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Sobem os números de mortos e desaparecidos em enchentes no Afeganistão


As enchentes costumam deixar dezenas de vítimas a cada ano, mas dessa vez o número de vítimas foi mais alto. Imagem de casa em região atingida por cheia no Afeganistão, em 31 de julho de 2021
AFP
Ao menos 113 pessoas morreram pelas enchentes repentinas na noite de quarta-feira (28) no distrito de Kamdesh, no nordeste do Afeganistão, e outras 110 continuam desaparecidas, segundo um novo balanço comunicado neste sábado (31) pelo Ministério de Gestão de Catástrofes.
O desastre foi provocado pelas chuvas torrenciais.
Mapa mostra local do Afeganistão atingido por enchentes
G1
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Esse tipo de catástrofe é frequente no país, sobretudo, nas zonas rurais pobres, onde as casas são de construção precária e se encontram em áreas de risco. As enchentes costumam deixar dezenas de vítimas a cada ano.
Painel da ONU sobre o clima: 195 países vão discutir as mudanças climáticas e encomendar estudos
Uma inundação repentina matou mais de 100 pessoas em agosto de 2020 na cidade de Charikar, capital da província de Parwan.
A falta de equipamentos e de infraestrutura dificulta as tarefas de resgate e o envio de ajuda para as áreas isoladas deste país empobrecido por 40 anos de guerra e conflitos.
Esta nova tragédia se dá no momento em que o governo luta contra uma ampla ofensiva dos talibãs, que se apoderaram de extensos territórios em poucos meses. Além disso, o Afeganistão enfrenta uma terceira onda de Covid-19.
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Fonte: G1 Mundo

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Em Paris, manifestantes fazem protesto contra passe que atesta a vacinação


Político que lidera os franceses contrários ao passe não vai às ruas porque está com Covid. Medida ainda será analisada pela Corte Constitucional do país. Manifestantes contra o passe da Covid em Paris, em 31 de julho de 2021
Adrienne Surprenant/AP
Manifestantes foram neste sábado (31) às ruas de Paris, na França, pelo terceiro fim-de-semana consecutivo, para protestar contra os passes de vacinados.
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O governo afirmou que o passe vai valer a partir de agosto. Os deputados franceses aprovaram a medida, mas a Corte Constitucional do país ainda não avaliou a regra.
A regra exige que as pessoas mostrem documentos que comprovam que elas foram vacinadas para entrar em restaurantes e viajar pelo país.
Os cidadãos também podem apresentar um teste negativo de Covid-19.
A mesma regra também obriga os profissionais de saúde a serem vacinados.
Cerca de 112 mil pessoas morreram de Covid-19 na França.
Polícia preparada
Cerca de 3.000 policiais foram às ruas para acompanhar os manifestantes.
Manifestantes mostram bandeira contra o passe da covid em Paris, em 31 de julho de 2021
Adrienne Surprenant/AP
Há quatro protestos em diferentes pontos de Paris. Os manifestantes argumentam que a regra limita sua liberdade.
Os policiais já usaram canhões de água em alguns momentos.
As pesquisas mostram que a maioria dos franceses é favorável ao passe, mas há uma minoria que se opõe fortemente.
O líder dos franceses contra o passe é François Asselineau, um político de um pequeno partido que também é contrário à União Europeia.
Ele não vai às manifestações deste sábado porque está com Covid-19.
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Fonte: G1 Mundo

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Covid: por que a vacinação nos EUA está ficando mais lenta?


