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Como afirmações polêmicas de Brooklyn Beckham contra os pais ameaçam a marca e os negócios milionários da família


Família Beckham durante evento da Netflix
Getty Images via BBC
Brooklyn Peltz Beckham, o filho mais velho de David e Victoria Beckham, acusou os pais de priorizarem a “marca Beckham” ao construírem sua imagem global e império empresarial.
A sua declaração bombástica ameaça abalar tanto a reputação pública quanto a vida privada da família.
“Tentamos dar aos nossos filhos a criação mais normal possível”, disse David em seu documentário da Netflix de 2023, enquanto Brooklyn aparecia conferindo o que estava cozinhando.
“Mas você tem um pai que foi capitão [de futebol] da Inglaterra e uma mãe que foi a Posh Spice.”
David continuou dizendo o quanto estava orgulhoso e “tão admirado com meus filhos e como eles se desenvolveram”, ressaltando que sua família resistiu às pressões da fama.
Em retrospecto, o trecho parece mais um alerta sobre como isso é difícil.
E, embora os sentimentos de David fossem certamente genuínos, os espectadores também podem se questionar sobre quanto foi dito e quanto foi encenado para as câmeras.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
‘A família real não real’
Tanto o documentário quanto a série posterior sobre Victoria foram realizados pela produtora dos Beckhams, o que significa que eles tinham, em última instância, controle sobre a narrativa apresentada.
Isso faz parte de uma estratégia que permitiu à família permanecer notoriamente protetora de sua imagem pública, enquanto ampliavam sua fama global e um império avaliado em cerca de 500 milhões de libras (cerca de R$ 3,6 bilhões).
Além de serem um dos casais mais poderosos do mundo das celebridades, Victoria construiu uma carreira como estilista, e David investe em negócios que vão desde roupas até suplementos alimentares.
A marca recebeu talvez a maior honra quando David foi condecorado cavaleiro pelo rei no ano passado.
“Eles são a família real não real da nossa cultura de celebridades, e o público tem acompanhado e investido na marca familiar deles por mais de 25 anos”, afirma a jornalista de entretenimento Caroline Frost.
Da esquerda para a direita: Cruz, Harper, David, Victoria, Romeo, Brooklyn e Nicola Peltz Beckham, em 2022
Getty Images
No entanto, os documentários, perfis nas redes sociais e entrevistas mostram uma versão da vida familiar criteriosamente selecionada.
E eles mantêm uma postura firme em sua comunicação sempre que os Beckhams enfrentam escândalos e crises, dos supostos casos extraconjugais de David a e-mails constrangedores vazados sobre a demora em ser nomeado cavaleiro, passando pela polêmica em torno de seu papel como embaixador da Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Segundo Frost, em entrevista à BBC Radio 5 Live, a maior ameaça à marca familiar dos Beckhams pode vir do filho mais velho, cujo post explosivo “a dilacerou por dentro”.
Após meses de rumores sobre uma divisão familiar, Brooklyn Peltz Beckham, de 26 anos, afirmou que sua família “valoriza a promoção pública e os patrocínios acima de tudo” e que a proteção da marca foi longe demais.
“A marca Beckham vem em primeiro lugar”, escreveu ele. “O ‘amor’ familiar é definido pelo quanto você posta nas redes sociais ou pela rapidez com que você abandona tudo para aparecer e posar para uma foto em família, mesmo que seja às custas de nossas obrigações profissionais.”
“Durante toda a minha vida, os meus pais controlaram as narrativas na imprensa sobre a nossa família. As publicações performáticas nas redes sociais, os eventos familiares e as relações não autênticas sempre fizeram parte da vida em que nasci”, acrescentou.
David e Victoria ainda não responderam diretamente às reclamações públicas de Brooklyn.
De acordo com a especialista em relações públicas e comunicação de crise para celebridades Lauren Beeching, os Beckhams têm sido “extremamente habilidosos em gerir publicamente sua própria narrativa” e a marca apresenta fundamentos sólidos.
“O nome Beckham funciona como uma arquitetura comercial, não apenas como um sobrenome neste momento, e eu diria que essa arquitetura é extremamente sólida”, diz Beeching.
E acrescenta: “Os Beckhams têm décadas de boa vontade, reconhecimento global e uma base de fãs que atravessa gerações. Além disso, seus recentes documentários na Netflix foram grandes sucessos mundiais e reforçaram a imagem de uma família estável, emocionalmente controlada e simpática”,
No entanto, o afastamento com Brooklyn causará dor tanto pessoal quanto profissional, acredita Beeching.
“Os Beckhams são muito protetores de sua marca, então isso será extremamente estressante para eles, pois vai contra tudo o que tentam defender, que basicamente é a imagem de uma família unida.”
Nos últimos 30 anos, os Beckhams navegaram por um cenário midiático que passou de um febre de tabloides para um verdadeiro “vale-tudo” nas redes sociais, tornando compreensível o instinto de proteger sua imagem.
Mas alguns acreditam que eles estão colhendo as consequências de colocar a família em destaque para beneficiar a marca.
