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Entenda o novo formato de ingresso nos colégios cívico-militares no Tocantins

Objetivo é promover a democratização e oportunidade igualitária de acesso ao ensino cívico-militar.

Fonte Jesuino Santana Jr. e Patrícia Saturno/Governo do Tocantins 

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) e do Comando Geral da Polícia Militar, anunciou nessa terça-feira, 29, mudança no formato de ingresso dos alunos nos colégios cívico-militares do Tocantins.

Com o objetivo de promover a democratização e oportunidade igualitária de acesso, o Estado passa a adotar para esta modalidade o mesmo sistema que já é utilizado em toda a rede estadual de ensino, sem processo seletivo.

Abaixo, listamos cinco pontos que vão esclarecer essa mudança.

1 – Por que o Governo mudou a forma de ingresso nos colégios militares?

O Governo formalizou o modelo que já vinha sendo testado, com sucesso, desde o início desta Gestão, nas seis novas unidades de colégios militares implantadas. Conforme explica a titular da Seduc, Adriana Aguiar, a intenção é ofertar condições de igualdade de ingresso nessas unidades de ensino.

Secretária de Estado da Educação, Juventude e Esportes Adriana Aguiar.

“Em 10 anos, o Estado havia instalado seis escolas militares, ao passo que, em cerca de 1 ano e meio, este Governo dobrou o quantitativo, implantando mais seis escolas nesta modalidade. Em nenhuma destas seis foi realizado processo seletivo. Nós garantimos a permanência dos alunos que já se encontravam matriculados regularmente nas unidades escolares e as novas vagas foram preenchidas pelo sistema já utilizado pela rede estadual de ensino”, explica.

Adriana Aguiar destaca também que a alteração está em consonância com a Lei nº 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no sentido de observar as diversidades de oportunidades de acesso aos ambientes escolares. “A ideia é que o processo de entrada na escola seja plural e que todos tenham acesso, de modo que o desenvolvimento educacional caminhe junto ao desenvolvimento social. Com essa mudança, a entrada em todas as unidades será igualitária”.

O Coronel da Polícia Militar Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, chefe do Estado Maior, ressalta que a nova forma de ingresso não irá mudar a metodologia da modalidade de ensino. “O novo processo de matrícula vem para tornar o ingresso mais democrático, sem perder a qualidade do ensino”, pondera.

Coronel da Polícia Militar do Estado do Tocantins – PMTO Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, Chefe do Estado Maior.

2 – Como será feita a seleção dos alunos para ingressar nos colégios militares?

Antes de explicar a nova forma de ingresso, é preciso destacar que os alunos que já estudam nos colégios militares não precisarão se preocupar quanto às suas vagas, pois as renovações delas serão garantidas pela Seduc, a menos que o estudante opte por mudar de unidade de ensino. É assim que ocorre em todas as escolas.

Para o próximo ano letivo, a matrícula dos alunos novatos será feita com cadastro online ou via telefone, assim como nas demais unidades escolares da rede. O Sistema Informatizado de Matrículas seleciona, de forma democrática e equitativa, dando livre acesso a todos. A ferramenta possibilita que os estudantes, pais ou responsáveis, no momento da solicitação de matrícula, indique a unidade escolar de sua preferência.

No sistema, aparecem apenas as escolas que possuem vagas disponíveis. Havendo número maior de solicitações de matrícula que de vagas disponíveis para a unidade escolar, o sistema, de forma automática, realiza sorteio entre os inscritos, dando prioridade para estudantes portadores de necessidades especiais. O sistema é automático, justamente para garantir lisura e que não haja interferência humana no processo.

Não sendo contemplado para a vaga na escola de sua preferência, o estudante é, também de forma automática, direcionado para outra escola, já previamente apontada por ele como segunda ou até terceira opção para ingresso. É assim, que a Seduc garante um processo transparente de matrículas em toda a rede estadual.

A solicitação de matrícula deverá ser feita no site matricula.seduc.to.gov.br ou pelo telefone 0800-63-5050, conforme o calendário de matrículas da rede estadual, que será divulgado posteriormente.

No Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Costa e Silva, em Gurupi, o ingresso, neste ano, foi sem processo seletivo. O diretor da unidade, capitão Tiago Nascimento, conta como a mudança beneficiou a comunidade. “Evitamos as grandes filas na porta da escola, pois tudo foi realizado de forma online, em um processo tranquilo. Além disso, foi uma forma de acesso democrática e transparente”.

