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Talibã anuncia governo provisório do Afeganistão; primeiro escalão é todo de velha guarda do grupo extremista


Por enquanto, todos os membros do primeiro escalão do governo do Afeganistão são talibãs. Talibã declara ter conquistado último foco de resistência no Afeganistão
O Talibã anunciou, nesta terça-feira (7), os nomes do governo provisório no Afeganistão —a maior parte dos ministros é de antigos membros do grupo extremista.
O primeiro-ministro interino será o mulá Hasan Akhund, que já tinha sido o líder do governo talibã entre 1996 e 2001, antes do regime ser deposto por forças militares lideradas pelos Estados Unidos logo após os ataques do 11 de setembro.
Um dos vices será o mulá Abdul Ghani Baradar, que foi o principal negociador do Talibã no acordo com o governo americano para a retirada dos militares do país.
O mulá Abdul Ghani Baradar, no centro, em Moscou, em março de 2021
Alexander Zemlianichenko/Reuters
Por enquanto, não há nenhum membro do primeiro escalão que não seja do Talibã. Essa é uma das exigências da comunidade internacional.
O anúncio dos nomes que vão compor o governo foi feito pelo porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid.
Horas antes da revelação dos nomes, houve um protesto em Cabul, na frente da embaixada do Paquistão (os manifestantes reclamavam de uma suposta interferência paquistanesa na política afegã).
Os talibãs que estavam no local deram tiros para o ar para dispersar o protesto. Eles também prenderam jornalistas que estavam no local.
Na segunda-feira, o Talibã anunciou que dominou a província de Panjshir, a última que não havia controlado ainda.
Grupo afirma que vai permitir que afegãos deixem o país
O Talibã prometeu novamente ao governo dos EUA que permitirá a saída do país dos afegãos que assim desejarem, afirmou o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, que visita o Catar.
Líderes do movimento islamita afirmaram que “permitirão que as pessoas com os documentos de viagem partam de maneira livre”, disse Blinken em uma entrevista coletiva.
O governo do presidente Joe Biden é pressionado por informações, algumas delas confusas, sobre pessoas com passaporte americano que estão bloqueadas no aeroporto de Mazar-i-Sharif, norte do Afeganistão, segundo uma ONG americana.
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Fonte: G1 Mundo

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Partido de Angela Merkel cai ainda mais em pesquisas, e líder pede apoio a conservadores


Merkel tenta vincular o partido que lidera as pesquisas, o Social Democrata, à esquerda. Angela Merkel ao lado de Armin Laschet no Congresso da Alemanha, em 7 de setembro de 2021
Michele Tantussi/Reuters
Uma pesquisa de intenção de voto na Alemanha mostra que o partido de Angela Merkel, a União Democrata Cristã (CDU) caiu para 19%, de acordo com dados da consultoria Forsa.
O principal rival da CDU, o partido Social Democrata (SPD) tem 25% das intenções de voto.
O Partido Verde está em terceiro, com 17%. O Partido Liberal, chamado de Democratas Livres, tem 13%.
Merkel fez um apelo para que os eleitores apoiem seu candidato, Armin Laschet nesta terça-feira (7). Para isso, ela tentou vincular o SPD, que lidera as pesquisas, ao partido da esquerda tradicional, o Die Linke: “Os cidadãos têm uma escolha em alguns dias: ou um governo que aceita o apoio do partido (de extrema-esquerda) Linke com o SPD e os Verdes, ou ao menos não o exclui, ou um governo federal liderado pela CDU e a CSU com Armin Laschet como chanceler – um governo federal que leve nosso país ao futuro com moderação”, disse Merkel a parlamentares da câmara baixa do Parlamento. Esse foi, provavelmente, seu último discurso na casa.
O SPD só conseguiu liderança nas pesquisas no mês passado. Assim, há uma grande incerteza a respeito da eleição que determinará o rumo futuro da Alemanha, a maior economia da Europa e seu país mais populoso, depois de 16 anos da liderança firme de centro-direita de Merkel.
Conservadores tentam vincular SPC à esquerda
Depois de perderem a dianteira nas pesquisas, os conservadores estão contando cada vez mais com alertas sobre uma guinada para a esquerda em uma coalizão liderada pelo SPD para tentar ressuscitar sua campanha em apuros.
Na segunda-feira, o Die Linke se apresentou como aspirante a parceiro de coalizão ao SPD e aos Verdes.
O candidato a chanceler do SPD, Olaf Scholz, vem se distanciando do Linke, e diz que o partido é inadequado para um governo enquanto não se comprometer claramente com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma parceria transatlântica com os Estados Unidos e finanças públicas sólidas.
Montagem com os rostos de Olaf Scholz, Armin Laschet e Annalena Baerbock, líderes de partidos que melhor aparecem em pesquisas de intenção de votos na Alemanha
Armando Babani/Reuters, Ronny Hartmann e Patrik Stollarz/AFP
Merkel disse que Laschet, o seu candidato, lideraria um governo que defende “estabilidade, confiabilidade, moderação e o meio-termo – e é exatamente isto que a Alemanha precisa”.
Mas a promessa de “constância” de Laschet não está ecoando em eleitores preocupados com a mudança climática, a imigração e a pandemia de Covid-19.
Falando depois de Merkel, Scholz disse à câmara baixa do Parlamento: “Um novo começo é necessário, e espero e estou certo de que triunfará”.
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Fonte: G1 Mundo