Depois de ser um dos líderes mundiais em vacinação até meados de abril, a taxa dos EUA desacelerou. Taxa de vacinação nos EUA varia entre estados
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pedido para que os americanos recebam doses contra a Covid em meio a uma desaceleração da vacinação no país.
As infecções estão aumentando em todo o país e, em alguns Estados, menos da metade da população recebeu a primeira dose.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um pedido para que os americanos recebam doses contra a covid em meio a uma desaceleração da vacinação no país.
Getty Images/Via BBC
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A BBC verificou onde as vacinações estão diminuindo e por que isso ocorre. Os motivos passam por questões etárias, divisões políticas, falta de autorização definitiva das vacinas pelas autoridades sanitárias, entre outros.
EUA ficando para trás
O estoque de doses de imunizantes não tem sido um problema nos EUA, e qualquer pessoa com mais de 12 anos pode receber uma das vacinas autorizadas.
Profissionais de saúde no Mississippi estão trabalhando para aumentar o número de pessoas vacinadas
Getty Images/Via BBC
Mas depois de ser um dos líderes mundiais em vacinação até meados de abril, a taxa dos EUA desacelerou.
Os EUA estão agora atrás do Canadá, Reino Unido, Itália e Alemanha em doses administradas como parcela da população total.
Os americanos ainda estão à frente de algumas outras grandes economias, como o Japão, mas a taxa de vacinação nos EUA está caindo à medida que aumenta em outros lugares.
Os EUA ainda não atingiram a meta estabelecida pelo presidente Biden em 4 de julho de vacinar 70% dos maiores de 18 anos com pelo menos uma dose — atualmente, cerca de 68% dos adultos receberam a primeira dose.
As novas infecções mais do que dobraram nos EUA no mês passado — e de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), a grande maioria dos novos casos e mortes ocorre entre os não-vacinados.
Quais Estados estão ficando para trás?
Os Estados do sul tendem a ter a menor aceitação de vacinas. Mississippi e Louisiana têm os índices mais baixos — ambos com menos de 40% da população tendo recebido pelo menos uma dose.
Um protesto contra a vacinação em Nova York
Getty Images/Via BBC
Os Estados do Nordeste têm maiores taxas de uso da vacina — com cerca de 75% das pessoas em Vermont e Massachusetts recebendo pelo menos uma dose.
O professor Peter Hotez, especialista em vacinas do Baylor College of Medicine, diz: “A vacinação praticamente parou nos Estados do Sul, apesar da ampla disponibilidade da vacina. Temos uma divisão acentuada.”
“Nos Estados do Sul e nas montanhas do Oeste, a maioria dos adultos mais velhos é vacinada, mas muitos dos mais jovens não — e é aí que está o grande desequilíbrio.”
Os dados mostram que em estados como Mississippi, Alabama e Louisiana, cerca de 80% das pessoas com mais de 65 anos são vacinadas, mas apenas cerca de 40% das pessoas com menos de 65 anos o são.
Em contraste, em Vermont e Massachusetts quase todas as pessoas com mais de 65 anos receberam pelo menos uma dose, assim como quase 80% das pessoas com menos de 65 anos.
Por que as pessoas estão se vacinando menos?
Em meados de abril, os EUA administravam mais de 3 milhões de doses por dia, mas agora baixaram para cerca de 500 mil por dia.
Em parte, isso ocorre porque não há mais tantas pessoas para vacinar. O Reino Unido também viu sua taxa de vacinação cair, embora não tão rapidamente quanto nos EUA.
Imagem sem data de mulher sendo vacinada nos EUA
Getty Images/Via BBC
E o Reino Unido e outros países desenvolvidos atingiram uma parcela maior de sua população antes que sua taxa de vacinação caísse.
Especialistas dizem que alguns jovens saudáveis ​​nos EUA sentem que falta urgência para serem imunizados e que não haveria pressa deles para se vacinar.
Alguns também manifestam preocupação com a segurança das vacinas.
Jennifer Kates, vice-presidente da Kaiser Family Foundation, que faz pesquisas que monitoram o sentimento do público em relação à vacina, diz: “Algumas pessoas manifestam preocupações com a segurança das vacinas e dizem que há maior probabilidade de se vacinarem quando uma vacina é totalmente aprovada em vez de apenas autorizada.”
As vacinas usadas nos EUA ainda não foram aprovadas formalmente, mas receberam autorização de emergência devido à urgência da pandemia.
Kates acrescenta: “Uma parte persistente de cerca de 20% são contra se vacinar e dizem que não serão vacinados de forma alguma, ou apenas o farão se exigido pelo seu empregador”.
O governo Biden responsabilizou a desinformação espalhada na internet pela resistência às vacinas.
A BBC noticiou muitos exemplos de disseminação de desinformação online durante a pandemia, como a teoria infundada de que a vacina está sendo usada para colocar chips e rastrear pessoas. Uma pesquisa recente sugere que algumas dessas alegações infundadas se consolidaram, com um em cada cinco americanos acreditando na teoria do microchip.
A pesquisa também sugere que a resistência à vacinação segue divisões políticas, com quase 30% dos republicanos dizendo que não serão vacinados, em comparação com apenas 4% dos democratas.
Isso explicaria em parte por que a absorção da vacina é menor nos Estados do Sul, que normalmente abrigam mais eleitores republicanos.
“A mensagem que vem dos meios de comunicação conservadores e de membros conservadores do Congresso é que se você é jovem não precisa de vacina, porque as taxas de mortalidade são baixas e as vacinas estão sendo usadas como instrumento de controle pelos liberais [os democratas]”, diz Hotez.
Mas também existem problemas de acesso para algumas pessoas.
Kates diz: “Apesar de o abastecimento não ser um problema, ainda existem pessoas que enfrentam barreiras para serem vacinadas — não têm certeza se conseguirão uma licença do trabalho, falta de transporte e a preocupação de que possam ter que pagar pelo imunizante.”
As regras federais dizem que os americanos não precisam pagar nada pelas vacinas, independentemente de sua situação de imigração ou seguro saúde.
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Fonte: G1 Mundo

