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‘Terá uma vida melhor’, diz militar que cuidou da bebê passada para americanos no Afeganistão


Em momento de desespero após a tomada do país pelo Talibã, família entregou a menina para soldados americanos em meio ao caos no aeroporto de Cabul. O militar britânico Ben Caesar foi um dos responsáveis por cuidar da bebê passada para soldados americanos após a tomada de Cabul pelo Talibã. A família da menina a entregou por cima do muro do aeroporto da capital em meio a cenas de caos, quando centenas de pessoas tentavam deixar o Afeganistão.
“A menina na verdade estava com ótima saúde quando cuidamos dela. Óbvio que estava um pouco angustiada por ter sido separada de sua família e entregue a estranhos, mas estava com um estado de saúde melhor do que muitas das outras crianças das quais cuidamos”, disse Caesar em entrevista à BBC.
O militar tem experiência com crianças pequenas – é pai de uma criança com mais ou menos a mesma idade da menina. “Eu tenho um bebê de 14 meses e também já fiz isso antes, tenho um filho de 16 anos”, contou Caesar à BBC. “Então tenho um pouquinho de experiência cuidando de bebês. Nós, como grupo, conseguimos fazer ela se acalmar”, disse Caesar.
O soldado Ben Caesar, em entrevista à BBC
BBC/Reprodução
“Umas das minhas colegas tinha alimentado a menina e trocado as fraldas dela, então eu sabia que ela não estava com fome, não estava suja, mas ela não estava se acalmando”, conta. “Então nós a ninamos e caminhamos com ela até ela estar mais confortável, e depois disso ela parecia um pouquinho mais feliz.”
Afeganistão: bebê resgatado no muro do aeroporto em Cabul é entregue aos pais
Caesar fez parte de uma equipe médica militar que ficou responsável pelo bem estar das crianças que estavam sem os pais na parte controlada pelos EUA do aeroporto de Cabul. “Para nós que temos filhos e estávamos nessa missão, é de partir o coração ver essas crianças em situação de desconforto. Mas nós sabíamos que elas estavam indo para um lugar melhor e terão uma vida melhor”, disse o militar.
“Nossos colegas noruegueses e americanos foram incrivelmente receptivos com as crianças, ajudando-as a seguir em frente e ir para a Noruega ou para os Estados Unidos, onde muitas se reencontraram com suas famílias, que tinham conseguido fugir”, contou Caesar.

Fonte: G1 Mundo

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Joe Biden e primeira-dama visitarão os três locais dos atentados de 11 de setembro


O presidente e sua esposa, Jill Biden, querem, segundo o comunicado, “honrar e homenagear as vidas perdidas”. Eles participarão de cerimônias em Nova York, Shanksville e Arlington. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitará no próximo sábado, 11 de setembro, os três locais emblemáticos dos atentados ocorridos há 20 anos, anunciou a Casa Branca neste sábado.
O presidente e sua esposa, Jill Biden, querem, segundo o comunicado, “honrar e homenagear as vidas perdidas”. Eles participarão de cerimônias em Nova York, onde caíram as torres gêmeas do World Trade Center; em Shanksville, na Pensilvânia, onde um avião desviado por quatro jihadistas caiu; e em Arlington, na Virgínia, não muito longe de Washington, onde o Pentágono foi atacado.
One World Trade Center, em Nova York (EUA)
Eduardo Munoz/Reuters
Biden pretendia marcar simbolicamente o 20º aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 com a retirada das tropas americanas do Afeganistão, para onde foram destacadas após o trágico episódio. Porém, a guerra no Afeganistão terminou em meio ao caos e os Estados Unidos foram pegos de surpresa pelo rápido avanço dos talibãs, com 13 militares americanos mortos em meio à evacuação acelerada de Cabul.

Fonte: G1 Mundo

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Na França, milhares de pessoas protestam contra passe que atesta a vacinação


