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ONU não tem como exigir comprovante de vacina de chefes de Estado, diz secretário-geral


A sede da ONU fica em Nova York, e a prefeitura da cidade quer obrigar os chefes de Estado que vão entrar no saguão onde acontece a assembleia a mostrar comprovante de vacina. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em imagem de 4 de fevereiro
AFP/Angela Weiss
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, disse à agência de notícias Reuters na quarta-feira (15) que ele não pode pedir aos líderes de países um comprovante de vacina contra a Covid-19 para eles possam entrar no salão onde acontecerá a assembleia geral da ONU, marcada para o dia 21.
A cidade de Nova York disse que é preciso prova de vacinação para que as pessoas possam entrar no salão.
Oficialmente, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, não está vacinado. Se a decisão da prefeitura de Nova York for acatada pela ONU, ele pode ser proibido de entrar no saguão do prédio da organização. O presidente do Brasil é, tradicionalmente, o primeiro a discursar na assembleia.
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Na semana que vem, chefes de Estado e ministros de Relações Exteriores deverão ir a Nova York para a reunião. Outros líderes já avisaram que não vão e que vão enviar vídeos, para evitar o risco de contaminação pelo coronavírus.
“Nós, como secretariado, não podemos dizer a um chefe de Estado que se ele não é vacinado ele não pode entrar nas Nações Unidas”, disse Guterres.
A sede da ONU é em Nova York, mas trata-se de um território internacional que não é sujeito às leis dos EUA.
No entanto, os dirigentes da ONU já se comprometeram a observar as regras locais de prevenção ao coronavírus.
“Nós conversamos com a prefeitura sobre as diferentes maneiras para garantir que haja o máximo de pessoas vacinadas, e o gabinete do prefeito disponibilizou uma capacidade de vacinação a nosso dispor. Então as pessoas que vierem poderão ser vacinadas”, disse Guterres.
As discussões sobre quantos diplomatas podem ser vacinados ilustra a desigualdade da campanha global de vacinação –foram distribuídas 5,7 bilhões de doses no mundo, mas apenas 2% foram para a África.
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Fonte: G1 Mundo

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Com repressão a movimentos da oposição, partido governista da Rússia é o favorito em eleições legislativas


O Rússia Unida, o partido governista, teria 30% dos votos, de acordo com as pesquisas, mas deve controlar uma porcentagem maior do Parlamento, já que os movimentos de oposição foram proibidos. Foto com os principais candidatos nas eleições legislativas na Rússia, em 6 de setembro de 2021
Kirill Kudryatsev / AFP
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu para que os eleitores de se país mostrem “patriotismo” durante as eleições legislativas marcadas para esta semana —os principais adversários do governo russo não puderam concorrer.
As eleições legislativas vão ocorrerão de 17 a 19 de setembro.
Putin decide se isolar, depois de ter contato com pessoas infectadas pelo coronavírus
O partido no poder, o Rússia Unida, deve ter uma vitória fácil e conseguir o controle do Parlamento (também conhecido como Duma). A votação acontece após uma repressão histórica que levou à prisão, ou ao exílio, dos mais proeminentes opositores do governo.
O Rússia Unida já controla o Parlamento e apoia sem hesitar as políticas do governo.
Se não fosse a repressão aos políticos dissidentes, o Rússia Unida teria menos de 30% dos votos, de acordo com as pesquisas. O partido foi atingido por escândalos de corrupção, e a população perdeu poder aquisitivo nos últimos anos.
Movimento proibido
O principal adversário de Putin, Alexei Navalny, está preso. Seu movimento foi declarado proibido por “extremismo”.
Na quarta-feira (15), Navalny pediu aos eleitores que façam uma “votação inteligente”, apoiando em cada distrito o candidato mais bem posicionado para colocar o da Rússia Unida em dificuldades.
As autoridades russas denunciaram a convocação de Navalny por um “voto inteligente” como uma forma de “extremismo” e acusaram os empresas americanas da Internet de interferência eleitoral por não terem removido os conteúdos do opositor.
Cerca de 108 milhões de russos são esperados nas urnas para eleger os 450 deputados à Câmara baixa do Parlamento.
As primeiras seções eleitorais abrem em Kamchatka, no Extremo-Oriente, às 17h desta quinta-feira (horário de Brasília). Os resultados devem começar a ser divulgados a partir das 15h de domingo (em Brasília).
Putin pede patriotismo na urna
“Conto com seu senso cívico de responsabilidade, sensatez e patriotismo, com sua preocupação em eleger deputados que trabalhem para o bem e o nome da nossa Rússia querida”, declarou Putin em um vídeo publicado no portal do governo na madrugada desta quinta.
O presidente russo lançou este apelo no momento em que se encontra fisicamente isolado, após a detecção de dezenas de casos de Covid-19 em seu entorno. Esta situação ilustra as dificuldades da Rússia em controlar a pandemia em meio a uma complicada campanha de vacinação.
Seu breve discurso foi divulgado poucas horas antes do início das eleições legislativas.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Recall’ na Califórnia: entenda o sistema que permite a retirada do governador antes do fim do mandato

