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Os 5 lugares da América Latina eleitos patrimônios da humanidade — 1 deles no Brasil


Sítio Burle Marx, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi um dos locais que recebeu láurea. Com a inclusão, Brasil passa a ter 23 bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial. Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, braço da ONU para educação e cultura
Getty Images via BBC
A Unesco, o braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para educação e cultura, declarou 33 novos locais como patrimônio mundial, sendo 5 deles na América Latina — incluindo o sítio Burle Marx, no Brasil.
O lugar, de 400 mil metros quadrados, em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, foi comprado pelo paisagista em 1949. Ele viveu na casa, onde pintou quadros e reuniu coleções de artes e plantas. Ao todo, são 3,5 mil espécies (veja no vídeo abaixo).
Sítio Burle Marx, no Rio, é reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco
Burle Marx usava o espaço como ateliê, criando um estilo que influenciou paisagistas ao redor do mundo.
“A Unesco escolheu os locais recém-adicionados por seu significado cultural, histórico ou científico. Com a nova inclusão, o Brasil passa a ter 23 bens inscritos na Lista do Patrimônio Mundial, registro dos bens considerados como portadores de valor universal excepcional para a cultura da humanidade”, diz a agência da ONU em seu site. 
Além do sítio Burle Marx, quatro locais na América Latina também receberam a láurea:
A Igreja de Atlântida (também conhecida como Igreja do Cristo Obrero), no Uruguai;
O complexo arqueoastronômico de Chankillo, no Peru;
O assentamento e a mumificação artificial da cultura Chinchorro, na região de Arica e Parinacota, no Chile;
O Conjunto Franciscano do Mosteiro e a Catedral da Nossa Senhora da Assunção de Tlaxcala, no México.
Confira abaixo mais detalhes sobre cada um deles:
Brasil — Sítio Roberto Burle Marx
O local retrata o projeto de sucesso realizado há mais de 40 anos pelo arquiteto, artista e paisagista Roberto Burle Marx (1909-94), que buscou criar uma “obra de arte viva” e um “laboratório de experimentações botânicas e paisagísticas”, “valendo-se da vegetação nativa e inspirando-se nas ideias do movimento modernista”.
O projeto, iniciado em 1949, é um jardim paisagístico representativo dos elementos essenciais do estilo único de Burle Marx.
O jardim se caracteriza por suas formas sinuosas, pela exuberância de suas extensas plantações, pelo arranjo arquitetônico de sua vegetação, pelo uso de espécies botânicas tropicais e pela incorporação de elementos artísticos típicos do folclore popular.
Este é o primeiro jardim tropical moderno a ser inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.
Peru — Complexo Arqueoastronômico de Chankillo
Observatório Solar de Chankillo, no Peru
Getty Images via BBC
Localizado ao norte da costa central do Peru, no Vale do Rio Casma, esse sítio arqueológico (500-200 a.C.) possui um conjunto de construções edificadas em uma paisagem desértica e uma série de características naturais que, juntas, funcionam como um calendário solar perfeito, usando marcadores que permitem observar o movimento do sol ao longo do horizonte por todo o ano.
