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Imprensa dos EUA muda critério do quadro de medalhas da Olimpíada para mostrar país à frente da China


Quadro de medalhas do jornal ‘The New York Times’ mostra os EUA à frente da China, nas Olimpíadas de Tóquio, na manhã de 5 de agosto de 2021
Reprodução/NYT.com
Para não mostrar os Estados Unidos atrás da China no quadro de medalhas das Olimpíadas de Tóquio, a imprensa americana mudou a forma de exibir os países com mais pódios: agora a regra é mostrar a classificação pelo total de medalhas, não pelo número de ouros.
A mudança independe do espectro ideológico do veículo de comunicação: tanto os jornais “The New York Times” e “The Washington Post” quanto a rede de televisão Fox News mostram os EUA à frente da China, apesar de os americanos terem menos ouros.
Até as 9h desta quinta-feira (5), os chineses lideram o quadro de medalhas com 33 ouros, 24 pratas e 16 bronzes (73 no total), contra 27 ouros, 34 pratas e 25 bronzes (86 no total) dos americanos.
A Fox News exibe apenas os EUA acima da China, mas os demais países não estão organizados em um ranking: a Coreia do Sul (6 ouros e 19 medalhas) aparece à frente da Austrália (15 e 36) e o Comitê Olímpico Russo (53 medalhas no total) é apenas a 7ª delegação da lista, não a 3ª (veja abaixo).
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Quadro de medalhas da rede de televisão Fox News mostra os EUA à frente da China, nas Olimpíadas de Tóquio, na manhã de 5 de agosto de 2021
Reprodução/FoxNews.com
O jornal britânico “The Guardian”, por exemplo, segue
O Brasil é atualmente o 16º colocado, com 4 ouros, 4 pratas e 8 bronzes (16 no total), atrás de Cuba e Canadá e à frente de República Tcheca e Suíça.
Pelo critério usado pela imprensa americana, o Brasil passaria Cuba (12 medalhas, mas 5 ouros) e Hungria (15 medalhas, sendo 5 ouros) e subiria para 14º.
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EUA à frente no quadro histórico
No quadro histórico de medalhas, que conta todos os Jogos da Era Moderna (de Atenas 1896 à Rio 2016), os EUA lideram tanto pelo critério de ouros (1.022) quanto pelo total de medalhas (2.523).
Em 2º lugar (nos dois critérios) está a extinta União Soviética, com 395 ouros e 1.010 medalhas no total. A China ocupa o 4º lugar pelo critério de ouros (224) e o 7º pelo total de medalhas (546).
Os EUA lideraram o quadro de medalhas de quase todas as Olimpíadas desde Atlanta 1996. A exceção é Pequim 2008, quando os donos da casa lideraram pelo total de ouros (48 para a China contra 36 dos EUA), mas ficaram atrás pelo total de medalhas (112 a 100).

Fonte: G1 Mundo

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Governo da Venezuela e oposição iniciarão diálogo em 13 de agosto no México, diz agência de notícias


Essa é a segunda tentativa para encontrar uma saída para a crise política no pais: em 2019, a Noruega tentou intermediar negociações entre o governo e a oposição da Venezuela, mas o diálogo não progrediu. Montagem mostra Nicolás Maduro e Juan Guaidó, da Venezuela
Marcelo Garcia/Divulgação e Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
O governo da Venezuela e a oposição vão negociar uma saída para a crise política do país a partir do dia 13 de agosto, no México, segundo a agência Reuters, que ouviu duas pessoas que têm conhecimento do assunto.
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O diálogo será mediado por atores internacionais e terá o apoio da Noruega, que intermediou uma tentativa anterior de negociação em 2019, que foi um fracasso.
As fontes disseram que as datas ainda podem mudar, pode ser que o diálogo se inicie no 15 de agosto.
Os nomes dos membros das delegações ainda estão sendo determinados, disseram as fontes. Um dos consultados acrescentou que não se sabe ao certo qual será a cidade-sede do encontro.
O presidente Nicolás Maduro disse que está disposto a negociar com a oposição e indicou que a agenda deveria se concentrar na suspensão das sanções norte-americanas, que têm como objetivo pressioná-lo a deixar o poder.
O líder da oposição, Juan Guaidó, afirmou que quer usar as negociações para obter garantias de eleições livres e justas.
O governo do presidente dos EUA, Joe Biden, disse que poderia revisar a política de sanções, mas ainda não relaxou as medidas que limitam os setores financeiro e de petróleo.
Washington reconhece Guaidó como legítimo líder da Venezuela e questiona a reeleição de Maduro em 2018.
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Fonte: G1 Mundo

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Raio mata 17 convidados em festa de casamento em Bangladesh