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Menino de 3 anos se perde e sobrevive três dias sozinho em mata na Austrália


Anthony Elfalak, o garoto, tem autismo e não se comunica verbalmente. Ele foi encontrado em um riacho, bebendo água. Menino de 3 anos que foi encontrado na mata na Austrália depois de três dias sozinho
Dean Lewins/AP
Um menino de 3 anos que ficou três noites perdido em uma região de matas da Austrália foi encontrado na segunda-feira (6) e voltou para casa.
Anthony Elfalak, o garoto, tem autismo e não se comunica verbalmente. Ele foi levado a um hospital na segunda-feira, depois de ter sido encontrado em um riacho, bebendo água com a ajuda das mãos. O local fica dentro de uma propriedade rural da família, perto da vila de Putty, ao norte de Sydney.
Anthony Elfalak, um menino de 3 anos, bebe água de um riacho; ele ficou três dias perdido em uma mata na Austrália
Polícia de New South Wales/Via AP
A mãe, Kelly Elfalak, o levou para casa na noite de segunda-feira. Ela agradeceu os policiais e os voluntários que se empenharam para encontrar o garoto desde que ele desapareceu, na sexta-feira.
“Eu não consigo explicar, estou tão feliz que ele está aqui, ele está conosco, seguro e saudável, e é isso que importa”, ela afirmou.
Anthony Elfalak (direita) e sua esposa se abraçam ao saber que o filho deles foi encontrado com vida na Austrália, em 6 de setembro de 2021
Dean Lewins/P
O garoto dormiu, comeu e brincou depois de voltar para casa.
Jonathan Smith, um piloto do helicóptero da polícia que encontro Anthony disse que ao ver o garoto na mata ficou absolutamente contente.
“Nós estivemos em muitas missões que não terminaram assim, e é muito legal ter um resultado positivo ao menos uma vez”, ele disse.
Greg Chalmers, o líder da equipe que encontrou Anthony disse que o garoto foi encontrado ajoelhado na água.
Imagens feitas a partir do helicóptero policial mostram o menino sentado em uma água turva em um riacho, usando as mãos para levar a água a sua boca.
A busca do menino, que segundo a polícia tem autismo e não fala, foi a principal notícia na Austrália nos últimos dias.
“Que alívio, não posso imaginar como esta experiência foi traumática para Anthony e seus pais”, afirmou o primeiro-ministro Scott Morrison em uma rede social.
Veja um vídeo de 2013 que mostra o resgate de uma criança no meio de uma enchente na Austrália.
Helicóptero salva criança no meio de uma área inundada na Austrália
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Fonte: G1 Mundo

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Governo e oposição da Venezuela chegam a acordos parciais em negociações no México


