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Indonésia ultrapassa marca de 100 mil mortes de Covid-19


As mortes aumentaram 1.747 e chegaram a 100.636, mas especialistas de saúde pública acreditam que o verdadeiro número provavelmente é muito maior. Indonésia é o primeiro país em número de mortes por dia de Covid-19
A Indonésia registrou o marco sombrio de mais de 100 mil mortes por Covid-19 nesta quarta-feira, mostraram dados do Ministério da Saúde do país, e recentemente a nação do sudeste asiático passou a responder por um de cada cinco óbitos causados pela doença no mundo.
Fila para receber vacina na cidade de Medan, na Indonésia, em 4 de agosto de 2021
Fransisco Carolio/Reuters
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A Indonésia enfrentou uma onda de infecções e mortes por coronavírus impulsionada pela variante delta, que é altamente contagiosa, no último mês, e se transforma rapidamente no epicentro do coronavírus na Ásia.
Também nesta quarta-feira, os dados revelaram que o número total de infecções da Indonésia atingiu 3,53 milhões, enquanto as mortes aumentaram 1.747 e chegaram a 100.636, mas especialistas de saúde pública acreditam que o verdadeiro número provavelmente é muito maior.
“A Indonésia precisa de uma auditoria abrangente das mortes por Covid”, opinou Defriman Djafri, epidemiologista da Universidade Andalas de Padang, em Sumatra Ocidental, citando uma reação insuficiente do sistema de saúde.
Atrasos em tratamentos hospitalares que podem ter causado mortes de Covid-19 evitáveis e a taxa de comorbidade deveriam ser investigados, acrescentou ele.
O número de mortes pelo coronavírus da Indonésia era de cerca de 50 mil no final de maio, o que significa que dobraram desde então.
A insuficiência de exames e rastreamentos exacerba ainda mais a taxa de óbitos, disse Masdalina Pane, da Associação de Epidemiologistas da Indonésia.
“Pacientes chegam ao hospital em estado grave ou crítico”, disse ela, acrescentando: “Eles chegam ao hospital para morrer.”
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Fonte: G1 Mundo

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Na China, onde há uma nova onda de contágios por coronavírus, viagens são restringidas


O país registrou 71 casos locais nesta quarta-feira, o nível mais alto desde janeiro. Governo da China anuncia novo surto de covid no país
A China anunciou, nesta quarta-feira (4), que impôs restrições a seus cidadãos que viajarem para o exterior em meio a uma nova onda de contágios por Covid-19 no país.
Profissional da saúde recolhe material para teste de Covid-19 em Pequim, em 4 de agosto de 2021
Jade Gao / AFP
Os serviços de imigração deixarão de expedir passaportes e outros documentos necessários para viajar para fora do país, “a menos que haja uma razão imperiosa”, disse Liu Haitao, do escritório de imigração, à imprensa.
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O país tenta conter seu maior surto de coronavírus em meses, agravado pela disseminação da variante delta no país. Milhões de pessoas voltaram ao confinamento desde segunda-feira (2). Além das restrições a viagens, o país aposta em testes em massa para conter o retorno da pandemia.
O país registrou 71 casos locais nesta quarta-feira, o nível mais alto desde janeiro.
Profissional de saúde coleta material para teste de Covid-19 na cidade de Zhengzhou, na China, em 2 de agosto de 2021
Cnsphoto Via Reuters
Histórico da China contra a Covid-19
Enquanto o resto do mundo lutava contra a pandemia que levou mais de 4 milhões de vidas globalmente, a China obteve um sucesso relativo na luta contra a Covid-19 que permitiu que sua economia se recuperasse e a vida das pessoas voltasse ao normal.
Esse último surto ameaça os bons resultados da China. Desde julho, foram identificados quase 500 casos locais. O novo surto infeccioso foi detectado inicialmente entre os trabalhadores de limpeza no aeroporto de Nanjing.
Nanjing testou seus 9,2 milhões de residentes. Academias e cinemas foram fechados.
A cidade de Wuhan, onde o vírus foi descoberto em 2019, registrou esta semana suas primeiras infecções locais em mais de um ano. Na terça-feira anunciou que submeteria seus 11 milhões de residentes a testes de PCR.
Longas filas de moradores esperavam em frente às estações de teste no calor do verão, enquanto os profissionais de saúde coletavam as amostras.
A cidade turística de Zhangjiajie, na província central de Hunan, anunciou na terça-feira que ninguém teria permissão para deixar a cidade após a detecção de um surto de contaminações.

