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EUA sancionam ministro de Defesa e brigada de Cuba por repressão a manifestantes


Essa foi a primeira ação do governo de Joe Biden para pressionar o governo cubano. Imagem de carro de patrulha em Havana, em 21 de julho de 2021
Alexandre Meneghini/Reuters
Os Estados Unidos impuseram sanções econômicas a um dirigente de Cuba e a um órgão de governo do país nesta quinta-feira (22).
As sanções foram publicadas no site do departamento do Tesouro dos EUA. Os alvos foram:
Alvaro Lopez Miera, ministro de Defesa de Cuba;
A Brigada Especial Nacional do Ministério do Interior.
VÍDEO: 3 pontos para entender os protestos em Cuba
Essa foi a primeira ação do governo de Joe Biden para pressionar o governo cubano. O presidente norte-americano tem recebido pedidos de deputados e da comunidade de cubanos-americanos para agir contra o regime da ilha.
Trata-se de uma resposta à repressão às manifestações populares na ilha no dia 11 de julho.
A secretária do Tesouro, Janet Yellen, afirmou que “o povo cubano está protestando pelos seus direitos fundamentais e universais que eles merecem do governo deles, e o Tesouro vai continuar a impor suas sanções a Cuba em apoio à luta do povo de Cuba pela democracia e alívio do regime cubano”.
Os EUA já impõe um embargo econômico e financeiro a Cuba, o mais duradouro na história norte-americana: está em vigor desde 1962.
Sanções já haviam sido mencionadas
A chefe da diplomacia americana para a América Latina, Julie Chung, já havia afirmado em uma rede social que o governo dos EUA ia aplicar sanções “de grande impacto a autoridades cubanas que orquestraram estas violações aos direitos humanos”.
Chung, secretária adjunta para as Américas do Departamento de Estado, publicou também uma foto ao lado da opositora cubana Rosa María Payá, filha do falecido ativista Oswaldo Payá, com quem disse ter se reunido para conversar “sobre este momento inédito para o povo cubano e a urgência em tomar ação e exigir prestação de contas”.
Manifestações em Cuba
Milhares de pessoas foram às ruas em cidades e municípios de toda Cuba em 11 de julho aos gritos de “Temos fome!”, “Liberdade” e “Abaixo a ditadura!”, em meio à pior crise econômica na ilha em décadas e de um forte aumento dos contágios e óbitos pela covid-19.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização de Estados Americanos (OEA), descreveu as manifestações como “pacíficas” e condenou “a repressão estatal e o uso da força” durante as mesmas.
Em um comunicado publicado na semana passada, a CIDH reportou ao menos um morto e 151 detidos ou com paradeiro desconhecido como consequência de sua participação nas marchas. Também descreveu várias agressões por parte da polícia a jornalistas e correspondentes.
Sanções seletivas
O presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano, o democrata Bob Menéndez, e colegas europeus pediram na quarta-feira “sanções seletivas” contra todo membro das forças de ordem de Cuba “cúmplice de perpetuar a repressão” na ilha.
“Condenamos firmemente as autoridades cubanas por usar a violência, a intimidação e a censura para negar aos cubanos seu direito constitucional de se reunir e protestar pacificamente”, destacou a declaração assinada por Menéndez e representantes de Reino Unido, República Tcheca, Estônia, Letônia e Lituânia.
Anos Trump
Durante o governo de Donald Trump, os Estados Unidos puniram vários funcionários de alto nível do governo cubano, bloqueando-lhes o acesso ao sistema financeiro ou impedindo-os de visitar o país assim como seus familiares.
Em janeiro, cinco dias antes da posse de Biden, o Tesouro americano sancionou o ministro do Interior cubano, Lázaro Alberto Álvarez Casas. Em 2020, havia incluído em sua lista negra de controle de ativos estrangeiros Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, chefe do GAESA, conglomerado empresarial militar mais poderoso da ilha e ex-genro do ex-presidente Raúl Castro.
Em 2019 e 2020, o Departamento de Estado vetou a entrada nos Estados Unidos de Raúl Castro, irmão de Fidel e ex-primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba (PCC). Também havia proibido a entrada do atual ministro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, Leopoldo Cintra Frías, e do então ministro do Interior, o já falecido Julio César Gandarilla.
Pressões brutais
Em Havana, o governo de Miguel Díaz-Canel, que atribui os protestos a uma campanha orquestrada nos Estados Unidos, acusou o governo Biden de pressionar países-membros da OEA a assinar uma declaração conjunta condenando “as prisões e detenções maciças dos manifestantes” na ilha.
“Denuncio que o Departamento de Estado dos Estados Unidos exerce pressões brutais sobre governos de um grupos de Estados da OEA”, forçando-os a se juntarem a esta declaração ou emitir uma similar”, declarou em um tuíte o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
O ministro “convocou” o secretário de Estado americano, Antony Blinken, a reconhecer ou negar a autenticidade da carta.
Cuba foi suspensa da OEA em 1962, em plena Guerra Fria, mas essa sanção foi suspensa em 2009. No entanto, Havana não solicitou sua reincorporação ao órgão regional, para o qual teria que assinar a Carta Democrática Interamericana.
Atualmente, a OEA considera Cuba um membro não ativo da organização.
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Fonte: G1 Mundo

