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Vacinação de adolescentes contra a Covid-19: entenda o que se sabe e o que está em prática no mundo


Pasta determinou que imunização de adolescentes de 12 a 17 anos só deverá ser feita naqueles que tiverem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade. Profissional de saúde prepara dose da vacina da Pfizer para aplicar em alunos de uma escola privada de Quito, no Equador, no dia 13 de setembro.
Rodrigo Buendía / AFP
O Ministério da Saúde determinou, em nota técnica publicada nesta quarta-feira (15), que a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos contra a Covid-19 só deverá ser feita naqueles que tiverem deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.
A determinação vai na contramão de uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em junho, que autorizava o uso da vacina da Pfizer para adolescentes a partir dos 12 anos.
Veja, abaixo, o que dizem a Organização Mundial de Saúde (OMS) e as pesquisas sobre o assunto e quais países têm vacinado adolescentes:
O que diz a OMS?
O que dizem as pesquisas científicas sobre vacinar adolescentes?
A vacinação de pessoas acima de 12 anos já começou em quais países?
Existe uma faixa etária específica abaixo de 18 anos que é mais afetada pela Covid-19?
1) O que diz a OMS?
Na nota que alterou a imunização de adolescentes, o Ministério da Saúde afirmou que “a Organização Mundial de Saúde não recomenda a imunização de criança e adolescente, com ou sem comorbidades”.
A OMS não recomenda a vacinação, mas também não contraindica. Em uma página atualizada no dia 14 de julho, a organização diz o seguinte:
Crianças e adolescentes tendem a ter doença mais branda em comparação com adultos, portanto, a menos que façam parte de um grupo com maior risco de Covid-19 grave, é menos urgente vaciná-los do que pessoas mais velhas, com condições crônicas de saúde e profissionais de saúde.
Mais evidências são necessárias sobre o uso das diferentes vacinas de Covid-19 em crianças para poder fazer recomendações gerais sobre a vacinação contra a Covid-19.
O Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas da OMS (SAGE, na sigla em inglês) concluiu que a vacina Pfizer/BionTech é adequada para uso em pessoas com 12 anos ou mais.
Crianças com idade entre 12 e 15 anos que estão em alto risco podem receber esta vacina juntamente com outros grupos prioritários para vacinação.
A entidade acrescenta que os ensaios de vacinas para crianças estão em andamento e que atualizará suas recomendações quando as evidências ou a situação epidemiológica justificarem uma mudança na política.
2) O que dizem as pesquisas científicas sobre vacinar adolescentes?
Um dos problemas apontados pelo Ministério da Saúde na vacinação de adolescentes foi a ocorrência, ainda que rara, de miocardite – uma inflamação no músculo do coração – em algumas pessoas depois da imunização.
A pasta também apontou que “os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”.
Veja, abaixo, um pouco do que a ciência já sabe sobre esses dois pontos:
Um estudo divulgado em 26 de agosto por cientistas de Israel apontou que a vacina da Pfizer – única usada no país – aumentava os riscos de desenvolver a miocardite.
Mesmo assim, o número de casos no grupo vacinado continuou pequeno: entre as 884.828 pessoas vacinadas, houve 21 casos da doença – cerca de 91% dos quais ocorreram em homens. Nas outras 884.828 que não foram vacinadas, houve 6. Os cientistas também notaram que o problema aumentou após a segunda dose da vacina.
Mas há algumas ressalvas: os cientistas não separaram a quantidade de casos em adolescentes dos que ocorreram em adultos – e ressaltaram que “nossos resultados indicam que a infecção por Sars-CoV-2 é em si um fator de risco muito forte para miocardite e também aumenta substancialmente o risco de vários outros eventos adversos graves”.
Contextualizar dados é necessário, diz cientista
Em um editorial escrito sobre o estudo israelense – intitulado “A importância do contexto na segurança das vacinas da Covid-19” –, a pesquisadora Grace M. Lee, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, ponderou que “as vacinas de RNA mensageiro (mRNA) podem estar associadas à miocardite, mas também podem prevenir casos de miocardite, lesão renal aguda, arritmia e doença tromboembólica [causadas pela própria Covid]”.
“A chave para comparar esses riscos depende do risco de infecção por Sars-CoV-2 para cada pessoa, e esse risco pode variar de acordo com o local e ao longo do tempo. Dado o estado atual da pandemia global, entretanto, o risco de exposição ao Sars-CoV-2 parece ser inevitável”, avalia.
A pesquisadora aponta, ainda, que o estudo tem limitações, como “a escassez de dados sobre adolescentes mais novos e crianças, a suposição conservadora de que as vacinas não têm efeito sobre a transmissão” e outros pontos.
Análise americana
Outros dados sobre miocardite após a vacinação foram analisados por pesquisadores do CDC americano em um editorial publicado no fim de junho no “Jama Cardiology”.
Um relato de caso analisado pelos cientistas apontava 7 casos da doença em adolescentes após a imunização. Todos eram do sexo masculino, com idades entre 14 e 19 anos, e apresentaram os sintomas 4 dias depois de receberem a vacina.
Ao avaliar o relato, os pesquisadores apontaram que não havia estudos que tornassem possível avaliar a taxa de miocardite pós-vacina na população, mas que o problema era raro – e que os benefícios da vacina eram maiores do que o risco.
“No momento, os benefícios da imunização na prevenção da morbidade grave favorecem a vacinação contínua contra a Covid-19, particularmente considerando as crescentes taxas de hospitalização com Covid-19 entre adolescentes relatadas durante a primavera de 2021”, reforçaram.
3) A vacinação de pessoas de 12 anos ou mais já começou ou foi autorizada em quais países?
Ao menos 14: Alemanha, Argentina (apenas nos que têm comorbidades), Bahrein, Canadá, Chile, Cuba, Estados Unidos, Equador, França, Hungria, Israel, Itália, México e Portugal.
A maioria usa a vacina da Pfizer, mas outros, como Cuba, aplicam vacinas diferentes: a Soberana 02, no caso cubano, desenvolvida no próprio país, e a Argentina, que aplica a Moderna, com doses doadas pelos Estados Unidos.
A União Europeia autorizou o uso da vacina em adolescentes de 12 a 15 anos em 28 de maio. (Antes, os de 16 e 17 anos já podiam ser imunizados).
Além dos adolescentes, o Chile previa começar a vacinar crianças de 6 anos com comorbidades nesta semana.
4) Existe uma faixa etária específica abaixo de 18 anos que é mais afetada pela Covid-19?
Um levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com base nos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade Infantil (SIM), do Ministério da Saúde, apontou que, entre as crianças e adolescentes brasileiros mortos pela Covid no ano passado, 45% tinham até 2 anos.
O percentual chama atenção porque, apesar de estar restrito a uma faixa etária bastante limitada (0-2 anos), corresponde a quase metade do número total de mortes causadas pela Covid-19 em pessoas com até 18 anos. A outra metade (55%) corresponde às mortes registradas em crianças e adolescentes entre 3 e 18 anos.
Ao todo, o levantamento computou 1.207 óbitos ocasionados por Covid-19 em pessoas até 18 anos.
Veja perguntas e respostas sobre a vacina:
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Fonte: G1 Mundo

