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Ministro do STF anula condenação trabalhista bilionária imposta à Petrobras


Alexandre de Moraes rejeitou o entendimento majoritário do TST e retirou base de cálculo que prevê poderia aumentar, em muito, valor a ser pago pela petroleira. Sem isso, valor da ação poderia chegar a R$ 17 bilhões. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro
Daniel Silveira/G1
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um recurso da Petrobras e anulou a maior condenação trabalhista imposta à estatal petrolífera, segundo decisão do magistrado desta quarta-feira (28) obtida pela Reuters.
Moraes acatou a um pedido para reverter condenação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de junho de 2018, quando se discutiu a forma de pagamento de uma verba salarial.
Na época, segundo uma fonte da empresa estimou à Reuters, a derrota poderia significar perdas de até R$ 17 bilhões para a empresa.
Em seu último balanço trimestral, a Petrobras reconheceu como perda possível com esse processo R$ 30,2 bilhões, informou a companhia nesta quarta-feira. Ela acrescentou que a decisão desta quarta-feira ainda pode ser objeto de recurso e está avaliando se haverá efeitos em suas demonstrações financeiras.
Anteriomente, o STF já havia concedido liminares para suspender os efeitos do julgamento da corte trabalhista.
Na decisão de 60 páginas tomada durante o recesso forense, o ministro do STF rejeitou argumentos do TST em uma causa referente à política remuneratória pela companhia desde 2007 a seus empregados, com a adoção da Remuneração Mínima de Nível e Regime (RMNR).
Em sua longa decisão, o ministro do STF rejeitou o entendimento majoritário firmado pelo TST, favorável à tese defendida pelos representantes dos empregados, pela exclusão da base de cálculo da RMNR de pagamentos adicionais relacionados a regimes especiais de trabalho, como adicional noturno e periculosidade.
Essa tese, se fosse mantida, obrigaria a Petrobras a complementar uma quantia maior para a RMNR ser atingida.
Moraes deu ganho de causa para a tese defendida pela Petrobras, de que esses pagamentos de adicionais deveriam ser incluídos pela estatal na base de cálculo da RMNR. Essa foi a prática que a estatal tem adotado desde o primeiro acordo coletivo assinado com a categoria.
“Em razão de todo o exposto, e nos termos dos precedentes deste Supremo Tribunal Federal, o acórdão recorrido merece reforma, não se vislumbrando qualquer inconstitucionalidade nos termos do acordo coletivo livremente firmado entre as empresas recorrentes e os sindicatos dos petroleiros”, decidiu.
Em tese, cabe recurso contra a decisão de Moraes. Se isso ocorrer, ele vai a julgamento colegiado, em plenário físico ou virtual.
Livremente negociado
Para o ministro do STF, somente caberia a intervenção judicial para alterar o que foi livremente negociado pelas partes se tivesse ocorrido flagrante inconstitucionalidade. Ele destacou que o ajuste referente ao pagamento do RMNR foi celebrado no plano de cargos.
“Haveria discriminação se, no caso de empregados que trabalham nas mesmas condições e localidade, fosse estabelecida uma remuneração mínima diferenciada; o que não ocorreu”, disse.
“As remunerações de ambos os grupos (empregados que recebem adicionais por estarem submetidos a condições especiais de trabalho; e os empregados que não percebem essas verbas) não foram niveladas pela RMNR; em outras palavras, conferiu-se, em verdade, tratamento diferenciado aos trabalhadores a depender do nível e regime de trabalho em que se encontrem enquadrados”, reforçou.
Segundo o ministro do STF, ao contrário do alegado pelos empregados, houve “franca negociação” com os sindicatos e também com os trabalhadores a respeito das parcelas que compõem a RMNR. Para ele, se houve dúvidas sobre o alcance da remuneração, o esclarecimento deveria ter sido feito durante a negociação coletiva.
“Supor que a cláusula não foi devidamente compreendida pelos trabalhadores, por faltar-lhe a demonstração matemática das suas consequências é, no mínimo, menosprezar a capacidade do sindicato de cumprir o papel de representar a categoria e negociar os melhores termos do acordo”, ponderou.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou em nota que vai recorrer da decisão para que ela seja julgada por um colegiado.
“É surpreendente que um tema dessa natureza e complexidade seja decidido de forma monocrática e durante o período de recesso do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.
“A FUP vai recorrer para que o processo seja submetido à decisão colegiada –onde há, inclusive, oportunidade de se manter sustentação oral–, como foi a do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que deu ganho de causa ao trabalhador”, destacou.