Grupo estava desembarcando de um barco na cidade ribeirinha de Shibganj, rumo à casa da noiva, quando foram pegos por uma tempestade. Pessoas ao redor de corpos de vítimas de um raio na cidade de Shibganj, em Bangladesh, em 4 de agosto de 2021
Md Jahangir Alom/AP
Pelo menos 17 convidados de uma festa de casamento morreram em Bangladesh após serem atingidos por um raio, disseram as autoridades.
Outras 14 pessoas, incluindo o noivo, ficaram feridas. A noiva não estava na festa de casamento.
Veja um vídeo de março de 2021 de um raio que atingiu uma casa em Duque de Caxias.
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O grupo estava desembarcando de um barco na cidade ribeirinha de Shibganj, rumo à casa da noiva, quando foram pegos por uma tempestade.
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A população local disse que vários raios atingiram o grupo.
Todos os anos, centenas de pessoas em todo o sul da Ásia são mortas por raios.
Em 2016, Bangladesh declarou a queda de raios um desastre natural quando mais de 200 pessoas morreram no mês de maio, incluindo 82 pessoas em um único dia.
Especialistas argumentam que o desmatamento tem desempenhado um papel no número crescente de quedas de raios mortais devido ao desaparecimento de muitas árvores altas que antes funcionavam como para-raios.
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Fonte: G1 Mundo

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A disputa judicial por tanque da 2ª Guerra que aposentado guardava no porão


O homem de 84 anos mantinha o veículo de guerra junto com uma arma antiaérea e um torpedo. Veja o tanque da 2ª Guerra que foi encontrado em porão de idoso na Alemanha
Um aposentado na Alemanha foi condenado por porte ilegal de armas depois autoridades descobriram que ele possuía um extenso arsenal pessoal, incluindo um tanque de guerra, em sua casa.
O réu, de 84 anos, recebeu uma pena de prisão suspensa de 14 meses e uma multa de 250 mil euros (R$ 1,5 milhão).
As autoridades encontraram o tanque e outro equipamento militar da Segunda Guerra Mundial na casa do réu na cidade de Heikendorf, no norte do país, em 2015.
O Exército foi chamado para ajudar a remover os itens.
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Tanque ficava no subsolo de casa de colecionador
Carsten Rehder/dpa via AP
Na segunda-feira (2), o tribunal ordenou que o réu, que não pode ser identificado segundo as leis de privacidade alemãs, deve vender ou doar o tanque e um canhão antiaéreo a um museu ou colecionador nos próximos dois anos.
De acordo com o advogado do homem, um museu americano está interessado em adquirir o tanque Panther. Muitos historiadores dos EUA argumentam que foi o veículo mais eficiente implantado pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.
O advogado também disse que vários colecionadores alemães abordaram o réu por causa de outros itens, incluindo fuzis e pistolas, informou a imprensa local.
Arma antiaérea era outra ‘lembrancinha’ que o colecionador guardava da 2ª Guerra
Carsten Rehder/dpa via AP
As autoridades locais invadiram a propriedade em 2015 depois de receber uma denúncia anônima de colegas em Berlim, que já haviam feito buscas na casa atrás de arte nazista roubada.
Cerca de 20 soldados do Exército foram envolvidos na operação de remoção do tanque Panther, que durou nove horas, da propriedade. O veículo estava sem as esteiras.
Segundo a imprensa local, o homem havia sido visto em um inverno usando o tanque como um arado de neve.
Tanque Panther, de 45 toneladas, deu trabalho aos homens do exército que tiveram de apreendê-lo
Carsten Rehder/dpa via AP
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Cuba enfrenta caos em hospitais e até falta de seringa no pior momento da pandemia