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Colombiana que morreu em bungee jump é enterrada em Medellín; família não sabe se vai processar empresa

De acordo com a mídia da Colômbia, o namorado tentou resgatar a vítima do acidente sozinho. Jovem morre ao pular de bungee jump sem estar presa na Colômbia; imagens são fortes
O velório e o enterro de Yecenia Morales, a mulher que morreu ao pular de bungee jump na Colômbia, foram feitos na terça-feira (20), em Medellin, onde ela morava com a família.
O irmão dela, Andrés Morales, disse ao jornal colombiano “El Tiempo” que ela se aproximou do local de onde as pessoas saltam de bungee jumping e já estava com alguns dos equipamentos para pular, mas ainda não estava presa à corda de segurança.
Ela e o namorado escutaram os instrutores falarem algo —o irmão não sabe se era uma palavra de ordem para saltar— e, nesse momento, ela se jogou.
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Os bombeiros foram chamados. Antes que eles chegassem, o namorado chegou a descer para tentar resgatá-la. Ele tentou reanimá-la, mas já era tarde.
Os bombeiros ainda tiveram que atender o namorado, que se feriu na descida ao tentar resgatar Yecenia.
A empresa Sky Bungee Jumping ainda não se pronunciou sobre o acidente.
A família de Yecenia ainda não decidiu se vai processar a companhia.
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Fonte: G1 Mundo

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Governo do Reino Unido manda Irlanda do Norte ampliar serviço de aborto


Na Irlanda do Norte, o aborto era proibido até 2019. O parlamento do Reino Unido votou para forçar a Irlanda do Norte a mudar suas regras. Agora, o governo britânico manda ampliar os casos em que o procedimento deve ser oferecido. Imagem de campanha de mulheres da Irlanda do Norte pela legalização do aborto, em junho de 2018
Clodagh Kilcoyne/Reuters
O governo do Reino Unido deu ordens para que as autoridades da Irlanda do Norte para que até o março de 2022 haja serviços de saúde que providenciam aborto no território.
A Irlanda do Norte fica na ilha da Irlanda, mas é parte do Reino Unido.
A população é dividida entre católicos (que geralmente são contrários ao Reino Unido) e protestantes (favoráveis ao Reino Unido, chamados de unionistas).
Veja abaixo uma reportagem de 2019 sobre o tema.
Irlanda do Norte legaliza aborto e casamento homoafetivo
A Irlanda do Norte só permitia aborto em casos de risco de vida para a mãe. Era a única região do Reino Unido em que o serviço não era oferecido às mulheres que desejassem realiza-lo.
Em 2019, o Parlamento britânico resolver intervir e votou para legalizar o aborto na Irlanda do Norte.
O governo da Irlanda do Norte passou a permitir o procedimento para pacientes com gravidez de até 10 semanas, mas ainda não há leis locais que tornam o aborto acessível para mulheres que estão com gravidez mais avançada (até a 12ª semana ou, em alguns casos, sem limite de tempo).
Isso obriga algumas mulheres da Irlanda do Norte a viajar para outras partes do Reino Unido para realizar o procedimento.
“A falta de discussões sobre esse tema importante no Comitê Executivo (o governo da Irlanda do Norte) significa que eu não tenho escolha, a não ser dar a ordem”, disse o ministro do Reino Unido para a Irlanda do Norte, Brandon Lewis, em um comunicado.
Ele afirma que tem poder legal para determinar que a Irlanda do Norte amplie os serviços de aborto e uma obrigação de fazer isso.
Lewis ordenou que o departamento de saúde da Irlanda do Norte deve providenciar orçamento para que o serviço seja oferecido.
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Fonte: G1 Mundo

