Unido
António Guterres, da ONU
Biden realizará uma reunião virtual do Fórum das Grandes Economias (MEF) na Casa Branca, uma sequência do encontro do Dia da Terra que ele sediou em abril para apresentar novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e induzir outros países a fazerem mais para conter as suas.
O presidente enfatizou a mudança climática diversas vezes nas últimas semanas na esteira dos danos causados por inundações e incêndios florestais devastadores nos EUA.
Tratar do assunto é uma de suas maiores prioridades domésticas e internacionais, e a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26) em Glasgow de 31 de outubro a 12 de novembro é vista como um momento crítico para o mundo se comprometer a fazer mais para deter a elevação das temperaturas.
Biden está torcendo para reunir grandes poluidores para tornar a COP26 um sucesso.
A Casa Branca não divulgou os nomes dos países participantes da reunião desta sexta-feira. O encontro de abril inclui comentários do presidente chinês, Xi Jinping, do presidente russo, Vladimir Putin, da chanceler alemã, Angela Merkel, e de outros líderes mundiais.
Ainda nesta semana, a Casa Branca disse que Biden espera usar o MEF depois da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) para continuar pressionando por medidas pró-clima.
“O presidente delineará planos para alavancar o MEF pós-Glasgow como uma plataforma para esforços coletivos concretos de escalada da ação climática ao longo desta década decisiva”, disse a Casa Branca em um comunicado.
Também em abril, Biden anunciou uma nova meta para reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos EUA em 50%-52% até 2030 na comparação com os níveis de 2005.
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Fonte: G1 Mundo

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App do opositor Navalny desaparece das plataformas no 1º dia das legislativas na Rússia


Aplicativo que indicava alternativa da oposição saiu das lojas do Android, que pertence ao Google, e do iOS, da Apple. Foto com os principais candidatos nas eleições legislativas na Rússia, em 6 de setembro de 2021
Kirill Kudryatsev / AFP
Um aplicativo do opositor detido Alexei Navalny foi retirado nesta sexta-feira (17) das lojas do Android e do iPhone, no primeiro dia das eleições legislativas na Rússia, denunciaram seus aliados.
O app informava quais eram os candidatos bem posicionados nas pesquisas e que deveriam ser apoiados em cada região para derrotar os aspirantes do partido governista Rússia Unida.
Com repressão a movimentos da oposição, partido governista da Rússia é o favorito em eleições legislativas
Alexei Navalny: a jornada do opositor de Putin que sobreviveu a envenenamento e enfrenta prisão
“Hoje (sexta-feira) às 8h, horário russo, Google e Apple suprimiram nosso aplicativo Navalny de suas lojas de aplicativos. Ou seja, cederam à chantagem do Kremlin”, afirmou no aplicativo de mensagens Telegram Leonid Volkov, um dos principais colaboradores do líder opositor.
Correspondentes da agência de notícias AFP comprovaram que o app não aparece mais nas lojas virtuais da Apple e Google, na Rússia e em outros países como a França.
“Suprimir o aplicativo de Navalny das plataformas é um vergonhoso ato de censura política”, escreveu Ivan Zhdanov, diretor do Fundo de Luta Contra a Corrupção, organização fundada por Navalny, no Twitter.
Zhdanov publicou nas redes sociais um trecho do que seria um e-mail da Apple informando sobre a remoção. A empresa afirma que atendeu uma demanda da procuradoria-geral da Rússia que classifica as atividades da organização de Navalny como “extremistas”.
As companhias ainda não comentaram o caso para a imprensa.
A Rússia havia acusado Google e Apple de se recusarem a suprimir conteúdo considerado ilegal e durante a semana convocou os diretores das empresas para uma audiência em uma comissão parlamentar, o Conselho da Federação.
“Temos todo o Estado russo contra nós, assim como as grandes empresas de tecnologia, mas isso não significa que vamos ceder”, afirmou a equipe de Navalny no Telegram.
Quase 108 milhões de russos estão registrados para votar entre 17 e 19 de setembro para escolher os 450 representantes da Duma, a Câmara Baixa do Parlamento.
A maioria dos candidatos mais críticos a Putin não foi autorizada a disputar a eleição, em um pleito que acontece após meses de repressão contra a oposição.
Em muitos casos, os candidatos que Navalny e sua equipe consideram que devem ser apoiados são comunistas.
Em janeiro, Navalny foi detido quando retornou à Rússia depois de receber tratamento na Alemanha por um envenenamento, que ele atribui ao Kremlin.
Desde então, seu movimento foi proibido no país por ser considerado “extremista” e vários de seus aliados foram obrigados a partir para o exílio, foram detidos ou tiveram as candidaturas vetadas.