Explosão de casos levou sistema de saúde da ilha a situação limite; hospitais já sofriam com a escassez generalizada de medicamentos, falta de pessoal, suprimentos e graves problemas de infraestrutura. Enfermeiras atendem pessoas que receberão a Abdala, uma das vacinas cubanas contra a Covid-19, em um centro cultural que está sendo usado como centro de imunização durante a pandemia em Havana, Cuba, em 2 de agosto de 2021
Ramon Espinosa/AP
“Ninguém imagina a dor que estou passando agora. Ninguém imagina o sofrimento que nós vivemos em casa.”
Lenier Miguel Pérez, um cubano que vive em Matanzas, no oeste da ilha, diz que não sabe como continuará vivendo e afirma que está “com raiva por tanta dor”.
Ele narrou sua tragédia pessoal à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.
Em um intervalo de duas semanas, Pérez percorreu hospitais de sua província em busca de atendimento médico para o filho e perdeu a esposa Lydda, de 23 anos, que estava grávida e prestes a dar a luz a seu segundo filho, que também não resistiu.
“Que dor tão grande perdê-los na mesma hora e no mesmo dia”, disse.
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Segundo seu depoimento, confirmado pela BBC com outras duas pessoas próximas à família, tudo começou quando o filho de 4 anos teve febre na noite de 22 de junho.
“No dia seguinte, minha esposa e eu o levamos correndo para a policlínica para entender o que estava acontecendo. Fizeram um teste rápido e deu positivo para o coronavírus”, diz.
Pérez lembra que, devido à gravidez da esposa, foi ele quem acompanhou a criança durante a hospitalização.
Foi quando começou sua odisseia.
Ele teve que esperar um dia inteiro para que seu filho fosse transferido para um hospital, por falta de leitos. Segundo Pérez, naquele dia, por volta das 22h, um ônibus apareceu para finalmente levá-los ao hospital. Quando chegaram, no entanto, não havia vagas para menores.
“Chega uma médica de plantão e nos diz: ‘O hospital está em colapso. Não há leito para as crianças e só podemos deixá-las no corredor para esperar que as outras [crianças] que estão internadas tenham alta. Não se sabe se será de manhã, ou de tarde, ou no dia seguinte. Está tudo cheio’.”
Os pais responderam que não sairiam do ônibus e que não permitiriam que seus filhos ficassem presos “no corredor de um hospital onde o que se respira é doença”.
Os pais, segundo ele, começaram a vagar durante a noite pela província, chamando e procurando líderes do Partido Comunista ou autoridades que pudessem dar uma resposta.
Lenier e seu filho foram posteriormente transferidos para outra clínica após a confirmação do resultado positivo da criança. Finalmente, por volta das 8h do dia seguinte, eles conseguiram uma vaga no hospital.
Ele conta que ficou mais calmo, até que recebeu uma mensagem preocupante da esposa: ela também havia começado a se sentir mal.
A perda
Lydda Maria havia ido ao médico e um teste rápido inicialmente trouxe resultado negativo para a Covid-19. Como continuou a se sentir mal, lembra Lenier, ela decidiu voltar para a policlínica.
“Ela ficou um dia [esperando] na policlínica porque disseram que havia um leito para ela na maternidade em Matanzas, mas não havia como transferi-la. Eles a transferiram no dia seguinte pela manhã para o hospital da maternidade e… não havia leito para grávidas. Eles a levaram para o Faustino [outro hospital]. Fizeram um teste rápido e deu positivo. Então teve que sair de lá.” Depois de outras idas e vindas naquele dia, a esposa de Lenier foi internada em um centro de isolamento.
“Lá, ela passou fome, dores e desconforto. Cuidavam de mais de uma gestante no mesmo leito porque não havia lugar. Ela tomava banho com água fria, o que agravou ainda mais a pneumonia que foi descoberta no último minuto antes de seu fim. Ela tinha falta de ar, não havia respirador e ela lá, asmática e grávida. Ela não aguentava mais e a transferiram de novo para o Faustino, porque onde ela estava não havia condições. Aquilo foi um inferno.”
Pérez conta que depois sua esposa acabou sendo transferida novamente quando a situação se agravou, desta vez para um hospital militar, onde ela encontrou uma situação melhor.
“De repente, descobriram que ele estava com pneumonia. As crises de asma continuaram, deram um remédio e precisariam esperar 72 horas. Na terça-feira, 6 de julho, ele morreu. Não aguentou esperar tanto e sofrer tantos dias. Primeiro com nosso filho, depois com ela mesma.”
A BBC News Mundo encontrou em contato com o centro internacional de imprensa e o ministério da Saúde de Cuba, além das direções de Saúde de duas províncias, para solicitar entrevistas para entender a posição oficial sobre a situação atual do coronavírus na ilha e as denúncias recebidas. Não houve resposta.
Crise sanitária
Relatos como o de Lenier são cada vez mais frequentes em Cuba, onde todo o sistema de saúde é público. A ilha vive há alguns meses o momento mais crítico da pandemia e uma das piores crises de saúde da América Latina.
Embora tenha conseguido conter o coronavírus durante boa parte de 2020, Cuba é atualmente o local com maior número de infecções por percentual da população em todo o continente — e um dos primeiros do mundo.
Em 1º de agosto, o país registrou 9.279 casos e cerca de 68 mortes por Covid-19, embora organizações de oposição denunciem que o número de infecções e mortes seja maior que o reconhecido oficialmente.
No total, 2.913 pessoas morreram, de acordo com números oficiais publicados até 1º de agosto.
Especialistas consultados pela BBC dizem que vários fatores básicos explicam esta situação crítica:
O país, dependente do turismo, abriu parcialmente as suas fronteiras para pacotes turísticos, o que permitiu a entrada de novas variantes mais contagiosas;
Apesar das medidas de confinamento, os cubanos ficam em longas filas e aglomerações para comprar alimentos, o que facilita as transmissões;
