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Por que a atleta olímpica Krystina Timanovskaya está com medo de voltar para Belarus


A velocista olímpica Krystina Timanovskaya diz temer por sua segurança depois que Belarus tentou forçá-la a voltar para casa. Na quarta-feira, ela deixou o Japão e foi para a Áustria. 4 pontos para entender a fuga de atleta bielorrussa das Olimpíadas e a repressão no país
Os treinadores de Krystina Timanovskaya bateram na porta de seu quarto de hotel na vila olímpica de Tóquio e mandaram que ela fizesse suas malas. A atleta ficou surpresa demais para desobedecer. Em minutos, a bielorrussa estava sendo levada para o aeroporto, onde foi informada que teria que embarcar em um voo de volta para casa. Foi quando ela percebeu que precisava fugir.
Mais cedo naquele dia, Timanovskaya havia sido inscrita em uma corrida de revezamento 4x400m por seus treinadores, embora ela devesse competir no evento feminino de 200m. Ela foi às redes sociais reclamar.
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O vídeo gerou críticas na imprensa estatal, com um canal de televisão oficial dizendo que ela não tinha “espírito de equipe”. O Comitê Olímpico de Belarus afirmou que Timanovskaya era “emocionalmente instável”.
“A primeira decisão que tomei quando me levaram ao aeroporto foi chamar a polícia”, disse Timanovskaya ao programa Newshour, da BBC. “E que meu marido deveria deixar o país o mais rápido possível, porque percebemos que seria perigoso para ele para ficar em Belarus.”
Atleta da Belarus faz críticas aos técnicos em rede social e é retirada das Olimpíadas
A atleta havia criticado as autoridades esportivas e não o governo de Belarus, mas ainda assim Timanovskaya temia enfrentar perseguição no seu país de origem. E ela tem motivos para se preocupar.
Dezenas de milhares de pessoas fugiram do país nos últimos meses, e o chefe de um grupo que ajudava pessoas a deixarem Belarus por questões políticas foi encontrado morto na Ucrânia.
Qual é a situação atual de Belarus?
Belarus é um país autoritário, muitas vezes apelidado de “última ditadura da Europa”, e o último país europeu a ainda ter pena de morte.
Belarus é uma ex-república soviética com a Rússia a leste e a Ucrânia a sul. A norte e a oeste ficam Letónia, Lituânia e Polónia, que são integrantes da União Europeia e da aliança militar OTAN.
Seu presidente, Alexander Lukashenko, está no poder há 27 anos.
5 pontos para entender a crise em Belarus
Formalmente, há uma eleição a cada cinco anos, mas apenas os partidos políticos e grupos leais ao governo têm permissão para existir — qualquer entidade ou pessoa percebida como uma ameaça é perseguida.
No passado, candidatos considerados oponentes do presidente foram presos ou forçados ao exílio.
Não há nem mesmo pesquisas de opinião independentes em Belarus.
Os EUA e a UE pararam de reconhecer os resultados das eleições lá desde os anos 2000.
Protestos e repressão recentes
Em agosto passado, uma candidata da oposição, Svetlana Tikhanovskaya, concorreu contra o presidente Lukashenko. A eleição foi seguida pelos maiores protestos em Belarus desde a independência.
Lukashenko conquistou a vitória com mais de 80% dos votos — número que tanto a oposição quanto os monitores eleitorais ocidentais rejeitaram.
Os ativistas da oposição realizaram sua própria contagem e afirmaram que o presidente obteve apenas 30% dos votos, e Tikhanovskaya, 57%.
Imagem de protesto na Belarus contra o líder Alexander Lukashenko, em 26 de outubro de 2020
Reuters
A eleição foi seguida por meses de protestos em massa e uma greve geral. Em cada manifestação, centenas de pessoas foram detidas, muitas delas por longos períodos.
Centenas de pessoas foram torturadas na prisão — a BBC falou com muitos ex-detidos que descreveram em detalhes as condições desumanas em que foram mantidos.
Muitos, incluindo adolescentes, ficaram com ferimentos que mudaram suas vidas: espinhas e membros quebrados, olhos furados, mandíbulas quebradas e graves lesões cerebrais.
Preso, exilado e desaparecido
Muitos dos oponentes do presidente Lukashenko e, em alguns casos, até seus ex-aliados, acabaram presos ou morreram em circunstâncias suspeitas.
Isso tudo começou no final da década de 1990, logo após Lukashenko chegar ao poder.
O ex-ministro do Interior Yuri Zakahrenko está desaparecido desde 1999, por exemplo.
Mais recentemente, dois dos principais rivais de Lukashenko na campanha presidencial do ano passado, o empresário e youtuber Sergey Tikhanovksy e o banqueiro Viktor Babariko, foram presos.
Foi a esposa de Tikhanovsky, Svetlana, que se assumiu a candidatura presidencial após a prisão de seu marido, apesar de sua falta de experiência política.
Svetlana Tikhanovskaya durante encontro com a comunidade da Belarus na Polônia, em 9 de setembro de 2020
Wojtek Radwanski / AFP
Ela foi forçada a fugir do país após as eleições de 9 de agosto, mas continua fazendo campanha desde então, principalmente a partir da Lituânia.
A chefe de sua campanha eleitoral, Maria Kolesnikova também foi presa, assim como a maioria dos outros membros de um conselho de coordenação da oposição.
Reprimindo a dissidência
No final de 2020, os protestos foram reprimidos.
Mais de 2,5 mil pessoas já foram declaradas culpadas de vários crimes ligados ao extremismo e participação em protestos contra o governo. Outras milhares aguardam julgamento.
Desde o início dos protestos no verão passado, de acordo com as estatísticas oficiais, cerca de 12,5 mil pessoas deixaram Belarus.
Mas as autoridades da vizinha Lituânia afirmam que mais de 70 mil fugiram de Belarus.
Krystina Timanovskaya e seu marido (que fugiu para a Ucrânia) são os últimos a se juntar a eles, embora a atleta nunca tenha sido politicamente ativa e não tenha participado dos protestos antigovernamentais no ano passado.
“Nunca falei sobre política. E mesmo aqui [nas Olimpíadas] não era sobre política, era sobre os erros que nossos treinadores cometeram, então nunca esperei que isso se tornasse um escândalo político.”
Na quarta-feira (04/08), o chefe de um grupo que ajuda pessoas que fugiram de Belarus foi encontrado morto perto de sua casa na Ucrânia.
O corpo de Vitaly Shishov foi encontrado enforcado em um parque em Kiev, um dia depois de ele ter sumido depois de sair para correr. A polícia abriu um inquérito de homicídio.
Shishov dirigia à Casa Bielorrussa na Ucrânia (BHU), um grupo que ajuda pessoas que deixaram Belarus por questões políticas.

