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EUA felicitam Pedro Castillo, presidente eleito do Peru; posse terá 10 mil policiais


Posso de Pedro Castillo está agendada para a quarta-feira. A oposição conseguiu eleger a nova presidente da Câmara, que é de um partido de centro. Pedro Castillo mostra credencial de presidente assinada em Lima, em 26 de julho de 2021
Sebastian Castaneda/Reuters
O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, parabenizou o presidente eleito do Peru, Pedro Castillo, nesta segunda-feira (26), por telefone.
Blinken afirmou que espera de Castillo “um papel construtivo” em relação a Venezuela, Cuba e Nicarágua. Ele também reiterou o apoio dos Estados Unidos ao Peru para superar a pandemia e elogiou os esforços na luta contra a mineração ilegal, o tráfico de drogas e de pessoas e a corrupção.
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O norte-americano disse a Castillo que o processo eleitoral do Peru indica que o país tem uma democracia forte e vibrante, e agradeceu os peruanos pelo apoio em relação à crise na Venezuela (o Peru é um dos países que mais recebem refugiados venezuelanos).
Na semana passada, Castillo disse que seu governo não vai copiar “modelos” estrangeiros. No país, isso foi interpretado como uma indicação que ele não vai se aproximar do regime de Nicolás Maduro.
Posse com 10 mil policiais
O presidente eleito assumirá o cargo na quarta-feira (28), data em que o Peru comemora o bicentenário de sua independência.
Manifestantes favoráveis a Pedro Castillo criticam em protesto em Lima a tentativa de Keiko Fujimori em anular parte dos votos nas eleições presidenciais do Peru
Sebastian Castaneda/Reuters
Cerca de 10 mil policiais, dez drones e cinco helicópteros serão enviados a Lima para garantir a segurança nesta quarta-feira, durante a posse.
Mais de 2.000 policiais vão proteger dignitários estrangeiros, incluindo o rei Felipe VI da Espanha e seis presidentes latino-americanos —já estão confirmados o argentino Alberto Fernández, o boliviano Luis Arce, o chileno Sebastián Piñera e o equatoriano Guillermo Lasso. O ex-presidente boliviano Evo Morales está no Peru desde segunda-feira e também será um dos convidados.
Serão três dias de cerimônias. Na quinta-feira, Castillo viajará para a cidade andina de Ayacucho para um juramento simbólico na Pampa de la Quinua, cenário da Batalha de Ayacucho em 9 de dezembro de 1824, que selou a independência do Peru e do resto da América.
Castillo foi proclamado presidente eleito há uma semana pelo júri eleitoral, que levou um mês e meio para analisar as contestações e os recursos apresentados pela candidata de direita Keiko Fujimori.
Derrota no Congresso
No Congresso, uma aliança de oposição conseguiu eleger a deputada María del Carmen Alva, de centro, para a presidência do Legislativo.
É um sinal de que Castillo terá problemas para implementar alguns de seus planos, como reformar a Constituição e aumentar os impostos que incidem na atividade de mineração.
Alva é do partido Ação Popular. Ela derrotou um candidato de um grupo de extrema-direita.
Os deputados da esquerda nem mesmo conseguiram competir, por questões de procedimento interno do Legislativo.
A nova presidente da Câmara teve apoio do grupo ligado a Keiko Fujimori, a candidata de direita que perdeu a eleição para Castillo.
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Fonte: G1 Mundo

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1ª campeã olímpica da história das Filipinas ganha casa e US$ 655 mil


Hidilyn Diaz ganha a 1ª medalha de ouro da história das Filipinas. Atleta venceu no levantamento de peso, na categoria até 55 kg, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 26 de julho de 2021
Edgard Garrido/Reuters
A vida da levantadora de peso Hidilyn Diaz, que na segunda-feira (26) deu às Filipinas o primeiro ouro olímpico de sua história, já começou a mudar completamente em menos de um dia.
Com a vitória na categoria até 55 kg nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Diaz ganhou como recompensa uma casa e mais US$ 655 mil (cerca de R$ 3,4 milhões).
Até então, as Filipinas tinham conquistado 10 pódios em Olimpíadas, mas nenhum ouro (inclusive uma medalha de prata da própria Hidilyn Diaz na Rio 2016).
Dos 33 milhões de pesos filipinos (US$ 655 mil) que a levantadora de peso receberá, 10 milhões serão do governo e os outros 23 milhões, da iniciativa privada.
Além do dinheiro, que é uma fortuna em um país onde o salário mensal gira em torno de US$ 290 (cerca de R$ 1,5 mil), a atleta vai receber uma casa.
A imobiliária Megaworld Corporation anunciou nesta terça-feira (27) que vai oferecer uma residência no valor de 14 milhões de pesos (US$ 278 mil).
Treinamento na Malásia
A atleta de 30 anos conquistou a medalha de ouro após 18 meses de treinamento na Malásia, devido a restrições ligadas à pandemia.
Sua família comemorou a conquista na ilha meridional de Mindanao, onde a atleta mora. “Gritamos e alguns choraram de emoção”, contou Emelita Diaz à agência de notícias France Presse.
A primeira campeã olímpica foi comemorada na capital Manila e por várias pessoas nas redes sociais.
“Obrigado, Hidilyn Diaz, por esta primeira medalha de ouro para as Filipinas! Estamos muito orgulhosos de você”, escreveu Manny Pacquiao, lenda do boxe filipino.