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Vulcão nas Ilhas Canárias, da Espanha, pode entrar em erupção nos próximos dias

Houve mais de 4.000 tremores de terra perto do vulcão, e, com mais magma, o pico subiu 6 centímetros em dias. Alerta de atividade de vulcão na ilha de La Palma, da Espanha
Houve um aumento de atividade sísmica ao redor do vulcão de Teneguia, nas Ilhas Canárias, da Espanha, e pode haver uma erupção nos próximos dias ou semanas, de acordo com o governo do país.
O Instituto Geográfico Nacional da Espanha detectou 4.222 tremores no parque nacional Cumbre Vieja, em volta do vulcão, no sul da ilha de La Palma.
Os tremores se intensificam e vão chegando à superfície, o que coloca a ilha em alerta amarelo para uma erupção (o sistema de alerta tem quatro níveis, e o amarelo é o segundo mais grave).
O órgão disse nesta quinta-feira (16) que não há evidência de que pode haver uma erupção imediata, mas a situação pode mudar rapidamente. Espera-se mais tremores nos próximos dias.
Mais de 11 milhões de metros cúbicos de magma entraram no Cumbre Vieja nos últimos dias. O pico aumentou em cerca de 6 centímetros nos últimos dias, disse o Instituto Vulcânico das Canárias.
As Ilhas Canárias estão a cerca de 100 quilômetros da costa do Marrocos. Além desse vulcão, há outros nas ilhas, como o de Teide, na ilha de Tenerife, e o de Timanfaya, na ilha de Lanzarote.
O Teneguia entrou em erupção pela última vez em 1971. Um outro vulcão, na ilha de El Hierro, teve uma erupção submarina em 2011.
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Fonte: G1 Mundo

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Justiça dos EUA multa trio em US$ 1,6 milhão por vender ferramenta para invadir iPhones aos Emirados Árabes Unidos


Réus fizeram parte da Comunidade de Inteligência americana e venderam métodos para hackear celulares sem autorização. Réus terão que pagar uma multa de US$ 1,68 milhão (R$ 8,8 milhões, na cotação atual) por terem violado leis de exportação, fraude digital e fraude de dispositivos
Altieres Rohr/G1
A Justiça dos Estados Unidos fez um acordo na última terça-feira (14) com três ex-membros de sua Comunidade de Inteligência envolvidos na venda aos Emirados Árabes Unidos de ferramentas para invasão de computadores e celulares.
Os réus terão que pagar uma multa de US$ 1,68 milhão (R$ 8,8 milhões, na cotação atual) por terem violado leis de exportação, fraude digital e fraude de dispositivos. Os serviços prestados por essas pessoas incluíam uma vulnerabilidade do tipo “zero-clique”, que instala um vírus sem qualquer ação do usuário.
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De acordo com documentos judiciais, Marc Baier, Ryan Adams e Daniel Gericke trabalharam como gerentes em uma empresa dos Emirados Árabes Unidos que apoiou e realizou invasões em benefício do governo local entre 2016 e 2019.
Um comunicado do Departamento de Justiça dos EUA diz que o trio foi informado em “diversas ocasiões” de que o o trabalho para os Emirados Árabes Unidos se tratava de um “serviço de defesa”.
Esse tipo de serviço precisa respeitar regras do Regulamento de Tráfico Internacional de Armas e, por isso, seria necessária uma licença do governo dos EUA – que eles não obtiveram.
De acordo com uma reportagem do site americano “MIT Technology Review”, a empresa para a qual o trio trabalhava vendeu a ferramenta à monarquia dos Emirados Árabes Unidos por US$ 1,3 milhão. Ela era capaz de explorar uma falha no aplicativo iMessage, do iPhone.
O recurso, supostamente desenvolvido por uma empresa chamada Accuvant, teria sido utilizado para invadir os telefones de ativistas, diplomatas e líderes de países vizinhos.
Os documentos da Justiça americana afirmam que as vulnerabilidades foram encontradas e vendidas por empresas americanas, mas não as identificaram.
Ao “MIT Technology Review”, um porta-voz da Optiv, companhia que comprou a Accuvant, disse que a empresa “cooperou com o Departamento de Justiça dos EUA” e que a Optiv “não é objeto da investigação”.
Venda de vulnerabilidades
O comércio de brechas de segurança tem levantado preocupações no cenário internacional desde que a Forbidden Stories, uma organização sem fins lucrativos de Paris, e a Anistia Internacional, divulgaram uma lista de 50 mil números que poderiam ter sido invadidos por programa espião criado pela empresa israelense NSO Group e vendido para agências governamentais.
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A utilização desse tipo de software por governos é feita em segredo e organizações de defesa dos direitos humanos apontam possíveis abusos em relatórios. As empresas que desenvolvem soluções como essa operam em espaço sem regulamentação jurídica.
As empresas que desenvolvem ferramentas de invasão costumam argumentar que as brechas são comercializadas para combater o terrorismo – algumas delas afirmam que só exportam a tecnologia após aprovação do governo de seu país de origem, o que não aconteceu no caso do trio americano.
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Fonte: G1 Mundo