Fonte: G1 Mundo

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Casos de Covid-19 no mundo ultrapassam 200 milhões com disseminação da variante delta


Cerca de 10% de todos os casos do mundo foram contágios no Brasil, onde vive 2,7% da população mundial. EUA são o país com o maior número geral de casos. Casos de Covid-19 no mundo ultrapassaram marca de 200 milhões na quarta-feira (4)
Reprodução/Johns Hopkins
Os casos de coronavírus no mundo ultrapassaram os 200 milhões nesta quarta-feira (4), de acordo com os dados da universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos.
Nos últimos meses, a variante delta, que é mais transmissível, acelerou o número de casos. O coronavírus ameaça áreas com níveis baixos de vacinação.
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Veja abaixo quais são os cinco países do mundo com os maiores números de infecções (em milhões de casos):
Estados Unidos: 35,2
Índia: 31,7
Brasil: 19,9
Rússia: 6,2
França: 6,2
Os casos de Covid-19 estão aumentando em pelo menos 83 de 240 países, de acordo com a contagem da agência Reuters. Isso representa um perigo para os sistemas de saúde.
“Embora queiramos desesperadamente acabar com esta pandemia, a Covid-19 claramente não acabou. Então nossa batalha deve durar um pouco mais”, disse Rochelle Walensky, diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, nesta semana.
Oficialmente, pelo menos 2,6% da população mundial foi infectada, mas o número real é provavelmente mais alto, já que o acesso aos testes de Covid-19 são limitados em muitos lugares.
Se o número de pessoas infectadas constituísse um país, ele seria um pouco menor que o Brasil, que tem cerca de 212 milhões de habitantes, de acordo com a estimativa do IBGE.
Contágio se acelerou
Demorou mais de um ano para que os casos de Covid-19 atingissem a marca de 100 milhões, enquanto os próximos 100 milhões foram alcançados em pouco mais de seis meses.
Os países que notificam a maioria dos casos em uma média de sete dias –Estados Unidos, Brasil, Indonésia, Índia e Irã– representam cerca de 38% de todos os casos globais relatados diariamente.
Brasil tem cerca de 10% dos casos de Covid-19 do mundo
Na terça-feira (3), a média móvel de infecções no Brasil está em 33,8 mil, de acordo com o Consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
A média é a menor marca desde 27 de novembro (quando estava em 31.496). Isso representa uma variação de -11% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica estabilidade.
O número total de casos é de 19.985.817 (segundo a JH), o que representa cerca de 10% do total, apesar de ter 2,7% da população mundial.
A média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 956 –a mais baixa desde 16 de janeiro (quando estava em 953). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -18% e aponta tendência de queda.
Vacinação
Cerca de 4,3 bilhões de doses de vacinas já foram dadas. Cerca de 29% da população mundial recebeu pelo menos uma dose, de acordo com a plataforma Our World in Data.
Ritmo de contágio nos EUA
Os Estados Unidos respondem por uma em cada sete infecções registradas em todo o mundo. Os Estados norte-americanos com baixas taxas de vacinação, como Flórida e Louisiana, estão enfrentando um número recorde de pacientes hospitalizados com coronavírus, apesar de o país já ter vacinado 70% dos seus adultos com pelo menos uma dose da vacina.
O chefe de um hospital em Louisiana alertou sobre “dias mais sombrios” pela frente.
Pessoas não vacinadas representam quase 97% dos casos graves, de acordo com a equipe de resposta à Covid-19 da Casa Branca.
A pandemia deixou cerca de 4,4 milhões de mortos.
Na terça-feira, o presidente Joe Biden afirmou que a variante delta é “uma tragédia amplamente evitável, que vai piorar antes de melhorar”.
Em um pronunciamento, ele criticou governadores republicanos – como os do Texas e da Flórida – que estão proibindo que governantes municipais determinem que a população seja obrigada a usar máscaras de proteção novamente.
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Fonte: G1 Mundo