3 – A forma de ensino e de disciplina vai mudar nos colégios militares do Tocantins?

Não. De acordo com a secretária Adriana Aguiar, nada vai mudar na metodologia dos colégios militares, nem no formato da equipe. “Os colégios militares possuem um diretor e uma equipe disciplinar que são militares. Toda a coordenação pedagógica e equipe docente é formada por servidores da Seduc e, em nada, isso mudará”, garante.

“É um modelo que vem dando certo e a nossa intenção não é mudar nem a rotina, nem a metodologia, mas sim dar oportunidade a todos os alunos de terem acesso a essa escola que vem dando certo”, complementa Adriana Aguiar.

4 – Por que mudou o nome dos colégios?

O Governo editou no último dia 29 de outubro um decreto que altera a nomenclatura dos colégios militares. A escola que oferta somente ensino fundamental passará a ser designada como Colégio Estadual Cívico-Militar. As que ofertam ensino médio passam a ser Centro Estadual de Ensino Médio Cívico-Militar.

“A nova nomenclatura simboliza o que os colégios militares realmente são: unidades de ensino estaduais, cívicas e com uma metodologia militar. Então, a nova nomenclatura é para aproximar daquilo a que ela se propõe”, esclarece Adriana Aguiar.

5 – Qual a diferença de um Colégio Cívico-Militar para os de outros formatos?

O diferencial dessas unidades é que elas contam com direção e coordenação disciplinar da Polícia Militar e coordenação pedagógica e corpo docente da Seduc. Atualmente, o Estado conta com 12 colégios e mais de 7,6 mil estudantes atendidos nesta modalidade.

Fotos: Aldemar Ribeiro, Ademir dos Anjos e Elias Oliveira.

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Grupo ajuda pacientes a enfrentar o câncer com alegria e autoestima

Garante alegria, estimula a autoestima, e leva orientações sobre diagnóstico e tratamento oncológicos durante os encontros no HGP.
Fonte Luciana Barros/Governo do Tocantins

O grupo “Somos Mais que Vencedoras”, composto por profissionais de saúde e voluntários garante alegria, estimula a autoestima e leva orientações sobre diagnóstico e tratamento oncológicos durante os encontros que realizam com as pacientes diagnosticadas com câncer, em tratamento na Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), do Hospital Geral de Palmas (HGP).

Luau Oncologia HGP.

Nos mês de outubro, dentre as várias ações realizadas aconteceu um luau na praia da Graciosa, com direito a ensaio fotográfico realizado pelo profissional voluntário Rafael Batista Cardoso.

Na quarta-feira, 30, foi oferecido um café da manhã, no ambulatório de oncologia do HGP, para o encerramento das ações do Outubro Rosa.

Café da manhã realizado em comemoração ao encerramento das ações realizadas no Outubro Rosa.

A Enfermeira Amanda Moraes, que atua  na sala de medicação da quimioterapia do HGP, se juntou ao grupo. “Elas me convidaram para o primeiro encontro, achei muito gostoso e abracei a causa. Eu acho importante esta questão de estarem unidas e juntas e saber que outras pessoas também estão passando pela mesma dificuldade, e que não estão sozinhas na batalha contra o câncer”, declarou.

A aposentada Fátima Freire, já  enfrentou a doença e hoje curada  participa do grupo.  “Precisamos ter esperança  e ressaltar a importância do diagnóstico precoce. Buscar fazer os exames, pois foi na prevenção que descobri. Eu só tinha cinco meses que havia feito a mamografia e repeti o exame que detectou. Hoje terminei o tratamento, mas precisamos estar sempre de olho”, afirmou.

A paciente em tratamento Jane Mota.

A Jane Mota Oliveira descobriu o câncer e hoje realiza tratamento.  “Meu objetivo de entrar no grupo foi em busca de crescimento, paz e para ajudar pessoas que estão descobrindo o câncer, trazer mais alegria e aprender a viver. É uma vida maravilhosa. Eu renasci para Deus e para vida! São momentos que não consigo explicar e juntas fortalecemos mais ainda uma a outras. Quando descobri a doença criei até um canal para justamente mostrar que o câncer é o um novo recomeço de vida.”