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França perde ‘contrato do século’ de US$ 66 bilhões com a Austrália


Entrada dos australianos no Aukus, acordo com EUA e Reino Unido, põe fim a a contrato de US$ 66 bilhões assinado com a França para construir 12 submarinos de propulsão diesel e elétrica. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, no convés do HMAS Waller, um submarino da classe Collins operado pela Marinha Real da Austrália, em foto de 2 de maio de 2018 em Garden Island, Sydney
Brendan Esposito/Pool via AFP
O jornal econômico “Les Echos” estampa em sua primeira página desta quinta-feira (16) uma notícia, ainda no condicional, que se concretizaria durante a madrugada:. “A Austrália desiste de uma encomenda de 12 submarinos franceses e opta por um vasto acordo militar com os Estados Unidos.”
O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, confirmou que vai comprar mísseis de cruzeiro de longo alcance Tomahawk dos Estados Unidos para fortalecer suas defesas militares diante de uma China em expansão.
Morrison confirmou que este acordo marca o abandono do contrato de US$ 66 bilhões assinado com a França para a construção de doze submarinos de propulsão diesel e elétrica, baseados no modelo do “Barracuda”, da marinha francesa.
A encomenda foi celebrada em 2016 pelo então presidente Francois Hollande e o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian. Depois de uma licitação intensa, a francesa Naval Group saiu como ganhadora, derrotando ofertas do Japão e da Alemanha.
A imprensa australiana já anunciava que Morrisson estava prestes a mudar o rumo do barco diante da intensa pressão da administração Biden. O governo americano quer colocar em ação um vasto acordo de cooperação militar entre americanos, australianos e britânicos (veja no vídeo abaixo).
Reino Unido, Estados Unidos e Austrália se unem para conter a China
O acordo trilateral, chamado de Aukus, iniciais em inglês dos três países envolvidos, inclui um alinhamento das tecnologias em inteligência artificial, no campo cibernético e em sistemas de submarinos e mísseis. Tudo isso para levantar uma frente contra a China.
“Até então, o governo australiano tentou manter ruma certa independência e neutralidade no espaço entre os oceanos Índico e Pacífico”, escreve o jornal francês.
Segundo o “Les Echos”, o golpe é duro para o francês Naval Group. Apesar de a empresa ter sido paga pelos estudos e pesquisas desde 2016, o grupo ainda esperava, no começo da semana, a assinatura para uma nova fase do contrato.
O canteiro de obras no sul da Austrália já tinha sido iniciado e a empresa francesa mantinha uma equipe de mais de 300 empregados no local. Os franceses tinham acabado de anunciar também um contrato de mais de um bilhão de dólares com empresas terceirizadas.
Austrália x China
A decisão australiana muda posições no xadrez geopolítico mundial. A princípio, segundo análise do “Les Echos”, uma invasão chinesa é uma hipótese muito distante.
China e Austrália mantêm relações amistosas. A China é o maior importador da Austrália, que fornece matérias primas essenciais à China.
“Mas não é totalmente absurda a hipótese de Camberra se ver presa em um conflito entre Pequim e países ocidentais, em seguida a uma invasão de Taiwan, por exemplo”, aponta o jornal.
Segundo uma pesquisa recente, 42% dos australianos julgam possível que um dia a China ataque o pais.
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Fonte: G1 Mundo

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Coreia do Norte dispara míssil a partir de um vagão ferroviário; veja vídeo

