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Colômbia prende 10 por atentado contra o presidente Duque; governo alega que ataque foi planejado na Venezuela


Helicóptero em que viajava presidente da Colômbia foi recebido a tiros no fim de junho ao sobrevoar região marcada por conflitos no leste colombiano. Presidente e comitiva não foram atingidos. Iván Duque, ao centro, presidente da Colômbia, dá declaração ao lado de ministros após ataque a helicóptero presidencial em 25 de junho de 2021
Reprodução/Presidência da Colômbia/Twitter
A Colômbia prendeu 10 pessoas acusadas de envolvimento em ataques no mês passado a um helicóptero que transportava o presidente Iván Duque e a uma base militar, que autoridades disseram nesta quinta-feira (22) terem sido planejados por ex-líderes rebeldes das Farc baseados na Venezuela.
O carro-bomba na base da cidade de Cúcuta, no nordeste do país, onde fica a 30ª Brigada do Exército, feriu 44 pessoas, incluindo dois conselheiros militares dos EUA. No final de junho, um helicóptero que se aproximava da cidade com Duque e outras autoridades a bordo foi metralhado.
Relembre o ataque no vídeo abaixo:
VÍDEO: Carro-bomba explode em batalhão do exército na Colômbia
As 10 pessoas presas na província do Norte de Santander são ex-rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que rejeitam um acordo de paz de 2016, disse o procurador-geral Francisco Barbosa em entrevista coletiva.
Eles pertenceriam à 33ª frente dos dissidentes e três deles participaram do planejamento e execução de ambos os ataques e foram detidos e acusados, enquanto outro é capitão da reserva do Exército, segundo Barbosa.
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Venezuela confirma o pagamento para a transmissão dos jogos olímpicos na TV
As ordens para realizar os ataques vieram de ex-líderes das Farc que operam na Venezuela, afirmou o ministro da Defesa, Diego Molano. Ele disse que os ataques demonstram que o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, abrigou dissidentes das Farc, referindo-se a eles como “terroristas”.
“É claro que este ataque contra o presidente, contra a 30ª Brigada, foi planejado da Venezuela”, disse Molano.
O governo da Colômbia acusa Maduro, já há alguns anos, de fechar os olhos para a presença de rebeldes colombianos no território de seu país. Maduro, por sua vez, alega que a Venezuela é vítima de criminosos da Colômbia.
O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, respondeu no Twitter, acusando Molano de apontar para a Venezuela em uma tentativa de desviar a atenção dos problemas internos da Colômbia.
“Mais uma vez eles usam a Venezuela para tentar esconder a tragédia de seu país”, disse, acrescentando que a Colômbia está repleta de violência e grupos armados, com uma economia dependente do tráfico de drogas.

Fonte: G1 Mundo

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Governo de Maduro confirma o pagamento para a transmissão dos jogos olímpicos na TV da Venezuela


Na véspera, o presidente venezuelano afirmou que a televisão estatal estava impedida de adquirir os direitos por conta de uma ‘perseguição financeira dos bancos’ nacionais. Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
AFP PHOTO / VENEZUELAN PRESIDENCY / Jhnon ZERPA
O governo da Venezuela informou nesta quinta-feira (22) ter comprado os direitos para a transmissão das disputas das Olimpíadas de Tóquio na televisão do país.
“Queremos anunciar a primeira vitória da Venezuela nos Jogos Olímpicos”, disse o ministro do Esporte, Mervin Maldonado em transmissão para a TV estatal.
“O COI confirmou que a Venezuela contará com a transmissão oficial da cerimônia de abertura, das competições, da cerimônia de encerramento e de todos os detalhes”, disse o ministro.
Na véspera, o presidente Nicolás Maduro afirmou que o pagamento para o Comitê Olímpico Internacional (COI) havia sido bloqueado por conta de sanções internacionais.
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Transmissão na TV pública
Maldonado detalhou que as Olimpíadas serão transmitidas pelo canal aberto da emissora estatal TVES e, a partir dela, para “todas as fontes informativas do país”.
“A partir de amanhã, 23 de julho, e até o domingo, 8 de agosto, poderão desfrutar de cada uma das competições da nossa delegação nacional”, afirmou o ministro.
O pagamento aos direitos de transmissão tinha sido bloqueado, segundo o presidente Maduro, por conta de uma “perseguição financeira dos bancos”.
Sanções contra o país
O governo de Nicolás Maduro tem sido alvo de sanções internacionais, lideradas pelos Estados Unidos, desde a sua reeleição em 2018, que é contestada pela potência americana.
Estas medidas dificultam seu acesso ao sistema financeiro internacional. Já ocorreu com o bloqueio de parte do pagamento para acessar a aliança Covax para a compra de vacinas contra a Covid-19.
A Venezuela teria pago US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 13 milhões) pelos direitos de transmissão dos jogos, segundo fontes próximas a esta negociação.
O país enviou para Tóquio uma delegação de 43 atletas. Todas as atenções da Venezuela estão voltadas para a jovem Yulimar Rojas, diversas vezes campeã mundial de salto triplo.