Fonte: G1 Mundo

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Mensagem em garrafa lançada ao mar no Japão aparece no Havaí depois de 37 anos


No começo dos anos 1980, um grupo de estudantes lançou 750 garrafas no mar na costa do Japão. Até hoje, 52 foram recuperadas. Imagem de uma garrafa que foi encontrada no mar em 2016
Scottish Government/AP
Uma mensagem em uma garrafa lançada há 37 anos por pessoas que estavam no ensino médio do Japão nos anos 1980 foi encontrada a cerca de 6.000 quilômetros de distância, no Havaí, nos Estados Unidos.
Membros de um clube de ciências naturais do Colégio Choshi, em Chiba, no leste de Tóquio, jogaram 750 garrafas no mar entre 1984 e 1985 para investigar as correntes marinhas.
Com mensagens em inglês, japonês e português, nas quais se pedia que entrasse em contato com o remetente, as garrafas chegaram a lugares tão distantes quanto Filipinas, Canadá e Alasca.
Nenhuma outra havia aparecido desde que a garrafa número 50 foi recuperada em 2002, em Kagoshima, no sul do Japão.
Veja uma reportagem de 2019 sobre uma garrafa que foi encontrada no Rio Grande do Sul.
Gaúcha encontra garrafa jogada ao mar que atravessou o Oceano Atlântico
A 51ª foi encontrada em junho por uma menina de nove anos, em uma praia do Havaí, anunciou a escola japonesa. As mensagens continuam legíveis.
“Fiquei realmente surpreso”, disse o vice-diretor da escola japonesa, Jun Hayashi, à AFP, nesta sexta-feira (17).
Ele ainda espera que a garrafa número 52 apareça.
Mayumi Kondo, membro do clube de ciências naturais em 1984, disse que a descoberta “reviveu memórias nostálgicas” de seus anos escolares.
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Fonte: G1 Mundo

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Medo de encostar no corrimão e pegar Covid-19 provoca aumento de quedas no metrô de Londres


Doze pessoas morreram ou ficaram gravemente feridas no metrô entre abril e junho, e 23 nos ônibus. Pessoas em vagão de metrô durante a hora do rush em Londres, em meio à pandemia do novo coronavírus (COVID-19) no Reino Unido
Hannah McKay/Reuters
Por medo de contágio da Covid-19, parte das pessoas que usam o transporte público de Londres, no Reino Unido, se recusam a segurar o corrimão das escadas rolantes das estações de metrô. Houve um aumento nas quedas com risco de vida, alertaram as autoridades da cidade nesta sexta-feira (17).
Doze pessoas morreram ou ficaram gravemente feridas no metrô entre abril e junho, e 23 nos ônibus. O resultado é maior que em qualquer outro trimestre do ano 2020-2021, informou o jornal “The Daily Telegraph”.
Usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento social são medidas para conter a Covid-19
“Um dos maiores riscos que temos são quedas em escadas rolantes causadas por pessoas que não seguram o corrimão”, disse o diretor da agência “Transport for London” (TfL), Andy Lloyd.
Há um problema com a percepção de que o corrimão não está limpo por causa da pandemia, afirmou ele durante um painel de segurança esta semana.
As pessoas mais idosas são as que correm mais risco e, frequentemente, elas caem quando tentam colocar uma bagagem nas escadas rolantes.
Passageiros embriagados
Outro fator que provoca queda é o estado de embriaguez de alguns passageiros, com o aumento das viagens noturnas desde o fim do confinamento.
Além do atual regime de limpeza intensiva, a TfL pretende ampliar a instalação de dispositivos de luz ultravioleta nos corrimões das escadas rolantes, iniciada no ano passado, para suprimir todos os vestígios do coronavírus.
“O número de pessoas mortas, ou feridas, aumentou à medida que os clientes voltam à rede. O índice de lesões nas escadas e nas escadas rolantes continua relativamente alto”, afirma um relatório sobre a segurança dos passageiros divulgado esta semana pela TfL e citado pelo “Telegraph”.
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Fonte: G1 Mundo

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Presidente argentino cancela viagens ao exterior para evitar que Cristina Kirchner assuma durante ausência


