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Motins em prisões do Equador deixam 8 mortos e 20 feridos

Motins ocorreram nas penitenciárias de Guayas e Cotopaxi. Motins em duas penitenciárias no Equador nesta quarta-feira (21) deixaram oito presos mortos e ao menos 20 feridos, incluindo policiais, informou o organismo do governo encarregado de administrar as prisões.
Na penitenciária da província costeira de Guayas (sudoeste), “foram registradas 8 #PPL (pessoas privadas de liberdade) falecidas e 2 membros da @PoliciaEcuador ficaram feridos”, informou o Serviço Nacional de Atenção Integral a Pessoas Privadas de Liberdade (SNAI) no Twitter.
Em outro tuíte, o SNAI acrescentou que no presídio da província andina de Cotopaxi, no centro do país, “foram registrados 20 feridos”.
Por sua vez, a polícia informou na mesma rede social que em Guayas três militares ficaram feridos, enquanto em Cotopaxi, onde continuam as operações, dois agentes precisaram de atendimento médico.
As prisões de Guayas e Cotopaxi foram duas das quatro nas quais ocorreram confrontos sangrentos simultaneamente em fevereiro, com um saldo de 79 presos mortos e vários feridos, incluindo policiais.
Os incidentes de fevereiro deixaram cenas aterrorizantes, como corpos decapitados, e revelaram o poder das máfias do tráfico em prisões superlotadas.
Na semana passada, policiais prenderam uma pessoa que tentou entrar na prisão de Guayaquil com fuzis, pistolas, explosivos e munições.
O Equador tem cerca de 60 prisões com capacidade para abrigar 30.000 pessoas, mas atualmente existem cerca de 39.000 presos sob a custódia de cerca de 1.500 guardas. De acordo com especialistas, 4.000 guardas são necessários para exercer um controle efetivo das prisões.
A taxa de superlotação nas prisões do país gira em torno de 30%. Em 2020, segundo a Defensoria, houve 103 assassinatos em presídios.
Para tentar conter a violência nas prisões, o governo do ex-presidente Lenín Moreno, encerrado em maio passado, decretou o estado de exceção em algumas ocasiões. A última medida vigorou até novembro do ano anterior.
Em meio à pandemia e para reduzir a população carcerária, o Equador aplicou medidas substitutivas para os que cumpriam penas por crimes menores, reduzindo assim a superlotação das prisões de 42% para 30%.

Fonte: G1 Mundo

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Olimpíada de Tóquio 2020: a polêmica história da bandeira do Japão