21 pessoas foram presas e um policial ficou levemente ferido na manifestação. Grupo protesta contra o passaporte sanitário em Paris, na França, neste sábado (4)
Gonzalo Fuentes/Reuters
Milhares de pessoas voltaram às ruas em várias cidades francesas, neste sábado (4), para protestar contra o passaporte sanitário imposto pelo governo de Emmanuel Macron.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Interior, 141 mil pessoas se manifestaram em todo o país, cerca de 20 mil a menos que na semana passada.
VEJA TAMBÉM: Ricardo Nunes estabelece ‘passaporte da vacina’ para eventos com mais de 500 pessoas em SP a partir de 1º de setembro
A polícia realizou 21 prisões e um policial ficou levemente ferido, de acordo com a mesma fonte.
Na capital, Paris, milhares marcharam da Torre Eiffel até a Esplanade des Invalides, gritando “Liberdade!”.
Uma mulher carrega uma bandeira da França durante uma manifestação contra as restrições do país, incluindo um passe de saúde obrigatório, para combater o surto de Covid-19, em Paris, neste sábado (4)
Gonzalo Fuentes/Reuters
Todos os sábados, desde julho, centenas de milhares de pessoas de vários grupos têm protestado na França contra o certificado, ou “passe sanitário”, obrigatório em bares, restaurantes, transportes interurbanos e até hospitais.
Esta heterogênea multidão inclui grupos como os “coletes amarelos”, militantes antivacinas, aqueles que apoiam teorias da conspiração sem qualquer sentido e opositores do governo Macron.
Podem ser considerados documentos válidos um certificado de vacinação completo, um teste de coronavírus negativo em menos de 72 horas, ou um certificado de recuperação em menos de seis meses.
Durante a marcha, alguns manifestantes vaiaram clientes em bares e restaurantes, segundo um jornalista da AFP.
VEJA TAMBÉM: ‘Passaporte da vacina’ é boa ideia ou discriminação?
Milhares de manifestantes também marcharam em Marselha (sudeste), a segunda maior cidade do país, a maioria sem máscaras e agitando a bandeira francesa.
“Não à discriminação. Não à intimidação: liberdade”, dizia um banner.
De acordo com a pesquisa da consultoria Odoxa Backbone, 67% dos franceses aprovam o passe sanitário, o qual o presidente Macron não descarta que se estenda para depois de 15 de novembro.
A pandemia da Covid-19 já deixou mais de 115 mil mortos na França.
Com o início do ano letivo e o retorno ao trabalho após as férias de verão (inverno no Brasil), os médicos se preparam para um possível aumento do número de casos. Hoje, a média diária é de 17 mil infecções por coronavírus.

Fonte: G1 Mundo

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Saída do Afeganistão: Biden quer que EUA deixem de ser ‘polícia do mundo’ e virem ‘líder amistoso’


O abandono de “aventuras militares sem fim” é uma estratégia que Donald Trump, antecessor do atual presidente americano, Joe Biden, já defendia. A saída dos Estados Unidos do Afeganistão pode ser um indicativo de que os Estados Unidos não querem ser os mesmos de antes. Para além do trauma da saída às pressas de Cabul, o presidente americano, Joe Biden, agora fala em um movimento mais amplo: parar de usar seus vastos recursos militares para impor a ordem e os valores americanos em todo planeta.
“Esta decisão sobre o Afeganistão não é apenas sobre o Afeganistão”, disse Biden em um discurso na quinta-feira (2) que, para muitos, foi histórico. “Trata-se de encerrar uma era de empreender grandes operações militares para reconstruir outros países”, afirmou. “Os direitos humanos estarão no centro da nossa política externa, mas a maneira de fazer isso não é por meio de deslocamentos infinitos”, acrescentou. “Nossa estratégia tem que mudar”, frisou.
Benjamin Haddad, diretor do Atlantic Council, instituto de relações internacionais, classificou o discurso como “um dos mais eloquentes repúdios do internacionalismo liberal por parte de qualquer presidente americano nas últimas décadas”. Para alguns americanos que gostam de ver seu país como uma superpotência única e invencível, o anúncio pode ser um choque. Para a maioria, no entanto, segundo pesquisas, é provável que a guinada de Biden seja popular.
Onde Trump e Biden concordam
Sob a ótica do senso comum, a presidência de Biden deveria ser o exato oposto do governo de seu antecessor, o republicano Donald Trump. É verdade que, desde a posse de Biden, em 20 de janeiro deste ano, muitas coisas mudaram: da decoração da Casa Branca até o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o Clima. Mas o abandono de “aventuras militares sem fim” – às quais seus críticos se referem como o papel dos EUA de “polícia do mundo” – é algo que Trump já defendia.
Em relação ao Afeganistão, as pesquisas mostram um forte apoio à saída das tropas (77%, segundo uma enquete do jornal The Washington Post com a emissora ABC News), mesmo que Biden esteja sendo duramente criticado pela caótica retirada.
Apesar disso, Biden difere do isolacionismo de Trump em seu entusiasmo por buscar alianças. Os Estados Unidos não vão se gabar de ser a “polícia do mundo”, diz a teoria de Biden, mas sim de que podem ser um líder amistoso. Seu governo agiu rapidamente para colocar Washington de volta no centro das negociações tortuosas entre as grandes potências e o Irã sobre seu programa nuclear, do acordo climático e de alianças tradicionais, como a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Fonte: G1 Mundo