Uma comissão da Noruega está intermediando as negociações entre governo e oposição da Venezuela. As partes marcaram um novo encontro no fim do mês de setembro. Jorge Rodriguez, da delegação do governo da Venezuela em negociação com a oposição, no dia 6 de setembro de 2021, na Cidade do México
Pedro Pardo/ AFP
O governo e a oposição da Venezuela alcançaram acordos parciais para estabelecer mecanismos para a gestão da pandemia de Covid-19 na segunda-feira (6).
Nos últimos dias, representantes dos dois lados do conflito na Venezuela se encontraram na Cidade do México para encontrar uma saída para a crise política no país. Uma delegação da Noruega intermediou as conversas, que ocorrem para tentar viabilizar eleições em novembro.
Venezuela prioriza políticos e militares na vacinação contra Covid
Na segunda-feira também foi anunciada uma nova reunião, de 24 a 27 de setembro, na Cidade do México. O acordo foi anunciado em um comunicado conjunto publicado ao final do encontro.
Acordo para combater a Covid-19
Os mecanismos para combater a Covid-19 incluem “recorrer a recursos de ativos como os que concede o Fundo Monetário Internacional”, afirmou Jorge Rodríguez, líder do Parlamento venezuelano e homem de confiança do presidente Nicolás Maduro.
O documento acrescenta que “cada parte concorda em designar três representantes para formar uma Mesa Nacional de Atenção Social para abordar áreas de saúde e alimentação”.
O outro acordo é “ratificar a soberania sobre o território de Guiana Essequiba, segundo o qual a fronteira leste da Venezuela é a linha divisória do rio Essequibo”.
O presidente Nicolás Maduro se declarou feliz com o resultado da reunião.
“Apesar do confronto de ideia que tivemos, como acontece em qualquer democracia, além de ter sido uma expressão firme do que cada um pensava, conseguimos fazer em um clima de empatia, inclusive em um clima de cordialidade, e conseguimos trabalhar juntos”, declarou Rodríguez.
O líder dos negociadores da oposição, Gerardo Blyde, destacou que é importante “ter alcançado um espaço que esperamos que seja despolitizado para acordar todas estas medidas em matéria humanitária e, adicionalmente, que seja árduo, que não seja utilizado como bandeira política”.
Blyde acrescentou que “evidentemente” se busca acesso aos recursos para questões humanitárias e que as duas partes “farão tudo o que estiver em nossas mãos” para conseguir.
Um dos temas da próxima rodada de reuniões será o sistema de Justiça na Venezuela, afirmou Blyde. “É um tema profundo, complexo, mas pelo qual devemos começar a reinstitucionalização democrática do país”, disse ele.
Eleições regionais em novembro
As negociações, com mediação da Noruega, buscam ainda a suspensão das sanções econômicas contra a Venezuela e a garantia de eleições livres.
O diálogo acontece visando as eleições de governadores e prefeitos em novembro, nas quais participarão os principais partidos políticos da oposição, o que rompe um boicote eleitoral de três anos.
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Fonte: G1 Mundo

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Por que a Suécia se tornou o país com mais mortes por arma de fogo na Europa


