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Mais de 100 homicídios: general do exército colombiano será acusado de crimes cometidos entre 2007 e 2008


Subordinados do general aposentado Montoya admitiram ao Juizado Especial de Paz (JEP) que assassinaram civis para apresentá-los como vítimas de combate em troca de dias de férias e outros benefícios. O general aposentado Mario Montoya será acusado das execuções de 104 civis apresentados como rebeldes mortos em combate durante sua gestão do Exército colombiano (2006-2008), anunciou o Ministério Público da Colômbia neste sábado (31).
“Vamos imputá-lo como mandante do homicídio qualificado (…) de 104 dos chamados falsos positivos”, disse à revista colombiana ‘Semana’ o procurador-geral Francisco Barbosa, aludindo ao escândalo em que militares executaram milhares de civis entre para fazê-los passar como vítimas em meio a uma feroz luta contra guerrilhas. Segundo o órgão de investigação, os homicídios ocorreram entre 2007 e 2008 e cinco das vítimas eram menores. “Todos os autores eram militantes do Exército”, acrescentou Barbosa.
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Montoya se apresentou em 2018 ao Juizado Especial de Paz (JEP), que investiga os piores crimes do conflito e oferece penas alternativas de prisão para quem confessar seus crimes e reparar as vítimas. Seu caso não foi resolvido. De acordo com o JEP, mais de 6.400 civis foram mortos durante o governo de Álvaro Uribe por soldados incentivados por uma “contagem premiada de corpos”.
O ex-presidente e atual senador colombiano Álvaro Uribe, em foto de 8 de outubro de 2019
Raul Arboleda/AFP
A acusação busca “ajudar” o tribunal que emergiu dos acordos com os guerrilheiros das Farc em 2016 a esclarecer esses crimes, explicou Barbosa. Vários dos subordinados de Montoya admitiram ao JEP que assassinaram civis para apresentá-los como vítimas de combate em troca de dias de férias e outros benefícios.
O então major do Exército Gustavo Soto disse à agência de notícias AFP em 2020 que Montoya mediu os resultados operacionais “em mortes”. Segundo Barbosa, o oficial aposentado “seguia para as brigadas, para os batalhões, para as divisões (…) com a política de recompensas por essas execuções”. O general nega ter instigado esses crimes e sua defesa afirma que “em nenhum momento houve uma ordem ou diretriz ao Exército para atos tão atrozes”.

Fonte: G1 Mundo

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Navio Ocean Viking resgata 196 migrantes no Mediterrâneo

Navio da ONG SOS Mediterrâneo realizou quatro operações neste sábado para salvar pessoas em ‘embarcações em situação de emergência’. Entidade calcula que ao menos 1.146 migrantes morreram no 1º semestre no Mediterrâneo quando tentavam chegar à Europa. O navio Ocean Viking, pertencente à organização de resgate em alto mar SOS Mediterrâneo, resgatou neste sábado (31) 196 migrantes a bordo de “embarcações em situação de emergência” na costa da Líbia, anunciou a ONG europeia.
Primeiro, foram salvas 57 pessoas a bordo de um bote inflável, disse SOS Mediterrâneo. Horas depois, o navio resgatou 54 migrantes em outro barco. “Alguns tiveram queimaduras de combustível”, explicou a organização.
Mais tarde, o Ocean Viking encontrou 64 pessoas a bordo de um barco de madeira. O quarto resgate ocorreu no período da tarde, no qual foram salvos 21 migrantes, elevando para 196 o número total de pessoas salvas, incluindo duas gestantes.
De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), pelo menos 1.146 pessoas morreram em alto mar no Mediterrâneo no 1º semestre de 2021 quando tentavam chegar à Europa.
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Fonte: G1 Mundo

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Variante Delta da Covid-19 ganha força e causa endurecimento das restrições pelo mundo