O local inclui um Templo Fortificado, o Observatório, o Espaço Público Cerimonial e as Treze Torres Cúbicas que sinalizavam a trajetória solar e que estão dispostas em uma fileira que se estende ao longo do topo de outra colina.
Completa a lista a montanha Cerro Mucho Malo, indicador natural complementar das 13 torres.
Acredita-se que o templo era dedicado ao culto ao sol e a presença de um local de observação em cada lado do alinhamento norte-sul das torres permitia determinar os pontos de nascente e poente do sol no horizonte ao longo do ano.
Uruguai — Igreja de Atlântida, obra do engenheiro Eladio Dieste
A Igreja de Atlântida, com seu campanário e seu batistério subterrâneo, está localizada em Estación Atlántida, a 45 km de Montevidéu.
O complexo da igreja, inspirado na arquitetura religiosa cristã primitiva italiana e medieval, foi inaugurado em 1960.
A igreja, de planta retangular com nave única, apresenta paredes onduladas características que suportam uma cobertura igualmente ondulada, constituída por uma sequência de abóbadas gaussianas em tijolo armado desenvolvida por Eladio Dieste (1917-2000).
Como aponta a Unesco, “a igreja constitui um exemplo eminente das notáveis ​​conquistas formais e espaciais da arquitetura moderna na América Latina durante a segunda metade do século 20”.
“E incorpora a busca pela igualdade social com um uso sóbrio dos recursos.”
Chile – Assentamento e mumificação artificial da cultura Chinchorro
A cultura Chinchorro desenvolveu a mumificação 3 mil anos antes do que o Egito.
Localizado na região de Arica e Parinacota, o local é composto por três componentes: Faldeo Norte del Morro de Arica, Colón 10, ambos na cidade de Arica, e Foz de Camarones, em um ambiente rural cerca de 100 km mais ao sul.
Juntos, eles oferecem um testemunho de uma cultura de caçadores-coletores marinhos que residiam na árida e hostil costa norte do Deserto de Atacama, no extremo norte do Chile, de cerca de 5450 a.C. a 890 a.C.
O local é a mais antiga evidência arqueológica conhecida de mumificação artificial de corpos com cemitérios contendo corpos mumificados artificialmente e alguns que foram preservados devido às condições ambientais.
Ali foram encontradas ferramentas feitas com materiais minerais e vegetais, bem como instrumentos simples de osso e concha que permitiram a exploração intensiva dos recursos marinhos.
O local, aponta a Unesco, “constitui um testemunho único da complexa espiritualidade da cultura chinchorro”.
México — mosteiro franciscano e catedral de Nossa Senhora da Assunção de Tlaxcala
O mosteiro franciscano e a catedral de Nossa Senhora da Assunção em Tlaxcala, México.
O complexo é uma extensão do sítio “Primeiros mosteiros do século 16 nas encostas do Popocatepetl”, inscrito na Lista de Patrimônios Mundiais da ONU em 1994.
Foi construído entre 1537 e 1540 após a aliança entre os espanhóis e os tlaxcalanos.
O local inclui o mosteiro e a catedral de Nossa Senhora da Assunção e faz parte do primeiro programa de construção iniciado em 1524 para a evangelização e colonização dos territórios do norte do México.
O complexo é um dos primeiros cinco mosteiros fundados por frades franciscanos, dominicanos e agostinianos, e um dos três que ainda existem.
A extensão, diz a Unesco, “contribui para uma melhor compreensão do desenvolvimento de um novo modelo arquitetônico que influenciou tanto o desenvolvimento urbano quanto as construções monásticas até o século 18”.