A coligação do governo sofreu uma derrota nas primárias das eleições legislativas. Cristina Kirchner atribui o resultado à política econômica do governo, que ela considera contracionista. A vice-presidente pressiona Alberto Fernández a fazer uma reforma ministerial e expandir os gastos. Alberto Fernández, presidente da Argentina, e a vice, Cristina Kirchner, em foto de 13 de setembro de 2021
Maximiliano Luna/TELAM/AFP
Com a Argentina em plena crise institucional provocada pelo vácuo de poder a partir de renúncias em massa ordenadas pela sua vice, Cristina Kirchner, o presidente Alberto Fernández decidiu cancelar viagem planejada ao México nesta sexta-feira (17), para evitar que a sua vice assuma o poder durante a sua ausência. “Não sou eu quem põe o presidente em xeque, mas o resultado eleitoral”, defendeu-se Cristina Kirchner.
O Governo da Argentina teve uma dura derrota eleitoral, nas prévias legislativas deste domingo
O presidente argentino, Alberto Fernández, planejava viajar no começo da tarde desta sexta-feira (17) ao México, onde passaria o fim de semana e, de lá, emendaria rumo a Nova York para participar, de forma presencial, da Assembleia das Nações Unidas na terça-feira (21). Porém, as duas viagens foram canceladas devido à crise institucional que vive o governo.
“O presidente suspendeu as suas viagens ao exterior”, confirmaram fontes oficiais, reproduzidas pela imprensa argentina.
A viagem ao México era para participar da reunião de Cúpula dos Estados da América Latina e do Caribe (CELAC). A Argentina aspira presidir esse foro. Já o discurso durante a Assembleia da ONU será virtual.Alberto Fernández não quer deixar o governo sob o controle de Cristina Kirchner. Durante a sua ausência do país, a Presidência seria exercida pela sua vice, com quem o presidente trava um duelo político por poder.
Crise institucional
Cristina Kirchner exige uma reforma ministerial que altere o rumo do governo e quer também que o ministro da Economia tenha uma política econômica expansionista para aumentar o gasto público até as eleições legislativas de 14 de novembro, fundamentais para os planos políticos do governo de controlar o Congresso. Alberto Fernández preferia adiar mudanças nos ministérios para depois das eleições, mas, diante da crise, vê-se obrigado agora a reformular a sua equipe de governo.
Sócia majoritária na coligação de governo e detentora do verdadeiro poder, Cristina Kirchner ordenou a renúncia de vários ministros, secretários e presidentes de organismos públicos. Como resultado, 11 dirigentes de governo renunciaram, o que causou um vácuo de poder.
“As renúncias provocam um grave dano no governo e a carta que Cristina Kirchner publicou revela uma vice-presidente que ordena ao presidente que se submeta a ela. O presidente está em xeque. A situação política é dramática”, aponta à RFI o analista político, Nelson Castro.
“Não sou eu quem põe o presidente em xeque, mas o resultado eleitoral”, alegou Cristina Kirchner numa carta aberta, publicada nas últimas horas.
A vice-presidente se refere à contundente derrota nas eleições primárias de domingo passado. A magnitude da derrota enterra o objetivo governista de controlar o Congresso e traduz-se numa reprovação da gestão do presidente Alberto Fernández, na metade do seu mandato. As eleições primárias tendem a ser irreversíveis, antecipando o resultado das eleições de novembro.
Brigas públicas
Na extensa carta, Cristina Kirchner culpa Alberto Fernández pela “derrota eleitoral sem precedentes para o peronismo” e ordena o que deve ser feito
“Sempre expus ao presidente o que, para mim, constituía uma delicada situação social. Avisei que ele conduzia uma política de ajuste fiscal equivocada que teria, invariavelmente, consequências eleitorais”, acusa. “Eu me cansei de dizer e a resposta sempre foi que eu estava errada”, critica. Cristina Kirchner insiste com a pressão por uma reforma ministerial.
“Realmente acreditam que não é necessário, depois de tamanha derrota, apresentar publicamente renúncias?”, questiona. “O presidente deve relançar o seu governo e sentar-se com o seu ministro da Economia para rever números”, indica.
Antes da carta, Alberto Fernández publicou nas redes sociais que “não é tempo para expor disputas”. “A gestão do governo continuará do modo que eu considerar conveniente. Para isso, fui eleito”, avisou com um destinatário implícito: a sua vice-presidente.
Porém, perante as renúncias, Alberto Fernández prepara-se para uma reforma ministerial e para anunciar um pacote de medidas fiscais destinadas a aumentar o poder aquisitivo da classe baixa e média-baixa, numa tentativa de reverter o resultado das urnas, exatamente como a sua vice quer.
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Fonte: G1 Mundo