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Macron cita o Brasil como exemplo de país onde as pessoas precisam lutar por vacinas e ajudas do Estado


O chefe de Estado fez comparação entre países e disse que a França tem uma política e uma economia fortes para garantir aos seus cidadãos o acesso à vacina, assim como à assistência estatal. O presidente francês Emmanuel Macron citou o Brasil como exemplo de país onde faltam vacinas e auxílio emergencial para todos
Reprodução/Instagram
Ao responder à uma pergunta nas redes sociais sobre a vacinação contra a Covid-19, na terça-feira (3), o presidente francês Emmanuel Macron comparou a situação da França à do Brasil na luta contra a pandemia.
O chefe de Estado disse que a França tem uma política e uma economia fortes para garantir aos seus cidadãos o acesso à vacina, assim como à assistência estatal. “Em outros países, como no Brasil, as pessoas se manifestam para ter acesso às ajudas e às vacinas”, enfatizou Macron. 
Macron, que vem realizando deste segunda-feira (2) uma campanha de comunicação visando os jovens, particularmente atingidos pela quarta onda da pandemia de Covid-19, grava seus vídeos vestido de forma descontraída, na residência de verão da presidência, no sul da França, onde passa as férias.
O chefe de Estado insiste que as vacinas são a “única arma” contra uma quarta onda de infecções.
Em uma das perguntas, um internauta fala sobre o passaporte sanitário e se, ao tornar o dispositivo obrigatório em várias situações, a França teria se tornado um país liberticida. Macron diz que seria o primeiro a ficar feliz quando a França não precisar mais de passe sanitário, uso de máscaras e distanciamento social, mas avisa que isso ainda não é possível enquanto a epidemia continua.
“Nós estamos lutando contra a quarta onda e é preciso tomar medidas para continuar a salvar vidas”, diz o chefe de Estado. 
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“Se nós não tivéssemos o passaporte sanitário hoje, seríamos obrigados a fechar tudo outra vez, ou seja, colocar restrições para todo mundo. Com o passe sanitário, as restrições são unicamente para aqueles que ainda não estão vacinados, a quem pedimos que façam testes para proteger os outros”, afirma o presidente, que está numa região do país, o Var, onde a taxa de incidência de Covid é de 455 casos para cada 100 mil habitantes, o que antes requereria um toque de recolher, fechar os bares, restaurantes e teatros, entre outras restrições. 
Em seguida, o presidente faz a comparação com o Brasil.
“Nós temos a chance no nosso país de sermos suficientemente fortes e sólidos para indenizarmos as pessoas [que tiveram que parar de trabalhar] , acompanhar os cidadãos e comprar as vacinas. Em outros países, como no Brasil, as pessoas se manifestam para ter acesso às ajudas e às vacinas”, diz Macron, alfinetando indiretamente os franceses que se manifestam contra a vacina ou contra o passaporte sanitário. 
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Fonte: G1 Mundo

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‘Pare de perguntar se a filha é minha porque sou negra e ela é branca’


