Dirigentes bielorrussos tiveram as credenciais olímpicas cassadas pelo COI, e velocista conseguiu proteção na Polônia. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
O caso envolvendo a atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya, que se recusou a voltar a Belarus e pediu proteção para a Polônia, já é uma das maiores histórias dos Jogos Olímpicos de Tóquio paralelas ao esporte.
Tsimanouskaya, velocista que competiu nos 100m rasos, alegou que estava sendo forçada a voltar ao país de origem após criticar os dirigentes e que seria punida pelas autoridades bielorrussas. O Comitê Olímpico Internacional (COI), então, abriu um processo, e nesta sexta-feira (6) (noite de quinta-feira em Brasília) decidiu expulsar da Vila Olímpica um técnico e um dirigente.
Veja abaixo a linha do tempo do caso envolvendo a atleta de Belarus
Linha do tempo
27 de julho (terça-feira)
Tsimanouskaya publica um vídeo no Instagram em que reclama por ter sido inscrita no revezamento 4x400m sem ter sido consultada. Para ela, foi “negligência” da comissão técnica.
30 de julho (sexta-feira)
A atleta participa das eliminatórias dos 100m feminino no Estádio Olímpico de Tóquio. Ao terminar a bateria na quarta colocação, ela não consegue passar para as semifinais.
Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
1º de agosto (domingo)
Contra a vontade da atleta, dirigentes levam Tsimanouskaya ao aeroporto de Haneda, um dos principais de Tóquio. Ela se recusa a entrar no avião e diz à agência Reuters que não quer voltar a Belarus. A velocista grava uma mensagem em vídeo pedindo ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para ajudá-la e pede proteção à polícia japonesa. O Comitê Olímpico Bielorrusso afirma que ela estava sendo retirada dos Jogos devido ao “estado emocional” da velocista.
Krystsina Tsimanouskaya fala com policiais no aeroporto de Tóquio, em 1º de agosto de 2021
Issei Kato/Reuters
2 de agosto (segunda-feira)
Tsimanouskaya, que deveria competir na prova dos 200m do atletismo, vai à Embaixada da Polônia em Tóquio e pede asilo. O governo polonês acolhe a atleta e dá a ela um visto humanitário.
4 de agosto (quarta-feira)
A velocista deixa Tóquio e voa para Viena, na Áustria. De lá, seguiu para a Polônia. Em entrevista à Associated Press, a atleta comenta que os dirigentes deixaram claro que ela seria punida se voltasse a Belarus. O namorado dela foge para a Ucrânia.
Krystsina Tsimanouskaya, atleta de Belarus que teme voltar ao país, em entrevista virtual à AP nesta terça-feira (3)
Daniel Kozin/AP Photo
5 de agosto (quinta-feira)
Tsimanouskaya relata à Reuters que a avó a contou que não seria seguro que ela retornasse a Belarus e nega que tenha participado das manifestações contra o regime autoritário de Alexander Lukashenko.
Atleta de Belarus disse que recebeu telefonema da avó alertando para não voltar ao país
6 de agosto (sexta-feira)
O COI retira as credenciais do técnico Yuri Moisevich e do dirigente Artur Shumak. Os dois são retirados da Vila Olímpica.
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Fonte: G1 Mundo