Fonte: G1 Mundo

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Talibã: mapas mostram que grupo já retomou metade do Afeganistão após saída dos EUA


Investigação da BBC mostra como militantes têm presença cada vez mais forte em todo o país. Talibã está se aproximando de centros urbanos afegãos em meio à retirada das tropas dos EUA
EPA via BBC
O Talibã conquistou mais territórios no Afeganistão nos últimos dois meses do que em qualquer momento desde que o grupo foi retirado do poder, em 2001.
O mapa de controle do Afeganistão tem passado por constantes transformações nos últimos 20 anos. Nas imagens a seguir, observamos as mudanças sobre quem controla quais áreas no país.
Nas últimas semanas, o Talibã parece encorajado pela saída progressiva das tropas dos EUA e vem tomando muitos distritos das mãos de forças governamentais.
Quem controla o Afeanistão? O governo ou o Talibã?
BBC
Investigação do serviço afegão da BBC mostra que militantes radicais muçulmanos agora têm forte presença em todo o país, incluindo províncias do norte, nordeste e centro, como Ghazni e Maidan Wardak.
Eles também estão se aproximando de grandes cidades como Kunduz, Herat, Kandahar e Lashkar Gah.
O termo “controle” se refere aos distritos onde o centro administrativo, a sede da polícia e todas as outras instituições governamentais são controladas pelo Talibã.
Tropas dos Estados Unidos, de seus aliados na região e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) retiraram o Talibã do poder em novembro de 2001. À época, o grupo protegia Osama bin Laden e outras lideranças da Al-Qaeda ligadas aos ataques de 11 de setembro de 2001, nos EUA.
Apesar da presença internacional contínua na região e de bilhões de dólares em apoio e treinamento às forças do governo afegão, o Talibã se reagrupou e recuperou gradualmente seu poder em áreas mais remotas.
Suas principais áreas de influência ficavam ao redor de pontos tradicionais no sul e no sudoeste: as províncias do norte de Helmand, Kandahar, Uruzgan e Zabul. Além destas, também eram presentes nas colinas Faryab, no norte, e as montanhas Badakhshan, no nordeste.
Uma investigação da BBC em 2017 mostrou que, enquanto tinha controle total de vários distritos, o Talebã também era ativo em diversas outras partes do país, organizando ataques semanais ou mensais em determinadas áreas e sugerindo uma força significativamente maior do que estimativas anteriores.
Em torno de 15 milhões de pessoas, ou metade da população, viviam em áreas controladas pelo Talibã ou onde o Talibã era abertamente presente, lançando ataques regulares contra forças do governo.
O Talibã está ganhando terreno?
Embora os talibãs tenham agora mais controle do que nunca desde 2001, a situação tem mudado.
O governo se viu obrigado a abandonar alguns centros administrativos, onde não conseguiu resistir à pressão do Talibã. Outros territórios foram tomados à força pelos militantes.
Mas, sempre que o governo conseguiu reorganizar suas forças ou reunir milícias locais, conseguiu recuperou parte das áreas que haviam sido perdidas (nos locais não recuperados, ainda há confronto entre os dois lados).
Embora a maioria das tropas americanas tenha partido em junho, um grupo menor permanece em Cabul e a Força Aérea dos EUA realizou ataques aéreos contra posições do Talibã nos últimos dias.
As forças do governo afegão controlam principalmente as cidades e distritos localizados nas planícies ou nos vales dos rios, locais onde também vive a maioria da população.
As áreas onde o Talibã é mais forte são escassamente povoadas, muitas com menos de 50 pessoas por quilômetro quadrado.
O governo diz que enviou reforços a todas as grandes cidades ameaçadas pelo Talibã e impôs toque de recolher noturno de um mês em quase todo o país, em uma tentativa de impedir que o Talibã invada cidades.
Embora pareça estar se aproximando de cidades como Herat e Kandahar, o Talibã ainda não conquistou nenhuma delas.
No entanto, este avanço no terreno fortalece sua posição em negociações e também gera receita na forma de impostos e material de guerra recolhido em combates.
Um número recorde de civis morreu como resultado do conflito no primeiro semestre deste ano.
A ONU atribui a maioria das 1.600 mortes de civis ao Talibã e outros grupos antigovernamentais.
Os confrontos também obrigaram muitas pessoas a abandonarem as suas casas: cerca de 300 mil foram deslocadas desde o início do ano.
A ACNUR, agência da ONU para refugiados, afirma que uma nova onda de deslocamentos internos nas províncias de Badakhshan, Kunduz, Balkh, Baghlan e Takhar ocorre em um momento em que o Talibã conquista grandes áreas em territórios rurais.
Enquanto algumas pessoas fogem para aldeias ou distritos vizinhos e voltam para casa dias depois, outras permanecem deslocadas por algum tempo.
A agência de notícias AFP informou que as ofensivas do Talibã também levaram refugiados afegãos e tropas do governo a cruzarem a fronteira com o Tadjiquistão.
Acredita-se que o Talibã também controle diversas passagens importantes na fronteira do país, incluindo Spin Boldak, uma importante porta de entrada para o Paquistão.
O Talibã agora cobra taxas alfandegárias sobre as mercadorias que entram no país por meio destas passagens de fronteira controladas, embora os valores exatos não sejam claros, uma vez que o volume do comércio caiu como resultado dos combates.
Como exemplo, a travessia de Islam Qala, na fronteira com o Irã, é capaz de gerar mais de 20 milhões de dólares por mês.
A interrupção do fluxo de importações e exportações tem afetado os preços de bens essenciais nos mercados, principalmente combustíveis e alimentos.
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Fonte: G1 Mundo