Marina Hyde, do jornal britânico The Guardian, disse que Brooklyn foi “comercializado” antes mesmo de nascer, com os pais vendendo fotos e histórias desde a gravidez de Victoria.
Mas, acrescentou Hyde, seus pais refinaram a estratégia de mídia à medida que Brooklyn crescia. “Com o tempo, David e Victoria passaram a contar com assessores mais sofisticados, que entendiam o potencial em rápida transformação de controlar a imagem e a marca, e construíram para eles um império vasto e diversificado a partir disso.”
Outros, porém, sugerem que Brooklyn é mimado, se beneficiou do nome da família e não deveria postar nas redes sociais sobre seu desejo de privacidade.
Tom Bower, autor da biografia The House of Beckham (A Casa dos Beckhams, em tradução livre), de 2024, simpatiza com Brooklyn e não se convence da imagem que os pais projetam.
“Os Beckhams são uma família falsa”, disse Bower à 5 Live. “É uma família a serviço de uma marca, e tem sido muito bem-sucedida…”
Brooklyn Peltz Beckham se casou com Nicola Peltz Beckham
Reprodução/Instagram
“E a verdade é que eles não são uma família feliz. São um produto comercial, que lhes rendeu uma fortuna, mas as vítimas foram seus filhos.”
Por outro lado, a jornalista Hadley Freeman, que escreveu como ghostwriter (um escritor contratado para escrever um texto que é creditado oficialmente a outra pessoa) a biografia de Victoria Beckham de 2006, afirma que, na experiência dela, eles eram “incrivelmente doces, muito envolvidos com os filhos, muito amorosos como família”.
“Mas, ao mesmo tempo, existe um problema com algumas celebridades: elas se tornam dependentes da fama e em como são vistas”, declarou Freeman ao programa Today, da BBC Radio 4.
“Não é difícil imaginar como é ser um familiar nessa situação e, às vezes, se sentir um pouco explorado, além de perceber a disparidade entre o que é mostrado nas redes sociais e a realidade.”
Brooklyn passou a integrar outra dinastia: sua mulher, Nicola Peltz, é filha do empresário bilionário americano Nelson Peltz. Ele iniciou sua própria carreira, com um livro de fotografia publicado em 2017 e sua própria linha de molho de pimenta lançada em 2024. Ainda assim, Brooklyn tem enfrentado desafios para consolidar sua própria marca.
“Ele é visto como um nepo baby [filho de famoso], beneficiando-se do nome Beckham; um dia é chef, no outro é fotógrafo, apenas pulando de carreira em carreira”, diz Beeching.
“Justa ou não, essa é a reputação que ele tem agora. Tenho certeza de que eles querem construir sua própria imagem de casal poderoso. Mas acho que os Beckhams têm uma equipe de relações públicas muito mais afiada.”
Nicola Peltz também seguiu sua própria carreira como atriz e diretora. Mas o fato de ter uma nora com o sobrenome Beckham significa que David e Victoria não têm mais controle total sobre o uso do nome.
Talvez descubramos mais, talvez não, sobre o que realmente se passa nos bastidores. Com base no histórico, David e Victoria provavelmente tentarão manter a calma e seguir em frente.
“Creio que este é o maior desafio até agora”, diz Frost, jornalista de entretenimento.
“Naturalmente, eles vão continuar. São os Beckhams. São ricos demais para fracassar. Com seguidores demais para falhar. Possuem várias bases sustentando essa estrutura. Mas é, sem dúvida, um grande desafio.”
O que Brooklyn falou de controverso sobre seus pais?
Uma postagem de Brooklyn de seis páginas no Instagram, na noite de segunda-feira (19/1), trouxe detalhes impiedosos da sua angústia contra seus pais, David e Victoria.
Ele afirma que sua família valoriza “a promoção e a aprovação pública acima de tudo”. “A marca Beckham vem em primeiro lugar”, escreveu Brooklyn, destacando que o “‘amor’ familiar é decidido pela sua quantidade de postagens nas redes sociais”.
Brooklyn traz uma série de afirmações, muitas delas relacionadas ao seu casamento com Nicola Peltz, incluindo uma história dramática relacionada ao vestido da noiva e o suposto “sequestro” da primeira dança por Victoria.
Ele também afirmou que seus pais “pressionaram repetidamente e tentaram me subornar para assinar a cessão dos direitos ao meu nome”, semanas antes da cerimônia.
O jovem também abordou outro incidente que havia alimentado as especulações sobre a rixa: a ausência dele e da esposa na festa de 50 anos de David Beckham, no último mês de maio, em Londres.
Na sua postagem, Brooklyn conta que o casal viajou para o Reino Unido, para o aniversário, mas eles foram “rejeitados por uma semana, enquanto esperávamos no nosso quarto de hotel, tentando planejar como passar um tempo com ele [David]”.
“Ele [David] rechaçou todas as nossas tentativas, a menos que fosse na sua grande festa de aniversário, com 100 convidados e câmeras por todos os cantos”, segundo Brooklyn.
Ele conta que seu pai “finalmente concordou” em se encontrar com ele, desde que Peltz não estivesse presente.
Brooklyn chamou esta condição de “tapa na cara”, destacando que sua família se recusou a vê-lo em uma viagem seguinte a Los Angeles, nos Estados Unidos.
David e Victoria Beckham não emitiram comentários a respeito, até a publicação desta reportagem.
Reportagem adicional: Noor Nanji