Em alguns estados americanos, não é necessário um processo de impeachment para remover um governador. Basta a maioria dos eleitores querer que ele saia. O que é o recall de governador que está em votação na Califórnia?
A Califórnia acaba de realizar uma votação — e ainda está contando os votos — para definir a saída ou permanência do seu governador, o democrata Gavin Newsom.
Tudo indica que ele vai permanecer no cargo, já que, com 62% das cédulas apuradas, dois terços dos eleitores votaram a favor de Newsom (veja no vídeo abaixo).
Califórnia decide que o governador Gavin Newsom deve permanecer no cargo
Ao ver essa votação, muitos brasileiros podem ter se perguntado: Newsom sofreu processo de impeachment? Foi acusado de corrupção ou algo parecido? O que aconteceu pra que os eleitores pudessem votar pra interromper o mandato no meio?
Mas não é nada disso. Simplesmente, parte da população estava descontente e resolveu aderir a um abaixo-assinado que pede a votação para decidir se ele deveria continuar no governo. Esse procedimento é chamado “recall”.
A lei da Califórnia permite que, se for do desejo de aproximadamente 15% dos eleitores, políticos podem ser retirados do poder antes do fim do mandato. Alguns outros estados também permitem.
Mas é raro que a queda do governador se concretize: só aconteceu 4 vezes na história americana.
O astro de Hollywood Arnold Schwarzenegger foi eleito governador da Califórnia em 2003 assim. A população interrompeu o mandato do governador democrata Gray Davis e votou pra que o ator assumisse.
O lado bom para a população é que acaba virando uma forma de pressionar os políticos a manterem suas promessas de campanha.
Desta vez, diferentemente de 2003, as projeções indicam que a maior parte dos eleitores decidiu pela permanência do democrata Newsom. O resultado deve ser certificado no mês que vem.
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Fonte: G1 Mundo

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O incendiário da extrema direita francesa que faz Marine Le Pen parecer moderada