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Covid-19: o lugar dos EUA onde rejeição à vacina é alta, apesar das UTIs lotadas


Acompanhamos um hospital lotado em Baxter, Arkansas, onde a taxa de vacinação é uma das menores dos EUA Americano não vacinado contra a Covid-19 que pegou a doença e está hospitalizado no condado de Baxter, no Arkansas, um dos lugares com baixa taxa de imunização dos Estados Unidos
Reprodução/BBC
Nos Estados Unidos, as taxas de infecção por coronavírus estão aumentando em todos os estados. Os motivos para isso são a variante delta e o grande número de americanos que ainda não se vacinaram.
Nesta reportagem, acompanhamos um hospital lotado em um dos maiores focos de infecção por covid-19 nos EUA: o condado de Baxter, no Arkansas. Lá também é um lugares com a menor taxa de vacinação do país – apenas 33%.
Mas será que essa situação fará com que os americanos não vacinados mudem de ideia? Confira no vídeo.

Fonte: G1 Mundo

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Conselheiro de Segurança dos EUA vem ao Brasil para visita com foco nas mudanças climáticas


Comitiva de Jake Sullivan desembarca no Brasil na próxima quinta-feira (5). Esta será a primeira vez que um representante do governo de Joe Biden se encontrará com o presidente Jair Bolsonaro. Conselheiro de Segurança Nacional do governo dos Estados Unidos, Jake Sullivan, em foto de arquivo
Leah Millis/Reuters
O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, chega ao Brasil na próxima quinta-feira (5) para uma visita à região com foco na Amazônia e mudanças climáticas. Esta é a 1ª vez que um representante do governo de Joe Biden vai se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro.
Além de encontro com o presidente brasileiro e com o governo brasileiro, Sullivan vai se encontrar com governadores da região da Amazônia para dar continuidade às conversas iniciadas pelo enviado especial do governo americano sobre o Clima, John Kerry, na semana passada.
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Kerry coordenou uma conversa com o grupo dos governadores brasileiros da Região Norte para tratar de possíveis financiamentos americanos para programas estaduais voltados para combater o desmatamento ilegal.
Uma alta autoridade do governo americano disse em entrevista à TV Globo que os temas ambientais são uma prioridade para o presidente dos EUA na região, e que o Brasil é um “líder natural sobre o tema”.
“Quando se trata do clima, o Brasil é um líder natural sobre o tema”, afirmou a autoridade americana. “Eu acredito que vamos oferecer o apoio necessário para que o Brasil ocupe essa posição.”
Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque Amazônia Floresta Amapá
Facebook/Reprodução
Abertura com Bolsonaro
Além das reuniões com os governadores, a agenda da visita prevê um encontro com o presidente Jair Bolsonaro – o primeiro desta Casa Branca com o brasileiro – e com os ministros das Relações Exteriores e da Defesa.
O presidente americano Joe Biden não manteve – até o momento – nenhuma conversa direta com o mandatário brasileiro em mais de seis meses de governo. E segundo a autoridade americana, o contato não deverá acontecer durante a visita oficial.
“Pela minha experiência, quando o presidente Biden se encontra com um líder estrangeiro, ele quer levar resultados concretos. E isso poderá vir de uma recomendação do conselheiro de segurança nacional quando ele retornar.”