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Varíola dos macacos: doença contagiosa rara gera alerta em 27 estados nos EUA


Em julho, foi diagnosticado o primeiro caso da doença nos Estados Unidos em quase duas décadas. Casos de varíola dos macacos em humanos são extremamente raros
Getty Images via BBC
Mais de 200 pessoas em 27 unidades federativas dos Estados Unidos estão sendo rastreadas por possíveis infecções raras de varíola dos macacos, segundo autoridades de saúde.
Varíola dos macacos: o que se sabe de doença rara identificada nos EUA
Elas temem que as pessoas possam ter entrado em contato com um homem do Texas que levou a doença da Nigéria para os EUA no início de julho. Até o momento, nenhum novo caso foi encontrado.
O homem, que é considerado o primeiro caso de varíola dos macacos no país desde 2003, foi levado ao hospital, mas está em condições estáveis.
Vírus da varíola dos macacos, identificado pela primeira vez em duas décadas nos EUA
Science Photo Library via BBC
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) diz estar preocupado com os passageiros que estavam a bordo de dois voos em que o homem infectado estava. Passageiros e tripulantes podem ter sido expostos à doença, segundo o órgão.
Ele voou de Lagos, na Nigéria, para Atlanta, nos EUA, em 9 de julho, antes de embarcar para Dallas, onde foi hospitalizado, segundo o CDC.
O órgão disse que está trabalhando com as companhias aéreas para avaliar “os riscos potenciais para aqueles que podem ter tido contato próximo com o viajante”.
No entanto, acrescentou que as chances de a doença ter se espalhado no avião são baixas porque os passageiros atualmente precisam usar máscaras faciais.
O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95
Um porta-voz do CDC disse à BBC que estava “trabalhando com departamentos de saúde locais e estaduais para fazer o acompanhamento de indivíduos que podem ter sido expostos à varíola dos macacos”.
“O risco para o público em geral é considerado baixo”, disse o porta-voz, acrescentando que nenhuma das 200 pessoas que eles monitoravam era considerada de “alto risco”.
A varíola dos macacos é uma doença viral rara da mesma família da varíola, mas é muito menos grave. Ela ocorre principalmente em partes remotas de países da África Central e Ocidental, perto de florestas tropicais.
Os sintomas incluem:
Inicialmente, febre, dores de cabeça, inchaços, dores nas costas, dor muscular e uma apatia geral.
Assim que a febre cede, pode aparecer erupção na pele, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, mais comumente as palmas das mãos e as solas dos pés.
A erupção, que pode gerar muita coceira, muda e passa por diferentes estágios antes de finalmente formar uma casca, que depois cai. As lesões podem deixar cicatrizes.
A maioria dos casos do vírus é leve, às vezes semelhante à catapora, e desaparece por conta própria em poucas semanas.
No entanto, a varíola dos macacos às vezes pode ser mais grave: um em cada cem casos pode ser mortal, de acordo com o CDC.
O CDC diz que não há tratamento comprovado e seguro para a doença. Mas a agência lembra que a vacina contra a varíola já foi usada para controlar surtos anteriores, como o ocorrido nos Estados Unidos em 2003.
Surto de 2003
Embora rara, a doença já foi descoberta nos EUA antes. Em 2003, um surto da doença atingiu 47 pessoas no país, das quais nenhuma morreu. Segundo o CDC, aquela foi a primeira vez que a varíola dos macacos em humanos foi confirmada fora da África.
Na época, o vírus foi levado por roedores importados da África, que transmitiram a doença a cães da pradaria (um tipo de roedor nativo da América do Norte) usados como animais de estimação.
Conforme o CDC, só houve outros cinco registros de casos em humanos fora da África. Em 2018, três pessoas no Reino Unido e uma pessoa em Israel foram contaminadas. Em 2019, houve um caso em Singapura.
Neste ano, além do caso identificado no Texas, foram registrados três outros casos no Reino Unido. O CDC observa que esses casos não têm relação com o do paciente no Texas.
Veja VÍDEOS de ciência e saúde:

Fonte: G1 Mundo

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Incêndio florestal na Califórnia atravessa para Nevada nos EUA


