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Costa Leste dos EUA se prepara para o ‘extremamente perigoso’ furacão Ida


Moradores de áreas de alto risco deixaram suas casas e fizeram fila para estocar suprimentos antes da chegada do furacão. Moradores de áreas de alto risco deixaram suas casas e fizeram fila para estocar suprimentos antes da chegada do furacão Ida, anunciado como “extremamente perigoso”. O fenômeno deve tocar a terra ao sul dos Estados Unidos neste fim de semana após atingir o oeste de Cuba.
O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA está prevendo uma “onda de tempestade potencialmente mortal” quando o furacão atingir a costa da Louisiana e do Mississippi, alertando sobre “danos catastróficos por ventos” e pedindo às pessoas nas áreas afetadas que sigam o conselho das autoridades locais.
“A hora de agir é AGORA. O furacão Ida está previsto para atingir a terra firme como um furacão de categoria 4”, alertou o escritório do Serviço Nacional de Meteorologia de Nova Orleans em um tuíte.
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É o segundo nível mais alto na escala de furacões de vento de Saffir-Simpson, com uma força mínima de 209 quilômetros por hora.
Louisiana declarou estado de emergência em antecipação à tempestade, que atingirá os Estados Unidos no domingo, 16 anos após o devastador furacão Katrina, que causou inundações em 80% de Nova Orleans e matou mais de 1.800 pessoas.
As autoridades já ordenaram evacuações obrigatórias fora das áreas protegidas de Nova Orleans e cidades costeiras sujeitas a inundações, como Grand Isle.
“As pessoas estão fazendo as malas e saindo agora”, disse o chefe da polícia de Grand Isle, Scooter Resweber, à mídia local.
A declaração de estado de emergência, aprovada pelo presidente Joe Biden, canalizará fundos federais suplementares e ajuda ao estado do sul para fortalecer seus esforços de preparação e resposta a emergências.
O furacão atingiu a costa na noite de sexta-feira no oeste de Cuba com a categoria 1, com ventos máximos sustentados perto de 128 km por hora.
Furacão Ida se aproxima de Cuba
Reuters
Ida atingiu a ilha na província de Pinar del Río, o atual epicentro da pandemia de coronavírus na ilha.
No Twitter, o ministro da Saúde de Cuba, José Ángel Portal, alertou nesta sexta-feira sobre uma “dupla ameaça”: o fenômeno meteorológico em meio ao mais grave momento da pandemia.
Mais de 10.000 pessoas foram evacuadas e a energia foi cortada antes da tempestade, como medida de precaução. Em Havana, o transporte público foi suspenso às 12h.
O NHC disse que a tempestade provavelmente produzirá chuvas “consideráveis” e inundações do sudeste da Louisiana até a costa do Mississippi e do Alabama.
Na semana passada, uma rara tempestade tropical atingiu a costa nordeste dos Estados Unidos, deixando milhares de residentes sem energia, arrancando árvores e causando chuvas recordes.
VÍDEO: Tempestade tropical Henri chega à costa no nordeste dos EUA
Os cientistas alertaram para um aumento no número de ciclones fortes à medida que a superfície do oceano esquenta devido às mudanças climáticas, o que representa uma ameaça crescente para as comunidades costeiras do mundo.
Vídeos: Últimas notícias de mundo

Fonte: G1 Mundo

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Vídeo: afegã que fugia do Talibã tem bebê em voo a 10 mil metros de altura

Soman Noori, de 26 anos, começou a sentir contrações durante o voo e o parto foi feito com ajuda de membros da tripulação enquanto o avião sobrevoava o território do Kwait. Uma mulher afegã a bordo de um voo de retirada com destino à Grã-Bretanha deu à luz uma menina na manhã deste sábado (28). Quem ajudou no parto, a 10 mil metros de altura, foram os membros da tripulação do voo, informou a companhia aérea Turkish Airlines.
Veja vídeo do bebê sendo entregue à mãe em pleno voo:
VÍDEO: Mulher afegã dá à luz a bordo de um voo de retirada
A jovem Soman Noori, de 26 anos, começou a sentir contrações durante o voo que ia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos a Birmingham, na Inglaterra. O parto aconteceu enquanto o avião sobrevoava o território do Kuwait. A bebê recebeu o nome de Havva e passa bem, assim como a mãe.
O avião, que transportava cidadãos afegãos que trabalharam com o governo britânico no Afeganistão, chegou a pousar no Kwait, por precaução, mas logo seguiu para o destino original, Birmingham, informou a companhia aérea.
Curiosamente, Havva não foi o primeiro bebê a nascer em um avião de retirada nos últimos dias. Outra afegã grávida deu à luz uma menina dentro de um avião, dessa vez em uma aeronave militar dos Estados Unidos, no último domingo (22). O voô partiu de uma base no Oriente Médio para a Alemanha e a mãe entrou em trabalho de parto e começou a ter complicações. O piloto decidiu voar mais baixo para aumentar a pressão do ar na aeronave. A manobra deu certo e ajudou a estabilizar o estado de saúde da mãe.
A bebê, que recebeu o nome de Reach, mesmo nome da aeronave, nasceu em terra, logo após o pouso em Ramstein, na Alemanha. Os militares americanos realizaram o parto dentro avião, antes da mulher ser transportada para um hospital próximo.
VÍDEO: Afegã dá à luz em avião militar dos EUA

