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Ferrugem segue os padrões musicais e emocionais do pagode romântico no fluxo linear do álbum ‘Sentimento’


Ferrugem lança o álbum ‘Sentimento’ com 12 músicas, mas uma faixa, ‘Amar ou odiar’, está bloqueada
Thaís Marques / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Sentimento
Artista: Ferrugem
Cotação: ★ ★ ★
♬ Na teoria, “Sentimento” – álbum lançado por Ferrugem na noite de ontem, 22 de janeiro – mistura o pagode com o soul em registro audiovisual filmado no Theatro Municipal de Niterói (RJ) com estética retrô, evocativa dos programas de TV dos anos 1970, década da disco music, simbolizada na capa do disco pelo globo espelhado exposto acima do artista na foto de Thais Marques.
Na prática, o álbum – gravado em estúdio e editado via Gold Records – reproduz os padrões emocionais e musicais do pagode romântico. Há, sim, algo do espírito do som black Rio no samba “Arrependidaço” (Cauique, Rodrigo Leite e Gabrielzinho, 2025), faixa previamente apresentada em single e clipe lançados em dezembro.
No entanto, após essa primeira promissora faixa, o álbum “Sentimento” segue por trilhas já pisadas por grupos e cantores de pagode como Belo. Uma sequência de quatro pagodes românticos assinados solitariamente pelo compositor Enry Castro – “Terapeuta”, “Arco e flecha”, “Rota do esquecimento” e “Efeito dominó” – rebobina clichês do gênero, remoendo dores de amores expiadas em letras de música desde que o samba é samba.
Ferrugem, cabe ressaltar, não dá (a bela) voz ao pagode mais pop e miscigenado dos correntes anos 2020. Sob tal prisma, o álbum “Sentimento” soa de fato vintage porque remete a um tipo de pagode que surgiu na década de 1990.
A matéria-prima do repertório – formatado em estúdio com produção musical de Lincoln de Lima – é o vaivém emocional que faz e desfaz casais entre paixões e traições. A propósito, “Casal do mal” é o pagode com maior potencial para virar hit. O refrão da composição de BG e Gabrielzinho resulta infalível.
Em essência, Ferrugem canta pagodes que versam sobre corações quebrados pela mágoa e pela saudade, mote de “Nada que lembre de nós” (Cleitinho Persona, Elizeu Henrique, Lucas Nage e Nagetta).
Com 12 músicas inéditas, mas com faixa bloqueada para lançamento posterior (“Amar ou odiar”), o álbum “Sentimento” vai soando linear à medida em avançam pagodes como “Não vai ter lágrima” (Cleitinho Personza e Elizeu Henrique), outro hit em potencial na safra peneirada por Ferrugem entre centenas de composições.
Ferrugem canta muito bem – e, não por acaso, o artista vai percorrer o Brasil em 2026 com Péricles em turnê com show inédito intitulado justamente “Vozes” – mas o ótimo desempenho vocal do intérprete jamais abafa as redundâncias de pagodes como “Amor gigante” (Cleitinho Persona, Elizeu Henrique Nego Branco).
Faltou mais variedade na seleção do repertório do álbum “Sentimento”. Faltou mais o alardeado soul no som retrô. De todo modo, para o ouvinte habituado aos padrões dos pagodes românticos, o disco vai descer bem, sem incômodos. “Dependente emocional” (Bruno Bys, Carlos Caramelo, Guga Nandes e Junior Garça), por exemplo, acerta em cheio o público-alvo do álbum “Sentimento”.
Desde que lançou em junho a primeira música do disco, “Apagar (Fundo raso)” (Enry Sanches, 2025), Ferrugem já apontou a trilha emocional que seguiria no álbum. E mal nenhum há nessa opção. A questão é que o discurso e o visual adotados pelo artista na promoção de “Sentimento” não batem exatamente com o som ouvido no álbum.
Capa do álbum ‘Sentimento’, de Ferrugem
Thaís Marques

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Se os brasileiros submetessem um sapato ao Oscar, todos votariam nele’, diz diretor de ‘Sirât’