Adotada como símbolo nacional oficial só recentemente, a insígnia é rejeitada por grupos alegam que ela remete ao passado de invasões, massacres e atentados contra direitos humanos cometidos pelo país. Bandeira nacional do Japão é chamada de Hinomaru, que significa literalmente ‘círculo solar’
Getty Images/BBC
A cada quatro anos — quando não há pandemia — os atletas de destaque que disputam os Jogos Olímpicos agitam as bandeiras de seus países. A do Japão, sede dos jogos de Tóquio 2020, pelo seu desenho, é talvez uma das mais distintas, pois não tem barras nem estrelas e apenas duas cores.
Pode-se supor que um povo com séculos de história contaria com um símbolo assim há centenas de anos. Mas o Japão tem uma bandeira nacional oficial apenas desde 1999, quando foi estabelecida pelo Parlamento japonês.
Ela é chamada de Hinomaru, que significa literalmente “círculo solar”. Como o Japão é uma grande ilha no extremo oeste do oceano Pacífico, o sol nasce sobre o mar. Essa é a inspiração para o desenho da bandeira.
Não está claro quando o símbolo do círculo do sol foi usado pela primeira vez em bandeiras e estandartes. Os guerreiros samurais (bushi) surgiram no século 12 e, durante a luta pelo poder entre os clãs Minamoto e Taira, eles desenhavam círculos de sol em leques dobráveis, ​​conhecidos como gunsen, afirma o Ministério das Relações Exteriores japonês em seu site.
A bandeira com o disco vermelho sobre fundo branco foi adotada pelos militares japoneses, navios comerciais e, posteriormente, oficialmente. Mas esse não é o único símbolo japonês.
Os guerreiros samurais desenhavam círculos de sol em leques dobráveis
Getty Images/BBC
A outra bandeira
A bandeira do Sol Nascente, ou Kyokujitsu-ki, seu nome em japonês, tem um disco vermelho semelhante, mas com 16 raios da mesma cor saindo dele. Não é oficial, mas seu uso é bastante difundido no país.
Na verdade, as duas bandeiras foram usadas simultaneamente durante séculos em conflitos. No século 19, a bandeira do Sol Nascente tornou-se o símbolo dos militares e foi usada durante a expansão imperialista do Japão, que ocupou a Coreia e parte da China.
Mas, na Segunda Guerra Mundial, tornou-se a bandeira da marinha, e a reputação dela mudou depois que as tropas japonesas ocuparam grande parte da Ásia e cometeram atrocidades.
Entre 1946 e 1948, o Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente — encarregado dos julgamentos por crimes de guerra após a Segunda Guerra Mundial — revelou os do Japão, incluindo o Massacre de Nanquim, com casos de estupro e morte de civis e prisioneiros na China.
A bandeira do Sol Nascente não é oficial, mas seu uso é bastante difundido no país
Getty Images/BBC
“Os termos da derrota mancharam os símbolos nacionais, incluindo a bandeira que a maioria das pessoas reconhece como a bandeira nacional do Japão, a Hinomaru”, diz Alexis Dudden, professora da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, e especialista em história japonesa .
Apesar disso, a Hinomaru tornou-se uma insígnia oficial há pouco mais de 20 anos, e a bandeira do Sol Nascente continuou sendo usada pelo Exército.
“Para muitos, tanto a chamada bandeira do Sol Nascente quanto a atual bandeira nacional do Japão são ofensivas e nada mais fazem do que lembrá-los do colonialismo e das atrocidades do Japão em tempos de guerra”, analisa Takashi Yoshida, professor de História da Western Michigan University, nos Estados Unidos, em artigo no site The Conversation.
Entre 1946 e 1948, o Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente revelou crimes do Japão na 2ª Guerra
Getty Images/BBC
Atualmente, ainda há uma resistência de alguns setores no uso da Hinomaru. Em várias ocasiões, muitos professores, especialmente aqueles filiados ao Sindicato dos Professores do Japão, de tendência esquerdista, recusaram-se a se curvar à ela por considerá-la um legado do Japão imperial.
Mas o conflito mais latente hoje é com a bandeira do Sol Nascente. Apesar de seu uso militar, ela é amplamente associada a extremistas de direita que afirmam que “a grande guerra do Leste Asiático”, o nome oficial da Segunda Guerra Mundial antes da derrota do Japão, foi uma guerra santa.
Atletas olímpicos com bandeira do Japão enquanto apresentam delegação
Getty Images/BBC
“Esta bandeira é um símbolo político da extrema direita no Japão que nega a história”, diz Dudden. E é ela que atualmente está hasteada ao lado da Hinomaru nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
O confronto-chave com a Coreia do Sul
Em 1905, o Japão ocupou a Coreia, explorando economicamente seu povo. Centenas de milhares de coreanos tiveram de fazer trabalhos forçados para ajudar na expansão japonesa em outras partes da Ásia. O regime brutal também forçou milhares de meninas e mulheres a trabalhar em bordéis militares antes e durante a Segunda Guerra Mundial. Elas eram conhecidas como “mulheres de conforto”.
Além das vítimas coreanas, os militares do Exército japonês também forçaram meninas de Taiwan, China e Filipinas a entrarem em bordéis
Getty Images/BBC
Além das vítimas coreanas, os militares do Exército japonês também forçaram meninas de Taiwan, China e Filipinas a entrarem em bordéis.
Muitos sul-coreanos associam a bandeira do Sol Nascente com uma longa lista de crimes de guerra e opressão. “Causa uma dor particular nos coreanos, mas também entre os chineses, filipinos, indonésios, indochineses, vietnamitas, cambojanos… Esta bandeira causou atrocidades. Vamos pensar nos prisioneiros de guerra que foram torturados nos quartéis que hasteavam esta bandeira”, disse Dudden.
“É comparável à bandeira confederada (dos Estados Unidos, que gera debate por ser um símbolo ligado à escravidão e à supremacia branca) porque causa dor a quem ainda não conseguiu se reconciliar com o Japão devido a essa história e a dor que eles e seus antecessores causaram”, acrescenta.
Mas as autoridades japonesas defendem seu uso. “As alegações de que a bandeira é uma expressão de reivindicações políticas ou discriminatórias são falsas”, diz um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Japão em 2021.
“O governo do Japão explicou, e continuará a explicando em todas as oportunidades à comunidade internacional, incluindo a República da Coreia, sua visão de que a exibição da bandeira do Sol Nascente não é uma promoção política.”
Bandeira do Sol Nascente é símbolo adotado pela extrema-direita no país, diz historiador
EPA/BBC
Os apelos para que a bandeira do Sol Nascente seja banida das competições esportivas internacionais não é uma novidade. Mas os organizadores dos Jogos Olímpicos disseram em várias ocasiões que não iriam proibir seu uso. “A bandeira do ‘Sol Nascente’ é amplamente usada no Japão e acreditamos que exibi-la não é uma declaração política”, disseram em um comunicado em 2019.
“Vemos repetidamente nos últimos 10 ou 15 anos uma versão maquiada do passado histórico do Japão, que é apresentada como verdade. Quando, na verdade, 30 anos atrás, havia um debate muito mais complexo e vibrante sobre o que estava acontecendo no Japão”, analisa Dudden.
Para Yoshida, banir a bandeira não é a solução. “Acabaria com o racismo e a intolerância no Japão? Eu pessoalmente acho que não. O que importa é a educação. Toda sociedade tem etnocentristas que se recusam a aceitar os direitos humanos fundamentais, independentemente de etnia, gênero, nacionalidade ou religião”, afirma.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Gorila criado em zoológico conhece a vida na natureza após 13 anos