O país, que desenvolveu uma estratégia de rastreamento rigorosa, apresenta limitações para a realização de testes de detecção de coronavírus, principalmente PCR. Existem relatos de pessoas na fila por horas ou dias para fazer o teste, quando disponível;
Quase toda a população possui apenas máscaras caseiras de tecido (não se vendem cirúrgicas ou outras mais eficientes) e é escasso o acesso a sabonete para lavar as mãos e outros produtos de higiene, como o gel antibacteriano, o que também favorece a transmissão do vírus e suas variantes mais contagiosas;
Cuba demorou a começar e massificar sua campanha de vacinação. Foi o último país da América a fazê-lo, depois de se recusar a fazer parte do mecanismo Covax (consórcio internacional que distribui vacinas para a Covid-19 a nações pobres) e apostar no desenvolvimento de vacinas próprias — as quais já administra a sua população.
Até o momento, a ilha aprovou duas vacinas de produção nacional (Abdala e Soberana 02), sendo o primeiro país do continente a fazê-lo.
Atualmente, é um dos países do mundo que mais administra vacinas por dia por 100 habitantes, mas o processo teve altos e baixos por falta de insumos como seringas.
Idosa tem a temperatura medida antes de ser vacinada contra a Covid-19 com o imunizante cubano Abdala, em Havana, em 2 de agosto de 2021
Yamil Lage/AFP
Esses fatores, que contribuíram para a explosão de casos, sobrecarregaram o sistema de saúde da ilha, que já sofria com a escassez generalizada de medicamentos, falta de pessoal e graves problemas de infraestrutura.
Hospitais no limite
Nos últimos meses, fotos, depoimentos e vídeos circulando em redes sociais mostram farmácias vazias, enquanto hospitais e centros de isolamento estão cheios, com pessoas dormindo — e até morrendo — nos corredores.
Também há relatos de pacientes que faleceram em casa por falta de atendimento médico ou aguardando transferência com urgência para hospitais.
É o caso de Lisveilis Echenique, que disse à BBC News Mundo que seu irmão Liosvel, de 35 anos, morreu em sua casa, na província de Ciego de Ávila, após pedir uma ambulância por horas.
“Ele começou a ter uma febre muito alta. Liguei para uma brigada de resposta rápida e eles foram até minha casa. Quando o viram, me disseram que o caso não era sério o suficiente para interná-lo e que não havia camas, nem remédio, e que era melhor ficar em casa. O próprio médico me disse que o que ele tinha para baixar a febre era uma loção de ervas”, diz.
“Quando ele desmaiou, após 10 dias de febre, voltei a ligar e nada. Corri para a policlínica no meio da madrugada e implorei para que fossem ver meu irmão para primeiros-socorros, mas ninguém foi. E eu não tinha como levá-lo ao hospital à uma da manhã. Eu ligava chorando para pedir uma ambulância e nada… Meu irmão não aguentou. No dia seguinte, 12 horas depois, ainda não tinham vindo buscar o cadáver.”
Após os massivos protestos de 11 de julho na ilha, muitos cubanos recorreram às redes sociais para reclamar do amplo uso de policiais e agentes em ônibus, caminhões e carros para reprimir os manifestantes, quando o governo havia alegado anteriormente que eles não tinham gasolina para ambulâncias.
Depois de verem os equipamentos empregados contra os protestos, muitos trazidos pela primeira vez às ruas do país, pessoas também questionaram por que o país havia gasto dinheiro com esses aparelhos em vez de comprar remédios para enfrentar a crise de saúde.
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
Por outro lado, os médicos cubanos também foram às redes sociais não só para pedir à população da ilha que se proteja, mas também para exigir mais respeito pelo seu trabalho, que muitas vezes desempenham nas circunstâncias mais difíceis.
A BBC encontrou em contato com 7 deles para ouvir sua experiência, mas a maioria se recusou a falar porque não tinha permissão para dar declarações à mídia estrangeira.
“A maioria das pessoas pensa que somos os culpados de tudo e nos maltratam. Mas somos nós que, bem ou mal, estamos salvando a vida de 90% da população”, escreveu um médico em um post no Facebook.
“Nós também adoecemos e temos parentes que adoecem e morrem. Enquanto outros podem optar por ficar em casa, nós temos que ir trabalhar. Não podemos dizer não. Portanto, tudo o que pedimos é respeito e empatia”, acrescentou.
Ajuda humanitária
Desde o início de julho, milhares de cubanos começaram a usar a hashtag #SOSCUBA para denunciar o colapso do sistema de saúde e solicitar a abertura de canais humanitários para a ilha.
A campanha levou muitas personalidades de todo o mundo a pedirem ajuda para Cuba. Países como México e Rússia enviaram suprimentos médicos e ajuda para a ilha após os protestos.
As autoridades locais anunciaram, em meados de julho, que retirariam as restrições que tinham para a entrada de remédios e alimentos trazidos por visitantes, mas o impacto da medida foi limitado e os vídeos de denúncias de colapso do sistema de saúde continuam se multiplicando.
O governo atribui a situação atual ao impacto do coronavírus e ao embargo dos Estados Unidos.
Em uma aparição na televisão após os protestos de 11 de julho, o presidente Miguel Díaz-Canel assegurou que a situação atual na ilha é semelhante à vivida por outros países durante a “terceira onda” da covid. Segundo ele, esta onda foi adiada em Cuba graças a boa resposta anterior da ilha à pandemia.
“Se o presidente Joe Biden tivesse uma preocupação humanitária sincera com o povo cubano, ele poderia eliminar as 243 medidas aplicadas pelo presidente Donald Trump, incluindo as mais de 50 cruelmente impostas durante a pandemia, como um primeiro passo para acabar com o bloqueio”, escreveu ele mais tarde em sua conta no Twitter.