“O Agente Secreto” recebe quatro indicações ao Oscar
Oliver Laxe, diretor do longa espanhol “Sirât”, que concorre ao Oscar nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Som, comentou sobre as indicações de “O Agente Secreto” na premiação.
“Na Academia há muitos brasileiros, nós gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, disse Laxe durante o talk show La Revuelta, da emissora pública espanhola TVE.
Oliver Laxe durante Film Independent Spirit Awards
Foto por RODIN ECKENROTH / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS, na sigla em inglês) é a associação responsável pelas indicações do Oscar. O grupo, composto por aproximadamente 10 mil pessoas, inclui brasileiros que já concorreram em outras premiações ou que foram convidados pela entidade.
Entre os brasileiros na lista estão Fernanda Montenegro, Maeve Jinkings, Carlos Saldanha, Petra Costa, Alice Braga, Sonia Braga, Rodrigo Santoro, Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura e Selton Mello.
O Oscar 2026 acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como em 2025, a 98ª edição da premiação americana contará com o comediante Conan O’Brien como apresentador.
‘O agente secreto’ recebe quatro indicações ao Oscar
“O agente secreto” recebeu quatro indicações ao Oscar 2026 e empatou com o recorde de “Cidade de Deus”, em 2004. O filme de Kleber Mendonça Filho concorre em:
Melhor seleção de elenco
Melhor filme internacional
Melhor ator para Wagner Moura
Melhor filme
Além de “O Agente Secreto”, um brasileiro também concorre em Melhor Fotografia. Adolpho Veloso é um dos favoritos na categoria por seu trabalho em “Sonhos de Trem”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Oscar 2026: Disputa em filme internacional se limita a ‘O agente secreto’ e ‘Valor sentimental’


‘O agente secreto’ recebe quatro indicações ao Oscar
Às vezes, o óbvio precisa ser dito. Apenas o brasileiro “O agente secreto” e o norueguês “Valor sentimental” continuam na disputa pela categoria de filme internacional a partir do anúncio dos indicados ao Oscar 2026, nesta quinta-feira (22).
Claro, outros três — o franco-iraniano “Foi apenas um acidente”, o tunísio “A voz de Hind Rajab” e o espanhol “Sirât” — ainda concorrem oficialmente, mas apenas os outros dois receberam indicações também na categoria principal, de melhor filme.
Pela lógica, isso coloca a dupla entre os dez melhores do ano para os mais de 10 mil membros membros votantes da Academia de Cinema de Hollywood, acima dos demais. Em especial, os separa de “Foi apenas um acidente”, que até esta quinta era visto por muitos como tão favorito quanto os dois.
Wagner Moura em cena de ‘O agente secreto’ e Stellan Skarsgård e Renate Reinsve em cena de ‘Valor Sentimental’
Divulgação
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A disputa direta promete ser árdua.
“Valor sentimental” tem o terceiro maior número de indicações do ano, empatado com “Frankenstein” e “Marty Supreme”, com nove cada.
Entre eles, concorre em categorias importantes como direção, com Joachim Trier, e roteiro original, além de ter quatro atores indicados.
Já “O agente secreto” entra no pelotão dos filmes com quatro indicações, junto de “Bugonia”, “F1” e “Sonhos de trem”.
A vitória sobre o rival na categoria equivalente no Globo de Ouro 2026 ajuda a manter vivo o sonho brasileiro, mas é importante lembrar que a premiação não tem membros votantes em comum com a Academia.
Dá para dizer, então, que o troféu elevou a visibilidade de “O agente secreto” na fase crucial da escolha dos indicados, mas não deve fazer muita diferença de agora em diante.
A votação dos vencedores começa na segunda-feira (26), às 14h (horário de Brasília), e termina em 5 março, às 22h (horário de Brasília).
Já o Oscar 2026 acontece em 15 de março, em Los Angeles. O comediante Conan O’Brien retorna como apresentador.
Fase final
Claro, a partir de agora começa uma nova campanha até o Oscar de fato — e ambos os filmes são distribuídos nos Estados Unidos pela mesma empresa, a Neon, o que pelo menos em teoria indica esforços iguais para cada um.
Uma novidade desta edição pode ajudar “O agente secreto”, mesmo com menos indicações. Em abril de 2025, a Academia anunciou que passaria a exigir que seus membros garantissem que tinham assistido a todos os indicados de uma categoria para poder votar nela.
Parece básico, mas muita gente admitia que mandava suas escolhas mesmo sem conseguir ter visto tudo.
Baseada em grande parte em um sistema de autodeclaração, a medida não garante que todo mundo assista a todos os concorrentes, mas coíbe quem não viu.
Isso pode favorecer “O agente secreto”. Pelo menos entre os votantes da categoria internacional, deve ser menor o número de pessoas que viram apenas o norueguês e não o brasileiro.
No fim do dia, a vantagem em indicações totais deve influenciar menos esse resultado específico.
“Ainda Estou Aqui”, Walter Salles, levou primeiro Oscar para o cinema brasileiro
Jordan Strauss/Invision/AP/dpa via DW
Mas e 2025?
Em 2025, o representante brasileiro viveu situação parecida, mas o contexto foi bem diferente. “Ainda estou aqui” tinha três indicações ao Oscar e “Emilia Pérez”, seu principal concorrente, era líder da edição, com 13.
Para piorar, o filme francês tinha saído vencedor no Globo de Ouro — na disputa direta e em uma das categorias principais, de melhor filme de comédia ou musical.
Porém, pouco depois, a descoberta de tuítes antigos racistas e xenofóbicos da atriz Karla Sofía Gascón tirou a campanha do filme totalmente do eixo. Como resultado, a obra francesa levou apenas dois Oscars para casa, e perdeu a categoria internacional para a brasileira.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Cidade de Deus’ no Oscar: Os bastidores da última vez em que um filme brasileiro teve 4 indicações