Fonte: G1 Mundo

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1ª semana de Olimpíadas tem preocupação com Covid, debates sobre saúde mental e representatividade, calorão com vento e pop brasileiro


Veja um resumo do que virou notícia fora das disputas por medalha na primeira semana de Jogos Olímpicos em Tóquio. VÍDEO: saiba o que virou notícia na 1ª semana de Olimpíadas
Os Jogos Olímpicos de Tóquio completaram uma semana desde a Cerimônia de Abertura. Olimpíadas costumam apresentar histórias que vão muito além do esporte, mas a edição deste ano — adiada por causa da pandemia — é ainda mais especial.
Afinal, são os Jogos Olímpicos no meio da crise do coronavírus, com Tóquio registrando recordes e recordes de casos novos por dia de Covid-19. E ainda há as questões relacionadas à saúde mental, que vieram à tona com a desistência da ginasta Simone Biles em participar de algumas competições; a questão da diversidade e representatividade; e problemas meteorológicos que impactaram as disputas nestas Olimpíadas. Teve também espaço para a música brasileira entrar na trilha sonora das arenas de competição.
Veja abaixo 5 temas da primeira semana de Olimpíadas de Tóquio
1. Covid continua a preocupar
Rua de lojas em Tóquio, no Japão, nesta sexta-feira (30)
Kantaro Komiya/AP Photo
Tóquio recebe os Jogos Olímpicos um ano depois do previsto: pela primeira vez na história, as Olimpíadas foram adiadas. E o motivo foi a pandemia do coronavírus. Esperava-se que a situação estivesse sob maior controle em 2021.
Embora haja mais conhecimento sobre a Covid-19 e já existam vacinas disponíveis, o coronavírus continua a ser um problema na capital japonesa. Tóquio veio registrando recordes e recordes de novos casos por dia da doença, ao longo desta semana.
Os organizadores, os atletas e outros participantes se comprometeram em seguir uma série de protocolos de isolamento, testagem e rastreamento de contatos para evitar que as Olimpíadas se tornassem um evento super espalhador do vírus para os moradores de Tóquio — que sequer podem entrar nos locais de competições.
Pessoas caminham por cruzamento perto de estação em Tóquio, em 29 de julho de 2021. Sede das Olimpíadas, a capital japonesa registrou o 3º dia seguido de recorde de casos de Covid-19.
Kantaro Komiya/AP
No entanto, alguns casos foram registrados dentro da “bolha olímpica”: cerca de 200 registros de Covid-19 entre pessoas envolvidas com os Jogos, de alguma forma. Houve infecções em atletas e técnicos que chegaram a 25, no total.
Mas apenas um caso, o que tirou o americano Sam Kendricks do salto com vara, foi suficiente para colocar em quarentena todo o time de atletismo da Austrália, porque alguns atletas australianos treinaram com o saltador dos EUA.
2. Saúde mental importa
Simone Biles disputa final feminina de equipes da ginástica artística nos Jogos de Tóquio
Lindsey Wasson/Reuters
As discussões sobre a saúde mental dos atletas começaram mesmo antes da abertura, como a desistência da tenista Naomi Osaka — que acabaria acendendo a pira olímpica na cerimônia — de torneios do Grand Slam do tênis.
E aí o tema voltou à tona com Simone Biles, ginasta dos Estados Unidos considerada a melhor de todos os tempos. A atleta interrompeu a final por equipes após errar um salto. Preocupada com a saúde, deixou a prova em acordo com a federação local de ginástica. Mesmo assim, ficaria com a prata.
VÍDEO: Decisão de não competir indica limite do estresse para Simone Biles
No dia seguinte, porém, Biles oficializou a desistência da final individual geral da ginástica artística, disputa em que era favorita ao ouro. O motivo: precisava cuidar da saúde mental, que não estava nada boa.
A desistência levantou o debate: até onde vai o limite psíquico dos atletas de alto rendimento, acostumados com pressão e holofotes? Até porque, assim como a tenista japonesa Naomi Osaka, não foi o primeiro caso de esportista envolvido nas Olimpíadas de Tóquio que desistiu ou sofreu com problemas de saúde mental.
3. Representatividade em pauta
Luciana Alvarado, ginasta da Costa Rica, ergue o punho no gesto que marcou os protestos “Black Lives Matter” ao terminar sua prova de solo das Olimpíadas neste domingo (25)