Fonte: G1 Mundo

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Protesto nas Olimpíadas: jogos de Tóquio devem ter manifestações políticas, mas não se sabe ainda quais serão as consequências


Comitê Olímpico Internacional passou a permitir manifestações políticas, mas não quando os atletas estão no pódio. Para especialistas, não está claro se o COI vai realmente punir os esportistas. Georgia Stanway e Keira Wals, do time de futebol feminino do Reino Unido, protestam antes do início do jogo contra o Chile pelas Olimpíadas de Tóquio 2020, em 21 de julho de 2021
Asano Ikko / AFP
O Comitê Olímpico Internacional (COI) permitirá alguns tipos de protestos nas Olimpíadas que começaram nesta semana em Tóquio, no Japão, mas nos momentos de maior atenção do público (as cerimônias de abertura ou encerramento, durante as disputas ou no pódio) não pode haver manifestação política.
Antes mesmo da abertura, que acontece nesta sexta-feira (23), em três jogos de futebol os atletas se apoiaram em um dos joelhos antes dos inícios das partidas, fazendo o gesto antirracista que já se notabilizou em outras competições (leia mais a respeito mais abaixo).
No começo do mês, o COI divulgou novas regras que permitem aos atletas se manifestarem, mas só em algumas condições: os protestos só podem acontecer antes do início de uma competição. Por exemplo, quando os atletas forem apresentados. Nesse momento, está liberado o uso de roupas ou acessórios ou fazer gestos, como levantar os punhos ou ficar apoiado em um joelho no campo.
“O COI está emitindo mensagens dúbias”, diz Helen Lenskyj, professora emérita da Universidade de Toronto e autora do livro “The Olympic Games: A Critical Approach” (Os Jogos Olímpidos: uma Abordagem Crítica). Ou seja, não se sabe ao certo se os atletas que fizeram protestos serão punidos.
Para ela, atletas mais corajosos vão protestar no pódio, sim, apesar da possibilidade de penas.
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Quais são as penas?
O COI pode chegar a punir um atleta com a exclusão permanente dos Jogos Olímpicos, diz a advogada Simone Lahorgue, do escritório Levy Salomão.
O comitê também pode desqualificar o esportista e obrigá-lo a devolver a medalha.
Gwen Berry, atleta norte-americana que já fez protestos no pódio dos Jogos Pan Americanos
Kirby Lee-USA Today Sports/Via Reuters
Os resultados de muitas modalidades nas Olimpíadas contam para o ranking do esporte, e um atleta punido pelo COI pode perder os pontos que conquistou nos Jogos.
“Há uma avaliação do grau de desrespeito às regras, o COI não vai punir com as sanções mais severas quem levantar o braço”, diz Lahorgue, que é especializada em direito esportivo.
Uma punição mais severa aconteceria para demonstrações de desrespeito a direitos humanos, segundo ela.
A forma do protesto também é levada em conta na decisão da pena. Se foi um protesto espontâneo, no momento, o COI deve ser mais moderado. Uma manifestação planejada deve ser penalizada mais severamente.
Histórico de protestos nas Olimpíadas
Os historiadores consideram que os protestos nos pódios começam em 1968, na Cidade do México, quando dois atletas dos Estados Unidos, Tommie Smith (ouro) e John Carlos (bronze), levantaram os punhos no pódio durante a execução do hino do país deles.
Veja reportagem abaixo sobre o gesto histórico nos Jogos de 1968.
Protesto que marcou a história das Olimpíadas até hoje reverbera e provoca tensão
“Houve um período silencioso por muitos anos”, diz Lenskyj.
Ela cita uma manifestação nos Jogos de Sydney, em 2000, durante a cerimônia de encerramento, por parte de uma banda, e não por atletas. Os membros do conjunto Midnight Oil se apresentaram com camisas onde se lia a palavra “sorry” (desculpas).