‘Douglas Silva em cena de Cidade de Deus’, de Fernando Meirelles
Divulgação
No Oscar 2004, “Cidade de Deus” recebeu quatro indicações inéditas para o Brasil. Nesta quinta-feira (22), pela primeira vez desde então uma produção nacional igualou o feito, quando “O agente secreto” foi anunciado pela Academia de Cinema americana como concorrente a melhor filme, filme internacional, ator e seleção de elenco.
O Oscar 2026 ainda vai ficar mais marcado como a edição mais brasileira da história, já o país ainda conseguiu mais uma indicação com Adolpho Veloso, diretor de fotografia de “Sonhos de trem”.
Mas como foi a história por trás das indicações pioneiras de “Cidade de Deus”? Lançado no Brasil em 2002, ele não conseguiu uma indicação em 2003 à categoria de melhor filme internacional – filme em idioma estrangeiro, na época.
E muita gente acha que isso aconteceu por causa de uma suposta esnobada da Academia brasileira.
Entenda como funciona a categoria de melhor filme internacional do Oscar
Isso não é verdade. O filme foi escolhido, sim, pelo país – quem não o selecionou foram os americanos. Para a surpresa de todos, a coisa mudou no ano seguinte. Em 2004, a produção recebeu quatro indicações:
direção (Fernando Meirelles);
roteiro adaptado (Bráulio Mantovani);
montagem (Daniel Rezende);
e fotografia (César Charlone).
Para comemorar o sucesso de “Ainda estou aqui” nos Estados Unidos no começo de 2025, o g1 conversou com Meirelles, Mantovani e o cineasta Guilherme de Almeida Prado, membro da comissão que escolheu o filme em 2003, para contar os bastidores desta reviravolta. Assista ao vídeo acima.
O que aconteceu, afinal?
Há 20 anos, ‘Cidade de Deus’ concorria a 4 Oscars depois de não ser indicado em 2003
Para poder ser indicado ao Oscar, um filme precisa ser selecionado por uma organização de seu país de origem. Atualmente, no Brasil, isso é tarefa da Academia Brasileira de Cinema.
Em 2002, quando “Cidade de Deus” estreou, a responsabilidade ainda era da Agência Nacional de Cinema (Ancine).
Ao contrário do que muitos lembram, a comissão – formada por Almeida Prado, Walter Lima Júnior, Zita Carvalhosa e Maria do Rosario Caetano – escolheu, sim, o filme dirigido por Meirelles em parceria com a cineasta Kátia Lund.
Diretor de filmes como “A dama do cine Shanghai” e “Perfume de Gardênia”, Almeida Prado diz que a decisão foi unânime.
“Eram umas cinco ou seis pessoas, no máximo. Eu lembro que o Walter Lima Júnior nem foi à reunião, porque disse que era tão óbvio o filme, que ele mandou escrito: ‘eu voto no ‘Cidade de Deus’ e não preciso ir à reunião porque eu tenho certeza que é o filme. Não vou perder tempo discutindo'”, conta o cineasta.
Fernando Meirelles durante as filmagens de ‘Cidade de Deus’
Divulgação/Miramax
O problema, no fim, foram os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Para Meirelles, o problema foi que o filme não agradou os americanos que selecionavam os indicados da categoria.