Comentarista de TV e escritor conhecido por aversão a imigrantes e muçulmanos, Éric Zemmour sobe nas pesquisas e é cotado para eleições presidenciais. Éric Zemmour em foto de 22 de abril
Joel Saget/AFP
Um novo ator tumultua a cena política francesa e faz Marine Le Pen, a líder da extrema direita, parecer um símbolo da concórdia e da conciliação.
Embora ainda não tenha lançado oficialmente a candidatura às eleições presidenciais de abril, o jornalista, escritor e comentarista de TV Éric Zemmour rivaliza com a candidata do Reagrupamento Nacional (RN) e ameaça tirar votos não somente dela, mas de candidatos de centro-direita.
Zemmour é carismático na mesma medida em que é controverso e provocador. Já comparou islamismo ao nazismo, referiu-se aos menores imigrantes que chegam da África e do Oriente Médio como assassinos, estupradores e ladrões e generalizou que os jihadistas são considerados bons muçulmanos por todos os muçulmanos.
Em seu universo de citações incendiárias há espaço para contradições irreconciliáveis. Filho de judeus argelinos, Zemmour defende o líder da França de Vichy, Philippe Pétain, como protetor de judeus franceses, embora documentos oficiais corroborem que ele tenha participado da Solução Final, mandando-os para campos de concentração.
Aos 63 anos, Éric Zemmour tornou-se uma celebridade em seu programa de TV. Garante audiência, colecionando frases de efeito, que lhe valeram três condenações por incitar o discurso do ódio.
Ele difunde, por exemplo, a tese racista da substituição, segundo a qual os europeus serão substituídos por imigrantes. No seu entender, empregadores têm o direito de recusar árabes ou negros. Se chegar à Presidência, promete reativar uma lei de 1803 que proíbe que crianças sejam registradas com nomes de origem estrangeira.
Amparado no radicalismo, Zemmour tornou-se uma ameaça para Le Pen e promete bagunçar o palanque do presidente Emmanuel Macron. Pesquisas de opinião dão a ele de 8 a 10 por cento das intenções de votos, à frente da socialista Anne Hidalgo e do verde Yannick Jadot.
Sem experiência política e sem partido, ele explora a familiaridade com parte do eleitorado, moldando o seu discurso à nostalgia de uma França sem imigrantes.
Desligado do “Le Figaro” e da rede de TV CNews, o jornalista aproveita o lançamento de seu novo livro “La France n’a pas dit son dernier mot” (“A França ainda não disse a sua última palavra”, na tradução livre) para testar os ânimos e age como pré-candidato à Presidência.
O tom radical o situa vários níveis acima de Marine Le Pen, a quem ele despreza por considerá-la moderada e incapaz de vencer Emmanuel Macron. O desempenho pífio do RN nas eleições regionais de julho passado — o partido não conseguiu vencer em nenhuma das 13 regiões da França — fortaleceu o discurso de Zemmour.

Fonte: G1 Mundo

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Putin revela que ‘dezenas’ ao seu redor testaram positivo para coronavírus

Presidente russo disse que está isolado desde o começo desta semana. O presidente Da Rússia, Vladimir Putin, revelou nesta quinta-feira (15) que dezenas de pessoas ao seu redor testaram positivo para coronavírus, e que ele está isolado desde o início da semana.
“No meu ambiente (…) não há uma, não duas, mas várias dezenas de pessoas que adoeceram com o coronavírus”, afirmou, durante reunião por videoconferência da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO), uma aliança militar regional.
A informação foi confirmada pelas agências internacionais de notícias Tass, Reuters e France Presse.
Não está claro, porém, se essas pessoas contaminadas pertencem à sua equipe no governo ou se ele se referiu aos familiares.

Fonte: G1 Mundo

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Forças francesas matam líder do grupo Estado Islâmico no Grande Saara, anuncia Macron