Fonte: G1 Mundo

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Tempestade de areia ‘engole’ cidade chinesa à beira do deserto de Gobi; veja vídeo

‘Muro de areia’ de 100 metros de altura envolveu Dunhuang, cidade turística e entreposto da “Rota da Seda”, no domingo (25). Fenômeno é comum na região na primavera, mas é raro no verão. Tempestade de areia ‘devora’ cidade chinesa à beira do deserto de Gobi
Um impressionante “muro de areia” de 100 metros de altura envolveu uma cidade à beira do deserto de Gobi, no noroeste da China, no domingo (25).
Dunhuang, um lugar turístico e entreposto da “Rota da Seda”, desapareceu momentaneamente ao ser “engolida” por uma nuvem de areia e poeira.
A tempestade de areia chegou de repente e atravessou a cidade em cinco ou seis minutos, disse um morador ao veículo de comunicação local “Jimu News”.
“Eu não conseguia ver o sol”, afirmou Zhang. Segundo o morador, a cidade situada na província de Gansu não sofria com uma tempestade de areia tão forte há vários anos.
Tempestades de areia são comuns na região do deserto de Gobi na primavera, mas é raro acontecerem no verão, segundo a agência de notícias estatal China News Service.
Patrimônio da Unesco
Dunhuang é conhecida por atrações turísticas como as Cavernas de Mogao, conjunto de templos budistas decorado com pinturas murais e várias esculturas.
O local foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1987.

Fonte: G1 Mundo

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Coordenador de segurança do presidente assassinado é preso no Haiti

O presidente Jovenel Moise foi assassinado em sua casa no começo deste mês. O comissário Jean Laguel Civil, que era coordenador de segurança de Jovenel Moise, presidente assassinado do Haiti, foi preso na segunda-feira (26), anunciou a polícia do país.
Laguel Civil é investigado no processo do assassinato do chefe de Estado, ocorrido neste mês. O comissário é suspeito ter participado do complô que levou à morte de Moise em sua residência.
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Ele e outros três agentes responsáveis pela segurança do presidente assassinado já estavam proibidos de sair do país.
A polícia também emitiu um aviso de busca contra Wendelle Coq Thélot, juiz do Tribunal de Cassação, máxima instância judicial do país. Ele havia sido destituído por Moise.
O novo primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, prometeu levar os assassinos do presidente à Justiça. Até o momento, a polícia haitiana prendeu cerca de 20 mercenários, a maioria colombianos, e afirma ter descoberto um complô organizado por um grupo de haitianos que possuem ligações com o exterior, mas muitas perguntas permanecem sem resposta.
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Fonte: G1 Mundo

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Tonga: país do ‘besuntado’ das Olimpíadas é uma monarquia no Pacífico com forte tradição cristã


