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Incêndio florestal transforma cidade histórica da Califórnia em cinzas


Greenville ficou construída durante a corrida do ouro no oeste americano, em meados do século XIX. O chefe do batalhão, Sergio Mora, observa as chamas na cidade de Greenville, na Califórnia, em 5 de agosto de 2021
Noah Berger/AP
A principal via pública de uma cidade histórica da época da corrida do ouro na Califórnia ficou em ruínas nesta quinta-feira, horas após o maior incêndio florestal do Estado engolir a vila de Greenville, nas montanhas de Sierra Nevada.
As equipes de bombeiros ainda trabalhavam na quinta-feira para extinguir os incêndios em Greenville, cerca de 260km ao norte de Sacramento, após o incêndio chamado de Dixie Fire avançar por toda a noite anterior.
O Dixie Fire tem avançado pela área por três semanas, queimando 322 mil acres (130 mil hectares).
“Apesar dos valentes esforços dos bombeiros, de recursos aéreos e de agentes da lei para proteger a vida e a defesa da propriedade, o fogo se espalhou na comunidade de Greenville”, afirmou o Departamento de Proteção às Florestas (Cal Fire) na quinta-feira. 
O Dixie Fire estava entre os mais de 12 incêndios florestais que assolavam o Estado.
O River Fire, que começou na quarta-feira e carbonizou 2.400 acres nos condados de Nevada e Placer, forçou milhares de pessoas a deixarem suas casas, incluindo a maior parte da cidade de Colfax. Mais de 50 casas ou construções foram destruídas e outras 30 danificadas, não sendo possível diminuir a dimensão do incêndio, afirmou o Cal Fire.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio: por que a maconha ainda é tratada como doping nos esportes?


Agência Mundial Antidoping (WADA) considera que a cannabis uma droga anti-esportiva, mas ativistas fazem campanha para mudar isso. Sha’Carri Richardson foi banida por uso de cannabis, apesar de ter vencido as provas eliminatórias nos EUA
Getty Images
A velocista americana Sha’Carri Richardson não participou das Olimpíadas de Tóquio porque recebeu diagnóstico positivo para uso de maconha durante as eliminatórias do atletismo dos Estados Unidos.
Apesar da alta do consumo e da legalização da cannabis em muitos Estados nos EUA, por que ela ainda é proibida nos esportes?
Sha’Carri Richardson foi crucial na preparação da equipe americana para os Jogos Olímpicos.
Considerada a sexta mulher mais rápida da história, com o tempo de 10,72s nos 100m rasos, a velocista do Texas era tida como uma das principais concorrentes à medalha de ouro em Tóquio.
Mas quando suas companheiras de equipe foram para a pista, na final feminina dos 100m, no sábado (31/7), Richardson não estava lá.
No início de julho, foi anunciado que Richardson não representaria os Estados Unidos nos jogos porque ela havia recebido diagnóstico positivo para uso de cannabis durante a prova de qualificação.
Como punição, a Agência Antidoping dos Estados Unidos a proibiu de competir por um mês. Embora, tecnicamente, a suspensão de 30 dias tenha terminado durante os jogos de Tóquio, o comitê de atletismo dos EUA optou por não incluí-la na equipe.
A desqualificação reacendeu um longo debate sobre a proibição da maconha nos esportes olímpicos.
Visto que a cannabis é legal em muitos Estados americanos e que suas propriedades de melhoria de desempenho são contestadas, muitos se perguntam se ela ainda deveria ser proibida.
Uma substância que melhora o desempenho?
A maconha foi proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) desde que a organização criou sua lista de substâncias proibidas, em 2004. Os itens da lista atendem a dois dos três critérios: prejudicam a saúde do atleta, melhoram o desempenho ou vão contra “o espírito do esporte”.
O segundo ponto é o mais polêmico quando se trata de maconha.
Em 2011, a Wada defendeu a proibição da cannabis, em um artigo publicado na revista Sports Medicine. Citando um estudo sobre a capacidade da maconha de reduzir a ansiedade, a Wada afirmou que ela pode ajudar os atletas a “ter um melhor desempenho sob pressão e a aliviar o estresse sentido antes e durante a competição”.
Mas essas descobertas não são suficientes para garantir a conclusão de que a maconha é uma droga que melhora o desempenho, argumenta Alain Steve Comtois, diretor do departamento de ciência do esporte da Universidade de Quebec, em Montreal.
“Você tem que ter uma visão geral”, disse ele à BBC. “Sim, os níveis de ansiedade caem, mas em termos de dados fisiológicos reais, isso mostra que o desempenho é reduzido.”
Comtois foi um dos autores de uma revisão do Journal of Sports Medicine and Physical Fitness Review de pesquisas sobre o uso de maconha antes do exercício e sua capacidade de melhorar o desempenho atlético.
O artigo descobriu que a maioria das pesquisas aponta para a maconha dificultando as respostas fisiológicas necessárias para o alto desempenho, aumentando a pressão arterial e diminuindo a força e o equilíbrio.
O paper não analisou os efeitos da maconha na ansiedade, mas Comtois diz que seus outros efeitos negativos neutralizariam quaisquer benefícios.
Drogas e o espírito esportivo
Mas há mais na regra de Wada do que apenas a proibição de drogas para melhorar o desempenho.
Fundada em 1999 após vários escândalos de doping nas Olimpíadas, a Wada tinha como objetivo liderar uma ação para acabar com o doping nos esportes em todo o mundo. Ao elaborar sua lista de substâncias proibidas em 2004, a maconha era ilegal em quase todos os países do mundo.
“Eles não queriam ter problemas de respeitabilidade social”, diz John Hoberman, um historiador cultural que pesquisa a história antidoping na Universidade do Texas-Austin.
Seu status de droga ilícita foi citado pela Wada em um paper de 2011 como um dos motivos pelos quais a maconha ofendia o “espírito esportivo” (critério 3) e “não era compatível com o atleta, um modelo para jovens em todo o mundo”.
A regra gerou repreensões não apenas para Richardson, mas também para dezenas de outros atletas.
Em 2009, Michael Phelps, nadador americano, foi suspenso por três meses e perdeu o patrocínio da Kellogg’s depois que fotos dele fumando maconha vazaram na internet.
O velocista americano John Capel também foi suspenso por dois anos, depois de um segundo teste positivo em 2006.
Antes de a Wada criar a lista de drogas proibidas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) tentou tirar a medalha de ouro do snowboarder canadense Ross Rebagliati porque ele testou positivo.
Mas, na última década, a situação da maconha legal — e a atitude da sociedade em relação a ela — começou a mudar.
O Uruguai foi o primeiro país a tornar legal a compra e venda de maconha para uso recreativo, em 2013, com o Canadá seguindo o processo em 2018.
Muitos outros países descriminalizaram a erva até um certo grau, incluindo África do Sul, Austrália, Espanha e Holanda.
Nos Estados Unidos, é ilegal em âmbito federal, mas é legal em cerca de um terço dos Estados — incluindo Oregon, onde Richardson testou positivo.
Também tem havido uma aceitação crescente do uso de cannabis para fins médicos, com muitos países, incluindo o Reino Unido, permitindo o uso da maconha medicinal.
Na verdade, em 2019, a Wada retirou o canabidiol (CBD), um componente da cannabis, da lista de substâncias proibidas, embora o produto continue ilegal em alguns países, como o Japão, onde as Olimpíadas são realizadas neste ano.
Essas mudanças alimentaram as atuais críticas à suspensão de Richardson.
A corredora disse à NBC News que ela tinha usado maconha para lidar com a morte da mãe dela, uma semana antes da eliminatória.
“Peço desculpas se decepcionei vocês — e eu o fiz. Esta será a última vez que os EUA voltam para casa sem ouro nos 100 metros”, disse ela.
Em meio a uma onda de simpatia por Richardson, a Wada enfrentou um dilema. Como diz Hoberman: “Você não pode administrar uma organização que está sujeita a regras e simplesmente dissolver uma regra em um momento conveniente”.
Como a proibição da maconha ainda está em vigor, uma exceção não poderia ser concedida facilmente para Richardson.
“E então essa jovem foi vítima da existência dessa regra”, disse Hoberman.
Qual a próxima?
Não está claro se ou quando a Wada vai reconsiderar a proibição da cannabis, mas a pressão está aumentando para que isso aconteça.
A suspensão de Richardson levou o presidente dos EUA, Joe Biden, a questionar a lei atual, embora ele não tenha dito que ela deveria ser anulada, gerando rumores de que a Casa Branca poderia intervir.
“Regras são regras. Todo mundo sabe quais são as regras”, disse Biden a repórteres, em Michigan. “Se elas devem permanecer assim, se ela deve continuar, é uma questão diferente.”
Até mesmo a Agência Antidoping dos Estados Unidos, a autoridade americana que aplica as regras da Wada, disse que “é hora de rever o assunto”.
Por enquanto, Richardson, e outros atletas como ela, terão que ficar longe da maconha, ou ficar à margem.