Por outro lado, a melhora no clima tem ajudado no combate ao maior incêndio do país, no Oregon. Avião lança retardante de fogo para combater incêndio no sul do Oregon, nos Estados Unidos, em 17 de julho de 2021
Comando de Incidente de Fogo Bootleg via AP
Um incêndio florestal no norte da Califórnia atingiu o estado vizinho de Nevada, causando novas evacuações na costa leste dos Estados Unidos. Por outro lado, a melhora no clima tem ajudado no combate ao maior incêndio do país, no Oregon.
O incêndio na Califórnia começou em 4 de julho em Tamarack, ao sul do Lago Tahoe, e já queimou mais de 176 km² (veja no mapa abaixo).
Mais de 1,2 mil bombeiros lutam contra o fogo no condado de Alpine, na divisa entre os dois estados, e as chamas já destruíram pelo menos 10 prédios, forçaram a evacuação de várias comunidades e fecharam partes da rodovia 395.
Autoridades emitiram um pedido de evacuação voluntária em partes do Condado de Douglas, em Nevada, e um centro foi instalado em Gardnerville para receber a população.
Morgana-Le-Fae Veatch diz que a situação tem sido “muito estressante” para seus pais, que perderam a casa em um incêndio na região em 1987. “Isso tem sido muito, muito estressante para eles”.
Maior incêndio do país
Filhote de urso se agarra a árvore no sul do Oregon, em 18 de julho de 2021, em meio ao maior incêndio florestal dos Estados Unidos
Bryan Daniels/Bootleg Fire Incident Command via AP
No Oregon, autoridades proibiram na quarta-feira (21) todas as fogueiras em terras e acampamentos estaduais a leste da rodovia interestadual 5, que é considerada a linha divisória entre a parte úmida no oeste do estado e a seca no leste.
O estado enfrenta o maior incêndio florestal do país, que já atingiu uma área de 1,6 mil km² (equivalente ao tamanho da cidade de São Paulo).
As chamas foram desencadeadas por um raio e devastou a parte sul do Oregon, que é pouco povoado, e e se expandiram a uma velocidade de até 6 km por dia, impulsionadas por ventos fortes e um clima extremamente seco que transformou árvores e vegetação rasteira em uma “caixa de fogo”.
Os bombeiros tiveram que se retirar do local por 10 dias consecutivos, enquanto bolas de fogo saltavam de uma árvore para outra e as brasas iniciavam novas chamas. Nuvens monstruosas de fumaça e cinzas subiram a até 10 km no céu e se tornaram visíveis por mais de 161 km.
Imagem de satélite mostra a fumaça dos incêndios florestais no Oregon, em Idaho e no norte da Califórnia em 18 de julho de 2021. Condições extremamente secas e ondas de calor associadas às mudanças climáticas tornaram os incêndios florestais mais difíceis de combater nos Estados Unidos.
Maxar Technologies via AP
O incêndio está sendo combatido por mais de 2,2 mil pessoas e está cerca de um terço contido. Mas autoridades dizem que os ventos e as temperaturas menores agora estão permitindo que as equipes possam trabalhar.
Ao menos 2 mil casas foram evacuadas durante o incêndio e outras 5 mil estavam em áreas ameaçadas. Cerca de 70 casas e mais de 100 edifícios foram queimados, mas ninguém morreu.
As condições extremamente secas e as recentes ondas de calor associadas às mudanças climáticas tornaram os incêndios florestais mais difíceis de combater. A mudança climática tornou o Ocidente muito mais quente e seco nos últimos 30 anos e continuará a tornar o clima mais extremo e os incêndios florestais mais frequentes e destrutivos.

Fonte: G1 Mundo

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Arábia Saudita rejeita acusações de espionagem com programa Pegasus


