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Conheça o Line, o ‘zap do Japão’ que foi criado por causa do terremoto seguido de tsunami


Com 10 anos de existência, app foi de um simples mensageiro para uma plataforma de pagamentos. Aplicativo também se envolveu em recente polêmica de privacidade. Line: brasileiras contam como é usar o ‘zap’ do Japão
WhatsApp, Instagram, TikTok, que nada. No Japão, o aplicativo mais popular para interações é o Line.

Sua história não é nada convencional.
A plataforma foi criada em 2011, após o terremoto seguido de tsunami que causou estragos no país.
Além de servir como app de mensagens, o Line reúne uma série de outros recursos como sistema de pagamentos, feed de publicações, games e um monte de stickers como o WhatsApp no Brasil.
São mais de 86 milhões de usuários ativos no Japão.
Veja no vídeo no início da reportagem relatos das influencers brasileiras Cleide Sousa (blog Por onde eu vou) e Júlia Dalcin (canal Hey, Ju! Listen!), que vivem no Japão, sobre como é usar o Line.
Line, o ‘zap do Japão’, supera WhatsApp, Instagram e outros entre a preferências dos japoneses
Divulgação
Veja abaixo 6 pontos sobre o Line:
1. Criado em meio ao desastre
O aplicativo foi lançado em 2011 no Japão como uma resposta ao forte terremoto de magnitude 9,1 que atingiu o Japão naquele ano, que causou um tsunami que deixou cerca de 20 mil mortos. Funcionários da empresa NHM, da área de internet, criaram a plataforma que podia fazer ligações e mandar mensagens por meio de smartphones.
A ideia foi dar um meio de comunicação, via internet e celular, para os habitantes do país poderem se manter conectados a parentes durante as emergências — na época do desastre, as redes de telefonia do país foram comprometidas.
Foto de 11 de março de 2011 mostra ação de tsunami em Iwanuma, no norte do Japão
AP Photo/Kyodo News, File
2. De mensageiro a sistema de pagamentos
No início era apenas um mensageiro, depois novos serviços foram agregados. Os recursos atuais incluem curadoria de notícias, consultas médicas on-line, central de pagamentos, streaming de música.
Ainda há espaço para ler mangás até conseguir empregos em páginas de empresas. Em um dos recursos mais recentes, o Line começou oferecer o Clova, um assistente que usa inteligência artificial para ajudar no dia-dia das pessoas e de negócios.
Uso do aplicativo Line faz parte do dia-dia dos japoneses
AP Photo/Koji Sasahara
3. Febre por stickers
Uma das marcas registradas do Line é a grande variedade de figurinhas, os stickers, para serem usadas nas conversas.
Novos desenhos são adicionados constantemente, alguns podem ser baixados gratuitamente, mas também existe um grande volume de stickers exclusivos para a venda.
A febre pelas figurinhas levou à criação de lojas físicas para merchandising de camisetas, enfeites, pelúcias e outros itens dos Line Friends, uma série de stickers oficial do app.
As figurinhas são febre nos Line
Divulgação
4. Mais baixado do Japão
Mesmo com 10 anos de existência, o Line segue como um dos aplicativos mais populares no Japão. Ele continua como o mais baixado entre os apps de comunicação em julho de 2021, no Android e iOS, de acordo com o App Annie, serviço que monitora downloads.
Outros apps que aparecem nessa categoria, atrás do Line, são Discord, Facebook e Yahoo.
Line usa tecnologia para filtros em chamadas de vídeo.
Divulgação

5. Não embalou fora da Ásia
Além do Japão, o Line tem sucesso em outros pontos da Ásia, como Tailândia e Taiwan, mas não conseguiu replicar o sucesso em diferentes mercados. O app está presente no Brasil, com versão em português, mas seus serviços são mais limitados.
Line tem versão no Brasil, mas não bombou como no Japão
Reprodução
6. Polêmicas com a privacidade
O aplicativo se envolveu em polêmicas no início de 2021 após a informação de que técnicos da empresa na China acessaram informações de usuários japoneses sem o seu consenso, ficando fora do que é exigido por lei.
Após a repercussão do caso, o app bloqueio o acesso ao banco de dados na China. Isso também motivou o Line a transferir o armazenamento de dados de usuários japoneses da Coreia do Sul para o Japão.
Line recebeu grande atualização em 2020
Divulgação
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Fonte: G1 Mundo

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Associações que defendem direitos de pessoas trans em 22 países denunciam à ONU assassinatos no Brasil