Fonte: G1 Mundo

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Ibiza contrata detetives particulares para acabar com festas clandestinas durante a pandemia


Medida tenta diminuir aglomerações e eventos ‘super espalhadores’ de Covid-19. A ilha espanhola tem as maiores taxas de infecção do país europeu. Dançarinos se apresentam para uma multidão durante festa em Ibiza, foto de 2012
Enrique Calvo/Reuters/Arquivo
Mundialmente conhecida por suas festas intermináveis, a ilha de Ibiza, na Espanha, vai contratar jovens detetives particulares. O objetivo é infiltrá-los como turistas e descobrir festas clandestinas que infringem as restrições sanitárias adotadas para controlar a transmissão da Covid-19.
Com o fechamento das famosas casas noturnas da ilha do Mediterrâneo – que atraem DJs famosos de todo o mundo –, Ibiza viu nascer um “boom” de festas privadas. Desde julho, as reuniões entre pessoas de casas diferentes estão proibidas a partir da 1h da madrugada.
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Em Ibiza, a pandemia também é o grande estraga prazeres
No entanto, diariamente festas clandestinas são realizadas em toda a ilha. Para tentar fugir da fiscalização, as festas são frequentemente organizadas em casas fora da cidade, e chegam a reunir mais de 500 pessoas em uma noite.
Os preços para participar de uma dessas festas, segundo o porta-voz do governo de Ibiza, Armando Tur, chegam a 100 euros por pessoa (R$ 600). Os clientes são atraídos pelos promotores pelas redes sociais ou no entorno de bares durante o dia.
Club Hi, em Ibiza, foto de arquivo
Divulgação/Hi Ibiza
Para controlar a transmissão do coronavírus, o governo local decidiu contratar detetives entre 30 e 40 anos que “encontrem as festas antes de começarem” e avisem a polícia.
Os “rastreadores”, como o governo os chama, devem se infiltrar nas festas, recolher informações e provas sobre o descumprimento das regras de controle sanitário para ajudar a polícia a aplicar punições aos organizadores.
Tur afirma que já recebeu currículos de toda a Europa, mas o governo deverá dar preferência a detetives profissionais.
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Surto no verão europeu
As Ilhas Baleares, que incluem Ibiza, têm uma das maiores taxas de infecção Covid-19 da Espanha, impulsionada principalmente pela variante Delta, que chegou à região com o verão europeu.
A região registrou nesta semana 916 novos casos por 100 mil habitantes.
Em julho, uma viagem de estudantes à ilha de Maiorca provocou um surto de Covid-19 que infectou milhares de pessoas.
Para conter a propagação do vírus, o governo regional proibiu todos as reuniões entre 1h e 6 horas da manhã.

Fonte: G1 Mundo

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Figura que mostra genitais em pose provocativa vira atração em igreja na Inglaterra


Conhecido como Seamus O’Toole, ele fica escondido perto do teto da igreja de All Saints, em Hereford, e foi encontrado pela primeira vez durante reforma para instalação de galeria em café, no final dos anos 90. Provavelmente oculto por centenas de anos, voltou a fazer sucesso após foto viralizar e começar a circular em redes sociais. ‘Seamus O’Toole’, como é conhecido o homem da figura, foi provavelmente esculpido há cerca de 800 anos
Reprodução/Twitter
A imagem de um homem com as pernas levantadas e os órgãos genitais expostos, esculpido dentro de uma igreja medieval em Hereford, na Inglaterra, deixou muita gente chocada depois de ser postada em um site e circular em redes sociais esta semana.
Mas Seamus O’Toole, como é apelidado o homem da figura, é conhecido pelos funcionários da cafeteria House of God, que fica dentro da igreja All Saints, desde a década de 1990, quando o local foi reformado. Foi naquela ocasião que a “arte secreta” foi provavelmente vista pela primeira vez desde sua criação, há cerca de 800 anos.
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Não existe registro sobre sua origem, mas a principal teoria é a de um escultor insatisfeito com o chefe, ou simplesmente disposto a fazer uma brincadeira ousada. O’Toole fica em um canto bastante escondido, perto do teto, e até a construção do café, o lugar não era iluminado, sendo praticamente impossível vê-lo.
Quando o escritor e chef Bill Sewell abriu o estabelecimento no final dos anos 90, ele criou uma galeria que fica acima da cozinha, de acordo com o jornal “Hereford Times”. Foi durante as obras dessa adaptação que o entalhe foi encontrado pela primeira vez, e recebeu até mesmo um spot de luz para que se tornasse mais visível.
O jornal cita até um episódio curioso, de 1998, quando um vigário chamado Andrew Mottram sugeriu usar a imagem para arrecadar dinheiro para a igreja, vendendo cartões-postais com sua foto. A ideia, entretanto, foi vetada pelo conselho paroquial, e Seamus O’Toole voltou à obscuridade, até ser agora redescoberto na internet.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio 2021: 7 mulheres que são atletas e cientistas