Fonte: G1 Mundo

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A polêmica retirada de moradores de rua de Tóquio: ‘Querem nos deixar invisíveis’


Em Tóquio, centenas de pessoas em situação de rua foram expulsas de áreas próximas ao estádio Olímpico, estações de trem e parques. Morador de rua em frente ao estádio olímpico de Tóquio
Reprodução/BBC
Quando um país sedia os Jogos Olímpicos, geralmente há um grande esforço para limpar e reconstruir partes importantes da cidade-sede.
Mas, em Tóquio, centenas de pessoas em situação de rua foram expulsas de áreas próximas ao estádio Olímpico, estações de trem e parques.
As autoridades do Japão estão sendo acusadas de varrer a pobreza e os sem-teto para baixo do tapete.
“Eu queria a Olimpíada não estivesse acontecendo. Por causa dos Jogos, fomos despejados quatro vezes”, diz um homem em situação de rua, Yamada.
Veja aqui o vídeo.
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Fonte: G1 Mundo

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Mudanças climáticas: o que faz uma ‘chefe de calor’, cargo criado em Miami para combater ‘assassino silencioso’


O calor extremo é a principal causa de morte relacionada à mudança climática, dizem os especialistas. Ao menos 5.600 pessoas morrem em decorrência das altas temperaturas todos os anos nos Estados Unidos, segundo pesquisadores. Pessoas tentam se refrescar do calor em Chestermere, na província de Alberta, em 29 de junho de 2021, no Canadá
AP
A onda de calor no Hemisfério Norte está quebrando recordes em 2021.
Um exemplo claro disso é o caso de Lytton, uma pequena cidade no Canadá, que, no início de julho, registrou a temperatura mais alta da história do país: 49,5 °C.
As altas temperaturas geraram grandes incêndios. O fogo descontrolado atingiu a cidade, e seus 250 moradores tiveram que fugir para se salvarem.
Notícias menos dramáticas, mas não menos preocupantes, se repetem em toda a costa oeste da América do Norte, em face das temperaturas alarmantes desde o início do verão.
‘Assassino silencioso’
O planeta já aqueceu cerca de 1,2° C desde o início da era industrial e as temperaturas continuarão a subir, a menos que os governos ao redor do mundo façam cortes drásticos nas emissões de dióxido de carbono (CO²), alertam os cientistas.
E as altas temperaturas têm consequências diretas e letais para as pessoas.
“O calor extremo é um assassino silencioso. É a principal causa de morte relacionada a desastres climáticos”, diz Jane Gilbert, chefe de calor do Condado de Miami-Dade, na Flórida.
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De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, entre 2004 e 2018, uma média de 702 pessoas morreram todos os anos de causas relacionadas ao calor naquele país.
Já um estudo de 2020 realizado por pesquisadores da Universidade de British Columbia descobriu que milhares de mortes podem realmente ser atribuídas ao calor a cada ano nos Estados Unidos.
O relatório estimou que o calor contribuiu para a morte de 5.600 pessoas anualmente, entre 1997 e 2006, em 297 condados que compõem três quintos da população dos Estados Unidos.
É por causa dessa crescente preocupação que algumas cidades estão tomando providências e buscando estratégias para cuidar de sua população.
Em abril deste ano, o condado de Miami-Dade nomeou Jane Gilbert como a “primeira chefe de calor”, um cargo único no mundo, segundo ela.
Jane Gilbert foi nomeada ‘chefe de calor’ em Miami
Condado de Miami Dade via BBC
Sua posição se encaixa no City Champions for Heat Action, uma iniciativa que faz parte da Extreme Heat Resilience Alliance, uma aliança de cidades contra o calor extremo que terá a companhia de Atenas (Grécia) e Freetown (Serra Leoa).
Mas o que exatamente uma chefe de calor faz?
“Estou encarregada de trabalhar em todos os departamentos, setores e comunidades dentro do condado de Miami-Dade para desenvolver e implementar uma estratégia para reduzir os impactos do aumento do calor extremo, buscar soluções que reduzam o carbono”, conta Jane Gilbert à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