Adnan Abu Walid al Sahraoui era considerado o responsável pela maioria dos ataques no Mali, Níger e em Burkina Faso. Presidente da França, Emmanuel Macron
Ludovic Marin/AFP
O líder do grupo extremista Estado Islâmico no Grande Saara, Adnan Abu Walid al Sahraoui, foi “neutralizado” pelas forças francesas, anunciou o presidente francês, Emmanuel Macron, pelo Twitter, na madrugada desta quinta-feira (15).
“Adnan Abu Walid al Sahraoui, chefe do grupo terrorista do Estado Islâmico no Grande Saara, foi neutralizado pelas forças francesas”, anunciou Macron.
O Palácio do Eliseu informou que o líder deste grupo, considerado o responsável pela maioria dos ataques no Mali, Níger e em Burkina Faso, estava “morto”.
“Trata-se de um novo grande sucesso no combate contra os grupos terroristas no Sahel”, disse Macron.
De acordo com a ministra da Defesa francesa, Florence Parly, o líder do Estado Islâmico no Grande Saara (EIGS) “morreu após um ataque da força Barkhane”, uma operação anti-jihadista implantada pela França na área.
Fundado em 2015 por Walid al Sahraoui, ex-membro da Frente Polisário no Saara e do movimento Al-Qaeda do Magrebe Islâmico, o grupo EIGS foi identificado pela França como um “inimigo prioritário” no Sahel.
A região é cenário habitual das ações de dois grupos extremistas: o EIGS e o Grupo de Apoio ao Islã e os Muçulmanos, vinculado à Al-Qaeda.
O EIGS cometeu ataques particularmente mortais contra civis e militares na conhecida “zona das três fronteiras”.
Em 9 de agosto de 2020, no Níger, o líder do grupo ordenou pessoalmente o assassinato de seis trabalhadores humanitários franceses e do guia e do motorista nigerianos que os acompanhavam.
Em junho e julho, o exército francês matou ou capturou diferentes altos dirigentes do braço do EIGS.
Depois de oito anos de importantes vínculos com o Sahel, o presidente Macron anunciou em junho uma redução da presença militar francesa na zona e o fim da operação antijihadista Barkhane.

Fonte: G1 Mundo

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EUA, Austrália e Reino Unido anunciam nova aliança estratégica na região do Indo-Pacífico