Fonte: G1 Mundo

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Ataque com drones matou dois membros do Estado Islâmico e deixou um terceiro ferido no Afeganistão, diz exército dos EUA

Os três estiveram envolvidos no planejamento do atentado que matou 169 afegãos e 13 militares do lado de fora do aeroporto de Cabul. EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico-k no Afeganistão
Dois dirigentes do Estado Islâmico-Khorasan, o braço do Estado Islâmico no Afeganistão, foram mortos nos ataques de drone feitos pelos Estados Unidos no sábado (28). Além desses dois, um terceiro dirigente ao grupo terrorista ficou ferido. Segundo os militares dos EUA, os três estiveram envolvidos no planejamento e execução do atentado suicida do lado de fora do aeroporto de Cabul, na quinta-feira.
Pode ser que haja novas operações, de acordo com as agências de notícias.
Os bombardeios com drones foram executados na província de Nangarhar, uma região montanhosa do Afeganistão.
Foi uma retaliação, pois menos de 48 horas antes houve um ataque suicida que matou 169 afegãos e 13 militares americanos no aeroporto de Cabul. Esse atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico-Khorasan. No Afeganistão, esse grupo e o Talibã são inimigos.
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Inicialmente, os EUA afirmaram que haviam atacado um “planejador” no Afeganistão. Militares norte-americanos disseram, logo após o ataque, que havia indicações de que eles haviam conseguido matar a pessoa que tinham como alvo.
Moradores da cidade de Jalalabad, capital de Nangarhar, afirmaram ter ouvido explosões de um ataque aéreo por volta da meia-noite, mas não era possível dizer qual era a origem.
Um comandante do Talibã afirmou que alguns membros do Estado Islâmico-Khorasan foram presos em conexão com o ataque em Cabul.
EUA vão atacar quando quiserem
Os líderes do Pentágono disseram aos repórteres na sexta-feira que estavam preparados para qualquer ação de retaliação que o presidente ordenasse.
“Temos opções lá agora”, disse o Maj. Gen. Hank Taylor, do Estado-Maior Conjunto do Pentágono.
Também na sexta, o governo norte-americano pediu a seus cidadãos que deixem “imediatamente” os portões do aeroporto de Cabul. O Pentágono disse que a arriscada operação de evacuação dos americanos e aliados afegãos seguia enfrentando “ameaças específicas e confiáveis”.
“Os cidadãos americanos que estão agora no portão de Abbey, no portão Leste, no portão Norte ou no portão do Novo Escritório do Interior devem sair imediatamente”, informou a embaixada dos Estados Unidos em Cabul em um alerta de segurança.
Estado Islâmico-K x Talibã
O Estado Islâmico-Khorasan , também conhecido por sua sigla em inglês, Isis-k, é o braço afegão do Estado Islâmico. “Khorasan” é um nome histórico da região que inclui partes de onde ficam atualmente Paquistão, Irã, Afeganistão e Ásia Central.
O EI-K reivindicou alguns dos ataques mais violentos dos últimos anos no Afeganistão e no Paquistão.
O grupo massacrou civis nos dois países em mesquitas, santuários, praças e até hospitais, além de ter executado ataques contra muçulmanos de alas que considera hereges – em particular os xiitas.
Embora o EI-K e os Talibãs sejam militantes islâmicos sunitas de linha dura, também são rivais e divergem em temas de religião e estratégia. Cada um diz representar a verdadeira bandeira da Jihad.
As divergências provocaram confrontos sangrentos, dos quais os talibãs geralmente saíram vitoriosos desde 2019, quando o EI-Khorasan foi incapaz de controlar um território como fez seu grupo parente no Oriente Médio.
Em um sinal de inimizade entre os grupos jihadistas, os comunicados do EI se referem aos talibãs como apóstatas.
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Fonte: G1 Mundo

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Biden tenta acalmar o público americano com retaliação aparentemente tímida contra o Estado Islâmico no Afeganistão