O governo dos Estados Unidos, por sua vez, nega que as sanções estejam por trás da crise do sistema de saúde ou da escassez de remédios ou suprimentos médicos na ilha.
“O embargo dos Estados Unidos permite que alimentos, remédios e outros bens humanitários cheguem a Cuba e nós agilizamos qualquer demanda de exportação de suprimentos humanitários ou médicos para Cuba”, disse a BBC um porta-voz do Departamento de Estado.
“Os Estados Unidos autorizam regularmente a exportação de produtos agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos e bens humanitários para Cuba e, desde 1992, exportou bilhões de dólares desses bens para Cuba. Só em 2020, os Estados Unidos exportaram US$ 176 milhões em mercadorias para Cuba, incluindo alimentos e remédios para ajudar o povo cubano”, acrescentou.
Importantes conquistas na saúde
Especialistas consultados pela BBC News Mundo concordam que, embora a pandemia tenha levado serviços de saúde de muitos países ao limite, a situação em Cuba se tornou mais crítica devido a problemas estruturais que seu sistema de saúde já enfrentava, mesmo antes do coronavírus.
“A pandemia de covid-19 foi a gota d’água”, disse Rodolfo Stusser, um pesquisador independente que foi assessor do Ministério da Saúde de Cuba, à BBC News Mundo.
Embora o governo atribua a situação atual ao embargo, as sanções dos Estados Unidos existem há mais de 60 anos e, nesse período, a ilha conseguiu construir um sistema de saúde reconhecido internacionalmente, com profissionais altamente qualificados e um serviço público e universal.
“Cuba alcançou importantes conquistas de saúde ao longo das décadas para um país com seu nível de desenvolvimento econômico, em termos de seu modelo preventivo, acesso a cuidados médicos e alguns indicadores-chave de saúde e biotecnologia”, disse Elizabeth Kath, professora do Instituto Real Universitário de Tecnologia em Melbourne, na Austrália, e autora de um livro sobre s sociedade e o sistema de saúde cubano.
Steven Ullmann, chefe do Departamento de Política de Saúde e Gestão da Saúde da Universidade de Miami e estudioso do sistema de saúde cubano, destaca que a ilha conseguiu formar um grande número de “profissionais de saúde muito bem preparados” e que conseguiu “uma proporção muito alta de médicos de atendimento em relação à população”.
“Eles têm um conceito de atenção primária muito bem desenvolvido. Também conseguiram criar seu próprio setor farmacêutico e o fizeram de forma relativamente eficaz. Também estabeleceram alianças com setores farmacêuticos em todo o mundo, até, ocasionalmente, com os EUA”, afirma.
Mas, segundo Ullman, a situação atual do coronavírus tem refletido um problema maior que já começava a se evidenciar: “Não existe uma infraestrutura que suporte o que, em tese, seria um sistema de atendimento médico relativamente bom”.
“Depois que Cuba perdeu o financiamento que recebia da União Soviética, as coisas começaram a piorar, pois o país entrou em crise e perdeu liquidez em moeda estrangeira. Isso tem limitado os investimentos no setor de saúde. E, nos últimos anos, países aliados, como Rússia e China, estão mais relutantes em vender produtos para eles devido à frequente inadimplência “, disse o especialista.
A crise na Venezuela, um importante aliado da ilha, também contribuiu para a situação atual e ao que o especialista define como “colapso”.
“Como resultado, não só a maioria dos hospitais está em condições precárias, mas eles carecem até de alguns produtos básicos para qualquer hospital, que vão desde chapas de raios-X ou seringas até simples como aspirina para baixar a febre”, diz ele.
Beatriz Álvarez Ortiz, especialista em drogas da Direção de Saúde de Matanzas, reconheceu ao jornal oficial Girón a falta de paracetamol ou ibuprofeno para tratar casos de covid “por falta de matéria-prima”.
Ela também explicou que o interferon, uma das terapias usadas para pacientes com coronavírus, não poderia continuar a ser usado para todos os pacientes porque “a demanda é maior do que a capacidade de produção”.
Diante dessa situação, muitos cubanos recorreram às redes sociais para buscar remédios, seja na forma de doação ou pagando altos preços no mercado paralelo.
A BBC News Mundo conversou com parentes de um paciente de covid-19 que teve que pagar cerca de US$ 66 por seis comprimidos de azitromicina, um antibiótico prescrito em alguns casos da doença (que não atua diretamente contra o coronavírus) e que é raro na maioria dos hospitais.
Ullman destaca que as condições em que se encontram grande parte dos hospitais do país, principalmente nas províncias, contrastam com serviços que são oferecidos a funcionários públicos ou turistas.
“A qualidade do tratamento e das instalações desses hospitais, onde se tratavam Chávez ou Maradona, contrasta com a que atende grande parte da população. Isso gera um sistema muito desigual para a maioria”, acrescentou.
Outros problemas
Segundo Kath, além das condições materiais, dos problemas de infraestrutura e de acesso a remédios e insumos, o sistema de saúde cubano também tem enfrentado outros problemas, entre eles os baixos salários dos médicos e eventuais fugas da ilha.
“O sistema de saúde já passava por um momento difícil, então a covid não é a única causa dos problemas atuais”, afirma.
“É justo considerar que Cuba não é um país rico (portanto, seu sistema de saúde não se compara com o de muitos países industrializados), e o embargo dos Estados Unidos tem um impacto significativo, mas há muitas contribuições internas para os problemas do sistema”, diz.
“Tudo piora com a covid-19, o colapso da indústria do turismo, a falta de alimentos e suprimentos, a crise econômica e política e a impossibilidade de parentes no exterior enviarem dinheiro ou ajuda”, afirma.
“Posso imaginar a perda de esperança, frustração, fome e desespero que tantas pessoas estão experimentando”, acrescenta.