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Espanha retoma voos com Brasil, mas viajantes precisam passar por quarentena


A partir do dia 3 de agosto, viajantes do Brasil poderão entrar na Espanha, mas precisarão mostrar a cartela de vacinação e, ainda assim, fazer quarentena. Imagem de arquivo mostra o salão de embarque do aeroporto de Barajas, Madri, em foto de 15 de dezembro de 2020
Susana Vera/Reuters/Arquivo
A Espanha vai suspender as restrições para voos procedentes de Brasil e África do Sul, mas vai impor uma quarentena anticovid-19 de dez dias para estes viajantes, a partir de 3 de agosto, informa decreto publicado no Diário Oficial deste sábado (31).
Para poder entrar na Espanha, os viajantes precisarão apresentar a cartela de vacinação completa e um teste negativo de Covid-19. Ainda assim, terão de cumprir um período de autoisolamento.
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A exigência é que a vacina seja aprovada pela União Europeia ou pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que a última dose tenha sido tomada com no mínimo 14 dias de antecedência.
Até a liberação, haverá voos do Brasil para a Espanha, mas só podem ser transportados cidadãos ou residentes legais da Espanha ou de Andorra e passageiros em trânsito que fiquem menos de 24 horas no aeroporto.
O governo espanhol havia interrompido as conexões aéreas com o Brasil em fevereiro.
No começo de junho, a Espanha reabriu suas fronteiras a turistas de praticamente todos os países do mundo que tenham sido vacinados contra a Covid-19, mas Brasil e África do Sul ainda estava de fora, que eram considerados locais de especial risco epidemiológico.
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Fonte: G1 Mundo

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Incêndios florestais deixam seis mortos na Turquia; veja vídeo de pessoas fugindo do fogo


Os incêndios começaram em bosques, mas os ventos levaram o fogo para zonas urbanas. A Turquia recebe ajuda da Rússia, Ucrânia e Azerbaijão para tentar controlar o fogo. Incêndios florestais deixam pelo menos quatro mortos na Turquia
A da costa da Turquia, uma região turística, foi atingida por incêndios na última semana —até sexta-feira (30), foram 70 focos, 14 deles ainda ativos. Pelo menos seis pessoas morreram.
A temperatura alta e os ventos têm contribuído para os incêndios nos últimos dias.
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Caminhão de bombeiro perto de incêndio na região de Antalya, na Turquia, em 30 de julho de 2021
Kaan Soyturk/Reuters
Seis províncias diferentes foram atingidas. Vilas e hotéis foram esvaziados nas regiões mais turísticas. A TV turca mostrou cenas de pessoas correndo em campos para fugir do fogo que se aproximava das casas.
Duas áreas onde há resorts foram mais atingidas: Mugla, na costa do Mar Egeu, e Antalya, na costa do Mar Mediterrâneo.
Uma das pessoas que morreram é uma senhora de 82 anos que morava sozinha. Ela não conseguiu abandonar sua casa, que foi atingida pelas chamas. Um jovem de 25 anos que foi a um dos locais afetados para tentar ajudar na extinguir as chamas também morreu.
Cerca de 183 pessoas, a maioria afetada pela fumaça, e três com queimaduras, foram hospitalizadas. Dez pessoas que haviam ficado presas em um barco em um lago cercado pelas chamas foram auxiliadas nesta quinta-feira por equipes de resgate.
Incêndios começaram em bosques
Os incêndios começaram na quarta-feira, em dois bosques na província de Antalya, e, com o vento forte, se espalharam rapidamente para zonas habitadas.
A Turquia recebeu ajuda de aviões da Rússia, da Ucrânia e do Azerbaijão para tentar controlar o fogo.
Diante do avanço das chamas, as autoridades retiraram pessoas de 18 municípios e distritos.
“Vai ser dado todo apoio necessário aos nossos cidadãos que sofreram com o incêndio”, declarou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que prometeu abrir uma investigação para descobrir a origem do fogo.
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Fonte: G1 Mundo

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Tóquio registra mais de 4 mil casos de Covid-19 em um só dia, novo recorde na capital do Japão