“O calor está aumentando não só na temperatura que sentimos na pele, mas também na umidade, e ambos estão relacionados às mudanças climáticas. E isso acontece à medida que nos tornamos uma cidade mais urbana e colocamos mais calçadas, mais ar condicionado e temos menos árvores”, acrescenta.
Meninas mergulham em cachoeira de parque em Washington D.C. em 28 de junho de 2021, em meio a uma onda de calor histórica que atinge grande parte dos Estados Unidos e do Canadá. Trechos dos Estados Unidos e do Canadá.
Jim Watson/AFP
Entre as medidas concretas para lidar com as ondas de calor nas cidades, que Gilbert define como “ilhas de calor urbanas”, a mais clara e produtiva é o plantio de árvores.
“As árvores geram mais benefícios porque absorvem a água da chuva, sequestram carbono e fornecem sombra. É uma vitória tripla”, descreve Gilbert.
Criar mais espaços com sombra em áreas de recreação infantil, praças e pontos de ônibus é outra das prioridades de Miami.
A prefeitura também pretende construir espaços de incentivo à caminhada e ao uso de bicicletas e do transporte público. Esse tipo de comportamento, diz Gilbert, reduz a produção de gases de efeito estufa, que aumentam o calor global.
Inundações e nível do mar
O aquecimento global não se traduz apenas em aumento da temperatura. Existem outras consequências que afetam diretamente a nossa vida na cidade e podem até colocá-la em perigo.
Se a temperatura da Terra subir, as massas de ar podem conter cada vez mais vapor d’água, o que se traduz em chuvas torrenciais. Tempestades como essas levam a inundações devastadoras, como ocorreu na Alemanha e na Bélgica nas últimas semanas — centenas de pessoas morreram.
O rio Ahr passa por casas destruídas em Insul, na Alemanha, em 15 de julho de 2021. O rio transbordou e causou rastro de destruição devido às fortes chuvas.
Michael Probst/AP
A elevação do nível do mar é outra consequência do aquecimento global que pode ser devastadora para cidades que estão à beira-mar, como Miami e Recife.
Há fortes evidências que sugerem que o número e a gravidade dos furacões ou tempestades tropicais podem estar relacionados ao calor extremo da mudança climática, diz Gilbert.
É por tudo isso, e pelos perigos que o calor representa para a vida, que em Miami — apesar de não ser a cidade mais quente dos Estados Unidos — as autoridades consideram fundamental começar a trabalhar para evitar catástrofes.
“No Noroeste do Pacífico havia temperaturas mais altas do que as que tivemos em Miami e eles não estavam preparados. 50% da população não tem ar condicionado. Vimos os impactos disso. Tem sido devastador para aquela área”, diz Gilbert.
“Temos uma população sem-teto, assim como um setor de baixa renda que não tem ar condicionado ou não o usa tanto porque é muito caro. Também temos o maior número de trabalhadores ao ar livre de qualquer outro município da Flórida”, afirma.
“Portanto, nós estamos bastante vulneráveis ​​se tivermos um evento de falta de energia generalizado e prolongado”, disse a servidora.
Há quatro anos, 12 idosos morreram em consequência do forte calor depois de um furacão deixar um asilo sem energia elétrica por alguns dias, em Miami.
Idosos, crianças, mulheres grávidas e trabalhadores ao ar livre são os mais vulneráveis ​​aos efeitos de uma onda de calor.
É por isso que também é importante agir em um nível pessoal.
“Como indivíduos, precisamos planejar o dia. Saber se vai fazer calor. Tente ficar ao ar livre de manhã cedo e à noite, e não quando o sol estiver muito forte; certifique-se de ter acesso a água ou a alguma forma de se hidratar; e faça pausas na sombra ou em áreas com ar condicionado”, sugere Gilbert. “O calor extremo pode ser muito perigoso.”
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíadas: treinador de ciclistas que fez declarações racistas é enviado de volta à Alemanha