Quando Ena Miller teve um bebê no ano passado, ela não estava preparada para comentários constantes sobre a aparência de sua filha. E seu caso está longe de ser uma exceção. Ena não estava preparada para lidar com a enxurrada de comentários sobre a cor da pele da sua filha
Acervo pessoal/BBC
Desde o dia em que nasceu, minha filha Bonnie foi julgada pela cor de sua pele.
Depois de ela passar algumas horas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após o parto, finalmente eu pude ficar com meu bebê por alguns momentos.
Mas uma mulher enfiou a cabeça pela porta do quarto do hospital para me perguntar o que eu gostaria de tomar no café da manhã. Antes que eu pudesse responder, ela questionou: “Esse é o seu bebê?”
Eu imaginei que a próxima fala seria um elogio. Algo na linha: “Ele é adorável!” ou “As bochechas são tão rechonchudas!”
Em vez disso, a mulher repetiu: “Esse realmente é seu bebê?”
Seu tom era de surpresa, com uma leve consternação. O uso da palavra “realmente” me preocupou.
“Ela parece tão branca. Olhe para o cabelo, é tão liso. É tão branco…”, continuou a funcionária.
E foi aí que tudo começou: as pessoas que não me conheciam se sentiam à vontade para perguntar se eu era a mãe de Bonnie ou para comentar sobre a cor da pele dela.
Aconteceu no local onde eu acabara de dar à luz. Aconteceria novamente mais tarde, enquanto estivesse fazendo compras, sentada em restaurantes ou visitando amigos.
Eu tenho a pele morena. Meu parceiro é branco. Bonnie é mestiça.
‘Ela é muito branca’
Direto da maternidade, enviei fotos de Bonnie para as pessoas que eu amava e algumas responderam com frases de uma linha, sem nenhum entusiasmo.
‘Ela é mesmo sua filha?’, perguntam a Ena com insistência
Acervo pessoal/BBC
Uma pessoa me escreveu: “Ela é muito branca.”
Outra enviou: “Prefiro a foto que ela parece mais africana.”
“Ela está muito pálida, não é?”, perguntou uma terceira.
Teve um contato que sentiu a necessidade de usar caixa alta: “Ela AINDA é branca.”
Vale explicar que um bebê pode nascer com a pele um ou dois tons mais clara e isso se modifica com o passar do tempo.
Essas frases me machucaram.
Bonnie e eu passamos cinco dias sozinhas no hospital. O parto aconteceu durante a primeira onda da covid-19 e as visitas não eram permitidas. Meu parceiro só conseguia nos ver através das chamadas vídeo do WhatsApp, e isso significava que ele tinha muito tempo para pesquisar na internet e se preocupar com os comentários das pessoas.
Será que elas presumiram que eu não era a mãe de Bonnie? Será que minha filha teria que explicar quem eu era o tempo todo? Todos sempre pensariam que eu era a babá?
Eu não estava preparada para lidar com isso.
‘Por que ela é tão branca?’
Cinco semanas depois de deixarmos o hospital, até uma simples caminhada se tornou desagradável. Um homem apareceu gritando agressivamente: “Por que seu bebê é tão branco?”
Ele nos cercou, muito furioso.
“Por que ela é tão branca? Você arranjou um homem branco? É o que acontece quando você fica com um branco! Olhe para ela, olhe para ela, olhe para ela. Por que ela é tão branca?”
Fiquei chocada, assustada e envergonhada. Eu não conseguia entender porque esse homem, que tinha a mesma cor da minha pele, estava se sentindo tão ofendido.
Na verdade, todos os comentários negativos sobre a cor da pele do meu bebê foram feitos por pessoas que possuem a mesma tonalidade da minha pele. Eu não entendia. Nunca imaginei que famílias mestiças tivessem que passar por isso.
Meu maior arrependimento foi não ter defendido minha família naquele momento. Nunca disse nada. Afastei-me desse estranho furioso, contendo minhas lágrimas até chegar à segurança de minha própria casa.
Nunca falei sobre o impacto que isso teve em mim, até conhecer Wendy.
Wendy Lopez tem 60 anos, mora no sul de Londres, no Reino Unido, e tenta não levar a vida muito a sério.
Há 28 anos, ela teve Olívia. Uma amiga chegou a ligar para a maternidade onde Wendy acabara de dar à luz, na Guiana, para verificar se o bebê era negro ou branco.
Wendy ri enquanto conta essa história. É assim que ela lida com as coisas.
Olívia tinha cabelos castanhos, mas com “grandes cachos loiros” na frente.
“Era como se ela fosse ao salão e alguém tivesse enrolado seu cabelo”, descreve Wendy.
Um médico perguntou a Wendy se havia “brancos na família” e ela explicou que o pai de Olívia era branco.
Mas o especialista rebateu: “Há brancos em sua família e é por isso que Olivia é tão pálida.”
“Eu pensei: ‘Por que você está me falando tudo isso?'”, lembra Wendy.
“Em todas as consultas você fica falando para as outras mães sobre a cor de pele dos filhos? Aposto que não.”
‘Repudiei minha filha por medo’
Wendy admite que sua mãe não aprovava a cor da pele da neta e ocasionalmente se referia a ela como “a garota branca”, mas ela sentiu que poderia lidar com isso. Era mais difícil quando os comentários vinham de estranhos.