Presidente opta por ataque cirúrgico para vingar massacre em país que se consolida como terreno fértil para o terrorismo. EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico-k no Afeganistão
A retaliação prometida pelo presidente Joe Biden veio no dia seguinte ao massacre no aeroporto de Cabul: um ataque cirúrgico, com drones não tripulados, teria matado dois integrantes do Estado Islâmico-Khorasan, que estavam em um carro em Jalalabad, na província de Nangarhar.
As primeiras informações indicam que os mortos não teriam ligação com o atentado que matou 170 pessoas, entre elas 13 militares americanos, e sim com o planejamento de futuros ataques.
Mochilas e pertences de afegãos estavam do lado de fora do aeroporto de Cabul e esperavam ser evacuados do Afeganistão, um dia após os atentados suicidas de 26 de agosto que mataram dezenas de pessoas, incluindo 13 soldados americanos
Wakil Kohsar/AFP
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Resta saber se esta resposta, aparentemente tímida e ordenada por Biden, acalma o público americano, traumatizado pelas cenas horripilantes que se seguiram à retirada desordenada de americanos e afegãos do país.
A catástrofe que atende pelo nome de Afeganistão rebaixou a posição dos EUA diante de seus aliados e fez despencar o prestígio do presidente internamente. Deu a certeza de que, após 20 anos de ocupação americana, o país se mantém como terreno fértil para a ebulição do terrorismo.
O inimigo da vez é o braço do Estado Islâmico, até então secundário no caldeirão de mais de 20 grupos que atuam no Afeganistão, onde o Talibã desponta como força dominante após o colapso do Exército.
Esta rede jihadista tem elementos importados da vizinhança. Compartilha uma ideologia em comum, mas é também desconexa com células autônomas, sem lideranças aparentes, mas divergentes entre si.
Neste contexto, a primeira resposta autorizada por Biden para vingar a carnificina que humilhou os EUA define o modus operandi de seu governo: a condução de operações “além do horizonte”, como o presidente fez questão de ressaltar, que não resultem em mais perdas de vidas americanas.
O presidente tem também em mente atenuar os danos à sua imagem e estancar a queda livre a pouco mais de um ano das eleições de meio de mandato. Mas, para o Afeganistão, o fim da guerra é apenas um novo começo para outras tragédias.
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Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido faz último voo militar de retirada do Afeganistão


Militares britânicos foram parceiros dos Estados Unidos desde o começo da ocupação do Afeganistão, em 2001. Passa de 180 o número de mortos no ataque no aeroporto de Cabul
O último voo organizado pelo Reino Unido para retirar militares do Afeganistão decolou de Cabul neste sábado (28).
Nas duas últimas semanas, os britânicos retiraram cerca de 15 mil pessoas, entre seus próprios cidadãos e afegãos, do Afeganistão.
O Talibã voltou a dominar o país no dia 15 de agosto.
Imagem de satélite fornecida pela Maxar Technologies mostra multidão reunida no portão nordeste do Aeroporto Internacional de Cabul, capital do Afeganistão, em 27 de agosto de 2021, um dia após um atentado terrorista no portão Abadia, em outro local do aeroporto
Maxar Technologies via AP
O Reino Unido foi um parceiro dos Estados Unidos desde o começo da operação militar no Afeganistão, após os ataques de 11 de setembro de 2001. Durante os 20 anos de ocupação, cerca de 450 britânicos morreram no Afeganistão.
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“É o momento de finalizar essa fase da operação. Nós ainda não esquecemos das pessoas que ainda precisam sair, e faremos tudo o que pudermos para ajuda-los”, disse Laurie Bristow, embaixador do Reino Unido em Cabul.
O ministro da Defesa, Bem Wallace, disse na sexta-feira que só as pessoas que já estavam no aeroporto naquele momento iriam viajar.
Estima-se que um número entre 800 e 1.100 afegãos que trabalharam com o Reino Unido nos últimos 20 anos enquadravam-se nos critérios para deixar o Afeganistão, mas não conseguiram chegar ao aeroporto.
O general Nick Carter, chefe das Forças Armadas do Reino Unido, disse que o país e os aliados podem negociar com o Talibã, no futuro, para enfrentar o Estado Islâmico-Khorasan, o braço afegão do Estado Islâmico. Foi esse grupo que cometeu um atentado terrorista do lado de fora do aeroporto de Cabul na quinta-feira.
“Se o Talibã for capaz de demonstrar que pode se comportar da maneira que um governo normal se comportaria em relação a uma ameaça terrorista, podemos descobrir que podemos operar juntos, mas temos que esperar para ver. Certamente algumas das histórias que ouvimos sobre a maneira como eles estão tratando seus inimigos significariam que seria muito difícil para nós trabalhar com eles no momento.”
O primeiro-ministro Boris Johnson discutiu a situação do Afeganistão com a chanceler alemã, Angela Merkel, no sábado, quando os dois líderes concordaram que o G7 (Grupo dos Sete países ricos) deveria adotar uma abordagem comum para lidar com qualquer futuro governo talibã.
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Fonte: G1 Mundo

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Líder supremo dos talibãs permanece na sombra