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Japão: o exército de mulheres qualificadas que só conseguem subempregos


Por que as mulheres ainda lutam por melhores empregos na terceira maior economia do mundo. Yumiko Suzuki passou sete anos em casa criando seus filhos antes de voltar ao trabalho
Yumiko Suzuki
Existem muitas mulheres inteligentes e formadas no Japão que poderiam estar tirando o país da sua atual recessão econômica rumo a uma espetacular recuperação da pandemia.
Mas o rígido sistema trabalhista do país – junto à liderança predominantemente masculina – permanece sendo um enorme entrave que impede as mulheres de conseguir empregos mais bem remunerados.
Os críticos advertem que o país corre o risco de tornar-se uma nação de donas de casa frustradas com diplomas universitários.
O prazo definido pelo próprio Japão para aumentar significativamente o número de mulheres em papéis de liderança até 2020 passou em silêncio no final do ano passado, sem que sequer se chegasse perto desse objetivo.
Conhecida como “Womenomics” em inglês e anunciada com grande alarde, a política do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe de criar um “Japão onde as mulheres podem brilhar” foi, em grande parte, um fracasso. E não só devido à Covid-19.
Atualmente, existe apenas uma mulher para cada dez homens no Parlamento e menos de 15% dos altos cargos no setor privado são ocupados por mulheres – a metade do objetivo original para 2020.
Shinzo Abe anunciou a criação de um “Japão onde as mulheres podem brilhar”
Getty Images via BBC
O ex-primeiro-ministro Shinzo Abe defende que a política foi um sucesso: existem agora mais mulheres trabalhando do que nunca. Mas que tipo de trabalho essas mulheres com alta formação estão fazendo?
Os críticos acreditam que essa política teve pouco a ver com a criação de mudanças sociais – que permitiriam que as mulheres progredissem no trabalho – e mais a ver com a necessidade premente de trabalhadores. A população japonesa em idade produtiva vem encolhendo rapidamente desde a década de 1990.
Por décadas, cerca de 60% das mulheres abandonaram o trabalho profissional após ter seu primeiro filho. Mães que cuidam dos seus filhos em tempo integral – porque a renda do marido pode sustentar a família inteira – foram tradicionalmente vistas como privilegiadas.
Mas, quando chegou a política Womenomics, as mães já estavam começando a voltar ao trabalho porque a renda familiar diminuiu.
Apenas 42,1% deixaram seus empregos em 2019, elevando os percentuais de participação no mercado de trabalho para 70,9% para mulheres com 15-64 anos de idade e até 77,7% na faixa de 25-44 anos, segundo os números do governo.
Para apoiar essa mudança, o governo lançou campanhas a fim de eliminar as listas de espera nas creches. E também pressionou as grandes companhias para que tenham pelo menos uma mulher em cargo executivo. Mas não havia incentivos financeiros, nem penalidades para quem não obedecesse.
Mulheres executivas japonesas no distrito comercial no centro de Tóquio
Getty Images via BBC
Por isso, muitas mulheres ficaram estacionadas em cargos em meio período ou sem possibilidade de promoção. A renda média das mulheres japonesas é mais de 40% menor que a dos homens, segundo o Fórum Econômico Mundial.
A volta ao trabalho
Mais da metade das mulheres japonesas entra no mercado de trabalho com diploma universitário, quase o mesmo número dos homens. Mas, depois de abandonar um trabalho em tempo integral, é quase impossível retornar à sua carreira original após um período de licença.
“Se quiser voltar a trabalhar, você precisará procurar um emprego no supermercado – como faria um estudante em busca de trabalho em meio período”, afirma Yumiko Suzuki, que trabalha como consultora profissional na agência Warc.
Quinze anos atrás, Suzuki também decidiu abandonar o trabalho remunerado e tornar-se dona de casa – uma decisão que não foi fácil para ela.
Sua história é mais ou menos típica. Depois da universidade, ela trabalhou tanto quanto seus colegas homens – ou seja, até depois do horário, muitas vezes perdendo o último trem para casa, apenas para provar que era capaz.
Yumiko agora ajuda outras mulheres a retomar suas carreiras
Yumiko Suzuki
Mas, quando ela conheceu seu marido, que trabalhava na mesma companhia, eles perceberam que, para ter uma família, um deles teria que desistir da sua carreira.