Joshi, um ‘doce gigante’ de 190 kg, foi levado para uma reserva natural na República do Congo. Gorila criado em zoológico conhece a vida na natureza após 13 anos
Reprodução/BBC
O gorila Joshi, de 13 anos, está passando por uma grande mudança de vida.
O “doce gigante” de 190 kg foi levado para uma reserva natural na República do Congo após passar toda a vida a 9 mil km dali, em um zoológico no Reino Unido.
Na nova casa, ele está passando por um processo de adaptação à vida na natureza.
Assista ao vídeo.
Joshi vai contar com a ajuda de dois gorilas mais jovens, já nascidos no meio selvagem, que vão servir como exemplo para o novo habitante aprender a se alimentar sozinho e a interagir com outros gorilas.
O animal faz parte de um projeto que busca reinserir gorilas ao seu habitat natural, nas florestas tropicais da África Central, após a espécie sofrer por anos com a caça ilegal.

Fonte: G1 Mundo

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Guiné desiste de participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio, diz agência


Governo do país africano disse que tomou a decisão para preservar a saúde dos atletas em um momento de alta nos casos de Covid-19 na capital do Japão. Coreia do Norte também desistiu de levar atletas ao evento por causa do coronavírus. Pessoas passam em frente aos aros olímpicos instalados na ponte Nippon Bashi em Tóquio, no Japão, nesta quinta (15)
Hiro Komae/AP Photo
A delegação da Guiné não vai mais participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio, informou nesta quarta-feira (21) o ministro do Esporte do país africano. As autoridades locais dizem que tomaram a decisão para preservar a saúde dos atletas em meio à pandemia do coronavírus, segundo a agência France Presse (AFP).
“Devido ao recrudescimento das variantes da Covid-19, o governo, preocupado em proteger a saúde dos esportistas guineanos, decidiu com pesar pela anulação da participação de Guiné”, escreveu o ministro Sanoussy Bantama Sow.
Com isso, a Guiné é o segundo país entre os mais de 200 a desistir da participação nas Olimpíadas de Tóquio. Também citando preocupações com a Covid-19, a Coreia do Norte havia anunciado que não levaria atletas ao Japão.
Guiné deveria levar a Tóquio cinco atletas: na luta livre, no judô, no atletismo e dois na natação. O país, em sua história, jamais conquistou uma medalha em Jogos Olímpicos.
Olimpíadas na pandemia
A dois dias da Cerimônia de Abertura, há apreensão em Tóquio a respeito da segurança dos atletas, das comitivas e dos moradores da cidade em um momento de alta nos casos de Covid-19. Ao menos cinco atletas, entre eles alguns dos favoritos a medalha, foram retirados dos Jogos depois de terem teste positivo para o coronavírus.
Entretanto, o próprio diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse em tom confiante que os Jogos Olímpicos são um momento de esperança e de teste para mostrar ao mundo as medidas de prevenção ao vírus. “Não existe risco zero”, afirmou, durante evento em Tóquio.
Por causa da pandemia, a maioria das competições ocorre sem público nenhum. Além disso, todos os envolvidos passam por testagens quase diárias, e estima-se que mais de 80% dos atletas tenham se vacinado contra a Covid.