Antes do evento, houve uma discussão sobre um possível pedido de desculpas, por parte do governo australiano, à comunidade aborígene pela prática de separar as crianças de suas famílias e entregá-las a instituições de ensino ligadas às igrejas (isso aconteceu no século 20).
Em 2016, no Rio de Janeiro, Feyisa Lilesa, da Etiópia, prata na maratona, cruzou os braços ao cruzar a linha de chegada.
Maratonista etíope Feyisa Lilesa, em 2016, nos Jogos do Rio de Janeiro
Athit Perawongmetha / Reuters
É um gesto feito pelo povo Oromo, de seu país, em protesto contra a repressão policial. Foi uma violação das regras do COI, mas o corredor não foi punido.
Nas Olimpíadas do Rio também houve manifestações de torcedores, que conseguiram levar faixas escondidas para os estádios.
Protestos nos últimos anos
Nos EUA, houve uma onda recente de manifestações em diferentes torneios. Elas foram iniciadas com um jogador de futebol americano, Colin Kaepernick, que passou a ouvir o hino do país apoiado em um joelho, numa forma de se manifestar contra o racismo e a violência policial contra negros.
Nos Jogos Pan Americanos de Lima, em 2019, dois atletas norte-americanos se apoiaram em um joelho em um gesto semelhante: Race Imboden, da esgrima, de arremesso de martelo, e Gwen Berry, de arremesso de martelo.
Pesquisa do COI
Para justificar sua regra, o COI divulgou um levantamento com mais de 3.500 atletas que mostra que a maioria deles (67%) é contrária às manifestações no pódio.
Simone Lahorgue, critica o dado: para ela, há uma representação muito grande de atletas de países onde os órgãos das modalidades são muito rígidos.
Lenskyj também desconsidera o levantamento do COI. Ela afirma que as perguntas foram formuladas de forma tendenciosa, para que o resultado fosse esse.
Temas de protestos
Os atletas afro-americanos e seus aliados deverão aproveitar a oportunidade dos jogos para protestar —o que, na verdade, já começou: em dois jogos de futebol feminino (Reino Unido contra Chile e EUA contra Suécia) e em uma disputa de futebol masculino entre Austrália e Argentina os atletas se apoiaram em um dos joelhos antes do jogo.
Jogadores da Argentina e da Austrália protestam em Tóquio, em 22 de julho de 2021
Kim Hong-Ji/Reuters
Uma reportagem do jornal inglês “The Guardian” publicada na quarta-feira afirma que o COI proibiu as fotos de protestos de atletas em redes sociais da entidade.
Lenskyj, da Universidade de Toronto, diz que outros temas têm uma chance de aparecer: ela cita a perseguição aos uigures, na China.
Uma outra questão pode ser motivo de protesto, mas ela afirma que acha improvável: a determinação de realizar jogos mesmo durante uma pandemia.
Cobertura negativa
O fato de a cobertura na mídia japonesa ser desfavorável à realização dos Jogos neste momento pode fazer com que o COI não puna os atletas que protestam, diz Lenskyj.
“O COI pode ignorar os protestos? É difícil saber. Sem os torcedores nos estádios, os Jogos são um espetáculo para a TV, e as cerimônias de medalhas são uma parte muito importante disso. Eles (os organizadores) podem fingir que não veem, mas precisam balancear isso com a pressão dos patrocinadores”, afirma ela.
Para o COI, o mais fácil é não ter que reagir a um protesto, diz a advogada Lahorgue, mas a entidade só deverá punir os atletas caso haja excessos. “O COI tenta fazer um controle prévio, mas é uma questão de liberdade de expressão, é um direito fundamental”, afirma.
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Fonte: G1 Mundo