Para saber mais sobre o grupo é só  acompanhar as redes sociais @somosmaisquevencedoras50 e o canal no youtube “Mais que Vencedora Jane”.

Fotos: Divulgação.

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Justiça atende DPE e MPE e determina abastecimento de medicamentos na saúde de Palmas

A decisão liminar também traz a determinação para a regularização de materiais e insumos na rede municipal de saúde, incluindo equipamentos de proteção individual (EPI) aos profissionais.

Fonte Cléo Oliveira/Ascom DPE-TO

Em ação civil pública (ACP) proposta pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) e Ministério Público Estadual (MPE), a Justiça determinou ao Município de Palmas a regularização do fornecimento de todos os medicamentos da rede de assistência farmacêutica (constantes nas listas oficiais do Sistema Único de Saúde – SUS) que estão em falta.

A decisão liminar também traz a determinação para a regularização de materiais e insumos na rede municipal de saúde, incluindo equipamentos de proteção individual (EPI) aos profissionais.

Protocolada na Justiça pelo Coordenador do Núcleo Especializado em Defesa da Saúde (Nusa) da Defensoria, Defensor Público Arthur Luiz Pádua Marques, e pelo Promotor de Justiça Thiago Ribeiro Vilela, a ACP também teve o deferimento do pedido para manutenção de medicamentos em estoque mínimo de dois meses, incluindo os medicamentos específicos da saúde mental, que estão em falta.

O objetivo é manter a regulação e evitar a situação de esgotamento de estoque, o que pode levar à complicação ou limitação nos tratamentos e controles de doenças.

“Um cenário muito negativo foi encontrado na Unidade de Pronto Atendimento Sul [UPA]. Estivemos na UPA dando prosseguimento a atuação do Nusa que engloba a ação na Justiça por conta de abastecimento de medicamentos. Estivemos lá [29/10] e constatamos a situação caótica que vem passando a saúde municipal”, disse o Defensor Público na última terça-feira, 29, durante entrevista ao vivo no projeto da Defensoria denominado Live DPE.

“Para se ter uma ideia, as pessoas chegaram a esperar duas horas para o primeiro atendimento, o de triagem”, acrescentou.

Dimensionamento

Considerando a situação descrita na ACP, a liminar determina, ainda, que haja, por parte do Município de Palmas, estudo com o dimensionamento adequado de pessoal para elucidação do quadro adequado de profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais da área) e, com isso, a normalização dos atendimentos.

O estudo também deve apresentar o dimensionamento adequado de pessoal em relação aos servidores do Centro de Logística do Município de Palmas. Um relatório com os valores devidos pelo Município aos fornecedores ligados a assistência básica de saúde pública também deve ser apresentado à Justiça.

Histórico

Após acompanhar a situação na rede municipal de saúde por meio de vistorias, a ACP da Defensoria e do MPE requereu à Justiça que a Prefeitura de Palmas regularize os medicamentos da rede de assistência farmacêutica, medicamentos específicos para saúde mental e materiais e insumos.

Na última semana, o Secretário Municipal da Saúde de Palmas e o Procurador-Geral do Município foram intimados a prestar esclarecimentos sobre a situação descrita na ACP.

A decisão liminar foi proferida nesta quarta-feira, 30.

Foto: Pixabay.

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Deputados voltam a criticar intenção da Aneel de taxar energia solar

Revisão das regras para consumidores que geram a própria energia está em consulta pública. Agência reguladora vai analisar as críticas a fim de construir uma solução para o setor
Fonte Noéli Nobre/Câmara dos Deputados

Parlamentares de diferentes partidos voltaram a criticar, na Câmara dos Deputados, a proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de reduzir gradualmente os subsídios para consumidores que geram a própria energia elétrica em suas casas ou estabelecimentos, geralmente com painéis solares. A agência colocou em consulta pública a revisão das regras da chamada geração distribuída. As contribuições da sociedade serão recebidas até 30 de novembro.

O assunto foi discutido na quarta-feira. 30, na Comissão de Minas e Energia. Mais de 30 deputados usaram da palavra para defender incentivos à produção de energia solar.

Atualmente, uma resolução de 2012 da Aneel autoriza o consumidor a realizar microgeração de energia, tanto para consumir quanto para injetar de volta na rede de distribuição. Em geral, esse excedente fica como crédito e pode ser usado para o abatimento de uma ou mais contas de luz do mesmo titular.