Nova pesquisa europeia mostra que relaxar as medidas antivírus antes de vacinar toda a população aumenta em grande medida o risco de surgimento de variantes mais resistentes. A transmissão da variante Delta se intensifica pelo mundo, obrigando autoridades a endurecer as restrições sanitárias. A China começa a aplicar confinamentos locais. Na Austrália, soldados nas ruas garantem o respeito a medidas restritivas. E, no Japão, estado de emergência é estendido em meio à realização dos Jogos Olímpicos.
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A variante Delta do coronavírus é tão contagiosa quanto a catapora, provavelmente provoca uma doença mais séria do que as anteriores e os casos entre vacinados podem ser tão transmissíveis quanto entre os não vacinados, segundo documentos dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), divulgados pelo jornal The Washington Post.
CDC informa que a variante delta é tão transmissível quanto a catapora
Uma nova pesquisa europeia mostra que relaxar as medidas antivírus antes de vacinar toda a população aumenta em grande medida o risco de surgimento de variantes mais resistentes. Em um momento em que 60% dos europeus receberam pelo menos uma dose, os autores do estudo destacaram a necessidade de se manter as medidas restritivas até que todos estejam completamente vacinados.
A média de novos casos diários de Covid-19 no mundo aumentou 10% na última semana, segundo contagem da agência de notícias AFP. Em grande, o aumento se deve à variante Delta, altamente contagiosa. Embora a região da Ásia e do Pacífico tenha sido muito afetada, com um aumento diário de casos de 61% no Vietnã e no Japão, os países ocidentais também enfrentam aumentos repentinos, e os Estados Unidos e o Canadá registraram 57% mais infecções. A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a variante delta pode desencadear mais surtos em uma área de alto risco que se estende do Marrocos ao Paquistão, onde as taxas de vacinação são baixas.
China, Japão e Austrália
Na China, um novo surto ameaça a política de ‘covid zero’, com casos que se propagam de Nanquim a cinco províncias e à capital, Pequim, pela primeira vez em seis meses. Centenas de milhares de pessoas voltaram a ficar confinadas na província de Jiangsu, enquanto 41.000 receberam ordens de ficar em casa no distrito de Changping, em Pequim.
No Japão, o número de casos continua baixo comparativamente a outros países, com 3.300 novas infecções registradas em Tóquio na sexta-feira, mas os especialistas dizem que o sistema médico corre o risco de se saturar devido ao baixo nível de vacinação: apenas um quarto da população tem o ciclo de vacinação completo. Os organizadores dos Jogos Olímpicos informaram nesta sexta-feira (27) novos casos relacionados ao evento, a cifra diária mais alta até o momento.
Na Austrália, a polícia de Sydney contará com a ajuda de 300 soldados para fazer cumprir as restrições na maior cidade do país (5 milhões de habitantes), onde o número de contágios bateu um recorde na última quinta-feira (29).
Estados Unidos e Europa
Americanos, inclusive os vacinados, devem voltar a usar máscaras em áreas onde forem identificados mais casos de Covid-19. E, para impulsionar a vacinação, o presidente Joe Biden estimulou as autoridades locais a pagarem 100 dólares a quem se vacinar pela primeira vez. Na Europa, onde muitos países enfrentam a quarta onda, também há mudanças. Na Espanha, o toque de recolher foi prorrogado em Barcelona e parte da Catalunha. A partir de domingo (01), a Alemanha vai generalizar a obrigatoriedade de que os turistas não vacinados apresentem um exame anticovid ao entrar no país.

Fonte: G1 Mundo

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Rebeca Andrade, Tommie Smith e mais: 10 atletas negros que fizeram história nas Olimpíadas