Cidade recebe os Jogos Olímpicos até 8 de agosto. COI alega que organização do evento não tem afetado o sistema de saúde da cidade sede. Rua de lojas em Tóquio, no Japão, nesta sexta-feira (30)
Kantaro Komiya/AP Photo
As autoridades de Tóquio registraram neste sábado (31) mais um recorde de casos de coronavírus em um só dia na capital do Japão: foram 4.058 novos diagnósticos na cidade, que recebe os Jogos Olímpicos até 8 de agosto.
Apesar do aumento, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e os organizadores das Olimpíadas de Tóquio têm dito que os Jogos não estão impactando no sistema de saúde japonês. O evento ocorre dentro de um sistema rígido de rastreamento de casos e de testagem para evitar uma explosão da Covid na cidade sede.
No registro mais recente, o COI confirmou 21 novos casos de coronavírus em 24 horas entre pessoas ligadas aos Jogos Olímpicos. Nenhum deles em atletas ou treinadores participantes. Com os novos casos, o número de registro de pessoas infectadas pela doença e que estão diretamente ligadas aos jogos de Tóquio chega a 246. Destes, 26 são atletas.

Fonte: G1 Mundo

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Vc viu? Onda de frio no Brasil, medalhas históricas em Tóquio, incêndio na Cinemateca e o Centrão na Casa Civil


Uma seleção de reportagens publicadas no G1 com as notícias de 26 a 30 de julho. Uma onda de frio faz as temperaturas no Sudeste e no Sul do país ficarem abaixo de zero, provoca neve e geada e deixa estradas congeladas. Nas Olimpíadas de Tóquio, Brasil garante medalhas históricas em novos esportes olímpicos, como skate e surfe, e também em modalidades antigas em que nunca havíamos subido ao pódio, como a ginástica artística. Galpão da Cinemateca pega fogo em São Paulo e destrói parte do acervo audiovisual do país. E mulher é presa após chamar pai e filho de “negrada do inferno” e agredir PM.
⛄Onda de frio pelo país⛄
Boneco de neve feito com neve acumulada em Urupema (SC)
Eduarda Demeneck/ NSC TV
Uma onda de frio que foi sentida com mais intensidade no Sul e no Sudeste do Brasil fez os termômetros ficarem abaixo de zero e causou sensação térmica de até -10ºC. As temperaturas começaram a cair na quarta, e os bonecos de neve logo viraram “febre”. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, moradores de dezenas de cidades puderam ver neve caindo e geada (veja vídeo abaixo). Estradas chegaram a ficar cobertas por gelo. Na capital paulista, que registrou a temperatura mais baixa dos últimos cinco anos, um copo d’água congelou. O tempo deve continuar gelado no fim de semana. A previsão é que os termômetros só voltem a subir a partir desta segunda (2).
VÍDEO: O pato que se jogou no lago para nadar e deu de cara com a água congelada
ASSISTA: Estradas ficam congeladas em SC e sal é jogado na pista
É LENDA: Neve na Avenida Paulista em 1918 nunca foi confirmada
VÍDEO: Brasileiros registram neve e geada em onda de frio pelo país
Medalhas históricas em Tóquio
Os medalhistas Rayssa Leal e Kelvin Hoefler
Toby Melville/Reuters
A semana nas Olimpíadas de Tóquio foi marcada por medalhas históricas para o Brasil. Já na segunda-feira (26), foi a vez da fadinha do skate, Rayssa Leal, de apenas 13 anos, emocionar o país inteiro com sua medalha de prata na nova modalidade olímpica. Ela se tornou a atleta mais jovem a subir num pódio das olimpíadas em 85 anos. O brasileiro Kelvin Hoefler também levou prata no skate no mesmo dia, tendo garantido a primeira medalha do país em Tóquio.
VÍDEO: ‘Ainda não tô acreditando’, disse Rayssa após medalha
FADINHA DO BRASIL: Conheça a história de Rayssa Leal no skate
Rebeca Andrade durante apresentação em Tóquio
Ashley Landis/AP
Quem também fez história e emocionou até a norte-americana que desistiu dos jogos, Simone Biles, foi a ginasta de Guarulhos Rebeca Andrade, que levou prata no individual geral da ginástica artística com sua apresentação ao som de “Baile de Favela”. A ginasta volta a competir no domingo (1º) e na segunda-feira (2) nas modalidades salto e solo, respectivamente. O Brasil vai estar atento!
VÍDEOS: Veja apresentação de Rebeca e saiba como ‘Baile de Favela’ foi para Tóquio
A judoca Mayra Aguiar foi mais uma a fazer história ao conquistar seu terceiro bronze olímpico e se tornar a primeira brasileira a somar três medalhas em esportes individuais. Antes de Tóquio, ela já havia subido ao pódio em Londres 2012 e Rio 2016. Mayra é, ainda, a primeira brasileira a fazer isso em três Olimpíadas em sequência.
Já o surfista Italo Ferreira também quebrou tudo (inclusive a própria prancha, no sentido literal) para conquistar a 1ª medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos. Após a vitória, o campeão lembrou a origem humilde no Rio Grande do Norte, onde começou a praticar a modalidade numa tampa de isopor.
Na natatação, Fernando Sheffer surpreendeu e garantiu o bronze nos 200m livre.
ASSISTA: Vídeo mostra manobra de Italo na prova que lhe rendeu o ouro
VIRALIZOU: Alison fala palavrão ao vivo e vira hit da internet
No boxe, o Brasil já garantiu mais uma medalha com a vitória de Abner Teixeira sobre Hussein Iashaish, da Jordânia. O brasileiro se classificou para as semifinais na categoria pesada, entre 81 e 91kgs. Ele luta de novo na próxima terça-feira (3) contra o cubano Julio la Cruz. Se vencer, vai para a final e, se perder, fica com o bronze.
PROGRAMAÇÃO: Acompanhe as últimas notícias dos jogos no ge
Mas não foram só medalhas…
Para a tristeza dos brasileiros, uma das apostas do país nas Olimpíadas, o futebol feminino, foi eliminado da competição nesta sexta-feira (30) após perder para o Canadá.
E a Covid no Japão…
Em meio às Olimpíadas, o Japão registrou recorde de casos de Covid. Foram confirmados quase 10 mil infectados nesta quinta-feira (29), maior número no país na pandemia. A capital, Tóquio, registrou o número mais alto de casos pelo terceiro dia seguido. Apesar das críticas da população japonesa aos Jogos Olímpicos, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o comitê organizador das Olimpíadas garantiram que o evento não está afetando o sistema de saúde japonês. Foram confirmados mais 24 casos de Covid-19 em pessoas ligadas aos Jogos, e o total de infectados havia subido para 200 na quinta-feira.
Costumes ‘diferentões’ dos japoneses
Já viu o que os brasileiros que moram no Japão veem de mais diferente no país dos Jogos Olímpicos? Tem privada que “canta”, banheiro transparente, hotel cápsula e até melancia em formato de quadrado e de coração. Não perca o vídeo abaixo:
Brasileiras mostram privada que ‘canta’ e banheiro transparente no Japão
Fogo na Cinemateca
Um incêndio atingiu um galpão da Cinemateca Brasileira na Vila Leopoldina, na cidade de São Paulo (veja o vídeo abaixo) na noite desta quinta-feira (29). As chamas foram controladas pelos bombeiros, mas parte do acervo, que preservava a memória do cinema nacional, foi destruído. As causas e as eventuais responsabilidades pelo fogo ainda são investigadas. O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) já havia alertado o governo federal, responsável pela Cinemateca, para o risco de incêndio no local. Cineastas e atores lamentaram o incêndio e criticaram o descaso com o setor da cultura.
DESTRUIÇÃO: Veja FOTOS e VÍDEOS do incêndio
CRISE: Cinemateca já teve outro incêndio, alagamento e funcionários sem salário
VÍDEO: Drone mostra destruição na Cinemateca após incêndio