Elas passaram pelo desafio de competir no principal evento esportivo do mundo enquanto conduzem uma carreira em universidades e centros de pesquisa. Algumas ainda voltaram para casa com uma medalha na bagagem. A ciclista e matemática Anna Kiesenhofer (centro) é a primeira medalhista de ouro da Áustria desde os Jogos de Atenas de 2004
Getty Images
Um olho no treino, outro no laboratório: essa é a rotina de um seleto grupo de atletas que já passou (ou ainda passará) pelos ginásios, estádios, raias e pistas dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Essa turma enfrenta um desafio único: competir em alto nível, em busca de recordes e medalhas, enquanto trilha uma carreira na área acadêmica e científica.
Uma das primeiras pessoas a notar e falar sobre essa carreira dupla de muitos competidores foi o microbiologista Leandro Lobo, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Numa série de postagens no Twitter, ele destacou algumas histórias de esportistas/cientistas que participaram da Olimpíada de 2021 e também de edições passadas do evento.
A lista também ganhou destaque com o grupo de divulgação científica brasileiro A Ciência Explica, que usou as redes sociais para mencionar o trabalho de diversos pesquisadores com histórico olímpico.
Confira a seguir alguns dos nomes que chamaram a atenção nos jogos de 2021.
1. Anna Kiesenhofer (Áustria)
Essa austríaca de 30 anos desembarcou em Tóquio bem longe da lista de favoritas na prova do ciclismo de estrada. Mesmo assim, terminou a sua participação no lugar mais alto do pódio.
Até 2016, ela era apenas uma ciclista amadora enquanto fazia seu doutorado em matemática aplicada na Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha.
Nos atuais Jogos Olímpicos, Kiesenhofer terminou a prova na primeira colocação, mais de um minuto à frente da atual campeã mundial de 2019, a holandesa Annemiek van Vleuten.
A vantagem da austríaca era tão grande que a representante da Holanda comemorou efusivamente ao finalizar a prova, pois acreditou que havia sido a primeira a cruzar a linha de chegada.
A campeã olímpica de 2021 se graduou pela Universidade Técnica de Viena, na Áustria, e também possui diploma pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
Anna Kiesenhofre foi campeã olímpica de ciclismo de estrada em Tóquio
Getty Images
Atualmente, ela trabalha com pesquisa e ensino na Universidade Técnica de Lausanne, na Suíça.
Kiesenhofer, aliás, uniu suas duas especialidades ao longo dos últimos dias: antes de as provas olímpicas começarem, ela compartilhou pelas redes sociais como estava seu planejamento em Tóquio e as contas matemáticas que estava realizando para ter um bom desempenho.
E os resultados mostram que seus cálculos estavam bem corretos.
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2. Charlotte Hym (França)
Quando tinha 12 anos, a francesa Charlotte Hym ficou fascinada pelas pessoas que andavam de skate perto de sua casa, em Paris.
“Parecia ser tão legal e eu quis fazer o mesmo. Assim que comecei a praticar, percebi o quão incrível é esse esporte e aprendi uma série de manobras com meus amigos”, lembra a atleta, hoje com 28 anos, no site oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI).
A francesa Hym foi eliminada no skate park, prova que teve duas japonesas e uma brasileira no pódio
Reuters
Hym se graduou em ciências do esporte pela Universidade Descartes, também em Paris, e logo partiu para o mestrado e o doutorado.
Sua especialidade acadêmica é a neurociência. A pesquisa que ela desenvolve tenta entender o efeito que a voz materna tem no desenvolvimento de habilidades motoras nos bebês recém-nascidos.
Após finalizar a tese e conseguir o doutorado em 2019, a francesa resolveu focar 100% no esporte e pretende voltar à pesquisa científica no futuro.
Hym competiu na modalidade skate street no dia 25 de junho, mas acabou eliminada na fase classificatória.
As medalhas ficaram com Momiji Nishiya (ouro), do Japão, Rayssa Leal (prata), do Brasil, e Funa Nakayama (bronze), do Japão.
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3. Gabby Thomas (Estados Unidos)
A americana Gabrielle Thomas, de 24 anos, chegou como uma das favoritas ao pódio na prova dos 200 metros rasos do atletismo.
Chamada carinhosamente de Gabby, a atleta confirmou as projeções ao garantir a medalha de bronze na corrida disputada no dia 3 de agosto (o ouro ficou com Elaine Thompson, da Jamaica, e a prata com Christine Mboma, da Namíbia).
Gabby Thomas (à direita) investiga a desigualdade racial no acesso aos serviços de saúde nos Estados Unidos
EPA
Entre os treinos e as competições, Thomas ainda estudou neurobiologia e saúde global na Universidade Harvard, nos EUA.
O interesse pelo cérebro surgiu por questões familiares: numa entrevista ao site The Undefeated, a americana contou que seu irmão gêmeo foi diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Ela ainda possui outro irmão mais novo com autismo.
Agora, seus planos envolvem voltar para casa e continuar cursando o mestrado em epidemiologia e gestão de saúde na Universidade do Texas, na cidade de Austin.
Seu grande interesse de pesquisa é a desigualdade racial no acesso aos serviços de saúde nos Estados Unidos.
4. Louise Shanahan (Irlanda)
A irlandesa de 24 anos tinha um plano claro em sua mente: se classificar para os Jogos Olímpicos de 2024, que serão disputados em Paris.
Mas o resultado veio antes do esperado e ela conseguiu alcançar um tempo suficiente para já participar da Olimpíada deste ano na prova dos 800 metros rasos feminino.
Shanahan divide a rotina entre as pistas e o laboratório de física médica
INPHO
Shanahan, infelizmente, não passou da primeira fase. Ela participou da terceira bateria e acabou eliminada ao ficar com a sétima colocação.
Essa modalidade terminou com ouro para Athing Mu (Estados Unidos), prata para Keely Hodgkinson (Reino Unido) e bronze para Raevyn Rogers (Estados Unidos).
Enquanto os planos esportivos para 2024 seguem de pé, a irlandesa volta sua atenção agora para outra área: a física quântica.
Formada pela Universidade Cork, em seu país natal, ela agora está fazendo doutorado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
Seu principal interesse está na física médica: ela estuda e desenvolve aparelhos que poderão melhorar o diagnóstico e o tratamento do câncer.
“Eu gosto de ter duas carreiras porque, caso as coisas no laboratório estejam ruins, eu posso dizer a mim mesma que sou corredora e está tudo bem. Agora, se estou mal no atletismo, sempre posso considerar que sou uma física quântica e o esporte é uma atividade extra”, declarou, numa entrevista ao jornal Cambridge Independent.
5. Andrea Murez (Israel)
A natação está no sangue da família Murez: Joe, avô de Andrea, costumava nadar no rio Danúbio, na Áustria, nos anos 1940.
Pelo outro lado da família, o outro avô, Raymond Federman, chegou a representar a França em algumas competições na piscina.
Seu irmão, Zachary, também é um adepto da modalidade e competiu em algumas provas pela Universidade Yale, nos Estados Unidos.
Nascida na Califórnia, Andrea Murez, de 29 anos, se formou em biologia pela Universidade Stanford.
A natação, porém, permitiu que ela participasse de provas aquáticas nas Macabíadas, um evento esportivo que é organizado e promovido a cada quatro anos em Israel pela comunidade judaica.
Ao participar de várias modalidades e se destacar em algumas delas, Murez decidiu se mudar definitivamente para Israel e representar o país no esporte.
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Sua primeira experiência olímpica aconteceu em 2016, no Rio de Janeiro, quando participou dos 50, dos 100 e dos 200 metros nado livre, mas não conseguiu se classificar para as finais.
Depois da passagem pelo Brasil, ela decidiu continuar os estudos e atualmente cursa medicina na Universidade de Tel Aviv, em Israel.
Na Olimpíada de Tóquio, a atleta, bióloga e futura médica pulou na piscina em quatro provas: estilo livre 50, 100 e 200 metros e no revezamento 4×100 medley misto (em que as equipes de cada país são formadas por homens e mulheres e cada competidor faz um estilo de nado).
Seu melhor resultado foi justamente na modalidade em equipe: junto com os colegas israelenses, ela ficou em oitavo lugar nos 4×100 medley misto.
Essa prova terminou com o Reino Unido em primeiro, a China em segundo e a Austrália em terceiro.
6. Nadine Apetz (Alemanha)
Só de entrar no ringue, Apetz já fez história: ela se tornou a primeira representante da Alemanha no boxe olímpico feminino.
Aos 35 anos, sua passagem por Tóquio, porém, acabou abreviada. Ela perdeu para a indiana Lovlina Borgohain e foi eliminada logo na primeira luta do meio-médio feminino (que reúne atletas de 64 a 69 quilos).
A final dessa categoria está marcada para sábado (7/8) e será entre a turca Busenaz Surmeneli e a chinesa Hong Gu.
Com medalhas importantes em torneios europeus e no Campeonato Mundial de Boxe, a alemã pretende agora focar em sua outra carreira.
Com um mestrado em neurociências pela Universidade de Bremen, em sua terra natal, a próxima meta de Apetz é finalizar seu doutorado no Hospital Universitário de Colônia, também na Alemanha.
Ela estuda uma técnica chamada estimulação cerebral profunda, que envolve a aplicação de correntes elétricas ou eletromagnéticas em certas áreas da massa cinzenta.
Esse tratamento tem bastante potencial e pode ajudar futuramente indivíduos com Parkinson, uma doença degenerativa que afeta os neurônios responsáveis pela locomoção e pelo controle dos músculos.
“É difícil combinar a prática de esportes com a carreira profissional. Me preparar para a Olimpíada de Tóquio foi bastante estressante. Quando eu voltar do Japão, vou me concentrar 100% nos meus estudos”, diz Apetz ao site do COI.
7. Hadia Hosny (Egito)
Ela começou a se destacar no cenário internacional em 2008, em Pequim, quando se tornou a primeira jogadora de badminton do Egito a se classificar para uma Olimpíada.
Ela repetiu a dose em 2012, ao participar dos jogos de Londres, e voltou a competir em Tóquio, agora em 2021.
Na atual edição, ela sofreu três derrotas ainda na fase de grupos e acabou eliminada, junto com sua parceira de equipe, Doha Hany.
Na modalidade de badminton em duplas feminino, o ouro foi para a Indonésia, a prata ficou com a China e o bronze acabou com a Coreia do Sul.
Finalizada sua participação no evento, Hosny disse que pretende se aposentar das competições profissionais.
“Há uma grande possibilidade de que essas tenham sido minhas últimas Olimpíadas. É muito estressante viajar para todos os torneios e me manter numa boa posição no ranking mundial”, declarou a egípcia, segundo o site oficial do COI.
“O badminton foi meu primeiro amor e não ficarei longe dele, tanto que pretendo continuar como técnica”, completou.
Além de não abandonar os ginásios, Hosny vai seguir com sua carreira acadêmica. Ela é professora assistente da Universidade Britânica do Egito.
Com mestrado em biomedicina pela Universidade de Bath, no Reino Unido, e doutorado em farmacologia pela Universidade do Cairo, no Egito, ela possui pesquisas e artigos publicados sobre a dexametasona, um remédio anti-inflamatório usado para várias doenças.
Mesmo sem o badminton, a agenda de Hosny continuará bem atribulada: além de atleta e cientista, ela também possui uma academia de ginástica e integra o Parlamento do Egito.