Fonte: G1 Entretenimento

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Oscar 2026 anuncia indicados nesta quinta-feira; Brasil tem boas chances em 9 categorias


As chances de ‘O agente secreto’ no Oscar, segundo especialistas de Hollywood
O Oscar 2026 tem tudo para ser o mais brasileiro de todos os tempos. A Academia de Cinema de Hollywood anuncia os indicados à sua premiação nesta quinta-feira (22), às 10h30, e o Brasil tem boas chances de concorrer em cerca de nove categorias.
Veja abaixo as principais perguntas e respostas da edição deste ano:
Onde assistir ao anúncio dos indicados?
Em quais categorias ‘O agente secreto’ tem chance?
O Brasil também pode concorrer em outras? Quais?
Quando será o Oscar 2026?
1. Onde assistir ao anúncio dos indicados?
O anúncio vai ser transmitido pelo g1, a partir das 10h30, com apresentação dos atores Danielle Brooks (“Orange is the new black”) e Lewis Pullman (“Thunderbolts*”). Clique aqui para assistir.
2. Em quais categorias ‘O agente secreto’ tem chance?
Para especialistas em premiações de Hollywood, “O agente secreto” tem chances em cinco categorias diferentes.
A obra brasileira tem indicações praticamente garantidas em melhor filme internacional e melhor ator, com Wagner Moura. Além disso, tem ganhado força na categoria principal, de melhor filme, que conta com dez indicados no total.
O filme de Kleber Mendonça Filho ainda aparece entre os prováveis indicados a melhor direção de elenco, uma categoria que faz sua estreia em 2026, e melhor roteiro original.
3. O Brasil também pode concorrer em outras? Quais?
O Brasil ainda tem certo favoritismo para conseguir indicações em ao menos outras quatro categorias:
Melhor fotografia: com o diretor de fotografia Adolpho Veloso, do filme americano “Sonhos de trem”;
melhor montagem: com o montador Affonso Gonçalves, do filme americano “Hamnet: A vida antes de Hamlet”;
melhor documentário: com os filmes “Apocalipse nos trópicos” e “Yanuni”;
e melhor curta-metragem: com o curta “Amarela”.
As chances variam. No caso de fotografia, Adolpho Veloso é considerado um dos favoritos até para levar o Oscar.
Na montagem, Affonso Gonçalves (que divide a função a diretora do filme, Chloé Zhao) cresceu nas últimas semanas e parece ter indicação garantida.
Os outros filmes têm chances principalmente por aparecerem nas pré-listas de 12 categorias, com 15 selecionados cada, divulgadas pela Academia em dezembro. Entre elas, “Apocalipse nos trópicos” parece ser a com melhores chances de conseguir a indicação de fato.
Quando será o Oscar 2026?
O Oscar 2026 acontece em 15 de março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Assim como em 2025, a 98ª edição da premiação americana vai contar com o comediante Conan O’Brien como apresentador.
O evento terá a estreia da primeira nova categoria, melhor direção de elenco, desde 2002.