Na década de 1990, a Suécia era uma das nações mais seguras da Europa, com uma qualidade de vida invejável e índices de criminalidade extremamente baixos; hoje, se tornou a capital continental do tiroteio. País escandinavo registrou 366 incidentes com armas de fogo em 2020, que resultaram em 47 mortes
Getty Images via BBC
No início de agosto, três pessoas foram gravemente feridas em um tiroteio à luz do dia próximo a um centro comercial em Kristianstad, na região sul da Suécia. Um mês antes, um policial havia sido baleado durante uma patrulha em um subúrbio de Gotemburgo, a segunda maior cidade do país. Poucos dias depois, dois encapuzados invadiram uma barbearia na mesma cidade para atirar dez vezes em um jovem cliente.
Estes são apenas 3 dos mais de 180 tiroteios que a polícia registrou até agora neste ano.
Na década de 1990, a Suécia era uma das nações mais seguras da Europa, com uma qualidade de vida invejável e índices de criminalidade extremamente baixos; hoje se tornou a capital continental do tiroteio.
Segundo dados oficiais, o país escandinavo registrou 366 incidentes com armas de fogo em 2020, que resultaram em 47 mortes.
E o número de tiroteios não para de aumentar desde os anos 2000, segundo relatório do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime (BRA, na sigla em sueco).
2020: Morte de menina de 12 anos em tiroteio choca Suécia
Violência contra mulheres: como a ‘segura’ Suécia enfrenta onda de assassinatos
Em 2000, a Suécia estava em 18º lugar entre 22 países da Europa em número de mortes per capita em tiroteios. Quinze anos depois, em 2015, tornou-se o segundo país europeu onde os disparos são mais frequentes; naquela época, ficava atrás apenas da Croácia.
Os dados mais recentes, de 2018, apontam que o país subiu para o topo do ranking em mortes a tiros na Europa, de acordo com relatório do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime, realizado a partir de dados do Eurostat (órgão estatístico europeu).
‘Intrigante’
“É algo intrigante, um enigma para nós que estudamos esse problema”, afirma Klara Hradilova Selin, pesquisadora do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime, em entrevista à BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC). “Os crimes, de forma geral, não têm aumentado, mas diminuído, mas o número de tiroteios continua aumentando.”
Segundo o Eurostat, a Suécia foi o quinto país da União Europeia em número de roubos por habitante, em média, entre 2016 e 2018. À frente estavam países como Bélgica, França e Espanha.
Nesse período, foram registrados 86 roubos a cada 100 mil habitantes no país escandinavo, acima da média de 70 do bloco europeu.
A Suécia também supera a média anual em assassinatos por arma de fogo: cerca de 4 mortes por 1 milhão de habitantes, acima da média de 1,6 morte por 1 milhão de habitantes. Estudo publicado no periódico científico Jama em 2018, comparando 195 países considerando o tamanho da população e a proporção de jovens, estimou que a taxa de mortes a tiros da Suécia era de 1,3 a cada 100 mil habitantes; a do Brasil, de 19,4.
No contexto europeu, Suécia foi o único país analisado no estudo do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime em que as mortes por armas de fogo aumentaram em comparação com o ano 2000.
A Suécia tem cerca de 10,2 milhões de habitantes, população um pouco maior que a de Pernambuco (9,7 milhões), sétimo Estado mais populoso do Brasil. O país escandinavo é um dos menos desiguais do mundo, com o 12º maior PIB per capita (quase quatro vezes maior que o brasileiro), leis restritivas ao consumo de drogas e a 21ª maior taxa de armas de fogo registradas por habitante (segundo dados da Small Arms Survey).
3 fatores que agravam o problema
Segundo Klara Hradilova Selin, o aumento dos assassinatos a tiros é bastante complexo de ser explicado, mas há pelo menos três fatores que influenciam a onda desses crimes na Suécia. “A existência de quadrilhas, o tráfico de drogas e a falta de confiança na polícia em subúrbios.”
O estudo do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime observa que mais de 8 em cada 10 tiroteios estão relacionados ao crime organizado, proporção significativamente maior do que em outros países europeus.
Esse tipo de crime se tornou uma das maiores preocupações dos suecos. Uma pesquisa recente conduzida pelo Instituto SOM, da Universidade de Gotemburgo, descobriu que 90% dos suecos defendem penas mais duras para criminosos ligados a gangues.
Os fatores listados pela pesquisadora sueca são semelhantes aos de outros países europeus, mas com consequências diferentes.
“Também há gangues e tráfico de drogas em outros países, como França ou Inglaterra, mas nenhum outro país viu o mesmo aumento de tiroteios que a Suécia. Na Inglaterra e no País de Gales, por exemplo, pode-se dizer que há um tipo semelhante de violência em alta, mas por outro método: assassinatos cometidos com facas”, afirma Hradilova Selin.
Para ela, no entanto, o contexto é parecido: “Acontece em subúrbios ou em áreas mais pobres, as vítimas são jovens e muitas vezes há uma conexão com o tráfico de drogas”.
A maioria das mortes por armas de fogo na Suécia atingiu homens com idades entre 20 e 29 anos.
Uma batalha difícil
Håkan Jarborg, chefe de polícia do sul da Suécia, explica que lidar com o aumento da violência na Suécia está bem longe de ser uma tarefa simples.
“Os crimes são difíceis de investigar. As vítimas que sobrevivem aos ataques a tiros raramente contribuem com as investigações, e os depoimentos de testemunhas são muito raros”, disse ele ao Göteborgs-Posten, um dos principais jornais de Gotemburgo.
Na mais recente onda de violência na Suécia, que já causou quase 30 mortes neste ano, o governo sueco anunciou que tentaria flexibilizar as leis de segurança nacional para permitir que a polícia monitorasse suspeitos com menos restrições jurídicas.
“Queremos considerar dar à autoridade policial outra ferramenta importante para evitar novos tiroteios”, disse o ministro do Interior, Mikael Damberg. “Faremos tudo ao nosso alcance para lutar contra as gangues.”
Um problema de integração social
Outro relatório do Conselho Nacional Sueco de Prevenção ao Crime sobre crime no país, divulgado em setembro de 2021, apresentou resultados alarmantes para os padrões do país e geraram um intenso debate sobre a imigração na Suécia.
De acordo com o novo estudo, os cidadãos nascidos no exterior e seus filhos têm entre 2,5 e 3 vezes mais probabilidade de serem considerados suspeitos de um crime do que os nascidos na Suécia de pais suecos. Importante registrar que nem todos os suspeitos da polícia acabam sendo de fato indiciados e condenados.
Governo que sucederá o do primeiro-ministro, Stefan Lofven, terá missão de combater alta de mortes por arma de fogo
Anders Wiklund / TT via AP
Segundo o jornalista e escritor sueco Håkan Boström, esses números mostram “claramente” que a Suécia tem um “difícil problema” de integração.
“Os grupos mais ativos no crime têm sua origem em regiões de onde a Suécia recebeu um grande número de refugiados: Oriente Médio e África. (…) É a pobreza que causa a cultura das gangues, o consumo de drogas e os maus resultados escolares? Ou é a cultura das gangues e os maus resultados escolares combinados com as dificuldades dos pais em se estabelecerem que causam a pobreza?”, questionou Boström em artigo no jornal Göteborgs-Posten.
O primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, deve deixar o cargo em breve, e seu Partido Social Democrata tem a árdua tarefa de eleger um novo líder que possa convencer os eleitores de que eles podem conter a onda de violência no país.
Primeiro-ministro sueco anuncia que irá renunciar novamente ao cargo
Entenda por que o primeiro-ministro da Suécia deverá deixar o cargo
Enquanto isso, críticos do governo não perdem a oportunidade de usar o crime como arma para atingir o eleitorado. “O Estado de segurança está completamente abandonado, mas juntos podemos tornar a Suécia segura novamente”, disse Oliver Rosengren, conselheiro do Partido Moderado.
Para ele, “uma guerra contra o crime de gangues aguarda o próximo governo”.
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Fonte: G1 Mundo