Fonte: G1 Mundo

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Tóquio registra mais de 5 mil casos novos de Covid-19 em um só dia, pior marca desde o início da pandemia


Capital japonesa está em estado de emergência. Pessoas usam máscara em frente ao Estádio Nacional em Tóquio, no Japão, nesta terça-feira (3)
Kim Kyung-Hoon/Reuters
O governo de Tóquio registrou nesta quinta-feira (5) um total de 5.042 novos casos de coronavírus em 24 horas. É o maior número de casos diários de Covid-19 na capital do Japão desde o início da pandemia.
Esses novos recordes de diagnósticos da doença ocorrem perto do fim dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Autoridades japonesas e dirigentes olímpicos negam que as competições tenham piorado a situação da pandemia na capital, citando os rígidos protocolos de testagem e rastreamento de contatos que existe entre os envolvidos no evento.
Reportagem em atualização

Fonte: G1 Mundo

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COI vai ouvir dirigentes de Belarus após atleta fugir para a Polônia por medo de perseguição


Comitê abriu inquérito, mas ainda não tomou nenhuma medida por considerar que precisa ouvir todas as partes. Krystsina Tsimanouskaya logo após uma corrida de 100 metros, em 30 de julho de 2021
Aleksandra Szmigiel//Reuters
O Comitê Olímpico Internacional (COI) informou nesta quinta-feira (5) que vai ouvir representantes da delegação de Belarus após o caso envolvendo a atleta bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya. A corredora fugiu para a Polônia, alegando perseguição política por parte do regime Alexander Lukashenko.
“Estamos vendo quem será ouvido”, disse o porta-voz do COI, Mark Adams.
Tsimanouskaya foi obrigada no domingo a ir para o aeroporto de Tóquio e embarcar de volta a Belarus. A atleta se recusou a entrar no avião e disse que estava sendo perseguida por criticar técnicos e dirigentes. Ela pediu proteção ao COI, e a Polônia — país onde ela está agora — ofereceu um visto humanitário.
O COI agora investiga dois dirigentes: Artur Shumal e Yuri Moisevich. O comitê afirma que ainda não tomou uma medida mais dura porque “é necessário um processo para apurar todos os tipos de argumentos”.

Fonte: G1 Mundo

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EUA planejam abrir suas fronteiras para estrangeiros totalmente vacinados contra Covid