Aliança, chamada AUKUS, terá nova frota australiana de submarinos de propulsão nuclear, mas que não terão armas nucleares. Acordo foi anunciado em videoconferência por presidente dos EUA e primeiros-ministros australiano e britânico; embora não tenham mencionado diretamente, intenção clara seria enfrentar crescente influência da China na região. O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, cercado por telas onde aparecem o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, durante anúncio coletivo da AUKUS, nova aliança entre os três países, na quarta-feira (15)
Mick Tsikas/AAP Image via AP
Diante da crescente influência da China na região do Indo-Pacífico, os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (15) uma nova aliança com Austrália e Reino Unido para fortalecer as capacidades navais na região, com uma nova frota australiana de submarinos de propulsão nuclear.
O anúncio, realizado por videoconferência pelo presidente Joe Biden, o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, e seu contraparte britânico, Boris Johnson, certamente vai irritar a França, que tem negociado uma venda bilionária de submarinos convencionais para a Austrália.
A empresa de defesa Naval Group, com sede na França, expressou sua “profunda decepção” com a notícia da iniciativa, que pareceu deixar de lado o acordo franco-australiano.
Biden disse que os esforços para permitir que a Austrália construa submarinos de propulsão nuclear vão garantir que tenham “as capacidades mais modernas que precisamos para manobrar e nos defender de ameaças em rápida evolução”.
Os submarinos não estarão dotados de armas nucleares, só serão propulsionados por reatores nucleares, enfatizaram os três líderes.
Embora Biden, Morrison e Johnson não tenham mencionado a China ao revelar a nova aliança, chamada AUKUS, sua intenção era clara.
“Nosso mundo está se tornando mais complexo, especialmente aqui na nossa região, a do Indo-Pacífico. Isso afeta todos nós”, disse Morrison.
Johnson declarou que vão trabalhar “mano a mano para preservar a estabilidade e a segurança no Indo-Pacífico”.
“Algo único”
Os representantes técnicos e navais dos três países vão passar os próximos 18 meses decidindo como modernizar as capacidades da Austrália, “um dos projetos mais complexos e tecnicamente exigentes do mundo, com uma duração de décadas”, segundo Johnson.
Além da frota de submarinos, um alto funcionário do governo Biden disse que a AUKUS combinará “cibernética, inteligência artificial, tecnologias quânticas, bem com algumas capacidades submarinas”.
O funcionário do governo Biden destacou repetidamente até que ponto esta decisão é singular, visto que o Reino Unido é o único outro país ao qual os Estados Unidos ajudaram a construir uma frota de propulsão nuclear.
“Esta tecnologia é extremamente sensível”, disse o funcionário. “Vemos isto como algo único”.
Sigilo e interoperabilidade
Com a China construindo sua própria Marinha de guerra e desafiando décadas de domínio militar americano na Ásia, a criação da AUKUS está “destinada a enviar uma mensagem de tranquilidade e determinação para manter uma forte postura dissuasória”, disse o funcionário americano, que pediu para falar sob anonimato.
Mesmo sem portar armas nucleares, os novos submarinos permitirão à Austrália “jogar em um nível muito mais alto”, assegurou.
“Os submarinos de propulsão nuclear mantêm características superiores de sigilo, velocidade, capacidade de manobra, capacidade de sobrevivência e resistência realmente substancial”, disse o funcionário.
“Vão ver uma interoperabilidade muito mais profunda em nossas Marinhas de guerra e nossa infraestrutura nuclear”, disse o funcionário.
“Esta é uma decisão fundamental”, que vincula os Estados Unidos, a Austrália e o Reino Unido por décadas, acrescentou. “Esta é a maior passagem estratégica que a Austrália fez em gerações”.
Acordo francês em perigo
Biden, em uma tentativa de aplacar Paris, disse que a França é um “sócio e aliado-chave” no Indo-Pacífico.
Mas parece haver poucas perspectivas para o acordo de submarinos convencionais com a França, avaliado em cerca de 50 bilhões de dólares australianos (US$ 36,5 bilhões) para a França e que tinha sido apoiado pessoalmente pelo presidente Emmanuel Macron.
O Naval Group acordou construir 12 submarinos Attack Class convencionais, mas o pedido tem anos de atraso, está muito acima do orçamento e se enredou na política doméstica australiana.
Em junho, Macron prometeu um compromisso “total e completo” com o acordo. Mas um alto funcionário da Defesa australiana disse quase ao mesmo tempo que a Austrália estava avaliando alternativas.
Os funcionários australianos disseram então que o possível plano B era informação sigilosa, mas indicaram que o tema tinha sido mais abordado nos últimos meses e incluía submarinos e outras embarcações.
O anúncio da AUKUS ocorre em um momento em que a Austrália aumenta os gastos com defesa em resposta à postura mais assertiva da China.
Morrison voltará a se reunir com Biden em 24 de setembro, desta vez pessoalmente, no primeiro encontro na Casa Branca do Diálogo de Segurança Quatrilateral (Quad), que reúne Estados Unidos, Japão, Índia e Austrália.
Este grupo é considerado um contraponto à crescente influência econômica e militar da China na região Indo-Pacífico.
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Fonte: G1 Mundo

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Terremoto na província de Sichuan, na China, deixa mortos

Tremor de magnitude 6 atingiu cidade de quase 1 milhão de habitantes, diz imprensa estatal. Província chinesa é uma das mais afetadas por tremores no mundo e sofreu com o fenômeno em 2008, quando dezenas de milhares morreram após um forte terremoto. Um terremoto atingiu a província de Sichuan, no sudoeste da China, na manhã desta quinta-feira (16) (tarde de quarta em Brasília). Duas pessoas morreram e três ficaram feridas, informou a agência estatal CGTN.
As autoridades chinesas disseram que o tremor teve magnitude 6, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que monitora atividade sísmica no mundo inteiro, diz que a magnitude chegou a 5,4.
O epicentro estava a uma profundidade de 10 km, considerada superficial e, com isso, maior risco de danos às construções. Segundo a CGTN, o tremor atingiu a cidade de Luzhou, que tem mais de 1 milhão de habitantes.
Terremotos em Sichuan
A província de Sichuan é a mesma que sofreu um terremoto devastador em maio de 2008. Quase 90 mil pessoas morreram com os estragos do tremor, que chegou a quase 8 de magnitude. A catástrofe está entre as mais graves causadas por abalos sísmicos na história.
Terremotos são comuns em Sichuan — em 2013, mais de 100 pessoas morreram em um tremor de magnitude 6,6. Mais recentemente, em 2019, um abalo deixou 11 mortos.