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Secretário de Estado dos EUA diz que Talibã prometeu permitir saída dos afegãos; ONU afirma que serviços básicos estão entrando em colapso


O Afeganistão enfrenta o colapso de serviços básicos e há risco de que a ajuda com comida acabe, segundo a ONU. Membros do Talibã perto de Cabul, em 6 de setembro de 2021
Aamir Qureshi/AFP
O Talibã prometeu novamente ao governo dos Estados Unidos que permitirá a saída do país dos afegãos que assim desejarem, afirmou nesta terça-feira (7) o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, que visita o Catar.
ONU alerta para colapso no sistema de saúde do Afeganistão
Líderes do movimento islamita afirmaram que “permitirão que as pessoas com os documentos de viagem partam de maneira livre”, disse Blinken em uma entrevista coletiva.
O governo do presidente Joe Biden é pressionado por informações, algumas delas confusas, sobre pessoas com passaporte americano que estão bloqueadas no aeroporto de Mazar-i-Sharif, norte do Afeganistão, segundo uma ONG americana.
“A comunidade internacional espera que o Talibã respeite este compromisso de permitir a saída das pessoas”, disse Blinken.
O Catar reafirmou que o aeroporto de Cabul, fechado desde que os últimos soldados americanos saíram do país no fim de agosto, reabrirá em breve, mas não anunciou uma data concreta.
Esta é a primeira viagem à região de funcionários de alto escalão do governo americano desde que o Talibã assumiu o poder em 15 de agosto e após a retirada total das tropas estrangeiras.
Na segunda-feira, os talibãs anunciaram que controlam todo o país e que acabaram com o foco de resistência no vale de Panjshir.
Talibã declara ter conquistado último foco de resistência no Afeganistão
Até o momento, os talibãs não anunciaram um novo governo. Analistas consideram que a chegada ao poder dos islamitas aconteceu de maneira tão rápida que surpreendeu inclusive o movimento, que não estava preparado para as etapas posteriores.
País em colapso
O Afeganistão enfrenta o colapso de serviços básicos e há risco de que a ajuda com comida acabe, segundo o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) para coordenação de assuntos humanitários nesta terça-feira (7).
Jens Laerke, o porta-voz do escritório, afirmou que milhões de afegãos precisam de ajuda para poder comer e ter assistência médica. Ele pede aos doadores que aumentem suas contribuições.
Haverá uma conferência sobre o Afeganistão no dia 13 de setembro.
A agência publicou um pedido para arrecadar cerca de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3.1 bilhões) até o fim do ano (há possibilidade de seca e fome).
“Serviços básicos no Afeganistão estão entrando em colapso, e a comida e ajuda com outros itens para salvar vidas estão acabando. Pedimos que os doadores internacionais deem apoio a esse pedido de uma forma rápida e generosa”, disse ele.
Mais de 500 mil pessoas tiveram que deixar suas casas no Afeganistão desde que o Talibã retomou o controle do país. O grupo dominou a capital, Cabul, em 15 de agosto.
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Fonte: G1 Mundo

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O comandante dos rebeldes afegãos que ainda desafia o Talibã