Governo de Joe Biden analisa processo em etapas, segundo funcionário da Casa Branca. Com exceção de alguns casos especiais, país está fechado para viajantes da União Europeia e de lugares como o Brasil há mais de um ano. Viajantes são vistos no principal terminal do Aeroporto Internacional de Denver, nos EUA, em 22 de julho de 2020
David Zalubowski/AP/Arquivo
Os Estados Unidos, que fecharam suas fronteiras para grande parte do mundo devido à pandemia, planejam admitir a entrada de estrangeiros totalmente vacinados contra a Covid-19, informou um funcionário da Casa Branca nesta quarta-feira (4).
O governo do presidente Joe Biden, reconhecendo a importância das viagens internacionais, quer uma reabertura para estrangeiros “de forma segura e sustentável”, disse a fonte.
EUA mantêm restrições a viajantes vindos do Brasil, União Europeia e Reino Unido por conta da variante delta
Washington está analisando “um processo em etapas que, com o tempo e algumas exceções, fará com que os estrangeiros viajem aos Estados Unidos totalmente vacinados”, afirmou a fonte sem especificar prazos.
Washington determinou em 26 de julho que manteria restrições às chegadas de estrangeiros, deixando de lado os pedidos europeus de reciprocidade.
Uma equipe está desenvolvendo um novo sistema “consistente e seguro” para as chegadas do exterior, disse a fonte, “para quando pudermos retomar as viagens”.
Os Estados Unidos restringiram chegadas de pessoas da União Europeia, Reino Unido, China e Irã por mais de um ano devido à pandemia.
A esses países, Washington acrescentou outros, incluindo Brasil e Índia.
A União Europeia reabriu para viajantes dos Estados Unidos em junho, exigindo certificados de vacinação ou exames negativos.
A medida atende a países altamente dependentes do turismo, como Grécia, Espanha e Itália, que temem mais um ano de dificuldades.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Crise na Venezuela: por que país tem Big Mac mais caro do mundo


O Big Mac é vendido no mundo todo por preços a partir de US$ 1,68. Na Venezuela, esles custam US$ 8,35 – entenda por quê. Na Venezuela, um Big Mac custa US$ 8,35, ou R$ 43,27
GETTY IMAGES via BBC
Quem quiser comprar um Big Mac na Venezuela precisa desembolsar mais de 30 milhões de bolívares, a moeda local. Parece caro?
Além da inflação que abala o país há anos, esse valor equivale a cerca de três salários mínimos mensais no país sul-americano. Então, sim, é bem caro. Mas não só para os venezuelanos.
O emblemático hambúrguer do McDonald’s vendido na Venezuela é o mais caro do mundo, segundo o mais recente Big Mac Index, elaborado pela revista The Economist, que há 35 anos compara o preço desse hambúrguer em dezenas de países como forma de medir o valor de diferentes moedas.
A comparação é baseada no conceito de “paridade de poder de compra” e, neste caso, usa o preço local do Big Mac em cada país convertido em dólares para determinar se a moeda daquele país está sobrevalorizada ou subvalorizada em relação à moeda americana.
Segundo esse cálculo, um Big Mac na Venezuela custa US$ 8,35 (R$ 43,27). Nos Estados Unidos, ele custa cerca de US$ 5,65 (R$ 29,28).
O hambúrguer do McDonald’s é vendido em diferentes partes do mundo por preços que variam entre US$ 1,68 (R$ 8,70) e os US$ 8,35 cobrados na Venezuela.
Esse resultado coloca a Venezuela no topo do índice como o país com maior subvalorização cambial: 47%, à frente da Suíça e da Noruega, lugares onde Big Mac também é mais caro.
Já o local que registra o menor preço é o Líbano: US$ 1,68 (R$ 8,70) por um Big Mac. Esse valor indica, segundo a revista The Economist, que a moeda libanesa está subvalorizada em relação ao dólar em 70,2%.
Já o real brasileiro, segundo a revista, está subvalorizado em 22,8% em relação ao dólar.
Mas por que a Venezuela é o país do mundo onde o hambúrguer é mais caro?
Um mercado pequeno
Guillermo Arcay, professor de macroeconomia da Universidade Católica Andrés Bello, de Caracas, destaca dois fatores em jogo na economia venezuelana para explicar o alto custo do Big Mac (assim como de muitos outros bens).
O primeiro fator tem a ver com o tamanho do mercado venezuelano.
“A Venezuela tem um mercado muito pequeno. O setor privado desapareceu e agora renasce desde que restrições foram removidas em 2018. Então, há muito pouca oferta de produtos como os do McDonald’s e os suprimentos necessários para fazer o hambúrguer também são escassos. Isso faz com que os preços sejam altos, não só para o Big Mac, mas para todos os hambúrgueres do país”, afirma.
O especialista destaca que, desde 2013, a economia venezuelana sofreu uma contração de 80%.
“Esta é uma economia onde os poucos agricultores e transportadores que restam têm muita dificuldade para atender a demanda. Então, tanto o McDonald’s quanto seus concorrentes têm custos altos, mas também têm a capacidade de cobrar caro”, explica.
Distorções econômicas e institucionais
Além dos problemas relacionados ao tamanho do mercado, Arcay indica que a economia venezuelana está sujeita a uma série de distorções econômicas e institucionais que afetam o valor dos bens.
Por meio do controle cambial, o governo manteve durante anos uma sobrevalorização do valor oficial do bolívar ao fornecer ao mercado moedas estrangeiras abaixo de seu valor real.
No entanto, como o governo tinha cada vez menos dólares para atender à demanda por moeda estrangeira, um mercado paralelo no qual o bolívar era cada vez mais desvalorizado explodiu no país.
Diante da crise e da falta de confiança no bolívar, as pessoas buscavam cada vez mais dólares, que por sua vez se tornavam cada vez mais escassos e caros. Havia então uma grande demanda por uma mercadoria em falta – no caso, o dinheiro norte-americano.
“À medida que o mercado paralelo ganhava relevância para o setor privado venezuelano, passamos a um esquema no qual a cesta de mercadorias venezuelanas era superbarata em termos internacionais, quando a referência era o dólar paralelo. Esta era a época em que estrangeiros com uma nota de US$ 100 podiam pagar várias noites em um hotel”, diz Arcay.
Em 2017, quando começou o processo de hiperinflação, os preços em bolívares começaram a subir mais rápido que o dólar.
“Isso obrigou o governo a retirar grande parte das restrições microeconômicas que havia imposto já que, por motivos políticos, tentara conter o dólar oferecendo divisas no mercado, fazendo com que o preço dessa moeda aumentasse mais lentamente do que os preços no mercado local”, explica.
“Com o tempo, depois de dois anos e meio durante os quais os preços em bolívares cresceram a uma taxa maior que o aumento do dólar, o dólar ficou mais barato e os bens ficaram mais caros na Venezuela, quando medidos em dólares. Como agora temos uma taxa de câmbio real sobrevalorizada, a Venezuela se tornou um país caro”, acrescenta.
Por esse motivo, os venezuelanos têm se queixado nos últimos tempos por sofrerem com a “inflação do dólar”, referindo-se ao fato de que os preços locais aumentam a uma taxa mais rápida do que a depreciação da moeda local.
Na sexta-feira, 30 de julho, o dólar estava cotado no mercado oficial venezuelano em 3,9 milhões de bolívares, valor muito semelhante ao do mercado paralelo, segundo dados do Monitor Dollar, um dos vários sites dedicados a monitorar o câmbio instável mercado venezuelano.
A essa situação do mercado de câmbio somam-se, segundo o especialista, outras “distorções microeconômicas” como regulamentações trabalhistas que impedem a demissão de trabalhadores ou dificuldades no transporte de produtos pelo país por falta de gasolina. Além disso, Arcay destaca os inúmeros postos de controle rodoviário onde, segundo ele, “você não sabe se os militares vão deixar os produtos passarem, se vão apreendê-los, ou se vão roubá-los de você”.
Segundo o especialista, diante dessa incerteza, os empresários optam por aumentar os preços antecipadamente.
A soma de todos esses fatores contribui para que não só o Big Mac, mas muitos outros produtos sejam atualmente mais caros na Venezuela do que em outras partes do mundo.
Se depois de ler esta explicação você ainda quiser comer um Big Mac na Venezuela, é recomendável que não planeje pagar em dinheiro porque demorará três semanas para obter o valor necessário em um caixa eletrônico, já que o governo mantém um limite de retirada semanal de 10 milhões de bolívares.
E, a propósito, não diga Big Mac. Na Venezuela, o hambúrguer agora é conhecido como Big Cheddar, embora seja o mesmo hambúrguer de sempre. Mas muito mais caro do que no resto do mundo.
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Fonte: G1 Mundo