Haibatullah Akhundzada não apareceu em Cabul desde que o Talibã retomou o controle do Afeganistão. Imagem de 2016 do líder talibã Haibatullah Akhundzada
Divulgação/Via AFP
Desde que assumiram o poder no Afeganistão em 15 de agosto, muitos dirigentes talibãs apareceram em público em Cabul, mas o líder supremo do movimento fundamentalista, Haibatullah Akhundzada, ainda não fez nenhuma aparição.
Mulá especializado em questões religiosas e judiciais, o nome de Akhundzada começou a ser ouvido em maio de 2016, quando substituiu no comando do grupo Talibã o mulá Mansur, que morreu em um ataque americano com drones no Paquistão.
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Sua primeira meta era unir o movimento fundamentalista, que estava dividido pelas lutas internas. Pouco antes de ele assumir, descobriu-se que seu fundador, o mulá Omar, havia morrido, e a notícia da morte foi escondida durante anos.
Pouco se sabe sobre o papel de Haibatullah Akhundzada, que se manifesta apenas durante as datas festivas islâmicas. Para muitos analistas, seu papel é mais simbólico que operacional.
O que está escrito na bandeira talibã?
Ninguém sabe onde ele está, e Akhundzada nunca fez aparições públicas. Os talibãs divulgaram apenas uma foto dele até hoje.
Filho de um teólogo, natural de Kandahar, território pashtun e berço dos talibãs, Akhundzada tinha antes de sua nomeação uma grande influência no movimento. Ele chegou a comandar o sistema judicial do grupo.
Desde que recuperaram o poder no Afeganistão, 20 anos depois de terem sido expulsos por uma coalizão internacional liderada pelos Estados, os talibãs não revelaram seus deslocamentos e atividades.
Uma vida de eremita
“Se Deus quiser, você o verão em breve”, afirmou esta semana à imprensa o principal porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid.
Dirigentes de diferentes facções talibãs apareceram em público em Cabul nos últimos dias.
Tradicionalmente, os talibãs deixam seu líder supremo na sombra. O fundador do grupo, o mulá Omar, tinha uma vida de asceta e mal foi visto em Cabul durante o período anterior de governo dos fundamentalistas, entre 1996 e 2001.
Omar vivia escondido em sua residência em Kandahar e relutava muito em receber outros dirigentes em casa. Mas sua palavra era considerada sagrada, um respeito que nenhum de seus sucessores conseguiu.
Para Laurel Miller, que coordena o programa para Ásia do “International Crisis Group”, Haibatullah Akhundzada “parece ter adotado um modo de vida similar ao de um eremita”.
A discrição pode ser motivada também pela segurança, para evitar um fim similar ao de seu antecessor, Mansur, opina a especialista.
“Ele pode aparecer em breve para calar os boatos sobre sua morte, mas é possível que se retire novamente para exercer sua autoridade de forma isolada, como fez o mulá Omar”, acrescenta.
Manter o equilíbrio entre facções
O movimento Talibã é formado por várias facções procedentes de diferentes partes do Afeganistão. Representantes de correntes internas do grupo têm aspirações diferentes. Isso criou uma cisão importante em 2015, quando foi divulgada a notícia da morte do mulá Omar.
Após 20 anos de guerrilha, os fundamentalistas terão que manter o equilíbrio entre as diferentes facções, de interessantes às vezes conflitantes, em sua volta ao poder.
O vazio de poder ameaçaria desestabilizar um movimento que, sob a liderança de Haibatullah Akhundzada, conseguiu manter a coesão apesar da guerra, da morte de milhares de combatentes, do assassinato ou do envio para a prisão de Guantánamo de alguns de seus principais dirigentes.
Para outros analistas, o líder talibã aguarda apenas a retirada definitiva dos americanos, em 31 de agosto, para aparecer em público.
“Os talibãs consideram que estão na jihad enquanto as forças estrangeiras permanecem no território afegão”, comenta Imtiaz Gul, analista paquistanês de questões de segurança. “Por este motivo, seu líder supremo não se permite ser visto”.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Birdnesting’: a modalidade de divórcio em que os pais revezam de casa, e não os filhos