Bolsonaro divulga mais notícia falsa
Em uma transmissão na internet que durou mais de duas horas na noite desta quinta-feira (29), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a falar em “fraudes eleitorais”. Desta vez, no entanto, ele afirmou não ter provas para afirmar que haja risco de fraude no sistema atual de urnas eletrônicas. Bolsonaro apresentou uma série de notícias inverídicas e vídeos que já foram desmentidos diversas vezes por órgãos oficiais. “Os que me acusam de não apresentar provas, eu devolvo a acusação. Apresente provas de que ele não é fraudável”, declarou o presidente em relação ao sistema eleitoral.
E o polêmico encontro com a deputada alemã…
A outra polêmica de Bolsonaro na semana ficou por conta do encontro dele com a deputada de extrema direita alemã Beatrix von Storch, que é neta de um ministro de Aldof Hitler. A reunião não estava na agenda presidencial. A líder do partido Alternativa para Alemanha (AfD) também esteve com os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF), em recepção que recebeu críticas da Confederação Israelita do Brasil (Conib) e do Museu do Holocausto
Ciro Nogueira aceita convite para Casa Civil
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), membro do grupo conhecido como Centrão, aceitou oficialmente o convite de Bolsonaro e é o novo ministro da Casa Civil. Aos 52 anos de idade e com quase 30 anos de Congresso, ele é considerado um “político profissional”, tendo se aliado a governos de esquerda e de direita. A ida dele para a pasta é uma estratégia do presidente para se fortalecer politicamente no Congresso e na CPI da Covid. A vaga de suplente dele no Senado foi ocupada por sua mãe, Eliane Nogueira, que já tomou posse.
ENTENDA: O que é e para que serve a Casa Civil
VÍDEO: Saiba quem é o novo ministro da Casa Civil
CONHEÇA: Quem é a mãe de Ciro Nogueira, que tomou posse no lugar dele no Senado
Vacinação contra Covid para adolescentes
O Brasil ultrapassou nesta semana a triste marca de 550 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Apesar do número elevado, a média móvel de mortes diárias vem caindo e chegou a 1.070 por dia nesta quinta-feira (29). Este é o número mais baixo desde 22 de fevereiro, mas três estados apresentaram tendência de alta nas mortes: ES, AP e PI.
Na terça-feira (27), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o Brasil deverá começar a vacinação de adolescentes contra a Covid-19 logo após toda a população adulta vacinável ter tomado pelo menos uma dose do imunizante. A previsão é que isso ocorra ainda em 2021.

