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Singapura testa ‘Xavier’, robô que detecta maus comportamentos da população


‘Patrulha’ monitora desrespeito aos protocolos de prevenção à Covid-19, cigarro em áreas proibidas e estacionamento irregular de bicicletas. Por enquanto, imagens obtidas pelos robôs não serão usadas em processos judiciais. Robô ‘Xavier’ monitora comportamento dos pedestres
Edgar Su/Reuters
Singapura começou a testar dois robôs, apelidados de “Xavier”, para patrulhar áreas públicas e impedir mau comportamento da população. Nesta primeira etapa, serão detectados:
desrespeitos aos protocolos de prevenção da Covid-19;
uso de cigarro em ambientes proibidos
e estacionamento de bicicletas em locais impróprios.
Os robôs são equipados com câmeras e disparam alertas em tempo real para um centro de comando e controle.
Os dois “Xavier” circularão, a princípio, em uma área de grande tráfego de pedestres no centro do país.
Robô foi colocado em centro com movimentação intensa de pedestres
Edgar Su/Reuters
Sem punição
A agência do governo de Singapura disse que, nas primeiras três semanas, os robôs que detectarem mau comportamento exibirão mensagens educativas. Não haverá, por ora, punição ou uso das imagens em processos judiciais.
‘Xavier’ mostra mensagens educativas aos pedestres
Roslan Rahman/AFP
A longo prazo, o uso dos robôs deverá ser ampliado:
“A implantação de Xavier apoiará o trabalho dos funcionários públicos, pois reduzirá a mão de obra para o patrulhamento a pé e aumentará a eficiência da operação”, disse a agência.
O ministro de assuntos internos de Singapura, K. Shanmugam, disse em agosto que o país pretendia ter mais de 200 mil câmeras da polícia até 2030 – mais do que o dobro do número atual.
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Fonte: G1 Mundo

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No Afeganistão, volta às aulas tem cortina separando sala entre homens e mulheres


Talibã quer salas separadas entre alunos e alunas. As mulheres terão que sair da sala cinco minutos antes dos estudantes homens e aguardar, em salas de espera, até que eles deixem o local. Imagem da Universidade Avicenna, em Cabul, no Afeganistão que foi divulgada em redes sociais em 6 de setembro de 2021
Reprodução/Via Reuters
As aulas voltaram em universidades do Afeganistão depois que o Talibã tomou o poder, e em algumas classes as mulheres e os homens foram separados por cortinas no meio da sala.
Fotografias de salas de aula da Universidade de Avicenna em Cabul mostram uma cortina cinza dividindo o centro da sala de aula, com estudantes mulheres vestidas com túnicas compridas e véus de cabeça, mas com rostos visíveis.
Não se sabe se as divisórias das salas são uma ordem do Talibã.
Alunos da Universidade Avicenna, em Cabul, em imagem divulgada em redes sociais
Reprodução/Via Reuters
Parte das mulheres do país teme perder os direitos pelos quais lutaram nas últimas duas décadas. Muitas famílias e autoridades do país, que é profundamente conservador, resistem a permitir que elas estudem.
Afeganistão sob o Talibã: estudante que abandonou estudo escreve poema a outras mulheres
Um professor de jornalismo da Universidade Herat disse à agência Reuters que decidiu dividir sua aula em duas —as mulheres participarão da primeira metade e, depois, será vez dos homens.
Parte dos alunos e dos professores fugiu do país.
VÍDEO: O que esperar do futuro das mulheres no Afeganistão?
Observadores internacionais têm prestado atenção ao que ocorre nas unidades de ensino do país depois que o Talibã voltou a governar.
Alguns países do Ocidente afirmaram que só vão enviar dinheiro de auxílio ao Afeganistão se o Talibã der um tratamento digno a mulheres e meninas.
Durante o primeiro governo do grupo, entre 1996 e 2001, as mulheres foram proibidas de frequentar escolas e universidades e não podiam trabalhar.
Nas últimas semanas, os talibãs afirmaram que as mulheres receberão tratamento específico da lei islâmica, mas nunca especificaram o que isso significa.
O que o Talibã já disse sobre as estudantes
O Talibã chegou a determinar novas regras para que estudantes possam frequentar as universidades: as estudantes afegãs terão que usar uma abaya (um vestido longo usado pelas muçulmanas) preta e um véu, o niqab, que cobre o rosto deixando apenas os olhos à mostra.
As aulas não serão mistas, segundo um decreto publicado pelo novo regime talibã.
Além disso, as mulheres inscritas nestes estabelecimentos terão que sair da sala cinco minutos antes dos estudantes homens e aguardar, em salas de espera, até que eles deixem o local, de acordo com o decreto que tem data de sábado (4) e foi publicado pelo Ministério do Educação superior.
As universidades terão também que “recrutar professoras para as estudantes”, ou tentar contratar “professores idosos” cuja moralidade tenha sido testada.
Cortina é solução temporária
Professores e alunos das universidades das grandes cidades (Cabul, Kandahar e Herat) disseram que as mulheres foram separadas —elas recebem aulas em outras salas ou ficam restritas a uma parte específica dos campus.
Anjila, uma aluna de 21 anos da Universidade de Cabul, afirma que mesmo antes do Talibã retomar o poder, os estudantes já se sentavam separados por gênero, mas não havia divisão física entre eles. “Colocar cortinas é inaceitável”, ela afirmou.
Oficialmente, o Talibã não fez nenhum comentário sobre as fotos de alunos separados por cortinas. Um dirigente do grupo extremista deu declarações a respeito das imagens com a condição de que não fosse identificado. A divisão é totalmente aceitável, segundo ele, e que o Afeganistão é um país de recursos limitados e, agora, o melhor é ter o mesmo professor ensinando para os dois lados das turmas.
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Fonte: G1 Mundo