Divorciados da geração millennial estão cada vez mais mantendo os filhos na antiga casa da família, enquanto eles entram e saem da propriedade. Divorciados da geração millennial estão cada vez mais mantendo os filhos na antiga casa da família, enquanto eles entram e saem da propriedade
Getty Images via BBC
Uma separação é sempre difícil, especialmente se há filhos envolvidos no processo.
E com várias pesquisas internacionais sugerindo como o divórcio pode ser desconcertante para crianças e adolescentes, alguns pais estão recorrendo a uma solução inovadora para tentar facilitar o processo.
‘Birdnesting’ ou ‘nesting’ (termos em inglês que remetem ao ninho dos pássaros) é um estilo de vida que permite que as crianças permaneçam na “casa da família” e passem o tempo relativo a cada um dos pais lá.
Cada responsável fica na casa durante o período que cabe a ele na guarda dos filhos acordada no divórcio — e vai para outro lugar quando está “de folga”.
O conceito tem esse nome por causa dos pássaros, que mantêm seus filhotes a salvo em um ninho e, alternadamente, entram e saem voando para cuidar deles.
“Queríamos manter a estabilidade das crianças, e não simplesmente desfazer tudo de uma vez”, conta Niklas Björling, de 38 anos, de Estocolmo, cuja família adotou essa modalidade por oito meses depois que ele e a mulher se separaram.
“As crianças podiam manter sua casa, a escola e os amigos como antes”, ele explica, além de evitar o estresse de se deslocar de uma casa para outra.
Embora ainda seja um conceito relativamente desconhecido globalmente, o birdnesting parece estar aumentando nos países ocidentais, principalmente entre famílias de classe média.
Advogados especializados em divórcio observaram um aumento na prática em países como Estados Unidos, Austrália e Holanda.
Um estudo recente da Coop Legal Services, no Reino Unido, sugeriu que 11% dos pais divorciados ou separados já experimentaram a estratégia.
Na Suécia, onde a guarda compartilhada dos filhos é comum há décadas, alguns pais divorciados já revezavam de casa na década de 1970.
(As estatísticas oficiais são difíceis de se obter, uma vez que não há como marcar esta opção de estilo de vida no censo ou em pesquisas domiciliares.)
Björling ficava no quarto de hóspedes da casa da mãe durante o tempo em que não estava com os filhos, enquanto sua ex-mulher alugava um quarto em uma casa compartilhada.
Os mais abastados podem optar por comprar apartamentos individuais, investir em uma segunda propriedade compartilhada ou converter parte da casa principal em um anexo para quem “está de folga”, diz a terapeuta Ann Buscho, da Califórnia, que escreveu um livro sobre nesting.
Para muitos, é um “arranjo transitório ou temporário”, mas alguns de seus clientes praticam birdnesting há anos.
No entanto, à medida que mais famílias começam a abraçar o conceito, os especialistas se dividem sobre o impacto tanto em relação às crianças quanto aos pais.
O que está por trás da moda do ‘birdnesting’?
Buscho diz que é importante entender o contexto por trás da tendência, incluindo a influência de celebridades nos divorciados da geração millennial.
A atriz Anne Dudek (do seriado “Mad Men”) e o artista Matthew Heller tornaram seu birdnesting público após se divorciarem, em 2016, e foi dito que a atriz Gwyneth Paltrow estava frequentemente na casa que costumava dividir com o músico Chris Martin, muito depois de terem se separado.
Niklas Björling diz que ele e a ex priorizaram a estabilidade das crianças quando se separaram
Niklas Björling/Arquivo pessoal
“Acho que a ‘separação consciente’ de Gwyneth Paltrow teve um grande efeito aqui. Eles fizeram uma espécie de nesting modificado. E só a noção de divórcio com respeito e mais gentileza acho que teve um grande impacto nas pessoas”, avalia Bushco.
Programas de TV recentes também podem ter causado impacto. O sitcom americano Splitting Up Together mostrou uma família que fazia nesting usando a garagem como “casa de folga” dos pais, e houve uma trama sobre birdnesting na série Billions.
“Há apenas mais consciência sobre o fato de que é uma opção disponível para as pessoas”, acrescenta Ben Evans, advogado sênior de direito de família da Coop Legal Services, no sudoeste da Inglaterra.
Alguns casais também são atraídos pelo birdnesting porque pode ser uma solução mais econômica, por exemplo, reduzindo as taxas judiciais ou adiando os impostos relacionados à venda da casa, de acordo com Stephen Williams, advogado especializado em direito de família que é sócio de outro escritório britânico, o Ashtons Legal.
Mas ele acredita que a principal motivação é um aumento mais generalizado da conscientização sobre a saúde mental das crianças, o que levou mais pais a considerarem o potencial de arranjos alternativos à guarda dos filhos.
“As pessoas estão muito mais esclarecidas sobre a necessidade de pensar sobre o desenvolvimento dos filhos”, diz ele.
“Acho que é uma evolução muito, muito boa, basicamente, porque muitas vezes essas questões eram colocadas em segundo plano, e eram as separações frequentemente problemáticas dos pais que vinham à tona.”
‘Birdnesting’ é de fato melhor para as crianças?
Sejam quais forem os motivos pelos quais ex-casais estão adotando o birdnesting, é complicado avaliar sua eficácia.
Como é uma tendência relativamente nova na maioria dos lugares, não há dados comparativos sobre o bem-estar das crianças nesse tipo de família em comparação com outras configurações domésticas.
Buscho entrevistou dezenas de famílias que praticavam nesting para sua pesquisa, e ela própria adotou a modalidade por uma temporada de 15 meses com o ex-marido e três filhos na década de 1990.
Ela acredita fortemente que é mais saudável para as crianças, pois permite que mantenham as rotinas existentes e se adaptem aos poucos às mudanças na família.
“Se você perguntar às crianças, elas sempre vão dizer que divórcio não é divertido. Elas não sabem o que é se divorciar sem nesting”, afirma. “Mas o que elas vão dizer é que ‘nossos pais carregaram o fardo do divórcio, e nós não precisamos fazê-lo’.”
Essa é uma perspectiva compartilhada por Linnea Andersdotter, que agora tem 36 anos.
Ela viveu em um arranjo familiar de birdnesting, em Estocolmo, por vários anos, depois que seus pais se separaram quando ela tinha 11 anos.