Natacha Pisarenko/AP Photo
Na edição que se pretende a mais igualitária da história dos Jogos Olímpicos, o tema da representatividade foi visto tanto nos protestos contra o racismo e o machismo quanto nos atletas LGBTQIA+ que não esconderam suas orientações sexuais ou identidades de gênero.
Os protestos contra o racismo foram vistos logo nos primeiros dias, com atletas se ajoelhando e erguendo o punho — símbolo das manifestações “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam). Uma ginasta da Costa Rica fez o gesto ao encerrar a participação no solo.
Regras sobre protestos em Tóquio não é transparente, dizem atletas alemãs
A ginástica, aliás, é um esporte em que se discutiu o uso das roupas diferentes dependendo do gênero. As alemãs decidiram competir com uniforme comprido nas pernas, em vez do collant tradicional adotado pelas mulheres e considerado muitas vezes menos confortável.
E foi também a edição com maior representatividade LGBTQIA+, inclusive no Brasil, com atletas falando abertamente sobe suas orientações sexuais ou identidades de gênero. O site OutSports fez um levantamento que indica que, neste ano, são, pelo menos, 160 atletas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e não binários assumidos. Os dois últimos Jogos juntos somavam 79.
Um desses atletas é o jogador de vôlei Douglas Souza, que se tornou um fenômeno nas redes sociais. Em postagens bem-humoradas, o atleta de 25 anos mostra bastidores dos Jogos que estão sendo realizados em meio à pandemia.
4. Calor, umidade e vento
Equipe de remo dos EUA treina no mar de Tóquio em 18 de julho de 2021
Jae C. Hong/AP/Arquivo
Quando os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio marcaram o evento para o verão japonês, especialistas já alertavam para os riscos associados à estação: faz muito calor na capital nesta época do ano, e o efeito da ilha de calor potencializa a sensação térmica. A umidade altíssima não ajuda.
Isso ficou evidente quando atletas começaram a reclamar das disputas debaixo do sol quente de Tóquio. O tenista russo Daniil Medvedev desabafou ao juiz: “Eu posso morrer aqui”, ao se cansar durante uma das partidas de simples do torneio olímpico de tênis.
O vento forte que sopra em Tóquio — que deveria aliviar o calor — acabou se tornando também um empecilho para os atletas. Nas provas de skate, não era difícil ver os competidores pedindo para esperar antes de entrarem em ação por causa das rajadas na Baía de Tóquio.
Quem se deu bem com o vento foi surfe. Uma forte tempestade, que chegou próximo de ser considerada um tufão, chegou a preocupar as autoridades japonesas. Porém, isso era uma boa notícia para os surfistas, que esperavam boas ondas. Assim, as finais da modalidades acabaram antecipadas. Bom para o brasileiro Ítalo Ferreira, que conquistou o primeiro ouro da história do surfe olímpico.
5. ‘Baile de favela’ chega de cometa a Tóquio
Pop no vôlei, Pabllo no quarto de Douglas e funk na ginástica e nos passos de Rayssa: hits brasileiros invadem Tóquio
Montagem: Arquivo pessoal/Facebook-Reprodução
Pelas transmissões na televisão, dá para ouvir que o pop brasileiro está nas Olimpíadas. Está, por exemplo, nas arenas do vôlei, com um DJ que escolhe hits de Anitta, Barões da Pisadinha, Israel & Rodolffo e Pabllo Vittar como trilha sonora entre um ponto e outro nos jogos do Brasil.
Pabllo Vittar, aliás, emplacou o que seria o hit da delegação brasileira em Tóquio: “Zap Zum”, a preferida do ponteiro Douglas Souza, craque do vôlei masculino que virou a sensação destas Olimpíadas com suas postagens nas redes sociais.
O funk brasileiro também ganhou lugar na apresentação oficial da ginasta Rebeca Andrade. A atleta fez sua entrada no solo ao som de “Baile de favela”, o funk que mudou a vida de MC João.
E teve espaço também para o funk “Não nasceu pra namorar”, parceria entre MC Zaquin e MC Rick, que embalou os passos de Rayssa Leal, medalhista de prata no skate street feminino aos 13 anos.
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Fonte: G1 Mundo