Fonte: G1 Mundo

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O magnata chinês que comprou 140 mil hectares de terras ao lado de base militar nos EUA


O investimento do magnata chinês Sun Guangxin primeiro chamou atenção dos ambientalistas, mas depois tornou-se um problema político devido às preocupações americanas com a segurança nacional. Futuros pilotos de aeronaves militares como os F-35s são treinados na Base Aérea de Laughlin
Getty Images/BBC
O que começou como uma preocupação de um grupo de ambientalistas do Texas levou à criação de uma lei estadual para proteger a “infraestrutura crítica” contra “nações hostis” aos Estados Unidos.
A chamada Lei de Proteção de Infraestrutura Lone Star, que entrou em vigor em julho, cobre especificamente empresas da China, Rússia, Coreia do Norte e Irã, e as proíbe de acessar infraestruturas como a rede elétrica, o sistema de água e a cibersegurança.
No entanto, a coautora da lei, a senadora estadual Donna Campbell, não faz segredo de que a ideia veio especificamente da presença do magnata chinês Sun Guangxin no Condado de Val Verde, próximo à fronteira mexicana.
Desde 2016, o empresário e ex-militar comprou 140 mil hectares em uma área cruzada pelo Devils, um dos rios mais intactos do Texas e que abriga várias espécies ameaçadas de extinção, e onde também fica a Base Aérea de Laughlin, um campo de treinamento para pilotos militares.
O preço estimado do terreno é de US$ 110 milhões, de acordo com um relatório recente da Forbes.
Depois de investigar os investimentos de Sun em Val Verde, Campbell concluiu que a investida “parece um cavalo de Troia”, disse ela à rede norte-americana CNBC.
E acrescentou: “Se países hostis invadirem nossa infraestrutura, pode ser catastrófico.”
Quem é Sun Guangxin?
De acordo com a Forbes, Sun é um exemplo de bilionário que fez sua própria fortuna.
Ele nasceu em 1962 em Xinjiang, região do noroeste do país que nos últimos anos tem sido notícia por acusações de abusos e até genocídio contra a etnia uigur muçulmana por parte do governo chinês.
Ele serviu no exército e em 1979 lutou na Guerra Sino-Vietnamita, na qual chegou ao posto de capitão.
Após seu retorno, ele se estabeleceu em Urumchi, capital de Xinjiang, e se tornou um empresário do setor gastronômico. Em seguida, diversificou sua carteira de investimentos para áreas tão diversas quanto importação de equipamentos de perfuração de petróleo e imóveis.
O fator comum sempre foram seus contatos com empresários, militares e membros influentes do Partido Comunista, ao qual Sun pertence, escreve James Millward, professor de história da Universidade de Georgetown, nos EUA, em seu recente livro Eurasian Crossroads (“Encruzilhadas da Eurásia”, em tradução livre).
Sun virou presidente do Grupo Guanghui, “um conglomerado em expansão que gerou mais de US$ 29 bilhões em receitas no ano passado e que emprega mais de 108 mil pessoas”, diz Forbes.
A revista, que o chama de “bilionário secreto”, estima o patrimônio líquido da Sun em US$ 2,1 bilhões, colocando-o na posição 1.750 na lista das pessoas mais ricas do mundo e em 293 na lista chinesa.
De ameaça ecológica a militar
Os primeiros a notar a presença de Sun foram os ambientalistas do grupo Devils River Conservation (RDC), que em 2017 ficaram alarmados com algo que à primeira vista pode parecer benéfico ao meio ambiente: a criação de um parque eólico.