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Depoimento de Pazuello sobre Covaxin
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou em depoimento à PF que foi alertado verbalmente pelo presidente Jair Bolsonaro sobre suspeitas de irregularidades na negociação da vacina indiana Covaxin. Segundo ele, as informações foram repassadas para seu secretário-executivo, Élcio Franco, que teria dito ao ministro que não havia qualquer irregularidade nas negociações de compra da vacina.
O contrato da Covaxin virou alvo da CPI da Covid no Senado e do Ministério Público Federal após o servidor Luis Ricardo Miranda, do Ministério da Saúde, e o irmão dele, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), denunciaram “pressão atípica” dentro da pasta da Saúde pela aceleração da compra do imunizante.
ENTENDA: O que está sendo investigado sobre a compra da Covaxin
Morte de Orlando Drummond
O ator, humorista e dublador Orlando Drummond morreu aos 101 anos. O artista ficou famoso ao interpretar o personagem Seu Peru, na “Escolinha do Professor Raimundo”, e ao dublar personagens icônicos como Scooby-Doo e Popeye.
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Ossada de Ubatuba
Carmen Morales tinha 62 anos quando desapareceu em Ubatuba, no Litoral Norte. Oito anos depois, sua ossada foi encontrada no quintal da casa onde morava na cidade. Novos inquilinos da casa mexiam no jardim quando viram um tecido enterrado. Cavaram ali e encontraram a ossada da mulher. Solteira, Carmen era professora, artesã e amante de plantas. Entenda o que a polícia sabe sobre o caso.
Entenda o que a polícia sabe sobre a ossada de mulher encontrada em jardim de casa
Ataque racista
Em Taguatinga, no Distrito Federal, uma mulher de 64 anos acabou presa após chamar de “negrada do inferno” dois homens que estavam na rua gravando um vídeo. O crime de injúria racial acabou sendo filmado (veja vídeo abaixo). Uma policial militar à paisana passava pelo local no momento e escutou as ofensas. “Você está doida?”, perguntou a agente. A criminosa tentou fugir, mas foi detida.
Mulher é presa após cometer injúria racial em Taguatinga, no DF

Fonte: G1 Mundo

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Com 2 pódios inéditos no tiro, San Marino é o país menos populoso a conquistar medalhas em Olimpíadas