Bolsonaro em 27 de julho
REUTERS/Adriano Machado
Perguntado sobre a abertura de um inquérito administrativo sobre ataques à legitimidade das eleições pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a autoridade do governo americano afirmou que estão preparados para “ter esse tipo de conversa” com aliados.
“Quando conversarmos com o ministro das Relações Exteriores ou com Bolsonaro, vamos compartilhar nossas perspectivas sobre nossa política em relação à democracia”, afirma o americano.
“Se nós quisermos ter credibilidade ao criticar o regime cubano e a forma com que desrespeita os direitos humanos de pessoas que querem apenas a liberdade e direitos fundamentais, precisamos também ter esse tipo de conversa com nossos aliados próximos”, diz a autoridade.
Manifestantes favoráveis ao governo de Cuba durante ato em 11 de julho de 2021
Yamil Lage/AFP
‘Estabilidade regional’
A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca disse em um comunicado que visita da delegação pretende “fortalecer a parceria estratégica” entre EUA e Brasil, melhorar a estabilidade regional e ajudar a abrir caminho para a recuperação da pandemia da Covid-19.
Apoio para entrada na OCDE
Na entrevista, a alta autoridade americana afirmou pela primeira vez que o governo Biden manterá a posição da gestão do republicano Donald Trump em apoiar a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Por que o Brasil quer entrar na OCDE?
“Essa é uma prioridade que o Brasil levantou. Nós já comunicamos a eles [governo brasileiro] que seguiremos apoiando sua entrada na OCDE”, diz a autoridade. “Eu acho que não só o Brasil, mas a OCDE também se beneficiaria muito em ter um país como esse dentro da organização.”
Mais vacinas para o Brasil
A autoridade americana também afirmou que os EUA preparam a doação de uma nova leva de vacinas para o Brasil e outros países da região. No entanto, não disse para quando está previsto o envio dos novos lotes de imunizantes e nem as quantidades disponibilizadas.
“O impacto da pandemia tanto no Brasil como na Argentina, é bastante significante”, afirma. “Estamos bastante focados nestes dois países, e também em apoiar o sistema de saúde brasileiro com o envio de mais vacinas.”
O Brasil já recebeu parte das cerca de 110 milhões de doses distribuídas pelos EUA para mais de 60 países em todo o mundo. Em junho os EUA doaram mais de 3 milhões do imunizante da Janssen de dose única ao Brasil.
Caixas com doses da vacina da Janssen são desembarcadas no Aeroporto Internacional do Recife neste sábado (3)
Governo de Pernambuco/Divulgação
Tecnologia 5G
Também farão parte da delegação americana ao Brasil os assessores do presidente Biden para Tecnologia e Segurança Nacional, Tarun Chhabra, e o diretor sênior de cibersegurança, Amit Mital.
O principal foco dessas conversas será em relação à tecnologia 5G na região. Os EUA querem evitar a entrada de equipamentos chineses.
No Brasil, o leilão para o controle desta tecnologia se aproxima e o governo vem sendo pressionado pelas operadoras de telefonia que já usam equipamentos chineses para este serviço.
“Conversaremos sobre cibersegurança e o 5G, também”, diz a autoridade.
O governo brasileiro não impôs restrições ao uso de material da Huawei nas redes regulares de 5G, mas criou no edital do leilão uma rede privada para o governo federal e serviços de segurança que não poderá usar equipamentos chineses.