Atualmente, muitas mães que trabalham têm a opção de trabalhar por menos tempo ou em horários flexíveis, o que não existia quando ela saiu da empresa, em 2006.
“Nós dois estávamos trabalhando 24 horas por dia. Sabíamos que não poderíamos começar uma família dessa forma”, conta ela.
Mas, depois de sete anos como mãe e dona de casa criando os dois filhos, Suzuki tentou voltar ao mercado de trabalho.
Ela ficou surpresa quando percebeu que o tempo que passou em casa era visto como “uma lacuna” no seu currículo. Ela não conseguia nem mesmo uma entrevista.
Por fim, ela precisou obter três certificados profissionais antes de finalmente receber uma oferta de trabalho em tempo integral em uma start-up. Agora, ela ajuda outras mães a retomar suas carreiras.
O ponto crucial do problema são as rígidas práticas de contratação do Japão e o sistema de empregos vitalícios criado para reconstruir a economia após 1945
Getty Images via BBC
Como custear as falhas
O problema reside nas rígidas práticas de contratação do Japão. O sistema de empregos vitalícios criado para reconstruir a economia após a Segunda Guerra Mundial não dita rigorosamente as normas, mas as principais companhias continuam a empregar novos formandos todos os anos, na primavera, e oferecer a eles empregos para toda a vida.
E, se você perder essa oportunidade, pode ser muito difícil candidatar-se a outra vaga no ano seguinte.
Qualquer falha no seu currículo também é reprovada pelas grandes companhias, que ainda usam um sistema de avaliação baseado na idade: quanto mais tempo de vida você tem, mais a sua carreira progride, independentemente da sua capacidade.
Kathy Matsui, que cunhou o termo Womenomics quando trabalhava no banco de investimentos Goldman Sachs, afirma que “o país tem uma falta tão grande de talentos que estamos examinando todo o sistema de avaliação com base no tempo”.
Ela espera que finalmente ocorra uma mudança radical das práticas de contratação. Matsui afirma que essa mudança está sendo causada pelo êxodo de mulheres trabalhadoras brilhantes que não estão mais optando por trabalhar em empresas renomadas que esperam que você “fique 30 anos até se tornar gerente”.
Kathy Matsui afirma que as empresas japonesas enfrentam falta de mão de obra e, por isso, precisam ampliar sua busca por talentos
Getty Images via BBC
O mundo das start-ups, no qual ela entrou depois de sair da Goldman Sachs para lançar um fundo de capital de risco denominado MPower Partners Fund, opera de forma muito diferente.
“Essas companhias novas estão tentando explorar a oferta de talentos, não apenas de mulheres, mas também de trabalhadores com mais idade. Não há pessoas suficientes para todo o trabalho que precisa ser feito e, se você se recusar a mudar, você perderá a guerra por talentos.”
Como impulsionar as mudanças
Cynthia Usui, gerente nacional da rede de hotéis LOF Hotel, concorda. Sua empresa é incomum por contratar ativamente ex-donas de casa, mães solteiras e outras que costumam batalhar para conseguir empregos nas companhias tradicionais.
“Eu não acho que as empresas tenham escolha. Você precisa ter um time diverso como o nosso para ter sucesso.”
Por 17 anos, ela própria foi uma mãe dona de casa. Usui voltou a trabalhar aos 47 anos – e o seu primeiro emprego foi na cantina da escola da sua filha.
“O governo gasta muito dinheiro requalificando homens japoneses com 50 e 60 anos de idade” com os chamados centros de recursos humanos grisalhos, agrega ela.
“Eu gostaria de dizer ao governo: vocês deveriam estar gastando o mesmo dinheiro com as mulheres que foram donas de casa e estão tentando voltar ao trabalho.”
Para Kathy Matsui, é frustrante que muitos não compreendam que o Womenomics poderá significar melhor desempenho financeiro da indústria e maior crescimento econômico para o Japão.
“As pessoas ainda analisam o problema no campo dos direitos humanos ou da igualdade, o que sem dúvida é o caso, mas isso não chama a atenção de todos”, diz ela.
Até agora, as empresas japonesas têm relutado a comprometer-se publicamente com o aumento do número de mulheres no seu quadro de pessoal.
Mas o direcionamento da mudança poderá vir finalmente das multinacionais, que são mais ativas – como a Goldman Sachs, antiga empregadora de Kathy Matsui.
Ela tem a paridade de gênero como objetivo ao contratar formandos e, ao enfrentar dificuldades para encontrar mulheres com qualificação adequada para cargos iniciais de engenharia, realizou workshops sobre codificação.