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Dubai usa drones pra provocar chuva em meio a onda de calor com temperaturas perto dos 50ºC


Centro Nacional de Meteorologia dos Emirados Árabes Unidos publicou vídeos da chuva nesta semana. Drones não tripulados foram idealizados pela Universidades de Bath e Reading, ambas localizadas na Inglaterra. Drone criado para ‘energizar’ nuvens e causar chuvas
Universidade de Bath/Divulgação
Os Emirados Árabes Unidos provocaram a própria chuva na cidade de Dubai nesta semana. Com temperaturas máximas perto dos 45ºC e, às vezes, até 50ºC, o país vive um período de muita seca e calor. O Centro Nacional de Meteorologia fez uma parceria com pesquisadores ingleses, que criaram drones com tecnologia inédita para ajudar a resolver o problema.
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Com funciona: os drones carregam as nuvens com cargas elétricas, fazendo com que a chuva se aglutine e fique mais forte, chegando até o chão mesmo com as altas temperaturas. A criação da tecnologia é da Universidade de Bath e o estudo com os testes – publicado em janeiro deste ano – é da Universidade de Reading, ambas localizadas na Inglaterra.
De acordo com o “The Washington Post”, os cientistas receberam US$ 1,5 milhão (R$ 7,8 milhões) por três anos para a idealização do projeto. O financiamento garantiu a construção de quatro drones que podem voar por cerca de 40 minutos.
Escassez de água
A falta de água e as altas temperaturas são um problema grave nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a Universidade de Bath, a precipitação média do país é de 100 mm por ano. Em São Paulo, por exemplo, é de mais de 1300 mm por ano. As autoridades do país estão criando medidas para tentar atenuar o clima do país, ainda mais agora com as temperaturas globais em alta devido ao aquecimento do planeta.
“A escassez de água é um dos maiores problemas que a humanidade enfrenta, e as mudanças climáticas estão proporcionando ainda mais incerteza em relação às chuvas”, disse a pesquisadora Keri Nicoll, que gerenciou a criação da tecnologia na Universidade de Bath.
“Os projetos para melhorar as chuvas são bastante importantes em partes do mundo que estão realmente lutando por água. Há 50 países que estabeleceram programas para aumento das chuvas”, completou.
Os Emirados Árabes Unidos já faziam o “carregamento” das nuvens (semeadura), mas utilizavam substâncias capazes de causar a chuva, sempre com aviões tripulados. Agora, com o uso dos drones, a chuva pode ser incentivada sem a necessidade do uso de um material que modifique a sua composição.

Fonte: G1 Mundo

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Troca de guardas em palácio real na Inglaterra volta a acontecer pela 1ª vez desde o início da pandemia


As cerimônias que costumam atrair muitos turistas no Reino Unido haviam sido suspensas em março do ano passado por decisão da rainha para evitar aglomerações. Troca da guarda em Windsor, uma das residências oficiais da rainha Elizabeth II, em 22 de julho de 2021
Twitter/Família Real Britânica
A troca da guarda no Castelo de Windsor, uma das residências oficiais da rainha Elizabeth II, voltou a acontecer nesta quinta-feira (22) depois de mais de um ano suspensas por conta da pandemia.
A tradicional cerimônia costuma atrair muitos turistas no Reino Unido e havia sido suspensa por tempo indeterminado, ainda em março do ano passado, para evitar aglomerações.
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A volta da cerimônia acompanha o fim das restrições na Inglaterra, que desde segunda-feira (19), entre outras coisas, suspendeu a obrigatoriedade do uso de máscaras ao ar livre.
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O fim das medidas não vale para os outros países da Grã-Bretanha e da Ilha da Irlanda (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).
A volta à normalidade no Reino Unido vem acompanhando o fato de o país ter imunizado quase 70% de sua população com as duas doses da vacina contra a Covid-19.
Troca da guarda em Windsor em 22 de julho de 2021
Twitter/Família Real Britânica
Sobre a troca da guarda
A cerimônia de troca da guarda marca o momento em que os soldados atualmente em serviço, a Velha Guarda, trocam de lugar com a Nova Guarda.
Segundo o Palácio de Buckingham, as tropas conhecidas como Household Troops vêm protegendo os soberanos britânicos e as residências reais desde 1660.
A Guarda da Rainha continuou, durante o último ano, com suas funções e apenas a cerimônia pública – com a presença de uma banda marcial – é que foi suspensa.
YouTube: As tretas da família real