Fonte: G1 Entretenimento

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Dupla sertaneja Edson & Hudson cai no samba com Zeca Pagodinho e fluência, mas sem um traço de originalidade…


Zeca Pagodinho posa com Edson & Hudson no estúdio do Rio de Janeiro (RJ) em que gravou com a dupla o samba ‘A Deus agradeço’
Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: A Deus agradeço
Artistas: Edson & Hudson e Zeca Pagodinho
Cotação: ★ ★ ★
♬ Edson & Hudson caem no samba sem um traço de originalidade, mas em boa companhia. Formada pelos irmãos paulistas Edson Cadorini e Hudson Cadorini em Limeira (SP), em 1980, mas projetada a partir da década de 1990, a dupla sertaneja convidou Zeca Pagodinho para gravar “A Deus agradeço”, composição inédita de Edson.
Lançado às 21h desta quarta-feira, 21 de janeiro, o single “A Deus agradeço” segue linha motivacional em letra que se escora no aliciante refrão formado pelos versos “A Deus, eu só agradeço / Por tudo que já me fez / A vida começa agora / Viva o hoje outra vez”.
A gravação tem o toque de uma sanfona, mas a base é de samba. Com a notória habilidade de partideiro, Zeca dá voz a versos como “Ontem já era, só existe o agora / Viver encanado explode a caixola”.
Verdade seja dita, mesmo soando déjà vu, o samba “A Deus agradeço” resultou fluente no single gravado por Edson & Hudson no Rio de Janeiro (RJ), cidade natal de Zeca Pagodinho.
Capa do single ‘A Deus agradeço’, de Edson & Hudson com Zeca Pagodinho
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Machine Gun Kelly e Alessia Cara postam sobre semelhança com Juliano Floss e Gabriela, do ‘BBB 26’


Os cantores Machine Gun Kelly e Alessia Cara são comparados a Gabriela e Juliano Floss
Repreodução/Divulgação
Os cantores Machine Gun Kelly e Alessia Cara postaram imagens do “BBB 26” após serem comparados a participantes do reality.
Na quinta (21), o rapper compartilhou um post em que comparam sua aparência física à do brother Juliano Floss. Na foto, o brasileiro aparece conversando com a sister Gabriela, sister que vem sendo comparada a Alessia, também devido à semelhança física.
Na semana passada, Alessia compartilhou uma foto de Gabriela no Quarto Branco. “Por que ela sou eu?”, escreveu a artista em tom de brincadeira.
Além do gshow, o público pode acompanhar o “BBB” pelos perfis oficiais do programa nas redes sociais: Instagram, X (antigo Twitter), Facebook e TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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Nick Carter, dos Backstreet Boys, vai a julgamento por acusação de estuprar cantora, diz revista

O cantor Nick Carter, dos Backstreet Boys, vai a julgamento por acusação de estuprar cantora, diz a revista Rolling Stone.
Esta matéria está em atualização

Fonte: G1 Entretenimento

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O baiano tem o molho? Como ‘hit do verão’ virou música que embala campanha de ‘O Agente Secreto’ e Wagner Moura ao Oscar