A resolução também estabelece subsídios para incentivar a microgeração, como, por exemplo, a isenção do pagamento de tarifas pelo uso da rede elétrica. Com a consulta pública, a Aneel pretende reduzir gradualmente esses subsídios. Na prática, isso significa taxar esses sistemas individuais.

Hoje, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil possui 127 mil sistemas de microgeração distribuída fotovoltaica, equivalentes a 0,2% dos 84,1 milhões de consumidores cativos de energia.

Um dos autores do requerimento para realização da audiência, o deputado Franco Cartafina (PP-MG) considera que o Estado está tolhendo a forma encontrada de baratear a energia. “Se a gente estivesse falando de um setor sedimentado, mas a gente está falando de 0,2% da produção”, criticou.

Rodrigo Limp: é preciso evitar que consumidores não produtores paguem pelos subsídios.

O argumento do diretor da Aneel, Rodrigo Limp, é que a revisão já estava prevista desde 2015 e tem o objetivo de evitar que consumidores não produtores paguem pela geração distribuída. “Essa norma que estamos propondo é pensando nos 83 milhões de consumidores que vão ter uma conta alta para pagar se nada for mudado”, explicou.

Segundo Limp, o custo do sistema para os demais consumidores foi de R$ 205 mil em 2018 e chegará a R$ 1 bilhão em 2021 e R$ 4 bilhões em 2027.

Limp disse, por outro lado, que levará as críticas para análise, a fim de tentar uma saída equilibrada. “Queremos viabilizar a geração distribuída, mas com equilíbrio. Vamos trabalhar para construir uma solução que seja melhor para os consumidores de energia e para o País”, prometeu.

Energia limpa
O deputado Felício Laterça (PSL-RJ), que também sugeriu o debate, argumentou que os investimentos a serem taxados são feitos pelo próprio consumidor em uma energia limpa, que é a solar. “Quem investe é o consumidor. Quem faz a manutenção é o consumidor. Aí vocês querem colocar um custo de geração, transmissão e distribuição para o consumidor, que não está se beneficiando da energia solar. Ninguém conta que, se eu estou me beneficiando da transmissão, o vizinho está com energia em casa”, afirmou.

Laterça disse ainda que o produtor de energia solar injeta energia na rede na hora em que o comércio está precisando. “Tem que cobrar essa conta de quem faz energia poluente, energia cara e não de quem faz uma energia limpa que beneficia a todos”, defendeu.

Rodrigo Limp respondeu que, de fato, o setor hoje tem diversos subsídios e incentivos, inclusive para fontes não renováveis. “Diversas vezes nos manifestamos a favor da revisão desses subsídios, mas esses não estão na competência da agência, porque estão abarcados em lei”, justificou.

Rodrigo Sauaia: 85% dos brasileiros defendem investimento público em energia renovável.

Energia renovável
Em defesa das regras atuais, o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, argumentou que 85% dos brasileiros apoiam mais investimentos públicos em energias renováveis, segundo dados de 2015 do DataSenado. “A geração distribuída ajuda a reduzir custos do sistema. Beneficia-se a sociedade brasileira, ajuda-se a reduzir a conta de quem nunca investiu”, disse. Para ele, o Congresso Nacional ajudará se elaborar um marco legal para o setor.

Por sua vez, o diretor da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marco Antonio de Paiva Delgado, defendeu a revisão da resolução de 2012. Para ele, após sete anos de subsídio, a geração distribuída já é sustentável e lucrativa. “Os subsídios já cumpriram sua missão em função dos resultados alcançados anteriormente. Aqueles custos foram reduzidos e continuam reduzindo”, declarou. Delgado disse ainda que a redução prevista não vai inviabilizar o setor, que continuará a crescer, sem efeitos colaterais.

Na opinião do deputado Elias Vaz (PSB-GO), outro parlamentar que sugeriu a audiência, o que está por trás da consulta da Aneel é o lucro das concessionárias de energia. “Vocês estão preocupados com o lucro dessas empresas. Vocês estão querendo conter o crescimento. Se daqui a sete anos esse mercado chegar a 5%, ele vai prejudicar o lucro”, acredita.

Mesmo contrário a subsídios, o deputado Paulo Ganime (Novo-RJ) disse que a mudança proposta não pode ser feita de forma drástica. A solução, segundo ele, deve pensar em uma nova matriz energética de longo prazo para o Brasil.