Fonte: G1 Mundo

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Enchente na China: passageiros contam como escaparam de inundação em metrô que matou 12


Água invadiu estações em Zhengzhou após chuvas históricas, e 500 pessoas tiveram de ser resgatadas. 500 pessoas foram resgatadas após água invadir estações
Reprodução via BBC
Doze pessoas morreram em inundações nos túneis do metrô em Zhengzhou, na Província de Henan, região central da China.
Na terça-feira (20), parte do sistema de proteção da cidade contra inundações cedeu devido às fortes chuvas e a água começou a invadir as estações.
Inundação na China deixa passageiros presos em vagões do metrô
Mais de 500 pessoas foram resgatadas, segundo as autoridades locais. Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra algumas pessoas com água próxima ao pescoço; outro retrata uma correnteza que varre as plataformas.
Sobreviventes relataram nas redes sociais que a água começou a entrar pela fresta das portas dos vagões, subindo lentamente “dos nossos calcanhares para o joelho, até chegar ao pescoço”. “Todos os que conseguiram subiram nas cadeiras do trem”, escreveu uma mulher na plataforma Weibo, que é semelhante ao Twitter.
Zhengzhou teve em três dias chuvas equivalente à média de um ano
Reuters via BBC
Crianças tiveram a ajuda dos pais, que as levantaram para que ficassem acima do nível da água, enquanto outros se apoiavam em qualquer coisa que lhes servisse de anteparo para tentar manter a cabeça fora da água. Após cerca de meia hora, segundo um passageiro, começou a ficar “difícil de respirar”.
A determinação para interromper o serviço da linha foi dada às 18h10 do horário local (7h10 de Brasília), de acordo com o comunicado divulgado pelas autoridades de Zhengzhou, para que o resgate dos passageiros pudesse ser feito. Além das 12 mortes, outras cinco pessoas ficaram feridas.
200 mil desalojados
Na superfície, estradas se transformaram em rios por onde a água arrastava com velocidade carros e destroços e colocava em risco a vida de pedestres.
Em toda a Província, o total de vítimas das chuvas intensas registradas nos últimos dias chega a 25. Mais de 200 mil pessoas tiveram de deixar suas casas. O sistema de transporte foi duramente afetado, com cancelamento de voos e viagens de trem.
O presidente da China, Xi Jinping, afirmou que os temporais provocaram “perdas significativas de vidas e danos à propriedade”.
‘Sem água, eletricidade, internet’
Em Zhengzhou, o volume de chuvas dos últimos dias equivale à média do que é observado em um ano inteiro.
As imagens do metrô em Zhengzhou não foram as únicas dos momentos de desespero. Em outro ponto da cidade, crianças tiveram de ser resgatadas de uma creche que também foi tomada pela água. Canais de televisão do governo mostraram os alunos sendo retirados em bacias de plástico.
O hospital da Universidade de Zhengzhou chegou a ficar sem energia por um período na noite de terça, conforme um comunicado publicado pelo Comitê do Partido Municipal de Zhengzhou na rede social Weibo. Ainda segundo o texto, 600 pacientes em estado grave tiveram de ser transferidos para outra unidade de saúde.
Um morador identificado como Liu, de 27 anos, disse ao serviço da BBC em chinês que “não tinha água, eletricidade, nem internet”. “Nunca na minha vida tinha visto tanta chuva”, acrescentou.
Os prejuízos não ficaram limitados a Zhengzhou. Na cidade de Luoyang, as chuvas abriram uma rachadura de 20 metros em uma barragem, disseram as autoridades locais. Militares foram enviados à área para tentar controlar a situação. Um comunicado do exército, contudo, advertiu que a estrutura poderia “entrar em colapso a qualquer momento”.
Nas redes sociais, um usuário disse que moradores da cidade de Sishui estavam presos nos telhados por causa das enchentes. “Não sabemos nadar… todo o vilarejo está prestes a ser levado pela água”, escreveu.
O que causou as enchentes?
A província de Henan tem sido atingida por “chuvas atípicas e intensas” desde sábado, informou a autoridade meteorológica da China na quarta. Zhengzhou “quebrou recorde histórico” com precipitações de 624 milímetros na terça — um terço do total apenas entre 16h e 17h.
Ainda segundo a autoridade meteorológica, a região deve continuar assistindo a temporais e tempestades pelo menos até quinta-feira (22).
As enchentes podem ter como causas diferentes fatores, mas o aquecimento da atmosfera causado causado pelas mudanças climáticas aumenta a probabilidade de eventos extremos como as tempestades.
A província de Henan está na grande bacia do Rio Amarelo, o segundo maior rio do país. Assim, a região é cortada por uma rede fluvial e, por isso, acaba sujeita a um risco elevado de inundações. A capital Zhengzhou, que contabiliza cerca de 12 milhões de habitantes, está às margens do Amarelo.
Nas últimas décadas, a China ergueu uma série de barragens na bacia do Rio Amarelo. Segundo o correspondente da BBC na China, Stephen McDonell, cientistas já haviam alertado que as obras de infraestrutura poderiam exacerbar os problemas causados pela mudança climática em uma zona tradicionalmente sujeita a inundações.
Ligações entre rios e lagos foram cortadas e planícies de inundação que antes absorviam grande parte das chuvas anuais de verão da região foram isoladas.