“Pareceu uma coisa muito dramática quando eles disseram que iriam se separar, e quando descobri que não precisava me mudar, isso realmente me ajudou a não pirar com a situação”, diz ela.
“Fui meio que mantida em uma pequena bolha de segurança enquanto eles estavam resolvendo as coisas da separação.”
Eline Linde conta que, quando criança, achou a experiência de ‘birdnesting’ confusa
Eline Linde/Arquivo pessoal
Mas os críticos argumentam que isso pode criar uma situação de “casa de reabilitação”, que não ajuda as crianças a processarem a realidade da separação dos pais.
Eline Linde, que vivia em uma casa de nesting perto de Oslo (Noruega) quando era adolescente, diz que achou a experiência “estranha e confusa”.
“Eu não sabia se era a casa da minha mãe ou do meu pai, ou se eles estavam pensando se iam voltar a ficar juntos”, lembra a jovem de 28 anos.
“Acho que devemos realmente ter cuidado ao exaltar a ideia”, concorda Malin Bergström, psicóloga infantil e cientista do Karolinska Institute, em Estocolmo.
“É uma forma de proteger a criança e protegê-la da realidade, basicamente. Acho que é uma ameaça à saúde mental”.
Ela argumenta que “enfrentar desafios junto” com os pais, como sair da casa da família, pode dar aos filhos as ferramentas “para se tornarem adultos resilientes que são capazes de lidar com as coisas no futuro”.
Bergström também questiona a suposição de que o birdnesting é menos estressante para as crianças do que ter que se deslocar entre duas moradias.
Ela participou de vários grandes estudos do Center for Health Equity Studies em Estocolmo que sugeriram que havia muito pouca diferença na saúde mental das crianças em arranjos de guarda compartilhada tradicionais, em comparação com aquelas que viviam em uma família nuclear tradicional com dois pais.
E o impacto sobre os pais?
O impacto do birdnesting sobre os pais também é controverso. O advogado de família Ben Evans acredita que a prática funciona para alguns casais porque pode ajudar a “ganhar um pouco de tempo e aliviar a pressão sobre eles”.
Ambas as partes podem ponderar sobre os passos futuros, ele argumenta, e evitar decisões precipitadas ou dispendiosas.
Buscho diz que um período de nesting também oferece “espaço para respirar”, para ajudar os ex-parceiros a descobrir como querem que seja o plano de coparentalidade no longo prazo, ou pode até mesmo facilitar uma possível reconciliação.
Mas Bergström argumenta que o birdnesting pode ter um impacto psicológico negativo sobre os pais divorciados, impedindo sua capacidade de superar o rompimento.
“O impulso natural após o divórcio, sendo pai ou mãe, é criar sua própria vida, enfrentar, seguir em frente”, diz ela.
“E acho que o birdnesting atua contra essa necessidade.”
Åse Levin, uma designer gráfica de 50 anos de Estocolmo, diz que isso aconteceu com ela quando tentou fazer nesting por seis meses depois de se separar.
O casal se revezava entre o mesmo apartamento de um quarto alugado quando estava longe dos dois filhos.
“Sei que nós dois tínhamos muita ansiedade por estar naquele apartamento… você não tinha suas coisas, então não era um lugar aconchegante para ir”, ela lembra.
“Você está preso em um tipo de bolha ou algo assim, não pode fazer nada. Não pode seguir em frente.”
No fim das contas, o ex dela ficou no antigo apartamento, e seu pai a ajudou a comprar uma pequena casa perto.
Embora o nesting possa reduzir as mudanças na vida das crianças, também cria novos desafios logísticos para os adultos — desde adotar novas rotinas para as tarefas domésticas até descobrir o que fazer se alguém começar a namorar.
“Uma cliente chegou em casa e encontrou um preservativo usado no quarto quando estava na vez dela. Não deu muito certo”, diz Buscho.
“É preciso haver acordos bem definidos.”
Bodil Schwinn diz que o ‘birdnesting’ está funcionando bem para ela e o ex
Bodil Schwinn /Arquivo pessoal
Bom relacionamento com o ex é essencial
“Você precisa ter um bom relacionamento com seu ex”, concorda Bodil Schwinn, de Sollentuna, na Suécia, que faz nesting há dois anos e planeja manter o arranjo por pelo menos mais 18 meses.
Ela e o ex-parceiro dividem o custo de uma faxineira para a casa da família e reabastecem a geladeira à medida que precisa.
“Nunca discutimos coisas como ‘você comprou carne’ ou ‘você comeu minha carne ou meu queijo’, apenas lidamos com isso”, diz Schwinn.
Ela impôs o limite de que não queria a nova namorada do ex dormindo em sua cama quinzenal compartilhada, então eles concordaram em converter o escritório em um novo quarto.
“Muita gente acha que isso é muito estranho, mas estou bem com isso. Estou feliz que ele esteja feliz e tenha encontrado alguém.”
O futuro do ‘nesting’
O advogado de família Stephen Williams acredita que o birdnesting não é uma solução conveniente para todo mundo — e diz que os pais recém-separados não devem se sentir pressionados a entrar no movimento.
Para começar, alguns casais não terão recursos financeiros ou redes de apoio para encontrar acomodação alternativa para o tempo de ‘folga’.
Ele também diz que não será a melhor opção se ainda houver um alto nível de conflito, se um dos pais não for capaz de se comprometer com o acordo ou se este simplesmente não parecer adequado.
“A meu ver, o birdnesting é apenas uma de uma série de intervenções positivas que podem ajudar os pais a cuidar de seus filhos após a separação”, afirma.
Mas os defensores do nesting esperam que a prática se torne mais comum.
Buscho lembra que a coparentalidade entre pais divorciados parecia radical na década de 1950, mas agora é amplamente aceita como uma opção positiva para muitas famílias, então os críticos não devem descartar o movimento de birdnesting, mesmo que atualmente pareça uma ideia de nicho.
“Minha esperança é que no futuro, à medida que a consciência em relação ao nesting cresça, se torne uma rotina, que as pessoas comecem seu processo de separação com um período de nesting de alguns meses ou até mais.”
Em Estocolmo, Niklas Björling está desfrutando agora de um novo capítulo em um pequeno apartamento alugado, a uma curta distância de carro de sua ex-mulher, que ele divide com os filhos a cada duas semanas, e com sua nova namorada quando eles não estão por perto.
Ao refletir sobre a experiência de nesting que teve anteriormente, ele diz:
“Não me arrependo de ter feito… Mas você quer ficar totalmente livre depois de um tempo.”

