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Alemanha abre investigações por negligência nas inundações

A promotoria tem suspeitas iniciais de homicídio por negligência e de lesões corporais por negligência e abriu uma investigação. Número de mortos nas enchentes da Alemanha passa de 160
A Justiça da Alemanha, abriu, nesta sexta-feira (6), uma investigação para determinar se o chefe do distrito de Ahrweiler cometeu homicídio por negligência. A região foi afetada em julho por enchentes que mataram quase 200 pessoas.
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A promotoria de Koblenz anunciou, em um comunicado, que “confirmou as suspeitas iniciais de homicídio por negligência e de lesões corporais por negligência e que abriu uma investigação”.
Moradora da Alemanha fala da situação após chuvas trágicas: ‘A cidade está devastada’
A Justiça acusa o chefe do distrito, Jürgen Pföhler, membro do partido conservador da chanceler Angela Merkel, e outra pessoa não identificada da equipe responsável pelas crises locais.
Os dois teriam deixado de tomar as medidas necessárias para alertar a população ante as fortes chuvas e as inundações.
Depois dos vários alertas meteorológicos emitidos, as autoridades locais deveriam ter sido responsáveis pela organização da “retirada dos habitantes do vale do rio Ahr que ainda não haviam sido afetados pelas inundações”.
“Esta operação, de acordo com as primeiras suspeitas, claramente não foi realizada com a clareza necessária, ou foi realizada com atraso, razão pela qual os responsáveis podem ser acusados de negligência”, disse a promotoria.
A promotoria diz que, por enquanto, trata-se se apenas de uma primeira suspeita, que “se baseia, naturalmente, em um estado de conhecimento ofuscado por incertezas e lacunas”.
“As investigações a serem realizadas devem demorar algum tempo, por isso, não se pode esperar resultados rápidos”, acrescentou.
Uma polêmica se seguiu ao desastre de 14 e 15 de julho, relacionada à antecipação dos eventos meteorológicos por parte das autoridades, ao funcionamento do sistema de alerta e às medidas de evacuação.
Pelo menos 189 mortos
Essas chuvas torrenciais causaram inundações devastadoras no entorno dos rios das regiões de Renânia do Norte-Vestfália e Renânia-Palatinado, devastando muitos municípios, especialmente no vale do Ahr.
As chuvas causaram a morte de pelo menos 189 pessoas na Alemanha, incluindo 141 apenas na região da Renânia-Palatinado, onde 16 pessoas ainda são procuradas, de acordo com um novo relatório divulgado esta semana.
As inundações também afetaram a Bélgica, onde 38 pessoas morreram. Ainda neste país, um juiz de instrução investiga possíveis responsabilidades criminais, relacionadas com a falta de precaução e de alertas.
O governo alemão estuda várias maneiras de melhorar seu sistema de alerta de desastres, incluindo a implementação de notificações por meio do envio de mensagens para telefones celulares.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas: deserções, como a da corredora bielorussa, acontecem há mais de 70 anos; conheça casos importantes

Em 1948 uma técnica de ginástica da Tchecoslováquia desertou. Foi o primeiro caso nos Jogos modernos de um membro de comissão que usa o evento para escapar de perseguição em seu país de origem. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
A corredora Krystsina Tsimanouskaya, da Belarus, se recusou a voltar para casa e pediu asilo no domingo, quando estava nos Jogos Olímpicos em Tóquio, dizendo que tinha medo por sua segurança depois de ter feito críticas aos técnicos de sua equipe em uma rede social.
Na história dos Jogos Olímpicos há alguns casos de atletas que usaram o evento para buscar asilo político.
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Há também deserções que não ocorreram nos Jogos, mas que são bastante conhecidas.
Veja abaixo alguns desses casos.
Marie Provaznikova, Londres, 1948
Provaznikova era a técnica de ginástica da equipe feminina da Tchecoslováquia (o país se dividiu em República Tcheca e Eslováquia).
Ela é considerada a primeira pessoa a desertar. Provaznikova se recusou a voltar para casa porque sentia uma falta de liberdade em seu país.
Atletas húngaros, Melbourne, 1956
Os Jogos de Melbourne aconteceram uma semana depois da invasão da Hungria por tropas soviéticas. Os esportistas souberam da notícia logo depois de pousar na Austrália. Vários atletas imigraram para os Estados Unidos depois dos Jogos.
Martina Navratilova, 1975
Navratilova é uma das maiores jogadoras de tênis da história. Ela desertou a Tchecoslováquia aos 18 anos, em 1975, e pediu refúgio nos EUA.
Jawid Aman Mukhamad, Atlanta, 1996
Jawid Aman Mukhamad foi quem carregou a bandeira de seu país na abertura dos Jogos de Atlanta, em 1996. Ele buscou asilo político no Canadá depois de ter sido acusado por dirigentes afegãos de ser um comunista (ele havia treinado na Rússia).
Raed Ahmed, Atlanta, 1996
O levantador de peso Raed Ahmed, do Iraque, também participou da cerimônia de abertura dos Jogos de Atlanta. Ele desertou para os EUA após os Jogos. Ahmed fazia oposição a Saddam Hussein, e tinha medo de ser executado.
Orlando Hernandez, 1997
Orlando e seu irmão Livan foram jogadores de baseball. Em 1996, Livan fugiu para os EUA. O regime de Cuba resolveu banir Orlando do esporte (ele foi medalhista de ouro em Barcelona, em 1992). O atleta acabou seguindo seu irmão e foi para os EUA, onde jogou para o New York Yankees.
Atletas africanos, Londres, 2012
Sete esportistas de Camarões e alguns do Sudão deixaram a vila olímpica para tentar viver no Reino Unido.
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Fonte: G1 Mundo