“O que eles falavam é que quem votava em filme estrangeiro era só aposentado. Só o público muito velho, que tinha disponibilidade para ir à tarde ao cinema assistir a dois filmes por dia”, fala o diretor.
Como era necessário assistir a um número mínimo de filmes representantes dos outros países, membros mais ativos da Academia não tinham tanto tempo livre para se dedicar à atividade.
“A faixa etária de votantes era de 50, 60 (anos). E o filme não agradou esse público mais velho.”
A esnobada americana não foi bem-recebida ao redor do mundo. Até hoje, a ausência entre os indicados de 2003 aparece em listas de maiores injustiças do Oscar. Para o cineasta, seu filme tinha grandes chances de levar o prêmio.
“O filme tinha ido muito bem em Cannes. Tinha tido uma crítica, no mundo inteiro, muito boa. Acho que o ‘Cidade de Deus’ ganhou 48 prêmios internacionais de melhor filme, então ele tinha um pedigree, assim.”
A volta dos que não foram
Capa de blu-ray da versão internacional de ‘Cidade de Deus’
Divulgação/Facebook do filme
No fim, a esnobada não foi a pior coisa do mundo. Para ser elegível à maior parte de suas categorias, a Academia exige que uma produção seja exibida por um período nos Estados Unidos no ano anterior à premiação. Uma das poucas exceções é a categoria de filme internacional.
No entanto, um filme indicado na categoria não pode voltar a ser indicado na edição seguinte em outras categorias. Ou seja, se “Cidade de Deus” tivesse entrado para a lista em 2003, não poderia ganhar suas quatro indicações em 2004.
“Acabei me dando muito bem, porque acabei tendo uma indicação pessoal de melhor diretor e isso certamente ajudou a minha carreira”, diz Meirelles.
Para ele, ter membros votantes mais jovens nas outras categorias ajudou. Mas não é possível justificar apenas com isso.
Cena de ‘Cidade de Deus’
Reprodução
A Miramax, distribuidora internacional do filme e fundada pelos irmãos Bob e Harvey Weinstein, investiu na campanha para que “Cidade de Deus” fosse considerado ao Oscar.
Atualmente cumprindo sentenças de 23 e 16 anos de prisão por diferentes casos de estupro, na época Harvey era considerado um dos homens mais poderosos de Hollywood – e um dos mais influentes nas premiações.
“Por que o ‘Cidade de Deus’ conseguiu aquelas quatro indicações? Porque o Harvey Weinstein investiu. Está em cana hoje. Não estou falando bem dele, não. Eu me senti encontrando com um mafioso quando conheci o cara lá em Los Angeles”, afirma Mantovani.
“Mas ele tinha ligado para o Fernando e dito: ‘Olha, Fernando. Vou te falar uma coisa. As pessoas estão vendo o filme e estão gostando. Eu acho que vai ser indicado para melhor montagem, melhor fotografia e melhor roteiro adaptado. Você não tem chance’. Foi a única coisa que ele errou.”