Fonte: G1 Mundo

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Noiva torce o joelho, vai para o hospital e volta a tempo da última música em sua festa de casamento nos EUA


Julie Benn, da Filadélfia, precisou ser levada em uma maca após acidente durante a 1ª dança da noite. Horas depois, ela e noivo Paul Richter voltaram para aproveitar o final da festa. Julie Benn é levada em uma maca para o hospital após deslocar o joelho em festa de casamento. O noivo, Paul Richter (de mochila), a acompanhou no atendimento médico.
Rebecca Barger/Julia Benn/Arquivo Pessoal
Os recém-casados Julie Benn e Paul Richter, da Filadélfia, nos Estados Unidos, provaram muito rápido que a união dos dois era realmente na saúde e na doença.
É que no mesmo dia em que eles trocaram seus votos, em 3 de julho, ela deslocou o joelho e precisou abandonar a festa logo na primeira música.
“Na metade da nossa primeira dança, eu desci e desloquei o joelho, foi isso”, contou a noiva Julie em uma rede social.
“Passamos o resto da noite no pronto socorro, com um punhado de remédios fortes e com meu marido segurando minha mão o tempo todo”, afirmou a americana.
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Rebecca Barger, fotógrafa especializada em casamentos, registrou o momento exato em que a noiva é carregada para fora em uma maca – com o vestido e tudo – com o marido ao seu lado.
“Nós nos sentimos muito amados por todos [após o incidente]”, disse Julie em entrevista à revista americana People.
“Eu não consigo nem imaginar como seria ter um casamento normal, agora”, brincou o noivo. “Mas todo o amor e apoio que a gente recebeu foi fantástico.”
Julie Benn e Paul Richter trocam seus votos de casamento em 3 de julho de 2021
Rebecca Barger/Julia Benn/Arquivo Pessoal
O casal lembra que precisou passar algumas horas no hospital enquanto os médicos tratavam do joelho machucado – ela chegou a ser sedada por um momento para poder recolocar a rótula no lugar.
Mesmo com toda a demora, eles chegaram em tempo de aproveitar o final da festa. A banda, contratada para tocar apenas algumas horas, resolveu estender o show até a volta dos noivos.

Fonte: G1 Mundo

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Brasileiro que mora na China relata caos em meio a enchentes: ‘há dias sem água nem luz’