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Big Ben recebe ponteiros novos; reforma da torre britânica começou em 2017


Projeto deve ser finalizado ano que vem. Ponteiros do relógio foram instalados com a cor original, azul prussiano. Os ponteiros do Big Ben foram instalados com a cor original, azul prussiano
Ben Stansall/AFP
A reforma do Big Ben, famosa torre no Parlamento britânico, aproxima-se do fim após quatro anos. Nesta segunda-feira (6), os ponteiros do relógio foram instalados com a cor original, azul prussiano.
A torre de 177 anos está em reforma desde 2017, quando artesãos começaram a restaurar e reparar o relógio, suas campainhas e estrutura.
Big Ben: veja 10 fatos sobre a famosa atração
O projeto de reforma de 80 milhões de libras deve ser finalizado no ano que vem, quando o famoso sino Big Ben de 13 toneladas, praticamente silenciado durante os trabalhos, voltará a badalar.
“Embora estejamos todos ansiando para ouvir o som do Big Ben marcando o tempo, e para ver os andaimes serem retirados da torre, acho que todos concordaremos que nossa paciência valeu a pena na reinauguração do ano que vem”, disse Lindsay Hoyle, presidente da Câmara dos Comuns.
Big Ben: restauração começou em 2017
Ben Stansall/AFP
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Fonte: G1 Mundo

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Mulheres na Índia lutam para criminalizar estupro no casamento