(Da esq. p/ dir.): o cantor O Kannalha, o ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho
Letícia Souza/Divulgação
É bem possível que circulando pelos labirintos da internet você tenha se deparado com um vídeo do ator Wagner Moura ao som da canção “O Baiano Tem o Molho”, de O Kanalha, nome artístico do cantor Danrlei Orrico.
Numa proximidade tão improvável quanto a amizade da cantora Alcione com a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, a música e a campanha do filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, caminham juntas rumo à indicação ao Oscar que acontece na manhã desta quinta-feira (22/01).
Mas para entender a relação da canção d’O Kanalha com a campanha do filme é preciso voltar algumas casas. Mais precisamente, até maio de 2025, quando uma cena ganhou o mundo.
Wagner Moura, acompanhado de sua esposa, Sandra Delgado, do diretor Kléber Mendonça Filho, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e parte da equipe de “O Agente Secreto” passavam pelo tapete vermelho do Festival de Cannes “frevando” ao som do Guerreiros do Passo, uma importante manifestação cultural recifense que firma na dança suas raízes.
“Emoção arretada”, diz Wagner Moura sobre prêmios no Globo de Ouro
“Tinha que ser o Guerreiros do Passo”, revela o coordenador de lançamento do filme, Bernardo Lessa, sobre o pedido do diretor.
E no passo marcado do frevo, a música passou a acompanhar a campanha de divulgação de “O Agente Secreto” de maneira íntima e fez todo sentido a presença do tradicional ritmo pernambucano na campanha de divulgação do filme, já que há cenas de Carnaval e a principal locação do filme é o Recife, terra natal do diretor do longa.
Mas, de forma inesperada, uma outra canção deu um caloroso abraço nesta história, principalmente em seu protagonista Wagner Moura.
O estalo aconteceu, segundo Lessa, em setembro de 2025.
Ao chegar na cerimônia do 50º Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, Wagner Moura foi recebido por algumas fãs com o refrão singular da canção d’O Kanalha — “O baiano tem o molho. O baiano tem o molho…” — e fez-se a luz.
“Naquele momento, encontramos a Bahia, achamos”, afirma Lessa.
Elenco do filme desfilou pelo tapete vermelho em Cannes ao som de frevo, em maio de 2025
Divulgação
Criação da internet
Em entrevista à BBC News Brasil, Kanalha revela que o diretor criativo desta empreitada foi esse ser mitológico chamado internet.
“De início, essa ligação foi feita pelos fãs. A galera fez alguns vídeos, alguns cortes do Wagner, até antes do lançamento do filme e que viralizou muito, muito, muito mesmo.”
Depois disso, a Vitrine Filmes, responsável pela distribuição do longa-metragem, entrou em contato com o cantor baiano e, como uma luva do tamanho certo, música e campanha passaram a andar juntas, viralizaram e foram parar até nas redes sociais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O historiador, professor e comediante Matheus Buente define essa relação de música com a campanha do filme da seguinte maneira:
“A internet foi maravilhosa quando resolveu juntar as duas coisas, fazer as edições com as imagens de Wagner, ele que é muito identificado com Salvador, sempre fala da cidade, do Vitória, que é o time dele. Ele não esconde isso, a carreira dele tem marcas disso, combina. Aí vira tendência”, afirma.
“Apesar de ser um filme pernambucano, mas junta tudo. Tem uma hora que o nordestino é mais região e menos Estado”, complementa o comediante.
A pré-estreia do filme em Salvador, no início de novembro de 2025, também ajudou a aproximar ainda mais a música da campanha do filme.
Na varanda do Cine Glauber Rocha estavam Kleber Mendonça Filho, Wagner Moura, um pouco tímido, Daniela Mercury e ele, O Kanalha, que fez a batedeira — sua já tradicional dança que consiste em chacoalhar da pélvis de forma bastante acelerada — e cantou, entre outras, “O Baiano Tem o Molho” num show improvisado e quase sem divulgação para o público que se aglomerou em frente à entrada. Ele se tornou protagonista.
Wagner Moura dançando com O Kannalha e Daniela Mercury em pré-estreia do filme em Salvador
Deivisson Carvalho