Coreia do Norte e Coreia do Sul estão em uma corrida armamentista. Os dois países têm divulgado vídeos de disparos de mísseis. Coreia do Norte testa novo “sistema de mísseis ferroviários”
A Coreia do Norte anunciou que desenvolveu um sistema de disparar mísseis a partir de um vagão de trem, disse nesta quinta-feira (16) a agência oficial do país, a KCNA. Um vídeo do lançamento foi divulgado.
O míssil atingiu o alvo a cerca de 800 quilômetros de distância, na costa leste do país.
O vídeo mostra um míssil sendo disparado depois que o teto retrátil do vagão se abre. A cena foi gravada em uma região montanhosa –de acordo com a Coreia do Sul, o disparo ocorreu em uma região central do país.
Os mísseis transportados em ferrovias são uma opção relativamente barata para os países que querem manter seu poderia nuclear, de acordo com Adam Mount, um pesquisador da Federação de Cientistas Americanos. “A Rússia fez isso, os Estados Unidos estão considerando, faz todo o sentido para a Coreia do Norte”, afirmou ele em uma rede social.
A rede ferroviária da Coreia do Norte é limitada e tem problemas, mas o míssil ferroviário torna os armamentos do país mais complexos para eventualmente serem rastreados e destruídos.
Segundo a KCNA, há planos para expandir esse sistema.
Corrida armamentista
Tanto a Coreia do Norte como a Coreia do Sul testaram mísseis balísticos nos últimos dias. A corrida armamentista obriga os dois países a desenvolverem armas cada vez mais sofisticadas. As tentativas de iniciar conversas de distensão têm sido infrutíferas.
A Coreia do Sul testou um míssil balístico lançado de submarino, tornando-se o primeiro país sem armas nucleares a desenvolver tal sistema.
Coreia do Sul lança míssil a partir de submarino
O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, estava acompanhando o teste quando se soube dos lançamentos norte-coreanos, seus primeiros testes com mísseis balísticos desde março.
O governo da Coreia do Norte desenvolve seus sistemas de armas continuamente em meio a um impasse nas negociações que buscam o desmantelamento de seu arsenal nuclear e de mísseis balísticos em troca de um alívio das sanções dos Estados Unidos. As negociações, iniciadas entre o ex-presidente norte-americano Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un em 2018, estão travadas desde 2019.
Reações de outros países
O Comando Indo-Pacífico dos militares dos EUA disse que os lançamentos de mísseis da Coreia do Norte não representaram uma ameaça imediata ao seu pessoal, território ou aliados, mas que sublinham o impacto desestabilizador de seu programa de armas.
O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, classificou os lançamentos de “ultrajantes” e os criticou duramente por vê-los como uma ameaça à paz e à segurança da região.
A Coreia do Sul está investindo pesado em uma série de sistemas militares novos, o que inclui mísseis balísticos, submarinos e seu primeiro porta-aviões, mas tem uma política declarada de não-proliferação de armas nucleares e defende uma península coreana sem armas nucleares.
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Fonte: G1 Mundo

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Aukus: o que é o pacto militar anunciado por EUA, Reino Unido e Austrália para conter a China

Essa é a maior parceria no setor de defesa em décadas para esses países, que têm demonstrado preocupações nos últimos anos com a crescente presença militar da China na região do Indo-Pacífico (que inclui os oceanos Índico e Pacífico). Reino Unido, Estados Unidos e Austrália se unem para conter a China
Estados Unidos, Austrália e Reino Unido anunciaram um acordo histórico de segurança no Indo-Pacífico, tendo como principal objetivo conter o avanço da China (veja no vídeo acima).
O pacto militar, conhecido como Aukus, permitirá que a Austrália construa submarinos de propulsão nuclear pela primeira vez, a partir de tecnologia americana.
Além disso, o acordo também inclui áreas como inteligência artificial, tecnologia quântica e cibersegurança.
Essa é a maior parceria no setor de defesa em décadas para esses países, que têm demonstrado preocupações nos últimos anos com a crescente presença militar da China na região do Indo-Pacífico (que inclui os oceanos Índico e Pacífico).
A nova parceria busca “promover a segurança e a prosperidade” na região, afirma uma declaração conjunta do presidente dos EUA, Joe Biden, do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e de seu homólogo australiano, Scott Morrison.
Em reação, a embaixada da China em Washington acusou os países de “mentalidade de Guerra Fria e preconceito ideológico”. Um porta-voz da embaixada disse que as nações “não deveriam construir blocos de exclusão” (veja no vídeo abaixo).
China critica pacto de segurança entre EUA, Reino Unido e Austrália: ‘irresponsável’
O pacto significa que a Austrália abandonou um acordo de quase R$ 190 bilhões assinado com a França em 2016, com o objetivo de construir 12 submarinos não nucleares.
O contrato com a França sofreu atrasos devido à exigência australiana de que vários componentes fossem adquiridos localmente.
A Austrália afirma não ter intenção de obter armas nucleares.
De todo modo, alguns analistas apontam que este pode ser o início da primeira marinha global do mundo.
O que é o Aukus?
É o maior acordo de segurança entre as três nações desde a Segunda Guerra Mundial (1939-45), afirmam analistas do setor de defesa e segurança. O nome é um jogo de palavras com letras dos nomes dos três países em inglês (Au, UK e US).
Embora os EUA, o Reino Unido e a Austrália sejam aliados há décadas, o Aukus formaliza e aprofunda sua cooperação de defesa.
O pacto se concentrará na capacidade militar, separando-a da aliança de compartilhamento de inteligência Five Eyes, que também inclui a Nova Zelândia e o Canadá.
Embora os submarinos da Austrália sejam o item mais caro do pacote, o Aukus também envolverá o compartilhamento de capacidades cibernéticas, inteligência artificial, tecnologia quântica e outras tecnologias submarinas.
“Esta é uma oportunidade histórica para as três nações, com aliados e parceiros com ideias semelhantes, para proteger os valores compartilhados e promover a segurança e a prosperidade na região do Indo-Pacífico”, afirma a declaração conjunta dos mandatários dos três países.
No anúncio, os líderes não se referiram diretamente à China, mas disseram que os desafios à segurança regional “aumentaram significativamente”.
“É um ‘grande negócio’ porque isso realmente mostra que os três países estão riscando uma linha na areia para começar e se opor aos movimentos agressivos do Partido Comunista Chinês no Indo-Pacífico”, disse à BBC Guy Boekenstein, diretor sênior de Defesa e a Segurança Nacional no governo do Território do Norte da Austrália. “Ele também demonstra publicamente nossa posição conjunta sobre isso e nosso compromisso com uma região Indo-Pacífico estável e segura, o que nos últimos 70 anos levou à prosperidade de todos na região, incluindo o crescimento econômico da China.”
Qual é o pano de fundo do acordo?
O crescimento militar da China tem preocupado potências rivais nos últimos anos. E Pequim tem sido acusada de aumentar as tensões em territórios disputados, como o Mar da China Meridional.