Fonte: G1 Mundo

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Após perder voo, mulher compra bilhete de raspadinha para passar tempo e ganha US$ 1 milhão



Angela Caravella, de 51 anos, diz ter sentido que ‘algo bizarro’ ia acontecer após cancelamento na Flórida. Ela comprou bilhete em supermercado e, com impostos já descontados, levou cerca de R$ 4,1 milhões. Prêmio foi ganho em bilhete da loteria Fastest Road, na Flórida
Reprodução/Facebook/FloridaLottery
Logo depois de ter seu voo cancelado, Angela Caravella, de 51 anos, viu sua sorte mudar rapidamente ao ganhar US$ 1 milhão (cerca de (R$5,2 milhões) com um bilhete de raspadinha da loteria na Flórida.
Moradora de Kansas City, no Missouri, ela ganhou o prêmio da loteria The Fastest Road e, segundo a Loteria da Flórida, optou por receber o prêmio em uma única parcela. Com os impostos já descontados, ela levou US$ 790 mil (cerca de R$ 4,1 milhões).
“Eu tive uma sensação de que alguma coisa bizarra ia acontecer depois que meu voo foi cancelado inesperadamente”, disse Caravella. “Comprei alguns bilhetes de rapadinha para passar o tempo e do nada – ganhei US$ 1 milhão!”
Homem rouba bilhetes de loteria em loja, troca de roupa e volta para roubar cofre; assista
Bilhete sorteado em loteria nos EUA ganha prêmio equivalente a R$ 2,7 bi
Caravella comprou seu bilhete premiado em um supermercado Publix em Brandon, ao leste de Tampa. A loja vai receber um bônus de comissão de US$ 2 mil (aproximadamente R$ 10.400) por vender o bilhete.
A modalidade de raspadinha que ela ganhou foi lançada em fevereiro de 2020 e oferece 155 prêmios de US$ 1 milhão e mais de US$ 948 milhões em prêmios em dinheiro.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Paris-2024 pode ser a última chance para skatistas brasileiros nas Olimpíadas?