Transição
A proposta da Aneel em consulta prevê um período de transição para as novas regras. Quem possui o sistema vai permanecer com as regras atuais em vigor até o ano de 2030. Os consumidores que realizarem o pedido da instalação de geração distribuída após a publicação da norma, prevista para 2020, passam a pagar o custo da rede.

A reunião foi coordenada pelo presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado Silas Câmara (Republicanos-AM). Parlamentares e pessoas ligadas ao setor lotaram o plenário 14, onde se deu o debate.

Fotos: Cleia Viana/Câmara dos Deputados.

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POLITICA SLIDE

Lei garante assistência jurídica a vítima de violência doméstica que quer se divorciar

A Lei 13.894/19, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 30, com vetos.
Fonte Da Redação-GM com informações da Agência Senado.

Já está em vigor a lei que garante às vítimas de violência doméstica e familiar assistência judiciária para pedido de divórcio, separação, anulação de casamento ou dissolução de união estável. A Lei 13.894/19, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 30, com vetos.

A nova norma determina ainda a intervenção obrigatória do Ministério Público para estabelecer a prioridade de tramitação desses procedimentos judiciais. E torna obrigatória a informação às vítimas, por parte das autoridades policiais, sobre os direitos conferidos e os serviços disponíveis, inclusive os de assistência judiciária para o eventual ajuizamento da ação de separação judicial.

Deputado Luiz Lima é autor do projeto que deu origem à lei sancionada.

A lei também altera o Código de Processo Civil (Lei 13.105/15), para prever que a ação de divórcio é de competência do foro domiciliar da vítima de violência doméstica e familiar. O projeto que deu origem à lei (PL 510/19), do deputado Luiz Lima (PSL-RJ) foi aprovado pela Câmara no início de outubro.

Vetos
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vetou alguns pontos do texto do projeto original. Um deles facilitaria o processo de separação das vítimas de violência doméstica. Segundo o texto aprovado pelo Senado e pela Câmara, o juiz responsável pela ação de violência doméstica também poderia decretar o divórcio ou a dissolução da união estável a pedido da vítima.

Outro ponto vetado garantiria prioridade de tramitação de processos judiciais caso a situação de violência doméstica se iniciasse após o pedido de divórcio ou dissolução da união estável.

Depois de ouvir os Ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Mourão decidiu vetar os trechos, por contrariedade ao interesse público ao comprometerem princípios que regem a atuação desses juizados, como celeridade, simplicidade, informalidade e economia processual.

“Os dispositivos propostos, ao permitirem e regularem a possibilidade da propositura de ação de divórcio ou de dissolução de união estável no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, guardam incompatibilidade com o objetivo desses Juizados, especialmente no que tange à ágil tramitação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha”, justificou.

Foto: Luis Macedo/Câmara dos deputados.

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Twitter vai passar a proibir todos os tipos de propaganda política

A proibição de todos os tipos de propaganda política paga passará a valer a partir do dia 22 de novembro deste ano.
Fonte NHK (emissora pública de televisão do Japão)
A decisão foi tuitada pelo Diretor Jack Dorsey. Ele disse que a proibição de todos os tipos de propaganda política paga passará a valer do dia 22 de novembro em diante, mas algumas exceções, como, por exemplo, anúncios em apoio ao recenseamento eleitoral, ainda serão permitidas.O Twitter adotou a medida em meio às crescentes críticas de que anúncios pagos em redes sociais provocam campanhas de difamação e que muitos deles contêm equívocos ou informações falsas.

A medida contrasta com o Facebook, que afirmou que não vai proibir propagandas políticas e nem vai verificar o conteúdo de anúncios de políticos.

Foto: Freepik.

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POLITICA SLIDE

Governador Carlesse anuncia assinatura de financiamentos com a Caixa no dia 8 de novembro

Reunião em Brasília com a presidência da Caixa Econômica Federal definiu os últimos detalhes dos dois financiamentos do Governo com o banco.
Fonte Élcio Mendes/Governo do Tocantins

O Governador do Tocantins, Mauro Carlesse, anunciou nesta quarta-feira, 30, que a assinatura dos contratos dos dois financiamentos entre o Governo do Estado e a Caixa Econômica Federal (CEF), ocorrerá no próximo dia 8 de novembro, às 14 horas, no Palácio Araguaia, em Palmas.