Fonte: G1 Mundo

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Índia vacina 10 milhões de pessoas contra a Covid-19 em apenas um dia


A Índia tem mais de 1,3 bilhão de pessoas, é o segundo país mais populoso do mundo. O plano é vacinar 1,1 bilhão de pessoas até o fim de 2021 Campanha de vacinação em Amritsar, na Índia, em 28 de agosto de 2021
Narinder Nanu / AFP
A Índia vacinou 10 milhões de pessoas contra a Covid-19 em apenas um dia, um recorde, anunciaram neste sábado (28) as autoridades do país asiático, que tenta lutar contra uma nova onda anunciada da epidemia.
O primeiro-ministro Narendra Modi celebrou o que chamou de “proeza memorável”, que aconteceu na sexta-feira. A Índia tem mais de 1,3 bilhão de pessoas, é o segundo país mais populoso do mundo.
Número real de mortes por Covid na Índia pode ser de 4 milhões
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O governo indiano foi muito criticado após uma expansão da epidemia que provocou mais de 200 mil mortes em abril e maio. O plano é vacinar 1,1 bilhão de pessoas até o fim de 2021. Mas o objetivo enfrenta obstáculos devido à escassez e aos erros administrativos.
Desde o início da campanha, apenas 15% da população foi vacinada.
Apesar das advertências dos especialistas, quase todas as restrições foram suspensas e o número de contágios subiu com força – 46 mil novos casos neste sábado -, o que está provocando o colapso das infraestruturas de saúde.
A Índia é um dos países mais afetados pela Covid-19, com mais de 32 milhões de casos confirmados e mais de 437 mil mortes.
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Fonte: G1 Mundo

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Covid: Agências de espionagem dos EUA concluem que coronavírus não é ‘arma química’, mas não conseguem saber origem