Modalidade que fez sua estreia como esporte olímpico em Tóquio 2021 e fez sucesso no Brasil ainda não foi confirmada depois de 2024. Pedro Barros ganhou prata no skate park
Lisi Niesner / Reuters
Torcedores brasileiros se acostumaram a passar algumas madrugadas das últimas duas semanas acompanhando manobras com nomes complicados, como “caballerial tail de back”, e vendo atletas ganharem medalhas no skate, esporte que fez a sua estreia olímpica em Tóquio 2020.
O desempenho do Brasil no skate ajudou a dar popularidade à modalidade: foram três pratas nos quatro torneios disputados — até agora o esporte em que o Brasil mais ganhou medalhas em Tóquio 2021, ao lado do boxe (onde uma foi conquistada e duas já garantidas). Quase 20% das medalhas brasileiras recebidas em Tóquio 2021 até agora foram conquistadas pelo skate.
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No entanto, o futuro do skate como modalidade olímpica é incerto. O skate está garantido nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 — mas depois disso ainda não há definição sobre se permanecerá no calendário olímpico.
Em dezembro do ano passado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) aceitou o pedido feito pelos organizadores de Paris de incluir quatro esportes na programação: escalada, surfe, skate (os três fizeram sua estreia como esportes olímpicos em Tóquio 2021) e break dance.
Em comum, os quatro esportes têm grande apelo entre pessoas mais jovens — tanto como praticantes quanto como espectadores.
“O COI está empenhado em estabelecer um novo padrão para jogos inclusivos, com equilíbrio de gênero e centrados na juventude. Paris-2024 apresentou sua proposta ao COI para integrar quatro novos esportes intimamente associados à juventude e recompensar a criatividade e o desempenho atlético”, diz a nota dos organizadores dos Jogos de Paris 2024.
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Reuters
“Todos os quatro são fáceis de entender e os participantes formam comunidades muito ativas nas redes sociais. Nos próximos cinco anos, a inclusão desses eventos nos Jogos Olímpicos ajudará a inspirar milhões de crianças a praticar esportes.”
O skate se aproveitou de uma desburocratização no processo de adoção de novos esportes nas Olimpíadas, no entanto essa via mais rápida faz com que o esporte precise ser revisado a cada edição.
Quando um esporte se torna permanente, o anúncio costuma ser feito sete anos antes de Jogos em que isso vira norma.
Como um esporte se torna olímpico
Antigamente, o caminho tradicional para um esporte ser considerado olímpico era longo e cheio de burocracias. O primeiro passo era uma atividade ser reconhecida como esporte pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e depois pelas Federações Esportivas Internacionais. Nessa etapa, exigia-se que o esporte adira à Carta Olímpica (uma espécie de Constituição dos Jogos) e siga o código de antidoping.
A Carta Olímpica diz que, para virar atividade olímpica, um esporte precisa ser praticado por homens em pelo menos 75 países em quatro continentes e por mulheres em pelo menos 40 países em três continentes. A Carta também exclui competições que são essencialmente cerebrais ou que dependem de propulsão mecânica — por isso atividades que já são consideradas esportes, como xadrez e automobilismo, não podem virar modalidades olímpicas.
Mas desde a última década, o COI vem modernizando a legislação esportiva que guia os Jogos, com um projeto chamado Agenda Olímpica 2020 — os Jogos de Tóquio 2021 foram os primeiros a se beneficiarem destas mudanças.
Uma das principais mudanças foi na desburocratização para inclusão de novos esportes. Em vez daqueles caminhos tradicionais apontados na Carta Olímpica, agora os próprios países-sede podem propor novos esportes a serem incluídos apenas nos Jogos que vão sediar.
A mudança dá maior agilidade à inclusão de novos esportes — no entanto algumas dessas modalidades como o skate acabam se tornando apenas temporárias, dependendo da vontade do comitê organizador dos Jogos em cada sede.
A Agenda Olímpica 2020 também passou a usar outra competição do COI — os Jogos Olímpicos da Juventude — como laboratórios para testar a popularidade de novas modalidades esportivas, antes de incluí-las na programação oficial. Foi o caso do skate e escalada, que tiveram sua estreia como “esportes de demonstração” nos Jogos da Juventude de 2014, em Nanjing, na China. Outros esportes testados em Nanjing foram abandonados, como a arte marcial chinesa wushu e patinação de velocidade com patins em linha.
O sucesso de skate e escalada junto ao público fez com que as modalidades fossem adotadas nos Jogos de Tóquio 2021. O mesmo teste foi feito com dança break, que foi testada — e aprovada — nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018 em Buenos Aires, e agora virarão modalidade em Paris 2024. Em todos os casos, também houve outro critério que agradou ao COI: o alto número de participantes mulheres, já que uma das metas da Agenda Olímpica 2020 é ter mais equilíbrio de gênero no esporte.
Skate é uma atividade popular em Los Angeles, que sediará as Olimpíadas de 2028. A Califórnia e Los Angeles são considerados berços do esporte, onde vivem atletas de ponta, como Tony Hawk, Lance Mountain e Stacy Peralta. Mas a manutenção do esporte nos Jogos depende das prioridades do comitê organizador local americano e do próprio COI até lá.
Em entrevista para a ABC News, o CEO da equipe olímpica de skate dos EUA, Josh Friedberg, disse que espera que o skate seja mantido em 2028 nos Jogos de Los Angeles, já que a cidade e seu entorno possuem equipamentos populares, como nas praias de Santa Monica e Venice.
Revisões
Mas mesmo os esportes considerados “permanentes” podem eventualmente serem retirados das Olimpíadas.
O COI está constantemente revisando e retirando atividades das Olimpíadas. É o que aconteceu ao longo dos 125 anos de Jogos Olímpicos com cabo-de-guerra, críquete, lacrosse, esqui aquático, entre outros.
Dois esportes introduzidos em Tóquio 2021 — caratê e baseball/softball — não serão disputados em Paris-2024. Golfe e rúgbi, que foram introduzidos no Rio de Janeiro, em 2016, serão revisados após Tóquio-2021.
Também existe a preocupação com o interesse da audiência e com o custo de se construir estruturas para o esporte.
A Agenda Olímpica 2020 prioriza o uso de arenas já existentes nas cidades-sede e tenta minimizar a necessidade de construção de novos aparelhos. Em Paris-2024, a meta é que 95% das arenas olímpicas usadas nos Jogos sejam já existentes ou temporárias. Para Los Angeles-2028, não se planeja a construção de nenhum equipamento esportivo permanente.
Essas metas afetam a inclusão ou exclusão de esportes olímpicos nos Jogos.
O baseball e softball, por exemplo, foram excluídos após os Jogos de Pequim 2008, mas foram retomados em Tóquio 2021 a pedido do comitê organizador japonês — pois o esporte é muito popular no Japão e o país já possuía estruturas adequadas para a sua prática. Ambos os esportes não estarão nos Jogos de Paris de 2024, mas cogita-se que eles voltem em Los Angeles 2028, já que também são populares nos EUA.
Outros esportes amplamente praticados pelo mundo nunca foram incluídos por não gerarem um interesse comercial grande, como sinuca e squash. No caso do squash, houve um lobby forte da federação para a inclusão do esporte no Rio de Janeiro em 2016, mas ele acabou derrotado pelo golfe.
Negócio do skate
A transmissão do skateboarding olímpico na televisão deu ao esporte uma visibilidade inédita. Por anos, o esporte foi ignorado por emissoras de televisão, por ser estigmatizado e considerado parte de uma cultura urbana marginal.
Agora a postura do COI tem sido exatamente oposta a esse pensamento.
“Queremos levar esporte para os jovens. Com as muitas opções que os jovens têm, não podemos mais esperar que eles venham automaticamente até nós. Temos que ir até eles”, disse o presidente do COI, Thomas Bach, quando foram os novos esportes para Tóquio.
Essa mudança já vinha acontecendo desde que se acrescentou as provas de ciclismo BMX em Pequim 2008 e de snowboarding, nos Jogos de Inverno de Nagano, no Japão, em 1998.
Muitas dessas modalidades que vem recebendo atenção do COI já vinham rendendo bilhões de dólares a setores privados que investiram neles quando havia pouco interesse do mainstream. O caso mais emblemático é o da emissora esportiva americana ESPN, que criou em 1995 o X Games, competição exclusiva para esportes radicais.
Muitos dos ídolos do skateboarding mundial — incluindo os medalhistas brasileiros — foram revelados nos X Games.
No Brasil, a cultura de skate existe há décadas. Brasil e Japão se beneficiaram que o esporte virou modalidade olímpica justamente em um momento bom da sua atual geração de competidores. Há alguns anos, o skate competitivo era dominado por atletas americanos, que foram pioneiros na popularização dos torneios.
Em Tóquio, foram 80 skatistas homens e mulheres de 25 países competindo em quatro torneios — nas modalidades skate e street.
O caso do Brasil ilustra como um esporte pode ser impulsionado com as olimpíadas — com milhões de espectadores parando pela primeira vez na vida para acompanhar uma competição.
Empresas de equipamentos esportivos afirmam que a demanda por skates explodiu depois das medalhas de prata de Rayssa Leal, Pedro Barros e Kelvin Hoefler. Rayssa, conhecida como Fadinha, ganhou mais de quatro milhões de seguidores no Instagram ao longo dos Jogos.
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Fonte: G1 Mundo