Fonte: G1 Entretenimento

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O Agente Secreto e o mais brasileiro dos Oscars – O Assunto #1645


A edição 2026 do Oscar registra um recorde para o cinema brasileiro: cinco indicações na premiação. “O Agente Secreto”, filme escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, concorre a quatro estatuetas. E o diretor de fotografia Adolpho Veloso foi indicado por “Sonhos de Trem” – trabalho filmado quase inteiramente com luz natural, que vem sendo muito elogiado pela crítica internacional.
“O Agente Secreto” é o filme brasileiro com o maior número de indicações em todos os tempos, empatado com “Cidade de Deus”, em 2004. O longa concorre nas categorias Melhor Elenco (criada pela Academia nesta edição), Melhor Filme Internacional (a mesma que “Ainda Estou Aqui” venceu em 2025), Melhor Ator (com Wagner Moura, que é o primeiro ator brasileiro a entrar na lista final) e na principal, a de Melhor Filme.
Com isso, o Brasil reforça sua posição de força ascendente nas telas de cinema e nas premiações internacionais – ainda este ano, o longa de Kleber Mendonça Filho já havia conquistado duas estatuetas no Globo de Ouro. Em um relato exclusivo para O Assunto, o cineasta fala sobre o poder da memória em sua obra.
A respeito das chances que o Brasil tem de vencer no Oscar, Natuza Nery conversa com Waldemar Dalenogare, crítico de cinema e doutor em História. Ele, que foi o primeiro sul-americano a entrar para a Critics Choice Association, comenta também porque os filmes brasileiros passaram a atrair atenção internacional e avalia o que deve ser feito para nossa indústria cinematográfica aproveitar este momento.
Convidado: Waldemar Dalenogare, crítico de cinema e doutor em História. Ele foi o primeiro sul-americano a entrar para a Critics Choice Association, a maior organização de críticos de cinema e televisão dos EUA e Canadá.
O que você precisa saber:
OSCAR 2026: ‘O agente secreto’ recebe quatro indicações e iguala recorde de ‘Cidade de Deus’
O MAIS BRASILEIRO: País bate recorde nacional com 5 indicações no mesmo ano
ENTENDA: Indicado ao Oscar de melhor filme, ‘O Agente Secreto’ recebeu investimentos públicos e privados
BRASILEIRO: Adolpho Veloso, diretor de fotografia de ‘Sonhos de Trem’, é indicado ao Oscar 2026
QUEM LIDERA? Oscar 2026: veja lista completa de indicados; ‘Pecadores’ lidera com 16 indicações
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva e Carlos Catelan. Colaborou neste episódio Paula Paiva Paulo. Apresentação: Natuza Nery.
O Brasil tem chances de vencer o Oscar?
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Indicação de O Agente Secreto ao Oscar de Melhor Filme
Mario Anzuoni/Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Diretor de elenco brasileiro indicado ao Oscar explica como escolheu atores para ‘O agente secreto’


O diretor de elenco de “O agente secreto”, Gabriel Domingues, explicou que escolheu atores que pudessem ajudar a recriar o Recife dos anos 70 de forma crível para o público. Em entrevista à GloboNews, ele definiu o elenco do longa-metragem, que teve quatro indicações ao Oscar, como “brilhante”.
O longa de Kléber Mendonça Filho obteve a inédita indicação brasileira em direção de elenco, categoria que entrou oficialmente na disputa em 2024.
Domingues, que tem 11 anos de carreira, declarou que escalou um elenco diverso para reconstruir o país da época retratada no longa-metragem. “Tive muitas conversas com o Kleber sobre como compor um elenco que tivesse a vibração dessa época”.
Um dos destaques é a atriz potiguar Tânia Maria, que faz a personagem Dona Sebastiana. “Ela é uma estrela”, definiu Domingues. Segundo ele, a escalação dela ocorreu porque Mendonça já conhecia e admirava o trabalho de Tânia e a indicou, pois trabalharam juntos em “Bacurau”, onde ela fez uma pequena participação como figurante.
Ele ressaltou que após ter acesso ao roteiro escrito por Mendonça e várias conversas sobre as características dos personagens, foi atrás dos atores nordestinos que poderiam participar do longa, que se passa em Recife (PE). “Eu fiz coisa pra caramba (na profissão), já tenho um repertório de pessoas”.
O Agente Secreto foi indicado a quatro categorias do Oscar
Reprodução/TV Globo/Conexão Globonews
Depois das escolhas, ele diz que foi fundamental que o elenco pudesse ensaiar junto, para que fosse criada sinergia entre os atores. “São muitos talentos de seus respectivos Estados, que construíram suas carreiras.”
Domingues afirmou que está muito emocionado com a indicação e sequer chegou a pensar em um possível discurso da vitória. “Hoje é dia de digerir a indicação, que já é grande o suficiente. Até a premiação as águas vão rolar e até lá penso no discurso”, comentou.
“Foi um processo muito rico, foi muito bom trabalhar com o Kleber”, pontuou. “Felizmente, o Kleber é um diretor que tem muito interesse, muita curiosidade e paixão pelo humano”, acrescentou.
“Nos Estados Unidos, durante a pré-campanha (do Oscar), muitas pessoas ficavam muito impressionadas com a diversidade das expressões do filme'”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Indicado ao Oscar, diretor de fotografia correu para comprar passagem para comemorar no Brasil: ‘Não queria ficar em Lisboa’


O diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso
Divulgação/IMDb do diretor
O diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso , que concorre ao Oscar de Melhor Fotografia por seu trabalho no filme “Sonhos de Trem”, revelou uma das primeiras coisas que fez ao saber da indicação: comprou uma passagem para vir ao Brasil.
Nascido em São Paulo, Veloso, de 37 anos, atualmente mora em Lisboa, Portugal.
Além dele, o Brasil concorre em outras quatro categorias da premiação com “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura.
Em entrevista ao Deadline, Veloso revelou que estava muito nervoso momentos antes da indicação. Quando soube que estava concorrendo à premiação, comemorou intensamente. “Eu não poderia estar mais feliz. É incrível”, contou.
Ele disse que comprou uma passagem para o Brasil após comemorar por FaceTime com integrantes do filme.
“Eu pensei: ‘Não quero ficar aqui em Lisboa. Preciso comemorar com a minha família e com os meus amigos’. Então, na manhã desta sexta estarei no primeiro voo (ao Brasil)”, disse ao Deadline.
Veloso conquistou reconhecimento internacional com seu trabalho em “Sonhos de Trem” (2025, dirigido por Clint Bentley), filmado 99% com luz natural em locações no Noroeste dos Estados Unidos. O filme memórias poéticas do protagonista Robert Grainier (Joel Edgerton).
O brasileiro ganhou o prêmio de Melhor Direção de Fotografia da Los Angeles Film Critics Association (LAFCA) 2025 e o Critics Choice Awards 2026 pelo mesmo filme.
No geral, os trabalhos de Veloso têm uma abordagem minimalista e autêntica influenciada por mestres da categoria como o americano Gordon Willis (1931-2014).
“O Agente Secreto” é indicado a 4 categorias no Oscar
No Brasil, ele trabalhou em produções como “Rodantes” (2021), “El Perfecto David” (2021) e a minissérie “Mosquito” (2020). Veloso também dirigiu projetos internacionais, como a série “Becoming Elizabeth” e o curta “American Cancer Story”.
Na entrevista ao Deadline, ele disse que durante as filmagens de “Sonhos de Trem” percebeu que se tratava de uma obra especial.
“Quando recebi o roteiro fiquei completamente apaixonado pelo que o Clint e o Greg escreveram. E também, a cada notícia que recebíamos, eu ficava mais confiante e nervoso ao mesmo tempo, porque de repente eles me diziam: ‘Ah, o Joel Edgerton está no projeto.’ E então eu ficava nervoso porque pensava: ‘OK, é um bom roteiro, um bom diretor, um bom ator. Se tudo der errado, provavelmente a culpa é minha, porque todo o resto é incrível'”, disse ao Deadline.
“Eu precisava ser aquele que não estragaria tudo! Então, eu tinha a sensação de que o projeto era especial, mas é um filme tão pequeno também. É um peixe tão pequeno contra todos os outros peixes grandes”, acrescentou.

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura reage à indicação ao Oscar de melhor ator por ‘O Agente Secreto’


Wagner Moura reage ao saber que foi indicado ao Oscar de melhor ator
Reprodução
Leonardo Lacca, preparador de elenco de “O Agente Secreto”, postou no Instagram fotos do momento em que Wagner Moura reagiu à sua indicação ao Oscar de melhor ator, nesta quinta-feira (22).
“Waguinho mais uma vez ficou sabendo de uma notícia boa por mim. O ‘caba’ estava no avião, com internet ruim e gente dormindo ao lado”, escreveu Lacca. No print, é possível ver Wagner sorrindo enquanto conversa com ele por chamada de vídeo.
O preparador de elenco disse que, naquele momento, Wagner falou para ele: “Léo, você é sempre o arauto das notícias incríveis quando estou em situação de não poder comemorar e abraçar ninguém”.
Lacca também escreveu: “Em Cannes, ele estava com uma equipe de desconhecidos. Ainda bem que ele já pousou, está indo pra casa abraçar os seus e comemorar sua indicação”.
Kleber Mendonça Filho agradece ‘energia incrível’ após indicação ao Oscar
A nomeação de Wagner ao Oscar de melhor ator entrou para a história. Ele é o primeiro ator brasileiro a ser indicado à categoria.
Além do prêmio de atuação, “O Agente Secreto” recebeu mais três indicações ao Oscar 2026 e empatou com o recorde de “Cidade de Deus”, em 2004.
A cerimônia dos melhores do cinema acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como em 2025, a 98ª edição da premiação americana vai contar com o comediante Conan O’Brien como apresentador.