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Chapa política encabeçada por contrarrevolucionário e ex-miss desafia o regime de Ortega


Aliança na Nicarágua surge depois que outros sete pré-candidatos da oposição foram presos. Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega (dir.), sua esposa e vice-presidente Rosario Murillo (esq.) e filha Camila Ortega (cen.) em celebração dos 40 anos da revolução sandinista, em foto de junho de 2019
Inti Ocon/AFP
A improvável aliança entre um ex-chefe da contrarrevolução na Nicarágua e uma ex-miss resulta na nova chapa política que desafiará em novembro o ditador Daniel Ortega, já que sete pré-candidatos da oposição estão presos pelo regime. Óscar Sobalvarro, de 60, e Berenice Quezada, de 27, foram escolhidos candidatos, informalmente e sem primárias, pelo partido Cidadãos pela Liberdade (CxL).
Ambos revelaram que não tinham intenção de concorrer às eleições e só aceitaram a candidatura diante das circunstâncias. O regime, que exerce domínio sobre o Conselho Superior Eleitoral e o Tribunal Eleitoral, tornou inelegíveis seus oponentes, sob a acusação de traição à pátria.
Ex-comandante dos Contras, que na década de 1980 travaram uma luta armada contra o governo sandinista liderado por Ortega, Sobalvarro é empresário do setor pecuário e vice-presidente do CxL. Berenice foi Miss Nicarágua em 2017 e atua como modelo, sem nenhuma experiência política. Aliaram-se para tentar impedir um quarto mandato consecutivo de Ortega, de 75 anos.
A chapa recebeu críticas de parte da oposição, por insistir num processo eleitoral fadado ao fracasso. “Apresentamos as candidaturas porque não queremos ceder ao governo, que poderia dizer que a oposição não quis concorrer”, alegou a presidente do partido, Kitty Monterrey.
Vinte e nove opositores estão presos, outros foram forçados ao exílio.
Sobalvarro defendeu a liberdade dos presos políticos e a restauração do direito de protesto aos nicaraguenses, “sem o temor de ser encarcerado por pensar diferente.”
A aliança de direita tem como objetivo pôr fim ao regime comandado desde 2007 por Ortega e sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo. Enquanto a chapa opositora era lançada, o Parlamento, também controlado pelo presidente, aprovava mais uma de suas controversas leis para minar instituições democráticas.
Desta vez, os alvos foram 24 ONGs, que perderam seu status jurídico e tiveram os bens confiscados pelo Estado. Entre elas, há 15 entidades médicas que criticaram a gestão do regime na pandemia do novo coronavírus. As cifras oficiais — 9.600 infectados e 194 mortos — são consideradas por grupos independentes subestimadas e fora da realidade.

Fonte: G1 Mundo

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Com maioria das arenas fechadas, público no Japão tenta acompanhar um pouco das Olimpíadas de Tóquio; veja fotos


Algumas subsedes permitem presença de espectadores, enquanto provas nas ruas da capital japonesa também atraem atenção das pessoas. Pessoas nas ruas assistem às provas do ciclismo estrada dos Jogos Olímpicos de Tóquio em Oyama, no Japão, em 15 de julho
Thibault Camus/AP Photo
Faltando poucas semanas para o início dos Jogos Olímpicos, as autoridades de Tóquio decidiram que as competições na capital do Japão ocorreriam sem presença do público por causa da alta nos casos diários de coronavírus.
Tudo sobre as Olimpíadas de Tóquio no ge
Japão deve ter perda bilionária com ausência de público e turistas
Com Covid em alta, estado de emergência será estendido a outras províncias
Somente algumas subsedes fora de Tóquio podem receber algum público, incluindo Miyagi, sede do futebol, e Shizuoka, do ciclismo. Ainda assim, um número muito reduzido de espectadores.
Na região de Tóquio, onde o público está vetado, moradores e fãs de Olimpíadas tentam fazer o que podem para acompanhar pelo menos um pouco da ação dos atletas de todo o mundo.
VEJA GALERIA DE FOTOS DO PÚBLICO NAS OLÍMPÍADAS DE TÓQUIO
Filha de torcedora do time da Coreia do Sul de vôlei feminino fica do lado de fora da Ariake Arena, que não recebe público nestas Olimpíadas, em foto de 29 de julho
Thibault Camus/AP Photo
Do lado de fora da cerca de segurança, pessoas tentam assistir às finais do surfe nas Olimpíadas de Tóquio na praia de Tsurigasaki, em 27 de julho
Francisco Seco/AP Photo
De máscara, espectadores acompanham a prova de mountain bike do ciclismo nas Olimpíadas de Tóquio em Izu em 26 de julho
Thibault Camus/AP Photo
Meninas fãs do skatista Yuto Horigome, ouro no street, levam placas ao Ariake Urban Sports Parks em Tóquio em 25 de julho
Jae C. Hong/AP Photo
Miyagi, subsede do futebol, é um dos poucos locais de competições que permitem um público muito reduzido. Foto de 24 de julho
Andre Penner/AP Photo
Japoneses em Oyama assistem à passagem dos ciclistas na prova de estrada das Olimpíadas de Tóquio em 24 de julho
Tim de Waele/Pool Photo via AP
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Fonte: G1 Mundo