Fonte: G1 Mundo

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Senado do Chile aprova projeto de lei de casamento entre pessoas do mesmo sexo; texto vai à Câmara


Presidente Sebastián Piñera pediu análise no projeto, que passou com 28 votos a favor e 13 contra. Parlamentares e ativistas comemoram aprovação, no Senado, de projeto de lei que autorizaria o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Chile, nesta quarta (21)
AFP PHOTO / CHILEAN SENATE
O Senado do Chile aprovou nesta quarta-feira (21) o projeto de lei do casamento civil igualitário, que permite que casais do mesmo sexo tenham os mesmos direitos que os heterossexuais. O caso agora segue para a Câmara dos Deputados para seu segundo tramite legislativo.
Os parlamentares aprovaram a iniciativa — por 28 votos a favor, 13 contra e nenhuma abstenção — de avançar com o projeto. A iniciativa ganhou apoio inclusive de alas conservadoras do Senado, mas todos os que se abstiveram são da base do presidente Sebastián Piñera.
Porém, o próprio Piñera solicitou urgência com o projeto, que estava parado no Congresso do Chile desde 2017.
O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo é permitido nos seguintes países da América do Sul:
Argentina
Brasil
Colômbia
Equador
Uruguai
Guiana Francesa (território da França, que reconhece essas uniões)
Constituinte chilena
A decisão vem em um momento de mudanças para o Chile, que nomeou os constituintes que devem escrever a nova Constituição — que posteriormente será submetida a um novo plebiscito.
Os protestos ocorridos no país entre 2019 e 2020 colocaram em xeque o antigo texto constitucional, que ainda tinha traços da ditadura Augusto Pinochet (1973-1990).

Fonte: G1 Mundo

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A raiva dos australianos com a volta ao lockdown