Patrick Moster, diretor esportivo da equipe de ciclismo, foi gritar palavras de incentivo aos seus atletas, qu concorriam com ciclistas da Argélia e Eritreia Nikias Arndt durante os Jogos Olímpicos em Tóquio, em 24 de julho de 2021
Tim de Waele/AP
O diretor esportivo da equipe de ciclismo da Alemanha, Patrick Moster, foi obrigado a voltar para casa por ter feito declarações feitas consideradas racistas na quarta-feira (28).
Durante a prova de contrarrelógio de quarta-feira, Moster gritou palavras de incentivos para seu atleta Nikias Arndt, que estava prestes a alcançar os dois ciclistas que haviam largado antes dele, Amanuel Ghebreigzabhier, da Eritreia, e Azzedine Lagab, da Argélia.
Racismo recreativo se propaga no esporte através de apelidos
Como os dois países são do norte da África, Moster berrou “alcance os andadores de camelo”.
A cena foi transmitida ao vivo pela televisão e online em vários sites, e o áudio de Moster foi ouvido.
Após a corrida, Patrick Moster se desculpou: “Sinto muito, o mínimo que posso fazer é me desculpar… isso não deveria ter acontecido”, disse ele.
“Estamos convencidos de que suas desculpas públicas por suas declarações racistas de ontem são sinceras, mas com esse deslize, Moster violou os valores do Olimpismo”, disse o presidente do Comitê Olímpico Alemão (DOSB), Alfons Hörman.
Nikias Arndt, o ciclista alemão, terminou na 19ª posição. Ele condenou imediatamente as declarações do seu treinador: “Estou chocado e quero dizer claramente que nada tenho a ver com essas declarações, as palavras usadas são inaceitáveis”, afirmou.
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Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio 2021: como a ciência ajuda corredores a quebrar a barreira histórica dos 10 segundos