Como a RDC explica em um comunicado publicado em junho, eles estavam inicialmente preocupados com “os impactos sobre um aquífero (recurso de água subterrânea) local, espécies ameaçadas, bacias de observação da natureza selvagem, valores de propriedade privada, céus escuros, pássaros migratórios e morcegos”.
No entanto, mais tarde eles ampliaram suas preocupações para “questões de segurança nacional, com a base da Força Aérea e a rede Ercot”, isto é, a organização que opera a rede elétrica do Texas.
Foram esses argumentos que finalmente chamaram a atenção dos políticos.
Desde o ano passado, diversos parlamentares estaduais e nacionais declararam à imprensa que os cataventos buscam desde a coleta de inteligência militar até a prevenção do treinamento de pilotos, ou que conectando-se o parque eólico à rede elétrica do Texas seria possível desencadear um ciberataque, alterar o fornecimento de energia e causar interrupções deliberadas.
Em julho de 2020, por exemplo, os senadores texanos Ted Cruz e John Cornyn, junto com o ex-congressista Will Hurd, enviaram uma carta ao então secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, pedindo que investigasse o parque eólico.
“Há preocupação com um projeto ligado ao Partido Comunista da China que fica tão perto da área de treinamento dos pilotos que pode ameaçar nossa vantagem competitiva e nossa segurança nacional”, diz a carta.
Especificamente, se pediu que o Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (Cfius) investigasse os riscos potenciais à segurança nacional, o que foi feito. Mas, para descontentamento das autoridades locais, o projeto foi aprovado nas fiscalizações federais no final do ano.
“Por que permitimos que uma empresa chinesa faça esse projeto nos EUA? Um ex-general americano não poderia fazer esse tipo de projeto na China”, disse Hurd à revista Foreign Policy no ano passado.
Stephen Lindsey, porta-voz de uma das subsidiárias americanas do Guanghui Group, a GH America, disse à Forbes que o parque eólico de Sun recebeu aprovação federal por que cumpria a estrutura regulatória do Estado.
Por sua vez, Lindsey disse que a GH America espera que a nova lei do Texas não afete seu plano de negócios.
Nesse sentido, Campbell reconheceu à imprensa que a lei não é retroativa, mas afirma estar trabalhando para barrar o projeto, que ela considera preocupante.
Outra explicação
Durante anos, a ostentação era vista como algo negativo na China. Ainda hoje, os empresários milionários enfrentam regulamentações governamentais cada vez mais severas.
O caso mais famoso é o de Jack Ma e seu gigante do comércio eletrônico Alibaba, que em abril foi multado em US$ 2,8 bilhões por abusar de sua posição no mercado chinês durante anos.
Tal é a influência desta e de outras empresas que diversos analistas disseram à BBC que há uma mensagem política por trás do crescente antagonismo do governo com empreendimentos privados: nada pode ser maior ou mais poderoso na vida dos cidadãos chineses do que o Partido Comunista.
É por isso que o jornalista John Hyatt, um especialista bilionário da Forbes, especula: “Sun pode apenas estar querendo tirar dinheiro da China, como muitos de seus compatriotas”.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Atacamos a França, visamos a população, mas não foi nada pessoal’, diz principal acusado dos ataques de 13 de novembro em Paris