Depois de mais uma vez desfilar com trajes típicos na abertura, Pita Taufatofua encerrou nesta terça-feira (27) sua participação nos Jogos Olímpicos. Saiba mais sobre o arquipélago e o significado da roupa e do óleo usados pelo atleta. Delegação de Tonga na abertura das Olímpiadas de Tóquio
Odd Andersen / AFP
Durou pouco a participação de Pita Taufatofua, conhecido como “besuntado de Tonga”, nas Olimpíadas de Tóquio. Agora atleta do taekwondo, ele acabou eliminado nesta terça-feira (27).
A ida do atleta ao Japão se notabilizou muito mais por ele novamente apresentar Tonga e seus trajes típicos ao mundo.
Isso porque Pita, além de virar meme, tornou-se um representante de seu país e da cultura do Pacífico. Ele se tornou embaixador da Unicef e ficou célebre ao fazer lives e palestras motivacionais.
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Pita Taufatofua, o “besuntado” de Tonga, enfrenta Ivan Trajkovic, da Eslovênia, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Os atletas do taekwondo se enfrentaram na repescagem na categoria peso pesado (acima de 80kg) em 27 de julho de 2021.
Murad Sezer/Reuters
Conheça abaixo mais sobre a cultura de Tonga e, no fim da reportagem, a trajetória de Pita.
Monarquia e restaurantes fechados no domingo
Palácio Real de Tonga, em Nuku’alofa
By Uhooep – Own work, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=74534094
Tonga é um arquipélago composto por 176 ilhas no Pacífico — só 40 delas são habitadas. Lá, vivem cerca de 105 mil pessoas. A capital Nuku’alofa é a maior cidade, com aproximadamente 23 mil habitantes.
Ilha Nuku, em Tonga
By Msdstefan, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=6256073
Os tonganeses a são um dos primeiros a entrar no novo ano, na noite de réveillon. Antes deles, só quem vive em Samoa e parte de Kiribati.
O rei Tupou VI e a rainha Nanasipau’u, durante a coroação em 2015
Linny Folau / Magangi Tonga / via AP Photo
Destoando de outros países do Pacífico, Tonga é uma monarquia antiga, comandada pelo rei Tupou VI desde 2015. Estima-se que esse sistema exista há mais de 1 mil anos no país, inclusive funcionando paralelamente ao governo britânico enquanto o Reino Unido detinha o poder sobre o arquipélago.
A religião predominante é o cristianismo, introduzido no arquipélago no século XIX e exercido em Tonga em várias denominações: do catolicismo a vertentes locais da fé cristã.
Igreja Livre Wesleyana, em Tonga
By Tauʻolunga – Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3020792
O cristianismo ainda guarda influências sobre as ilhas: os descansos no domingo são fortemente respeitados — nem restaurantes abrem. Há também um recato na forma de se vestir: apesar dos trajes típicos, não é de bom tom que turistas circulem pelas ruas sem camisa, segundo autoridade de turismo local.
O país também é considerado um dos mais obesos do mundo e mais de 40% da população tem diabetes. De acordo com uma reportagem da BBC, uma das principais causas para isso é a fraldinha de carneiro, um corte barato localizado na barriga do animal, no extremo inferior da costela, cheio de gordura ─ importado da Nova Zelândia
No esporte, Tonga tem tradição no rúgbi. Mas a única medalha olímpica conquistada pelo país na história veio no boxe, com Paea Wolfgramm, em Atlanta-1996.
O traje e o óleo do ‘besuntado’
Malia Paseka e Pita Taufatofua, o ‘besuntado de Tonga’, levam a bandeira do país da Oceania durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão
Stefan Wermuth/Reuters
Pita Taufatofoa veste nas cerimônias de abertura um tipo de ta’ovala. Trata-se de um traje tradicional feito com uma espécie de tecido feito com fibras de coco usado em eventos formais. É normal que, no caso dos homens, o torso fique nu.
O coco aliás também é a matéria prima do óleo que Pita usa para ficar “besuntado”. De acordo com o site Polynesian Cultural Center, especializado na cultura da região da Polinésia, os tonganeses têm por cultura se apresentar “da forma mais clara” para as outras pessoas em ocasiões especiais, como uma Olimpíada. Assim, o brilho do óleo de coco reforça o formato do corpo humano.
Os Jogos Olímpicos de Tóquio foram, inclusive, já a terceira edição em que Pita apareceu vestindo trajes típicos e coberto com o óleo de coco. Ele fez isso nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, e nos Jogos de Inverno de PyeongChang, em 2018 — sim, mesmo no frio o atleta apareceu no estádio sem camisa.
Atleta de Tonga chamou a atenção por desfilar besuntado com óleo de coco na abertura das Olimpíadas de 2016
Matt Slocum/AP
Em nenhuma das ocasiões o tonguês teve resultados expressivos: assim como neste ano, Pita perdeu em 2016 na primeira luta no taekwondo, enquanto em 2018 ele terminou a prova de esqui cross-country na 114ª colocação. A diferença é que, em Tóquio, o atleta teve a vantagem de poder competir uma repescagem.
Sim, Pita compete em dois esportes diferentes. Ele se beneficia das vagas reservadas a países menores em determinadas modalidades nos Jogos Olímpicos para garantir que todas as nações estejam presentes na competição.
Embaixador da Unicef
Pita Taufatofua, do taekwondo de Tonga, comemora após pontuar em luta nas Olimpíadas de Tóquio nesta terça-feira (27)
Murad Sezer/Reuters
Pita nasceu na Austrália em 1983, filho de pai tonguês e mãe australiana. Embora nunca tenha se destacado no esporte, o carisma dele levou o atleta a se tornar uma espécie de garoto propaganda do Comitê Olímpico Internacional (COI), aparecendo com frequência em postagens nas redes sociais do órgão.
Na pandemia, ele deu até aulas ao vivo de exercícios físicos em um momento em que todos treinavam em casa, além de publicar posts motivacionais — o destaque de Tonga também é palestrante.
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A projeção e o trabalho do atleta com a comunidade local em Tonga renderam a Pita o posto simbólico de embaixador da Unicef — Fundo para Crianças das Nações Unidas — para o Pacífico, em 2018.
“A vida é cheia de desafios, mas nunca é hora de parar. É hora de continuar até alcançar seu completo potencial, não importa qual seja seu sonho”, disse Pita em uma cerimônia em uma escola em Tonga, ao tomar posse no cargo.
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Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Italo Ferreira leva o ouro no surfe nas Olimpíadas de Tóquio