Nas últimas duas décadas, o número de velocistas que concluíram os 100 metros masculinos em menos de 10 segundos aumentou e se diversificou. Efeito semelhante tem sido observado na corrida feminina. O que está por trás dessa evolução? A final dos 100m rasos masculinos em Londres 2012, em que sete dos oito finalistas correram abaixo de 10 segundos, foi um sinal do que está por vir
Getty Images via BBC
Houve um abalo sísmico no principal evento do atletismo mundial, mas provavelmente os espectadores do Estádio Olímpico de Londres nos Jogos de 2012 não perceberam.
Compreensivelmente, eles estavam distraídos pela visão de Usain Bolt voando através da linha de chegada nos 100m masculinos.
O astro jamaicano conquistou outra medalha de ouro naquela noite e estabeleceu o recorde olímpico de 9,63 segundos.
“Foi uma das melhores corridas de todos os tempos”, explica Steve Haake, professor de Engenharia Esportiva na Sheffield Hallam University do Reino Unido.
Mas Haake não está apenas tecendo elogios a Bolt. Seu comentário é motivado pelo desempenho geral do pelotão: sete dos oito atletas que participaram daquela final cruzaram a linha em menos de 10 segundos — algo sem precedentes.
Quebrada pela primeira vez em 1968, a barreira dos 10 segundos continua sendo uma grande conquista para os velocistas: um emblema de honra que os distingue de seus colegas.
Mas o número de corredores “sub-10” cresceu nos últimos anos.
Dados da World Athletics (antiga Associação Internacional de Federações de Atletismo), órgão que rege o esporte, mostram que, nas quatro décadas entre 1968 e 2008, apenas 67 atletas haviam quebrado a barreira. Outros 70 ingressariam no clube nos dez anos que se seguiram.
E nos últimos dois anos, até o início de julho de 2021, mais 17 homens tiveram seus primeiros tempos sub-10. A barreira equivalente das mulheres – 11 segundos – também está sendo quebrada com cada vez mais frequência.
Nos 100m femininos, a barreira dos 11 segundos também foi quebrada com mais frequência
Getty Images via BBC
O que está acontecendo?
Clube em expansão
Cientistas como Haake acreditam em uma combinação de fatores, que começam com o aumento da participação em eventos de pista em todo o mundo. Em seguida, vem o acesso a melhores métodos de treinamento.
“Mais atletas em todo o mundo agora se beneficiam do treinamento de elite e da ajuda da ciência e da tecnologia do esporte para melhorar suas chances de correr mais rápido”, acrescenta Haake.
A evidência é que o clube dos sub-10 se expandiu além de potências usuais como Estados Unidos, Jamaica, Grã-Bretanha e Canadá — todos países que conquistaram pelo menos uma medalha de ouro olímpica nos 100m masculinos.
A Nigéria, por exemplo, compartilha com a Grã-Bretanha o terceiro maior número de atletas que quebraram a barreira dos 10 segundos, com 10, enquanto as adesões recentes ao clube incluem Japão, Turquia, China e África do Sul, países menos conhecidos pela excelência na corrida.
Resultados semelhantes também aconteceram nos 100m femininos. A barreira dos 11 segundos foi quebrada pela primeira vez em 1973 pela velocista da Alemanha Oriental Renate Stecher. Em 2011, outras 67 atletas também realizaram o feito. Dez anos depois, o total é de 115 e inclui também países com menos tradição no evento.
Sapatos, atletismo e ciência do esporte
O tênis de corrida certamente percorreu um longo caminho…
Getty Images via BBC
A tecnologia realmente tem sido útil: os velocistas hoje em dia correm com sapatos mais leves — os modelos mais recentes podem pesar menos de 150 gramas.
Os calçados hoje em dia também são construídos com materiais radicalmente diferentes. Um exemplo é a colaboração entre a calçadista alemã Puma e a equipe de Fórmula 1 Mercedes, que resultou em um tênis de corrida com sola de fibra de carbono — o mesmo material usado no carro do piloto campeão mundial Lewis Hamilton.