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A preocupante expansão da ‘Zona Morta’ do Golfo do México, onde a vida marinha é impossível


Cientistas americanos descobriram que, nos últimos 5 anos, região sem oxigênio marinho do Golfo do México aumentou. Cientistas americanos descobriram que, nos últimos 5 anos, zona sem oxigênio marinho do Golfo do México aumentou
NOAA NESDIS via BBC
O crescimento da “Zona Morta” do Golfo do México nos últimos cinco anos não foi contido.
Trata-se de uma região marinha, próxima ao litoral dos Estados do Texas, Louisiana e Mississippi, no sul dos Estados Unidos, onde peixes e outros organismos não conseguem sobreviver por falta de oxigênio.
A cada ano a “Zona Morta” muda de tamanho, em grande parte devido à quantidade de poluentes que chegam ao Golfo do México por meio de rios como o Mississippi. Esse rio atravessa os Estados Unidos de norte a sul, passando por muitas cidades, vilarejos e áreas agrícolas.
Este ano, a “Zona Morta” tem uma extensão de 16.404,98 quilômetros quadrados, de acordo com estimativas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em Inglês).
É mais ou menos do tamanho da cidade de Pequim, na China.
Em 2021, extensão da ‘zona morta’ permaneceu acima da meta dos cientistas
NOAA via BBC
“As condições de baixo oxigênio estavam muito próximas da costa e muitas medições mostraram uma falta quase total de oxigênio”, explicou Nancy Rabalais, cientista que liderou o estudo neste ano e ligada à Universidade do Estado da Louisiana.
Cientistas e autoridades dos EUA colocaram como objetivo conter a “zona morta” a um nível abaixo de 5 mil quilômetros quadrados. Mas, nos últimos cinco anos, o grau de crescimento foi em média 2,8 vezes essa meta, uma tendência preocupante.
“Devemos levar em consideração as mudanças climáticas e fortalecer nossa colaboração e parcerias para atingir o progresso necessário”, disse Radhika Fox, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês).
Como é a ‘Zona Morta’?
A zona de hipóxia (baixo teor de oxigênio) do Golfo do México é medida desde 1985 pelas autoridades ambientais dos Estados Unidos. Não é a única do mundo, mas é a segunda maior.
Nessas regiões, os níveis de oxigênio são tão baixos que a vida marinha morre.
Essas zonas podem ser geradas naturalmente, mas os cientistas estão especialmente preocupados com aquelas que foram formadas pela atividade humana, especialmente devido à contaminação por nutrientes.
Este último é o caso da “Zona Morta” do Golfo do México, que é gerada principalmente por fertilizantes usados ​​pelos agricultores.
A chuva transporta produtos químicos usados ​​na agricultura para riachos e rios que desembocam no Golfo do México. Essas águas também são poluídas por descargas residuais de áreas urbanas.
São vários rios que deságuam no Golfo do México e causam a ‘zona morta’ por transportar poluentes
NOAA via BBC
Em particular, os nitratos e o fósforo usados ​​nos produtos químicos agrícolas têm um efeito chave, estimulando o crescimento explosivo de algas, que, quando morrem, vão para o fundo do mar e se decompõem.
As bactérias que decompõem as algas consomem oxigênio em um processo que reduz drasticamente o nível disponível para a vida marinha. Isso transforma habitats que normalmente estariam repletos de vida em desertos biológicos, segundo a NOAA.
Por outro lado, a água doce do rio e a água salgada do Golfo não se misturam e é criada uma barreira que impede a mistura de águas superficiais e profundas.
No outono, quando os ventos agitam a água, as diferentes camadas se misturam novamente e isso faz com que o oxigênio se reponha no fundo, permitindo o retorno da vida marinha.
É por isso que a extensão da “Zona Morta” varia a cada ano.
Efeito das mudanças climáticas
A equipe da Hypoxia Task Force, força-tarefa coliderada pela EPA, observou que nos últimos cinco anos a “Zona Morta” se expandiu além da meta estabelecida.
A época em que essa região mais se espalhou desde 1985 foi durante o ano de 2017, quando media 22.729 quilômetros quadrados (quase o tamanho de El Salvador).
Este ano, ela está menor (16.404,98 km²), mas não menos preocupante, já que a meta das autoridades é que ela atinja 4.920 quilômetros quadrados ou menos por cinco anos.
Áreas hipóxicas (vermelhas) tendem a aparecer perto de regiões com grandes extensões agrícolas (verdes) do mundo
NOAA via BBC
“A distribuição de baixo oxigênio dissolvido foi incomum neste verão”, explicou Nancy Rabalais.
Os cientistas observaram que a salinidade estava baixa e a descarga do rio Mississippi estava “acima do normal”.
“Neste ano, vimos repetidamente o efeito profundo que as mudanças climáticas têm em nossas comunidades, desde a seca histórica no oeste [dos EUA] até as inundações. O clima está diretamente relacionado à água, incluindo o fluxo de contaminação de nutrientes no Golfo do México”, disse Radhika Fox.
A Hypoxia Task Force afirma que uma forma de reduzir a poluição tem sido estabelecer acordos com as autoridades locais e os agricultores para uma melhor gestão dos produtos químicos que acabam nos afluentes.
Mas, se esse problema não for contido, o risco é que o “deserto” sem vida do Golfo do México continue a se expandir ano após ano.
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Fonte: G1 Mundo