Potiguar é campeão olímpico ao derrotar o japonês Kanoa Igarashi na final do surfe masculino. Título veio com um triunfo por 15.14 a 6.60 com direito a prancha quebrada no início da final. Potiguar é campeão olímpico ao derrotar o japonês Kanoa Igarashi na final do surfe masculino. Título veio com um triunfo por 15.14 a 6.60 com direito a prancha quebrada no início da final.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio: como o sexismo se reflete no controle dos uniformes das atletas


Caso da seleção norueguesa de handebol, multada no campeonato europeu por se recusar a usar biquíni, reacendeu debate sobre problema antigo. Uniformes dos times masculino e feminino de handebol de praia são bem diferentes
Niclas Dovsjö/Norwegian Handball Federation
“Vamos continuar a lutar, juntos, para mudar as regras de vestuário, para que os atletas possam jogar com as roupas com as quais se sentem confortáveis.”
Essa foi a declaração dada pela Federação Norueguesa de Handebol depois que a equipe feminina da modalidade de praia de seu país foi multada em 1,5 mil euros (cerca de R$ 9,2 mil) ao se recusar a usar biquíni no campeonato europeu.
Um dia antes, uma atleta paralímpica que participava do campeonato inglês de atletismo ouviu de um funcionário da competição que suas roupas eram “curtas demais e mostravam muito”.
Só que o escrutínio ao qual as atletas (e mulheres em geral) são submetidas por causa do que vestem não é novidade.
Relembre, a seguir, alguns dos incidentes que acabaram virando notícia — e sua repercussão.
Equipe de handebol de praia multada por não usar biquíni
Equipe feminina de handebol de praia da Noruega
Reprodução/Twitter
Esse foi o caso mais recente, de julho deste ano. As jogadoras da equipe norueguesa de handebol de praia se queixaram do biquíni usado como uniforme oficial, argumentando que ele restringia os movimentos das atletas, era desconfortável e as hiperssexualizava.
Assim, elas optaram por usar shorts na disputa contra a Espanha pela medalha de bronze do campeonato europeu.
Antes da partida, a Noruega entrou em contato com a Federação Internacional de Handebol e pediu permissão para que suas jogadoras usassem uma alternativa ao biquíni.
O pedido não apenas foi recusado — a federação avisou ao país que a mudança configurava uma violação às regras da competição e, assim, era passível de punição. Assim, quando o time optou por usar shorts durante o jogo, foi multado no equivalente a 150 euros por jogadora.
A Federação Europeia de Handebol aplicou a punição sob a justificativa de que a decisão da Noruega não estava “de acordo com as regras sobre uso de uniformes para os atletas definidas pela Federação Internacional de Handebol para o handebol de praia”.
A reação
Debate sobre código de vestimenta das atletas é tema de debate há muito tempo
Getty Images via BBC
O episódio gerou uma forte reação contrária.
Muitas pessoas questionaram o fato de os jogadores dos times masculinos poderem usar regatas largas e compridas e shorts que vão até próximo ao joelho, quando o mesmo direito é negado às mulheres.
“O mais importante é ter uniformes com os quais os atletas se sintam confortáveis”, argumentou o chefe da Federação de Handebol da Noruega, Kåre Geir Lio, que apoiou as jogadoras e afirmou que a organização arcaria com a multa.
“Em 2021, isso nem deveria ser um problema”, comentou o presidente da Federação Norueguesa de Vôlei, Eirik Sordahl.
Em um tuíte, o ministro da Cultura e do Esporte do país, Abid Raja, afirmou: “É completamente ridículo — uma mudança de atitude é necessária na comunidade esportiva internacional machista e conservadora”.
Em meio à polêmica, a cantora americana Pink se ofereceu inclusive para pagar a multa.
Há muitos anos as atletas reclamam dessa assimetria nos esportes de praia e dizem considerar o biquíni humilhante e pouco prático, do ponto de vista da performance esportiva.