Investigação pedida por Joe Biden não apresentou resultados conclusivos. Há dúvida se o vírus surgiu de um acidente em laboratório ou se veio da contaminação de um animal. O coronavírus matou 4,5 milhões de pessoas em todo o mundo
Getty Images/Via BBC
Agências de inteligência dos Estados Unidos chegaram à conclusão de que o coronavírus não foi desenvolvido para servir de “arma química”, mas não conseguiram determinar a origem dele.
Os investigadores estão divididos sobre se o vírus surgiu na natureza ou se vazou acidentalmente de um laboratório. O relatório emitido pelo escritório que coordena as 18 agências de espionagem dos EUA, entre elas a CIA, descartou, porém, que tenha sido produzido como arma biológica.
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Especialistas advertem que o tempo está se esgotando para coletar informações cruciais sobre a origem do vírus. O ministro de Relações Exteriores da China criticou o relatório, a que chamou de “anticientífico”.
Divisão
O relatório do Escritório da Diretoria de Inteligência Nacional disse que não há consenso na comunidade de inteligência dos EUA sobre a origem mais provável do coronavírus.
“Todas as agências entendem que há duas hipóteses plausíveis: exposição natural a um animal infectado e incidente associado a laboratório.”
De acordo com o relatório, diversas agências de espionagem acreditam que a Covid-19 surgiu da “exposição natural a um animal infectado pelo coronavírus ou por um vírus progenitor similar”. Mas elas apontaram “confiança baixa” nessa conclusão.
Outra agência de inteligência disse ter “confiança moderada” de que a primeira infecção humana veio de um “incidente associado a laboratório”, no Instituto de Virologia de Wuhan, na China, que estuda coronavírus em morcegos há mais de uma década.
Críticas à China
O presidente americano Joe Biden divulgou uma declaração após a publicação do relatório criticando a China por não cooperar com a investigação.
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“Informações críticas sobre as origens dessa pandemia existem na República Pupular da China, mas, desde o início, autoridades do governo na China têm trabalhado para impedir investigadores internacionais e membros da comunidade de saúde global de acessar (esses dados)”, disse Biden.
“O mundo merece respostas, e não vamos descansar até que as tenhamos”, acrescentou.
A pandemia, que já matou quase 4,5 milhões de pessoas em todo o mundo, teve início na cidade chinesa de Wuhan em dezembro de 2019.
Uma equipe da Organização Mundial da Saúde, que visitou Wuhan, concluiu neste ano que a doença provavelmente se espalhou de um animal vendido num mercado de alimentos.
Mas essa conclusão foi rebatida por alguns cientistas. Em maio, Biden pediu às agências de inteligência dos EUA para analisarem os dados e produzirem um relatório que “nos aproximasse de uma conclusão definitiva” sobre a origem do vírus.
A China, enquanto isso, tem alimentado informações infundadas de que o vírus se origou do Forte Detrick, uma instalação militar nos EUA.
Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde disse que, em breve, seria “biologicamente impossível” coletar evidências que datassem da origem do vírus.
“A janela de oportunidade para conduzir essa investigação crucial está se fechando rapidamente”, alertou, pedindo que pesquisadores e governos acelerassem as pesquisas.
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Fonte: G1 Mundo

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EUA pedem a seus cidadãos para deixarem imediatamente os portões do aeroporto de Cabul


Embaixada dos EUA em Cabul emitiu um alerta de segurança no qual pede para que seus cidadãos não fiquem próximos aos portões do aeroporto da cidade. Imagem da operação de retirada de pessoas do Afeganistão, em 26 de agosto de 2021
Victor Mancilla/Divulgação Forças Armadas dos EUA/Via Reuters
Os Estados Unidos pediram a seus cidadãos que deixem imediatamente os portões do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, na sexta-feira (27).
Nesta semana, o local foi alvo de um atentado do braço do Estado Islâmico no Afeganistão contra uma multidão que tentava fugir do país.
Mais de 180 pessoas morreram, incluindo 13 militares americanos, no atentado terrorista. As redes de televisão CBS e CNN e o jornal “The New York Times” dizem que 170 afegãos morreram e ao menos 200 ficaram feridos, citando autoridades de saúde.
Passa de 180 o número de mortos no ataque no aeroporto de Cabul
As Forças Armadas dos EUA disseram que a operação de retirada dos americanos e aliados afegãos seguia enfrentando “ameaças específicas e confiáveis”.
“Os cidadãos americanos que estão agora no portão da Abadia, no portão Leste, no portão Norte ou no portão do Novo Escritório do Interior devem sair imediatamente”, informou a embaixada dos Estados Unidos em Cabul em um alerta de segurança.
Alerta para possíveis novos ataques
As forças de segurança americanas estão em alerta para a possibilidade de mais ataquese estão compartilhando informações com o Talibã nos postos de controle do aeroporto.
A informação foi dada pelo general Kenneth “Frank” McKenzie, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, órgão responsável pelas operações militares no Oriente Médio, inclusive o Afeganistão.
EUA revidaram
Militares dos Estados Unidos atacaram com drones o braço do Estado Islâmico no Afeganistão no sábado (28, horário local – noite de sexta-feira, 27, no Brasil), bombardeando o local onde estaria um membro do grupo.
EUA lançam ataque aéreo contra Estado Islâmico-k no Afeganistão
A ação ocorreu menos de 48 horas depois que um ataque suicida assumido pelo grupo matou 169 afegãos e 13 militares americanos no aeroporto de Cabul.
O Comando Central dos EUA disse que o ataque com drones em Nangahar foi lançado sobre um membro do Estado Islâmico-Khorasan (braço afegão do Estado Islâmico) que se acredita estar envolvido no planejamento de ataques contra os EUA em Cabul.
O ataque matou um indivíduo. O porta-voz do capitão da Marinha, William Urban, afirmou que não há relato de mortes de civis.
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Fonte: G1 Mundo