Ahmad Massoud tenta manter o legado de seu carismático pai, que preservou a independência do Vale do Panjshir do domínio dos soviéticos e do grupo radical. Ahmad Massoud, filho do herói da resistência anti-soviética Ahmad Shah Massoud, que foi morto pelo Talibã em 2001, pede ajuda estrangeira para organizar resistência ao grupo extremista a partir da província de Panjshir, no Afeganistão. Foto de 5 de setembro de 2019.
Mohammad Ismail/Reuters
O líder da resistência ao Talibã tinha 12 anos quando seu pai, o lendário comandante afegão Ahmad Shah Massoud, foi assassinado pela Al-Qaeda, dois dias antes dos atentados de 11 de setembro de 2001. Ahmad Massoud seguiu seus passos, comandando os insurgentes do Vale do Panjshir — que significa o Vale dos Cinco Leões — único reduto que ainda não havia sido reivindicado pelo Talibã desde que assumiu o controle do país.
Com localização privilegiada e isolada do resto do país, a região tem um único acesso, por uma estreita passagem pelo rio Panjshir. Desta forma, teve um papel decisivo na história afegã, por preservar sua independência na ocupação da União Soviética, na década de 1980, e no primeiro governo do Talibã, entre 1996 e 2001.
Após a morte do pai, Massoud filho foi educado no exterior. Especializou-se em Estudos de Guerra no King’s College e teve formação militar na Real Academia de Sandhurst, ambos no Reino Unido. Aos 32 anos, ele lidera, ao lado do ex-vice-presidente Amrullah Saleh, os rebeldes da Frente de Resistência Nacional que agora o Talibã diz ter derrotado no domingo.
Numa mensagem de áudio de 19 minutos divulgada nesta segunda-feira, Ahmad Massoud se manteve desafiador e convocou os afegãos à insurreição. “Onde quer que você esteja, dentro ou fora, convido você a iniciar uma revolta nacional pela dignidade, liberdade e prosperidade de nosso país.”
Seu destino ainda permanece nebuloso, diante do anúncio do Talibã de que capturou a região, matou o porta-voz da NFR e hasteou a bandeira do grupo no último foco de resistência do país, com 150 mil habitantes.
Talibã afirma ter conquistado Vale do Panjshir, último reduto de resistência
O comandante dos rebeldes deixou claro que não acredita no discurso moderado do grupo que tem o poder no Afeganistão. “Os talibãs não são afegãos. Eles são estrangeiros e querem manter o Afeganistão isolado do resto do mundo.”
Logo depois que os extremistas chegaram a Cabul, no dia 15 de agosto, Ahmad Massoud publicou um artigo no jornal “Washington Post”, apelando aos EUA pela intervenção no país. “O Talibã não é um problema apenas para o povo afegão. Sob o seu controle, o Afeganistão sem dúvida se tornará o marco zero do terrorismo islâmico radical; tramas contra as democracias serão articuladas mais uma vez aqui”, vaticinou.
O presidente Joe Biden se manteve irredutível em sua decisão de não adiar a retirada das tropas do país. E também em sua convicção de que os EUA encerram não apenas uma guerra de 20 anos, mas a era de grandes operações militares para reconstruir outros países.
Vale do Panjshir: a única província que ainda resiste ao Talibã no Afeganistão
Lucas Sampaio/G1
Cercado, Massoud ainda tenta honrar o compromisso de repetir, com o Talibã, os feitos do pai, o carismático “Leão de Panjshir”, que ajudou a expulsar as tropas soviéticas do país.

Fonte: G1 Mundo

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Análise: nova lei do aborto no Texas foi pensada e aprovada por homens

Lei que transforma cidadãos em ‘fiscais de aborto’ remunerados foi aprovada por um legislativo de maioria masculina. Que liberdade têm as mulheres se não participam das decisões que dizem respeito a elas? Aprovada por homens, lei de aborto do Texas torna cidadãos fiscais da vida alheia
Entrou em vigor recentemente a nova lei de aborto do Texas, uma das mais restritivas do pais.
Será que ela foi criada por um homem ou por uma mulher? E quem votou para a lei entrar em vigor foram, na maior parte, homens ou mulheres?
A nova lei proíbe o aborto depois da sexta semana de gestação. Não abre exceção pra casos de estupro ou incesto.
A lei ainda transforma cidadãos comuns no que a gente pode chamar de “fiscais do aborto”. Isto quer dizer que qualquer pessoa pode processar médicos, enfermeiros ou até um motorista do taxi que porventura levar uma mulher para uma clínica de aborto.
E pode ganhar pelo menos US$ 10 mil na Justiça por isso. Isso abre um sério precedente: as pessoas têm a possibilidade de ganhar dinheiro em cima de processos de aborto.
A lei foi pensada por um advogado e senador chamado Bryan Hughes, um homem 52 anos. E aprovada por um legislativo que tem 132 homens e 48 mulheres. Mesmo sendo o Texas um estado em que a maioria da população é de mulheres.
Portanto, a nova lei consiste em algo que um grupo de homens decidiu a respeito da vida das mulheres. Se a mulher tem ou não tem o direito escolher de interromper ou não uma gestação.
Qual o tamanho da liberdade das mulheres se elas continuam excluídas dos espaços públicos onde as decisões que formatam a sociedade são tomadas?
Se são os homens quem decidem pelas mulheres questões tão profundas como a questão do aborto, que liberdade têm as mulheres nesta sociedade ocidental – que dizemos com tanto orgulho ser uma ”sociedade livre”.
A juiza Ruth Ginsburg, que morreu em 2020, uma das maiores defensoras dos direitos femininos, diz que o direito de escolha das mulheres está diretamente ligado à igualdade de genero.
Ou seja: não existe igualdade de gênero, se a mulher não participa das escolhas, das discussões e decisões que determinam o funcionamento da sociedade.