Fonte: G1 Mundo

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Biden visitará Nova York e Nova Jersey, castigados pelo furacão Ida


O presidente democrata já havia visitado o estado de Louisiana na sexta-feira (3), quando fez um apelo pela unidade nacional para combater a mudança climática. Carros e caminhões são vistos após enchente nesta quinta-feira (2) na via expressa Major Deegan, no bairro do Bronx, em Nova York, após passagem do furacão Ida
Craig Ruttle/AP
O presidente americano Joe Biden visitará os estados de Nova York e Nova Jersey na próxima terça-feira (7), para avaliar os danos causados pela tempestade mortal Ida – anunciou a Casa Branca neste sábado (4).
Biden irá a Manville, em Nova Jersey, e ao bairro do Queens, na cidade de Nova York, de acordo com um comunicado.
VEJA TAMBÉM: Tempestade Ida causa mortes e inundações em Nova York; FOTOS
As inundações devastadoras da noite de quarta-feira (1º) deixaram 47 mortos em Nova York e sua região.
O presidente dos EUA, Joe Biden, se despede após encontro com líderes locais de comunidades atingidas pelo furacão Ida em Galliano, no estado de Louisiana, nos EUA, na sexta (3)
Jonathan Ernst/Reuters
Na sexta-feira (3), o presidente democrata esteve em Louisiana, o primeiro estado americano na mira do Ida quando este atingiu o continente, causando graves danos.
Na ocasião, fez um apelo pela unidade nacional para combater a mudança climática, fenômeno que identificou como a causa de acontecimentos extremos cada vez mais frequentes.
O presidente democrata também aproveitou a visita para elogiar os méritos de seus gigantescos programas de investimentos, em particular em infraestrutura, e que ainda não foram aprovados pelo Congresso.

Fonte: G1 Mundo

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Talibãs adiam anúncio sobre governo, em meio à resistência armada no Vale do Panjshir


Região é um dos últimos focos de oposição ao novo regime. Os talibãs voltaram a adiar, neste sábado (4), a apresentação de seu Executivo, cuja composição poderia dar pistas sobre como serão os próximos anos no Afeganistão, em meio à resistência armada no vale Vale do Panjshir.
Embora quase três semanas tenham-se passado desde que o Talibã recuperou o poder, duas fontes do movimento islâmico disseram à AFP que o esperado anúncio do novo governo será adiado pela segunda uma vez.
Originalmente, o gabinete ministerial talibã seria divulgado na sexta-feira (3).
Uma explicação para este atraso pode ser a situação em Panjshir, um dos últimos focos de oposição armada ao novo regime. Um antigo reduto antitalibã, este vale fica a cerca de 80 quilômetros ao norte da capital e é de difícil acesso.
Desde segunda-feira (30), quando as últimas tropas americanas deixaram o país, o vale é palco de combates entre os talibãs e a Frente Nacional de Resistência (FNR).
A região é praticamente a única das 34 províncias afegãs que não foi conquistada pelo grupo extremista em sua volta ao poder após 20 anos.
Cimenti: Talibã diz que tomou o último reduto rebelde, mas resistência nega
‘Resistência continua’
Em Cabul, rajadas de arma de fogo ecoaram na sexta-feira à noite (3), para celebrar a vitória do movimento islâmico em Panjshir, após rumores do sucesso talibã. O grupo não fez, porém, qualquer anúncio oficial a esse respeito.
Segundo os serviços de emergência da capital, duas pessoas morreram, e outras 20 foram feridas por esses disparos “de celebração”. Este episódio levou o principal porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, a pedir aos seus apoiadores, no Twitter, que parem de “atirar para o alto” e, “em vez disso, [deem] graças a Deus”.
Refugiado no Vale do Panjshir, o ex-vice-presidente Amrullah Saleh divulgou uma mensagem de vídeo alertando que uma “situação muito difícil” está acontecendo, mas que “a resistência continua e continuará”.
De acordo com Ahmad Massud, que lidera a resistência no vale, os talibãs ofereceram à FNR dois cargos no futuro governo.
Mas, “como pedíamos um futuro melhor para o Afeganistão, nem sequer consideramos” a oferta, disse na quarta-feira (1) o filho do comandante Ahmed Shah Massud, assassinado em 2001 pela Al-Qaeda.
Para Massud, os talibãs “escolheram o caminho de guerra”.
Desde sua volta ao poder, os talibãs tentam transmitir uma imagem de moderação. Nesse sentido, prometeram formar um governo “inclusivo” e, nas últimas semanas, multiplicaram seus contatos com personalidades afegãs que se opõem a eles. Entre elas, estão o ex-presidente Hamid Karzai e o ex-vice-presidente Abdullah Abdullah.
Talibã retoma 3 distritos na província de Baghlan e cerca o Vale do Panjshir
Lucas Sampaio/G1
Reação dos países
Na sexta-feira, vários países voltaram a afirmar que vão julgar o novo governo por suas ações, e não por suas palavras.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse esperar que os talibãs se comportem de maneira “civilizada”, enquanto a China pediu-lhes que “rompam” definitivamente com grupos “terroristas”.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, que visitará o Catar entre segunda e quarta-feira, manifestou, por sua vez, que espera que o governo seja “realmente inclusivo” com “não talibãs” representativos “das diferentes comunidades e dos diferentes interesses do Afeganistão”.
Embora tenham prometido assegurar os direitos das mulheres, o Talibã já deu a entender que o gênero não estará representado em seu futuro gabinete. Várias ativistas foram às ruas em Herat (oeste), na quinta-feira, e na capital, na sexta, em protesto.
Movimento de resistência ao Talibã participam de treinamento militar na área de Malimah, no distrito de Dara, na província de Panjshir, em 2 de setembro de 2021, enquanto o vale continua sendo o último local ainda não conquistado pelo grupo extremista no Afeganistão
Ahmad Sahel Arman/AFP
Catástrofe humanitária
Para além das questões de segurança, a questão agora é como os talibãs conseguirão endireitar a economia do país, que se encontra em um estado lamentável após quatro décadas de conflito.
“O Afeganistão enfrenta uma catástrofe humanitária iminente”, alertou a ONU na sexta-feira, que realizará uma reunião em 13 de setembro para aumentar a ajuda humanitária destinada ao país.
O Catar anunciou o envio, neste sábado (4), de 15 toneladas de ajuda humanitária procedente do mundo todo para o Afeganistão e disse que os voos continuarão “nos próximos dias”.
Os “voos internacionais” estarão “operacionais em breve”, disse o embaixador do Catar no Afeganistão, Saeed bin Mubarak Al-Khayarin, à rede Al-Jazeera.
O radar, a torre de controle e a pista foram reparados, e a segurança, garantida, dentro e ao redor do aeroporto de Cabul, acrescentou o embaixador catariano.