Essa região inclui um dos pontos mais conturbados do mundo.
Por ligar os oceanos Pacífico e Índico, o Mar da China Meridional (ou Mar do Sul da China), por exemplo, tem rotas comerciais que movimentam 1/3 das mercadorias embarcadas do mundo e mais de US$ 3 trilhões por ano. Esse valor é mais que o dobro do PIB brasileiro, ou seja, a soma das riquezas produzidas pelo país em um ano inteiro.
A China e outros cinco países (Vietnã, Filipinas, Taiwan, Malásia e Brunei) reivindicam territórios marítimos no Mar do Sul da China, que abrigam rotas cruciais para navios cargueiros e aviões.
Além disso, há anos a China vem construindo ilhas artificiais em pleno mar como forma de ocupar parte do território que reivindica, o que é considerado uma violação à lei internacional. O que eram arrecifes e pedras se tornaram bases aéreas, por exemplo. Em 2020, um navio pesqueiro vietnamita foi afundado pela guarda costeira e um navio petroleiro da Malásia foi interceptado por embarcações militares chinesas, ambos naquela região.
Há temores de que o Mar do Sul da China possa ser o local onde as tensões diplomáticas entre a China e os EUA, e seus aliados, atinjam o ponto de agressão militar aberta.
Kelsey Broderick, da consultoria Eurasia Group, disse recentemente à BBC News Brasil que a China tem dado sinais de que não quer um conflito militar aberto, mas o país parece estar hoje muito mais perto disso do que no passado recente. “A China vem aumentando sua capacidade militar nos últimos anos para poder lutar militarmente nestas questões de fronteira caso seja necessário, porque elas são muito importantes para o país.”
O país asiático também investiu pesadamente em sua Guarda Costeira nos últimos anos, o que analistas dizem ser, na verdade, uma frota militar de fato.
Nações ocidentais têm olhado com desconfiança o investimento da China em infraestrutura nas ilhas do Pacífico e as controversas sanções comerciais contra países como a Austrália.
Para os EUA e a Austrália, esse tipo de prática é uma “coerção econômica”.
Em entrevista à BBC, o secretário de Defesa do Reino Unido, Ben Wallace, disse que a China tem hoje um dos maiores gastos militares da história. “Ela está ampliando sua Marinha e sua Força Aérea em um ritmo enorme. Obviamente, está as utilizando em algumas áreas disputadas”, afirmou Wallace. “E nossos aliados nessas regiões querem ser capazes de se defender.”
“Ouvimos palavras sobre cooperação (por parte de autoridades chinesas) e depois vemos ameaças contra Taiwan, os eventos em Hong Kong e a rápida militarização do Mar da China Meridional. Então, realmente, quando se trata de questões estratégicas, obstáculos como esses parecem ser a única coisa que fazem sentido contra a China “, disse Michael Shoebridge, diretor de Defesa, Estratégia e Segurança Nacional do Instituto Australiano de Política Estratégica.
Huiyao Wang, conselheiro do governo chinês e presidente do Centro para China e Globalização (um dos principais think tanks da China) disse em entrevista à BBC que não entende o propósito de um acordo militar dessa magnitude em tempos de paz.
Questionado se o Aukus não seria uma resposta à ampliação da frota naval da China, Wang diz que esse movimento estratégico chinês não mira a ofensiva militar, mas a defesa do país. “Há navios, porta-aviões dos EUA, do Aukus, circulando com frequência na região da China. Nós não vemos a marinha chinesa no Caribe, na Flórida ou no Havaí.”
Para ele, o acordo representa “uma mentalidade da Guerra Fria por parte dos EUA e seus aliados”. Wang defende que o status quo deve ser mantido, apesar das pressões de todos os lados para modificar o equilíbrio atual.
“A China sempre pode resolver os problemas com o próprio país da região. Nós não precisamos da intervenção de forças de fora ou que eles percorram milhares de quilômetros de distância para fortalecer outros países. Eu não acho que isso seja necessário. Nós podemos resolver essas questões pacificamente se há alguma disputa entre países da região.”
Por que construir submarinos com propulsão nuclear?
Esses submarinos são muito mais rápidos e difíceis de detectar do que as frotas com propulsão convencional. Eles podem ficar submersos por meses, viajar por distâncias mais longas e também carregar mais armamento.
Segundo analistas, a presença deles estacionados na Austrália é fundamental para a influência dos EUA na região.
Os EUA estão compartilhando sua tecnologia de submarino pela primeira vez em 50 anos, algo que só havia sido feito com o Reino Unido, seu aliado mais próximo.
Assim, a Austrália se tornará a sétima nação do mundo a operar submarinos com propulsão nuclear, ao lado de EUA, Reino Unido, França, China, Índia e Rússia.
“Só porque a Austrália terá submarinos nucleares não significa que será mais poderosa do que a China. Se a China enfrentar uma situação militar no Mar da China Meridional ou no Estreito de Taiwan, isso afetará a resposta para a qual a China terá de se preparar. Isso muda o equilíbrio de poder na região”, disse à BBC Yun Sun, codiretora do Programa para o Leste Asiático no Stimson Center, sediado na capital americana.
Para John Blaxland, professor do Centro de Estudos de Estratégia e Defesa da Universidade Nacional Australiana, a Austrália tem ganhos claros com a parceria militar, mas por outro lado o país associa seu destino ao dos EUA e dificilmente ele escaparia de se envolver automaticamente em um eventual conflito armado.
Em reação ao anúncio do Aukus, a vizinha Nova Zelândia disse que baniria os submarinos australianos de suas águas, em linha com sua atual política sobre a presença de submarinos com propulsão nuclear. Segundo a primeira-ministra Jacinda Ardern, seu país, que tem sido mais reticente sobre se alinhar aos EUA ou à China, não foi convidado a aderir ao pacto Aukus.
Análise: Jonathan Beale, repórter da BBC especializado no setor de defesa
O governo britânico afirma que este é um acordo de defesa bastante relevante, aspecto reforçado pelo fato de que os líderes do Reino Unido, dos EUA e da Austrália compareceram em videoconferência para anunciar a parceria.
Há dois pontos importantes. Primeiro, destaca a importância crescente da região do Indo-Pacífico tanto para os EUA quanto para o Reino Unido.
Segundo, haverá ramificações para dois outros países.
A França, aliada da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), havia assinado um acordo para construir uma frota de submarinos elétricos a diesel para a Marinha australiana, mas esse negócio agora está morto. O governo francês disse em resposta que o anúncio foi uma “punhalada nas costas” de um país aliado e fez coro aos pedidos crescentes pela criação de uma força militar conjunta da União Europeia e uma estratégica geopolítica para além da influência dos EUA.
Por fim, a China. Embora as autoridades britânicas insistam que o novo acordo de defesa não é uma resposta a nenhum país, o governo britânico diz que se trata de garantir a prosperidade, segurança e estabilidade na região e apoiar uma “ordem baseada em regras” pacífica. E não é segredo que o Reino Unido, os EUA e a Austrália compartilham preocupações sobre o aumento da presença das Forças Armadas da China no Indo-Pacífico.