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Com Covid em alta, Japão vai estender estado de emergência a outras partes do país


Tóquio, sede das Olimpíadas, já está em emergência. Rua de lojas em Tóquio, no Japão, nesta sexta-feira (30)
Kantaro Komiya/AP Photo
O governo do Japão aprovou nesta sexta-feira (30) um plano para colocar outras regiões do país em estado de emergência por causa do avanço da Covid-19. A capital Tóquio, sede das Olimpíadas e que vem registrando recordes de casos de coronavírus, já estava nesse patamar emergencial desde o fim de junho.
A medida terá efeito a partir de segunda-feira (2) até 31 de agosto em Osaka, Chiba, Kanagawa e Saitama — essa última, uma das subsedes do futebol nestes Jogos Olímpicos.
O estado de emergência é bem mais brando do que medidas de confinamento adotadas em outros países: apenas restringe o funcionamento de bares e restaurantes e recomenda o trabalho remoto.
O Japão vive uma onda perigosa de casos de Covid-19 , com a média móvel acima de 6,5 mil novos registros todos os dias. Mais da metade desses diagnósticos estão em Tóquio.
A vacinação demorou a começar no país asiático, e o governo japonês tenta acelerar o ritmo. Estima-se que 27% das pessoas no Japão tenham recebido as duas doses.
Coronavírus nas Olimpíadas
Pessoas passam em frente aos anéis olímpicos em Tóquio, no Japão, no domingo (25)
Eugene Hoshiko/AP Photo
Balanço divulgado nesta sexta mostra que houve 198 casos de coronavírus em pessoas relacionadas às Olimpíadas de Tóquio, o que inclui 25 atletas ou técnicos. Todas as pessoas envolvidas no evento são testadas cotidianamente, e a taxa de positividade — ou seja, percentual de testes positivos para a Covid — segue inferior a 0,1%.
Na quinta-feira, o time de atletismo da Austrália entrou em quarentena depois que alguns desses atletas tiveram contato com o saltador dos EUA Sam Kendricks, que está com Covid-19 e acabou excluído da competição. Todos passam bem.

Fonte: G1 Mundo

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Polícia de Hong Kong investiga vaia ao hino chinês durante Jogos de Tóquio