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‘Fui ginasta prodígio e desmaiei de dor sem poder chorar ou dizer não’


A medalhista de ouro Dominique Moceanu relembra a pressão que sofria por bons resultados e a falta de apoio, apesar das lesões. Ela acredita que as condições para atletas estão mudando para melhor, embora ainda haja ‘um longo caminho a percorrer’. Dominique Moceanu competiu nos Jogos de 1996 aos 14 anos
Dave Black/BBC
Faltavam cinco semanas para a Olimpíada de 1996 quando a ginasta americana Dominique Moceanu desmaiou no ginásio.
A adolescente de 14 anos estava sentindo dor na perna por meses antes de participar do campeonato dos Estados Unidos, recém-concluído, mas foi só depois disso que ela foi diagnosticada com uma fratura por estresse em sua tíbia direita. Ela vinha treinando sem parar, e seu corpo finalmente não resistiu.
Vinte e cinco anos depois, ela se enxergou na ginasta americana Simone Biles, que se retirou de quase todas as finais para as quais se classificou em Tóquio — com exceção da prova na trave, na qual foi bronze — dizendo que fazer isso seria necessário para ser capaz de cuidar de sua saúde mental e se preservar fisicamente.
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Simone Biles abriu mão de finais em Tóquio dizendo que precisava se concentrar em sua saúde mental
REUTERS/Lindsey Wasson
Olhando para trás, Moceanu diz que, quando era uma prodígio das Olimpíadas, nunca poderia ter dito “não” como Biles fez agora.
“A decisão de Simone me fez pensar naquela época e em como não havia compaixão, preocupação, e não tinha absolutamente nenhuma voz”, disse Moceanu à BBC. “Eu não pude dizer que estava com dor até desmaiar.”
‘Sentia que só poderia descansar se me machucasse’
Ela relembra que sequer se permitia chorar em público e que só conseguia fazer isso em seu quarto, longe das vistas alheias. “Eu sentia que só poderia descansar se me machucasse ou fizesse uma pausa (na carreira). Caso contrário, esperavam que você treinasse em plena capacidade”, disse ela.
“Todos os atletas começaram a se sentir assim, porque não estávamos descansando o suficiente, e nosso corpo estava pagando o preço.”Apesar de seus ferimentos, ela foi selecionada para representar a equipe dos Estados Unidos nos Jogos de Atlanta como sua integrante mais jovem. A equipe ficou conhecida como ‘As sete magníficas’ e mudaria para sempre o status do país na ginástica, ao ganhar o ouro.
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Mas Moceanu teve que persistir a cada prova, apesar das lesões, para ajudar sua equipe a chegar ao lugar mais alto do pódio. E, quando competiu nas finais da trave, ela caiu de cabeça. Depois, foi tomada pelo medo — embora não por causa da dor.
“Fiquei apavorada com o que [a treinadora] Márta Károlyi faria comigo depois”, disse ela. “Eu estava com medo de que ela me chamasse de fracassada.” Károlyi refutou as críticas aos seus métodos de treinamento e disse não ter feito nada de errado.
Ela se lembra de se segurar na trave, dizendo a si mesma para não deixar seus pés tocarem o chão e conseguir finalizar sua apresentação. Pelo menos, disse a si mesma na época, tinha “caído” de cabeça contra o aparelho, sem atingir o solo.
“Eu nunca pude dizer nada. Eu nem me importava com meu bem-estar, para ser honesta, porque ninguém se importou com isso nunca”.
Dominique Moceanu começou a treinar como ginasta aos 3 anos
Dave Black/BBC
‘Ter uma escolha muda tudo’
Felizmente, ela acredita que que hoje as coisas estão mudando para melhor. Uma decisão como a de Biles “simplesmente não era uma opção em 1996”, disse Moceanu. “Ter uma escolha — isso muda tudo.”
Como muitos atletas, ela aplaudiu a postura de Biles após a ginasta sentir-se profundamente desorientada em um salto durante as eliminatórias por equipe. “Não vale a pena arriscar seu corpo e sua mente”, disse Moceanu.
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“É bom ela reconhecer isso e dizer: ‘Não me sinto segura, nem quero prejudicar a equipe dos Estados Unidos e a chance de ganhar uma medalha, porque se eu continuar fazendo o que acabei de fazer no salto, isso não vai acabar bem.'”
Hoje, Moceanu é um defensora do bem-estar de ginastas e testemunhou perante um comitê do Senado americano em apoio a um projeto de lei para proteger jovens atletas.
Ela agora treina outras ginastas e tem esperança de que a experiência de Biles seja parte de uma mudança positiva na forma como os atletas são tratados. “Acho que estamos no caminho certo”, disse ela.
“Temos um longo caminho a percorrer, mas estamos discutindo as coisas, estamos abertos a ajustes e mudanças. Vai ser um trabalho constante, porque os velhos hábitos são difíceis de mudar, mas acho que, se continuarmos a trabalhar nisso, podemos definitivamente fazer transformações.”
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Fonte: G1 Mundo