Fonte: G1 Mundo

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China ultrapassa 1 bilhão de vacinados contra Covid


Mais de 70% da população já está totalmente imunizada com 2 doses. País mais populoso do planeta, com 1,4 bilhão de habitantes, a China já aplicou 2,16 bilhões de doses até o momento. Mais de 70% da população chinesa está totalmente vacinada
O governo da China anunciou nesta quinta-feira (16) que já vacinou com duas doses mais de um bilhão de pessoas contra a Covid-19, o que representa mais de 70% da sua população totalmente imunizada.
País mais populoso do planeta, com 1,4 bilhão de habitantes, a China já aplicou 2,16 bilhões de doses até o momento.
O número é muito superior ao da Índia (761 milhões), que tem 1,3 bilhão de habitantes e é o segundo país mais populoso e o segundo com mais doses aplicadas.
O país iniciou a vacinação contra a Covid-19 no fim do ano passado, com as vacinas dos laboratórios Sinovac (CoronaVac) e Sinopharm.
Pandemia na China
Primeiro país a ser afetado pela pandemia, ainda em 2019, a China foi também foi o primeiro a controlá-la, ainda na primavera de 2020 (outono no Brasil).
Para isso, o país adotou uma estratégia de tolerância zero contra a Covid-19, com severos lockdowns e testagem em massa quando poucos casos são detectados.
O governo chinês diz ter registrado pouco mais de 4,8 mil mortes e 95 mil casos sintomáticos desde o início da pandemia, mas esporadicamente sofre com focos de infecções.
Surto em Fujian
No momento, há um surto da variante delta na cidade de Putian, na província de Fujian, no sul do país.
Para enfrentá-lo, o governo vai testar todos os 3,2 milhões de habitantes e fechou o transporte público e escolas, bares, cinemas e outros estabelecimentos.
Chinesa é submetida a teste de Covid-19 em Xiamen, na província de Fujian, em 14 de setembro de 2021 na China
AFP
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Fonte: G1 Mundo

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Polícia da Alemanha prende quatro pessoas após ameaça contra sinagoga