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Corpo de líder do Sendero Luminoso vira problema para o Congresso do Peru, que opta por cremação


Abimael Guzmán, fundador do grupo Sendero Luminoso, morreu no sábado. Havia receio de que o túmulo se tornasse um local de peregrinação. O presidente do país, Pedro Castillo, não tomou uma decisão, e o Congresso votou por cremar. Líder do Executivo ainda precisa assinar a lei. Foto feita através de janela mostra Abimael Guzmán, fundador e líder do grupo terrorista Sendero Luminoso, chegando a uma corte na base militar de Callao, no Peru, na terça-feira (11)
AP Foto/Martin Mejia
O Congresso do Peru aprovou, na quinta-feira (17) à noite, um projeto de lei que permite cremar o corpo do falecido líder do grupo Sendero Luminoso, Abimael Guzmán.
O cadáver está no necrotério desde sábado à espera de uma decisão que o governo do presidente esquerdista Pedro Castillo evitou tomar.
Um dos conflitos mais sangrentos da América Latina
O Sendero Luminoso iniciou uma “guerra popular” marcada por sangrentas ações terroristas entre 1980 e 2000. Segundo a Comissão de Verdade e Reconciliação do Peru, o conflito entre o governo e o grupo foi um dos mais sangrentos da América Latina, com cerca de 70 mil mortos.
Guzmán passou seus últimos 29 anos condenado como o responsável intelectual pelos conflitos que levaram a essas mortes. Havia o receio de que o túmulo de Guzmán se tornasse um local de peregrinação.
O chefe de gabinete do presidente Pedro Castillo, Guido Bellido, pediu ao Congresso e ao Ministério Público que definissem o destino do corpo do preso mais famoso do país.
Foi o que o Congresso fez: por 70 votos a favor, aprovou-se uma norma que autoriza juízes e promotores a decidir o que fazer com o corpo de um condenado por terrorismo que morre na prisão durante o cumprimento da sentença “em caso de possível dano à segurança e à ordem pública”.
O projeto ainda deve ser promulgado pelo Executivo. O partido do presidente, o Peru Livre, votou contra o texto.
“Seria uma tolice se o presidente não assinasse”, disse à imprensa o congressista de extrema-direita Jorge Montoya, um ex-almirante.
Morte por pneumonia
O corpo incomoda a esquerda pró-governo, cujos integrantes foram apontados pela oposição como “filosenderistas” –ou seja, o Peru Livre teria simpatia pelo Sendero Luminoso. O presidente nega categoricamente que tenha qualquer afinidade com o grupo.
Congressistas de direita pediram para ver o corpo para se certificar que Guzmán havia mesmo morrido –ou seja, eles queriam garantir que o cadáver não era o de alguma outra pessoa.
O corpo de Guzmán, que morreu aos 86 anos, está em um necrotério do porto de Callao desde sábado, quando morreu de pneumonia no presídio de segurança máxima da base naval, onde cumpria pena de prisão perpétua desde 1992.
Elena Yparraguirre, viúva e número dois do Sendero Luminoso, enviou uma carta ao Ministério Público na qual pediu para que o corpo fosse entregue a uma terceira pessoa. Yparraguirre também cumpre prisão perpétua.
O Ministério Público se recusou a entregar o corpo para a viúva e decidiu mantê-lo sob custódia até que a investigação sobre sua morte fosse concluída.
A Procuradoria de Callao aguarda o resultado dos testes de DNA para eventualmente encerrar o processo.
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Fonte: G1 Mundo

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Gabby Petito: O misterioso sumiço de jovem que viajava pelos EUA com noivo em uma van