Luís Enrique Batista Ribeiro, de 41 anos, vive em Zhengzhou, capital da província de Henan. Cidade foi a mais afetada pelas chuvas dos últimos dias, as mais fortes em mil anos, segundo as autoridades chinesas. Bombeiros tentam esvaziar túnel inundado em Zhengzhou, na China, após fortes chuvas na região em foto de 21 de julho de 2021
Ma Xiaoran/Xinhua/AP
A cidade de Zhengzhou, na província central de Henan, na China tenta se recuperar nesta quinta-feira (22) das fortes chuvas torrenciais que atingiram a região nos últimos dias.
Ao menos 164 mil moradores da metrópole precisaram ser removidos de suas casas por estarem em áreas consideradas de risco, e as equipes de resgate atuam nas zonas mais afetadas.
O paulista Luís Enrique Batista Ribeiro, de 41 anos, mora em Zhengzhou e relata, em entrevista ao G1, um cenário caótico, com túneis inundados e quedas no abastecimento de energia.
“Está tudo meio caótico ainda”, diz o professor de inglês que vive há mais de dez anos no país asiático. “Há túneis ainda cheios d’água, tem buracos de deslizamento surgindo na cidade toda.”
Carros tentam cruzar via inundada em frente a centro comercial de Zhengzhou, na China, em 20 de julho de 2021
Chinatopix/AP
Ribeiro relata uma pausa nas chuvas, mas diz que a “situação está precária” e que ainda há uma preocupação de que volte a chover nos próximos dias.
“Tem muita gente ilhada que não sabe, não tem como voltar pra casa”, disse o brasileiro.
As autoridades meteorológicas chinesas consideraram as chuvas dos últimos dias como as mais fortes em mil anos.
Sem luz e água
O professor conta que está sem água e energia elétrica no condomínio onde vive – e que também não há previsão para a volta do abastecimento.
“Onde eu moro, no centro da cidade, está tudo bem”, diz Ribeiro. “Meu prédio está sem eletricidade e água. Os elevadores voltaram há pouco a funcionar, mas os apartamentos continuam sem energia.”
Para se comunicar, ele precisa descer até um restaurante onde consegue carregar seu celular. “Graças a Deus o elevador voltou a funcionar”, diz.
Luís Enrique Batista Ribeiro em entrevista à EPTV em fevereiro de 2020
Vitor Diagonel/EPTV
Ele conta que a previsão é de que muitos pontos da cidade, que não têm eletricidade, continuem assim até o fim de semana – mas que a volta no abastecimento de água potável pode demorar até um mês.
Metrô inundado
Ribeiro comenta que a imagem do metrô inundado que circula pelas redes sociais é da linha amarela, que passa a apenas duas quadras da sua casa (veja no vídeo abaixo).
“Parte da linha amarela, onde as pessoas foram gravadas dentro do trem, e também a inundação nas escadas que ligam a um shopping center foram inundadas”, diz o brasileiro.
Inundação na China deixa passageiros presos em vagões do metrô
Ele conta também que faz parte de um grupo de moradores no WeChat (uma espécie de WhatsApp chinês) que vem trocando informações sobre a situação após as chuvas e diz que há muita preocupação com deslizamentos.
“Estão alertando que a qualquer momento podem surgir ‘sinkholes’ [buracos provocados por deslizamentos de terra], que a gente tem que ter muito cuidado quando dirigir”, diz Ribeiro.
VÍDEOS: Chuvas torrenciais na China

Fonte: G1 Mundo

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‘Racismo e extremismo continuam presentes’, diz sobrevivente após 10 anos de ataques na Noruega