Ela se lembra de um incidente que foi particularmente perturbador. Wendy estava com Olivia no carrinho de bebê e iria fazer as compras semanais em Deptford, um distrito no sul de Londres, quando passou por três homens negros parados do lado de fora de um pub.
“Um deles veio até mim. Ele olhou para Olívia e perguntou: ‘Essa é sua filha?'”
“E eu disse não.”
“Basicamente, eu repudiei minha filha, mas acho que faria o mesmo de novo.”
“Não me arrependo. Me senti ameaçada. Fiquei com medo. Senti pelo cheiro que aquele homem tinha bebido. Pensei que ele poderia nos espancar”, diz Wendy.
“Naquela época, não parecia bom mulheres negras ficarem com homens brancos.”
Hoje em dia, as pessoas tendem a mostrar desaprovação de outras maneiras. E Wendy não fica mais quieta, até porque Olivia tem um distúrbio de aprendizagem e não consegue se defender.
“Fui tomar a vacina contra a covid-19 há alguns meses e a enfermeira me perguntou se eu cuidava de Olivia. Quando eu disse que era mãe dela, a profissional perguntou se eu realmente tinha dado à luz”, disse Wendy.
“Não posso deixar as pessoas me falarem esse tipo de coisas.”
Ela considera comentários como esse um ataque a quem Olívia é, e que, se sua filha pudesse, “ela estaria dizendo às pessoas para deixá-la em paz”.
“Meu pai é branco e minha mãe é negra, ponto final.”, poderia responder a menina, segundo o raciocínio e as expectativas de minha amiga.
Eu disse a Wendy algo que tem me incomodado por um tempo. Será que somos muito sensíveis a esse tipo de comentário e não deveríamos nos afetar tanto?
“É isso que todo mundo que não está nesta situação vai dizer. ‘Você é muito sensível. Vamos lá, não foi isso que quiseram te dizer'”, diz, apertando as mãos.
Mas, depois de 14 meses, eu estou cansada de ter que confirmar constantemente que esse lindo ser que tenho nos meus braços é minha filha.
“Estamos no século 21. Você poderia pensar que as pessoas avançaram um pouco, mas não parece”, diz Fariba Soetan, que possui um blog sobre a criação de filhos mestiços.
Fariba tem 41 anos e é metade iraniana, metade inglesa. O marido dela é nigeriano e eles têm três filhas de 6, 8 e 10 anos.
“Fiquei realmente apavorada com os comentários que nos fizeram sobre ter três meninas com tons de pele diferentes”, diz.
“Já posso antecipar as experiências que minhas filhas terão, dependendo de como são percebidas na sociedade.”
Um incidente no ano passado realmente a incomodou. Fariba estava pegando uma de suas filhas após uma aula no norte de Londres.
“Dei um abraço nela e uma das garotas da turma disse: ‘Essa é sua filha?'”
“Eu disse que sim’. E ela respondeu: ‘Você ainda a ama, embora ela seja dessa cor?'”
“Minha filha teve que escutar uma frase dessas”, lamenta Fariba, tentando não chorar.
Mas escrever sobre esse tema no blog ajuda. “Sinto que causo um impacto. Não estou apenas sofrendo, mas fazendo algo a respeito.”
Como mãe de primeira viagem, quero que Fariba me garanta que tudo isso é apenas uma fase e que a curiosidade das pessoas vai passar.
Infelizmente, a realidade não é bem essa…
“Muitas vezes, os comentários acontecem depois das férias, principalmente com a minha filha mais velha, que é a mais morena”, responde Fariba.
“São frases do tipo: ‘Ela é bastante bronzeada’ ou ‘Ela parece bem morena’. É como se estivessem questionando se eu gostaria que minha filha não tivesse esse tom de pele.”
“Certamente, parte desses comentários a afetou. Ela não quer ficar muito escura porque há sempre algo negativo associado a isso.”
Nesse exato momento, Asha, de quem estamos falando, cruza o jardim e vem em nossa direção. Ela acabou de voltar da aula de ginástica e ainda está cheia de energia. A menina quer me mostrar seus livros favoritos, sobre cabelos cacheados e como ser uma bailarina negra famosa.
“Às vezes eu olho para as pessoas na rua e me pergunto se elas acham que eu e meus pais somos da mesma família”, diz Asha.
Ela então encontrou uma solução criativa.
“Eu descrevo minha família como se fossem sabores de sorvete. Eu sou caramelo. Mamãe é baunilha. Papai é chocolate. Minha irmã mais velha é doce de leite e minha irmãzinha é café com leite.”
“É melhor pensar neles dessa forma, em vez de dizer que alguém é mais claro ou muito mais escuro do que eu.”
“Quero nos comparar usando coisas deliciosas. Coisas que as pessoas amam, como sorvete. Somos uma família e não devemos ser julgados.”
Enquanto Asha sai dançando, Fariba me diz que espera que figuras como Meghan Markle e Kamala Harris, a vice-presidente dos Estados Unidos, incentivem as pessoas a reexaminar preconceitos sobre a cor da pele.
“Espero que algo mude. Acho que devemos manter essa esperança.”
Algumas semanas depois de conhecer Wendy, ela me mandou uma mensagem para seguir com a nossa conversa.
“Espero que tudo corra bem”, escreveu. “Esqueci de dizer: seja feliz com sua filha, porque esses anos preciosos vão passar voando.”
Eis um conselho que pretendo seguir pelo resto da minha vida.
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Fonte: G1 Mundo