60 organizações cobram que as Nações Unidas e a OEA declarem o país como não seguro para a população LGBTQIA+ caso os crimes continuem. Brasil é o que mais mata trans no mundo. Um grupo de 60 associações de defesa dos direitos de pessoas trans de 22 países denunciou os assassinatos dessa população no Brasil à Organização das Nações Unidas (ONU).
Em carta divulgada nesta quarta-feira (14), as organizações citam “a extrema violência generalizada”, a impunidade e a falta de medidas por parte do governo para erradicar esses problemas.
Há uma semana, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que também assina a carta, informou que ao menos 80 pessoas trans foram mortas no Brasil no 1º semestre deste ano. Em 2020, foram 175, um recorde desde quando a entidade começou a contabilizar esses crimes, em 2017.
Com isso, o Brasil manteve a posição de país que mais mata trans no mundo, à frente de México e Estados Unidos, segundo a ONG Transgender Europe (TGEU), que monitora 71 países.
Associação aponta que 175 pessoas transexuais foram mortas no Brasil em 2020
Na carta, as 60 organizações pedem que o Secretário-Geral das Nações Unidas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) intercedam junto ao governo brasileiro para que sejam integrados na aplicação e na interpretação da legislação interna os tratados internacionais sobre direitos humanos com relação a identidade de gênero e os Princípios de Yogyakarta.
Os Princípios de Yogyakarta são um documento internacional de 2006 sobre direitos humanos da população LGBTQIA+, assinado na cidade com este nome, na Indonésia. Eles foram completados em 2017, para abranger outras identidades e orientações sexuais.
As associações cobram ainda que os assassinatos de pessoas trans sejam investigados e que os criminosos sejam responsabilizados por discriminação e ódio. E que as famílias das vítimas desses crimes sejam indenizadas “de maneira proporcional ao dano sofrido”.
Pedem também que algum estado-membro da ONU dê asilo as vítimas dessa violações. E que, se os crimes continuarem, “o Brasil seja declarado um país não seguro para a população LGBTI internacional”.
Mais que uma letra:
Mais que uma letra: entenda o que significa a sigla LGBTQIA+
Mais que uma letra: ‘Empresas não estão preparadas para pessoas trans’, diz produtora
Mais que uma letra: ‘Ser bicha na periferia é muito cruel e muito poderoso’, diz bailarino
Mais que uma letra: ‘A gente vem sendo invisibilizada há muitos anos’, diz lésbica
Mais que uma letra: ‘Acham que pessoas bissexuais nem existem’, diz médica
Mais que uma letra: ‘Sinto que algo meu foi roubado’, diz intersexo
Mais que uma letra: ‘Não me encaixava no grupo dos homens, nem das mulheres’, diz Beta
Mais que uma letra: ‘É comum que assexuais sejam classificados como doentes’, diz advogado

Fonte: G1 Mundo

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Angela Merkel quase cochila ao falar sobre Covid com cidadãos em reunião online

Exibindo cansaço, primeira-ministra alemã pareceu ter dificuldade em manter os olhos abertos no início da conversa. Já recomposta, ela falou sobre os motivos que a mantiveram confiante durante pandemia e pediu atenção devido à variante Delta: ‘Acredito em nossa inteligência e na sanidade das pessoas’. VÍDEO: Angela Merkel exibe cansaço em chat sobre Covid com cidadãos
Angela Merkel pareceu exibir sinais de exaustão, quase chegando ao ponto de cochilar, durante o início de uma conversa online com cidadãos alemães sobre Covid-19, nesta quarta-feira (14).
No vídeo (veja acima), a impressão é de que a primeira-ministra da Alemanha tem dificuldade em manter os olhos abertos enquanto o primeiro convidado fala.
Na sequência, porém, ela se recompôs e respondeu longamente a uma pergunta feita por uma estudante de Karlsruhe, sobre o que deu a ela confiança durante a epidemia.
“O fato de conhecermos o vírus rapidamente me deu confiança. Sabíamos o que fazer e o que não fazer. E se obedecêssemos a regras como manter distância e usar máscaras, seríamos capazes de contê-lo e sentir nosso caminho passo a passo”, disse Merkel.
“E ter tanta dedicação, tanto compromisso nas famílias, e tantas pessoas se doarem tanto – isso me deu confiança. E em terceiro lugar a vacina. Quando se tornou cada vez mais realidade. No começo eu não pude acreditar o quão rápido ela foi desenvolvida”, acrescentou.
A premiê alemã ressaltou, porém que, apesar de tanta confiança, também houve retrocessos e que o momento é de especial atenção devido à variante Delta.
“Certamente não será tão ruim quanto antes. Mas já vemos em outros países que eles estão tendo problemas. Devemos ser muito inteligentes ao lidar com o vírus. Mas eu acredito em nossa inteligência e na sanidade das pessoas”, afirmou.
Esta não foi a primeira vez que a primeira-ministra alemã participou de uma conversa online com cidadãos sobre a pandemia. Antes, ela já se reuniu virtualmente com grupos de pais, artistas e trabalhadores autônomos.