No país, atos sexuais de um marido com sua esposa não são juridicamente considerados estupro mesmo que sejam à força e contra a vontade da mulher. Manifestantes seguram cartaz que diz: ‘estupro não é sexo, estupro é violência’
Getty Images via BBC
Na Índia, uma sociedade enraizada nas tradições patriarcais, os casamentos são sagrados — e não é um crime para um homem estuprar a esposa.
Mas, nas últimas semanas, os tribunais indianos deram sentenças conflitantes sobre o estupro conjugal, levando a novos apelos de ativistas para criminalizar o estupro dentro do casamento.
No dia 26 de agosto, o juiz NK Chandravanshi do tribunal superior de Chattisgarh decidiu que “a relação sexual ou qualquer ato sexual de um marido com sua esposa não pode ser estupro, mesmo que seja à força ou contra sua vontade”.
A esposa havia acusado o marido de “sexo não natural” e de estuprá-la com objetos.
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O juiz afirmou que o marido poderia ser julgado por sexo não natural, mas o inocentou do crime muito mais sério de estupro, já que a lei indiana não reconhece o estupro conjugal.
A decisão foi recebida com indignação nas redes sociais, inclusive pela pesquisadora de gênero Kota Neelima, que perguntou “quando os tribunais vão levar em consideração o lado feminino da história?”.
Kota Neelima pergunta: ‘quando os tribunais vão levar em consideração o lado feminino da história?’
Reprodução/Twitter
Muitos responderam ao tuíte dela dizendo que as arcaicas leis de estupro precisam ser alteradas — mas havia muitas vozes contrárias também.
Alguém perguntou “que tipo de esposa reclamaria de estupro conjugal?”; enquanto outro sugeriu: “Deve haver algo errado com seu caráter”; um terceiro acrescentou que “somente uma esposa que não entende seus deveres faria tal reclamação”.
Mas não foi só nas redes sociais, o tema do estupro conjugal também parece ter dividido o judiciário.
Poucas semanas antes, o tribunal superior do estado de Kerala, no sul do país, decidiu que o estupro conjugal era “um bom motivo” para o divórcio.
“A disposição licenciosa do marido, desconsiderando a autonomia da esposa, é estupro conjugal, embora tal conduta não possa ser penalizada, ela se enquadra na crueldade física e mental”, afirmaram os juízes A Muhamed Mustaque e Kauser Edappagath em sua sentença de 6 de agosto.
Eles explicaram que o estupro conjugal ocorreu quando o marido acreditou ser dono do corpo da esposa e acrescentaram que “tal noção não tem lugar na jurisprudência social moderna”.
A lei que o juiz Chandravanshi invocou é a seção 375 do Código Penal Indiano.
Na Índia, os casamentos são considerados sagrados.
Getty Images via BBC
A lei da era colonial britânica, que existe na Índia desde 1860, menciona várias “isenções” — situações em que sexo não é estupro — e uma delas é “por um homem com sua própria esposa” que não seja menor de idade.
A ideia está enraizada na crença de que o consentimento para o sexo está “implícito” no casamento — e que a esposa não pode se recusar.
Mas a prática tem sido cada vez mais contestada em todo o mundo — e, ao longo dos anos, mais de 100 países tornaram o estupro conjugal ilegal. A Grã-Bretanha também proibiu em 1991, dizendo que o “consentimento implícito” não poderia ser “seriamente mantido” hoje em dia.
Mas, apesar de uma campanha longa e contínua para criminalizar o estupro conjugal, a Índia permanece entre os 36 países onde a lei continua valendo, deixando milhões de mulheres presas em casamentos violentos.
De acordo com um levantamento governamental, 31% das mulheres casadas — quase uma em cada três — enfrentam violência física, sexual e emocional dos maridos.
“Na minha opinião, esta lei deve ser derrubada”, avalia Upendra Baxi, professor emérito de direito da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e Déli, na Índia.
Ao longo dos anos, diz ele, a Índia registrou algum avanço no combate à violência contra as mulheres, apresentando leis contra a violência doméstica e assédio sexual, mas não fez nada contra o estupro conjugal.
Na década de 1980, Baxi fazia parte de um grupo de advogados ilustres que haviam feito várias recomendações a uma comissão de parlamentares para alterar as leis de estupro.
“Eles aceitaram todas as nossas sugestões, exceto a que proibia o estupro conjugal”, diz ele à BBC.
Suas tentativas subsequentes de fazer com que as autoridades criminalizassem o estupro conjugal também não foram bem sucedidas.
“Disseram que não era a hora”, conta Baxi.
“Mas precisa haver igualdade no casamento, e um lado não pode ter permissão para dominar o outro. Você não pode exigir serviço sexual do seu cônjuge.”
O governo tem argumentado sistematicamente que a criminalização do direito matrimonial poderia “desestabilizar” a instituição do casamento e ser usada por mulheres para intimidar os homens.
Mas, nos últimos anos, muitas esposas infelizes e advogados entraram com petições nos tribunais pedindo a derrubada da “lei ofensiva”.
A Organização das Nações Unidas (ONU), a ONG Human Rights Watch e a Anistia Internacional também levantaram preocupações sobre a recusa da Índia em mudar a legislação.
Vários juízes também admitiram que são prejudicados por uma lei arcaica que não tem lugar na sociedade moderna e pediram que o parlamento criminalizasse o estupro conjugal.
A Índia está entre 36 países onde o estupro conjugal não é ilegal
Getty Images via BBC
A lei é “uma clara violação” dos direitos das mulheres, e a imunidade que ela oferece aos homens é “antinatural” — e é a principal razão por trás do crescente número de processos judiciais, diz Neelima.
“A Índia tem essa fachada de ser muito moderna, mas sob a superfície, você vê sua verdadeira face. A mulher continua sendo propriedade do marido. O estupro é criminalizado na Índia não porque uma mulher foi violada, mas porque ela é propriedade de outro homem.”
Neelima afirma que “metade dos indianos, do sexo masculino, se tornou livre quando a Índia virou um país independente em 1947, a outra metade — do sexo feminino — ainda não está livre. Nossa esperança está no judiciário”.
É encorajador que alguns tribunais tenham “admitido a não naturalidade dessa imunidade”, diz ela. Mas estas são “pequenas vitórias, superadas por outros veredictos judiciais contrários”.
“Isso precisa de intervenção e tem que mudar na nossa geração. As barreiras são muito altas quando se trata de estupro conjugal”, avalia.
“Isso deveria ter sido resolvido há muito tempo. Não estamos lutando pelas gerações futuras, ainda estamos lutando contra os erros da história. E essa luta é essencial.”

Fonte: G1 Mundo

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Veneza cobrará turistas e exigirá reservas para conter multidões


Cidade italiana estima cobrar entre 3 a 10 euros por turista. Outra medida para conter turistas foi o banimento dos navios de cruzeiro. Homem fecha restaurante por conta da acqua alta em Veneza, em 8 de agosto de 2021
Manuel Silvestri/Reuters
De uma sala de controle do quartel-general da polícia de Veneza, o Big Brother está vigiando você.
Para combater a superlotação turística, as autoridades estão monitorando cada pessoa que coloca os pés na cidade.
Um total de 468 câmeras de circuito fechado, sensores óticos e um sistema de rastreamento de telefone celular são capazes de discernir moradores de visitantes, italianos de estrangeiros, de onde as pessoas vêm, para onde vão e o quão rápido estão se movendo.
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Maioria dos italianos aprova exigência de ‘passaporte da vacina’ em meios de transporte
A cada 15 minutos, as autoridades tiram um retrato do quão cheia a cidade está, assim como de quantas gôndolas estão circulando pelo Canal Grande, se barcos estão correndo e se as águas sobem em níveis perigosos.
Agora, um mês depois de navios de cruzeiro serem banidos da laguna, autoridades municipais estão se preparando para exigir que os turistas agendem suas visitas previamente e para cobrar de 3 a 10 euros para os visitantes de um dia entrarem, dependendo da época do ano.
Catracas como as dos aeroportos estão sendo testadas para controlar o fluxo de pessoas e, caso os números se tornem excessivos, impedir o ingresso de novos visitantes.
VÍDEO: Veneza registra inundação fora da temporada
O prefeito de Veneza, Luigi Brugnaro, diz que sua meta é tornar o turismo mais sustentável em uma cidade visitada por 25 milhões de pessoas por ano, mas reconhece que as novas regras serão difíceis de impor.
“Espero protestos, processos, tudo… mas tenho o dever de tornar esta cidade habitável para aqueles que moram nela e também para aqueles que querem visitá-la”, disse ele a repórteres estrangeiros no domingo.
*Reportagem adicional de Cristiano Corvino