País impõe novas medidas restritivas, cada vez mais impopulares, em um momento de alta no contágio por conta da variante Delta. Policiais patrulham lockdown em Sydney; pessoas só podem sair de casa para praticar exercícios ou para atividades essenciais
EPA via BBC
Cerca de metade da população australiana — o equivalente a 13 milhões de pessoas — está sob lockdown, depois de ter registrado cerca de 800 novos casos de Covid-19 na última semana, mas isso ocorre em um momento em que medidas restritivas são cada vez mais impopulares no país.
Na terça-feira (20), um terceiro Estado australiano foi colocado em lockdown. No momento, têm de ficar em casa os moradores de Austrália do Sul, Victoria e partes de Nova Gales do Sul, só podendo sair para praticar exercícios ou para atividades essenciais.
Metade da população da Austrália está sob lockdown rígido para conter Covid
Muitas pessoas expressaram raiva e frustração por ter de voltar ao isolamento, e o fato de países como Estados Unidos e Reino Unido estarem reabrindo aumentou o descontentamento.
Mas, à diferença desses países, onde a vacinação está avançada, a Austrália vacinou até agora menos de 14% de sua população. São os índices mais baixos entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que congrega em sua maioria países desenvolvidos.
O premiê Scott Morrison tem sido duramente criticado por conta da vacinação lenta, mas resiste ao clamor para que se desculpe a respeito. “Nenhum país conseguiu responder 100% à pandemia”, ele disse a jornalistas nesta quarta.
Críticos afirmam que relatos deturpados de coágulos registrados em pessoas vacinadas com o imunizante da AstraZeneca criaram relutância em parte da população australiana em se vacinar. Fora essa vacina, a Austrália conta apenas com um estoque limitado de vacinas da Pfizer.
Lockdowns
O Estado de Victoria vai manter o lockdown ao menos até a semana que vem
EPA via BBC
Morrison voltou a mencionar o sucesso da Austrália em manter as infecções em níveis baixos, em comparação com a maioria dos países. Desde o início da pandemia, o país registrou 32.266 casos de Covid-19 e 915 mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins — para efeitos comparativos, o Brasil contabilizou na terça-feira 1,4 mil mortes por Covid-19 e 27,5 mil casos.
Até recentemente, a estratégia de fechar fronteiras, implementar rápidos lockdowns e rastrear infectados vinha ajudando a manter os casos em níveis bastante baixos. Mas a variante delta, mais contagiosa, tem desafiado essas medidas no último mês.
Veja 5 pontos sobre a variante delta
O atual surto em Sydney, a cidade mais populosa do país, infectou mais de 1,5 mil pessoas. Mais 100 casos foram identificados na quarta-feira (21), apesar de Sydney estar em lockdown há quatro semanas. Há temores de que as medidas restritivas precisem ser estendidas até setembro.
Autoridades australianas afirmam querer eliminar completamente a transmissão local do coronavírus até que a maioria da população esteja vacinada, um processo que pode levar meses.
Autoridades fizeram uma defesa das medidas de restrição da circulação. “Se não tivéssemos entrado em lockdown algumas semanas atrás, os 110 casos de hoje (21) certamente estariam na casa dos milhares”, declarou a premiê estadual de Nova Gales do Sul (onde fica Sydney), Gladys Berejiklian. “Mas precisamos trabalhar mais duramente e, é claro, nos manter alertas.’
O Estado de Victoria, que registrou 22 infecções na quarta, vai manter o lockdown ao menos até a semana que vem. Na Austrália do Sul, um lockdown de sete dias foi implementado cinco dias depois de a variante Delta ter sido identificada. No mês passado, um total de sete cidades foi colocado em lockdown por um breve período.

Fonte: G1 Mundo

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Idosa britânica faz réplica em tricô de casa de campo da rainha Elizabeth II


Margaret Seaman, de 92 anos, confeccionou uma maquete com mais de 5 metros de comprimento da residência e jardins de Sandringham House, onde a monarca costuma passar o inverno. Margaret Seaman, aposentada, tricotou a casa de campo da rainha Elizabeth II
Twitter/Sandringham1870
A aposentada britânica Margaret Seaman, de 92 anos, tricotou uma maquete com mais de 5 metros de comprimento de uma das casas de campo da rainha Elizabeth II.
Com agulha e linha, ela confeccionou a residência e jardins de Sandringham House, onde a monarca costuma passar o inverno com sua família.
Apresentada mais cedo neste ano em uma feira de artesanato, a maquete foi levada para o salão de baile da residência real no sábado (17), onde ficará exposta até o fim de outubro.
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Detalhe da maquete da casa de campo da rainha Elizabeth II, tricotada por idosa no Reino Unido
Twitter/Sandringham1870
A versão em tricô de Sandringham mantém todos os detalhes de sua arquitetura, com chaminés e janelas decoradas – são 5,5 m de comprimento por 1,8 m de altura.
A mostra tem a intenção de arrecadar fundos para o NHS, serviço público de saúde. Até a última atualização desta reportagem, mais de 3 mil libras (cerca de R$ 21 mil) já haviam sido doadas.
“Estou absolutamente emocionada por ter sido convidada a mostrar meu trabalho na verdadeira Sandringham House”, disse a aposentada em um comunicado.
Detalhes do tricô que representa a casa de campo da Rainha Elizabeth II
Twitter/Sandringham1870
“Para mim, é uma questão de me manter ocupada e arrecadar dinheiro para boas causas”, disse Seaman. “Eu tenho que continuar me beliscando. Nunca pensei que algo assim fosse acontecer.”
Além da residência oficial, a aposentada também tricotou a Igreja de Santa Maria Madalena, onde a família real tradicionalmente assiste a missa celebrada no dia de Natal.
YouTube do G1: As tretas da família real