As pistas de corrida também avançaram muito desde os dias em que os atletas de elite corriam em superfícies de saibro ou grama nas competições.
As pistas sintéticas fizeram sua estreia olímpica nos jogos de 1968 no México, oferecendo mais proteção às articulações dos atletas e prometendo um efeito trampolim que levaria a tempos mais rápidos.
Foi nesses mesmos jogos que o velocista americano Jim Hines se tornou o primeiro homem a correr 100 metros em menos de 10 segundos, ao finalizar sua performance em 9,95 segundos.
… e também as pistas de corrida
Getty Images via BBC
O anseio por pistas cada vez “mais rápidas” significa que até mesmo a forma dos grânulos de borracha vulcanizada usados para construir a superfície de corrida é agora levada em conta.
Nos Jogos de Pequim de 2008, a fabricante italiana de superfícies Mondo comemorou os cinco recordes mundiais na pista que forneceu para a competição de atletismo quase tanto quanto os corredores.
A ciência também tem desempenhado um papel importante na nutrição e no treinamento. Os velocistas hoje em dia podem ser analisados minuciosamente e ajustes podem ser feitos na técnica e nos tempos de reação.
Pesquisas identificaram até quais músculos são mais importantes para o sucesso dos velocistas.
Em outubro passado, uma equipe de cientistas da Loughborough University, uma instituição de ponta em estudos científicos do esporte, descobriu que o glúteo máximo (um dos músculos que formam a região das nádegas) é a chave para os atletas atingirem as velocidades máximas na pista.
“Agora sabemos que existe uma distribuição muscular muito específica nos velocistas de elite”, disse Sam Allen, especialista em biomecânica que participou da pesquisa.
“Portanto, em breve poderemos ver velocistas trabalhando especificamente nesse desenvolvimento.”
A barreira também é psicológica?
Em uma entrevista para o jornal japonês The Asahi Shimbun em 9 de julho, o velocista local Ryota Yamagata não hesitou em creditar sua corrida de 100m sub-10 conquistada um mês antes ao “trabalho de cientistas dos últimos 20 anos”.
Nenhum velocista japonês havia quebrado a barreira dos 10 segundos até 2017. Desde então, Yamagata e três outros compatriotas o fizeram.
Parece também que a expansão em termos de número e diversidade do grupo dos sub-10 está tornando a barreira menos intimidante para os atletas.
Essa é a opinião do chinês Bingtian Su, que em 2015 se tornou o primeiro asiático a correr 100 metros abaixo de 10 segundos.
“Acho que a barreira é mais uma coisa psicológica do que física”, disse ele em 2019.
Domínio das medalhas
Obviamente, esses avanços não são uma garantia automática de sucesso em superar a barreira.
Até hoje, por exemplo, muitos países, incluindo a Índia, e até mesmo um continente inteiro (a América do Sul – incluindo o Brasil) ainda não produziram um sub-10 nos 100m masculinos ou uma velocista sub-11 na corrida feminina.
Na verdade, a expansão do “clube dos sub-10” não alterou o equilíbrio competitivo quando se trata de medalhas.
Tanto nos eventos masculinos quanto nos femininos, os velocistas americanos e jamaicanos têm sistematicamente dominado o pódio nas Olimpíadas e nas corridas do Campeonato Mundial desde os anos 1980.
Na prova masculina, por exemplo, o último velocista masculino fora desses países a ganhar o ouro olímpico foi o canadense Donovan Bailey, nos Jogos de Atlanta de 1996.
No evento feminino, a vitória de Yuilya Nestsiarenka nos Jogos de Atenas 2004 foi uma surpresa até para a velocista da Bielorrússia, já que atletas dos Estados Unidos haviam vencido a corrida nas cinco Olimpíadas anteriores — os jamaicanos venceram as três edições seguintes.
É improvável que as coisas mudem nos Jogos de Tóquio, apesar de serem os primeiros após a aposentadoria de Bolt: os velocistas americanos têm 4 dos 5 tempos mais rápidos nos 100m masculinos em 2021, enquanto 3 jamaicanas e 1 americana estão entre as 5 mulheres mais rápidas do planeta este ano até o momento.
Veja VÍDEOS do Brasil nas Olimpíadas:

Fonte: G1 Mundo

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Japão registra recorde de casos de Covid em meio às Olimpíadas


Alta de casos em todo o país ocorre junto com o 3º dia seguido de recorde de infectados na capital Tóquio, sede das Olimpíadas. Premiê japonês diz não ver os Jogos contribuindo Pessoas caminham por cruzamento perto de estação em Tóquio, em 29 de julho de 2021. Sede das Olimpíadas, a capital japonesa registrou o 3º dia seguido de recorde de casos de Covid-19.
Kantaro Komiya/AP
O Japão confirmou quase 10 mil novos casos de Covid-19 nesta quinta-feira (29), um novo recorde na pandemia, com a capital Tóquio registrando recorde de infectados pelo terceiro dia seguido.
Os números ampliam a pressão sobre a organização dos Jogos Olímpicos e o governo japonês, já que a maioria da população era contra a realização do evento no pior momento da pandemia no país.
Mas o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, afirmou que não vê as Olimpíadas de Tóquio contribuindo para um aumento dos casos.

Fonte: G1 Mundo

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O chocante caso de centenas de crianças abusadas secretamente em abrigos de Londres


Crianças com menos de 5 anos eram expostas a abusos sexuais ao longo de quatro décadas, de acordo com a investigação. Uma menina foi estuprada ‘mais de 500 vezes’ por garotos mais velhos, segundo depoimentos revelados só agora. Fachada de Shirley Oaks, um dos abrigos investigados e hoje fechado, onde crianças com menos de 5 anos eram expostas a abusos sexuais, de acordo com a investigação; uma menina foi estuprada “mais de 500 vezes” por garotos mais velhos, segundo depoimentos
BBC
Funcionários públicos e vereadores comandaram uma “cultura de acobertamento” que permitiu que mais de 700 crianças em abrigos e orfanatos no sul de Londres fossem alvos de abusos sexuais e atos de crueldade, revelou um chocante relatório independente divulgado na terça-feira (28).
O resultado da investigação sobre abusos sexuais contra crianças traz duras críticas os gestores do bairro de Lambeth, ao sul da capital inglesa, por permitirem que os abusos ocorressem em cinco lares entre os anos 1960 e 1990.
Segundo o texto, os abusadores conseguiram se infiltrar nos abrigos e no sistema de adoção da região. Crianças com menos de cinco anos eram expostas a abusos sexuais, de acordo com a investigação.
Uma menina foi estuprada “mais de 500 vezes” por garotos mais velhos, segundo depoimentos. Outra disse ter 8 anos de idade quando começou a ser abusada por um jovem de 17.
A administração local do bairro de Lambeth fez um pedido irrestrito de desculpas às vítimas e um de seus ex-líderes políticos afirmou que o governo “claramente falhou” e que deveria saber dos abusos.
A Polícia Metropolitana de Londres também se desculpou “por quando deixamos de lado as crianças sob os cuidados de Lambeth”.
Inquérito
Conduzido em meados de 2020, o inquérito examinou cinco casas: Angell Road, South Vale Assessment Center, o complexo Shirley Oaks, Ivy House e Monkton Street.
Foto de arquivo mostra o lar infantil de Shirley Oaks, administrado pelo bairro de Lambeth
BBC
“Com algumas exceções, eles [funcionários do bairro de Lambeth] tratavam as crianças sob tutela como se fossem inúteis”, diz o relatório final. “Como consequência, indivíduos que representavam risco para as crianças foram capazes de se infiltrar em lares de crianças e no sistema de adoção, com consequências devastadoras para a vida toda para suas vítimas.”
Das 705 reclamações feitas por ex-residentes de três dessas instalações, apenas um membro sênior da equipe foi punido, apontou o relatório.
Na casa Shirley Oaks, que fechou em 1983, o conselho recebeu denúncias de abusos vindo de 177 funcionários, envolvendo pelo menos 529 ex-residentes.
Segundo o texto, o bairro estava mergulhado em corrupção e má gestão financeira durante as décadas de abuso, com “comportamentos politizados e turbulência” dominando sua cultura, de acordo com o relatório.
O texto culpa em parte uma batalha política entre a administração do bairro, tradicionalmente gerido pelo partido Trabalhista, contra o partido Conservador, que dirigia o país na década de 1980.
Segundo o relatório, os trabalhistas buscaram “enfrentar o governo” em detrimento de garantir bons serviços locais.
“Durante esse tempo, as crianças sob tutela tornaram-se peões em um jogo de poder tóxico dentro do bairro de Lambeth e entre o bairro e o governo central”, acrescentou o relatório.
Nova investigação criminal
O relatório pede que a Polícia Metropolitana considere uma investigação criminal sobre por que as alegações sobre abuso sexual feitas por um menino, mais tarde encontrado morto na casa de repouso de Shirley Oaks, não foram repassadas a autoridades pelo bairro de Lambeth, em 1977.
A polícia informou que avaliaria esta recomendação.
Shirley Oaks e South Vale foram considerados “lugares brutais onde a violência e o abuso sexual podiam triunfar”.
Outra casa, Angell Road, “sistematicamente expôs crianças [incluindo aquelas com menos de cinco anos] ao abuso sexual”, apontou o relatório.
Elizabeth McCourt, que foi abusada sexualmente na casa de repouso Angell Road, disse que não pode perdoar a administração de Lambeth.
A mulher de 56 anos disse à BBC que foi levada à prostituição por causa da “negligência” do bairro. “Eu me senti suja, me senti envergonhada e era como se não tivesse ninguém para me ouvir”, disse ela.
“Por causa do que aconteceu comigo enquanto estive sob os cuidados deles e depois que saí, não consigo manter um emprego… Tenho registros criminais e por isso é muito difícil trabalhar.”
Elizabeth McCourt: ‘Não posso perdoar o bairro de Lambeth pelo que fizeram a mim e à minha família’
BBC
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo

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Terremoto de magnitude 8,2 atinge a costa do Alasca e gera alerta de tsunami


Não há registro de danos graves ou de feridos até o momento; epicentro é próximo a regiões pouco habitadas no Pacífico Norte. Terremoto no Alasca – MAPA
G1 Mundo
Um tremor de magnitude 8,2 — considerada muito alta — atingiu a costa do Alasca, estado pertencente aos Estados Unidos, na madrugada desta quinta-feira (29). Autoridades americanas emitiram um alerta de tsunami.
Até a última atualização desta reportagem, não havia dados sobre feridos ou vítimas — o epicentro estava próximo a áreas muito pouco habitadas da região.
Segundo o USGS, observatório sismológico dos EUA, houve ao menos outros dois tremores secundários, um deles com magnitude superior a 6, valor que também costuma causar estragos em regiões mais habitadas.
A situação mais preocupante é com a pequena cidade de Perryville, a apenas 91 km do epicentro. A maior cidade do estado, Anchorage, também poderia ser afetada pelas ondas.
O Alasca sofreu em 1964 o mais forte terremoto de sua história: um tremor de magnitude 9,2, que deixou mais de 250 mortos pela destruição.

Fonte: G1 Mundo

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Time de atletismo da Austrália em Tóquio entra em quarentena após contato com pessoa com Covid-19, diz emissora

No mesmo dia, atleta dos EUA favorito a medalha no salto com vara foi tirado da competição após contrair o coronavírus. A equipe de atletismo da Austrália que disputa os Jogos Olímpicos de Tóquio entrou em quarentena nesta quinta-feira (29) após um atleta entrar em contato com uma pessoa diagnosticada com o coronavírus, informou a emissora australiana 7.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Mulher cai de janela do 2º andar enquanto dançava em festa privada com cantor na Colômbia


Incidente foi registrado por um artista de Barranquilla, no norte do país, em vídeo que gravava para suas redes sociais. Ela foi levada para o hospital ainda desacordada e não corre risco de vida. VÍDEO: Mulher despenca de janela do 2º andar enquanto dançava em festa privada com cantor
Uma mulher caiu da janela do segundo andar de um apartamento enquanto dançava em uma festa privada com o cantor colombiano Engell Melody, na semana passada.
O incidente foi registrado pelo próprio artista em Barranquilla – no norte da Colômbia – em um vídeo que ele gravava para suas redes sociais (veja o vídeo acima).
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Nas imagens é possível vê-la se desequilibrando e caindo pela janela que estava aberta. Em seguida, Engell se dá conta do que houve e corre para o parapeito, de onde se vê a mulher imóvel no chão.
“Ela está fora de perigo, graças a Deus”, disse Engell em uma rede social. “Ter apenas fraturas, com essa altura, é um milagre.”
Mulher se desequilibra e cai do 2º andar de apartamento na Colômbia
Reprodução/Redes Sociais
A mulher foi levada ainda desacordada para um hospital, onde recebeu atendimento e não corre risco de vida, segundo reportagem do jornal “El Tiempo”, que também a identificou como Greysi García.
“Eu agradeço a todas as pessoas que estão orando pela saúde da nossa amiga”, disse o artista.
Engell ainda afirmou que as imagens mostram claramente que ela não foi empurrada, e que poderia acontecer “com qualquer um que estivesse ali”.

Fonte: G1 Mundo