“Todo esporte precisa de regras. O problema é quando temos um conjunto de regras só para mulheres”, disse à BBC a jornalista esportiva Renata Mendonça.
“Isso é sexismo na sua forma mais cristalina. Infelizmente, o sexismo no esporte é ainda muito recorrente e é um dos fatores que explica porque tantas atletas brilhantes abandonam suas modalidades”, afirma a criadora de conteúdo digital e ex-advogada Tova Leigh.
“A questão não é o short. A questão é que mesmo em 2021 as mulheres ainda tendo que ouvir o que podem ou não podem vestir, porque os corpos das mulheres ainda são vistos como objeto para o proveito dos homens, algo sobre o que se tem direito de comentar, de exigir e de decidir”, completa.
“As mulheres no esporte muitas vezes não são levadas a sério, são tratadas como ‘colírio’ [por conta de sua aparência], e não como as atletas profissionais que são”, acrescenta Leigh, que costuma se manifestar nas redes sociais sobre o escrutínio sexista a que os corpos das mulheres são submetidos.
“Não há justificativa razoável para o biquíni. O esporte não vai mudar em nenhum aspecto caso as jogadoras possam jogar de bermuda — se algo mudar, será o fato de que elas vão se sentir mais confortáveis”, concorda Mendonça.
A jornalista é cofundadora da plataforma digital Dibradoras, que visa aumentar a visibilidade das mulheres no esporte dando-lhes a exposição que, segundo ela merecem mas muitas vezes não lhes é dada nas mídias convencionais.
“As competições esportivas foram concebidas para homens — esse tipo de incidente deixa isso claro. Em 2021, os dirigentes de organizações esportivas, geralmente homens brancos, ainda veem as atletas como um adorno, que estão ali apenas para agradar aos homens. Caberia às mulheres decidir qual é o melhor traje para elas. Mas, como são poucas as mulheres em posição de comando nas organizações esportivas, as vozes das atletas não são ouvidas”, afirma.
Outro lado da mesma moeda
Atleta paratleta britânica Olivia Breen ouviu que deveria usar um short ‘mais apropriado’ durante uma competição de atletismo do campeonato inglês
Reprodução/Twitter
O problema enfrentado pela seleção norueguesa não é um caso isolado.
Um dia antes do anúncio da multa, a paratleta britânica Olivia Breen ficou “sem palavras” quando ouviu que deveria usar um short “mais apropriado” durante uma competição de atletismo do campeonato inglês.
O comentário veio de um funcionário do evento, que disse que a parte de baixo do uniforme, semelhante a um biquíni, era “muito curto e mostrava demais”.
A velocista e saltadora, que deve competir na Paraolimpíada de Tóquio em agosto, diz que sua intenção ao compartilhar a experiência era tentar impedir que isso acontecesse a outras pessoas.
Breen descreve sua roupa como a “parte de baixo de um biquíni de cintura alta”.
“Queremos ser o mais leve possível quando estamos competindo, ao mesmo tempo em que nos sentimos confortáveis”, disse ela à BBC. “Eu uso isso há nove anos, nunca tive um problema.”
“Esses dois exemplos podem parecer contraditórios, mas são simplesmente os dois lados da mesma moeda”, pontua Leigh.
“Os corpos das mulheres são tratados e vistos como ‘o problema’. Nossos corpos ou são ‘inadequados’ ou não são ‘entretenimento suficiente’.”
Competindo de hijab
Partida entre a egípcia Doaa Elghobashy e a alemã Kira Walkenhorst na Olimpíada de 2016 gerou mais comentários sobre as vestimentas das atletas do que sobre o jogo em si
Reuters
Essa mesma questão emergiu em 2016, quando uma imagem da Olimpíada do Rio passou a ser amplamente compartilhada e comentada.
Uma foto de duas jogadoras de vôlei de praia, uma do Egito e outra da Alemanha, virou assunto não por causa de suas habilidades esportivas, mas por causa de seus uniformes.