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Campeão olímpico não pode se casar em Israel porque não é considerado judeu


Medalhista de ouro e herói nacional, ginasta Artem Dolgopyat reabre a polêmica sobre a ausência do casamento civil no país. Artem Dolgopyat em Tel Aviv com sua esposa Maria Sakovich, em 3 de agosto de 2021
Amir Cohen/Reuters
Herói em Israel como segundo medalhista de ouro da história do país, o ginasta Artem Dolgopyat, sem querer, reabriu uma ferida que incomoda os seculares: a ausência do casamento civil no país onde as leis do matrimônio são regidas pelo Rabinato Chefe.
Nascido na Ucrânia há 24 anos de pai judeu e mãe não judia, Dolgopyat imigrou em 2009 com a família. Embora naturalizado israelense, não é considerado judeu porque, pela lei religiosa, o judaísmo é transmitido somente pela mãe.
E foi ela, Angela, quem alardeou a situação do filho campeão, que há três anos vive com a namorada bielorrussa, mas não pode oficializar o relacionamento. “O Estado não permite que ele se case”, reclamou a mãe numa entrevista a uma emissora de rádio.
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A queixa materna reverberou no Gabinete israelense e cooptou apoios importantes. O chanceler Yair Lapid, que em dois anos será premiê, qualificou como intolerável que alguém ganhe uma medalha de ouro para o país e não seja autorizado a se casar. Defensor do fim dos privilégios de ultraortodoxos, ele prometeu lutar para mudar a legislação.
Yoel Razvozov, ex-judoca olímpico e atual ministro do Turismo, foi além, ao descrever a situação de Dolgopyat: orgulho de Israel no pódio e de segunda classe sob a chupá, referindo-se à tenda sob a qual é celebrado o casamento judaico.
As barreiras para operar esta mudança, contudo, são praticamente intransponíveis, tendo em vista o poder que os ortodoxos exercem no país. Mesmo que o casamento civil fosse autorizado pelo Parlamento, não seria reconhecido pelos religiosos.
Os matrimônios mistos não são permitidos em Israel. Para legalizar sua situação, os casais precisam sair do país e se casar no exterior.
O Chipre é um dos destinos preferidos e mais próximos destes casais, mas, com a pandemia, as viagens também foram proibidas.
No caso de Dolgopyat, outro agravante serviu como empecilho, de acordo com a mãe: a jornada extensa de treinos para a Olimpíada o impedia de se ausentar do país.
De volta a Israel, ostentando a medalha de ouro no peito, ele recebeu honras de campeão e tentou se distanciar da polêmica levantada pela mãe, que não esconde o desejo de ser avó. Mostrou-se desinteressado em encampar a causa em favor da adoção do casamento civil.
A frágil coalizão que sustenta o atual governo israelense mistura nacionalistas religiosos e seculares. Para sobreviver, inviabiliza qualquer mudança drástica na legislação a médio prazo.
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Fonte: G1 Mundo