Fonte: G1 Mundo

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Kim Jong-Un empreende guerra cultural para minar K-pop e gírias que vêm da Coreia do Sul


Ditador norte-coreano pune com confinamento em campos jovens que consomem vídeos e filmes e se comportam como vizinhos do Sul. Em foto distribuída pela agência oficial norte-coreana, Kim Jong-un fala na reunião do Partido dos Trabalhadores em Pyongyang, em 15 de junho
KCNA via AP
Se há três anos vibrou com uma apresentação de K-pop, de um grupo de artistas sul-coreanos que visitavam a Coreia do Norte (veja vídeo abaixo), o ditador Kim Jong-un agora rotula o gênero de câncer maligno e empreende uma guerra cultural a quem fala gírias ou se comporta como os vizinhos do Sul. O alvo principal é a juventude, seduzida pelo estilo de vida livre e despojado que emana clandestinamente do outro lado da Península Coreana em vídeos e CDs.
Ditador norte-coreano assiste a um concerto da Coreia do Sul
Seis estudantes do ensino médio foram julgados e condenados recentemente a cinco anos de internação em um campo de reeducação, de acordo com o relato do Daily NK, veiculado em Seul. O crime? Assistiram no ano passado a mais de 120 filmes e séries sul-coreanos.
No lado Norte, a punição é dura e prevista em lei aprovada em dezembro: 15 anos de confinamento para quem porta material clandestino e pena de morte para quem distribui filmes e videoclipes da cultura pop sul-coreana.
A influência estrangeira é vista como uma ameaça e precisa ser minada. Como justificou em artigo o jornal “Rodong Sinmun”, veiculado pelo regime, “a penetração ideológica e cultural sob o letreiro colorido da burguesia é ainda mais perigosa do que os inimigos armados”.
Desta forma, o idioma coreano deve seguir o dialeto do Norte, considerado superior. Gírias praticadas no Sul são terminantemente proibidas, assim como roupas, penteados e danças antissocialistas que, segundo o regime, só servem para “corromper os jovens”.
A cruzada contra a cultura sul-coreana tenta estancar um flanco vulnerável no regime mais fechado do mundo, comandado de forma tirânica há três gerações pela dinastia Kim. A ditadura domina 25 milhões de habitantes sob extrema vigilância do aparato estatal.
Aos 37 anos, o atual Líder Supremo é um representante da geração dos millennials, criada pela revolução da internet, mas abomina a propagação de celulares, pen-drives, cartões de memória ou de qualquer veículo por onde possam trafegar informações que ponham em risco o futuro do sistema político em que partido, Exército e Estado funcionam como um amálgama.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Acidente com trens deixa mortos e feridos na República Tcheca