Fonte: G1 Mundo

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Kim Kardashian promove criptomoeda e entra na mira do Reino Unido


A empresária e socialite Kim Kardashian pode ter promovido para milhões de pessoas no Instagram uma criptomoeda suspeita, segundo uma autoridade britânica que regula o setor financeiro. Kim Kardashian promove criptomoeda e entra na mira do Reino Unido
Getty Images via BBC
A empresária e socialite americana Kim Kardashian foi criticada por promover no Instagram uma criptomoeda.
As críticas vieram do chefe da Financial Conduct Authority (FDA), o órgão regulador financeiro do Reino Unido.
Charles Randell disse que Kardashian “pediu a seus 250 milhões de seguidores que especulassem uma criptomoeda” ao promover um anúncio para o Ethereum Max.
Randell chamou a moeda de “um token digital especulativo criado um mês antes por desenvolvedores desconhecidos”.
E acusou influenciadores digitais de alimentar “ilusões de riqueza rápida”.
Randell falou sobre o caso durante o Simpósio Internacional de Cambridge sobre Crimes Financeiros.
O presidente da FCA disse que a postagem de Kardashian no Instagram, que ele destacou ter sido sinalizada corretamente como um anúncio publicitário, pode ter sido a “publicidade financeira com o maior alcance de público da história”.
O token promovido como Ethereum Max não deve ser confundido com a criptomoeda Ethereum.
“Não posso dizer se este token específico [Ethereum Max] é uma farsa”, disse Randell.
“Influenciadores das redes sociais são rotineiramente pagos por golpistas para ajudá-los a bombar e descartar novos tokens por causa da pura especulação. Alguns influenciadores promovem moedas que simplesmente não existem”, disse ele.
A BBC procurou a Ethereum Max e também Kim Kardashian para comentar o caso, mas não obteve resposta.
Randell disse que cerca de 2,3 milhões de britânicos atualmente possuem criptomoedas e que 14% deles também usam crédito para comprá-las, “aumentando assim a exposição a perdas financeiras”.
Segundo ele, a FCA alertou os britânicos repetidamente sobre os riscos de manter “tokens especulativos”, que não são regulamentados pela FCA ou cobertos por qualquer esquema de compensação.
“Se você comprá-los, deve estar preparado para perder todo o seu dinheiro”, disse.
Randell afirmou que ainda há espaço para orientar consumidores de que seus investimentos podem não estar protegidos “às implacáveis ​​e muitas vezes enganosas técnicas de publicidade de alguns negócios de criptografia”.

Fonte: G1 Mundo

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Olaf Scholz, social-democrata que lidera na Alemanha, é ‘oposição situacionista’ ou ‘situação oposicionista’? Entenda