Fonte: G1 Mundo

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Mudanças climáticas: o ‘outro’ gás que contribui cada vez mais para o aquecimento global


Embora limitar o dióxido de carbono tenha sido a estratégia mais amplamente usada, o último relatório da ONU sobre as mudanças climáticas mostrou que o metano é responsável por grande parte do aquecimento atual. De onde ele vem e como pode ser limitado? Último relatório da ONU sobre as mudanças climáticas mostrou que o metano é responsável por grande parte do aquecimento atual
Reuters
Um dos dados mais surpreendentes do recente relatório da ONU sobre mudanças climáticas foi a proeminência do metano como gás responsável pelo aumento das temperaturas.
Uma campanha agressiva para cortar as emissões de metano poderia dar ao mundo mais tempo para enfrentar as mudanças climáticas, dizem os especialistas.
O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sugere que entre 30% e 50% do aumento das temperaturas se deve a esse gás poderoso, mas de vida curta.
As principais fontes de metano incluem a agricultura, os campos de petróleo e gás e os aterros sanitários.
Mudanças recentes no clima causadas pelo homem não têm precedentes, aponta relatório da ONU
Por décadas, os maiores esforços para enfrentar o aquecimento global têm se concentrado em limitar as emissões de dióxido de carbono (CO2) oriundas de atividades humanas, como geração de energia ou desmatamento.
Isso se baseia em evidências científicas, já que o CO2 é responsável por cerca de 70% do aumento do aquecimento global ocorrido desde a revolução industrial.
O metano (CH4), por outro lado, não tem recebido essa atenção.
Isso pode estar mudando, já que um importante estudo das Nações Unidas no início deste ano destacou seu impacto ambiental.
Agora, segundo o relatório do IPCC, calcula-se que o metano tenha acrescentado meio grau centígrado ao aquecimento global.
Fontes de metano
Então, de onde vem todo esse gás?
Cerca de 40% do metano se origina de fontes naturais, como pântanos, mas a maior parte dele vem de uma série de atividades humanas.
“É uma combinação de origens, da agricultura — incluindo pecuária e cultivo de arroz — à outra fonte importante de metano, que são os depósitos de lixo”, diz o professor Peter Thorne, um dos cientistas do IPCC, da Maynooth University, na Irlanda.
“Uma das principais fontes vem da produção, transporte e aproveitamento do gás natural, que tem um nome enganoso, e deveria se chamar gás fóssil”, acrescenta. Desde 2008, houve um aumento significativo nas emissões de metano que os pesquisadores associam ao boom do fraturamento hidráulico, o método de exploração de petróleo em partes dos EUA.
Em 2019, o metano na atmosfera atingiu níveis recordes, cerca de duas vezes e meia maior do que na era pré-industrial.
O que preocupa os cientistas é que o metano é um fator forte quando se trata do aquecimento climático. Em um período de 100 anos, ele aquece entre 28 e 34 vezes mais que o CO2.
No entanto, um aspecto positivo do CH4 é que ele não dura tanto no ar quanto o CO2.
Bolhas de metano em um pântano na Suécia
Reuters
“Se você emitir uma tonelada de metano hoje, em uma década você esperaria que apenas meia tonelada permanecesse na atmosfera e em duas décadas, um quarto de tonelada”, diz o professor Thorne, acrescentando:
“Então, basicamente, se pudermos parar nossas emissões de metano até o final do século, sua presença na atmosfera deve retornar aos níveis naturais, como estavam em 1750.”
No curto prazo, os especialistas acreditam que, se as emissões de metano fossem reduzidas em 40-45% na próxima década, o aumento da temperatura até 2040 poderia ser limitado em 0,3 grau.