Um serviço de inteligência de um outro país alertou a Alemanha sobre um possível ataque a uma sinagoga. Policiais em frente a uma sinagora em Hagen, na Alemanha, em 15 de setembro de 2021
Henning Kaiser/AP
A polícia da Alemanha anunciou nesta quinta-feira (16) que prendeu quatro pessoas e evitou um possível ataque a uma sinagoga no país. A ameaça ocorreu durante a festa judaica do Yom Kippur –dezenas de pessoas celebrariam o feriado religioso nesta sinagoga.
As prisões foram executadas depois que a sinagoga de Hagen, no oeste do país, recebeu uma vigilância reforçada devido a uma ameaça de ataque.
A investigação “levou à identificação e à detenção de um jovem de 16 anos, de Hagen”, anunciou a polícia.
O ministro regional do Interior, Herbert Reul confirmou que havia o risco de atentado contra a sinagoga. “As forças de segurança provavelmente impediram”, disse ele.
De acordo com a revista semanal Der Spiegel e jornal tabloide “Bild”, um sírio de 16 anos está entre as pessoas detidas por suspeitas de ataque com explosivos ao local de culto.
Um serviço de inteligência estrangeiro alertou as autoridades alemãs. O jovem sírio teria revelado um ataque iminente em um fórum de discussões na internet.
Na quarta-feira à noite, a polícia mobilizou vários homens armados e cães farejadores, que se instalaram ao redor do templo religioso. Nenhuma bomba foi encontrada no local, ou em suas proximidades, segundo a polícia.
O acesso às ruas ao redor da sinagoga também foi bloqueado por “uma possível situação perigosa relacionada com uma instituição judaica”, a sinagoga de Hagen.
Ataque há dois anos
Duas pessoas morrem em ataques a sinagoga e a restaurante na Alemanha
O caso aconteceu dois anos depois de um ataque contra uma sinagoga, em Halle, no leste do país, também durante o Yom Kippur.
O autor, um extremista de direita, tentou entrar no local para abrir fogo contra os fiéis, mas não conseguiu. Antes de ser detido, porém, matou duas pessoas na rua e em um estabelecimento comercial. Ele foi condenado à prisão perpétua.
Atos antissemitas em alta
Os crimes antissemitas aumentaram nos últimos anos na Alemanha, com 2.032 delitos registrados em 2019, 13% a mais que no ano anterior.
O país enfrenta há alguns anos uma dupla ameaça, jihadista e de extrema direita, considerada prioritária após vários ataques ou atentados frustrados.
O número de crimes cometidos por extremistas de direita aumentou –em 2020, atingiu seu maior nível no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
O partido de extrema direita AfD, que conseguiu representação no Parlamento em 2017, atribui este aumento à recepção no país de um milhão de refugiados sírios e iraquianos em 2015 e 2016.
Doze pessoas morreram em um ataque com um caminhão executado no fim de 2016 por um tunisiano radicalizado em um mercado de Natal no centro de Berlim.
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Fonte: G1 Mundo

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Astronautas chineses iniciam retorno à Terra após missão recorde de 90 dias


Os astronautas devem chegar à Terra na sexta-feira (17). Homem em frente a TV na China acompanha notícia na TV local sobre os preparativos para o retorno à Terra
Andy Wong/AP
Três astronautas chineses iniciaram nesta quinta-feira (16) a viagem de retorno à Terra após uma missão recorde de 90 dias na construção de uma estação espacial do país.
Lançada em junho, pouco antes das celebrações do centenário do Partido Comunista Chinês, a missão Shenzhou-12 tem grande prestígio nacional para o governo do presidente Xi Jinping.
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Esta é a missão mais longa de astronautas chineses, recordou em um comunicado a agência responsável por voos tripulados.
Os astronautas devem chegar à Terra na sexta-feira (17).
De acordo com portais de internet especializados, a tripulação deve pousar no deserto Gobi (noroeste), perto do Centro Espacial de Jiuquan, onde aconteceu a decolagem em 16 de junho.
Nesta quinta-feira, a nave Shenzhou-12 se separou às 8h56 horário de Pequim (21h56 de Brasília, de quarta-feira) da estação Tiangong (“Palácio Celestial”), à qual estava acoplada há três meses, informou a agência espacial.
A missão tripulada anterior da China, Shenzhou-11, havia acontecido no fim de 2016 com duração de 33 dias.
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Durante a missão, os astronautas da Shenzhou-12, Nie Haisheng, Liu Boming e Tang Hongbo, trabalharam na construção da estação espacial, que teve o primeiro elemento lançado em abril. Eles fizeram várias saídas ao espaço.
A Shenzhou-12 constitui o terceiro dos 11 lançamento que serão necessários para a construção da estação, entre 2021 e 2022. Quatro missões serão tripuladas.
Após a conclusão, a estação “Palácio Celestial” terá dimensões parecidas com a antiga instalação soviética Mir (1986-2001) e deve ter uma vida útil de pelo menos dez anos, segundo a agência espacial chinesa.
O interesse chinês em ter a própria base humana na órbita terrestre foi estimulado pela recusa dos Estados Unidos de dar acesso ao país à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Esta última – uma colaboração entre Estados Unidos, Rússia, Canadá, Europa e Japão – deve ser aposentada em 2024, mas a Nasa afirmou que poderia seguir em operação potencialmente até 2028.
Durante o lançamento da missão em junho, o comandante Nie Haisheng destacou o caráter patriótico da operação.
“Há décadas escrevemos capítulos gloriosos da história espacial chinesa, e nossa missão encarna as esperanças do povo e do próprio Partido”, declarou.
“Esta contribuição abre novos horizontes para a humanidade no uso pacífico do espaço”, disse o presidente Xi Jinping no fim de junho, durante uma comunicação por vídeo com a equipe.
O programa espacial do país é controlado pelo exército.
A China investiu bilhões de dólares ao longo de décadas para alcançar o nível de potências espaciais como Estados Unidos e Rússia.
Depois de lançar o primeiro satélite em 1970, a China enviou seu primeiro astronauta ao espaço em 2003. Em 2013, colocou um robô na Lua.
O país asiático também planeja enviar astronautas à Lua antes de 2030 e construir uma base em colaboração com a Rússia.
Sobre Marte, os engenheiros chineses enviaram um robô teleguiado que pousou no Planeta Vermelho em maio.
A China alcançou outro sucesso em janeiro de 2019 com uma inovação mundial: o pouso de um robô (o “Coelho de Jade 2”) no lado oculto da Lua.