Ao menos 31 pessoas ficaram feridas, 7 delas com gravidade. Trem não teria respeitado um sinal, segundo autoridades tchecas. Duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta quarta-feira (4) por causa da batida de dois trens na localidade de Milavce, oeste da República Tcheca, informou a polícia.
“Dezenas de feridos foram reportados no local. Estamos ajudando com a a retirada dos passageiros”, afirmou a força de segurança.
A polícia informou que o acidente aconteceu pouco depois das 8h locais (3h de Brasília).
“No momento, 31 pessoas, cujas vidas não correm perigo, estão sendo atendidas, sete pessoas estão em situação crítica e duas faleceram”, afirmou Maria Svobodova, porta-voz das equipes de resgate na região de Plzen.
Um dos trens envolvidos na colisão era o número Ex 351, que fazia o trajeto entre Munique, na Alemanha, e Praga. O outro era um trem regional que viajava entre as cidades tchecas de Plzen e Domazlice.
O ministro dos Transportes da República Tcheca, Karel Havlicek, afirmou que o trem não respeitou um sinal e colidiu contra um trem regional.
“A situação é grave”, disse Havlice, que segue para o local do acidente.
Em julho do ano passado, duas colisões de trens no país deixaram três mortos e dezenas de feridos.

Fonte: G1 Mundo

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Tóquio registra mais um recorde diário de casos de Covid-19


Japão passa pelos piores números de casos de coronavírus desde o começo da pandemia. Homem usa máscara de proteção contra o coronavírus em Tóquio em 30 de julho de 2021
Issei Kato/Reuters
O governo de Tóquio, capital do Japão, registrou nesta quarta-feira (4) um total de 4.166 novos casos de Covid-19 — mais um recorde que mostra o avanço rápido na cidade que recebe os Jogos Olímpicos até domingo.
Tóquio está sob restrições do estado de emergência, que se estenderão ao longo deste mês. Como a situação do coronavírus no Japão é a mais grave — em número de casos —, outras cidades japonesas também estão nesse patamar.
Ao longo desta semana, médicos da capital japonesa disseram que os hospitais estão priorizando casos mais graves da Covid-19 ou de pessoas que têm maior risco de desenvolver a forma mais grave da doença.
Time de nado artístico da Grécia fora por Covid
Os Jogos Olímpicos ocorrem sob intensos protocolos para não piorar a situação epidêmica na capital japonesa nem trazer o vírus aos atletas e treinadores do mundo inteiro. O monitoramento mais recente mostra que cerca de 300 pessoas envolvidas com o evento contraíram o coronavírus desde 1º de julho.
Embora não tenha havido consequências mais graves até agora — cerca de 80% dos atletas na Vila Olímpica tomaram vacina —, alguns casos chamaram atenção das autoridades.
O mais recente foi o da equipe de nado artístico, esporte antes chamado de nado sincronizado, da Grécia foi desclassificado depois de cinco integrantes contraírem a Covid-19. Somando as outras pessoas que tiveram contato com essas atletas, 12 pessoas da delegação grega saíram da Vila Olímpica para ficarem em isolamento.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas de Tóquio: brasileiro que vive há 23 anos no Japão é responsável por alimentação de atletas