A agência de notícias oficial do reino da Arábia Saudita afirmou que um dirigente de governo negou que o país tenha usado um software para monitorar conversas. Jornais afirmam que há uma lista de 50 mil smartphones invadidos pelo malware Pegasus
DuoNguyen/Unsplash
A Arábia Saudita negou que tenha praticado espionagem “infundadas”, após a publicação de uma investigação, segundo a qual vários países usaram o programa israelense Pegasus para monitorar líderes políticos, jornalistas e ativistas de direitos humanos, entre outros.
Macron e outros líderes estão em lista de pessoas possivelmente espionadas pelo programa Pegasus
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A agência de notícias oficial do governo, a SPA, afirmou que um dirigente de governo negou as informações publicadas na imprensa, segundo as quais um órgão público do reino saudita teria usado um software para monitorar as mensagens de celulares de algumas pessoas.
De acordo com a fonte, cujo nome e cargo não foram divulgados, “essas denúncias são infundadas”, e a Arábia Saudita “não aprova esse tipo de prática”, acrescentou a SPA.
A Arábia Saudita é um dos países que teriam usado o programa Pegasus para vigiar jornalistas, políticos, ativistas de defesa dos direitos humanos e empresários, conforme matéria investigativa publicada na semana passada por um consórcio de 17 veículos de comunicação internacionais. Entre eles, estão o francês “Le Monde”, o britânico “The Guardian” e o americano “The Washington Post”.
A empresa israelense NSO Group comercializa o programa de espionagem Pegasus que, uma vez inserido em um smartphone, pode recuperar mensagens, fotos, contatos e até ouvir ligações.
Acusada de fazer o jogo dos regimes autoritários, o NSO Group garante que seu programa é usado apenas para obter informações de redes criminosas, ou terroristas.
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Fonte: G1 Mundo

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Escândalo Pegasus: estamos todos virando espiões sem saber?


Antes, espionagem exigia muito tempo e paciência, e era algo à disposição de poucos governos; hoje, há ferramentas que podem ser adquiridas por qualquer um, algumas vezes gratuitas. Como chegamos a um mundo com tantos espiões e espionados? Dona de programa acusado de espionar jornalistas e ativistas, NSO Group garante que seus produtos são usados criteriosamente
Getty Images via BBC
As suspeitas de que um software espião conhecido como Pegasus foi usado para vigiar jornalistas, ativistas e até mesmo políticos demonstra que, hoje, a vigilância está à venda.
A empresa por trás da ferramenta, a NSO Group, nega as acusações e diz que seus serviços são usados de forma criteriosa.
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Mas o escândalo é mais um sintoma de que as técnicas de espionagem de ponta, antes exclusividade de alguns Estados, estão agora disseminadas e desafiam a privacidade e a segurança em um mundo cada vez mais digital.
Em um passado não muito distante, se um serviço de segurança quisesse descobrir o que você andava fazendo, precisava fazer um certo esforço: podiam obter um mandado de segurança para grampear seu telefone, plantar um ponto de escuta na sua casa ou enviar agentes para te vigiar.
Descobrir a rotina e os contatos de alguém exigia mais paciência e tempo.
Agora, quase tudo o que os outros podem querer investigar — o que uma pessoa diz, onde esteve, quem conheceu, e até quais são seus interesses — está reunido em um aparelho que carregamos o tempo todo.
Um celular pode ser acessado remotamente sem que ninguém sequer toque nele, e sem que seu proprietário perceba.
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A capacidade de acessar remotamente um celular já esteve nas mãos de poucos Estados — mas, hoje, vários países, e até mesmo indivíduos e pequenos grupos, conseguem ter acesso a esse tipo de serviço.
Potência israelense