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As novas estruturas para mísseis nucleares na China que preocupam os EUA


Embora a construção dos silos não implique necessariamente que todos serão preenchidos com mísseis balísticos, preocupa os analistas de proliferação nuclear. Silos são construídos sob enormes tendas
FAS/PLANET LAB INC
Uma misteriosa construção subterrânea está em andamento em um deserto na parte mais ocidental da China.
Ali, na região mais árida e extrema da Província de Xinjiang, a mais de 2 mil quilômetros de Pequim, cientistas americanos detectaram o que acreditam ser um dos esforços mais significativos do país asiático para expandir sua capacidade nuclear.
Imagens de satélite capturadas por pesquisadores do Centro James Martin para Estudos de Não Proliferação em Monterey, Califórnia, mostram o que, em sua opinião, são silos ou tanques para abrigar cerca de 110 mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs, na sigla em inglês).
Silos de mísseis são uma estrutura em forma de poço que armazena esses mísseis e servem para protegê-los e lançá-los.
A descoberta, perto da cidade de Hami e a quilômetros de onde estão os campos de detenção para muçulmanos da etnia uigur, ocorre menos de um mês depois de detectada a construção de outro silo, também por meio de fotos de satélite, nas proximidades de Yumen.
Segundo estimativa da Federação de Cientistas Americanos (FAS), o país asiático poderia armazenar ali até 120 mísseis nucleares.
Os sinais de que a China está aumentando seu poderio nuclear
“Essas descobertas são relevantes visto que, devido ao sigilo que a China manteve por anos sobre suas armas nucleares, esses estudos são a única abordagem que temos do que está acontecendo lá”, diz Howard Zhang, editor-chefe do serviço chinês da BBC.
“A política oficial chinesa em relação às armas nucleares tem sido de não divulgar esse tipo de informação sobre suas armas, então geralmente o que sabemos é desses relatórios feitos por especialistas e cientistas de outros lugares, principalmente dos Estados Unidos”, acrescenta.
Preocupação
Embora a construção dos silos não implique necessariamente que todos serão preenchidos com ICBMs, sua construção tem levantado preocupações e suspeitas entre os analistas de proliferação atômica, diante do que poderia ser visto como uma mudança na política nuclear da China.
“A construção dos silos em Yumen e Hami constitui a expansão mais significativa do arsenal nuclear chinês até hoje”, indica um estudo da FAS.
Isso porque, segundo explica Zhang, desde que testou sua primeira bomba atômica nos anos 1960, Pequim manteve um arsenal nuclear limitado, em uma posição conhecida como “dissuasão mínima”; ou seja, um nível comparativamente baixo em comparação com outras potências atômicas, mas suficiente para mantê-las em alerta.
Mas especialistas temem que agora a liderança chinesa, que adotou uma política internacional mais agressiva, também esteja buscando transformar seu país em um peso-pesado em armas nucleares.
E os silos Yumen e Hami — a maior construção do gênero desde o fim da Guerra Fria, de acordo com a FAS — parecem ser um sinal de mudança dos tempos.
“O número de novos silos chineses em construção excede o número de ICBMs baseados em silos operados pela Rússia e constitui mais da metade do tamanho de toda a força ICBM dos EUA”, diz um relatório dos pesquisadores Matt Korda e Hans Kristensen.
O governo chinês não comentou oficialmente o tema.
Uma força crescente
O campo dos silos em Xinjiang foi detectado usando imagens de satélite comerciais, mas a Planet, uma empresa de imagens de satélite, posteriormente forneceu fotos de alta resolução.
De acordo com a FAS, o novo canteiro de obras fica a cerca de 380 km de onde o outro foi encontrado no início deste mês, embora esteja em um estágio muito anterior de desenvolvimento.
Como o primeiro, o campo está organizado em grandes faixas que cobrem partes de uma bacia desértica em uma área de cerca de 800 quilômetros quadrados.
Cada um dos silos está a cerca de 3 km do outro e muitos estão escondidos por uma grande cobertura em forma de cúpula, o que segundo a Kodak e Kristensen segue uma prática observada em outras construções de tanques atômicos encontradas em outras partes da China.
O Comando Estratégico dos EUA, parte do Departamento de Defesa responsável pela dissuasão nuclear, expressou preocupação com a descoberta em um tuíte.
“Esta é a segunda vez em dois meses que o público descobre o que dizemos o tempo todo sobre a crescente ameaça que o mundo enfrenta e o véu de sigilo que o cerca”, escreveu o órgão.
Durante anos, Pequim operou cerca de 20 silos para seus ICBMs de combustível líquido, os chamados DF-5s.
Porém, agora, com base nas imagens analisadas, parece estar construindo 10 vezes mais.
Aumento de capacidade
Segundo Zhang, ao longo das décadas a China não teve a energia nuclear entre suas prioridades.
“Ter armas nucleares é muito caro e implica certa infraestrutura, como ter reatores e usinas de enriquecimento de materiais radioativos”, afirma.
“Para países como Rússia e Estados Unidos era mais fácil ter acesso a isso porque eles têm um grande número de reatores nucleares há anos, mas não é o caso da China, que começou a se desenvolver nesse setor nas últimas décadas”, explica.
Embora o número de ogivas nucleares em Pequim seja desconhecido, especialistas estimam que sejam algumas centenas, bem diferente do número em Washington ou Moscou.
De acordo com o Stockholm International Peace Research Institute (Sipri), os Estados Unidos têm cerca de 5.550 ogivas nucleares e a Rússia, cerca de 6.255.
O Pentágono estimou no ano passado que a China teria cerca de 200, enquanto o Instituto de Estocolmo estima em 350. Esse número, no entanto, aumentou dos 145 que o Instituto estimou que Pequim tinha em 2006 e o próprio governo americano expressou temor de que o número crescerá nos próximos anos.
No início de 2021, o chefe do Comando Estratégico dos Estados Unidos, Charles Richard, disse esperar “que o arsenal de armas nucleares chinês dobre (se não triplicar ou quadruplicar) na próxima década”.
A China aumentou notavelmente sua capacidade de armas nucleares nos últimos anos com o desenvolvimento de lançadores de mísseis rodoviários móveis ou o recente bombardeiro H-6N, que possui capacidade nuclear, lançado por meio de submarinos.
Motivos
De acordo com Zhang, uma das grandes perguntas por trás da descoberta da construção dos silos é qual o objetivo da China com ela e por que agora.
“Há uma percepção de que a China está basicamente enviando sinais de que está aumentando suas reservas, uma mensagem aos Estados Unidos que há anos subestimam a capacidade nuclear do gigante asiático”, assinala.
Outra teoria, segundo o editor do serviço chinês da BBC, é que Pequim está trabalhando em outro tipo de armamento desconhecido.
“Há anos China, Rússia e Estados Unidos competem no campo das armas ultrassônicas. Esses silos são para um novo tipo de arma ou para as mesmas velhas armas nucleares da época da Guerra Fria?”, questiona.
No entanto, não está claro no momento quantos silos a China irá preencher.
É sabido desde a Guerra Fria que os silos são uma das técnicas que as potências nucleares usaram para enganar seus inimigos.
Isso porque esses depósitos podem ser facilmente destruídos em um ataque preventivo, por isso tem sido tradição criar um número significativo deles para que, em caso de bombardeio, as forças inimigas não saibam em qual deles os mísseis estão armazenados.
Fora das negociações
A descoberta dos campos de silos ocorre no momento em que as duas grandes potências nucleares do mundo, Estados Unidos e Rússia, se preparam para negociações sobre controle de armas.
O encontro entre a subsecretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, e o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, é visto como um primeiro passo para reativar as negociações paralisadas sobre a redução das armas nucleares.
A China, entretanto, há anos reluta em negociar sua energia nuclear e, recentemente, sua mídia usou um forte discurso de confronto com Washington.
“Os Estados Unidos querem que a China siga uma linha de dissuasão mínima, mas o nível mínimo mudará à medida que você mudar a situação de segurança na China” , disse o jornal em um editorial no início de julho do “Global Times”, a voz do Partido Comunista chinês em inglês.
“No caso de um confronto militar entre China e Estados Unidos sobre a questão de Taiwan, se a China tiver capacidade nuclear suficiente para dissuadir os Estados Unidos, isso servirá de base para a vontade nacional da China”, acrescenta.
Especialistas em desarmamento nuclear temem que a descoberta dos silos possa impulsionar Washington, Moscou ou outra potência atômica mundial em uma corrida desenfreada para aumentar seu poder frente ao avanço de Pequim.
“A construção do silo provavelmente aprofundará ainda mais a tensão militar, alimentará o temor sobre as reais intenções da China, fortalecerá os argumentos de que o controle de armas e as restrições são inócuos e que os arsenais nucleares dos Estados Unidos e da Rússia não podem ser reduzidos, mas devem ser ajustados para fazer frente ao chinês”, disse a FAS.
Na semana passada, o Foreign Policy for America, um think tank de política externa, também opinou que “acelerar os gastos dos EUA com armas nucleares apenas endurecerá a posição” da China.
“O governo Biden-Harris e os líderes de todo o espectro político deveriam empurrar a China para a mesa (de negociação). Era uma tradição bipartidária avançar no controle de armas durante a Guerra Fria. Não podemos deixar essa tradição ser esquecida em um momento em que nós mais precisamos”, escreveu o consultor de políticas da organização, Louie Reckford.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Conselheiro dos EUA debate meio ambiente e democracia com chefe do Itamaraty, diz embaixada