Fonte: G1 Mundo

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Quarta onda de Covid atrapalha festa do Ano Novo judaico em Israel


Ano Novo judaico começa nesta segunda-feira (6), quando começará 5782: quantidade de anos desde a criação do mundo, segundo a tradição da religião. Profissional de saúde prepara dose de vacina contra a Covid-19 em Tel Aviv, Israel, em 21 de junho.
Amir Cohen/Reuters
O Ano Novo judaico começa nesta segunda-feira (6) e os judeus de Israel – 75% da população – se preparam para a tradicional ceia de família.
O novo dia judaico começa com o aparecimento da primeira estrela, e não à meia-noite. A celebração acontece com um jantar assim que anoitece, com comidas como maçã com mel e sementes de romã para desejar um ano doce e frutífero. Os mais religiosos vão a sinagogas para ouvir o som do shofar, um chifre de animal, tocado por rabinos para marcar a data. 
O ano que começa será o de 5782 – quantidade de anos desde a criação do mundo, segundo a tradição judaica. Mas, como no ano passado, a celebração acontece à sombra de mais uma onda de coronavírus, a quarta desde março de 2020. Segundo uma pesquisa do Instituto de Democracia de Israel, 50% dos judeus israelenses desistiriam do tradicional jantar de família caso soubessem que um dos parentes presentes não se vacinou.
Há uma semana, o número de infectados pelo vírus por dia gira em torno dos 10 mil, com uma média semanal de 25 mortos por dia, números altos para um país de apenas 9,3 milhões de habitantes.
Diante disso, muitas famílias vão realizar a ceia de Ano Novo com menos parentes para evitar aglomerações, já que as restrições são de até 50 pessoas, no máximo. Muitas famílias vão festejar ao ar livre e algumas estão até pedindo aos não vacinados – incluindo crianças – que façam testes rápidos antes de comparecer.
49% dos israelenses acham restrições insuficientes
Entre os que não se importam em ir a festas com não vacinados, a maioria é formada por jovens com menos de 44 anos, que se preocupam menos com a pandemia. Isso se reflete também no percentual dos israelenses que acreditam que o governo do país deveria impor mais restrições para conter as infecções.
Quase metade dos entrevistados, ou 49%, disseram acreditar que as restrições às pessoas não vacinadas não são suficientemente severas. Mas, entre os maiores de 55 anos, esse percentual aumenta para 61%.
Israel bate recorde de casos diários de Covid-19 desde o início da pandemia
Atualmente, os israelenses devem usar máscaras em locais fechados e seguir o chamado “Passe verde”, uma espécie de passaporte para poder entrar em lugares como restaurantes, cafés, hotéis, piscinas públicas e outros lugares. Todos os israelenses também precisam fazer quarentena ao desembarcar no aeroporto, sendo que cidadãos de alguns países – incluindo o Brasil – nem podem visitar o país.
Quase todas essas medidas haviam sido abolidas em maio por causa do sucesso da vacinação em massa no país e a queda drástica no número de infecções, hospitalizações e mortes. Mas as máscaras voltaram no final de julho, com a chegada da variante delta e a diminuição na eficácia das vacinas da Pfizer – praticamente a única usada no país.
Terceira dose
As outras restrições também voltaram quando as autoridades perceberam que, além da variante delta ser mais contagiante, a doença passou a ser muito detectada entre pessoas que haviam tomado as duas doses há mais de cinco meses.
Israel foi primeiro país a começar a oferecer, em 30 de julho, a terceira dose da vacina aos maiores de 60 anos. Depois, a idade foi baixando e hoje, todos os acima de 12 anos podem receber o reforço, desde que a segunda dose tenha sido administrada há mais de 5 meses. Até agora, 35% da população já foi imunizada com esse reforço.
Israel anuncia que voltará a receber turistas estrangeiros após ligeira onda de casos de Covid relacionados à variante delta
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Número de infecções começa a cair
Não há dúvidas de que a campanha de vacinação é um sucesso no país. Só 12% dos israelenses com mais de 12 anos não receberam as primeiras duas doses até hoje, a maioria temendo que a vacina possa causar algum mal à saúde. Mas, somando os não vacinados, as crianças de até 12 anos e quem ainda não recebeu a terceira dose apesar de já ser elegível, ainda há muita gente se contaminando.
Os resultados da terceira dose já começam a ser medidos e o ritmo das infecções e hospitalizações está caindo. As autoridades acreditam que, em breve, a nova onda de Covid-19 vai passar por causa do reforço vacinal.
Campanha vacinação palestina ainda é lenta
Entre os palestinos, a vacinação avança mais devagar. A vacina está amplamente disponível na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desde fevereiro, quando as autoridades receberam 2,8 milhões de doses da COVAX – o mecanismo internacional de compartilhamento de vacinas apoiado pelas Nações Unidas e pela Organização Mundial de Saúde. Outras 4,6 milhões de doses da Pfizer devem chegar em breve.
No entanto, a maioria dos palestinos hesita em se vacinar, tanto na Cisjordânia quanto na Faixa de Gaza. Só cerca de 30% dos 2,8 milhões palestinos acima dos 18 anos foram receber a primeira dose da vacina, até agora, segundo dados recentes do Ministério da Saúde palestino. E só 16% estão duplamente vacinados.
A Autoridade Palestina, que governa a Cisjordânia, e o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, tentam, como podem, convencer a população. Recentemente, ordenaram os funcionários públicos a se vacinar sob pena de serem colocados em férias não remuneradas.
Mas esbarram em fake news e teorias conspiratórias que circulam por todo o mundo árabe-muçulmano, bem como em uma falta de confiança nas autoridades médicas. A esperança é que, aos poucos, a campanha de vacinação alcance mais pessoas nos territórios palestinos.
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Fonte: G1 Mundo