Fonte: G1 Mundo

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Internação de Bolsonaro repercute na imprensa estrangeira


Sites de jornais dos EUA, do Reino Unido e da França publicaram reportagens sobre o quadro de saúde do presidente brasileiro. Bolsonaro durante solenidade alusiva à Sanção da Lei de Capitalização da Eletrobras
Alan Santos/PR
A internação do presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta um quadro de obstrução intestinal, repercutiu em veículos de imprensa do mundo nesta quarta-feira (14).
VÍDEO: Bolsonaro é levado para SP devido a obstrução intestinal
Bolsonaro foi internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, após sentir dores abdominais na madrugada. Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o presidente chegou a ser sedado pela manhã.
Veja abaixo a repercussão da internação de Bolsonaro
‘The Washington Post’ (Estados Unidos)
‘Presidente brasileiro Jair Bolsonaro internado depois de 10 dias de soluços’, diz título de reportagem do ‘Washington Post’
Reprodução
O jornal da capital americana publicou em seu site um texto em que fala da internação de Bolsonaro após “dez dias de soluço”. A nota reforça que ainda estão sendo investigadas as causas dessa crise que levou à hospitalização do presidente.
‘The Guardian’ (Reino Unido)
‘Bolsonaro pode passar por cirurgia de emergência após soluços persistirem por 10 dias’, diz título de reportagem do ‘The Guardian’
Reprodução
A reportagem do ‘Guardian’ destaca também o soluço persistente de Bolsonaro e relata o quadro de obstrução intestinal. O texto também fala sobre as mensagens publicadas nas redes sociais do presidente e de aliados.
‘Le Figaro’ (França)
‘Bolsonaro sofre de uma obstrução intestinal e pode passar por operação de urgência’, diz título de reportagem do jornal ‘Le Figaro’ (França)
Reprodução
Em seu site, o jornal francês cita a obstrução intestinal de Bolsonaro relembra que o presidente precisou ser operado mais de uma vez nos últimos dois anos por causa do atentado sofrido na campanha eleitoral de 2018.

Fonte: G1 Mundo

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Youtuber cubana detida durante entrevista ao vivo é liberada


Dina Stars falava sobre os protestos que vêm acontecendo no país caribenho. Imagens mostraram, na véspera, a jovem sendo acompanhada para dentro de uma viatura policial. Dina Stars, influencer cubana, em foto sem data
Reprodução/Instagram
A youtuber cubana detida durante uma entrevista ao vivo foi liberada nesta quarta-feira (14), segundo ela mesma informou em suas redes sociais.
“Estou bem, não me maltrataram, não me sequestraram”, disse Dina Stars. “Me levaram por ‘instigação a delinquir’ que é o nome que deram para os que promoveram as manifestações.”
Ela pediu que não fossem espalhadas desinformações e disse que nada de ruim aconteceu com ela, que estava de volta, e em segurança.
Na véspera ela interrompeu uma transmissão que fazia para a televisão internacional e disse que a polícia do país estava à sua porta.
Imagens transmitidas pela emissora Telemundo, braço da americana NBC em espanhol, mostraram a jovem sendo acompanhada por dois agentes para dentro de uma viatura.
Regime cubano tenta conter insatisfação popular que se propaga na velocidade das redes sociais
Espanha exige libertação imediata de repórter de jornal detida em Cuba
Protestos em Havana, capital de Cuba, neste domingo (11)
Reuters/Stringer
Protestos em Cuba
Manifestantes gritam “liberdade” e “pátria livre” em protestos em Cuba
O agravamento da pandemia da Covid-19 e a situação econômica, a pior em 30 anos, motivaram as marchas que ocorreram na capital, Havana, e em outras cidades.
Os protestos, divulgados nas redes sociais, começaram de forma espontânea pela manhã no domingo (veja mais no vídeo acima).
Protestos em Cuba: entenda em 3 pontos por que milhares saíram às ruas
Moradores também têm relatado cortes de eletricidade na ilha, severamente prejudicada pela redução do turismo.
O governo cubano diz que a mobilização é de setores ligados aos Estados Unidos, interessados em desestabilizar o país.