Em alguns jornais, a foto foi usada para ilustrar um aparente “conflito cultural” — leitura que foi enfaticamente refutada por aqueles que argumentavam o contrário, o “poder unificador do esporte”.
A egípcia Doaa Elghobashy foi a primeira jogadora olímpica de vôlei de praia a usar um hijab. Na época, ela comentou: “Uso o hijab há 10 anos… E isso não me afasta das coisas que adoro fazer, e o vôlei de praia é uma delas”.
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Para muitos, a proporção tomada por uma simples foto chamou atenção para um problema antigo.
“Não importa de que cultura você vem, os corpos das mulheres e a forma como esses corpos são vestidos ainda são vistos como propriedade pública — ou, mais precisamente, propriedade do patriarcado”, escreveu a jornalista britânica Hannah Smith na época.
“Não importa o que você vista para praticar esportes como mulher, você sempre será julgada pelos homens que estão assistindo.”
O macacão de Serena Williams
De volta às quadras depois de retornar de licença-maternidade, a estrela do tênis Serena Williams dedicou seu uniforme no torneio de Roland Garros em 2018 a “todas as mães que tiveram uma gravidez difícil”.
A atleta americana, que foi 23 vezes campeã do Grand Slam, disse que o “macacão” que vestiu na ocasião a fez se sentir uma “rainha de Wakanda”, em referência ao filme Pantera Negra.
Williams descobriria depois, contudo, que não poderia mais usar a roupa na competição. Em entrevista à revista Tennis, o presidente da Federação Francesa de Tênis, Bernard Giudicelli, disse que “é preciso respeitar o jogo e o lugar”. “Acho que às vezes vamos longe demais”, afirmou.
A tenista afirmou que o macacão a ajudou a lidar com problemas de coagulação sanguínea que enfrentava na época e que quase lhe custaram a vida ao dar à luz.
Segundo a atleta, ela chegou a conversar com Giudicelli, explicou que a decisão pelo uniforme diferente “não era grande coisa”. “Se eles sabem que algo é por motivo de saúde, então não há como não aceitarem.”
Marcando posição na Olimpíada de Tóquio
As ginastas alemãs usaram macacões de corpo inteiro na etapa de qualificação da Olimpíada de Tóquio em um posicionamento contra a sexualização da modalidade.
Algumas já tinham usado uniformes semelhantes no campeonato europeu no início deste ano. Na época, a ginasta Sarah Voss afirmou que ela e as colegas queriam fazer com que as jovens se sentissem seguras no esporte.
Os collants são bem diferentes daqueles tradicionalmente usados na ginástica. Até então, as únicas atletas que optavam por cobrir totalmente as pernas o faziam por motivos religiosos.
A equipe alemã usou os macacões de corpo inteiro também durante os treinos na semana passada.
“Queríamos mostrar que toda mulher, todo mundo, deve decidir o que vestir”, disse a ginasta Elisabeth Seitz.
A touca de natação e questão racial
A fabricante de toucas de natação Soul Cap, cujos produtos são desenhados para cabelos com dreadlocks, afros, tramas, extensões de cabelo, tranças, cabelos grossos e encaracolados, tem enfrentado resistência no mundo do esporte — mas a maré pode estar mudando.
As toucas da marca foram proibidas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, mas, após a repercussão negativa do episódio, a decisão pode ser reconsiderada para outras competições internacionais.
A Federação Internacional de Natação (Fina) decidiu proibir as toucas sob o argumento de que elas não seguiriam “o formato natural da cabeça”. O comentário gerou uma avalanche de críticas de nadadores, e muitos ressaltaram que a medida poderia inclusive desencorajar atletas negros de participar do esporte.
Após a reação, a Fina afirma estar “revendo a situação”.
É improvável que histórias sobre atletas criticadas pelo que vestem não apareçam nas manchetes no futuro
Mas, para Leigh, o fato de chamar atenção para esses casos é importante. “Temos que mostrar às meninas, desde a mais tenra idade, que o esporte é lugar de mulher”.