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Afeganistão: como era a vida das mulheres antes do Talibã


Enquanto o país inicia outra era sob o Talibã, há grande temor de que as mulheres do país voltem a ser tratadas como no primeiro regime do grupo fundamentalista. Estudante em Cabul em 1972: direitos das mulheres no Afeganistão tiveram muitas idas e vindas no último século
Getty Images via BBC
Os direitos das mulheres no Afeganistão tiveram muitas idas e vindas no último século.
Desde o início do século 20, as mulheres afegãs têm se mobilizado para conseguir mais liberdade e igualdade de gênero. Mas, ao longo dos anos, seus esforços foram contrapostos por medidas radicais tomadas por homens para detê-las.
Quando o Talibã assumiu o poder pela primeira vez no país, em 1996, o direito das mulheres à educação e ao emprego foi brutalmente suspenso. As afegãs só podiam sair de casa acompanhados por um familiar do sexo masculino e eram obrigada a usar uma burca que as cobrisse totalmente. Aquelas que desobedeciam as regras eram severamente punidas.
Agora, enquanto o país inicia outra era sob o Talibã, há um grande temor de que as mulheres do país sofram outros tempos sombrios.
Mas como era a vida das afegãs antes da primeira chegada do Talibã? E antes da invasão soviética em 1979?
Mudança progressiva
Alguns historiadores afirmam que o movimento pelos direitos das mulheres no Afeganistão teve início no início do século 20, com o reinado de Amanulá Khan, e suas reformas para modernizar o país, de 1919 a 1929.
Nessa época, o Afeganistão começou uma mudança progressiva para levar o islamismo tradicional para a modernidade.
Khan introduziu uma nova constituição que buscava garantir os direitos das mulheres. Novas escolas para meninos e meninas foram abertas, a idade mínima das mulheres para o casamento foi aumentada e os casamentos forçados foram proibidos. Regras rígidas de vestimenta para mulheres também foram proibidas.
As reformas modernizadoras de Khan, no entanto, geraram vários levantes de tradicionalistas e conservadores. Em 1929, ele foi derrubado e quase imediatamente Muhammad Nadir Shah se autoproclamou rei. Em pouco tempo ele aboliu muitas das reformas que Khan havia promulgado.
Essa era, entretanto, não durou muito.
Nadir Shah foi assassinado em 1933 e muitas das iniciativas de Khan foram retomadas durante o longo reinado do filho de Nadir Shah, Muhammad Zahir Shah, o último rei do Afeganistão, de 1933 a 1973.
As escolas para meninas foram restabelecidas, uma nova universidade foi fundada e uma nova constituição foi instituída. E em 1964 as mulheres afegãs receberam o direito de votar.
Interpretações do Islã
Toda a primeira metade do século reflete as profundas divisões que existem no Afeganistão entre reformistas e tradicionalistas.
E também mostra as diferentes interpretações que diferentes grupos fazem sobre o Islã e sua influência sobre o direito das mulheres, afirma Mona Tajali, professora de relações internacionais do Agnes Scott College, na Geórgia, Estados Unidos.
“Como aconteceu em muitas outras sociedades, no Afeganistão tivemos essas narrativas concorrentes sobre os direitos que uma mulher deve ter”, explica Tajali. “Existem interpretações reformistas da religião, que são totalmente a favor da igualdade de gênero. E há interpretações conservadoras, que dizem que as mulheres não devem ser educadas, que elas não precisam entrar no mercado de trabalho e que definitivamente não precisam ter uma presença no Parlamento.”
Era comunista
Em 1973, Zahir Shah foi deposto por seu primo, Mohammed Daoud Khan, encerrando mais de 200 anos de governo monárquico no Afeganistão.
E durante a proclamada República do Afeganistão, os direitos das mulheres continuaram a aumentar.
“Começou a ter a presença de mulheres no Parlamento, foi um momento de grande ênfase na formação universitária para mulheres, na presença das mulheres na esfera pública e nos cargos públicos”, afirma Mona Tajali.
O status das mulheres afegãs continuou a melhorar durante os regimes apoiados pelos soviéticos no final dos anos 1970, quando o Partido Democrático do Povo do Afeganistão marxista assumiu o poder na Revolução de abril de 1978.
E a melhora continuou após a invasão soviética em 1979.
“A invasão soviética ampliou consideravelmente a igualdade de gênero”, explica à BBC Mariam Aman, jornalista do serviço persa da BBC.
“Principalmente no setor de educação, 45% dos professores eram mulheres. Pode-se dizer que os direitos das mulheres atingiram seu ponto alto durante o regime comunista”, diz Aman.
O parlamento fortaleceu a educação das meninas e proibiu práticas como oferecer mulheres para selar disputas entre duas tribos ou forçar as viúvas a se casarem com o irmão do falecido marido.
“Foi uma época em que mudanças enormes foram vistas e durante esse tempo o movimento das mulheres no Afeganistão realmente começou a tomar forma”, diz Mona Tajali à BBC Mundo.
Mas, como aconteceu em muitos outros países, esse movimento de mulheres não se espalhou por todo o país.
E em um país tão complexo como o Afeganistão continuaram a haver diferenças marcantes entre o status das mulheres nas áreas rurais e urbanas e profundas divisões dependendo de sua etnia, tribo e, acima de tudo, religião.
“Os avanços para as mulheres se concentraram predominantemente em Cabul”, explica Mariam Aman. “A elite da classe dominante de Cabul havia criado um oásis de liberalismo na Universidade de Cabul e no palácio, mas isso dificilmente se estendia aos cidadãos comuns”, acrescenta.
Além disso, diz Mariam Aman, as divisões entre reformistas e tradicionalistas e as narrativas opostas sobre o Islã e o papel das mulheres se aprofundaram ainda mais durante os regimes comunistas.
“Este conflito tornou-se enormemente significativo durante os regimes de esquerda”, explica ela. “E, além disso, havia uma pobreza profundamente enraizada. O acesso à educação era limitado às cidades, os casamentos infantis ainda eram o costume e havia uma total ausência de mídia gratuita.
Entre dois regimes do Talibã
Em 1996, os direitos que as mulheres mais urbanas e em regiões menos tradicionais tinham conquistado chegaram a um fim abrupto com a ascensão do Talibã ao poder.
Quando o regime do Talibã foi derrubado por uma coalizão militar liderada pelos EUA, em 2001, as mulheres foram aos poucos reconquistando seus direitos no novo governo civil.
Elas voltaram a trabalhar, a estudar, a sair de casa sozinhas, não eram mais obrigadas a usar a burca e podiam ocupar cargos públicos – algumas conseguirem se eleger como prefeitas e congressistas.
E agora, 25 anos depois, quando o Talibã inicia uma nova era de poder no Afeganistão, muitos temem que a história da perda dos direitos das mulheres se repita.
“Esse é o grande medo”, diz Mona Tajali. “Estive em contato com grupos de mulheres e ativistas pelos direitos das mulheres no Afeganistão e eles nos disseram que não acreditam que o Talibã tenha mudado em nada.”
“Eles acham que o Talibã tentará retornar às suas interpretações conservadoras da Sharia (a lei islâmica) e tentará devolver as mulheres à esfera doméstica”, afirma Tajali.
“Tudo o que foi conquistado está em risco agora”, acrescenta.