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Talibã avança no Afeganistão e milhares tentam fugir do país com medo de serem mortos


Muitos afegãos estão tentando fugir do país porque temem por suas vidas. Combatentes com armas apoiam forças afegãs em guerra contra o Talibã nos arredores da província de Herat, no Afeganistão, em 10 de julho de 2021
Jalil Ahmad/Reuters
“Em meus sonhos, muitas vezes vejo o Talibã assumindo o controle da minha cidade”, diz Habib.
Habib é jornalista no Afeganistão e, nos últimos oito anos, trabalhou para um meio de comunicação financiado pelo exército alemão. Seu contrato foi encerrado no fim de junho, quando as tropas internacionais começaram a deixar o país.
Por razões de segurança, ele pediu para não usarmos seu nome verdadeiro, quando conversou com a BBC por telefone há três semanas.
“O Talibã vai me matar se capturar minha cidade”, diz o pai de três filhos.
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Rahmat Gul/AP
Os combatentes do grupo extremista foram encorajados nas últimas semanas após a retirada das tropas dos EUA do Afeganistão, aumentando sua presença em todo o país, tomando distritos das mãos das forças do governo e se aproximando de grandes cidades como Kunduz, Herat, Kandahar e Lashkar Gah.
O Talibã está cada vez mais perto da cidade de Habib, no norte do país, e ele conta que as estradas costumam estar vazias, o que dá uma sensação de mau presságio.
“Metade dos distritos [da minha província] já está nas mãos do Talibã. Alguns dias atrás, eles chegaram a cerca de 10 a 12 quilômetros da cidade antes de serem repelidos”, diz ele.
Os afegãos passaram por décadas de conflito, mas muitos temem o pior depois que o presidente americano Joe Biden anunciou a retirada completa das tropas em agosto.
As forças lideradas pelos EUA foram em grande parte capazes de manter a estabilidade, mas há dúvidas generalizadas de que o Exército afegão consiga fazer o mesmo. Tomados pelo medo, muitos se esforçam para conseguir um passaporte de saída.
Medo de represálias
Durante seu breve domínio no fim da década de 1990, o Talibã executou pessoas publicamente e restringiu o acesso das mulheres à educação e ao mercado de trabalho.
O Talibã afirma que mudou e não vai mais recorrer a esse tipo de violência.
Em comunicado, eles disseram que pessoas como Habib que trabalharam para os militares estrangeiros não serão alvos, mas mediante uma cláusula:
“Eles devem mostrar remorso por suas ações passadas e não devem se envolver em atividades no futuro que equivalem à traição ao Islã e ao país. ”
Habib está cético, e a ONG internacional Human Rights Watch documentou casos de ataques de represália por combatentes contra civis que supostamente apoiaram o governo.
Habib não tem dúvidas de que será tachado de traidor e já arrumou suas malas com dinheiro, joias, certificados e roupas.
“Nossa sociedade está mudando rapidamente. As pessoas agora estão me dizendo abertamente: ‘Você trabalhou para os estrangeiros’. Isso está me deixando com mais medo.”
Ele não tem certeza se algum de seus parentes ou amigos vão sequer escondê-lo em caso de emergência, sabendo dos riscos envolvidos.
“Trabalhamos para os alemães. Publicamos histórias críticas ao Talibã. Para nós, a maior ameaça vem deles.”
Habib e seus colegas se encontram com frequência para compartilhar informações.
“Eu li que a Alemanha vai dar asilo a todos aqueles que trabalharam para seu Exército. Mas não sabemos como vai ser o processo ou quanto tempo vai demorar”, afirma.
Alguns estão solicitando vistos — Habib também está tentando a sorte com a embaixada da Índia.
Ele conhece muita gente que pagou contrabandistas de pessoas, mas reluta em seguir esse caminho.
“É muito arriscado ir ilegalmente. Podemos ser enganados, roubados ou até mortos. Qual é a diferença entre morrer aqui e morrer a caminho da Europa?”
Ameaças
Diferentemente de Habib, muitas outras pessoas estão explorando todas as rotas de fuga, sejam legais ou não.
“Estou tentando conseguir um visto para o Reino Unido. Se não conseguir, vou para a Europa por uma rota ilegal”, diz um médico do leste do Afeganistão à BBC.