Em um mundo onde cada fração de grau conta, isso potencialmente faz uma enorme diferença neste esforço para evitar que as temperaturas globais subam mais de 1,5 grau.
O gado
O que entusiasma muitos pesquisadores é a crença de que uma série de ações relativamente simples pode ajudar rapidamente a limitar a produção de metano.
“É relativamente barato limitar algumas de suas fontes”, diz o professor Euan Nisbet, da Royal Holloway University de Londres.
“Em particular, estamos falando de vazamentos na indústria de gás, que agora são muito mais fáceis de se detectar do que há 10 ou 20 anos, pois os instrumentos para detectá-los são muito melhores.”
“Algumas ações podem ser tomadas muito rapidamente: nos trópicos, você pode colocar terra em cima dos enormes aterros urbanos e também pode impedir o incêndio de resíduos da colheita”, acrescenta. Essas medidas rápidas funcionam. Nos EUA, os esforços para coletar gás em aterros sanitários reduziram as emissões de metano em 40% entre 1990 e 2016.
A coleta de gás metano em aterros sanitários funcionou nos EUA
Reuters
Na agricultura, também ocorrem mudanças técnicas relacionadas ao manejo de dejetos e rações que podem reduzir as emissões desse gás.
Mas alcançar grandes reduções exigirá ação política.
Em países como a Irlanda ou a Nova Zelândia, onde a agricultura desempenha um papel fundamental na economia, essas mudanças podem ser problemáticas.
Para ter sucesso, essas decisões devem ser justas e equitativas.
“Você não pode simplesmente dizer às pessoas que elas não podem mais criar mais vacas ou ovelhas”, diz o professor Thorne.
“São necessárias políticas para ajudar na transição para outros meios de gestão da terra, mas isso não vai acontecer se as pessoas disserem que você não pode mais criar gado. Tem que ser uma abordagem muito mais sutil.”
A escolha dos consumidores em relação à sua dieta de carnes e laticínios, sem dúvida, terá um impacto neste setor.
A pecuária é uma das fontes de gás metano e qualquer decisão tomada pode ser muito polêmica em países que dependem deste setor
Reuters
Indústria
A indústria de petróleo e gás também enfrenta um grande desafio na limitação do metano.
As leis atuais não conseguiram impedir os vazamentos. Mas há um interesse crescente de empresas do setor de combustíveis fósseis em usar tecnologia que possa identificar rapidamente essas perdas e eliminá-las.
“Se você olhar de um ponto de vista objetivo, o setor está melhorando em relação a vazamentos e incidentes, mas não rápido o suficiente”, diz Arnel Santos, um veterano da indústria de petróleo, primeiro com a Shell e agora com a empresa de tecnologia de energia mCloud.
“Precisamos andar mais rápido para mostrar que podemos realmente implantar tecnologia para melhorar o que fazemos, porque as melhorias até agora não são rápidas o suficiente em relação ao que estamos vendo”, acrescenta.
Talvez a maior mudança necessária no cenário internacional seja separar o metano de outros gases que causam o aquecimento.
Como os negociadores do clima da ONU lidam com todos os gases de efeito estufa em um mesmo processo político, há preocupações de que eles possam fazer trocas, comparações e compromissos sobre o metano que anulem os esforços para reduzir essas emissões.
Muitos agora estão pedindo um processo separado para o metano, nos moldes do Protocolo de Montreal, que conseguiu reunir os países para regular os gases que afetaram a camada de ozônio.
“Para parar o aquecimento a longo prazo, devemos parar as emissões de dióxido de carbono”, disse o professor Thorne.
“Mas para nos ajudar nesse caminho, poderíamos tratar esses gases de maneira diferente. E se pudéssemos tratar o metano de maneira diferente, poderíamos ganhar tempo para nos adaptar às mudanças que estão ocorrendo.”
Estudo em comunidades de várzea monitora emissão de gás metano na região