Apesar de Hong Kong competir separadamente, é o hino da China que toca quando há medalhas para atletas do território. Homem comemora com bandeira de Hong Kong a medalha de prata da nadadora Siobhan Haughey ao lado de manifestantes pró-China em um shopping de Hong Kong nesta sexta (30)
Tyrone Siu/Reuters
A polícia de Hong Kong informou nesta sexta-feira (30) que está investigando as vaias ao hino nacional da China e os cantos para abafar o hino durante a transmissão dos Jogos Olímpicos de Tóquio em um centro comercial na segunda.
Os torcedores estavam reunidos em um shopping para assistir à conquista de uma medalha de ouro para Hong Kong na esgrima, por Edgar Cheung.
Na cerimônia da medalha, alguns torcedores vaiaram o hino nacional chinês — que tocou após a entrega do ouro — e gritaram “Somos Hong Kong”, o que foi transmitido pela televisão.
Shopping de Hong Kong lotado nesta sexta-feira (30) durante transmissão da natação nos Jogos Olímpicos de Tóquio
Tyrone Siu/Reuters
“Somos Hong Kong” é uma canção comumente cantada pelos torcedores de futebol de Hong Kong, em cantonês — idioma majoritário no território e em outras partes do sul da China. Em Pequim, sede do poder chinês, fala-se o mandarim.
As autoridades de Hong Kong promulgaram novas leis no ano passado proibindo qualquer insulto ao hino nacional e à bandeira chinesa. Relembre no VÍDEO abaixo.
China aprova lei que amplia o poder central de Pequim sobre Hong Kong
Com uma semana de Olimpíadas, Hong Kong tem o melhor desempenho em Jogos Olímpicos com a conquista da medalha de ouro na esgrima por Edgar Cheung e as duas pratas na natação, com Siobhan Haughey.
Mas o sucesso esportivo coincide com tempos difíceis para a ex-colônia britânica que foi reintegrada à China em 1997. A potência asiática colocou em prática uma violenta repressão aos dissidentes políticos em resposta às gigantescas e muitas vezes violentas manifestações pró-democracia de dois anos atrás.
Hong Kong, China e Taipé Chinesa
Manifestantes pró-Pequim exibem bandeiras chinesas e de Hong Kong durante uma manifestação perto da sede do governo em Hong Kong nesta terça-feira (30)
Anthony Wallace / AFP
Desde os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, Hong Kong compete com o nome “Hong Kong, China”. O motivo é a transferência do controle sobre o território semiautônomo, anteriormente britânico, para Pequim, efetivada três anos antes das Olimpíadas na Austrália.
Além de Hong Kong, competem nos Jogos Olímpicos os atletas de Taiwan sob o nome “Taipé Chinesa” — em referência à capital da ilha.
A razão para isso é que o governo taiwanês se reconhece como representante legítimo de toda a China, tanto que o nome oficial é “República da China”. Mas Pequim veta essa nomenclatura. A saída encontrada na década de 1980, portanto, foi a adoção do nome “Taipé Chinesa”.
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Fonte: G1 Mundo

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Casa desmorona e cai no mar com força das ondas durante ressaca na Argentina; veja VÍDEO

Cena foi filmada por bombeiros na noite de quarta-feira (28); proprietários não estavam no local. Moradores da região temem que outras residências tenham o mesmo destino em Mar del Tuyu, na província de Buenos Aires. VÍDEO: Ressaca derruba casa na Argentina
Uma casa desmoronou e caiu no mar no Mar del Tuyu, na província de Buenos Aires, na Argentina, na quarta-feira (28).
A cena foi registrada por bombeiros (assista acima) e mostra fortes ondas batendo contra a propriedade enquanto parte dela começa a ruir, até que ela finalmente despenca.
Os donos já estariam cientes do risco e haviam desocupado o local. Vizinhos afirmaram que tentaram entrar em contato com eles para saber se ainda haveria algo para tentar salvar de dentro da construção, mas não conseguiram, segundo o jornal “Clarín”.
Ainda de acordo com o jornal argentino, moradores da região temem que outras residências nas proximidades tenham o mesmo fim, com ondas cada vez mais fortes que tem atingido as praias a cada ressaca.

Fonte: G1 Mundo

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EUA exigirão que funcionários públicos estejam vacinados contra a Covid ou se submetam a testes semanais


País vem encontrando dificuldades em atingir a imunidade coletiva e tem experimentado uma ‘pandemia de não-vacinados’. Funcionário dos transportes em Nova York (EUA) recebe vacina contra a Covid-19 em 10 de março
Shannon Stapleton/Arquivo/Reuters
O governo dos Estados Unidos passará a exigir que funcionários públicos estejam vacinados contra a Covid-19 ou que apresentem testes semanais negativos para a doença, segundo um comunicado da Casa Branca divulgado nesta quinta-feira(29).
A medida, que será anunciada pelo presidente Joe Biden em um pronunciamento oficial, é uma resposta à situação da pandemia no país, que vem se agravando entre os não-vacinados por conta da alta transmissão da variante delta, já dominante no país.
O governo americano emprega cerca de 2 milhões de servidores públicos, que estarão sujeitos a esta nova normativa. O comunicado diz ainda que espera que esta iniciativa federal possa servir de modelo também para o setor privado.
A Casa Branca, entretanto, somente forçará aqueles funcionários que trabalham diretamente com pacientes em hospitais do departamento de Assuntos de Veteranos a serem vacinados.
Os outros funcionários do governo que optarem por não fazer a vacinação não serão demitidos, mas terão de ser testados frequentemente – possivelmente semanalmente – e somente poderão participar de viagens de trabalho essenciais.