Fonte: G1 Mundo

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O advogado que diz ter encomendado a própria morte para filho receber seguro


Meses depois que sua esposa e outro filho foram encontrados mortos, polícia diz que Alex Murdaugh tramou sua própria morte. Margaret, Paul e Alex Murdaugh
Maggie Murdaugh/Reprodução Facebook
O proeminente advogado americano Alex Murdaugh tramou sua própria morte para que seu filho pudesse receber US$ 10 milhões (R$ 52 milhões) em seguro de vida, diz a polícia.
A defesa agora confirma que Murdaugh contratou um assassino de aluguel para atirar nele, na expectativa de que seu filho sobrevivente pudesse receber os recursos do seguro.
O incidente ocorre apenas três meses depois que a esposa de Murdaugh e outro filho foram encontrados mortos a tiros, a última reviravolta em uma série de tragédias e escândalos que atormentam a família.
Confira abaixo o que se sabe sobre o caso.
Quem são os Murdaughs?
Alex Murdaugh, de 53 anos, é descendente de uma família bem relacionada e com histórico na área de Direito no estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Ao longo de três gerações, seu bisavô, avô e pai serviram como o principal promotor de uma região de cinco condados no estado.
Em junho, a esposa de Murdaugh, Margaret, de 52 anos, e o filho Paul, de 22 anos, foram encontrados assassinados perto de sua casa.
No momento de sua morte, Paul também enfrentava acusações criminais decorrentes de um incidente de 2019, no qual as autoridades dizem que ele, embriagado, causou um acidente de barco que deixou uma mulher morta.
Murdaugh foi baleado no início de setembro. Nenhuma prisão foi feita no incidente, que ocorreu um dia depois que Murdaugh se demitiu de seu escritório de advocacia.
O escritório de advocacia mais tarde alegou que ele desviou fundos — que ele teria usado principalmente para financiar um vício em opioide, segundo seu advogado. Murdaugh deu entrada em uma clínica de reabilitação dias após ser baleado.
O que aconteceu?
Murdaugh foi encontrado com ferimentos “superficiais” na cabeça depois de ser baleado em uma estrada em 4 de setembro.
Originalmente, os advogados de Murdaugh alegaram que ele estava trocando um pneu quando um agressor não identificado atirou nele. Ele recebeu alta do hospital dois dias depois.
Agora, a polícia alega — e os advogados de Murdaugh admitem — que ele contratou um assassino de aluguel para atirar nele para que seu filho sobrevivente pudesse receber o dinheiro do seguro.
O atirador, um ex-cliente de 61 anos chamado Curtis Edward Smith, agora enfrenta uma série de acusações criminais, incluindo conspiração para cometer fraude de seguro, agressão e espancamento, suicídio assistido e porte de drogas. Smith se declarou culpado.
Embora Murdaugh não tenha sido acusado de cometer crimes, a polícia diz que acusações adicionais são esperadas.
O advogado de Murdaugh disse na quarta-feira (15) que ele elaborou o plano na crença errônea de que seu filho não seria capaz de receber o dinheiro do seguro se ele tirasse a própria vida.
“Ele ligou para esse cara, que o encontrou na beira da estrada e concordou em atirar em sua cabeça”, disse o advogado Dick Harpootlian à emissora americana NBC. “Foi uma tentativa, da parte dele, de fazer algo para proteger seu filho.”
Harpootlian acrescentou que Murdaugh está cooperando com as autoridades e não queria que um “crime falso” os distraísse enquanto investigavam o assassinato de sua esposa e filho.
Os crimes estão conectados?
A polícia não acusou ninguém pelo assassinato de Paul e Margaret Murdaugh em junho e não sugeriu que Murdaugh esteja envolvido.
Em declarações ao programa Morning da NBC na quarta-feira, Harpootlian negou que Murdaugh tenha algo a ver com suas mortes. “Ele está totalmente perturbado. Ele não os matou.”
O caso Murdaugh também levou a polícia a abrir uma investigação sobre a morte de Stephen Smith em 2015, um jovem de 19 anos encontrado morto no mesmo condado, a menos de 16 quilômetros de distância.
Sua morte foi inicialmente considerada por arma de fogo, mas depois classificada como um provável atropelamento. A polícia não disse quais informações foram recuperadas durante a investigação de Murdaugh que os levou a investigar o caso Smith.
Quem matou Paul e Margaret Murdaugh?
A polícia não fez comentários sobre os possíveis suspeitos das mortes de Paul e Margaret em junho.
Após os assassinatos, os irmãos de Murdaugh, Randy e John, disseram não saber se a família tinha inimigos, embora alegassem que Paul havia recebido ameaças.
Na quarta, o advogado de Murdaugh disse que ele não sabe quem matou sua família. No entanto, Harpootlian acrescentou que está investigando “um indivíduo, ou indivíduos, que acreditamos ter alguma culpabilidade ou tê-lo feito”.
“Achamos que saberemos esta semana se o suspeito que estamos analisando precisa de um exame mais minucioso”, disse o advogado. “Vamos disponibilizar essa informação para as autoridades policiais”.
Embora tenha se recusado a dar mais detalhes, o advogado disse que o “motivo seria pessoal”.
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Fonte: G1 Mundo