Fonte: G1 Mundo

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Mudança no visual em área portuária tira de Liverpool status de Patrimônio Mundial da Unesco


Novas construções descaracterizaram região histórica da cidade inglesa, que tem prédios do período vitoriano (1837-1901). Área portuária de Liverpool, na Inglaterra, nesta quinta-feira (21) — descaracterização de docas históricas levaram a Unesco a tirar da cidade britânica status de Patrimônio Mundial
Peter Byrne/PA via AP
A cidade de Liverpool, na Inglaterra, foi retirada da lista da Unesco de Patrimônio Mundial nesta quarta-feira (21) porque novas construções e adaptações prejudicaram o visual das docas da cidade com arquitetura do período vitoriano (1837-1901).
Unesco tira porto de Liverpool da lista de patrimônios mundiais
Com isso, a cidade no Reino Unido se tornou o terceiro local a ser removido da lista (saiba mais sobre outras cidades fora da lista no fim da reportagem).
Liverpool foi nomeada Patrimônio Mundial pela organização cultural da ONU em 2004, se juntando a referências como a Grande Muralha da China, o Taj Mahal e a Torre de Pisa.
Após uma votação na China de membros do Comitê do Patrimônio Mundial, a Unesco afirmou que novos prédios em Liverpool prejudicavam a “autenticidade e integridade” da cidade.
Região portuária de Liverpool, na Inglaterra, nesta quarta-feira (21)
Jason Cairnduff/Reuters
Liverpool — lar dos Beatles — foi colocada na lista em reconhecimento ao seu papel como um dos portos mais importantes do mundo durante os séculos XVIII e XIX e pela sua beleza arquitetônica.
Joanne Anderson, prefeita de Liverpool, disse que a decisão de retirar a cidade da lista era “incompreensível” e chega uma década depois da última visita das autoridades da Unesco. Anderson afirmou que espera apelar da decisão.
Área portuária de Liverpool, na Inglaterra, nesta quinta-feira (21) — descaracterização de docas históricas levaram a Unesco a tirar da cidade britânica status de Patrimônio Mundial
Peter Byrne/PA via AP
Outros ‘ex-patrimônios’
Os outros únicos locais que perderam o título foram um santuário de vida selvagem em Omã, em 2007, após caça ilegal e destruição de habitat, e o vale do Elba, em Dresden, Alemanha, em 2009, quando uma ponte com quatro faixas foi construída sobre o rio.
O selo de Patrimônio Mundial concede a locais históricos acesso a fundos de conservação da ONU e também os coloca em guias turísticos do mundo inteiro.

Fonte: G1 Mundo

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VÍDEO: Mulher morre ao saltar de bungee jump antes de estar com o equipamento de segurança na Colômbia

Uma jovem de 18 anos estava com o namorado em um viaduto onde se pratica bungee jumping. Foi dada a ordem para ele pular, mas ela pensou que fosse o sinal para ela saltar. Jovem morre ao pular de bungee jump sem estar presa na Colômbia; imagens são fortes
Uma mulher identificada como Yecenia Morales morreu na Colômbia ao pular de bungee jump no domingo (18), de acordo com a mídia do país.
Segundo o jornal “El Tiempo”, Morales estava com seu namorado na cidade de Fredonia.
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Havia cerca de 100 pessoas para saltar de bungee jump de um viaduto a uma altura de cerca de 45 metros. Morales era uma das últimas da fila – ela seria a 90ª.
Ela e o namorado estavam se preparando para saltar, e ela se confundiu e pulou de um viaduto antes de estar paramentada. Houve uma ordem para que ele pulasse, porque o equipamento de segurança já havia sido colocado nele. Mas Morales entendeu que a ordem era para ela.
Os bombeiros chegaram a tentar atender Morales, mas ela já estava morta quando eles chegaram.
No hospital, afirmaram que ela morreu de ataque cardíaco antes de chegar ao chão.
É comum que pessoas pratiquem bungee jump em um viaduto de uma antiga linha de trem na região de Antioquia, na Colômbia, entre as cidades de Amagá e Fredonia.
Duas empresas prestam o serviço —elas se alternam nos finais de semana.
Segundo a mídia colombiana, o prefeito de Fredonia disse que as duas empresas não têm autorização para oferecer esse serviço.
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Fonte: G1 Mundo