Ilhas Virgens Britânicas, porém, podem tomar o posto porque têm um atleta com chance de medalha no atletismo. Medalhistas samarineses receberam homenagens das autoridades do pequeno país, encravado no oeste da Itália e que tem um centro histórico considerado patrimônio pela Unesco. Alessandra Perilli, à esquerda, e Gian Marco Berti, à esquerda, comemoram medalha de prata no tiro nas Olimpíadas de Tóquio neste sábado (31)
Alex Brandon/AP Photo
San Marino ganhou em Tóquio as duas primeiras medalhas da história do país — uma prata, conquistada neste sábado (31), e um bronze. Com menos de 34 mil habitantes, é o menor país em população a chegar ao pódio na história dos Jogos Olímpicos.
O pequeno país europeu levou somente cinco atletas a Tóquio, e dois vão voltar para casa com medalha. Veja as conquistas do samarineses:
Bronze — Alessandra Perilli, na fossa feminina
Prata — Alessandra Perilli e Gian Marco Berti, na fossa mista
Alessandra Perilli, de San Marino, comemora conquista da medalha de bronze no tiro na quinta-feira (29), pela Olimpíadas de Tóquio
Alex Brandon/AP Photo
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O que virou notícia na 1ª semana de Olimpíadas
O feito inédito rendeu homenagens do governo samarinês. Teodoro Lonfernini, secretário do Esporte do pequeno país europeu, elogiou Alessandra depois da conquista do bronze, a primeira medalha nestes Jogos:
“Gostaria que todos os cidadãos de San Marino vivessem o momento com o maior orgulho possível e agradecessem a Alessandra pelo que conseguiu fazer”, disse, segundo o jornal “Libertas”.
Outro pequeno país a ter conquistado medalhas em Tóquio foi Bermudas, que levou pela primeira vez uma medalha de ouro no triatlo. O território britânico tem cerca de 64 mil habitantes e ocupa uma área de 53 km² — menor até do que San Marino — e já tinha ficado com o bronze em 1976, no boxe (veja no fim da reportagem uma lista com os 5 países menos populosos a terem conquistado medalhas olímpicas).
Saiba mais sobre San Marino
Città di San Marino, no topo do Monte Titano, é um patrimônio mundial da Unesco
By Max_Ryazanov, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=29853995
A República de San Marino ocupa uma área de pouco mais de 61 km² e é um enclave no oeste da Itália. Aliás, o país conseguiu se manter independente mesmo com a unificação italiana no século XIX. Em 1815, o Congresso de Viena após as guerras napoleônicas na Europa reconheceu a independência de San Marino.
O território é conhecido por manter tradições no sistema político: há dois chefes de estado, os capitães-regentes, que dividem a responsabilidade e evitam que o poder fique concentrado em apenas uma pessoa ou grupo político.
Hoje, San Marino tem um forte apelo turístico e mantém fronteiras abertas com a Itália e, portanto, com demais países da Europa que integram o Espaço Schengen — zona de livre circulação de pessoas no continente.
O centro histórico do pequeno país e o Monte Titano são considerados patrimônio da humanidade pela Unesco, pela preservação das muralhas, torres e portões que datam da Idade Média e da Idade Moderna.
Ilhas Virgens Britânicas ‘ameaçam’ posto
Kyron McMaster, das Ilhas Virgens Britânicas, após participar das eliminatórias dos 400m com barreiras na sexta-feira (30)
Aleksandra Szmigiel/Reuters
O título de menor país em população a levar medalhas em Olimpíadas pode mudar de dono nesta segunda semana de Jogos Olímpicos de Tóquio: as Ilhas Virgens Britânicas, com 30 mil habitantes, têm chance de pódio nos 400m com barreiras com Kyron McMaster — rival direto do brasileiro Alison dos Santos.
Porém, diferentemente de San Marino, as Ilhas Virgens Britânicas não são um país independente. Trata-se de um território britânico ultramarino no Caribe. O governo local é indicado pelo governo do Reino Unido, que deve garantir a defesa e as relações do arquipélago com outros países.
Outros pequenos países com medalha
Delegação de San Marino na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio em 23 de julho
Phil Noble/Reuters
Veja os 5 menores países em população que já conquistaram medalhas na história dos Jogos Olímpicos. Em negrito, pódios de Tóquio-2020.
San Marino — 33,8 mil habitantes — 1 prata e 1 bronze
Liechtenstein — 38,3 mil habitantes — 2 ouros, 2 pratas e 6 bronzes (todas em Olimpíadas de Inverno)
Bermudas — 63,9 mil habitantes — 1 ouro e 1 bronze
Tonga — 104,5 mil habitantes — 1 prata
Ilhas Virgens dos Estados Unidos — 106,6 mil habitantes — 1 prata
CRÔNICA: generosidade é a marca das Olimpíadas de Tóquio (assista abaixo)
Crônica: generosidade é a marca dos Jogos Olímpicos de Tóquio
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Fonte: G1 Mundo

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Conheça James Chiengjiek, o atleta refugiado que emocionou ao sofrer uma queda nos 800m das Olimpíadas de Tóquio