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Natal em agosto: cidade na Espanha começa a decoração com meses de antecedência


Prefeito de Vigo, na região norte do país, anunciou o início da temporada natalina ainda durante o verão europeu para tentar recuperar as perdas do comércio e turismo após mais de um ano de pandemia. Prefeito de Vigo, Abel Caballero, dá início às decorações natalinas na cidade do norte da Espanha ainda em agosto de 2021
Prefeitura de Vigo
Uma cidade no norte da Espanha resolveu adiantar o relógio para tentar recuperar as perdas do comércio e turismo durante a pandemia com o Natal a partir de agosto.
O prefeito de Vigo, na Galícia, deu início nesta quarta-feira (4) às instalações das tradicionais decorações natalinas: “Nova York que se cuide”, brincou Abel Baballero em meio a lâmpadas de LED.
Ele ainda anunciou a criação de uma rota turística especial que vai tentar impulsionar o turismo regional após mais de um ano de perdas pela Covid-19.
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O Natal antecipado de Maduro, na Venezuela, em outubro
O turismo é parte importante da economia espanhola e representa cerca de 12,4% do seu Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Apenas no ano passado, a Espanha deixou de receber mais de 65 milhões de turistas, uma perda de 77% para o setor no país considerado o 2º maior destino turístico do mundo – atrás apenas da França.
Caballero afirmou acreditar que a população do país estará completamente vacinada até o período tradicional de festas e poderá “voltar ao normal” antes do fim do ano.
Até o momento, a Espanha já aplicou mais de 57 milhões de doses e ao menos 59% da sua população adulta já recebeu a proteção completa contra a Covid-19, segundo a plataforma Our World in Data.
Brasileiros na Espanha
A partir de 3 de agosto, a Espanha liberou a entrada de brasileiros totalmente vacinados que sejam membros da família de cidadãos espanhóis e portadores de vistos de longa duração, inclusive estudantes.
Familiares de residentes estrangeiros de fora da União Europeia ainda não podem entrar na Espanha.
O país europeu estabeleceu uma quarentena obrigatória de dez dias para todos os passageiros procedentes de países considerados de alto risco, como o Brasil, que desembarcam na Espanha.
Além disso, eles terão que apresentar um teste negativo de PCR. As viagens de turistas brasileiros ainda não estão permitidas, mesmo que o passageiro esteja totalmente vacinado.

Fonte: G1 Mundo

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Medalhista de ouro Elaine Thompson-Herah foi bloqueada do Instagram por engano


Mulher mais rápida do mundo, que já levou dois ouros em Tóquio, postou vídeos de suas vitórias na rede social. Facebook disse que apenas a remoção das imagens deveria ser feita, não o bloqueio. Medalhista de ouro em Tóquio, nos 100 e 200 m no atletismo, Thompson-Herah teve sua conta suspensa no Instagram por engano
Lindsey Wasson/Reutes
A medalhista de ouro Elaine Thompson-Herah, a mulher mais rápida do mundo, teve sua conta no Instagram bloqueada por engano.
“Fui bloqueado no Instagram por postar as corridas das Olimpíadas porque não tinha o direito de fazê-lo”, disse a jamaicana.
Era esperado que a conta levasse dois dias para voltar ao ar, depois se ser bloqueada na terça (3), mas o perfil da corredora já foi recuperado.
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Um porta-voz do Facebook disse mais depois que, embora o conteúdo dos vídeos tenha sido removido, a suspensão foi aplicada de maneira incorreta, de acordo com informações da agência Reuters.
A velocista jamaicana defendeu os títulos conquistados na Rio 2016 nas duas corridas em Tóquio, acumulando quatro ouros olímpicos nos dois Jogos.
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Remoção de vídeos é automática
O Comitê Olímpico Internacional (COI) disse que a retirada de conteúdo sem autorização das redes sociais é um processo automático.
“As Emissoras Detentoras dos Direitos (RHBs) detêm os direitos exclusivos de transmissão dos Jogos Olímpicos”, disse o COI à Reuters.
Saiba tudo sobre o fenômeno Douglas nas redes…
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Japão tem até privada que ‘canta’:
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Fonte: G1 Mundo

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Obama cancela festa de aniversário por causa do avanço da variante delta