“Nos últimos três meses, nove membros da equipe morreram e quatro ficaram feridos”, revela.
O médico trabalhou para uma campanha de saúde pública em quatro províncias do sul. A campanha foi interrompida em uma das províncias — Nangarhar — depois que cinco profissionais foram mortos em 15 de junho. Suspeita-se que o grupo extremista autodenominado Estado Islâmico seja o responsável pelas mortes.
O médico conta que recebeu uma série de ameaças de grupos armados antigoverno que operam na área e não acredita que o governo seja capaz de garantir sua segurança.
O pai de sete filhos quer vender tudo e deixar o país o mais rápido possível.
Alta demanda
Muito poucos afegãos conseguem obter vistos e muitos procuram a ajuda de redes criminosas em desespero.
“A demanda é alta, então o preço também é alto”, diz Sami (nome fictício, ele pediu anonimato), um contrabandista de Cabul.
“Eu costumava cobrar US$ 8 mil para levar uma pessoa para a Itália. Agora custa US$ 10 mil.”
Isso é muito dinheiro em um país onde a renda média é de apenas US$ 500 por ano.
Desde que os EUA deixaram a gigantesca base aérea de Bagram, Sami diz que seu negócio está crescendo.
“Nas últimas duas semanas, enviei cerca de 195 pessoas. Mandarei dezenas de outras em breve.”
Jornada perigosa
Sami afirma que conta a seus clientes sobre os perigos envolvidos, mas isso nunca desanima ninguém. Alguns deles já foram presos e deportados antes.
“Se o Talibã assumir o controle, mais gente será morta, muitos estão correndo grandes riscos”, afirma.
As pessoas são levadas ilegalmente através do Irã, seguindo para a Turquia e depois atravessam para a Grécia de barco, entrando assim na Europa.
“Quase 900 pessoas perderam a vida durante as travessias marítimas para a Europa neste ano”, diz o porta-voz da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Babar Baloch.
“Há quase 9 mil solicitantes de asilo nas ilhas gregas atualmente. Os afegãos representam 48% dessa população”, acrescenta.
De acordo com o Relatório de Tendências Globais 2020 da ACNUR, quase 3 milhões de afegãos se deslocaram internamente no Afeganistão no fim do ano passado, com cerca de 2,6 milhões no exterior.
Nos primeiros seis meses deste ano, mais 200 mil afegãos foram deslocados internamente, e a ONU teme “mais deslocamento dentro do país e além de suas fronteiras”.
Temendo o pior
Um dos migrantes que pagou para Sami é Asad, de 17 anos (nome fictício), da província de Nangarhar. Ele cruzou o Irã e conversou com a BBC — sob condição de anonimato — da cidade de Van, na fronteira com a Turquia.
“Nas próximas semanas haverá confrontos de rua em rua”, diz Asad.
Muitos grupos armados operam no país. Alguns fazem parte do governo e são inimigos mortais do Talibã e de outros grupos combatentes, como o Estado Islâmico.
“Não sabemos o que acontecerá com o Afeganistão no futuro. Quero ir para um lugar pacífico”, acrescenta Asad.
Ele não fala inglês ou qualquer outra língua europeia. Está viajando com cerca de três dúzias de homens afegãos — a maioria, assim como ele, não terminou a escola e também não tem habilidades técnicas.
“Se eu for pego, tentarei de novo. Não quero ficar no Afeganistão”, diz ele.
Asad — cuja família é relativamente próspera — afirma que pretende pedir asilo na França.
Entre a esperança e o desespero
De volta ao norte do Afeganistão, a espera está se tornando insuportável para Habib.
Sua cidade ainda está sob o controle do exército afegão, mas o Talibã não está longe — e ele ouve explosões e tiros à noite.
Ele está preocupado em não conseguir escapar se o aeroporto for tomado. Enquanto isso, seus bens estão perdendo valor rapidamente.
“Ninguém quer comprar um carro ou uma casa. As pessoas querem vender tudo e sair correndo”, diz ele.
Habib mantém os olhos abertos à espera da mensagem que pode salvar sua vida.
“Vivemos entre a esperança e o desespero. Estou aguardando um e-mail que diga: ‘Pode vir para a Alemanha'”, afirma.
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Fonte: G1 Mundo