Fonte: G1 Mundo

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Sede das Olimpíadas, Tóquio atinge maior número de casos novos de Covid-19 em um só dia


Capital do Japão está em estado de emergência. Segundo agência, autoridades pedem atenção aos hospitais para possível aumento nas internações. Pessoas passam em frente aos anéis olímpicos em Tóquio, no Japão, no domingo (25)
Eugene Hoshiko/AP Photo
Sede dos Jogos Olímpicos, Tóquio registrou nesta terça-feira (27) o maior número de casos de coronavírus em um só dia desde o início da pandemia: foram 2.848 diagnósticos de Covid-19, contra 2.520 registrados em 7 de janeiro, o recorde anterior.
Não há como confirmar que a tendência de alta nos novos casos esteja relacionada às Olimpíadas na capital do Japão — embora mais de 150 pessoas ligadas ao evento tenham contraído o vírus, apesar dos rigorosíssimos protocolos de segurança dos Jogos, que incluem disputas sem público.
Porém, de acordo com a agência Reuters, a situação é preocupante porque autoridades falam em maior procura por atendimento hospitalar, inclusive com pedidos para que hospitais aumentem suas capacidades de atendimento.
O Japão tem conseguido evitar uma explosão no número de mortes, como visto em outros países. A média móvel de novas vítimas da Covid na capital japonesa estava em 1 óbito por dia na segunda-feira. Tóquio tem quase 14 milhões de moradores.
Entretanto, as autoridades sanitárias estão preocupadas com o avanço da variante delta, mais transmissível, e com a lenta vacinação no país sede dos Jogos Olímpicos.
Covid nas Olimpíadas
Pessoas passam em frente aos aros olímpicos instalados na ponte Nippon Bashi em Tóquio, no Japão, nesta quinta (15)
Hiro Komae/AP Photo
Relatório diário divulgado nesta terça pelo comitê organizador local mostra que 153 pessoas ligadas aos Jogos Olímpicos de Tóquio contraíram o coronavírus desde o início do monitoramento, em 1º de julho. Desses, 79 vivem no Japão e 74 são estrangeiros.
Há 19 atletas ou treinadores entre os infectados, inclusive a dupla da República Tcheca no vôlei de praia masculino, que acabou perdendo de WO um dos jogos que disputaria por causa do teste positivo em um dos atletas.
Dias antes da abertura, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, elogiou os protocolos rígidos adotados nos Jogos, mas ressaltou que “não existe risco zero”. Veja no VÍDEO abaixo.
Diretor da OMS destaca agilidade em identificar casos de Covid para sucesso das Olimpíadas

Fonte: G1 Mundo

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O Assunto #503: A pandemia dos não-vacinados


Depois de um 2020 trágico, os Estados Unidos entraram em rota de superação do coronavírus graças, sobretudo, ao maior estoque de doses de vacina do planeta. Assim imunizaram quase metade da população, mas a partir daí a campanha começou a ratear, e a variante delta, a ganhar terreno. Hoje, casos, hospitalizações e óbitos estão de novo em alta no país. Você pode ouvir O Assunto no G1, no GloboPlay, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music, no Hello You ou no sua plataforma de áudio preferida. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio.
Depois de um 2020 trágico, os Estados Unidos entraram em rota de superação do coronavírus graças, sobretudo, ao maior estoque de doses de vacina do planeta. Assim imunizaram quase metade da população, mas a partir daí a campanha começou a ratear, e a variante delta, a ganhar terreno. Hoje, casos, hospitalizações e óbitos estão de novo em alta no país. E governadores e prefeitos de diversas localidades se inclinam por duas medidas que prometem gerar resistências: restabelecer o uso obrigatório de máscaras e exigir imunização de servidores públicos. Neste episódio, o correspondente da Globo Tiago Eltz descreve a disparidade de cobertura vacinal entre os Estados americanos e o papel do movimento antivacina na construção dessa realidade ameaçadora. Participa também a epidemiologista Fátima Marinho, da organização Vital Strategies. Ela resgata as origens do movimento, apontando onde mais ele é forte no mundo. E, para mostrar o contraste, analisa dois casos de imunização homogênea e com bons resultados na América do Sul: Chile e Uruguai.
O que você precisa saber:
Especialista da Casa Branca fala em ‘direção errada’ na pandemia e diz considerar volta do uso de máscara por vacinados
Religioso que zombava de vacinas nas redes morre por Covid-19 nos EUA
França vai exigir certificado para ir a restaurantes e vai impor vacinação a profissionais de saúde
EUA mantêm restrições a viajantes vindos do Brasil, União Europeia e Reino Unido por conta da variante delta
SANDRA COHEN: Uruguai vislumbra o horizonte sem Covid

O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Giovanni Reginato. Neste episódio colaboraram também: Gabriel de Campos, Ana Flávia Paula e Victor Paz. Apresentação: Renata Lo Prete.

Comunicação/Globo
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

Fonte: G1 Mundo

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Geração Rayssa: as meninas que se inspiram na fadinha do skate