Ex-presidente americano completa 60 anos nesta quarta-feira (4) e havia anunciado uma grande celebração para o próximo sábado. Barack Obama cancela festa de 60 anos por causa do avanço da variante delta do coronavírus
O ex-presidente americano Barack Obama, que completa 60 anos nesta quarta-feira (4), vai cancelar sua festa de aniversário por causa do avanço da variante delta do coronavírus nos Estados Unidos.
Ele anunciou há alguns meses que faria uma grande celebração no próximo sábado (7), mas a festa, devido aos números da pandemia no país, gerou críticas principalmente de seus opositores.
O comunicado da equipe de Obama diz que a festa foi cancela por causa do aumento da contaminação pela variante.
Esta festa vinha sendo planejada há meses, mas na época em que a comemoração foi pensada os EUA estavam em outra situação.
O número novos casos de Covid-19 diários eram mais baixos, o número de mortes também mais baixos.
E agora o país registrou um aumento de 140% na média móvel de novos casos na comparação com duas semanas atrás, e também um aumento de 50% na média móvel de mortes.
O presidente Joe Biden fez um pronunciamento sobre a importância da vacinação onde cita um estudo que diz que 99% das mortes por Covid-19 nos EUA foram de pessoas não vacinadas.
Mas voltando a falar da festa do Obama, ela estava planejada para ser o ar livre, cumpriria com recomendações de segurança das autoridades de saúde e teria até um responsável por cuidar desses protocolos, segundo informações da imprensa americana.
Na lista de convidados centenas de pessoas entre elas estariam o ator George Clooney e a apresentadora Oprah Winfrey. Alguns dos convidados já estariam até a caminho do local – que é uma ilha no estado de Massachusetts, destino bastante tradicional de férias de presidentes americanos.
Barack Obama precisou cancelar seus planos de oferecer uma grande festa pelos seus 60 anos no fim de semana, reduzindo a a lista de centenas de convidados devido à propagação da variante Delta do coronavírus, anunciou uma porta-voz do ex-presidente americano nesta quarta-feira (4).
“O evento ao ar livre estava planejado há meses, com todas as precauções pela covid de pé”, disse Hannah Hankins em um comunicado, um dia depois de a comemoração ser criticada, especialmente por conservadores.
“Devido à nova propagação da variante Delta na última semana, o presidente e a senhora Obama decidiram reduzir consideravelmente o evento para incluir somente a família e amigos próximos”, disse Jenkins.
A comemoração está prevista para sábado na exclusiva ilha de Martha’s Vineyard, no estado de Massachusetts, na costa nordeste dos Estados Unidos, e esperava-se a presença de centenas ex-funcionários dos governos de Obama, doadores democratas e celebridades, incluindo George Clooney, Steven Spielberg e Oprah Winfrey, segundo o jornal The Washington Post.
Obama discursa em comício da campanha de Joe Biden, na Filadélfia, na tarde desta quarta-feira (21).
REUTERS/Kevin Lamarque
De acordo com a mídia, o evento acontecerá ao ar livre em um terreno em frente ao mar, cumprindo todas as regras dos Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças, portanto todos os convidados deverão estar vacinados e apresentar um resultado negativo no teste de covid.
Ainda assim, os conservadores criticaram o ex-presidente.
O congressista republicano Jim Jordan, leal ao sucessor de Obama, Donald Trump, ironizou no Twitter que “se fosse a festa de aniversário do presidente Trump” eles denunciariam um “perigoso evento superpropagador” do vírus e concluiriam que os organizadores dessa reunião “matam pessoas”.
“Existe uma exceção para as festas que contam com a presença de celebridades liberais com dinheiro?”, questionou a líder do Partido Republicano, Ronna McDaniel.
O presidente Joe Biden, que foi oito anos vice-presidente de Obama, não confirmou presença na festa de sábado.
Durante o mandato do republicano Trump, vários eventos com público sem máscara foram realizados na Casa Branca ou atos de campanha eleitoral, quando a epidemia estava mais severa e a vacinação não havia sequer começado.

Fonte: G1 Mundo

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OMS pede interrupção de aplicação de doses de reforço de vacina contra Covid-19


A ideia é permitir que pelo menos 10% da população de cada país seja vacinada antes que países ricos comecem a aplicar a terceira dose, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Ministro da Saúde confirma estudo sobre a necessidade de terceira dose da CoronaVac
A Organização Mundial da Saúde (OMS) está pedindo uma moratória sobre as doses de reforço da vacina contra a Covid-19 até pelo menos final de setembro, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta quarta-feira (4).
A ideia é permitir que pelo menos 10% da população de cada país seja vacinada, disse Tedros.
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Diretor-chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante reunião em Genebra em 24 de maio
Laurent Gillieron/Pool via Reuters/Arquivp
O apelo para interromper a distribuição de doses reforço da vacina contra a Covid-19 é o mais forte já feito pela agência da ONU, à medida que a lacuna entre as taxas de imunização em países ricos e pobres aumenta.
VÍDEO: ‘Há uma probabilidade grande de que a gente tenha que dar um reforço’, diz coordenador de estudos da Pfizer
“Entendo a preocupação de todos os governos em proteger seu povo da variante Delta. Mas não podemos aceitar países que já usaram a maior parte do fornecimento global de vacinas usando ainda mais”, acrescentou Tedros.
Os países mais ricos administraram cerca de 50 doses para cada 100 pessoas em maio, e esse número dobrou desde então, de acordo com a OMS. Os países de baixa renda só conseguiram administrar 1,5 dose para cada 100 pessoas, devido à falta de insumos.
“Precisamos de uma reversão urgente: da maioria das vacinas que estão indo para países de alta renda, irem para países de baixa renda”, disse Tedros.
Alguns países começaram a usar ou discutir a necessidade de doses de reforço.
Na semana passada, o presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu uma terceira dose da vacina contra o coronavírus, dando início a uma campanha para oferecer doses de reforço a pessoas com mais de 60 anos no país.
A Alemanha anunciou na segunda-feira que em setembro começará a oferecer uma dose de reforço a pessoas vulneráveis. Os Emirados Árabes Unidos também começarão a fornecer uma injeção de reforço a todas as pessoas totalmente vacinadas consideradas de alto risco, três meses após a segunda dose da vacina, e seis meses para outras.
Em julho, os Estados Unidos assinaram um acordo com a Pfizer e a parceira alemã BioNTech para comprar 200 milhões de doses adicionais de suas vacinas contra Covid-19 para ajudar na vacinação pediátrica, bem como possíveis doses de reforço.
Os reguladores de saúde dos EUA ainda estão avaliando a necessidade de uma dose de reforço.
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Fonte: G1 Mundo