A definição da data e dos últimos detalhes da contratação dos financiamentos de R$ 453 milhões que serão investidos em obras estruturantes, como rodovias e hospitais, e também nos 139 municípios e os R$ 130 milhões para a ponte de Porto Nacional, ocorreu na manhã desta quarta-feira, em Brasília, em duas reuniões.

A primeira na presidência da Caixa com a participação do Senador Eduardo Gomes e do Deputado Federal Carlos Gaguim. E a segunda, na residência do Presidente do Senado, Senador Davi Alcolumbre, também com a participação do Governador Mauro Carlesse, do Senador Eduardo Gomes, do Deputado Federal Carlos Gaguim e do Presidente da Caixa, Pedro Duarte Guimarães, e do Secretário de Estado da Fazenda e Planejamento, Sandro Henrique Armando.

“Foram reuniões muito produtivas e acertamos todos os detalhes, agora vamos chamar os prefeitos e realizar a assinatura do contrato para depois começarmos as obras”, afirmou o governador Carlesse.

A contratação destes financiamentos já vinha sendo trabalhada pelo Governo do Estado desde a posse da atual administração e só foi possível devido ao enquadramento do Tocantins na Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Cumprimos todas as etapas. Enquadramos o Estado, fizemos os ajustes necessários, apresentamos toda a documentação e a necessidade que o Tocantins tem de fazer esses investimentos para gerar desenvolvimento e empregos para a nossa gente”, completou o Governador.

Para a cerimônia de assinatura do contrato com a Caixa Econômica Federal serão convidados os prefeitos dos 139 municípios do Estado, que receberão R$ 1,020 milhões em obras a serem realizadas pelo Governo em parceria com as gestões municipais.

Obras contempladas

Além das obras de infraestrutura nos 139 municípios, serão contemplados no contrato de R$ 453 milhões a construção do Hospital Geral de Gurupi; a pavimentação das rodovias ligando Gurupi ao Trevo da Praia (TO-365); pavimentação da rodovia ligando Lagoa da Confusão à Barreira da Cruz (TO-225); a duplicação da rodovia ligando Araguaína ao Novo Horizonte; a pavimentação da TO-243 ligando Araguaína ao povoado Mato Verde; reforma do Ginásio Ercílio Bezerra, em Paraíso do Tocantins, e do Estádio Castanheirão, em Miracema; e ainda, a viabilização de obras como a construção de unidades habitacionais, e complementação de obras do programa Pró-Transporte.

Já o contrato de R$ 130 milhões, contempla a construção da nova ponte de Porto Nacional.

Foto: Governo do Tocantins.

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Produtor rural poderá declarar eletronicamente a vacinação contra febre aftosa

Na 2ª etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa, o próprio produtor rural poderá comprovar a vacinação pela internet.
Fonte Dinalva Martins/Governo do Tocantins

Tudo pronto para a 2º etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa no Tocantins e com novidade para agilizar ainda mais os serviços prestados aos produtores rurais.

A partir do 1º de novembro, o pecuarista poderá comprovar a vacinação do rebanho de forma eletrônica, sem precisar se deslocar a uma unidade da Agência de Defesa Agropecuária (ADAPEC-TOCANTINS), como era exigido anteriormente.

A carta-aviso poderá ser preenchida pelo acesso ao site adapec.to.gov.br, no link “Produtor Online”.

Para aqueles que ainda não são cadastrados no sistema, é preciso procurar um escritório da Agência para providenciar login e senha.

No período em que o pecuarista for fazer a comprovação da vacinação, é só entrar no link e preencher os dados sobre o rebanho de bovinos e demais espécies de animais que existem na propriedade, bem como da nota fiscal de compra da vacina. A declaração é obrigatória e deve ser feita até 10 dias após a compra do produto.

De acordo com o Presidente da ADAPEC-TOCANTINS, Alberto Mendes da Rocha, é mais um avanço no processo de desburocratização dos serviços e da retirada da vacinação antiaftosa, priorizando a segurança e mais facilidade e comodidade aos produtores rurais.

“Em 2018 autorizamos o pecuarista emitir a Guia de Trânsito Animal eletrônica (e-GTA), faltava então a comprovação da vacinação também ser online, conseguimos essa conquista com muito trabalho e responsabilidade”, o Presidente da ADAPEC-TOCANTINS, Alberto Mendes da Rocha.