“A equipe nos tratou super bem e eles tiveram total interesse para que a gente encontrasse o melhor jeitinho de fazer e teve a ideia brilhante de fazer o show ali na varanda e superou as minhas expectativas. E esse encontro foi o que faltava para a galera se divertir com essa ligação da música com Wagner. Eu não falei nada no dia, divulguei em cima da hora que estava no evento, pegou todo mundo de surpresa”, explica O Kanalha
“A gente pensou num trio elétrico, quase conseguimos, mas aí não deu certo. E terminou que o dono do Cine Glauber Rocha (Cláudio Marques) falou: ‘Olha, tem uma varanda no meu cinema, se vocês quiserem colocar umas caixas de som'”, revela Bernardo Lessa.
O special sauce de Wagner Moura
O ator baiano, com seu molho, seu sotaque brasileiro e seu carisma foi conquistando a crítica, o público e hoje, aos 49 anos, chama atenção na maior potência do cinema mundial.
Podemos dizer que ele se tornou um dos “gringos” queridinhos de Hollywood, ao lado de Pedro Pascal?
Em uma entrevista recente, Wagner comentou que não gostava de disfarçar o sotaque brasileiro para falar inglês, como ele também nunca disfarçou o sotaque baiano para fazer novela, para fazer filme nacional.
“Eu como baiano, olho para ele e me identifico muito, parece que é meu vizinho, um cara muito próximo que está chegando nesses lugares importantes. É um carisma absurdo, uma auto referência muito forte sem ser arrogante”, comenta Matheus Buente.
Capa da revista The Hollywood Reporter, ao lado de Adam Sandler, Dwayne Johnson e Michael B. Jordan, Jeremy Allen White… entrevista para Drew Barrymore, beijo da Julia Roberts no Globo de Ouro, de alguma forma o ator baiano de Rodelas representa sua cidade, seu estado, sua região, seu país em cada uma dessas aparições.
Destrinchando o molho d’O Kanalha
A música “O Baiano tem o Molho” foi lançada em fevereiro de 2025, atrasada para o verão de 2025, mas em tempo para o de 2026, a princípio, seria cantada de outra forma, muito mais auto-referente.
Seria algo como “O Kanalha tem o molho, O Kanalha tem o molho”, mas o cantor entendeu que estender esse dendê à todos baianos traria mais potencial para a canção.
A faixa de 2 minutos e 9 segundos começa com a frase: “É papo de maluquice” e seguida por um clima dançante, mas tenso, composto com acordes menores, uma pegada roqueira da guitarra, escondida embaixo da percussão veloz, bem característico do pagodão.
É importante abrir um pequeno complemento.
O pagodão, ou pagodão baiano, é um ritmo soteropolitano que carrega a ancestralidade do samba de roda, samba duro, samba reggae, entre outros gêneros, numa percussão, ritmo acelerado e sincopado bem característico para a dança rápida, apesar dos tons baixos e orquestração mais soturna. É também um pilar muito forte na cultura periférica em que se destacam nomes como Edcity e Fantasmão e Iggor Kannário.
O Kanalha ganhou o Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria Axé/Pagodão em 2025 e a faixa tem números expressivos: 8,6 milhões de plays no Spotify e 8,4 milhões de views no YouTube.
Baiano de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, Danrlei Orrico tem 28 anos e muitos ingredientes desse “molho” que canta.
Filho de baiana do acarajé, dança a batedeira, joga capoeira e toca percussão, mas suas habilidades vão muito além dos estereótipos e seu personagem, O Kanalha, representa um estado de cabeça erguida, que se orgulha de sua origem.
“É uma forma ousada de se referir, mas de fato a música foi feita para poder chamar a atenção sobre uma forma de falar, dizer que o baiano é arretado. É sobre você ser baiano, nascer baiano, ter axé”, explica o cantor.
Mas afinal, o que tem nesse molho?
Matheus Buente traz um ponto de vista para esta pergunta.
“O molho é uma coisa subjetiva, que vai do charme até a coisa do fazer diferente, ter personalidade, a fama, toda coisa da sexualidade. Inclusive, passa por questões da população negra da Bahia.”
Ele complementa. “É um bairrismo positivo, ainda que reforce certos estereótipos, mas é uma exaltação ao baiano fazer diferente, a ter muita personalidade, da Bahia ser a Bahia, dela ser simpática, legal, ser um lugar diferente, de pessoas animadas. O molho da correria, o molho do trabalho, de não ter a vergonha de não ser quem é.”
O Kanalha também contribui para desvendar quais são os têmperos.