Rebeca encantou o Brasil na ginástica, mas o histórico de atletas negros que marcaram a história dos Jogos Olímpicos começou em 1908. Conheça alguns dos nomes que fizeram contribuições históricas para o debate racial Rebeca Andrade em Tóquio
Ashley Landis/AP
Da cerimônia de abertura à conquista de medalhas inéditas, os atletas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 vêm protagonizando discussões sobre a representatividade racial e o combate ao racismo. O debate não é inédito: esportistas negros fazem contribuições históricas e reivindicam igualdade desde o início dos Jogos na era moderna. Conheça alguns dos principais nomes no Brasil e no mundo.
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John Baxter Taylor Jr. (EUA); Jogos Olímpicos de Londres (1908)
Taylor Jr. foi o primeiro campeão olímpico negro da história – e o primeiro a competir pelos EUA. O norte-americano teve papel pioneiro nos Jogos Olímpicos durante a prova de revezamento misto de 1.600 metros, alcançando a marca de 400m em 49s8. Taylor, no entanto, teve pouco tempo para dar continuidade ao seu legado no esporte. Menos de 5 meses depois, o atleta morreu de febre tifoide. Em seu obituário, o jovem de 26 anos foi lembrado pelo New York Times como “o maior corredor negro do mundo.”
Você sabia? A final de atletismo de 1908 também foi a mais controversa da história dos Jogos Olímpicos. Esse foi o ano da vitória do britânico Wyndham Halswelle, o único atleta a levar ouro por desistência dos adversários. Na prova individual, a equipe de John Taylor protestou contra a desclassificação do norte-americano John Carpenter, acusado de obstruir a corrida do medalhista britânico e a prova foi refeita só com o vencedor
Jesse Owens (EUA); Jogos Olímpicos de Berlim (1936)
Close-up of US champion “Jesse” (James Cleveland) Owens during Olympic Games in Berlin, August 1936, where he captured 4 gold medals, 100m, 200m, 4x100m and long jump. Grandson of a slave and legendary athlet, Jesse Owens established 6 world records in 1935. “Jesse” Owens retained his 100m world record for 20 years and his long jump world record for 25 years (until 1960).
AFP
A história de Jesse Owens nas Olimpíadas é conhecida por muitos: o corredor negro que, no auge da Alemanha nazista, garantiu 4 medalhas de ouro aos Estados Unidos e e constrangeu Adolf Hilter e sua propaganda de supremacia ariana. Um ano antes do episódio, Owens já havia batido um total de cinco recordes mundiais, os quais foram necessários 75 anos para que fossem quebrados um por um.
O norte-americano, no entanto, retornou a uma pátria segregada. Foi ovacionado Nova York, mas obrigado a usar o elevador de serviço do hotel Waldorf-Astoria. Mais tarde, declarou ter se ressentido do fato de não ter recebido sequer um telegrama do então presidente Franklin Delano Roosevelt. Sobre o líder nazista, Jesse Owens disse:
“Eu olhava a chegada e sabia que 10 segundos seriam o clímax de um trabalho. Por que, então, deveria me preocupar com Hitler?”
Aída dos Santos (Brasil); Jogos Olímpicos de Tóquio (1964)
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 12/12/2006. Cerimônia de entrega do “Prêmio Brasil Olímpico” no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A festa premia os melhores atletas de cada modalidade, além do destaque absoluto, masculino e feminino. Na foto, Aida dos Santos recebe o troféu Adhemar Ferreira da Silva.
Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo
Quando se tornou a primeira mulher brasileira a disputar uma final olímpica, Aída dos Santos, hoje com 84 anos, não tinha técnico, roupa para a cerimônia de abertura ou material para competir nos Jogos. Ainda assim, levou o quarto lugar em uma final de salto com vara.
Durante 32 anos, Aída foi a brasileira com melhor desempenho na história dos Jogos Olímpicos. Seu legado é passado adiante pelo Instituto Aída dos Santos de inclusão social através do esporte; pela medalha Aída dos Santos e pela filha Valeskinha, ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Brasil, São Paulo, SP. Aida dos Santos é atleta e foi a única mulher a fazer parte da delegação brasileira nas Olimpíadas de 1964 no Japão.
Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Tommie Smith (EUA); Jogos Olímpicos da Cidade do México (1968)
Gestos de protesto durante o hino dos EUA não são limitados ao presente – os atletas Tommie Smith e John Carlos levantaram os punhos cerrados, usando uma luva preta, durante a cerimônia de entrega de medalha dos Jogos Olímpicos do México de 1968
AP Photo/File
Os punhos cerrado de Tommie Smith e do atleta John Carlos no topo do pódio olímpico de 1968, ainda repercutem no debate sobre protestos nas Olimpíadas. A saudação dos Panteras Negras foi feita pelo norte-americano depois de quebrar o recorde mundial dos 200 metros no atletismo. Mais de meio século depois, a atitude se perpetua por meio de atletas da geração Black Lives Matter – que se ajoelham antes dos jogos como símbolo de combate às mortes pelo racismo.
Servilio de Oliveira (Brasil); Jogos Olímpicos do México (1968)
Brasil, São Paulo, SP. 03/11/1971. O pugilista Servilio de Oliveira,o primeiro boxeador brasileiro a conquista uma medalha olímpica até 2012.
Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica no boxe – e até 2012, o único. Servilio de Oliveira é considerado um dos melhores pugilistas brasileiros de todos os tempos. E mesmo muito tempo depois de abrir caminho para a modalidade do esporte no Brasil, o ex-atleta teve que batalhar por reconhecimento. Ainda neste ano, ganhou uma ação cível contra a Fundação Palmares, que havia retirado seu nome da lista de esportistas homenageados.
Serena Williams (EUA); Jogos Olímpicos de Sydney (2000), Pequim (2008) e Londres (2012)
Serena Williams perde na Olimpíada
Reuters
Medalha de ouro em Sydney, Pequim e Londres, Serena Williams carrega a responsabilidade de ser considerada uma das maiores atletas de todos os tempos. A norte-americana ocupa o posto de segunda maior campeã olímpica da história do tênis e a terceira a se manter por mais tempo como a número 1 do mundo. É diante desse peso histórico que a atleta se posiciona contra o machismo e o racismo. Nos Jogos deste ano, Serena anunciou que estaria fora da lista olímpica.
Rafaela Silva (Brasil); Jogos Olímpicos do Rio (2016)
Rafaela Silva, judoca, Rio 2016
Divulgação/Betto Gatti
Mulher, negra LGBQIA+ e periférica. Essa foi a cara do primeiro ouro do Brasil em casa nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A judoca Rafaela Silva foi a primeira campeã olímpica e mundial do país, uma trajetória que não passou ilesa aos percalços do racismo: anos antes, sua primeira Olimpíada em 2012 ficou marcada por insultos racistas após ser desclassificada por um golpe ilegal na húngara Hedvig Karakas. Punida por um caso de doping em 2019, a medalhista olímpica acabou ficando de fora de Tóquio e abriu um curso online com dez aulas de judô por R$ 147,00.
Simone Biles (EUA); Jogos Olímpicos do Rio (2016) e Tóquio (2020)
USA’s Simone Biles competes in the artistic gymnastics balance beam event of the women’s qualification during the Tokyo 2020 Olympic Games at the Ariake Gymnastics Centre in Tokyo on July 25, 2021.
Foto: Martin Bureau/AFP
Aos 24 anos, a ginasta Simone Biles é a ginasta mais premiada da história dos Estados Unidos. A atleta contabiliza 31 medalhas de Olimpíadas e campeonatos mundiais. Foi a primeira a conseguir cinco títulos mundiais no individual geral e a única mulher a cravar um Yurchenko Double Pike, movimento nunca feito antes em uma competição oficial por uma ginasta. Nos Jogos deste ano, a campeã acabou fazendo história fora dos ginásios ao deixar etapas da competição para cuidar de sua saúde mental.
‘Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás’.
Rebeca Andrade (Brasil); Jogos Olímpicos de Tóquio (2020)
Rebeca Andrade, of Brazil, performs on the floor during the artistic gymnastics women’s all-around final at the 2020 Summer Olympics, Thursday, July 29, 2021, in Tokyo.
Natacha Pisarenko/AP
Rebeca Andrade emocionou e fez história ao conquistar a primeira medalha da ginástica artística brasileira em Olimpíadas. Medalhista de prata, a atleta da Vila Fátima, Guarulhos, levou “Baile de Favela” a Tóquio e, nas classificatórias para a final individual, só ficou atrás de Simone Biles, sua inspiração desde a infância. Mesmo fora da competição, a maior ginasta da história dos EUA vibrou pela vitória da brasileira.
VÍDEO: Veja apresentação que deu a prata para Rebeca Andrade nos jogos olímpicos
Naomi Osaka (Japão); Jogos Olímpicos de Tóquio (2020)
Naomi Osaka em ação nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Foto: Tiziana Fabi/AFP
A primeira mulher negra a acender a pira olímpica em uma cerimônia de abertura das Olimpíadas também é filha de imigrantes e a primeira japonesa a conquistar um Grand Slam. Número dois do mundo, Naomi Osaka trilha os passos da contemporânea Williams ao denunciar casos de racismo nos Estados Unidos, onde vive desde os três anos de idade.
Assim como Simone Biles, Osaka também abordou o tema da saúde mental dos atletas após desistir de participar de dois torneios muito importantes para o tênis — Roland Garros e Wimbledon. Ela competiu em Tóquio, mas acabou eliminada antes da disputa por medalha.
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Fonte: G1 Mundo

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OMS, Organização Mundial do Comércio, FMI e Banco Mundial pedem que países pobres sejam prioridade na vacinação

Documento é endereçado às nações ricas e a fabricantes de imunizantes contra a Covid. Banco Mundial diz que países de alta renda aplicaram 98,2 doses a cada 100 habitantes; já nos de baixa renda, número é de 1,6 dose a cada 100 pessoas. Quatro das organizações mais importantes do mundo nas áreas de saúde, economia e comércio divulgaram neste sábado (31) um pedido conjunto endereçado aos produtores de vacinas contra a Covid-19: é preciso priorizar a entrega de doses aos países pobres.
No comunicado, os líderes da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Mundial do Comércio (OMC), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial defenderam que os países com programas de vacinação mais avançados liberem suas doses para nações mais carentes.
“Reiteramos a urgência de fornecer acesso às vacinas contra a Covid-19, aos testes e aos tratamentos para os países em desenvolvimento”, afirmaram. ”
Em relação às vacinas, uma limitação principal é a aguda e alarmante escassez na oferta de doses a países de baixa e média-baixa renda, especialmente no que resta de 2021.”
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Em junho, G7 anunciou que queria distribuir 1 bilhão de doses
Desigualdade ajuda variantes a vencerem ‘corrida contra vacinas’
VÍDEO: em junho Unicef pediu ao G7 para doar vacinas:
UNICEF divulga carta aberta com apelo para que países mais ricos doem vacinas aos mais pobres
Detalhes do pedido da OMS, OMC, FMI e Banco Mundial
O documento divulgado neste sábado continua: “Pedimos aos países com programas de vacinação avançados que liberem o quanto antes o máximo de suas doses contratadas que puderem ao Covax, à AVAT [o Fundo Africano de Aquisição de Vacinas] e aos países de renda baixa e média-baixa”.
O Covax é um mecanismo liderado pela OMS para entregar vacinas aos países menos desenvolvidos.
Os líderes dessas organizações denunciaram que os contratos de entrega de vacinas às nações pobres estavam sofrendo atrasos e que menos de 5% das doses adquiridas foram entregues.
“Pedimos aos fabricantes de vacinas anticovid que redobrem seus esforços para dimensionar a produção de vacinas especificamente para esses países e que garantam que o abastecimento de doses para o Covax e países com rendas baixa e média-baixa tenham prioridade na entrega de doses de reforço.”
Também pediram aos governos que reduzam ou eliminem as barreiras à exportação de vacinas e materiais exigidos para sua produção.
As quatro agências internacionais criaram uma unidade conjunta para identificar e resolver os problemas de produção de vacinas Covid-19 para países em desenvolvimento. A equipe teve sua primeira reunião em 30 de junho.
Até agora, mais de 4 bilhões de doses de vacinas anticovid foram aplicadas no mundo, segundo uma contagem da agência de notícias AFP.
Nos países de alta renda, segundo a classificação do Banco Mundial, foram aplicadas 98,2 doses a cada 100 habitantes. Por outro lado, nos 29 países com menor renda, foi aplicada apenas 1,6 dose a cada 100 pessoas.
VÍDEOS: perguntas e respostas sobre vacina

Fonte: G1 Mundo

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Reino Unido alerta que oxímetros contra Covid-19 funcionam menos com pessoas negras


Aparelhos funcionam por meio de luz através da pele que permite medir a quantidade de oxigênio no sangue. A Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu, em atualização publicada nesta terça-feira (26), que pacientes com Covid-19 que estejam em casa monitorem seus níveis de oxigênio com um oxímetro.
G1
O serviço de saúde do Reino Unido (NHS) alertou, neste sábado (31), que os aparelhos usados em casa para medir os níveis de oxigênio no sangue de pacientes de Covid-19 podem favorecer diagnósticos “equivocados” em pacientes negros.
Em um comunicado, o NHS explicou que alterou suas diretrizes para o uso dos oxímetros de pulso, após um estudo publicado em abril pelo Observatório da Raça e da Saúde, o qual advertia que os oxímetros aumentavam “algumas vezes” os níveis de oxigênio no sangue “de pessoas com a cor da pele mais escura”.
Os oxímetros de pulso, muito usados pelos próprios pacientes para monitorar um possível agravamento do quadro de coronavírus, funcionam por meio de uma luz através da pele, que permite medir a quantidade de oxigênio no sangue, explicou o NHS. De acordo com o órgão, a pigmentação da pele pode afetar a forma como a luz é absorvida.
No entanto, o NHS continua recomendando o uso dos oxímetros, mas aconselha que, em vez de observar a quantidade total de oxigênio, o paciente priorize as alterações significativas, “o que permite ver se os níveis de oxigênio diminuem, embora o oxímetro não seja totalmente preciso”.
Em janeiro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) sugeriu que pacientes com Covid-19 que estivessem em casa monitorassem seus níveis de oxigênio com um oxímetro. O nível de oxigênio no sangue de pacientes com casos mais graves de Covid-19 costuma cair silenciosamente. Por isso, o aparelho é importante.
Alguns dados imprecisos podem atrasar a hospitalização de um paciente. Isto seria um problema sério considerando a alta porcentagem de pessoas negras e de outras minorias entre os infectados com Covid-19, devido ao maior impacto da pandemia nas classes sociais mais baixas.
Este excesso de mortalidade por coronavírus entre as minorias resulta “das injustiças, desigualdades e discriminações estruturais que assolam a nossa sociedade”, concluiu um relatório parlamentar no final de outubro.
“Devemos tentar saber os possíveis limites de alguns equipamentos médicos, especialmente nos setores da população que apresentam um maior risco para esta doença”, disse o médico Habib Naqvi, diretor do Observatório da Raça e da Saúde.
“Isso inclui diversas comunidades de negros e asiáticos que usam os oxímetros de pulso para controlar seus níveis de oxigênio em casa”, enfatizou.

Fonte: G1 Mundo

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El Salvador intercepta um barco com 1,4 toneladas de cocaína na costa


De acordo com estatísticas da polícia, entre janeiro e 27 de julho em El Salvador, 1,73 toneladas de cocaína foram apreendidas e 68 pessoas foram presas por crimes relacionados Nayib Bukele, presidente de El Salvador, em imagem de 2019
Jose Cabezas/Reuters
El Salvador interceptou um barco com um carregamento de 1,4 tonelada de cocaína, avaliada em 35 milhões de dólares, disse neste sábado (31) o presidente do país, Nayib Bukele.
O presidente acrescentou que a operação terminou com seis detenções: três mexicanos, dois equatorianos e um colombiano.
“Nossa Força Naval acaba de interceptar um navio a 490 milhas náuticas (907 km) de nossas costas. Estima-se que ele possa trazer 1,4 tonelada de drogas”, escreveu Bukele em sua conta em uma rede social.
“El Salvador nunca havia apreendido drogas até agora”, acrescentou.
De acordo com estatísticas da polícia, entre janeiro e 27 de julho em El Salvador, 1,73 toneladas de cocaína foram apreendidas e 68 pessoas foram presas por crimes relacionados
Veja abaixo um vídeo sobre uma apreensão no Rio de Janeiro neste mês.
VÍDEO: Dupla é presa no Galeão ao tentar embarcar com cocaína

Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

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Com impopularidade de partidos políticos, defesa da ‘democracia direta’ ganha adeptos


Em todo o mundo, os eleitores parecem estar se afastando das organizações políticas tradicionais, mas a democracia pode sobreviver sem elas? Nas últimas eleições na Índia, os eleitores enfrentaram uma escolha vertiginosa entre diferentes candidatos e partidos políticos
Alamy via BBC
Em 1796, o presidente americano George Washington criticou os partidos políticos por permitirem que “homens ardilosos, ambiciosos e sem princípios” “subvertessem o poder do povo”.
A acusação dele parece fortemente oportuna hoje, apenas alguns meses depois de 147 congressistas republicanos dos EUA contestarem publicamente os resultados da mais recente eleição presidencial americana.
Mas, mesmo bem antes disso, vários americanos compartilhavam da preocupação de Washington.
A popularidade dos partidos está no fundo do poço nos EUA, com os partidos Democrata e Republicano sendo amplamente condenados por não apenas não serem representativos, como também por terem sido sequestrados pelas elites.
Na verdade, uma parcela cada vez maior de eleitores americanos — 38% em 2018 — se identifica como não filiada a nenhum dos partidos.
Essa proporção é agora maior do que a parcela de eleitores que se identificam com republicanos ou democratas.
Parece ser um fenômeno internacional.
Na Europa, por exemplo, partidos tradicionalmente poderosos de centro-esquerda estão sendo acusados ​​de ignorar seus eleitores, contribuindo potencialmente para uma reação que ajudou a empurrar o Reino Unido para o Brexit (saída da União Europeia).
A crescente animosidade em relação aos partidos inspirou debates entre cientistas políticos.
Os defensores do sistema partidário tradicional afirmam que a democracia depende de facções políticas fortes, organizadas e confiáveis.
“As pessoas na política muitas vezes tentam contornar os partidos, ir diretamente às pessoas. Mas sem os partidos, teríamos o caos”, diz a cientista política Nancy Rosenblum, da Universidade de Harvard, nos EUA, que analisa os desafios que os partidos políticos enfrentam hoje.
Mas um pequeno grupo de acadêmicos, muitos deles jovens, afirma que é hora de começar a visualizar uma democracia mais aberta e direta, com menos mediação de partidos e políticos profissionais.
Propostas como essas eram vistas como “completamente marginais” até uma década atrás, diz Hélène Landemore, cientista política da Universidade de Yale, nos EUA.
Mas, segundo ela, certos eventos — incluindo a crise econômica de 2008 e a eleição de Donald Trump para a Presidência em 2016 — ampliaram o escopo do debate.
Várias tendências aceleraram o declínio da popularidade e do poder dos partidos nos Estados Unidos.
Os esquemas de clientelismo partidário que recompensavam os apoiadores com empregos públicos há muito tempo deram lugar a sistemas mais meritocráticos.
O surgimento de comitês independentes de ação política deu aos candidatos uma fonte de financiamento de campanha — cerca de US$ 4,5 bilhões na última década — fora dos canais do partido que antes dominavam o acesso ao dinheiro da campanha.
Isso tornou muitos candidatos mais empreendedores e menos dependentes da burocracia partidária.
Em terceiro lugar, os partidos agora determinam seus candidatos por meio de eleições primárias, em vez de reuniões com membros do partido.
Apenas 17 primárias foram realizadas em 1968 — hoje, cada Estado americano tem uma primária ou caucus.
Essa mudança para as primárias universais transferiu a influência de veteranos do partido para ativistas mais radicais, que são mais propensos do que a média dos eleitores a votar nas primárias, diz Ian Shapiro, cientista político de Yale.
Em 2018, o Comitê Nacional Democrata reduziu até mesmo a influência dos superdelegados, centenas de integrantes VIPs do partido que também tinham votos na seleção de candidatos.
Isso foi para assegurar os eleitores de que estavam sendo ouvidos pelos dirigentes do partido, declarou o vice-presidente do comitê na época.
Em muitas partes dos Estados Unidos, o “gerrymandering” partidário contribuiu para tornar os candidatos menos representativos de seus eleitores, ao criar “cadeiras seguras” para ambos os partidos.
Isso significa que os vencedores são, de fato, decididos nas primárias que colocam democratas contra democratas e republicanos contra republicanos.
Esse fenômeno ajuda a explicar a eleição ao Congresso, em 2018, de Alexandria Ocasio-Cortez, uma socialista democrata de 28 anos que nunca havia exercido um cargo eletivo antes, diz Shapiro.
A escolha entre candidatos e os partidos políticos que eles representam se tornou uma característica definidora da maioria das eleições democráticas
YASUYOSHI CHIBA/AFP/GETTY IMAGES via BBC
Ocasio-Cortez derrotou um democrata influente já estabelecido em uma primária à qual menos de 12% dos eleitores compareceram.
Nem todos concordam que os partidos políticos são mais fracos hoje do que antes.
A polarização extrema de hoje significa que grande parte da população está mais fortemente ligada ao seu próprio partido, diz Rosenblum, e os esforços liderados pelos partidos de supressão ou mobilização de eleitores, na verdade, tornam os líderes partidários mais poderosos do que nunca.
Ainda assim, Shapiro e muitos outros especialistas acreditam que os partidos políticos sofreram uma grande perda de influência, que por sua vez foi uma perda para a democracia em geral.
“Os partidos políticos são a instituição central da responsabilidade democrática porque os partidos, não os indivíduos que os apoiam ou os constituem, podem oferecer visões concorrentes de interesse público”, escreveram Shapiro e sua colega de Yale, Frances Rosenbluth, em um artigo de opinião de 2018.