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6 palavras que o brasileiro herdou do japonês


Há palavras que usamos no português que, de cara, podemos identificar uma relação direta com a língua japonesa. Mas outras, que também trouxemos para o português, talvez você use sem se dar conta da origem. Além de sushi: você conhece palavras fora da culinária que vêm do japonês?
Getty Images via BBC
Há palavras que usamos no português que, de cara, podemos identificar uma relação direta com a língua japonesa — estão aí o sushi e o karatê para provar isso.
No entanto, nem todas as palavras de origem japonesa que o brasileiro pegou para o seu vocabulário (e os falantes da língua espanhola também) têm uma relação tão clara.
Enumeramos aqui seis termos que trouxemos para o português e que talvez você use sem se dar conta da procedência nipônica.
1. Soja
A soja — grão cujo maior produtor mundial é o Brasil — tem origem fora do nosso país. O grão veio da Ásia e a palavra também: tem origem no japonês (shoyu).
As sementes de soja são ricas em óleo e proteínas e são usadas para a produção de leite, queijo, óleo de cozinha – além de óleo para produção de biodiesel e também como farelo na produção de ração para suínos e aves.
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Grãos de soja
Allyj para Pixabay
2. Tsunami
Nos últimos vinte anos, os tsunamis no Oceano Índico em 2004 e no Japão em 2011 foram catástrofes que deixaram milhares de mortos.
O tsunami é uma grande onda ou uma sucessão de ondas marinhas que se deslocam em alta velocidade e que se tornam catastróficas ao atingir profundidades menores, invadindo as praias.
Esse fenômeno pode ocorrer devido a abalos sísmicos no fundo do oceano, erupção vulcânica ou, ainda, deslizamentos.
O que aconteceu foi que essas tragédias começaram a ser conhecidas mundialmente como a palavra japonesa tsunami — inclusive no espanhol, por exemplo.
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Embora não seja uma palavra nova, “com o tsunami de 2004 e depois em 2011 observou-se aumento do número de vezes que é usado”, disse Rafael Fernández Mata, professor de espanhol na Universidade de Córdoba, Espanha, e autor de diversos estudos sobre uso do japonês no espanhol.
Em japonês a palavra tsunami significa algo como “onda de porto” (tsu = porto; nami = onda) ou maremoto.
3. Biombo
Biombo: vem do japonês e significa algo como ‘proteção ao vento’
Getty Images via BBC
Sabe o biombo, aquela estrutura de peças de madeira ou tecido, que se abre e se fecha, geralmente usada para separar ambientes? Vem do japonês também (byōbu) e significa algo como “proteção do vento”.
Além do uso literal da palavra no português, o dicionário Michaelis também prevê o uso dessa palavra em sentido figurado, para se referir a uma ação que serve para encobrir um dano ou um defeito.
4. Emoji 😃
Outra palavra japonesa que adotamos no português é o emoji. A palavra “emoji” vem da união de “e”, que significa imagem em japonês, e “moji”, que tem a ver com letra.
Sua definição diz que é uma pequena imagem ou ícone digital que é usado nas comunicações eletrônicas para representar uma emoção, objeto ou ideia.
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5. Futon
Futon vem de… futon, em japonês.
É um tipo de colchão bem fino, que parece uma grande almofada, usado na tradicional cama japonesa. Eles são baixos, com cerca de 5cm de altura, e são preenchidos geralmente com algodão, lã ou material sintético.
6. Karaokê
Karaokê é mais uma palavra que vem do japonês. É uma mistura de palavras que significam “vazio” e “orquestra”.
O significado da palavra toda você já sabe: é aquele lugar em que um cantor amador canta ao mesmo tempo em que roda uma música instrumental gravada.

Fonte: G1 Mundo

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Naja de quase dois metros desaparece de casa no Texas; assista

Dono acredita que animal ainda possa estar escondido dentro de alguma parede. Picada pode ser fatal para um ser humano adulto; corpo de bombeiros e hospitais da região foram alertados para o caso de receberem alguém que possa ser atacado. VÍDEO: Cobra venenosa de quase dois metros desaparece de casa no Texas
Uma naja de quase dois metros sumiu após escapar de sua gaiola em uma casa em Grand Prairie, no Texas. A cobra é da espécie africana Naja savannula, venenosa, e sua picada pode ser fatal a um ser humano adulto.
O corpo de bombeiros e hospitais da região foram alertados para o caso de receberem alguém que possa ser atacado pelo animal, que escapou pouco depois de ter sido alimentada por seu dono. O homem, que não quis dizer seu nome ou mostrar o rosto, mas deu uma entrevista à emissora NBC (veja vídeo acima), afirmou que ela, de alguma forma, conseguiu abrir sozinha a porta da gaiola.
O porta-voz da polícia de Grand Prairie, Mark Beseda, diz que o proprietário tinha uma autorização do Departamento de Parques e Vida Selvagem para criar a cobra, mas aparentemente não seguiu todos os protocolos de segurança.
Caso naja: um ano após ataque de serpente e polêmica envolvendo tráfico de animais no DF, processo não foi julgado
O dono diz que já vasculhou o sótão e até quebrou paredes de sua casa em busca do animal, e buscou ajuda do serviço de Controle de Animais para procurar, mas ainda não localizou a naja. “Acredito que ela ainda esteja em alguma parede”, disse.
Apesar de afirmar que sente muito pelo erro e que lamenta o pânico que causou, ele pareceu atenuar a situação durante a entrevista, dizendo para os vizinhos “não terem medo”.
No entanto, Randall Kennedy, do Controle de Vida Selvagem de Dallas Forth Worth, ressaltou que há grande perigo: “Ela pode ser mortal para um adulto, sim. É uma cobra extremamente perigosa se você for picado… é muito devastador. Muitos danos a tecidos, imediatamente. Você pode entrar em coma. Pode atacar o sistema nervoso”.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Incêndios destroem 1.200 hectares de mata e esvaziam 5 cidades perto de Atenas