Gabby Petito, de 22 anos, não se comunica com a família desde agosto — e seu namorado voltou para casa sozinho. Gabrielle ‘Gabby’ Petito não se comunica com a família desde agosto
Reprodução/Instagram/Via BBC
Uma jovem americana de 22 anos desapareceu enquanto fazia uma viagem de carro com o noivo pelo país.
A polícia realizou uma operação de busca para encontrar Gabrielle “Gabby” Petito, que não se comunica com a família desde agosto, quando visitava o Parque Nacional Grand Teton, em Wyoming (EUA).
O namorado dela, Brian Laundrie, que voltou para casa sozinho na Flórida, é considerado uma “pessoa relevante” na investigação, segundo a polícia.
Laundrie voltou para casa em 1º de setembro, e os pais de Petito reportaram seu desaparecimento 10 dias depois.
A polícia afirma que embora o rapaz se recuse a falar com eles sobre o desaparecimento de Petito, ele não foi acusado de nenhum crime.
“Estamos implorando a qualquer pessoa, incluindo Brian, para compartilhar informações conosco sobre seu paradeiro nas últimas semanas”, diz o chefe de polícia de North Port, Todd Garrison.
Gabby Petito, em imagem de 2019 publicada em seu perfil em uma rede social
Reprodução/Instagram
“A falta de informação por parte de Brian está dificultando esta investigação. As respostas uma hora vão aparecer.”
Mas o advogado de Brian Laundrie, Steve Bertolino, defendeu o silêncio de seu cliente.
“Na minha experiência, os parceiros íntimos são muitas vezes a primeira pessoa à qual a polícia se volta em casos como este, e a advertência de que ‘qualquer declaração pode ser usada contra você’ é verdadeira, independentemente de meu cliente ter algo a ver com o desaparecimento de Petito.”
“Desta forma, seguindo o conselho do advogado, Laundrie não se pronuncia sobre este assunto”, diz Bertolino.
A família da jovem tem pedido respostas a Laundrie, incluindo informações sobre quando ele a viu pela última vez e “por que deixou Gabby sozinha e dirigiu sua van para a Flórida”.
“São perguntas críticas que exigem respostas imediatas”, afirmaram os familiares em um comunicado.
Em uma entrevista coletiva à imprensa na quinta-feira (16), o pai de Petito fez um apelo à população para fornecer qualquer informação que possa ser útil na investigação.
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Viagem pelo país
O casal viajou em uma van Ford Transit branca em julho, documentando a experiência e postando atualizações regulares da viagem nas redes sociais.
Eles se filmaram sorrindo, se beijando e correndo por praias em um vídeo do YouTube chamado “Beginning Our Van Life Journey”, que foi visto mais de 600 mil vezes.
Duas semanas antes do desaparecimento da jovem, em 12 de agosto, a polícia da cidade de Moab, no sul de Utah, recebeu uma ligação sobre um possível incidente de violência doméstica envolvendo o casal.
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Na quinta-feira (16), a polícia divulgou imagens de um vídeo gravado com uma bodycam (câmera acoplada ao uniforme do policial) em que a jovem aparece chorando e reclamando de sua saúde mental para o agente de segurança. E também reconhece que ela e o namorado estavam discutindo com mais frequência.
Os policiais que gravaram o vídeo recomendaram que eles passassem a noite separados, mas não registraram queixa. Ainda não se sabe o que aconteceu na sequência.
A van em que o casal viajava está sendo examinada pela polícia em busca de pistas que ajudem a esclarecer o mistério do desaparecimento da jovem.
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Fonte: G1 Mundo

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Começa a disputa pelo cargo de primeiro-ministro do Japão; veja quem são os candidatos