Fonte: G1 Mundo

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Comerciante italiano rouba bilhete de loteria premiado de uma mulher de 70 anos e é preso pouco antes de embarcar para a Espanha


A mulher de 70 anos tinha ido a uma tabacaria de Nápoles para confirmar que havia ganhado e foi roubada. Imagem de 2016 mostra o saguão do aeroporto de Roma
AP
Um comerciante da Itália foi detido no aeroporto de Roma-Fiumicino, prestes a viajar para a Espanha, depois de ter roubado um bilhete premiado que valia 500 mil euros (cerca de R$ 3,07 milhões), anunciou a polícia nesta segunda-feira (6) de uma cliente.
A imprensa italiana falava do caso há dias, depois que o homem fugiu na quinta-feira com o bilhete, que pertence a uma mulher de 70 anos. Ela tinha ido a uma tabacaria de Nápoles para confirmar que havia ganhado e foi roubada.
Segundo os investigadores, após o furto, o comerciante foi para a cidade de Latina, entre Nápoles e Roma, para depositar o bilhete premiado em um banco e poder retirá-lo mais tarde.
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Ele foi detido pela polícia de fronteiras no aeroporto, com uma passagem de avião para as ilhas Canárias, na Espanha. Nesse momento, ele ainda disse que queria denunciar uma mulher que o acusava de ter roubado seu bilhete, diz o comunicado.
A Promotoria abriu uma investigação por roubo agravado, e suspendeu a licença da tabacaria. A Justiça também ordenou a apreensão do cupom valioso.
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Fonte: G1 Mundo

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Brasil x Argentina: mentir em formulário, como fizeram argentinos, dá até 10 anos de cadeia na Inglaterra