Hoje, celulares representam um verdadeiro tesouro de dados
Getty Images via BBC
Em 2013, o ex-consultor da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) Edward Snowden revelou o poder das agências de inteligência dos EUA e do Reino Unido para acessar as redes globais de comunicação.
Essas agências sempre afirmaram que suas operações estavam sujeitas às autorizações e à supervisão de um país democrático. Na realidade, esse monitoramento por órgãos públicos era bastante fraco na época, mas foi incrementado desde então.
As revelações de Snowden, entretanto, mostraram a outros países o que havia no cardápio de espionagem e serviços de inteligências — que um grupo de empresas, a maioria bastantes discretas, tinham à disposição para vender.
Israel sempre foi uma potência de primeira linha neste mercado, criando e detendo recursos de vigilância de ponta. Suas empresas, como a NSO Group, muitas vezes formadas por veteranos de órgãos de inteligência, logo se tornaram uma das protagonistas no segmento.
A NSO diz que só vende seu programa de espionagem para monitoramento de criminosos graves e terroristas. O problema é definir essas categorias.
Países autoritários frequentemente defendem que jornalistas, opositores e ativistas são criminosos ou uma ameaça à segurança nacional, o que os tornaria dignos de vigilância.
E em muitos desses países, há pouca ou nenhuma responsabilidade e supervisão por outros órgãos públicos de como essas poderosas ferramentas são usadas.
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A disseminação da criptografia também tornou mais tentador para governos acessarem os dispositivos das pessoas. Quando as ligações eram o principal meio de comunicação, uma empresa de telefonia podia receber ordens para grampear a conversa — e isso significava literalmente conectar fios à linha.
Mas agora as conversas costumam ser criptografadas, o que significa que você precisa acessar o próprio dispositivo para ver o que foi dito. Além destas informações, os celulares carregam muitas outras — um verdadeiro tesouro em termos de dados.
Em alguns casos, os Estados já demonstraram fazer isso de maneira inteligente e bem justificada — um exemplo recente foi uma operação conjunta entre Estados Unidos e Austrália, na qual gangues receberam celulares que pareciam seguros, mas na verdade eram operados por policiais.
Outras ferramentas facilmente acessíveis
A disseminação do acesso a serviços de inteligência de ponta no mundo vai muito além de programas de spyware.
No passado, o ransomware — um ataque no qual hackers exigem pagamento para desbloquear o acesso ao seu sistema — era território de alguns grupos criminosos. Agora, ele é vendido na dark web, uma área da internet que costuma funcionar como uma espécie de mercado clandestino.
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Uma pessoa pode oferecer parte dos lucros de um ataque e receber não só as ferramentas de ransomware, como suporte e aconselhamento para tal.
Outros serviços, como rastreamento da localização e vigilância das atividades de uma pessoa, exigiam antes autoridade e especialização, mas hoje estão disponíveis gratuitamente.
E quando se trata de vigilância, não estamos falando apena dos Estados.
Trata-se também do que as empresas conseguem fazer para monitorar nossos hábitos e gostos, e vender estas informações para fins publicitários e comerciais. Os conjuntos de dados reunidos por empresas são vulneráveis também a roubos por hackers e espionagem por agências de inteligência.
Por outro lado, spywares podem ser usados por famílias na busca pelo paradeiro de pessoas desaparecidas, entre outros usos que podem parecer mais nobres.
Há muitas ferramentas de espionagem, vendedores e compradores à disposição hoje. É um mundo em que todos podemos nos tornar espiões — mas podemos igualmente ser espionados.
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Fonte: G1 Mundo