Primeiro será escolhido o novo líder do partido que domina o Parlamento, depois haverá uma votação entre os parlamentares e, em novembro, deve ocorrer uma eleição geral. Da esquerda para a direita: Taro Kono, Fumio Kishida, Sanae Takaichi e Seiko Noda, candidatos a primeiro-ministro do Japão
Kimimasa Mayama /AFP
A campanha para a escolha do novo primeiro-ministro do Japão começou nesta sexta-feira (17) com quatro candidatos que aspiram a liderança do partido que governa o país.
Entre os candidatos há duas mulheres –o Japão nunca teve uma primeira-ministra.
O atual primeiro-ministro, Yoshihide Suga, anunciou no início do mês que não disputaria a liderança do partido governante, o Partido Liberal Democrático (PLD).
Como o PLD tem maioria no Parlamento, quem conseguir ocupar o posto de líder do partido deverá se tornar o primeiro-ministro do país.
O calendário é o seguinte:
29 de setembro: PLD escolhe seu novo líder
Início de outubro: Parlamento vota para escolher o primeiro-ministro
Fim de novembro: eleições gerais
O novo líder do partido também deverá disputar a eleição geral, que pode acontecer no fim de novembro, para continuar como chefe de governo.
Principais nomes
O ministro responsável pela campanha de vacinação, Taro Kono, lidera as pesquisas de intenção de voto, mas a vitória não é garantida por que as principais alas do PLD não apoiam nenhuma candidatura específica.
Kono, 58 anos, é o candidato mais jovem e popular, com dois milhões de seguidores no Twitter. Ele é considerado um político moderno e um bom comunicador.
Seu principal rival é o ex-ministro das Relações Exteriores Fumio Kishida, que lidera uma das principais alas do PLD.
As duas candidatas têm pouco apoio nas pesquisas.
Uma delas é a direitista Sanae Takaichi, admiradora de Margaret Tatcher e com um perfil que divide os eleitores que, no entanto, recebeu apoio do ex-primeiro-ministro Abe Shinzo.
A outra candidata é a ex-ministra de Igualdade de Gênero Seiko Noda, uma candidata abertamente feminista.
Voto por conta própria
As alas do partido geralmente votam em bloco, mas dessa vez os integrantes estão livres para votar em quem quiserem.
Tobias Harris, analista para a Ásia do ‘Center for American Progress’, considera que o apoio popular a Kono provavelmente representa uma certa vantagem, mas ele explica que é uma “vantagem muito vulnerável”.
Yoshihide Suga deixa o cargo após um ano
Suga, o atual primeiro-ministro, perdeu popularidade por causa da forma pela qual o governo gerenciou a pandemia. O período de Suga foi marcado pelas ondas de contágios da Covid-19 e as repetidas séries de restrições. Os Jogos Olímpicos de Tóquio não ajudaram a aumentar sua popularidade.
Ele anunciou que iria renunciar após um ano no cargo.
Veja abaixo um vídeo da posse de Suga.
Yoshihide Suga é eleito novo primeiro-ministro do Japão
Suga assumiu como primeiro-ministro em setembro de 2020, depois que Shinzo Abe, o primeiro-ministro mais longevo do Japão, renunciou por motivos de saúde.
A brevidade de seu mandato levou muitos a questionar se o Japão retornará ao período de alta rotatividade de governantes que ocorreu antes de 2012, com o início do segundo mandato de Abe.
Desde a Segunda Guerra Mundial, apenas cinco políticos permaneceram cinco anos ou mais no cargo de primeiro-ministro do Japão.
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Fonte: G1 Mundo

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O militar que pôs Portugal na liderança mundial da vacinação contra a Covid


Vice-almirante tornou-se herói nacional ao comandar força-tarefa e organizar uma campanha atrasada e com irregularidades. Henrique de Gouveia e Melo visita local de vacinação em Seixal em 11 de setembro
Reuters/Pedro Nunes
Portugal comemora a liderança mundial em vacinação contra a Covid: 82% já receberam as duas doses, o número de infecções e internações cai a cada dia e, desde segunda-feira, a população pode circular ao ar livre sem máscaras. O êxito desta empreitada é creditado a um militar — o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, que há sete meses assumiu o comando da força-tarefa da imunização e pôs ordem num processo confuso, atrasado e cheio de irregularidades.
O “almirante das vacinas”, como ele é conhecido, virou herói nacional e recebe aplausos espontâneos em público. Como czar da vacinação, está sempre de uniforme camuflado, o qual promete dispensar “quando vencer a guerra contra a Covid”. Sua meta é de que 85% dos portugueses estejam vacinados até o fim da próxima semana.
Apesar do sucesso da campanha, ele mantém a cautela e o estilo direto e sem rodeios com que conquistou os portugueses: “Não estou preocupado se somos o primeiro ou o segundo lugar no mundo, mas se essa taxa é suficiente para alcançarmos a imunidade de rebanho”, declarou nesta quarta-feira.
Nascido há 60 anos em Moçambique, Gouveia e Melo atribui as qualidades ao treinamento militar, sobretudo à capacidade de reagir rapidamente e com foco em situações de estresse.
Condecorado recentemente pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis, o vice-almirante não se deixa seduzir pela popularidade repentina. “Apareci com naturalidade e desaparecerei com naturalidade.”
Aos que alimentam especulações de que poderia enveredar para uma carreira política — quem sabe a campanha para a Presidência, em 2026 –, ele é categórico e didático. “Sou militar e, por isso, seria um péssimo político. Acho que devemos separar o que é militar do que é político, porque são campos de atuação completamente diferentes”, conforme resumiu no fim do mês passado à agência Lusa.
O novo herói português enfrentou dissabores e a atuação barulhenta de uma minoria de manifestantes antivacina. Foi insultado, mas não fugiu deles. Mais uma vez foi direto: “O obscurantismo continua no século XXI, mas já ficou claro que o que mata é o vírus e não a vacina.” A maioria dos portugueses acatou o seu exemplo.
Portugal imuniza mais de 80% da população e desobriga uso de máscaras em espaços abertos

Fonte: G1 Mundo