Adiamento dos Jogos Olimpícos por um ano chegou a levar alguns empresários à falência, mas Alan Cardinali diz que conseguiu superar dificuldades e garantiu comida fornecimento a 80% dos atletas do Brasil. Para ele, ausência de público tirou brilho do evento, mas ‘Japão procura sempre fazer o melhor para todos’. Allan Cardinali mora há 23 anos no Japão
Arquivo pessoal/Alan Cardinali
Morando no Japão há 23 anos, o brasileiro Allan Cardinali e sua esposa, a chef de cozinha Clarissa, receberam com enorme empolgação a chance de trabalhar nas Olimpíadas de Tóquio em 2020, graças a um contrato com o Comitê Olímpico Brasileiro para fornecer alimentação a atletas.
A alegria, porém, se transformou em apreensão quando os jogos foram adiados – e sofreram risco de cancelamento – por causa da pandemia de Covid. “Fizemos investimentos para um evento planejado para 2020 e um ano de atraso tornou o desafio ainda maior, mas com otimismo, perseverança e fé em Deus, tudo se ajeitou”, diz Allan ao G1.
A chef de cozinha Clarissa Cardinali ao lado do surfista Ítalo Ferreira, medalha de ouro nas Olimpíadas de Tóquio
Arquivo pessoal/Alan Cardinali
Vivendo em Okazaki-shi, na província de Aichi, o casal tem uma empresa que prepara comida brasileira saudável congelada, e se tornou responsável pela alimentação de cerca de 80% dos atletas brasileiros em cinco bases diferentes na região de Tóquio (Heiwajima, Chuo – ao lado da Vila Olímpica –, Saitama, Myagase e Chiba).
Segundo Allan, alguns empresários chegaram a quebrar por causa do adiamento. “A mídia, o setor turístico e o comércio criaram uma grande expectativa financeira e compromissos foram assumidos”, explica.
Ele diz que, mesmo às vésperas dos Jogos, boa parte da população ainda era contra sua realização, e que a questão acabou se tornando uma questão política e de classes: “o governo queria fazer e a oposição queria cancelar, a classe médica e da saúde era contra, com medo de uma nova onda de corona, enquanto o comércio e turismo queria que acontecesse”.
Funcionários de Alan e Clarissa Cardinali posam com o surfista Ítalo Ferreira em Tóquio
Arquivo pessoal/Alan Cardinali
Para o brasileiro, a proibição do público foi uma medida conciliadora e tranquilizadora porque a população com medo do Covid ficou mais calma.
“Pessoalmente, entendo que o espetáculo perde grande parte do seu brilho e seu calor que vem do público presente nos jogos, mas essa Olimpíada entra pra história por esse motivo e por ser a única realizada em ano ímpar”, opina.
“Eu acho que a imagem do Japão e do japonês é reflexo do que ele é mesmo, um país organizado, que antecipa em vez de remediar e procura sempre fazer o melhor para todos”, conclui.
Sem poder assistir às competições, restou a Allan e sua equipe o consolo de ter conhecido alguns dos atletas brasileiros durante o trabalho, entre eles o surfista Ítalo Ferreira, que conquistou a primeira medalha de ouro para o país nas Olimpíadas de Tóquio.
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Fonte: G1 Mundo

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Homem é preso ao assento com fita adesiva após agredir comissários em voo nos EUA; veja VÍDEO

Maxwell Berry, de 22 anos, tocou inapropriadamente em dois comissários e socou um terceiro no rosto, além de gritar agressivamente. Ele foi contido com ajuda de outros passageiros e detido ao chegar ao aeroporto de Miami. VÍDEO: Passageiro é preso a assento com fita adesiva após perturbar voo nos EUA
Um homem de 22 anos foi preso após assediar dois comissários de voo e socar um terceiro dentro de um voo da Frontier Airlines. Ele foi contido e preso ao assento com fita adesiva, como mostra um vídeo feito por outro passageiro (assista acima).
Maxwell Berry foi detido no domingo, mas o caso foi divulgado pela imprensa na terça-feira (3). O incidente aconteceu durante um voo entre a Filadélfia e Miami, e ele foi detido ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, segundo a rede de TV NBC.
Segundo relatos, Berry teria tocado os seios de uma comissária, as nádegas de outro comissário e socado o rosto de um terceiro. Ele pode ainda ser visto gritando agressivamente no vídeo.
Após os ataques, ele foi contido por um comissário, com a ajuda de outros passageiros, e preso a um assento com o uso de fita adesiva.
“A Frontier Airlines mantém o maior valor, respeito, preocupação e apoio para todos os nossos comissários de bordo, incluindo aqueles que foram agredidos neste voo”, disse um porta-voz da companhia aérea em um comunicado divulgado à imprensa.
Passageira é colada ao assento com fita adesiva após perturbar voo nos EUA; assista
No mês passado, um caso parecido aconteceu com uma passageira que aparentemente teve um colapso nervoso em um voo da American Airlines entre Dallas e Charlotte e tentou abrir uma porta da aeronave, além de também agredir fisicamente uma comissária de bordo.
A mulher foi restrita em seu assento com fita adesiva até a chegada do voo a seu destino, e o incidente foi filmado por outro passageiro.

Fonte: G1 Mundo