Fonte: G1 Mundo

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Argentina registra 100 mil mortos por Covid-19


Até o momento, país já registrou mais de 4.702.657 casos de coronavírus, segundo balanço do governo. Covas abertas em um cemitério de Córdoba, Argentina, para receber as vítimas da pandemia. Foto de 11 de julho de 2021
Agustin Marcarian/Reuters
A Argentina atingiu nesta quarta-feira (14) a triste marca dos 100 mil mortos por complicações da Covid-19 no país, segundo o balanço oficial do governo.
Apenas nas últimas 24 horas, foram registrados 614 óbitos. Desde o início da pandemia foram 100.250 vidas perdidas – o que faz do país ser um dos mais atingidos pela doença na região.
A média de casos diários está caindo em relação ao pico do mês passado, e a ocupação de leitos de UTI está diminuindo, mas ainda passa de 60% nacionalmente.
Mais de 4,7 milhões de argentinos já foram diagnosticados com a infecção causada pelo coronavírus.
Vacinação
A Argentina, um país de cerca de 45 milhões de habitantes, já administrou mais de 25 milhões de vacinas – 45% da população – mas só 5 milhões já receberam as duas doses.
No país sul-americano são usados três imunizantes diferentes, e todos eles são aplicados em um regime de duas doses, como a maioria dos usados Brasil: Sputnik V, AstraZeneca e Sinopharm.
A distribuição de vacinas está despertando a esperança de que o país conseguirá controlar a pandemia, mas a variante delta preocupa.
Ainda que as vacinas sejam eficazes contra essa cepa do vírus, as duas doses são essenciais para conferir a proteção necessária.

Fonte: G1 Mundo

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O vendedor de casas mal-assombradas no Japão


Corretor imobiliário japonês se dedica a colocar no mercado imóveis que pertenciam a pessoas que ‘assombram’ mundo dos vivos. O vendedor de casas mal-assombradas no Japão
Reprodução/BBC
Conheça Akira, o corretor imobiliário que se dedica a vender casas “mal-assombradas” no Japão e já teve em suas mãos cerca de 500 imóveis.
A crença em casas mal-assombradas é forte no Japão: teme-se que pessoas que tiveram mortes solitárias, cometeram suicídio ou foram vítimas de homicídio possam assombrar o mundo dos vivos.
Assista ao vídeo.
Apesar do esforço de Akira, a venda desses imóveis está em declínio por conta da queda da natalidade no Japão – cuja população deve encolher de 127 milhões a cerca de 88 milhões até 2065, segundo projeções demográficas.

Fonte: G1 Mundo

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O outro lado da história: o que os franceses celebram em 14 de Julho?