Sudanês vive no Quênia desde 2002, após fugir da guerra no território onde hoje fica o Sudão do Sul. Em sua segunda participação em Jogos Olímpicos, o atleta tropeçou e caiu, acabando na última colocação da bateria. James Chiengjiek, da Equipe Olímpica de Refugiados, chora após sofrer uma queda e perder a prova dos 800m nas Olimpíadas de Tóquio neste sábado (31)
Petr David Josek/AP Photo
As provas do atletismo deste sábado (31) (horário do Japão) tiveram logo no início uma cena emocionante: o atleta James Chiengjiek, da Equipe Olímpica de Refugiados, tropeçou e sofreu uma queda nas eliminatórias dos 800m das Olimpíadas de Tóquio.
O atleta se levantou e completou a prova, mas ficou na última colocação da bateria. Ao cruzar a linha de chegada com um tempo de 2 minutos e 2 segundos — quase 16 segundos acima do primeiro colocado na prova —, James se ajoelhou no chão, às lágrimas, desapontado com o resultado.
James integra a Equipe Olímpica de Refugiados, uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional (COI) em conjunto com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) que se iniciou para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.
Quem é James Chiengjiek
James Nyang Chiengjiek nasceu em 1992 em Bentiu, cidade que hoje está em território do Sudão do Sul — país que, após anos de guerras, conseguiu se desmembrar do Sudão e declarar independência em 2011. O pai dele morreu em um desses conflitos, quando o atleta tinha apenas 7 anos.
Na juventude, James se viu no meio do fogo cruzado das milícias e exércitos que lutavam na região. Havia ainda o risco de que ele fosse forçado a lutar na guerra civil, o que ele não queria.
Assim, aos 10 anos, James migrou para o Quênia, onde viveu em um campo de refugiados da Acnur. O jovem cresceu no país, onde estudou e criou interesse pelo atletismo.
Com bons resultados, o sudanês recebeu em 2015 um convite para tentar uma vaga na Fundação de Paz Tegla Loroupe — um programa para treinar atletas refugiados com origem em zonas de conflito como Sudão, Congo, Etiópia e Somália.
James conseguiu a vaga. Logo no ano seguinte, conquistou também a classificação para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro para disputar os 400m.
Equipe Olímpica de Refugiados
Pela segunda vez, os Jogos Olímpicos têm um time de refugiados apoiados pelo COI e pela Acnur. No Rio, em 2016, eram 10 atletas. Agora, em Tóquio, são 29 competidores em 12 modalidades.
A iniciativa veio para suprir uma questão dos Jogos Olímpicos: o evento convida atletas do mundo inteiro, mas alguns deles precisaram fugir da perseguição em seus países de origem e teriam dificuldades, portanto, em competir sob a bandeira de suas nações.
Segundo o COI, que convoca esses atletas, os critérios para a seleção da Equipe Olímpica de Refugiados foram os seguintes:
Status de refugiados confirmado pela Acnur
Desempenho esportivo nas modalidades
Representatividade de gênero, esporte e regiões do mundo
Histórico pessoal
Segundo dados mais recentes da Acnur, mais de 82 milhões de pessoas em todo o mundo tiveram de deixar seus locais de origem por perseguições, conflitos, violência e violação de direitos humanos. É o maior número já registrado na história.
Quase metade desse total — 48 milhões — é de pessoas que se deslocaram dentro de seu próprio país. Outras 26,4 milhões são consideradas formalmente refugiadas: ou seja, concluíram os protocolos de solicitação de refúgio em outro país.

Fonte: G1 Mundo

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Criticada pelo cabelo curto, arqueira da Coreia do Sul leva 3 medalhas de ouro nas Olimpíadas de Tóquio


A sul-coreana conquistou três títulos para o país nestes Jogos Olímpicos e fez história. Mesmo assim, recebeu ofensas machistas e misóginas pelas redes sociais por causa do corte de cabelo. An San, ídolo do tiro com arco da Coreia do Sul, conquistou 3 ouros nas Olimpíadas de Tóquio. Foto de 30 de julho
Clodagh Kilcoyne/Reuters
A atleta An San, do tiro com arco da Coreia do Sul, conquistou na sexta-feira (30) a terceira medalha de ouro nestes Jogos Olímpicos de Tóquio. Mesmo tão vitoriosa, a arqueira de 20 anos teve de lidar com comentários machistas sobre seu cabelo curto durante e depois das competições.
O motivo para isso é que o uso de cabelos curtos por mulheres na Coreia do Sul ficou associado a movimentos feministas para grupos preconceituosos na internet.
Aí, nas redes sociais, algumas pessoas atacaram An San com ofensas misóginas e até pediram que ela devolvesse as medalhas conquistadas. Houve também quem fizesse declarações machistas a respeito de An estar em uma universidade.
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An San, da Coreia do Sul, exibe nesta sexta (30) a terceira medalha de ouro que conquistou no tiro com arco das Olimpíadas de Tóquio
Clodagh Kilcoyne/Reuters
An não respondeu aos comentários. Após deixar a última final, preferiu falar sobre seu desempenho — o melhor de uma atleta individual sul-coreana na história da participação do país nos Jogos Olímpicos.
Um exemplo da calma de An Sam era a frequência cardíaca relativamente baixa, em torno de 100 batimentos por minutos, mesmo no momento mais tenso da disputa. Para se ter uma ideia, a atleta russa que disputou o ouro com ela tinha frequência cardíaca em 160 bpm.
“Tentei me acalmar e disse a mim mesma: ‘Não se acanhe e apenas atire'”, contou, após a terceira vitória em Tóquio.
Assista abaixo a uma das vitórias de An San
Dupla mista sul-coreana fatura ouro inédito no tiro com arco nas Olimpíadas Tóquio 2020

Fonte: G1 Mundo