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Rita retorna ao repertório de Elis Regina em março com ‘Redescobrir 2’


Maria Rita anuncia a sequência do show e álbum ao vivo ‘Redescobrir’, de 2002
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Durou somente um dia o mistério sobre os próximos passos profissionais de Maria Rita. No início da noite desta quinta-feira, a cantora anunciou “Redescobrir vol. 2”, projeto em que dá sequência ao show e álbum ao vivo “Redescobrir”, lançados por Maria Rita em 2012 com regravações reverentes de músicas do repertório de Elis Regina (1945 – 2012), mãe da artista.
“Redescobrir vol. 2” entra em cena em 13 de março e é o primeiro trabalho da cantora desde o EP “Desse jeito”, editado em 2022. Até então, Maria Rita vinha se dedicando à longa turnê de “Samba de Maria”, show estreado pela cantora em 2015 e eternizado em álbum ao vivo editado em 2023.
Uma volta ao repertório de Elis Regina em 2026 é um movimento no mínimo surpreendente na trajetória de Maria Rita…

Fonte: G1 Entretenimento

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Nasi transforma rock em samba com IA e, sim, o som artificial é bem melhor do que o registro humano original de 2006


Nasi no clipe da música ‘Corpo fechado’, rock que ele transformou em samba com recursos de IA para o álbum ‘nAsI – Artificial intelligence’
Reprodução / Vídeo
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Corpo fechado
Artista: Nasi
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Em 2006, quando lançou o álbum “Onde os anjos não ousam pisar”, Nasi apresentou o rock “Corpo fechado” em atmosfera sombria, com uns batuques que soaram como aliens no arranjo da faixa.
Vinte anos depois, Nasi reapresenta “Corpo fechado” como um samba de cadência tradicional que evoca a prosódia dos partidos altos de Martinho da Vila e de outros bambas da década de 1970. E o resultado da releitura é melhor do que o registro original da música em 2006.
O detalhe – e esse detalhe faz toda a diferença – é que a transformação de “Corpo fechado” em samba é obra da IA. Sim, o uso da IA é o mote do próximo álbum do cantor e compositor paulista, “nAsI – Artificial intelligence”, previsto para ser lançado neste primeiro semestre de 2026.
Programado para sexta-feira, 23 de janeiro, dia do 64º aniversário de Nasi, o single “Corpo fechado” é a primeira boa amostra do álbum “nAsI – Artificial intelligence”. Também criada com IA, a capa do single “Corpo fechado” mostra Nasi rejuvenescido, na Lapa, bairro boêmio da zona central da cidade do Rio de Janeiro (RJ), território do samba desde os anos 1930.
Resta saber como resultaram as outras ainda inéditas transformações do álbum “nAsI – Artificial intelligence”. O rock “Ogum” (Nasi, 2010) teria ficado com levada porto-riquenha enquanto “Feitiço na rua 23” (Nasi e Nivaldo Campopiano, 2012) teria virado trap.
Já “Poeira nos olhos” (1995), música composta por Nasi a partir do tema de jazz “Equinox” (John Coltrane, 1964) e gravada pelo cantor com o grupo Irmãos do Blues, teria ganhado molho afro-cubano, além de ter tido o título alterado pela IA para “Polvo en los ojos” em tradução literal para o espanhol, idioma dominante no mercado de música latina.
Na teoria, tudo parece estranho, assustador até. Contudo, o bom resultado do single “Corpo fechado” mostra que é preciso abrir os ouvidos, sem pré-conceitos, para as possibilidades musicais da IA.
Até o momento, por tudo que já se ouviu com produção artificial, parece que nenhum recurso de IA conseguirá atingir a originalidade e a genialidade da criação musical humana, mas isso não impede que, embaralhando a criatividade dos humanos em músicas do passado, a IA consiga produzir sons interessantes no presente. O “Corpo fechado” de Nasi é exemplo do bom uso da IA na música.
Capa do single ‘Corpo fechado’, de Nasi
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento