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Prédio da ONU é atacado no Afeganistão

Os escritórios das Nações Unidas em Herat, terceira maior cidade do Afeganistão, foram atacados nesta sexta-feira (30).
A missão da ONU no país condenou o ataque e afirmou que um policial morreu e vários ficaram feridos.
A representação diplomática também disse que o prédio estava “claramente identificado” e o ataque feito na entrada do prédio “foi levado a cabo por elementos antigovernamentais”.
Herat fica no noroeste do país, perto da fronteira com o Irã e o Turcomenistão, onde forças do governo e do Talibã têm se enfrentado.

Fonte: G1 Mundo

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Covid-19: China enfrenta pior surto da doença desde o aparecimento do coronavírus em Wuhan


Quase 200 pessoas foram diagnosticadas desde que o vírus foi identificado no aeroporto de Nanjing, epicentro da contaminação. Autoridades de saúde deram início a testagem em massa em Nanjing
Getty Images via BBC
Um surto de Covid-19 com origem na cidade de Nanjing espalhou-se para outras cinco províncias da China e chegou a Pequim. A mídia estatal chinesa classificou o episódio como o mais amplo contágio desde o ocorrido a partir da cidade de Wuhan, no início da pandemia, no fim de 2019.
Quase 200 pessoas foram infectadas desde que o vírus foi identificado no movimentado aeroporto de Nanjing no dia 20 de julho.
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Todos os voos oriundos da cidade estão suspensos até o dia 11 de agosto, de acordo com a imprensa estatal.
Autoridades de saúde deram início a testagem em massa na região após críticas de falha na vigilância contra a Covid-19.
Conforme a agência governamental de notícias Xinhua News, todos os 9,3 milhões de moradores da cidade serão testados. Publicações nas redes sociais mostram longas filas nos locais de testagem, e autoridades têm reforçado a importância de que as pessoas usem máscaras, mantenham distanciamento umas das outras e evitem conversar enquanto esperam.
O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95
O governo afirma ser a variante Delta do coronavírus o principal fator por trás do novo surto. O fato de a cidade ter um aeroporto movimentado, de acordo com a declaração oficial, ajudou a espalhar a doença.
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O vice-diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças de Nanjing, Ding Jie, disse a jornalistas que os primeiros casos foram de funcionários da limpeza que estiveram em uma aeronave que tinha acabado de chegar da Rússia no dia 10 de julho.
Segundo a agência Xinhua News, os funcionários encarregados da limpeza não seguiram corretamente os protocolos de higiene para evitar a contaminação pelo Sars-CoV-2. O conselho disciplinar do Partido Comunista Chinês culpou a gerência do aeroporto, afirmando que o local tinha “problemas de falta de supervisão e falta de profissionalismo da administração”.
13 cidades atingidas
Os primeiros testes apontaram que o vírus já se alastrou por 13 cidades, incluindo Chengdu e a capital, Pequim.
Especialistas consultados pela plataforma Global Times, que também pertence ao governo, avaliaram, contudo, que o surto estaria ainda em estágio inicial e que poderia ser controlado.
Autoridades em Nanjing afirmam que, até o momento, sete entre os infectados estão em estado grave.
O rápido aumento no volume de casos levou parte da população a especular nas redes sociais sobre a eficácia das vacinas que têm sido aplicadas no país contra a variante Delta.
Não se sabe, entretanto, se aqueles que foram infectados estavam ou não vacinados.
Alguns países do sudeste asiático que vinham usando imunizantes de farmacêuticas chinesas anunciaram recentemente que vão procurar outras fabricantes.
Há meses a China vinha conseguindo manter a pandemia sob controle, após fechar suas fronteiras e agir rapidamente para conter eventuais novos surtos.
De maio de 2020 a julho de 2021, o país registrou apenas três mortes por covid. Ao todo. A título de comparação, a atual média de mortes diárias no Brasil é de 1.344.
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Fonte: G1 Mundo

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Reator nuclear chinês é fechado após incidente com combustível


O ministério chinês do Meio Ambiente e a Autoridade de Segurança Nuclear indicaram que houve um aumento da radioatividade dentro de um dos reatores causado por cerca de cinco barras de combustível danificadas. Imagem de 2013 da usina de Taishan, na China
Peter Parks/AFP
A central nuclear de Taishan na China, teve uma falha há um mês e meio e foi fechada para manutenção, anunciou, nesta sexta-feira (30) o operador da usina, o China General Nuclear Power Group (CGN).
O ministério chinês do Meio Ambiente e a Autoridade de Segurança Nuclear indicaram que houve um aumento da radioatividade dentro de um dos reatores causado “por cerca de cinco barras de combustível danificadas”.
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Esse fenômeno foi descrito como comum pelas autoridades. O aumento da radioatividade ocorre devido a “fatores incontroláveis” durante os processos de fabricação, transporte ou instalação na central nuclear.
As varetas de combustível contêm pastilhas de urânio e fornecem a energia que alimenta um reator nuclear. Segundo a CGN, a empresa chinesa que gerencia a usina, o fechamento não representa nenhum perigo iminente: os danos às varetas com pastilhas de urânio “continuam dentro dos parâmetros admissíveis das especificações técnicas” e o reator poderia ter “continuado a operar de forma estável”.
O objetivo do fechamento é “descobrir a causa dos danos que afetam o combustível e substituir o danificado”, segundo nota da empresa.
No comunicado da empresa, afirma-se que a decisão foi tomada após uma conversa entre as equipes da China e da França —a usina funciona como uma parceria com a empresa nuclear francesa Framatome.
A Framatome já havia anunciado, no mês passado, que houve um “inconveniente de funcionamento” da usina, depois que a emissora de notícias americana CNN informou sobre um possível vazamento radioativo.
Porém, a Framatome afirmou depois que “apoiava a resolução de um problema de rendimento” no local, mas que segundo “os dados disponíveis, a central operava dentro dos parâmetros de segurança”.
A usina de Taishan começou a operar em 2018. Foi a primeira em todo o mundo a utilizar um reator nuclear de tecnologia EPR de última geração, que usa água pressurizada.
Projetos de usinas com essa tecnologia têm sofrido anos de atraso em em países europeus, como Reino Unido, França e Finlândia.
A usina chinesa está localizada na zona costeira da grande província de Guangdong, a mais populosa do país, a poucas dezenas de quilômetros dos territórios semi-autônomos de Macau e Hong Kong.
No momento do incidente, a China minimizou os riscos e explicou que os níveis de radioatividade na usina eram normais.
Tecnologia francesa
Lançada em 1992, a tecnologia EPR é considerada uma joia do setor nuclear francês e foi desenvolvida pelo grupo francês Areva e pela alemã Siemens como parte de sua subsidiária conjunta, embora a empresa alemã tenha se retirado posteriormente.
A francesa EDF detém uma participação de 30% na usina de Taishan. A operadora chinesa CGN detém os 70% restantes.
Veja abaixo um vídeo sobre os 10 anos do acidente na usina de Fukushima, no Japão.
Acidente nuclear na usina de Fukushima completa 10 anos esta quinta (11)
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Fonte: G1 Mundo

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As mulheres que trocam sexo por cirurgias plásticas e proteção na ‘capital’ do narcotráfico


A influência dos narcotraficantes faz com que muitas mulheres se submetam a cirurgias plásticas no estado mexicano de Sinaloa. Imagem de marcações na barriga de uma mulher
Getty Images/Via BBC
O Estado mexicano de Sinaloa, no oeste do México, é o lar do cartel de drogas mais poderoso e sanguinário do país.
Veja abaixo uma reportagem de fevereiro de 2021 sobre a prisão da mulher de Joaquín “El Chapo” Guzmán, ex-chefe do cartel de Sinaloa.
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O dinheiro gerado deixou sua marca na relação entre narcotraficantes e mulheres jovens — e alimentou uma obsessão local por cirurgia plástica.
Em sua clínica, na cidade de Culiacán, a médica Rafaela Martinez Terrazas tem uma pilha de cadastros de pacientes em potencial — mulheres em busca de cirurgia.
A maioria pede procedimentos associados ao que ficou conhecido como “narcoestética”.
“Uma cintura menor e definida… Quadris mais largos com o bumbum maior… E se estamos falando de seios, geralmente são grandes”, diz Martinez.
Uma mulher com essa silhueta hiperfeminizada e exagerada costuma ser chamada de la buchona no México — sobretudo se ela gosta de artigos de marca chamativos e tem um amante do narcotráfico.
“A idade média das minhas pacientes é entre 30 e 40 anos. Mas, muitas vezes, vêm mulheres bem mais jovens — inclusive menores de 18 anos”, diz a médica.
“Elas competem entre si — quem tem o melhor corpo, ou a cintura mais fina.”
As mulheres e adolescentes podem ir para a consulta acompanhadas das mães ou amigas. Outras chegam com um homem ou sozinhas.
“Muitas vezes, elas vêm com um namorado que paga pela cirurgia. E tem vários homens que me ligam: ‘Ei, doutora, vou mandar uma garota para operar’.”
“Um cara me ligou e disse: ‘Uma das minhas garotas está indo ver você. Agora, doutora, você sabe do que eu gosto. Não ligue para o que ela diz — é para isso que estou te pagando'”, conta Martinez.
“Falei para ele resolver isso com ela, porque quando a paciente está na minha sala de cirurgia, ela toma as decisões.”
O que é ‘la buchona’?
A origem do termo é contestada, mas é usado para se referir a uma aparência que inclui um corpo em forma de ampulheta aprimorado cirurgicamente, roupas chamativas e acessórios caros;
Os narcotraficantes preferem namoradas la buchona — mas muitas mulheres que adotam esse estilo fazem isso simplesmente porque está na moda, não porque têm ligação com o tráfico de drogas;
Imagem sem data de Kim Kardashian
Getty Images/Via BBC
O visual Kim Kardashian (na foto acima), às vezes, é chamado de la buchona.
Um dos membros do cartel enviou cerca de 30 mulheres para serem operadas por Rafaela Martinez. A um custo de cerca de US$ 6,5 mil por lipoescultura, os procedimentos não são baratos. Muitas vezes, o pagamento é feito em dinheiro.
“Obviamente, nesses casos, o dinheiro vem do narcotráfico”, diz Martinez.
“Eu costumava dizer: ‘Isso definitivamente não é bom.’ Agora, não é que eu tenha mudado de ideia, mas já não penso muito nisso antes de operar. É porque a economia aqui em Sinaloa — restaurantes, bares, hospitais — depende do narcotráfico.”
Martinez tenta aconselhar mulheres cujas operações são pagas por um amante.
“Pergunto à paciente se ela está de acordo com a cirurgia que ele quer que ela faça. Às vezes, elas dizem: ‘Tudo bem, o que ele quiser.’ E eu explico a elas que depois de um tempo, ele não será mais seu namorado, mas o corpo será dela para o resto da vida. Portanto, elas devem escolher o que querem — e não o que eles querem.”
No consultório, a médica vê a evidência de relações semicontratuais, geralmente temporárias, entre homens e mulheres. São os relacionamentos que foram moldados — alguns diriam deformados — pelo tráfico de drogas em Sinaloa.
“Para um traficante, é muito importante ter uma mulher bonita ao seu lado… É como o protótipo de todo traficante”, diz Pedro (nome fictício).
Pedro é um homem forte, na casa dos 30 anos, que não quer ser identificado. Ele se descreve como um personal trainer e frequenta círculos do narcotráfico em Sinaloa.
“Os homens competem entre si pelas mulheres. Sua esposa é alguém que vai ficar em casa cuidando dos filhos. As outras mulheres que você tem são mais como troféus.”
Esposa de um traficante
Emma Coronel Aispuro, esposa do conhecido ex-chefe do cartel de Sinaloa, Joaquín “El Chapo” Guzmán, se declarou culpada em junho, em Washington DC, de conspiração para distribuição de drogas e uma série de outras acusações.
Ela teria conhecido Guzmán ainda adolescente em um concurso de beleza em Durango, no México, em 2007, e concordou em se casar com ele naquele dia.
Imagem sem data de rede social de Emma Coronel Aispuro, mulher de El Chapo
Reprodução/Instagram
“Os homens são motivados pela luxúria — por bundas e seios grandes. Mais do que qualquer coisa, é luxúria”, diz ele.
Pedro pagou cirurgia plástica para duas mulheres.
“Talvez alguém que você conheça diga: ‘Minha amiga quer fazer os seios, a bunda, ou consertar o nariz. Ela está procurando um patrocinador’. E se o homem estiver atraído por ela, então ele será seu patrocinador ou padrinho”, revela.
Um acordo então é fechado.
“A mulher pode dizer: ‘OK, meu corpo é seu por seis meses, se você pagar pela operação'”, conta Pedro.
E esses contratos informais podem não ser apenas para cirurgia.
“Muitas vezes, se uma mulher não é filha de alguém com posses, ela procura um namorado que possa sustentá-la”, diz ele.
“Portanto, o acordo pode ser para coisas como um carro, uma casa, dinheiro ou itens de luxo.”
Em Sinaloa, onde a pobreza é abundante e a vida precária devido à presença de tantos grupos armados, um “padrinho” pode trazer à mulher não só conforto, mas também proteção.
Era isso que Carmen (nome fictício) estava procurando quando fez um pacto com um traficante. Ela mora em Culiacán, a maior cidade de Sinaloa, mas vem de uma área rural pobre, onde quando criança costumava passar fome.
“Eu queria uma vida que minha família não pôde me dar por causa da pobreza”, diz ela.
“Então, quando eu tinha 16 anos, disse à minha mãe que iria morar sozinha. Lembro que minha avó falou: ‘Mas você é apenas uma criança, vai fazer o que? E eu respondi: ‘Tenho mãos e pés, sou inteligente. Posso trabalhar.’ ”
Carmen se mudou para Culiacán e ficou com uma das muitas famílias ligadas ao crime organizado. Mas, nesta casa, ela foi abusada sexualmente. Arriscou-se então e confiou em um homem que conheceu.
“Ele viu que eu estava com muito medo e disse: ‘Pega meu número’. Tive coragem de sair daquela casa e mantive contato com ele. ”
O relacionamento se tornou sexual.
“Ele me disse: ‘Você é uma menina, está sozinha e não tem ninguém para protegê-la em Culiacán, uma cidade perigosa’.”
“E falou: ‘Vou ser seu padrinho.’ Então, eu o vejo quando ele quer me ver, e todo pessoal dele sabe quem eu sou. Posso andar por qualquer lugar em Culiacán, e me sinto superprotegida de que nada vai acontecer comigo.”
Ela não sabe quantas outras mulheres têm um relacionamento semelhante com este mesmo homem.
‘Não parei de ter medo dele’
Carmen é ousada e determinada. É uma jovem que sonha em ir para a universidade e abrir seu próprio negócio, e ela calculou que a maneira de atingir seus objetivos em Sinaloa é sucumbir aos caprichos de um homem que ela também considera extremamente perigoso.
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Getty Images/Via BBC
“Não parei de ter medo dele. Quando encontro com ele, fala-se sobre máfia, negócios — isso me assusta”, diz ela.
“O que tento fazer é esquecer o que vi e ouvi, porque isso pode te colocar em apuros… Talvez meu patrono não seja (uma pessoa) ruim, mas ele fez coisas ruins. E ele pode não querer me fazer mal, mas ele poderia desaparecer comigo, quer ele seja mau ou não.”
Carmen está sendo pressionada por seu “narco-padrinho” para fazer uma cirurgia plástica para transformar seu corpo mignon. Até agora, ela conseguiu evitar ser levada ao consultório médico.
“Acho que (a mulher) que faz a cirurgia é insegura, e talvez esteja mais interessada do que eu em se tornar mais parecida com la buchona”, diz ela.
A obsessão da cultura do narcotráfico pela cirurgia plástica extrapolou para a sociedade mais ampla de Sinaloa.
Outdoors anunciando cirurgiões e seus procedimentos podem ser vistos por toda Culiacán, garantindo aos clientes em potencial que eles podem pagar com cartão de crédito, caso não tenham dinheiro disponível.
Não é incomum que uma adolescente ganhe seios novos ou um nariz remodelado de presente de aniversário ou Natal. Os homens também são cortados, esticados e lipoaspirados.
Janette Quintero, que administra um grande salão de beleza, passou por mais de 20 procedimentos cirúrgicos.
“Eu amo. Para uma mulher, fazer uma cirurgia é a coisa mais linda do mundo — mudar as coisas que você não gosta em seu corpo”, diz ela.
“Nos meus 20 anos, eu era a mulher com o bumbum mais arrebitado em toda Sinaloa! Queria ser como as outras.”
Agora ela diz que a moda está mudando — algumas mulheres estão reduzindo o tamanho do busto e do bumbum.
Mas Gabriela (nome fictício), mãe solteira de 38 anos com seu próprio negócio, não está entre elas.
Ela está muito feliz com as curvas hiperfeminizadas, pelas quais ela pagou por conta própria, após o término de um relacionamento.
Esses procedimentos aumentaram sua autoestima, diz ela, mesmo que ainda não a tenham ajudado a atrair o novo parceiro que está procurando.
Enquanto muitas mulheres em Sinaloa estão na fase de querer ser namorada de um narcotraficante, Gabriela diz que ela quer agora um tipo diferente de homem — “alguém que seja inteligente, trabalhador e leal”.
Mas essas qualidades podem ser escassas em Sinaloa.
“É muito normal um homem ter três ou quatro mulheres, além de outras namoradas. Faz parte da cultura”, diz Gabriela.
“E o que vi com o tempo é que os homens se tornaram mais sem vergonha. As mulheres suportam isso enquanto são sustentadas financeiramente — o que os olhos não veem, o coração não sente.”
A cultura do narcotráfico fomentou a ideia de que as mulheres são propriedades, “que pertencem” aos homens, diz Maria Teresa Guerra, advogada que passou décadas defendendo as mulheres em Sinaloa.
E isso aumenta o risco de violência contra as mulheres, ela acredita, seja por parte do amante narcotraficante ou de seus inimigos.
“As mulheres são assassinadas porque são parceiras de um traficante ou quando um homem se sente traído. Os narcotraficantes mandam uma mensagem de que as mulheres pertencem a eles”, explica Guerra.
Em Sinaloa, duas vezes mais mulheres são mortas com armas de fogo do que em outros Estados mexicanos.
“O que encontramos em Culiacán é uma alta incidência de violência e crueldade contra as mulheres — seus corpos são encontrados torturados e queimados”, diz Guerra.
“Me lembro do caso de uma jovem — o namorado dela era um narcotraficante. Ele pagou por sua cirurgia estética. Quando ela foi morta, os assassinos apontaram as balas para seus seios e quadris — as partes do seu corpo nas quais o traficante havia investido.”
Quão fácil é para uma mulher dizer “não” a um narcotraficante?
“Conheço mulheres que querem se dissociar dos narcotraficantes, mas é complicado”, diz Guerra.
“As autoridades ainda não querem enfrentar essa questão da cultura do narcotráfico. Não há uma luta séria contra o crime organizado — ainda há conivência. São os narcotraficantes que são protegidos, não as mulheres”.
Carmen, que está comprometida em uma relação perigosa com um peso-pesado do cartel, pode não ter entendido isso. Ou, pelo menos, se recusa a se envolver nisso.
E ela não sabe por quanto tempo será capaz de resistir às súplicas dele para marcar uma consulta com um cirurgião para aumentar os seios ou o bumbum.
“Por enquanto, ele me trata como uma deusa”, diz ela.
Pode ser. Mas não se desafia homens armados em Sinaloa.
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Fonte: G1 Mundo

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Viúva de presidente do Haiti diz a jornal dos EUA que os assassinos pensaram que ela estava morta


Martine Moise disse que os assassinos falavam espanhol e que, depois de terem matado seu marido, eles começaram a procurar um documento no meio dos papéis que estavam no quarto. Martine Moise (segunda da esquerda para a direita), viúva do presidente assassinado do Haiti, em 22 de julho de 2021
Matias Delacroix/AP
Os assassinos do presidente Jovenel Moise, do Haiti, acharam que a viúva dele também estava morta e por isso não a executaram, disse Martine Moise em uma entrevista ao jornal “New York Times” publicada nesta sexta-feira (30).
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Ela relatou que estava com a boca cheia de sangue e seu cotovelo tinha sido atingido por balas, e que viu as botas dos assassinos no momento em que eles mataram Jovenel.
Na noite do atentado, ela e o marido estavam dormindo e foram acordados pelo som dos tiros. Martina correu para acordar os dois filhos e pediu a eles que se escondessem no banheiro, o que eles fizeram.
Jovenel pediu ajuda pelo telefone —ele ligou para os dois chefes da segurança presidencial, que responderam que estavam a caminho (hoje, os dois estão presos).
Os assassinos entraram com facilidade. Jovenel pediu para que Martine deitasse no chão e disse que assim ela estaria segura.
Entraram atirando
Os homens entraram no quarto atirando. Ela foi atingida primeiro. De acordo com Martine, eles não falavam as línguas do Haiti —a língua crioula e o francês. Os homens falavam espanhol, e se comunicavam com alguém pelo telefone.
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Martine contou que quando estava no chão, ouviu a conversa dos assassinos: eles procuravam um documento entre as pastas de seu marido. Falando em espanhol, os criminosos analisaram alguns dos papéis até acharem o que buscavam.
Um dos assassinos ainda apontou a lanterna para os olhos de Martine antes de ir embora. “Quando eles saíram, eles acharam que eu estava morta”, ela disse.
Rumo das investigações
Martine afirmou que considera que as investigações ainda não são conclusivas para determinar quem encomendou o assassinato de seu marido.
Alguns suspeitos já foram presos: 18 mercenários colombianos, um ex-juiz haitiano, dois membros da equipe de segurança de Jovenel Moise, um vendedor de armas e um vendedor de seguros que vivia na Flórida, nos EUA.
A polícia do Haiti afirma que o plano foi elaborado por um doutor e pastor chamado Christian Emmanuel Sanon. Ele teria se envolvido na contratação de mercenários da Colômbia para matar Jovenel Moise e tomar o poder.
Martine pode ser candidata
No entanto, Martine considera que Sanon e os outros que foram presos não teriam dinheiro suficiente para financiar a operação para matar Jovenel. “Só os oligarcas e o sistema poderiam matá-lo”, afirma.
Ela também diz ter dúvidas sobre o que aconteceu com os agentes de segurança da residência presidencial. Nenhum guarda foi ferido. “Não entendo como ninguém foi atingido”, diz ela.
Na entrevista, ela afirmou que está pensando em se candidatar à presidência.
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Fonte: G1 Mundo

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Presidente de Israel recebe 3ª dose da vacina da Pfizer contra Covid


O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebe 3ª dose da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, em 30 de julho de 2021, no lançamento da campanha para reforçar a imunização em pessoas com mais de 60 anos
Maya Alleruzzo/Pool via AFP
O presidente israelense, Isaac Herzog, recebeu uma terceira dose da vacina anticovid-19 nesta sexta-feira (30), no lançamento de uma campanha em seu país para continuar imunizando pessoas a partir dos 60 anos.
“Começamos a campanha de reforço da vacinação”, declarou o presidente Herzog, que recebeu sua terceira dose do medicamento da Pfizer/BioNTech no Hospital Sheba, localizado nos subúrbios de Tel Aviv.
Em meados de julho, Israel autorizou a administração de uma terceira dose da vacina para pessoas com imunodepressão grave, ou seja, aquelas cujo sistema imunológico debilitado as torna particularmente vulneráveis ao vírus.
Diante de um recente aumento dos casos de covid-19, o primeiro-ministro Naftali Bennett anunciou uma campanha para injetar uma terceira dose em pessoas com 60 anos, ou mais.
“Israel é o pioneiro, tomando a dianteira com uma terceira dose da vacina para pessoas com 60 anos e mais”, disse Bennett, de 49, que acompanhou o presidente Herzog ao hospital nesta sexta-feira.
“A única maneira de vencer a covid é agirmos juntos. Juntos significa compartilhar informações, métodos, conselhos, etapas práticas. O Estado de Israel está aberto a compartilhar todas as informações que obterá desta medida audaciosa”, acrescentou.
De acordo com a Pfizer, que produz a vacina masi usada em Israel, “novos estudos mostram que uma terceira dose tem efeitos neutralizadores contra a variante delta, [que são] cinco vezes mais elevados entre os jovens e mais de 11 vezes entre os mais velhos”.
Por enquanto, no entanto, a agência responsável pelo setor de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), cujas recomendações são, em geral, seguidas por Israel, não deu sinal verde para a injeção de uma terceira dose.

Fonte: G1 Mundo

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Ex-chanceler e advogada críticos a Ortega são presos na Nicarágua


Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, em foto no dia da Independência do país
Cesar Perez/Presidência da Nicarágua via Reuters
O ex-chanceler nicaraguense Francisco Aguirre e a ativista de direitos humanos María Oviedo foram detidos por suspeita de ações contra a soberania da Nicarágua, em mais uma medida do governo contra críticos do presidente Daniel Ortega.
Com as prisões de Aguirre e Oviedo, subiu para 31 o número de opositores detidos pelo governo Ortega desde junho. A repressão é vista como uma forma de se reeleger para um quarto mandato consecutivo nas eleições de 7 de novembro.
“Denunciamos o sequestro do ex-chanceler Francisco Aguirre, detido sem justificativa pela polícia”, escreveu em uma rede social o movimento de oposição Unidade Nacional Azul e Branco (Unab), sem informar a data da detenção.
O Ministério Público (MP) da Nicarágua disse na quinta-feira (29) ter pedido à Justiça “a ampliação do período de investigação e detenção judicial” do ex-chanceler, que o pedido foi aceito e que foi estipulada a prisão por 90 dias.
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Aguirre, economista e analista político de 76 anos, está sendo investigado por “supostamente ter cometido atos que minam a independência, soberania e autodeterminação da Nicarágua”, ao incitar publicamente “interferência estrangeira nos assuntos internos”, segundo a acusação.
Ele também é acusado de ter celebrado “a imposição de sanções contra o Estado da Nicarágua e seus cidadãos”, aludindo às mais de 130 sanções internacionais adotadas desde 2018 contra funcionários e familiares do presidente Ortega por violação dos direitos humanos.
A polícia informou a detenção da advogada María Oviedo, que “esta sendo investigada” pelos mesmos delitos associados a Aguirre.
Entre os críticos de Ortega presos estão sete candidatos à presidência: Cristiana Chamorro, Arturo Cruz, Félix Maradiaga, Juan Sebastián Chamorro, Miguel Mora, Medardo Mairena e Noel Vidaurre, além de três ex-guerrilheiros críticos do governo e importantes opositores.
Aguirre foi embaixador da Nicarágua nos Estados Unidos e posteriormente chanceler durante o governo do ex-presidente Arnoldo Alemán (1997-2002). Ele também trabalhou no Banco Mundial e é crítico à gestão do governo de Daniel Ortega, no poder desde 2007.
Em fevereiro passado, o Parlamento, nas mãos do partido no poder, aprovou uma reforma criminal que permite às autoridades prender, por até 90 dias, pessoas investigadas por um crime. Antes, o prazo era de três dias para apurar, prender e formalizar as denúncias.
As acusações contra Aguirre estão cobertas por uma lei aprovada em dezembro passado que sanciona os nicaraguenses “por atos de traição” que “minam a independência e a soberania” e promovem a ingerência estrangeira. Essa lei também impede que os afetados concorram a cargos eleitos pelo voto popular.
Os crimes de “traição” à pátria e “violação da soberania” são punidos com pena de 10 a 15 anos de prisão.

Fonte: G1 Mundo

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Pedro Castillo, do Peru, nomeia ex-guerrilheiro como ministro das Relações Exteriores


Cargos importantes do governo, como os de ministro das Finanças e da Justiça, continuam sem um titular. Pedro Castillo assume oficialmente a presidência do Peru
O novo presidente do Peru, Pedro Castillo, deu posso a uma parte dos ministros que vão compor o seu governo na quinta-feira (29). Entre eles, há um ex-guerrilheiro e um engenheiro de 41 anos que não tem experiência no setor público que será chefe de gabinete.
Cargos importantes do governo, como os de ministro das Finanças e da Justiça, continuam vagos.
Castillo tomou posse como presidente em Lima, na quarta-feira. Um dia depois, ele participou de uma cerimônia simbólica em Ayacucho, local onde houve uma batalha importante para a independência peruana, no começo do século 19.
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Imagem da cerimônia de Pedro Castillo em Ayacucho, em 29 de julho de 2021
Alberto Orbegoso/ Presidência do Peru/ AFP
Nessa segunda cerimônia, ele nomeou o seu primeiro-ministro, Guido Bellido, de 41 anos.
Bellido é do mesmo partido de Castillo, o Peru Livre. Ele é engenheiro de formação e nunca exerceu cargo público. Eleito deputado, o novo ministro mal chegou a atuar como legislador —ele tomou posse na última sexta-feira.
Ele deve comparecer antes de um mês ao Congresso, onde a oposição tem maioria, para pedir um voto de confiança ao novo gabinete. Se for rejeitado, Castillo terá que nomear outro primeiro-ministro e reorganizar os seus ministros.
Outros ministros
De volta a Lima, Castillo deu posse a outros ministros. Entre eles, está o ex-guerrilheiro Héctor Béjar, que será o chefe da diplomacia.
Béjar, de 85 anos, é advogado e doutor em Sociologia. Em 1962, ele fundou o Exército de Libertação Nacional, grupo guerrilheiro inspirado na revolução cubana, que atuou na floresta peruana até ser derrotado alguns anos depois.
O atual ministro de Relações Exteriores foi detido em 1966 e passou quase cinco anos preso. Béjar foi indultado pelo governo do general Juan Velasco Alvarado, de quem passou a ser colaborador.
Apenas duas mulheres integram o gabinete. Uma é a nova vice-presidente peruana, Dina Boluarte, como ministra do Desenvolvimento e Inclusão Social.
Reforma constitucional
Em seu primeiro discurso, Castillo anunciou que enviará ao Congresso um projeto de reforma da Constituição. A atual favorece o liberalismo econômico e foi promulgada em 1993 pelo presidente Alberto Fujimori, o pai de Keiko Fujimori, adversária que Castillo derrotou no segundo turno.
Pedro Castillo mostra credencial de presidente assinada em Lima, em 26 de julho de 2021
Sebastian Castaneda/Reuters
Keiko respondeu dizendo que seu partido, Força Popular, “será um muro de contenção firme em face da ameaça latente de uma nova constituição comunista”.
“Vamos insistir nessa proposta, mas dentro do marco legal que a Constituição prevê. Teremos que conciliar posições com o Congresso”, disse Castillo, cujo partido, Peru Livre, tem apenas 37 das 130 cadeiras. A segunda bancada é a Força Popular, com 24.
O anúncio da reforma constitucional deixou os empresários preocupados, mas era uma promessa de campanha de Castillo.
A reforma causa “mais instabilidade” e “um clima de desconfiança”, disse o chefe da organização peruana de liderança empresarial (Confiep), Óscar Caipo, à rádio RPP.
Clima de desconfiança
Castillo também anunciou que não dirigirá o país a partir do Palácio de Pizarro, a sede do governo, que ele pretende transformar em museu, e prometeu que no final do mandato retomará suas “tarefas habituais de ensino”, o que indica que ele não pretende ficar para sempre no poder.
Castillo reiterou em sua primeira mensagem que não fará desapropriações, embora tenha esclarecido que promoverá um “novo pacto com investidores privados”.
O presidente tem o desafio de reativar uma economia duramente atingida pela pandemia, que despencou 11,12% em 2020, além de acabar com as convulsões políticas que levaram o país a ter três presidentes em novembro de 2020.
Ministro da Venezuela
A Venezuela foi um tema recorrente na campanha no segundo turno, pois a candidata Fujimori afirmou que seu adversário pretendia seguir os passos de Nicolás Maduro. Castillo negou ser “chavista” ou querer copiar o modelo venezuelano.
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A incrível civilização antiga que mumificava os mortos 2 mil anos antes dos egípcios


Múmias da cultura chinchorro foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial pela Unesco nesta semana. Múmias da cultura chinchorro foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial pela Unesco nesta semana
Imagen de Chile/Felipe Cantillana (via BBC)
“As mais antigas evidências arqueológicas conhecidas de mumificação artificial de corpos”, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), estão presentes na América do Sul, na costa árida do deserto do Atacama.
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Há mais de 7 mil anos, essa região foi habitada por uma sociedade de caçadores-coletores na qual os mortos tinham grande importância. As habilidosas técnicas de mumificação da cultura chinchorro datam de 2 mil anos antes dos egípcios.
O valor foi reconhecido pela Unesco, que incluiu, no fim de julho de 2021, suas múmias e a área que guarda seus achados arqueológicos na Lista do Patrimônio Mundial.
Uma sociedade de pescadores
A cultura chinchorro habitou a região entre os portos de Ilo, no Peru, e Antofagasta, no Chile.
Apesar de muito árida, a área tinha recursos marinhos em abundância devido aos efeitos da corrente fria de Humboldt, que cria um fenômeno chamado ressurgência no oceano, e dos diversos riachos que a atravessam para desembocar no mar.
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Assim, os chinchorro se especializaram na exploração dos recursos marinhos e chegaram a desenvolver diversas ferramentas para facilitar a atividade pesqueira, como um anzol feito de espinhos de cactos e pontas de arpão.
A descrição feita pela Unesco fala ainda de “ferramentas feitas de materiais de origem mineral e vegetal, bem como instrumentos simples feitos de ossos e conchas”.
Informações do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana dão conta de que, “a partir de tumores encontrados nas orelhas das múmias da época, sabe-se que mergulhavam em grande profundidade”.
A habilidade para a pesca permitiu que eles construíssem assentamentos semipermanentes na foz dos rios e riachos da área.
Embora existam poucas informações sobre a forma como se organizavam, há indícios de que se reuniam em grupos de 30 a 50 pessoas que aparentemente tinham alguma relação de parentesco.
Como os chinchorro mumificavam os mortos
Segundo informações da Universidade de Tarapacá, no Chile, que tem liderado a pesquisa e conservação da cultura chinchorro, o processo de mumificação consistia na extração dos órgãos e vísceras dos mortos por meio de incisões e na sua substituição por vegetais, penas, pedaços de couro, lã e outros materiais.
Também se removia o couro cabeludo e a pele do rosto e abria-se o crânio para retirar o cérebro — depois de seco, ele era preenchido com cinzas, terra, argila e pelos de animais.
Por fim, modelava-se o rosto, que era adornado com uma peruca feita com cabelo humano. O corpo ganhava uma vestimenta de tecido vegetal e era coberto com uma camada de argila.
No início, técnica era usada apenas em crianças e recém-nascidos mortos
Getty Images via BBC
Embora no início os chinchorro mumificassem apenas recém-nascidos e crianças — que eram preservados junto de estatuetas de barro —, em seu auge, por volta de 3.000 a.C., eles chegaram a mumificar todo tipo de membro da sociedade, independentemente da idade.
Diferentes tipos de múmias
Ainda segundo a Universidade de Tarapacá, até o momento foram analisadas 208 múmias. O estudo da amostra revelou que as técnicas de embalsamamento usadas por esse povo variaram ao longo do tempo e foram simplificadas nos estágios finais, ao contrário do que aconteceu com os egípcios, que foram sofisticando suas técnicas.
Até hoje foram analisadas cerca de 208 múmias
Getty Images via BBC
Há múmias negras, cobertas por óxido de manganês; múmias vermelhas, pintadas com óxido de ferro; e múmias enfaixadas. Entre os pontos em comum que compartilham estão a peruca, uma máscara facial e bastões para reforçar o corpo.
“A cultura chinchorro considerava suas múmias como parte do mundo dos vivos, o que explica por que deixavam os olhos e a boca abertos e usavam macas, feitas de fibra vegetal ou pele de animal, para transportá-las”, destaca a Universidade de Tarapacá.
As avançadas técnicas de embalsamamento, auxiliadas pelas condições climáticas do ambiente desértico e salino do Atacama, levaram à preservação das cerca de 120 múmias que hoje estão no acervo do Museu Arqueológico de San Miguel de Azapa, no Chile.
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Fonte: G1 Mundo

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Privada que ‘canta’, banheiro transparente e mais curiosidades do Japão (para brasileiros que vivem lá)


Influencers contam sobre costumes ‘diferentões’ do dia a dia do país das Olimpíadas. Lista ainda tem melancia quadrada, cafezinho junto de ouriços e mais. Brasileiras mostram privada que ‘canta’ e banheiro transparente no Japão
Os olhares do mundo estão voltados para o Japão por causa das Olimpíadas de Tóquio.
Com uma cultura milenar, muitos costumes e modas dos japoneses também são uma atração à parte para os estrangeiros que vão ao país.
Para descobrir curiosidades de como é a vida por lá, o G1 conversou com 4 influencers brasileiros que vivem no Japão.
Cleide Silva, 30 anos, Julia Dalcin, 29 anos, Isabella Borrego, 24 anos, e Renan Ricci, 30 anos, são influencers brasileiros que mostram o dia a dia no Japão
Reprodução/Instagram
São eles: Julia Dalcin (Hey, Ju! Listen!), Cleide Sousa (Por onde eu vou), Renan Ricci (Ricci no Japão) e Isabella Borrego (Isa Borrego no Japão).
Coisas que surpreendem no Japão, segundo influencers
Toto/Divulgação / Shizuo Kambayashi/AP Photo / Thomas Peter/Reuters / Toru Yamanaka/AFP / Rafael Miotto/G1
Privada que ‘canta’ 🚽 e banheiro transparente
Conheça detalhes de como funciona uma privada no Japão
Uma ida ao banheiro no Japão pode ser uma experiência muito diferente. Aquecimento do assento, música para relaxar e regulagem da força do jato do bidê estão entre os “mimos” vistos nas privadas eletrônicas do país.
Privadas no Japão podem ser super tecnológicas
Toto/Divulgação
Em iniciativa recente, banheiros públicos com paredes de vidro foram instalados em Tóquio. Ao entrar no local e trancar a porta, elas ficam opacas (veja detalhes no vídeo do início da reportagem).
O objetivo é facilitar para que as pessoas vejam qual banheiro está vago ou não, e também para valorizar a limpeza do local.
Banheiro transparente projetado por Shigeru Ban, cujas paredes externas de vidro ficam opacas quando a fechadura é fechada, é visto no Haru-no-Ogawa Community Park, no distrito de Shibuya, em Tóquio, no Japão
Philip Fong/AFP
“Mesmo assim eles ainda têm banheiros de chão em contraste com os banheiros modernos”, explica a publicitária e criadora de conteúdo, Cleide Silva, de 30 anos, que vive no Japão há quase dois anos.
Ela se refere ao sanitários que precisam ser usados de cócoras.
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Hotel cápsula 💊
Com uma população de mais de 126 milhões de pessoas, o Japão enfrenta problemas de espaço, principalmente nas grandes cidades. Além de as próprias casas e apartamentos serem pequenos, o país também conta com um tipo de acomodação conhecida como “hotel cápsula”.
Hotel-cápsula Capsule & Sauna Century Shibuya, em Tóquio, Japão
Shizuo Kambayashi/AP Photo
“Muita tecnologia e opções para tornar a estadia bem prática e barata, eu costumo utilizar quando faço mochilão pelo país”, diz Renan Ricci, de 30 anos, especialista em marketing digital, que vive no país há 1 ano e meio.
O cliente dorme em sua acomodação dentro de um compartimento, enquanto pode tomar banho em uma área de compartilhada.
☕ Café com animais🐈
Existe um tipo de cafeteria no Japão onde os clientes podem interagir com animais. Podem ser desde gatos ou cães até bichos mais exóticos, como ouriços ou corujas.
Japão tem café temático dedicado aos ouriços
Thomas Peter/Reuters
A ideia é que quem não tem um animal de estimação possa passar um tempo próximo aos bichinhos. Veja mais no vídeo abaixo:
Café gelado não sai de moda nem nos períodos mais frios no Japão
🍉 Melancias quadradas 🔲
As melancias redondas não bastam no Japão. Por lá, é um costume que esta fruta ganhe formas diferentes como a de um quadrado, o que facilitaria na hora de guardá-la.
Existem até algumas em formato de pirâmide e coração. Para ficarem desse jeito, os vegetais são colocados em formas durante o seu crescimento.
Melancias em formatos de coração, pirâmide e quadrada são atração da loja de frutas de luxo no Japão
Toru Yamanaka/AFP
Máquinas automáticas
Elas estão em toda a parte e podem, literalmente, vender qualquer tipo de coisa. É possível encontrar desde bebidas e comidas até garrafas de shoyu com um peixe (de verdade) dentro.
Máquinas de brinquedos surpresa são a nova mania do Japão
“Em Akihabara [bairro de Tóquio], principalmente, é possível achar as com coisas mais bizarras, como poesias, brinquedos antigos, imãs, comida enlatada de emergência, até mesmo roupas íntimas”, afirma Julia Dalcin, de 29 anos, especialista em comunicação digital. Ela vive no Japão há um ano e meio.
Shoyo com pedaços de peixe à venda em Tóquio
Rafael Miotto/G1
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Fonte: G1 Mundo