Cinco pessoas ficaram feridas. Grécia combate chamas com 450 bombeiros e espera ajuda de França, Suíça, Chipre, Suécia e Israel. Casa em chamas durante incêndio em Afidnes, perto de Atenas, nesta sexta-feira (6)
Thanassis Stavrakis/AP Photo
Bombeiros da Grécia, ajudados na manhã desta sexta-feira (6) por colegas franceses, combatem um grande incêndio 30 km ao norte de Atenas. Cinco pessoas ficaram feridas, e cinco cidades da região foram esvaziadas.
A região atingida fica no sopé do Monte Parnés. Mais de 1.200 hectares queimaram desde terça-feira (3).
Floresta devastada por incêndio perto de Atenas, na Grécia, nesta sexta-feira (6)
Thanassis Stavrakis/AP Photo
Incêndio em Afidnes, perto de Atenas, na Grécia, é registrado nesta sexta-feira (6)
Thanassis Stavrakis/AP Photo
“Nosso país está enfrentando uma situação extremamente crítica”, disse o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis na noite de quinta (5).
“Estamos enfrentando condições sem precedentes, já que vários dias de ondas de calor transformaram o país em um barril de pólvora”, acrescentou.
57 dos 99 incêndios registrados na quinta ainda não estavam totalmente controlados. Rodovias na região foram fechadas.
Hotel queimado perto de Olímpia, na Grécia, na quinta-feira (5)
Giannis Spyrounis/ilialive.gr via AP
Hotel queimado durante incêndios florestais perto de Olímpia, na Grécia, na quinta-feira (5)
Giannis Spyrounis/ilialive.gr via AP
Pelo menos 450 bombeiros gregos estão envolvidos no combate às chamas.
A Defesa Civil grega anunciou que espera dois aviões da França, três helicópteros da Suíça, bem como reforços de Chipre e da Suécia. Uma delegação de ajuda israelense viajará para a Grécia em um avião civil com 15 bombeiros, segundo autoridades israelenses.
VÍDEO: Incêndios florestais se espalham na Turquia e na Grécia

Fonte: G1 Mundo

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Em meio aos Jogos Olímpicos, Japão homenageia vítimas da bomba atômica em Hiroshima


Homenagens ocorrem em meio ao constrangimento com o Comitê Olímpico Internacional, que decidiu não fazer um momento de silêncio especial para os mortos do ataque nuclear. Primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, participa de homenagem às vítimas da bomba atômica em Hiroshima nesta sexta-feira (6)
STR / JIJI PRESS / AFP
O Japão homenageou nesta sexta-feira (6) as vítimas da bomba atômica em Hiroshima lançada em 6 de agosto de 1945, com a polêmica este ano sobre a recusa do Comitê Olímpico Internacional (COI) em respeitar um minuto de silêncio durante os Jogos Olímpicos de Tóquio.
Sobreviventes, parentes e um grupo de dignitários estrangeiros compareceram à cerimônia em Hiroshima para homenagear as vítimas e pedir a paz no mundo.
Pessoas fazem orações no aniversário de 76 anos da explosão da bomba em Hiroshima, nesta sexta (6)
Yasuyoshi Chiba/AFP
Dada a persistência da pandemia de Covid-19, a cerimônia não foi aberta ao público, mas pôde ser acompanhada pela internet.
COI confirma mais casos de Covid dentro da ‘bolha olímpica’
Os participantes, usando máscaras e muitos vestidos de preto, observaram um minuto de silêncio às 8h15 (20h15 de quinta-feira em Brasília), horário em que a bomba atômica americana foi lançada sobre a cidade há 76 anos.
Constrangimento com o COI
Thomas Bach, presidente do COI e outros dirigentes do comitê durante encontro com o imperador do Japão, Naruhito, em 22 de julho de 2021
Imperial Household Agency of Japan/Via Reuters
Sobreviventes e o município de Hiroshima propuseram ao COI convidar os atletas dos Jogos a se juntarem ao minuto de silêncio de Tóquio.
Porém, o presidente da entidade máxima do olimpismo, Thomas Bach, rejeitou a proposta e respondeu que a cerimônia de encerramento dos Jogos, no próximo domingo, dará a oportunidade de homenagear as vítimas de todos os trágicos acontecimentos da história.
“É decepcionante, embora apreciemos o fato de o presidente Bach ter visitado Hiroshima” antes dos Jogos, declarou Tomohiro Higaki, um alto funcionário da cidade.
Bach esteve em Hiroshima no dia 16 de julho para marcar o início da tradicional “trégua olímpica”, que visa garantir a suspensão das hostilidades no mundo durante os jogos.
A bomba atômica foi responsável por 140 mil mortes em Hiroshima. A bomba lançada 9 de agosto de 1945 em Nagasaki deixou 74 ,il mortos.
O Japão se rendeu em 15 de agosto de 1945, encerrando a Segunda Guerra Mundial.
Veja o episódio de ‘Que Mundo É Esse?’ sobre o impacto da bomba de Hiroshima para o Japão
Os impactos em Hiroshima 75 anos após a bomba atômica
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Fonte: G1 Mundo