“Cada um fala que tem o seu molho especial, então o ingrediente vai de você. O molho d’O Kanalha é fazer a batedeira, ser um cara família, dançar, jogar capoeira, fazer acarajé. Esse é o meu molho, esses são os meus ingredientes. O que você carrega da cultura baiana? Esses são os ingredientes.”
Cleidiana Ramos, jornalista, doutora em antropologia, professora e pesquisadora, traz um conceito importante para esse “molho”, a “brincadeiragem”.
“[O antropólogo e historiador] Roberto Albergaria gostava dessa expressão, que é exatamente essa forma lúdica de levar o cotidiano, de traduzir o cotidiano e essas coisas vão para a arte. Fora de uma leitura política, que num primeiro momento pode gerar a reação de ‘meu Deus, que horror’, da estereotipização, mas a gente entende no contexto do cotidiano essa forma de ser, que não é nova.”
E traz exemplos de grandes nomes.
“Dorival Caymmi, que é nossa primeira grande estrela da indústria fonográfica, que vai cantar, digamos assim, a baianidade, tem trocadilhos em ‘Nega do Balaio Grande’, em ‘Vatapá’, uma música que seria cancelada agora”, afirma.
“Agora, em 2025, O Kanalha pega essa mesma tradição e aí vai lá. O baiano tem o molho. E que molho é esse? O molho da sensualidade nata.”
Outros molhos
O molho que virou hit não é, porém, uma característica de todo baiano e também não só do baiano. O Kanalha comenta que por onde passa já está ouvindo falar de outras receitas.
“Nós fomos recebidos em Minas Gerais com o pessoal dizendo que BH tem um tempero. No Rio, a galera já disse que no Rio já tinha outra coisa.”
Numa análise mais profunda, a antropóloga Jade Alcântara Lôbo afirma que “é um reflexo mais aproximado das vivências do cotidiano soteropolitano”, mas também algo que pode ser visto de forma mais ampla.
“Para compreender o uso da música d’O Kanalha no caso de Wagner Moura, é importante reconhecer que a forma como um povo se percebe está profundamente vinculada aos processos de construção coletiva do cotidiano, às práticas, aos modos de existir e aos repertórios simbólicos, mas também atravessada pela imagética que produz sobre si e que o outro projeta.”
Ele explica ainda que há outros molhos.
“Esse fenômeno não é exclusivo do contexto baiano. Entre populações negras nos Estados Unidos, por exemplo, circula a ideia de ter o sauce (molho, na tradução para o português), mobilizada por Beyoncé na estética e na narrativa do álbum ‘Formation’, ‘I got hot sauce in my bag, swag’ (Eu tenho molho de pimenta na minha bolsa, estilo, na tradução para o português) como forma de afirmar excelência, ancestralidade e presença.”
Segundo a antropóloga esse fenômeno opera como “expressões identitárias nas diásporas negras das Américas, utilizadas para traduzir um modo de estar no mundo que recusa a monotonia, a rigidez e a repetição normativa associadas ao ideal ocidental dominante, afirmando em seu lugar uma ética da invenção, da beleza cotidiana e da inteligência cultural.”
A expectativa pelo Oscar
O Farol da Barra, popular praia da capital baiana, aguarda por um sábado de sol. Dezenas de guarda-sóis se acotovelam na estreita faixa de areia por 50 reais com duas cadeiras. Um primeiro grupo de altinha se concentra perto da água, seguido por um segundo e um terceiro.
Os banhistas que optaram por não pagar a taxa das barracas se concentram no canto direito. Bem perto dali, um homem solitário ostenta uma caixa de som de tamanho modesto, mas som potente. Entre uma bola que escapa dos boleiros e um vendedor de acarajé ele, e todo aquele canto da praia, escuta o profano e o sagrado em frases como: “Meu Deus do céu, que baianinho gostoso.”
“O baiano tem o molho. O baiano tem o molho. Nós já nasce com a pimenta na cabeça da chibata e o dendê que molha o corpo todo.”
Nesta quinta-feira, e no dia 15 de março, durante a cerimônia do Oscar, a música d’O Kanalha estará atrelada à Wagner Moura como o Tema da Vitória representou Ayrton Senna.
Até lá a canção circula pelas ruas de Salvador e no dia 29 de janeiro, O Kanalha faz seu disputado “Ensaio do Maridão” na Praça das Artes Pelourinho e mantém uma programação intensa de shows pelo Brasil.
O que a aparição da lenda da ‘Perna Cabeluda’ em ‘O Agente Secreto’ diz sobre a ditadura
A atriz de ‘O Agente Secreto’ que começou no cinema aos 72 e chegou ao radar do Oscar
Como se comparam as campanhas de ‘O Agente Secreto’ e ‘Ainda Estou Aqui’ nas premiações internacionais