Este ano celebra-se o 232° aniversário da queda da Bastilha, mas data entrou no calendário cívico quase um século mais tarde, em 1880, inspirada em outro evento histórico: a Festa da Federação, ocorrida em 14 de julho de 1790, que marcou a reconciliação do povo francês após um ano de enfrentamentos. Patrulha aérea sobrevoa a avenida Champs Elysées durante o desfile militar desta quarta-feira, 14 de julho
Michel Euler/Pool via Reuters
A origem da festa nacional francesa de 14 de julho permite confusão. Este ano celebra-se o 232° aniversário da queda da Bastilha, prisão invadida por parisienses que lutavam para derrubar a monarquia absolutista durante a Revolução Francesa, em 1789.
No entanto, a data entrou no calendário cívico quase um século mais tarde, em 1880, inspirada em outro evento histórico: a Festa da Federação, ocorrida em 14 de julho de 1790, que marcou a reconciliação do povo francês após um ano de enfrentamentos.
O espírito da Festa da Federação marca até hoje as celebrações de 14 de julho em todo o território francês.
Em 1790, 400 mil pessoas se reuniram no Campo de Marte, onde assistiram à uma missa campal celebrada por 300 sacerdotes, aclamaram o rei Luís 16 e recordaram a queda da Bastilha, símbolo da opressão e da tirania do período despótico que prevaleceu durante a Idade Média.
O evento durou vários dias e surtiu um efeito apaziguador nas tensões entre monarquistas, moderados e republicanos. 
Quando o feriado nacional foi adotado, quase um século mais tarde, em 6 de julho de 1880, a ideia do Partido Republicano foi de perpetuar na história francesa uma data de duplo significado: para os radicais, o dia 14 de julho seria sempre lembrado como um símbolo da vitória do povo sobre a opressão, com a queda da Bastilha, enquanto para os moderados, este dia lembraria a unidade demonstrada na Festa da Federação.
Era um compromisso bom para todos: revolucionários, republicanos, conservadores e até nostálgicos da monarquia. 
A Assembleia Nacional aprovou o projeto de lei de criação da festa nacional nessa data. A tradição do desfile militar foi instituída mais tarde.
Até hoje, a legendária referência à queda da Bastilha persiste nos textos que comentam o feriado de 14 de julho na França. De fato, a tomada dessa fortaleza pelos parisienses, transformada em prisão de Estado durante o reinado de Luís XI (1461-1483), é apresentada como o marco do fim do absolutismo. Porém, em 1789, o edifício austero, feito de pedra, já estava destinado à destruição.
Quando foi invadida pelos revolucionários parisienses, apenas sete prisioneiros foram libertados: dois doentes mentais, quatro falsários e um homem acusado de incesto. A prisão já não acolhia mais prisioneiros ilustres, como o filósofo e escritor Voltaire, que esteve duas vezes detido na Bastilha. 
Até a Primeira Guerra Mundial, a data de 14 de julho permaneceu ideologicamente marcada como um símbolo republicano, de esquerda, anticlerical e patriótico. Aos poucos, porém, o feriado se tornou uma festa popular, com bandeiras tricolores espalhadas nas ruas, bailes em casernas, festas privadas e queima de fogos.
As comemorações costumam começar na véspera, são seguidas pelo pomposo desfile militar na avenida Champs Elysées, em Paris, e se encerram com um show de fogos de artifício apoteótico na Torre Eiffel.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Número de migrantes mortos no mar tentando chegar à Europa dobrou em um ano


Segundo as estatísticas publicadas no novo relatório da Organização Internacional para Migrações (OIM) nesta quarta-feira (14), ao menos 1.146 pessoas morreram afogadas no mar tentando chegar à Europa no primeiro semestre de 2021. Migrantes resgatados durante operação de busca e resgate no Mar Mediterrâneo em 4 de julho
Flavio Gasperini/SOS Mediterranee/Handout via Reuters
A Organização Internacional para Migrações (OIM) pede aos países da região que adotem medidas urgentes para evitar o número elevado de mortos. Segundo as estatísticas publicadas no novo relatório da OIM nesta quarta-feira (14), ao menos 1.146 pessoas morreram afogadas no mar tentando chegar à Europa no primeiro semestre de 2021, o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
Em 2020, 513 migrantes morreram, principalmente na travessia do Mar Mediterrâneo, nos primeiros seis meses do ano. Em 2019, o número de vítimas fatais, no mesmo período, foi de 674.
“As organizações civis de busca e resgate continuam a encontrar vários obstáculos importantes. A maioria dos barcos que elas usam está bloqueada em portos europeus por decisões administrativas e processos penais em curso contra a sua tripulação”, constata o relatório.
A OIM ressalta que o aumento do número de mortes acontece também em um momento de alta das interceptações de barcos transportando migrantes ao largo da costa norte-africana.
Há vários anos, Itália e União Europeia (UE) financiam, treinam e equipam a guarda-costeira da Líbia para que ela impeça os traficantes de pessoas de enviar à Europa migrantes e refugiados a bordo de embarcações precárias. Além disso, um navio da Marinha italiana, ancorado em Trípoli, fornece assistência técnica aos líbios.
Intervenção da guarda costeira líbia criticada
Apesar do apoio e ajuda, a guarda costeira da Líbia é alvo de múltiplas acusações de maus-tratos contra os candidatos ao asilo, levando várias ONGs a denunciar a política líbia. Em respeito ao direito marítimo internacional, as pessoas que são resgatadas no mar devem ser levadas e desembarcadas em um porto seguro.
Os líbios têm trazido de volta para seu território os migrantes que salvam no Mediterrâneo e a ONU não considera a Líbia como um porto seguro.
“A OIM reitera o pedido feito aos Estados para que eles adotem medidas urgentes e proativas para reduzir as perdas humanas nas rotas migratórias marítimas em direção da Europa. Pedimos que eles respeitem suas obrigações previstas no direito internacional”, declarou, em um comunicado, o diretor-geral da organização, Antonio Vitorino.
“O aumento dos esforços de busca e salvamento, a adoção de mecanismos de desembarque previsíveis e a garantia de um acesso à rotas de migração seguras e legais são etapas essenciais para atingir esse objetivo”, enumerou o chefe da OIM.
Dados inferiores à realidade
A maioria das mortes registradas nos primeiros seis meses do ano ocorreram no Mediterrâneo. Os 896 afogamentos representam um aumento de 130% em relação ao mesmo período de 2020.
A maioria dessas pessoas (741) morreu no Mediterrâneo Central, descrito pelas ONGs humanitárias como a rota migratória mais perigosa do mundo, seguida do Mediterrâneo Oriental (149). Seis migrantes morreram tentando atravessar o mar que separa a Turquia da Grécia.
Outra rota que preocupa é a travessia do Oceano Atlântico, entre a África e as Ilhas Canárias, onde 250 migrantes morreram no primeiro semestre de 2021.
Esses dados chocantes são inferiores à realidade, acredita a OIM. A organização assinala “centenas de casos de naufrágios invisíveis”, registrados por ONGs que estabelecem contato com migrantes a bordo de embarcações ou com seus familiares.
“Estes casos são extremamente difíceis de ser verificados, mas eles mostram que o número de vítimas nas rotas marítimas para a Europa é muito mais elevado do que os dados oficiais indicam”, completa a organização internacional baseada em Genebra.
Migrantes vítimas de maus-tratos na Líbia
Pelo segundo ano consecutivo, o relatório da OIM aponta um aumento do número de operações marítimas realizadas por países da África do Norte na rota do Mediterrâneo Central. Segundo o texto, mais de 31.500 pessoas foram interceptadas ou socorridas pelas autoridades norte-africanas no primeiro semestre de 2021, contra 23.117 no mesmo período de 2020. As operações ao largo da costa da Tunísia, por exemplo, subiram 90%.
Além disso, 15.300 migrantes foram enviados de volta à Líbia, o que representa o triplo em relação aos primeiros seis meses de 2020 (5.476). Para a OIM, essa situação é preocupante porque “os migrantes enviados de volta à Líbia são vítimas de prisões arbitrárias, extorsões, desaparecimentos e torturas”.
Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Fonte: G1 Mundo