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Veja linha do tempo do caso Tsimanouskaya, atleta que se recusou a voltar a Belarus por medo de perseguição


Dirigentes bielorrussos tiveram as credenciais olímpicas cassadas pelo COI, e velocista conseguiu proteção na Polônia. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
O caso envolvendo a atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya, que se recusou a voltar a Belarus e pediu proteção para a Polônia, já é uma das maiores histórias dos Jogos Olímpicos de Tóquio paralelas ao esporte.
Tsimanouskaya, velocista que competiu nos 100m rasos, alegou que estava sendo forçada a voltar ao país de origem após criticar os dirigentes e que seria punida pelas autoridades bielorrussas. O Comitê Olímpico Internacional (COI), então, abriu um processo, e nesta sexta-feira (6) (noite de quinta-feira em Brasília) decidiu expulsar da Vila Olímpica um técnico e um dirigente.
Veja abaixo a linha do tempo do caso envolvendo a atleta de Belarus
Linha do tempo
27 de julho (terça-feira)
Tsimanouskaya publica um vídeo no Instagram em que reclama por ter sido inscrita no revezamento 4x400m sem ter sido consultada. Para ela, foi “negligência” da comissão técnica.
30 de julho (sexta-feira)
A atleta participa das eliminatórias dos 100m feminino no Estádio Olímpico de Tóquio. Ao terminar a bateria na quarta colocação, ela não consegue passar para as semifinais.
Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
1º de agosto (domingo)
Contra a vontade da atleta, dirigentes levam Tsimanouskaya ao aeroporto de Haneda, um dos principais de Tóquio. Ela se recusa a entrar no avião e diz à agência Reuters que não quer voltar a Belarus. A velocista grava uma mensagem em vídeo pedindo ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para ajudá-la e pede proteção à polícia japonesa. O Comitê Olímpico Bielorrusso afirma que ela estava sendo retirada dos Jogos devido ao “estado emocional” da velocista.
Krystsina Tsimanouskaya fala com policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
2 de agosto (segunda-feira)
Tsimanouskaya, que deveria competir na prova dos 200m do atletismo, vai à Embaixada da Polônia em Tóquio e pede asilo. O governo polonês acolhe a atleta e dá a ela um visto humanitário.
4 de agosto (quarta-feira)
A velocista deixa Tóquio e voa para Viena, na Áustria. De lá, seguiu para a Polônia. Em entrevista à Associated Press, a atleta comenta que os dirigentes deixaram claro que ela seria punida se voltasse a Belarus. O namorado dela foge para a Ucrânia.
Krystsina Tsimanouskaya, atleta de Belarus que teme voltar ao país, em entrevista virtual à AP nesta terça-feira (3)
Daniel Kozin/AP Photo
5 de agosto (quinta-feira)
Tsimanouskaya relata à Reuters que a avó a contou que não seria seguro que ela retornasse a Belarus e nega que tenha participado das manifestações contra o regime autoritário de Alexander Lukashenko.
Atleta de Belarus disse que recebeu telefonema da avó alertando para não voltar ao país
6 de agosto (sexta-feira)
O COI retira as credenciais do técnico Yuri Moisevich e do dirigente Artur Shumak. Os dois são retirados da Vila Olímpica.
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Fonte: G1 Mundo