Medalha histórica nas Olimpíadas de Tóquio inspira meninas skatistas ao redor do Brasil a ‘voarem alto’. Fadinha: conheça a trajetória de Rayssa Leal, a sensação brasileira no skate
A medalha de prata de Rayssa Leal nas Olimpíadas de Tóquio brilhou nos olhos das meninas skatistas pelo Brasil. Em 2015, quando a garotinha de 6 anos viralizou vestida de fada em cima de um skate pelas ruas de Imperatriz (MA), sua mensagem já era potente: garotinhas como ela podiam realizar o que quisessem. Seis anos depois, o legado da mais jovem medalhista das Olimpíadas em 85 anos pavimenta os caminhos para uma geração de atletas possíveis. Assim como a Fadinha, elas esperam voar alto. O G1 as ouviu.
Veja, abaixo, relatos de garotas skatistas que se inspiram em Rayssa Leal.
“Quero andar igual a ela”
Luana Poli, 12 anos, Campo Grande
Luana
Guilherme Poli/Arquivo Pessoal
Luana Poli, de 12 anos, se apaixonou pelo skate há um ano e meio. Autodidata, ela pratica suas manobras em Campo Grande e Bonito, MS. Contando com o apoio da família, ela viu o sonho de disputar as Olimpíadas como algo possível após acompanhar Rayssa Leal ‘voando’ nas pistas de Tóquio.
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Nicolle Campos, 6 anos, João Pessoa
Inspirada por Rayssa Leal, pilota de motocross de 6 anos começa a praticar skate
Aos seis anos de idade, a paraibana Nicolle Campos já participou e três campeonatos de motocross e foi segundo e terceiro lugar na categoria mini motos. Ela também pratica kart e compartilha sua rotina nos esportes radicais em um perfil de mais de 24 mil seguidores administrado pela mãe, Fabiana Nascimento. Mas agora um skate velho em sua casa e as manobras da ‘Fadinha’ têm roubado a atenção de Nicolle. Segundo a mãe da menina, em todos os torneios que participou até agora, a piloto é a mais nova e a única menina a competir.
“Vão ter muitas quedas, mas é preciso acreditar”
Carol Bandeira, 17 anos, Teresina
Skatistas piauienses se inspiram em medalhista olímpica brasileira de 13 anos
Essa foi a mensagem que ficou com Carol Bandeira, 17 anos, quando viu a medalhista de prata roubar os holofotes nas Olimpíadas. A skatista do Piauí tinha 14 anos quando teve seu primeiro contato com a modalidade. Na primeira vez em que viu uma competição, em 2017, ficou maravilhada pela presença de meninas no esporte. Ela diz que tem muita vontade de se destacar no esporte, mas falta apoio para viagens e equipamentos. Além de Rayssa Leal, uma de suas grandes referências é a skatista piauiense Isa Corleone, que aprendeu skate assistindo tutoriais do esporte pela internet.
“Manobras brabas”
Sofia Godoy, 12 anos, Porto Alegre
Sofia Godoy se inspira na medalhista Rayssa Leal para se profissionalizar no skate
A chegada do skate aos Jogos Olímpicos e a medalha da brasileira Rayssa Leal permitiram que a skatista Sofia Godoy, da Região Metropolitana de Porto Alegre, sonhasse com sua vez nas Olimpíadas. “Ela é uma inspiração pra mim e pra outras garotas também. Eu tô treinando muito pra isso e tenho certeza que vou conseguir meus objetivos”, resumiu, em entrevista ao G1.
“Somos capazes de fazer qualquer coisa.”
Luana Vicente, 16 anos, Santos.
Skatista amadora Luana Vicente de Araújo Gonçalves, de 16 anos, estava na Praça Palmares
Thiago D’Almeida/G1
A campeã paulista de skate Luana Vicente, de 16 anos, treina suas manobras na Praça Palmares, em Santos. O local já foi frequentado pelo brasileiro Kelvin Hoefler e o cantor Chorão. Mas apesar das inspirações, a conquista de Rayssa tem um significado especial para a Luana: “É maravilhoso para gente e deixou o skate feminino mais poderoso ainda. Mostra que somos capazes de fazer qualquer coisa”, comenta.
Prata no skate, Rayssa Leal inspira meninas em praça frequentada por Chorão e Kelvin
“Me chamavam de Fadinha, mas eu disse que esse era o nome da Rayssa e que o meu era Francesinha do Skate.”
Lívia Botella, 8 anos, Macapá
Francesinha do skate se inspira em Rayssa Leal, prata da Tókyo 2020: ‘fiquei viciada nela’
Já a pequena Lívia Botella, de 8 anos, confessa que é “viciada” em Rayssa Leal. Ela teve seu primeiro contato com o esporte em 2020 e, desde então, é a sensação da Praça do Skate em Macapá. Fã da medalhista, Lívia já chegou a ser comparada com a “Fadinha”, mas já inventou o seu próprio apelido: “Francesinha do skate”, uma referência à sua dupla nacionalidade. Filha de mãe brasileira e pai francês, a menina sonha em um dia conhecer a skatista que a inspirou a se jogar no esporte.
VÍDEOS: Fadinha Rayssa Leal nas Olimpíadas

Fonte: G1 Mundo