País se comprometeu a lutar unida contra o ódio nesta quinta-feira (22), data do 10º aniversário dos atentados executados pelo extremista de direita Anders Behring Breivik, que deixaram 77 mortos em 2011. A primeira-ministra Erna Solberg, o príncipe herdeiro Haakon e a princesa Mette Marit, entre outros, depositam flores no memorial de 22 de julho durante cerimônia em Utoya, na Noruega, no décimo aniversário do pior massacre do país em tempos de paz
Torstein Boe / NTB via AP
A Noruega se comprometeu a lutar unida contra o ódio nesta quinta-feira (22), data do 10º aniversário dos atentados executados pelo extremista de direita Anders Behring Breivik, que deixaram 77 mortos em 2011. “O ódio não pode ficar sem resposta”, afirmou a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, durante a primeira homenagem do dia, que aconteceu perto da sede do governo em Oslo.
Foi nesta área em que Breivik iniciou o massacre, ao detonar uma bomba de 950 quilos que deixou oito mortos. Depois, disfarçado de policial, ele abriu fogo na pequena ilha de Utoya contra uma reunião da Liga Trabalhista Juvenil (AUF), de tendência social-democrata. Neste ataque, morreram 69 pessoas, a maioria jovens.
A primeira-ministra norueguesa, que conversou com sobreviventes e familiares das vítimas, destacou que o país avançou muito em dez anos no treinamento das forças de segurança para combater todas as formas de extremismo.
“O muro de contenção mais importante é o que temos que construir em cada um de nós”, disse a chefe de governo conservadora. “Para reforçar o muro contra a intolerância e os discursos de ódio”, completou.
Ao meio-dia, os sinos de todas as igrejas do país tocaram em homenagem às vítimas do ataque mais violento ocorrido no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Muitos sobreviventes do massacre da ilha de Utoya consideram que, dez anos depois, a Noruega ainda não estabeleceu um processo contra a ideologia de extrema direita que estava por trás dos ataques.
Racismo “ainda presente”
“O racismo e o extremismo mortal de direita continuam presentes entre nós”, destacou Astrid Eide Hoem, uma sobrevivente que hoje dirige a AUF.
“Estão na internet, na mesa durante a refeição, em muitas pessoas que são muito ouvidas”, apontou. “É agora, de uma vez por todas, que temos que afirmar que não aceitamos mais o racismo, que não aceitamos o ódio”, enfatizou.
Pouco depois dos atentados ocorridos durante seu mandato, o trabalhista Jens Stoltenberg, então primeiro-ministro e atual secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), marcou uma geração ao prometer responder com “mais democracia e mais humanidade”.
Membro de um partido que Breivik transformou em alvo por considerar que era favorável ao multiculturalismo, Stoltenberg discursou durante uma missa na catedral de Oslo. “Há 10 anos, respondemos ao ódio com amor. Mas o ódio ainda continua por aí”, disse.
Stoltenberg citou como exemplos o ataque ao memorial em homenagem à primeira vítima fatal de um crime racista na Noruega, em 2001, a tentativa de atentado contra uma mesquita perto de Oslo em 2019 por outro extremista e, inclusive, as ameaças que os sobreviventes de Utoya continuam recebendo atualmente.
Respeitando o distanciamento social devido às medidas contra a Covid-19, Stoltenberg confessou na catedral de Oslo que diariamente observa a fotografia de Utoya que tem em seu escritório, em Bruxelas.
Na cerimônia religiosa celebrada em Oslo, representantes de diferentes crenças acenderam uma vela cada um em homenagem às vítimas.
Sequelas
Em 2012, Breivik foi condenado a 21 anos de prisão, uma pena que pode ser prolongada por tempo indefinido. Ele provavelmente passará o resto da vida atrás das grades.
O extremista continua, no entanto, a ter seguidores e sua sombra envolve diversos atentados, incluindo vários ataques contra mesquitas, como o de Christchurch, na Nova Zelândia, que deixou 51 mortos em março de 2019.
“As ideias de extrema direita que inspiraram o ataque continuam sendo uma força motriz para os extremistas de direita no país e no exterior e inspiraram vários ataques terroristas na última década”, advertiu esta semana o Serviço de Inteligência Norueguês (PST). Apesar da passagem do tempo, as feridas seguem abertas.
Um estudo publicado recentemente pelo Centro Nacional sobre o Estresse e a Violência Traumática (NKVTS) mostrou que um terço dos sobreviventes de Utoya prosseguiam no ano passado com transtornos importantes como estresse pós-traumático, ansiedade, depressão, ou dores de cabeça. Muitos sobreviventes continuam recebendo ameaças e mensagens de ódio.
“Sei que alguém tentou me matar por causa das minhas crenças”, disse uma das vítimas, Elin L’Estrange. “Então, se hoje alguém me diz que quer me ver morta, eu levo muito a sério, mesmo que não seja necessariamente assim”, afirma.
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Fonte: G1 Mundo

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Dyhzy, descendente do presidente da Argentina, afirma que vai mudar documentos para ser identificado com gênero não binário