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Capital da Índia ordena inquérito judicial após estupro e assassinato de menina de 9 anos


Segundo a polícia, a menina foi morta após ir buscar água em um crematório perto de sua casa. Manifestantes com os olhos vendados participam de um protesto em Nova Deli, na Índia, em solidariedade às vítimas de estupros e em oposição à violência contra a mulher em 2019
Adnan Abidi/Reuters
O ministro-chefe da capital da Índia, Nova Délhi, ordenou nesta quarta-feira (4) um inquérito conduzido por um juiz depois que uma menina de nove anos foi supostamente estuprada e assassinada, o que gerou dias de protestos e um novo debate acerca do problema da violência sexual no país.
Veja uma reportagem de 2018 sobre uma onda de estupros no país.
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A polícia alegou que a menina foi morta após ir buscar água em um crematório perto de sua casa em uma área de acantonamento da cidade, no domingo. Sua família disse à mídia que os criminosos cremaram seu corpo contra a vontade deles.
Quatro homens foram presos envolvidos no assassinato da garota, disse Ingit Pratap Singh, um importante policial do sudoeste da capital onde o suposto crime ocorreu.
Os quatro indivíduos são acusados ​​de estupro, assassinato e intimidação criminosa, disse o policial. Os acusados não estavam disponíveis para comentar e a Reuters não conseguiu determinar se eles contrataram advogados.
Centenas de pessoas têm protestado desde o incidente, bloqueando estradas e exigindo responsabilização pela morte.
Arvind Kejriwal, chefe do governo provincial de Délhi, que também lidera um partido de oposição, solicitou uma revisão judicial do caso.
Ele não explicou por que ordenou a revisão, mas pediu que o governo central aja contra o crime e um líder da oposição pediu justiça para a menina.
“Os melhores advogados serão contratados para punir os culpados”, disse Kejriwal no Twitter.
Caso de 2012
A segurança de mulheres e meninas tem sido uma questão política importante na Índia desde o estupro coletivo e assassinato de uma estudante de 23 anos em um ônibus em Délhi, em 2012, que chocou o mundo.
Mais de 32 mil estupros foram registrados na Índia em 2019, de acordo com dados mais recentes do governo –quase quatro por hora– embora especialistas digam que esses números são provavelmente muito conservadores devido ao estigma envolvido.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO E FOTOS de um ano da explosão em Beirute: veja como está o porto hoje


Ainda é possível ver os danos que a explosão causou em Beirute —o porto ainda parece um local de guerra, onde há silos destruídos. VÍDEO: Veja imagens do antes, depois e um ano após explosão em Beirute
Mais de 200 pessoas morreram e 6 mil ficaram feridas em uma explosão no porto de Beirute, no Líbano, que completa um ano nesta quarta-feira (4).
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A explosão foi causada por nitrato de amônia que estava armazenado sem a devida segurança no porto durante ano.
Nenhum dirigente de governo chegou a ser penalizado pela explosão. A investigação parou de progredir depois que pedidos para levantar dados sobre políticos.
VÍDEO: Drone mostra destruição em porto no Líbano um ano após explosão
As famílias das vítimas têm feito protestos em que pedem justiça.
Ainda é possível ver os danos que a explosão causou em Beirute —o porto ainda parece um local de guerra, onde há silos destruídos.
Veja abaixo fotos de alguns locais atingidos: há imagens feitas dias após o acidente e atuais.
Na esquerda, imagem dias após a explosão no porto de Beirute, e na direita, imagem de 2021
Mohamed Azakir/Reuters
Montagem com imagens de 2020 (esquerda) e de 2021 (direito) perto do local onde houve uma explosão no Líbano
Aziz Taher/Reuters
Região do porto de Beirute, no Líbano, logo após a explosão (esquerda) e em 2021 (direita)
Mohamed Azakir/Reuters
Restaurante danificado pela explosão no porto de Beirute, no Líbano, em 2020 (esquerda) e em 2021 (direita)
Aziz Taher/Reuters
Silo de armazenamento de grãos no porto do Líbano; a primeira imagem foi feita dias após a explosão no local, e a segunda, em 2021
Mohamed Azakir/Reuters
Bar que foi atingido por explosão no porto de Beirute, no Líbano; imagem da esquerda mostra local logo após o acidente, e a da direita, em 2021
Mohamed Azakir/Reuters
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Fonte: G1 Mundo