Os eleitores, argumentam eles, não têm tempo nem experiência para pesquisar os custos e benefícios das políticas e pesar seus interesses pessoais em relação ao que é melhor para a maioria no longo prazo.
Para mostrar o que pode dar errado com uma votação de questão única sem orientação partidária, Shapiro e Rosenbluth citam a notória Proposição 13 da Califórnia, uma iniciativa eleitoral de 1978 que restringiu drasticamente os aumentos de impostos sobre propriedades.
A princípio, a medida pareceu uma vitória para muitos eleitores.
No entanto, ao longo dos anos, a nova regra também dizimou os orçamentos locais a ponto de os gastos escolares por aluno da Califórnia ocuparem agora quase as últimas posições do ranking dos 50 Estados americanos.
Os partidos desempenham muitas outras funções importantes, incluindo facilitar acordos, diz Russell Muirhead, cientista político da Universidade de Dartmouth, nos EUA, e coautor de Rosenblum.
Como exemplo, Muirhead cita a lei agrícola (Farm Bill), que os dois partidos renegociam aproximadamente a cada cinco anos.
Cada vez que eles se sentam para negociar, “os democratas querem ajuda alimentar para a população urbana, e os republicanos querem ajuda para os agricultores e, de alguma forma, eles sempre chegam a um acordo”, diz ele.
“A alternativa é favorecer um lado ou simplesmente não passar nada.”
Apesar da política partidária tensa e muitas vezes combativa em vários países, os partidos políticos também encontram espaço para acordos e para trabalhar juntos
BILL GREENBLATT/GETTY IMAGES via BBC
E talvez o mais importante, os dois principais partidos dos Estados Unidos tradicionalmente cooperam no reconhecimento da legitimidade de seus oponentes, como escrevem Rosenblum e Muirhead.
Outros países, como Tailândia, Turquia e Alemanha, baniram partidos políticos que seus governos consideraram desestabilizadores demais para a democracia.
A cooperação dos partidos americanos ajudou a manter a paz, garantindo aos eleitores americanos que, mesmo que percam hoje, podem muito bem vencer amanhã.
Agora, no entanto, essa regra fundamental está sendo quebrada, dizem Rosenblum, Muirhead e outros, com alguns líderes partidários acusando até mesmo seus oponentes de traição.
“A principal coisa que está acontecendo agora é que temos um argumento explícito de que o partido da oposição é ilegítimo”, afirma Rosenblum.
“Trump vem chamando os democratas de inimigos do povo e ilegítimos, e dizendo que a eleição é fraudulenta. Este é o caminho para a violência, já que não há como corrigir isso com outra eleição.”
Os partidos políticos em todo o mundo perderam considerável boa fé e influência, diz Shapiro. Mas ele sugere que, em vez de bani-los ou minar ainda mais seu poder, devemos fortalecê-los e torná-los mais confiáveis.
Ele e seus colegas defendem a reforma do financiamento de campanha, para acabar com as atuais guerras de lances caóticas pela lealdade dos candidatos, embora esse objetivo continue a ser elusivo.
Para combater a ascensão do extremismo, eles também pedem que o trabalho de redistribuição de distritos eleitorais seja feito por comissões apartidárias, em vez do “gerrymandering”.
Para reduzir ainda mais o risco de as primárias aumentarem a polarização, Shapiro propõe que os líderes partidários tenham permissão para escolher os candidatos se o comparecimento nas eleições primárias for abaixo de 75% do comparecimento nas eleições gerais anteriores.
Landemore e seus seguidores afirmam que essas ideias não correspondem à urgência do dilema atual.
Ela convida as pessoas a imaginarem como a democracia pode funcionar com menos ou até mesmo zero dependência de partidos políticos e, particularmente, sem campanhas eleitorais dispendiosas e potencialmente corruptas.
Uma possibilidade, diz ela, seria nomear aleatoriamente grupos de cidadãos, escolhidos como os júris de hoje, para liderar o governo, enquanto se alternam por períodos fixos por meio de uma “Casa do Povo” permanente.
Essas assembleias de cidadãos seriam mais representativas do que o atual Congresso americano, escreveu Alexander Guerrero, filósofo da Universidade Rutgers, nos EUA, em um artigo de opinião de 2019, no qual ele defendia a escolha dos representantes por sorteio.
“Nos Estados Unidos, 140 das 535 pessoas servindo no Congresso têm um patrimônio líquido superior a US$ 2 milhões, 78% são homens, 83% são brancos e mais de 50% eram anteriormente advogados ou empresários”, ele observou.
Vários países europeus já tentaram alternativas à democracia partidária. Em 2019-2020, a França realizou uma Convenção Cidadã sobre o Clima, convocando 150 cidadãos escolhidos aleatoriamente para ajudar a conceber formas socialmente justas de reduzir os gases de efeito estufa.
Em dezembro de 2020, o presidente francês concordou em realizar um referendo sobre uma das sugestões da convenção, a inclusão da proteção climática na Constituição federal.
E em 2016, o Parlamento irlandês reuniu 99 cidadãos para deliberar sobre questões persistentes, incluindo a proibição constitucional do aborto.
A maioria da assembleia propôs que a proibição fosse derrubada, o que foi confirmado posteriormente por um referendo nacional, e a lei foi alterada — e tudo isso foi alcançado sem o envolvimento dos partidos políticos estabelecidos.
Apesar do impacto limitado desses esforços até agora, Landemore diz que a maré da opinião pública está mudando.
Há apenas cinco anos, colegas zombaram da ideia de uma “democracia aberta” em uma conferência de ciência política, diz ela, que acrescenta:
“Daqui a cinco anos, acho que seremos absolutamente a corrente principal”.
* Esta reportagem foi publicada originalmente na Knowable Magazine e foi republicada aqui sob uma licença Creative Commons.

Fonte: G1 Mundo

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Mulher de Boris Johnson, do Reino Unido, está grávida pela segunda vez


Casal teve o primeiro filho no ano passado e se casou em maio de 2021. Boris Johnson e sua mulher Carrie, em 11 de julho de 2021
John Sibley/Reuters
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e a mulher dele, Carrie, aguardam um novo bebê. Carrie anunciou a novidade em uma rede social neste sábado (31).
Boris Johnson e Carrie se casaram em maio deste ano. O primeiro-ministro tem 57 anos. Ele já foi casado outras duas vezes. Ele teve quatro filhos com a segunda esposa, uma advogada.
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A primeira criança de Boris Johnson e Carrie, um menino chamado Wilfred, nasceu em abril de 2020.
Carrie disse a amigos na rede social que ela se sentia incrivelmente abençoada por estar grávida novamente. A expectativa é que o nascimento aconteça em dezembro.
Ela também revelou que sofreu um aborto involuntário no começo deste ano.
Carrie disse que questões de fertilidade podem ser muito difíceis para algumas pessoas, especialmente em plataformas como o Instagram, onde às vezes há a aparência de que todos estão bem.
Veja os vídeos mais assistidos do G1

Fonte: G1 Mundo

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Obra de arte em campo de arroz no Japão celebra Jogos Olímpicos de Tóquio


Imagem, que este ano homenageia as Olimpíadas, faz parte de uma tradição anual iniciada em 2008 pela cidade de Gyoda, em Saitama, na tentativa de atrair turistas. Imagem aérea mostra obra de arte em campo de arroz em Gyoda, no Japão
Harumi Ozawa/AFP
Do solo, é difícil distinguir as diferentes variedades de arroz em um campo em Gyoda, Japão, mas de cima pode se ver uma enorme obra de arte celebrando os Jogos Olímpicos.
A gigantesca instalação traz imagens icônicas japonesas, como a famosa onda ou o Monte Fuji – da xilogravura de Katsushika Hokusai – e um ator kabuki, com uma pintura facial marcante, semelhante à que apareceu na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio.
As imagens fazem parte de uma tradição anual iniciada em 2008 pela cidade de Gyoda, em Saitama, ao norte de Tóquio, na tentativa de atrair turistas.
Em 2015, eles alcançaram um recorde no Livro Guinness ao criar a maior obra de arte em campos de arroz do mundo (28.000 m2).
A cada ano, um comitê propõe um novo desenho e centenas de voluntários plantam variedades de arroz de diferentes cores para produzir imagens espetaculares que podem ser vistas de um observatório próximo, a 50 metros de altura.
O projeto é selecionado no início do ano e o plantio ocorre por volta do mês de maio.
Em 2019, o tema homenageou a Copa do Mundo de Rugby, realizada no Japão.
A imagem deste ano teve como objetivo destacar a herança cultural japonesa, partindo do pressuposto de que uma multidão de estrangeiros visitaria o país para os Jogos Olímpicos.
Mas não foi o caso, pois os espectadores estrangeiros foram proibidos e a maioria dos eventos dos Jogos são realizados a portas fechadas.
“É muito mais dinâmico do que eu esperava”, disse à AFP Kiyo Hoshino, visitante de 23 anos.
“Eu esperava algo mais simples. Mas é mais complicado no design e em uma escala realmente grande. Fiquei impressionado com a arte tão panorâmica”, disse ele.
A manutenção da obra de arte, evitando que as diferentes cores se misturem ou se misturem com outras plantas, envolve muito trabalho.
Nesta sexta-feira (30), quase uma dúzia de funcionários do departamento de agricultura da cidade limparam o campo, vasculhando a vasta área com botas de borracha e armados com foices.
O projeto também busca unir a comunidade e promover o interesse pela agricultura.
Em um ano normal, cerca de mil pessoas estão envolvidas na complexa tarefa de plantar as variedades certas de arroz no lugar certo para produzir a obra de arte.
Entre eles estão voluntários com alguma experiência agrícola e outros sem, incluindo crianças locais.
Mas a pandemia obrigou os organizadores a reduzir o número de participantes pela metade, embora as pessoas tenham outra chance de participar quando o arroz for colhido em outubro.
Todos os participantes recebem dois quilos de arroz como presente de agradecimento, no final de novembro.
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Fonte: G1 Mundo