Segundo a Anvisa, quatro jogadores argentinos teriam omitido passagem pela Inglaterra nos 14 dias anteriores à chegada ao Brasil. No Reino Unido, onde eles moram por jogarem para times britânicos, esse tipo de mentira em formulário sanitário dá prisão. Jogo de Eliminatórias da Copa do Mundo foi suspenso depois de 5 minutos
Getty Images/via BBC
Enquanto no Brasil a punição para quem mente no formulário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai de multa a deportação, no Reino Unido, onde os quatro jogadores argentinos envolvidos no escândalo moram, quem mente no formulário sanitário do país pode pegar até dez anos de prisão.
A Anvisa afirmou que os quatro jogadores argentinos retirados de campo em meio ao jogo entre Brasil e Argentina no domingo (05/09), em São Paulo, prestaram informações falsas para as autoridades sanitárias.
‘O que tem origem na mentira não pode ter final bom’, diz diretor-presidente da Anvisa
O jogo foi suspenso cinco minutos depois de começar, quando agentes da Anvisa entraram em campo para retirar Emiliano Martínez, Giovani Celso, Cristian Romero e Emiliano Buendía.
Eles não teriam informado que estiveram na Inglaterra menos de 14 dias antes de desembarcar no Brasil.
Para tentar controlar a entrada de variantes do coronavírus, viajantes estrangeiros que tenham passagem, nos últimos 14 dias, pelo Reino Unido, África do Sul, Irlanda do Norte e Índia estão impedidos de ingressar no Brasil, segundo a regra geral.
Os jogadores desembarcaram em Guarulhos, São Paulo, vindos de Caracas, na Venezuela, onde jogaram contra a seleção venezuelana na sexta (3). Mas os quatro jogadores argentinos estiveram na Inglaterra antes disso, menos de duas semanas antes de desembarcar no Brasil, segundo a Anvisa.
A seleção argentina poderia ter negociado um acordo com as autoridades brasileiras, mas isso provavelmente envolveria algum tipo de quarentena, isolamento e testes de PCR para assegurar ausência de contaminação.
A Inglaterra, onde os quatro jogadores moram e para onde vão retornar, também proíbe a entrada de pessoas vindas do Brasil e outros países da América do Sul pelo mesmo motivo. Essas nações estão na chamada “lista vermelha”, que incluem países com altas taxas de infecção pelo coronavírus ou circulação de variantes.
Residentes podem ingressar, mas precisam passar por quarentena de 10 dias num hotel designado pelo governo britânico. O passageiro procedente de país da lista vermelha que mentir sobre isso no formulário de viagem, como fizeram os argentinos no Brasil, pode pegar até 10 anos de cadeia. Além disso, estará sujeito a multa de até 10 mil libras, o equivalente a R$ 71 mil.
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Jogos são todos na ‘lista vermelha’
Pelo calendário de jogos das eliminatórias da Copa do Mundo, os quatro jogadores argentinos voltariam à Inglaterra ainda neste mês, saindo de países que estão na lista vermelha – os jogos de setembro são na Venezuela, Paraguai e Brasil. Todo mundo que desembarca no Reino Unido precisa declarar se esteve num país de risco para Covid nos últimos 10 dias.
Os quatro jogadores argentinos que teriam prestado informações falsas para a Anvisa jogam em times britânicos e moram no Reino Unido. Buendía e Martínez atuam no Aston Villa, enquanto Cristian Romero e Giovanni Lo Celso jogam no Tottenham.
Após o jogo contra o Brasil, a seleção argentina jogaria em Buenos Aires uma partida contra o Paraguai, na sexta-feira (10) – país que também está na lista vermelha da Inglaterra.
Há uma partida da Premier League prevista entre o Tottenham e o Chelsea, no Reino Unido, no dia 19 de setembro, portanto menos de 10 dias depois desse jogo de eliminatória da Copa do Mundo, no Paraguai.
Já o Aston Villa tem partidas marcadas para 11 e 18 de setembro. Em tese, se prestarem informações corretas às autoridades britânicas, os jogadores argentinos não poderiam participar dessas partidas porque precisariam passar por quarentena.
Há casos em que são abertas exceções. Mas elas precisam ser negociadas antecipadamente, mediante o fornecimento de informações precisas sobre país de origem.
E como é a punição no Brasil?
No Brasil, mentir no formulário sanitário pode gerar pagamento de multa, quarentena obrigatória ou deportação.
Além de causar a interrupção do jogo, classificatório para a Copa do Mundo, os jogadores foram denunciados à Comissão Disciplinar da Fifa e à Polícia Federal, segundo a Anvisa.
A agência também afirma que orientou as autoridades de saúde de São Paulo a determinar a quarentena dos jogadores, “que estão impedidos de participar de qualquer atividade e devem ser impedidos de permanecer em território brasileiro.”
Regras sanitárias
Quem não informa sobre ter estado em países para os quais o Brasil estabeleceu restrições – como fizeram os jogadores argentinos, segundo a Anvisa – comete uma infração sanitária passível de punição.
Não declarar itens que podem trazer ameaças à saúde ou ao ambiente do país – como animais, remédios, alimentos, plantas, sementes – ao desembarcar também é uma infração.
Segundo as regras gerais, estrangeiros que desrespeitam regras sanitárias ao chegar ao país podem ser impedidos de desembarcar ou permanecer em território nacional, de acordo com a Lei 6.437/1977.
Já cidadãos brasileiros podem receber advertência e multa, segundo a mesma lei.
O que vem na mala
Para brasileiros que retornam ao país depois de uma viagem internacional, há uma série de itens que precisam obrigatoriamente ser declarados à alfândega, como: animais, plantas, sementes, alimentos, medicamentos, armas e munições; compras e outros bens acima da taxa de isenção de U$ 500 (ou o equivalente na moeda do país para o qual você viajou); notas ou cheques de R$ 10 mil ou mais em outra moeda; entre outros.
Quem pega a fila de quem tem “nada a declarar” pode acabar selecionado para inspeção, que em teoria é aleatória. Se a pessoa for pega na mentira e os fiscais verificarem itens com valores acima da taxa de isenção, ela será obrigada a pagar, além do imposto, uma multa de 50% sobre o valor excedente por falsa declaração.
Caso minta sobre a quantidade de dinheiro em outra moeda ou algum dos outros itens que precisam ser declarados, o passageiro pode enfrentar uma investigação da Polícia de Federal e até mesmo ser processado criminalmente.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã afirma que vai erradicar o Estado Islâmico do Afeganistão