Fonte: G1 Entretenimento

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Romulo Fróes programa ‘Boneca russa’, álbum sobre as dores do fim de um amor, para a Quarta-feira de Cinzas


Capa do álbum ‘Boneca russa’, de Romulo Fróes
Desenho de Romulo Fróes com design de Thiago Lacaz
♫ NOTÍCIA
♬ Romulo Fróes está se guardando para quando o Carnaval acabar. O cantor e compositor paulistano agendou para a Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, o lançamento do álbum “Boneca russa”, primeiro disco solo do artista desde “Aquele nenhum” (2021), álbum lançado há cinco anos.
A data do lançamento é propícia porque, ao longo das 13 músicas do repertório autoral do álbum “Boneca russa”, Fróes espalha as cinzas e expia as dores de um relacionamento que findou. “Cinzas do amor que desaba / Seu fogo, sua mágoa / Em cima de mim”, como lamenta o poeta nos versos de “Vaso ruim”, uma das músicas do álbum.
“Sou do bloco que não pode parar”, resume Romulo Fróes em verso de “Um estandarte para mim”, parceria do compositor com Ná Ozzeti. No entender de Guto Leite, que assina o texto de apresentação do disco produzido por Romulo Fróes com o baixista Marcelo Cabral, as músicas abrem alas e pedem passagem para um Carnaval caracterizado por Leite como “arrastado” e “melancólico”.
“Quase tudo me soa samba, pelo tipo de verso, de melodia, de cadência, mas sem ser caracteristicamente samba”, ressalta Guto Leite. “Agora a linha do desejo se desfaz / Um poço fundo onde afundo a minha paz / Afoga o medo, o corpo, e o sonho de um final feliz / Eu queria dizer ‘essa vida é melhor do que antes’ / Mas, distante da sua, nenhuma alegria é o bastante”, corrobora Fróes nos versos de “A hora mágica”, música que abre o álbum, dando o tom do cancioneiro inédito reunido por Fróes em “Boneca russa”.
Músicas como “Um domingo sem luz”, a canção-título “Boneca russa”, “A vida que já era”, “A casa de pé”, “A felicidade perdida” – parceria de Fróes com Rodrigo Campos – e “O mesmo fim” seguem nessa toada em que o poeta versa sobre a vida e a alma ferida após o amor desfeito.
Com capa que expõe desenho do próprio Romulo Fróes no projeto gráfico de Thiago Lacaz, o álbum “Boneca russa” será lançado pela gravadora YB Music. Trata-se, como já dito, do primeiro álbum solo de Romulo Fróes em cinco anos, mas cabe lembrar que, em 2023, o artista lançou dois álbuns em dupla, um feito com Tiago Rosas (“Na goela”) e outro assinado com Rodrigo Campos (“Elefante”).

Fonte: G1 Entretenimento

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Indicados ao Oscar: transmissão ao vivo com ‘O Agente Secreto’ entre os favoritos


Indicados ao Oscar: transmissão ao vivo com ‘O Agente Secreto’ entre os favoritos Acompanhe em tempo real o anúncio dos filmes e artistas indicados ao Oscar 2026. A lista começa a ser anunciada às 10h30.

Fonte: G1 Entretenimento

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Christian Chávez é entrevistado no g1 Ouviu ao vivo desta quinta-feira (22)


Christian Chávez é entrevistado no g1 Ouviu ao vivo desta quinta-feira (22) Cantora é a convidada do podcast de música do g1, com transmissão ao vivo no g1, no YouTube e no TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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Príncipe Harry se emociona em depoimento e diz que jornal tornou a vida de Meghan um inferno

O príncipe Harry conteve as lágrimas ao afirmar que o jornal Daily Mail tornou a vida de sua esposa, Meghan, “um verdadeiro inferno” durante depoimento nesta quarta-feira na Alta Corte de Londres, em seu processo por violação de privacidade contra a editora do jornal.
O duque de Sussex, de 41 anos, e outros seis autores da ação, incluindo o cantor Elton John, estão processando a Associated Newspapers, editora do Mail, por violações de privacidade ocorridas desde o início da década de 1990 até a década de 2010.
A Associated, que também publica o Mail on Sunday, classificou as alegações como “calúnias absurdas”, afirmando que seus jornalistas tinham fontes legítimas de informação, incluindo amigos e conhecidos das celebridades.
Tendo se tornado, em 2023, o primeiro membro da realeza em 130 anos a depor em juízo em mais um de seus processos contra a imprensa, o filho mais novo do rei Charles respondeu de forma combativa às perguntas do advogado da Associated, Antony White, mas se emocionou ao ser questionado sobre o impacto do caso.
“Acho fundamentalmente errado termos que passar por isso novamente quando tudo o que solicitamos foi um pedido de desculpas e que assumam a responsabilidade”, afirmou ele. “É uma experiência horrível e o pior é que, ao me manifestar contra eles, eles continuam me perseguindo.”
Com a voz embargada, Harry acrescentou: “Eles transformaram a vida da minha esposa em um verdadeiro inferno.”
Mais cedo, ele rejeitou repetidamente as alegações do advogado de que os jornalistas eram próximos de seu círculo social “vazador”.
“Para que não haja dúvidas, não sou amigo de nenhum desses jornalistas e nunca fui”, disse Harry em discussões frequentemente acaloradas com White. Ele acrescentou: “Meus círculos sociais não eram vazadores. Quero deixar isso absolutamente claro.”

Fonte: G1 Entretenimento