Fonte: G1 Mundo

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Navio que encalhou no Canal de Suez chega, enfim, ao porto de Rotterdam


Megaembarcação interrompeu o tráfego marítimo de uma das passagens mais importantes para o comércio mundial em março. Embarcação foi liberada para seguir viagem apenas no começo de julho. Ever Given chega ao porto de Rotterdam, na Holanda, em 29 de julho de 2021
Reuters
O navio Ever Given, que encalhou no Canal de Suez em março deste ano, chegou nesta quinta-feira (29) ao porto de Rotterdam, na Holanda.
A megaembarcação ficou encalhada por seis dias, e interrompeu o tráfego marítimo de uma das passagens mais importantes para o comércio mundial.
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VÍDEO do navio encalhado
O impacto foi sentido no mundo inteiro: outros navios não conseguiam passar, o comércio internacional ficou comprometido, e até o preço do barril do petróleo sofreu mudanças.
Após a liberação da passagem, o navio foi impedido de seguir viagem por mais de 100 dias, enquanto as autoridades egípcias avaliavam uma multa pelos prejuízos.
VÍDEO: As principais imagens do meganavio que fechou o canal de Suez por 6 dias
A Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) não revelou os detalhes da negociação, mas liberou a embarcação para seguir viagem em 7 de julho.
Em abril, a SCA chegou a dizer que exigiria quase US$ 1 bilhão para compensar os danos. Depois, em junho, baixou o valor para US$ 550 milhões.
O navio deverá desembarcar sua carga em 3 de agosto, e depois seguirá viagem para o porto de Felixstowe, na Inglaterra.
A ‘baliza’ errada no Canal de Suez que afetou o mundo

Fonte: G1 Mundo

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Fatia do bolo de casamento do príncipe Charles com princesa Diana vai a leilão após passar 40 anos guardado


Lances iniciais estão previstos entre 200 e 300 libras. Alimento foi dado para uma das empregadas da residência oficial da rainha Elizabeth II quem o manteve protegido dentro de uma lata. Pedaço do bolo de casamento do príncipe Charles com a princesa Diana, em 29 de julho de 1981, foi preservado por 40 anos
Reprodução/Dominic Winter
Uma fatia do bolo do casamento da princesa Diana com o príncipe Charles da Inglaterra, celebrado em 1981, foi colocada em leilão após ficar guardada por 40 anos.
Os lances iniciais estão previstos, segundo a casa de leilões Dominic Winter Auctioneers, para sair entre 200 e 300 libras (cerca de R$ 1,4 mil e R$ 2 mil).
O alimento foi dado para Moyra Smith, uma das empregadas da residência oficial da rainha Elizabeth II na época da boda, quem o manteve protegido dentro de uma lata.
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Em 2008, a família Smith vendeu a relíquia para um colecionador privado – ele é quem agora oferece a fatia do bolo para leilão.
Junto com o bolo há um cartão com a mensagem: “Com os melhores cumprimentos de Suas Altezas Reais, o Príncipe e a Princesa de Gales”.
Apesar de estar envolto em plástico filme, a empresa que anuncia a venda o bolo alertou que pode não ser uma boa ideia tentar provar um pedacinho do doce.
Segundo a casa de leilões, existe um pequeno grupo de colecionadores dedicado a preservar pedaços de bolos dos casamentos reais.
YouTube do G1: As tretas da família real

Fonte: G1 Mundo