Líder regional do Talibã diz que prioridade é enfrentar o Estado Islâmico e tenta passar a imagem de moderado. EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico-k no Afeganistão
Nos últimos anos, o mulá Neda Mohammad, do Talibã, combateu o governo do Afeganistão e os rivais islamitas do grupo Estado Islâmico ao mesmo tempo.
Ele foi nomeado governador da província de Nangarhar após a chegada ao poder do Talibã no Afeganistão, e afirma que o Estado Islâmico será erradicado do país.
Neda Mohammad, líder regional do Talibã, em 5 de setembro de 2021
James Edgar/AFP
Há duas semanas, ele ainda era o líder da rebelião talibã em Nangarhar, estratégica província do leste do país. Agora o mulá Mohammad é o governador.
Ele passou a trabalhar em palácio do centro de Jalalabad, principal cidade da região. O governador diz que a vitória decisiva para a tomada de poder aconteceu no início de agosto, no distrito de Sherzad, após “combates intensos” que levaram suas tropas à entrada de Jalalabad.
Esta foi uma das grandes cidades que os talibãs conquistaram antes de o governo e o exército do Afeganistão debandarem.
Nos dias seguintes, contam dois dirigentes talibãs, o então governador provincial enviou mensagens: “Ele afirmou ‘não vou lutar por (o presidente) Ashraf Ghani, e não quero que a cidade seja destruída'”, recorda um deles. “Aceitamos o acordo, nós também não queríamos combater na cidade”, completa.
Durante dois dias, o mulá Mohammad posicionou as tropas ao redor da cidade, fez consultas e organizou a futura administração.
Em 15 de agosto, o Talibã entrou em Jalalabad e as autoridades locais se renderam. Horas mais tarde, a capital Cabul caiu da mesma maneira e o presidente Ghani fugiu do país.
Talibã nos anos 1990
Vários moradores de Jalalabad estão aterrorizados, pois recordam do regime brutal Talibã dos anos 1990 e de seus ataques violentos posteriores.
“Afirmamos que não acontecerão problemas”, disse o mulá Mohammad. Os talibãs governarão para “todos os afegãos”, disse ele.
Apesar das garantias, “muitas pessoas na cidade temem por sua liberdade de expressão, que os talibãs persigam quem não pensa como eles. E as mulheres temem perder muito”, explica um habitante, que dirige uma ONG.
O mulá Mohammad afirma que a população apoia amplamente o Talibã e suas prioridades: restabelecer a economia e garantir a segurança.
Estado Islâmico do Khorasan
Além dos crimes comuns, o primeiro objetivo do ex-líder de guerra que virou governador continua sendo o Estado Islâmico do Khorasan (EI-K), autor de vários ataques no passado recente do Afeganistão, incluindo o atentado suicida que matou mais de 100 afegãos, 13 militares americanos e dois britânicos perto do aeroporto de Cabul em 26 de agosto.
O avanço do EI-K, em particular em Nangarhar, preocupa os Estados Unidos, agora fora do Afeganistão mas que desejam evitar, 20 anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 da Al-Qaeda, que uma rede extremista global se estabeleça novamente neste país. Uma ameaça que levou Washington a aproximar-se dos antigos inimigos talibãs para tentar erradicar o grupo extremista.
Os novos governantes do país anunciaram rapidamente que não tolerariam o prosseguimento dos ataques do Estado Islâmico. “Não vão encontrar refúgio conosco, perseguiremos todos os seus combatentes”, garante o mulá Mohammad.
“Nós lutamos contra eles, não são muito numerosos. Desde nossa chegada ao poder poder (em Jalalabad), prendemos de 70 a 80 de seus combatentes”.
Alguns analistas da região citam uma possível aproximação com o EI-K de alguns talibãs, como a rede Haqqani, considerada terrorista por Washington e historicamente próxima da Al-Qaeda. Seu líder, Sirajuddin Haqqani, é um dos principais dirigentes dos talibãs.
“Não há relação, é totalmente falso”, afirma o mulá Mohammad. “Sua excelência Sirajuddin Haqqani é um de nossos líderes e estamos todos firmemente comprometidos contra o Estado Islâmico”.
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Fonte: G1 Mundo