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Olivia Rodrigo visita Casa Branca e fala sobre importância da vacinação contra Covid-19


Estrela pop se reúne com o presidente Joe Biden nesta quarta-feira (14), após ser convidada pelo governo americano para gravar campanha direcionada aos jovens. Olivia Rodrigo durante visita à Casa Branca nesta quarta-feira (14)
Chip Somodevilla/Getty Images North America/Getty Images via AFP
Olivia Rodrigo fez um breve discurso sobre a importância da vacinação em massa para combater a pandemia de Covid-19 durante visita à Casa Branca nesta quarta-feira (14).
A atriz e revelação da música pop foi convidada pelo governo americano para gravar vídeos incentivando os jovens a se imunizarem.
“Estou mais do que honrada por estar aqui hoje, para ajudar a espalhar a mensagem sobre a importância da vacinação entre os jovens”, afirmou Olivia.
“É importante conversar com amigos e membros da família para encorajar todos os grupos a se vacinarem e a realmente irem a um local de vacinação. Nunca foi tão fácil fazer isso, dado o número de postos disponíveis”, continuou.
Olivia Rodrigo na Casa Branca
Chip Somodevilla/Getty Images North America/Getty Images via AFP
Depois da rápida fala, Olivia vai se reunir com o presidente americano Joe Biden e doutor Anthony Fauci, especialista em doenças infecciosas, para discutir detalhes da campanha de vacinação que vai estrelar.
A visita é parte do esforço do governo Biden para convencer os mais jovens a se vacinarem contra o coronavírus agora que os casos aumentam em todo o país.
Guia Olivia Rodrigo: tudo o que você precisa saber sobre a estrela pop
Olivia Rodrigo, de 18 anos, é a maior revelação do pop em 2021 com os sucessos “Déjà Vu”, “Drivers License” e “Good 4 U”. O álbum de estreia, “Sour”, também foi muito bem recebido pela crítica e público.
Ela também é conhecida por estrelar a série da Disney+ “High School Musical: The Musical – The Series”.
Olivia Rodrigo estreia com ‘Sour’, álbum angustiado, irresistível e com pop rock Disney pós-Lorde
Olivia Rodrigo faz sucesso já no seu primeiro álbum solo

Fonte: G1 Mundo