Como parceiro da coligação que sustenta Merkel, Scholz é ministro das Finanças e atual vice-chanceler. Pelas curiosas alquimias de política alemã, Scholz tornou-se um candidato de oposição, mas que representa continuidade das políticas da chanceler; confira análise. Montagem com os rostos de Olaf Scholz, Armin Laschet e Annalena Baerbock, líderes de partidos que melhor aparecem em pesquisas de intenção de votos na Alemanha
Armando Babani/Reuters, Ronny Hartmann e Patrik Stollarz/AFP
Se há uma coisa que a maioria do eleitorado alemão dá sinais de apreciar, é a estabilidade no governo. Essa maioria é avessa a guinadas bruscas, ou mesmo a guinadas de qualquer espécie. Se comparássemos o candidato com um motorista de automóvel, o pior que ele pode propor é fazer um cavalo-de-pau. Ele deve de preferência propor, no máximo, pequenas inflexões para lá ou para cá.
Veja-se o caso da candidata pelo Partido Verde, Annalena Baerbock. Quando assumiu a liderança do partido, era a favorita para a eleição de 26 de setembro próximo. Com 40 anos, jovem para o padrão etário geriátrico da política alemã, deu mostras de alguma impulsividade, prometendo mudanças de rumo, por exemplo, com uma oposição mais rigorosa em relação à Rússia de Vladimir Putin.
O presidente russo não desfruta de simpatia entre a maior parte do eleitorado alemão. Porém, o gás russo —do qual depende a política energética do país— sim. Resultado: Annalena e os Verdes foram caindo nas pesquisas; dos quase 25% que tinham, hoje lhes restam modestos 17%.
Olaf Scholz em imagem de arquivo
Michael Sohn/Pool via REUTERS
A candidata ainda enfrentou acusações de plágio num livro publicado às pressas. As acusações não eram 100% convincentes, mas isto tampouco a ajudou.
Liderança efêmera do candidato conservador
Assumiu a liderança a coligação conservadora da União Democrata Cristã (CDU), da atual chanceler Angela Merkel, e sua irmã siamesa, a União Social Cristã (CSU) da Baviera. Mas, depois de 16 anos de “reinado” na Alemanha e na União Europeia, Merkel não é mais candidata. Em seu lugar concorre Armin Laschet, atual chefe de governo da província da Renânia do Norte-Vestfália. Acontece que há mais um “mas” no meio da história.
Laschet é uma incógnita. No começo da pandemia, teve uma atitude “liberal”, negando-se a impor restrições sanitárias na província. O resultado não foi bom. Depois, ao se tornar candidato, se aproximou das propostas mais rigorosas de Angela Merkel. Além disto, não tem o carisma da chanceler que agora deixa o cargo.
Angela Merkel e Armin Laschet durante a campanha do partido União Democrata Cristã, em Berlim, no dia 21 de agosto
Annegret Hilse/Reuters
Resultado: Laschet caiu nas pesquisas, saindo de 23 ou 24% para os incômodos 20% de hoje.
Social-democrata favorito
Quem subiu? Olaf Scholz, o candidato do Partido Social Democrata (SPD), que, depois de dormitar durante 16 anos à sombra da chanceler como parte de seu governo, se apresenta hoje como alternativa de oposição, desfrutando de quase 25% da preferência do eleitorado. Oposição? Ora, ora… vejamos.
Como parceiro da coligação que sustenta o governo de Merkel, Scholz é o ministro das Finanças e atual vice-chanceler. Pelas curiosas alquimias de política alemã, Scholz tornou-se candidato… à continuidade das políticas da chanceler! É a perfeita oposição situacionista ou a situação oposicionista!
A própria chanceler se sentiu na obrigação de declarar que a eleição de Scholz pode significar uma brusca guinada à esquerda, porque poderia fazer uma aliança com o PV e também com a Linke, bem mais à esquerda do que o SPD.  Vai surtir efeito para barrar as pretensões de Scholz? Impossível saber hoje.
Sistema eleitoral alemão
O sistema eleitoral alemão prevê que o eleitor disponha de dois votos: um no candidato do seu distrito e outro, genérico, no partido de sua preferência. Os dois votos não são vinculados, o que torna um tanto incerto o resultado final, pois uma parte dos componentes do futuro Parlamento (o Bundestag) é eleita pelo voto partidário e na lista interna que cada partido tem.
Desta vez, a resultante de tanto equilíbrio pode ser meio desequilibrada: pela primeira vez em dezenas de anos o governo alemão poderá se formar a partir de uma coligação com três partidos independentes, em vez de dois, como hoje (A CDU/CSU, que conta como um único partido, e o SPD).
A estabilidade alemã vem sendo ameaçada por desequilíbrios graves. Além do vaivém da pandemia, das inundações terríveis de julho, com quase duas centenas de mortos, milhares de desabrigados e cidades destruídas, e de uma nova leva de refugiados resultante da fracassada política no Afeganistão, a inflação anual pode superar a casa dos 3,5%. Para uma economia que se orgulhava de um índice próximo de zero, esse resultado soa como as trombetas do Apocalipse.
Alemanha lembra os 60 anos do início da construção do Muro de Berlim
União Europeia
Chanceler alemã, Angela Merkel, chega para reunião de cúpula da União Europeia em imagem de arquivo
Olivier Matthys/AP
De resto, fica também a incógnita do que o 26 de setembro vai significar para o continente, porque, sem dúvida, no “reinado” de Merkel, a Alemanha tornou-se o fiel da balança e o fio de prumo da União Europeia.
Uma vitória do SPD poderia significar de fato uma leve inflexão à esquerda, com ampliação de programas sociais, relativos ao meio ambiente e aos refugiados. Ou poderia significar a confirmação da máxima de um dos personagens de “Il Gattopardo”(“O Leopardo”), romance de Giuseppe Lampedusa e filme de Lucchino Visconti: “tudo deve mudar para que tudo fique como está”. A ver.

Fonte: G1 Mundo