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Príncipe George faz 8 anos; veja FOTOS


Filho do príncipe William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, aparece sorrindo em foto tirada e divulgada pela mãe na véspera de seu aniversário. Príncipe George em foto divulgada pela duquesa de Cambridge, Kate Middleton, no dia 21 de julho, véspera do seu aniversário de 8 anos. George é o terceiro na linha de sucessão ao trono britânico.
The Duchess of Cambridge/Handout via Reuters
O príncipe George, filho mais velho do príncipe William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, completa 8 anos nesta quinta-feira (22). O príncipe é o terceiro na linha de sucessão ao trono britânico e o primeiro bisneto da rainha Elizabeth II.
Como de costume, a própria duquesa tirou e divulgou uma foto do príncipe na véspera de seu aniversário (veja no topo da reportagem). Na fotografia, George aparece sorrindo e com uma roupa azul-marinho, com listras laranjas na camisa.
Em uma publicação na rede social “Instagram” na quarta-feira (21), o príncipe William e Kate escreveram, na legenda: “fazendo 8 anos (!) amanhã”.

Fonte: G1 Mundo

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Evitar contágios nas Olimpíadas não é tarefa fácil, diz o imperador do Japão


Naruhito, o imperador do Japão, encontrou-se com os dirigentes do COI na véspera da cerimônia de abertura dos Jogos. Thomas Bach, presidente do COI e outros dirigentes do comitê durante encontro com o imperador do Japão, Naruhito, em 22 de julho de 2021
Imperial Household Agency of Japan/Via Reuters
Nahurito, o imperador do Japão, afirmou nesta quinta-feira (22) que evitar o contágio do coronavírus durante as Olimpíadas de Tóquio é difícil.
Ele disse isso durante um encontro com autoridades do comitê olímpico.
“Gerenciar os Jogos e ao mesmo tempo tomar todas as medidas possíveis contra a Covid-19 não é nem de longe uma tarefa fácil”, afirmou Naruhito ao presidente do Comitê Olímpico Internacioal (COI) Thomas Bach.
É o imperador que vai declarar a abertura dos Jogos na sexta-feira, na cerimônia de abertura.
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O líder do COI garantiu ao imperador que os organizadores fazem tudo que é possível para não aumentar a quantidade de casos no país sede.
Esta edição das Olimpíadas também está sendo impactada pelos casos de Covid-19 registrados em atletas.
Na quarta-feira, a lutadora chilena de taewkond Fernanda Aguirre, a skatista holandesa Candy Jacobs e o tenista tcheco Pavel Sirucek testaram positivo para o coronavírus.
Nesta quinta-feira, a Guiné confirmou que sua delegação de cinco atletas desistiu de viajar por causa do vírus.
Os números de novos casos em Tóquio atingiram, na quarta-feira, os maiores índices desde janeiro.
De acordo com as pesquisas, a maioria dos japoneses preferia o cancelamento as Olimpíadas para evitar riscos relacionados à propagação da Covid-19.
O cenário da pandemia fez com que grandes patrocinadores não enviar representantes para a cerimônia de abertura.
Cerimônia de abertura
A cerimônia de abertura acontecerá diante de lugares vazios, após a proibição da presença de torcedores como medida de combate à Covid-19.
O Estádio Olímpico, com capacidade para 68 mil espectadores, receberá apenas mil convidados VIPs, entre eles o Imperador Naruhito.
Adiado por um ano devido à pandemia que já deixou mais de quatro milhões de mortos em todo o mundo, o maior evento do esporte promete uma abertura sóbria, alinhada com os acontecimentos atuais, a partir das 20h locais da sexta-feira (8h de Brasília).
A cerimônia será um show tecnológico que incluirá imagens do globo terrestre e a letra da música ‘Imagine’ projetada no céu, de acordo com um vídeo dos ensaios feito por moradores de Tóquio.
Demissão do diretor artístico da festa
O diretor artístico da festa, Kentaro Kobayashi, foi demitido por causa de uma piada feita há duas décadas sobre o Holocausto, que foi resgatada em um vídeo divulgado na manhã de quinta-feira.
“Soubemos que durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado (o Holocausto, o genocídio de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial)”, declarou a presidente do comitê organizador dos Jogos de Tóquio, Seiko Hashimoto, acrescentando que foi decidida “a retirada do Sr. Kobayashi das suas funções”.
Em um comunicado, Kobayashi se desculpou por palavras “extremamente inadequadas”.
“Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial”, justificou.
Na segunda-feira, Keigo Oyamada, compositor de uma das canções da cerimônia, pediu demissão por uma entrevista antiga na qual admitiu que praticou bullying contra pessoas com deficiência quando era estudante.
Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, já havia deixado o cargo por comentários inapropriados sobre o físico da atriz japonesa Naomi Watanabe.
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Fonte: G1 Mundo

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Diretor da cerimônia de abertura dos Jogos é demitido por ‘piada’ sobre o Holocausto


Em comunicado, Kentaro Kobayashi se desculpou pelo que chamou de palavras ‘extremamente inadequadas’: ‘Acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial’. Kentaro Kobayashi, ex-diretor da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que foi demitido em 22 de julho de 2021 por causa de uma piada sobre o Holocausto feita durante um show de comédia em 1998
Tóquio 2020 via AP
O diretor artístico da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Kentaro Kobayashi, foi demitido por uma piada feita há mais de duas décadas sobre o Holocausto, anunciaram nesta quinta-feira (22) os organizadores do evento.
O Holocausto foi o genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
“Soubemos que, durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado”, afirmou a chefe do comitê organizador local, Seiko Hashimoto, por isso foi decidida “a retirada do Sr. Kobayashi das suas funções”.
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A cena foi gravada em 1998 e mostra Kobayashi e outro ator interpretando comediantes infantis famosos na televisão japonesa.
Em um certo momento, ele se refere a alguns bonecos de papel como “aqueles que você disse da última vez: ‘Vamos brincar de Holocausto!'”.
A plateia ri, e a dupla faz outra piada sobre a raiva que essa referência ao Holocausto provocaria em seu produtor de televisão.
O vídeo foi divulgado na madrugada desta quinta-feira (22) e rapidamente causou grande polêmica.
Em comunicado, Kobayashi se desculpou pelo que chamou de palavras “extremamente inadequadas”. “Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial”.
Baixas nas Olimpíadas
Kobayashi, um profissional de teatro renomado no Japão, é e o mais novo responsável pela cerimônia de abertura dos Jogos a deixar o cargo.
Na segunda-feira (19), Keigo Oyamada, compositor de uma das canções da cerimônia, pediu demissão por ter assediado colegas deficientes quando era estudante.
Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, pediu demissão após comentários gordofóbicos.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais

Fonte: G1 Mundo