Fonte: G1 Mundo

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Companhia aérea Philippine Airlines pede concordata nos EUA


Empresa das Filipinas busca reestruturar US$ 2 bilhões em dívidas para tentar superar crise desencadeada pandemia do coronavírus. Aviões da Philippine Airlines em aeroporto de Manila, em imagem de arquivo
Romeo Ranoco/Reuters
A companhia aérea Philippine Airlines anunciou neste sábado (4) pedido de concordata nos Estados Unidos para cortar US$ 2 bilhões em dívidas, enquanto tenta sobreviver em uma indústria afundada pela pandemia do coronavírus.
A companhia aérea nacional das Filipinas afirma que o processo de recuperação judicial permitirá reestruturar seus contratos e economizar US$ 2 bilhões em dívidas, ao mesmo tempo em que espera outros US$ 665 milhões, quando o processo estiver concluído.
Demanda global por transporte de passageiro segue bem abaixo do patamar pré-pandemia
Iata prevê recuperação no transporte global de passageiros apenas em 2023
A empresa também vai reduzir sua frota em 25% e vai renegociar seus contratos para baixar o preço dos aluguéis.
“A Philippine Airlines continuará suas operações comerciais, depois que a reestruturação da nossa rede, da nossa frota e da nossa organização estiver concluída”, disse o vice-presidente e diretor financeiro, Nilo Thaddeus Rodriguez, em uma mensagem de vídeo.
O volume de passageiros nas Filipinas caiu mais de 75%, passando de 30 milhões, em 2019, para sete milhões em 2020, devido às restrições relacionadas com a pandemia da Covid-19, disse o presidente da companhia aérea, Gilbert Santa Maria.
A empresa cancelou mais de 80.000 voos, perdeu US$ 2 bilhões em receita e demitiu 2.300 funcionários. No momento, segundo seu presidente, opera 21% do total de voos anteriores à pandemia, cobrindo apenas 70% dos destinos habituais.
O Capítulo 11 da lei de falências americana (Bankrutpcty Code) permite a uma empresa com dificuldades financeiras continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores. O processo é equivalente ao da recuperação judicial da legislação brasileira.

Fonte: G1 Mundo

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Nova Zelândia registra 1ª morte por Covid-19 em seis meses


Caso foi o 27º óbito da pandemia no país. Vítima é uma mulher de 90 anos com outras complicações de saúde . Pessoas cruzam ruas quase vazias do distrito comercial de Auckland, na Nova Zelândia, em imagem do dia 27 de agosto.
Michael Craig/NZ Herald via AP
A Nova Zelândia informou neste sábado (4) sua primeira morte ligada ao coronavírus em seis meses, em meio a um ressurgimento da Covid-19 no país que, segundo as autoridades, começa a ficar sob controle.
A falecida, o 27º óbito da pandemia na Nova Zelândia, é uma mulher de 90 anos com outras complicações de saúde que não conseguiu receber um respirador, nem ser internada na UTI, e morreu em um hospital de Auckland na sexta-feira (3).
Com uma estratégia de tolerância zero ao vírus, a Nova Zelândia luta desde meados de agosto contra o avanço da pandemia, quando foi detectado o primeiro caso de contágio local em seis meses.
As autoridades decretaram um duro confinamento a seus cinco milhões de habitantes. Desde então, 782 casos foram registrados, especialmente em Auckland, sua cidade mais populosa.
Nas últimas 24 horas, foram detectados 20 novos casos positivos, bem abaixo do pico de 84 infecções no fim de semana passado (28 e 29 de agosto).
Desde o início da pandemia de Covid-19, o governo da Nova Zelândia é elogiado por sua gestão eficaz da crise sanitária.

Fonte: G1 Mundo