A frieza de Salah Abdeslam, principal acusado no processo dos atentados coordenados de 13 de novembro de 2015 em Paris, surpreendeu o público presente na sala de audiência no Palácio de Justiça da capital francesa nesta quarta-feira (15). Representação dos acusados no processo dos atentados coordenados de 13 de novembro de 2015 em Paris, entre eles, Salah Abdeslam, o primeiro da esquerda para a direita
Benoit Peyrucq/AFP
A frieza de Salah Abdeslam, principal acusado no processo dos atentados coordenados de 13 de novembro de 2015 em Paris, surpreendeu o público presente na sala de audiência no Palácio de Justiça da capital francesa nesta quarta-feira (15).
Único membro vivo do comando que deixou 130 mortos há quase seis anos, o jihadista afirmou que o massacre foi uma resposta aos bombardeios da França contra o grupo Estado Islâmico na Síria.
Neste sexto dia de audiência do processo dos atentados de 13 de novembro de 2015, o presidente do tribunal especial, Jean-Louis Périès, permitiu que cada um dos 14 réus fizesse uma “declaração espontânea e sucinta” dos crimes dos quais são acusados. Abdeslam foi o último a se pronunciar.
“Bom dia a todos. Por onde começar?”, declarou, com uma voz calma, contrastando com seu comportamento nos primeiros dias de audiência. Com a máscara abaixada, usando uma camisa preta, o franco-marroquino falou durante cerca de cinco minutos.
“Digo para vocês: combatemos a França, atacamos a França, visamos a população, os civis, mas, na verdade não foi nada pessoal. Visamos a França e nada mais”, afirmou. “O objetivo não é de colocar o dedo na ferida, mas de ser sincero”, reiterou.
Segundo ele, a intenção do comando era reagir aos bombardeios da França contra o grupo Estado Islâmico.
“François Hollande [presidente francês na época] disse que atacamos a França por causa de seus valores, mas isso é mentira. Os aviões franceses que bombardearam o Estado Islâmico, homens, mulheres, crianças. François Hollande sabia os riscos que corria atacando o Estado Islâmico na Síria”, continuou.
Abdeslam também reclamou da maneira como os autores dos atentados são tratados durante as audiências. Segundo ele, “os terroristas, jihadistas, radicalizados” são, na verdade, “muçulmanos”. “Trata-se do islã autêntico”, defendeu. 
Diante da emoção das partes civis presentes na sala, muitas chorando, o franco-marroquino garantiu que “seu objetivo não é magoar”.
“O mínimo é falar a verdade. Dizem frequentemente que eu sou provocador, mas isso não é verdade. Quero ser sincero”, concluiu Abdeslam, que completa 32 anos nesta quarta-feira. 
Revolta das vítimas
No final, algumas das pessoas que assistiram à audiência conversaram com a imprensa. Sophie Parra, de 37 anos, sobrevivente do ataque no Bataclan, não esconde sua raiva contra Abdeslam, recusando-se a pronunciar seu nome.
“Ao invés de pedir desculpas, ele justificou o que fez. Acho que ele quis dar um show, ele sabe que suas afirmações terão repercussão”, disse.
“Testemunharei, estou esperando para poder responder ao que ele disse. Quero dizer o que foi o 13 de novembro para mim, ver pessoas morrerem na minha frente. Contarei tudo isso para ele, vou encará-lo diretamente e espero que ele não desvie o olhar de mim”, reiterou. 
Outros acusados também se pronunciaram. Alguns expressaram sua compaixão em relação às vítimas e recusaram de serem tratados como “terroristas”.
Outros reconheceram ter parte da responsabilidade nas acusações. Alguns também se recusaram a se pronunciar por enquanto. 
O julgamento do ataque mais violento em Paris desde a Segunda Guerra Mundial começou na última quarta-feira (8) e deve prosseguir até maio de 2022. Vinte pessoas são julgadas, seis delas, que morreram nos ataques, à revelia.
O grupo Estado Islâmico reivindicou o massacre executado em 2015 visando o Stade de France, bares e restaurantes de Paris, além da casa de shows Bataclan.
Na época, uma coalizão internacional apoiava a luta contra o grupo EI na Síria e no Iraque e milhares de sírios tentavam chegar à Europa para fugir dos anos de guerra em seu país. Alguns terroristas do comando se fizeram passar por migrantes para chegar à França. 
Apesar de terem nacionalidade francesa e origem marroquina, Salah Abdeslam e o irmão, Brahim Abdeslam, que morreu ao acionar seu cinto explosivo perto de um bar de Paris em 13 de novembro de 2015, nasceram e cresceram em Bruxelas, na Bélgica. 
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Fonte: G1 Mundo