Alberto Fernández aprovou nesta semana uma lei que permite que as pessoas optem por ‘X’ na categoria de gênero dos documentos. Imagem de Dyhzy durante uma apresentação na noite de Buenos Aires antes de seu pai ser eleito
Reprodução
Dyhzy, descendente do presidente Alberto Fernández, da Argentina, disse em uma rede social que vai optar pela alternativa X no gênero de seus documentos, que indica sua opção por se identificar como pessoa não binária.
Um decreto presidencial publicado no país na quarta-feira (21) passa a admitir o registro de pessoas não binárias – que não se identificam com os gêneros masculino e feminino.
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Além dos dois gêneros, será possível selecionar a opção X no documento.
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Dyhzy fez uma transmissão em uma rede social para comemorar a novidade.
“Quando o Estado reconhece uma lei, essa lei vai se naturalizando. Hoje não é diferente, não chama a atenção ver um casal homossexual se casando, pois se aprovo o matrimônio igualitário. Esse tipo de direito é necessário ser reconhecido pelo Estado. Mais do que falta, as pessoas precisam primeiro se descontruir, mais gente vai naturalizar isso. Obviamente que existe gente do mal: transfóbica, homofóbica”, disse ele.
Dyhzy também deverá alterar o nome em seus documentos, em que aparece como Estanislao: “Nunca na minha vida eu me senti identificado com esse nome”, afirmou ele, segundo o jornal “Perfil”.
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Fonte: G1 Mundo

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Britânico é preso na Espanha por hackear contas do Twitter de personalidades em 2020


‘Mentor’ do ataque cumpre pena nos EUA desde março de 2021 e Justiça do país busca outros envolvidos. Mensagem em conta de Jeff Bezos, Bill Gates, Kim Kardashian e outras celebridades prometia ‘pagamento em dobro’ por bitcoin. Mensagem com golpe envolvendo bitcoin apareceu no Twitter de Jeff Bezos, dono da Amazon
Reprodução/Twitter
Um britânico de 22 anos foi preso na Espanha acusado de ser um dos participantes de uma invasão a cerca de 130 contas de empresas, celebridades e políticos no Twitter em 2020.
A polícia nacional espanhola prendeu o rapaz, Joseph O’Connor, na última quarta-feira (21), com base em uma ordem emitida por um tribunal federal dos Estados Unidos.
Nesta quinta, um juiz espanhol emitiu a ordem de prisão preventiva ao avaliar “o risco de fuga, devido à falta de raízes e à gravidade dos acontecimentos”, segundo a agência de notícias AFP.
O jovem é acusado por acesso não autorizado a computadores, extorsão e assédio cibernético.
Entre os perfis invadidos no Twitter estavam o do agora presidente dos EUA, Joe Biden, o da estrela de TV Kim Kardashian, o do ex-presidente dos EUA Barack Obama e dos bilionários Bill Gates, Jeff Bezos e Elon Musk.
Ao acessar as contas, os hackers publicavam uma mensagem fraudulenta prometendo “retorno em dobro” para quem enviasse dinheiro a um endereço de bitcoin fornecido na mensagem.
Outras pessoas por trás do ataque
No início deste ano, um adolescente do estado da Flórida, nos EUA, acusado de planejar o ataque foi condenado a cumprir três anos de prisão em uma instituição para menores, em um acordo de culpa assumida.
Descrito como o cérebro do caso, Graham Ivan Clark, de 18 anos, foi condenado à pena máxima permitida pela lei de Criminosos Juvenis da Flórida.
Clark tinha 17 anos quando foi acusado, e seu caso foi transferido para um tribunal do estado, devido à sua condição de menor de idade.
Ele conseguiu acessar as contas ao convencer funcionários do Twitter de que ele trabalhava no departamento de tecnologia da informação da rede social. De acordo com a Procuradoria da Flórida, o esquema criado pelo jovem conseguiu arrecadar mais de US$ 100 mil em bitcoin em apenas um dia.
SAIBA MAIS: Twitter ja foi alvo de outros golpes semelhantes
O incidente fez com que o Twitter revisasse práticas de segurança e, na ocasião, obrigou que a rede impedisse contas verificadas de fazer publicações.
Outros dois jovens foram acusados de participar da invasão: Mason Sheppard, do Reino Unido, e Nima Fazeli, de Orlando, nos EUA.
Relembre o ataque:
Barack Obama, Joe Biden, Elon Musk, Bill Gates e Apple têm contas do Twitter hackeadas

Fonte: G1 Mundo