Jake Sullivan foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Carlos França, em almoço com a participação do vice Hamilton Mourão. Antes, Sullivan se reuniu com Bolsonaro. Conselheiro do governo norte-americano, Jake Sullivan (dir.), em encontro com ministro Carlos França e vice-presidente Hamilton Mourão
Embaixada dos EUA/Twitter/Reprodução
O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos Jake Sullivan debateu “apoio à democracia” e temas de meio ambiente com o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, em visita ao país nesta quinta-feira (5). A informação foi divulgada pela embaixada norte-americana no Brasil.
O encontro em Brasília, diz a embaixada, também tratou de crescimento econômico e de outros temas da cooperação entre os países. Pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro também recebeu Jake Sullivan em audiência no Palácio do Planalto.
A reunião presidencial não constava na agenda divulgada pelo Planalto, mas foi confirmado pela embaixada dos EUA em uma rede social.
“Jake Sullivan reuniu-se hoje com o ministro do Itamaraty, Carlos França, para compartilhar perspectivas sobre vários temas relacionados com a cooperação bilateral: crescimento econômico, apoio à democracia, mais segurança para a região e promoção de ações concretas para o meio ambiente”, escreveu a embaixada.
O Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores não informaram oficialmente a visita do integrante do governo estadunidense ao Brasil. Todas as informações sobre os encontros do conselheiro com autoridades brasileiras estão sendo divulgadas pela embaixada norte-americana.
Além de Carlos França, participaram do almoço com Jake Sullivan o vice-presidente Hamilton Mourão e o Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, almirante Flávio Rocha.
Em abril, o governo Jair Bolsonaro enviou carta a Joe Biden prometendo eliminar o desmatamento ilegal na Amazônia. Relembre:
Em carta a Biden, Bolsonaro promete eliminar desmatamento ilegal na Amazônia até 2030

Agenda no Brasil
Jake Sullivan e o conselheiro do presidente Joe Biden para a América Latina, Juan Gonzalez, também devem se encontrar com governadores da região da Amazônia para dar continuidade às conversas iniciadas pelo enviado especial do governo americano sobre o Clima, John Kerry, na semana passada.
Kerry coordenou uma conversa com o grupo dos governadores brasileiros da região Norte para tratar de possíveis financiamentos americanos para programas estaduais voltados para combater o desmatamento ilegal.
Uma alta autoridade do governo americano disse em entrevista à TV Globo que os temas ambientais são uma prioridade para o presidente dos EUA na região, e que o Brasil é um “líder natural sobre o tema”.
“Quando se trata do clima, o Brasil é um líder natural sobre o tema”, afirmou a autoridade americana. “Eu acredito que vamos oferecer o apoio necessário para que o Brasil ocupe essa posição.”

Fonte: G1 Mundo