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Britânico escala arranha-céu em Londres sem proteção; veja vídeo


George King-Thompson, de 21 anos, já chegou a ser detido após tentar subir da mesma forma no maior edifício da Inglaterra, em 2019. VÍDEO: Britânico escala arranha-céu em Londres sem proteção
Um jovem britânico escalou um arranha-céu em Londres, sem nenhum equipamento de proteção, na terça-feira (3) e divulgou as imagens em suas redes sociais (veja no vídeo acima).
George King-Thompson, de 21 anos, já chegou a ser detido uma vez após tentar subir da mesma forma o maior edifício da Inglaterra, The Shard, em 2019.
Segundo o escalador, desta vez sua ação foi por uma causa especial. Ele espera que sua atitude arriscada possa chamar a atenção para os efeitos das mudanças climáticas.
“Semana passada eu estava na estação de Stratfors [próximo ao edifício] e eu vi a estação toda alagada, inclusive as fotos viralizaram”, disse King-Tompson em entrevista à emissora americana NBC.
Estação de metrô Pudding Lane Mill, em Londres, ficou alagada.
Reprodução/Twitter
“Por isso eu decidi trazer consciência para a importância do debate sobre as mudanças climáticas neste momento – na semana anterior, ainda tivemos uma onda de calor em Londres”, afirmou.
Ele disse ainda que espera que com sua ação, de escalar o edifício, possa fazer com que líderes políticos tomem “ações imediatas”.
Esse tipo de atividade, além de perigosa, não é autorizada. No entanto, até a última atualização desta reportagem, a polícia metropolitana de Londres não havia divulgado se investigaria o jovem escalador.

Fonte: G1 Mundo