O Gerente de Sanidade Animal, Sérgio Liocádio, explicou que para garantir a veracidade das informações lançadas pelos produtores rurais na carta-aviso, em relação aos dados da nota fiscal da compra do produto, a ADAPEC-TOCANTINS publicou a Portaria nº 328/2019 com nova medida para controlar a comercialização de vacinas em lojas agropecuárias do Tocantins, por meio do Sistema Gerencial de Estoque de Vacinas (SIGEV).

Com isso, a instituição obterá relatórios em tempo real, com informações mais detalhadas sobre saldo atual de vacina na casa agropecuária, entradas, saídas e autenticidades das notas fiscais emitidas, bem como maior rapidez nos relatórios de fechamento das campanhas e repasse de informações ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Campanha

A segunda fase da campanha de vacinação contra a enfermidade será realizada entre os dias 1º e 30 de novembro, com a expectativa de vacinar cerca de 4 milhões de bovinos e bubalinos, com até 24 meses de idade.

Foto: Lenito Abreu.

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DPE-TO e MPTO reiteram pedido sobre falta de medicamentos oncológicos no Estado

Pedido reforça inconformidades e a falta de oito fármacos para o tratamento de Oncologia na rede de saúde pública do Estado.
Fonte Cinthia Abreu/Ascom DPE-TO

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por intermédio do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), em atuação conjunta com o Ministério Público Estadual (MPTO), apresentou reiteração de cumprimento de sentença referente à Ação Civil Pública (ACP) quanto ao fornecimento de medicamentos oncológicos na rede pública estadual.

O pedido é assinado pelo Defensor Público Arthur Luiz Pádua Marques, Coordenador do Nusa, e pelo Promotor de Justiça Thiago Ribeiro Franco Vilela.

A DPE-TO e o MPE reforçam que o Governo do Estado está descumprindo a ação judicial, mesmo depois de pedidos de cumprimento, bloqueios judiciais na ordem de milhões de reais e notícias na imprensa de falta de medicações.

De acordo com o Nusa, no Hospital Geral de Palmas (HGP) estão em falta oito medicamentos importantes no tratamento de oncologia (Ciclofosfamida 50mg, Retard Comp, Dasatinibe 100mg, Dasatinibe 20mg, Lomustina 40mg, Mesna 400mg, Metotretazato 2,5 Mg e Mitotano 500mg), e por conta das muitas demandas individuais, isso tem prejudicado o tratamento adequado dos pacientes.

Conforme o pedido de reiteração da ACP, o Estado do Tocantins, apesar de ter mecanismos de negociação a sua disposição, relata dificuldades em ofertar a medicação porque depende da vontade dos fornecedores em querer vender e entregar a medicação.

Pedido

O pedido de reiteração de execução de sentença foi apresentado na quarta-feira, 23, e pede a intimação do secretário Estadual da Saúde para que apresente as quantidades necessárias ao abastecimento de cada item por seis meses e os dados dos fornecedores de cada uma das medicações em falta, bem como a requisição judicial a todos os fornecedores informados pela Secretaria Estadual de Saúde, para que entreguem as medicações ao Estado do Tocantins na quantidade informada, assegurando a justa indenização, nos parâmetros praticados no mercado.

Foto: Pixabay.

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Governo do Estado democratiza acesso aos Colégios Militares e anuncia fim de processo seletivo para ingresso nas unidades

Ingresso será feito mediante matrícula online, como em todas as unidades de ensino da rede estadual.
Fonte Guilherme Gandara/Governo do Tocantins

Com o intuito de democratizar o acesso aos Colégios Militares do Tocantins, o Governo do Estado definiu que, a partir de 2020, o ingresso nestas unidades escolares será realizado por meio do Sistema Informatizado de Matrículas da rede estadual de ensino.

O anúncio aos dirigentes das unidades escolares militares ocorreu na tarde desta terça-feira, 29, em reunião entre a Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) e a Polícia Militar.

Para o próximo ano letivo, a matrícula dos alunos novatos será feita com cadastro online ou via telefone, assim como nas demais unidades escolares da rede. As vagas serão disponibilizadas mediante sorteio automático do sistema. Os atuais alunos dos Colégios Militares terão suas vagas garantidas pelo processo de renovação de matrícula.

Para a titular da Seduc, Adriana Aguiar, a intenção do Governo do Estado é ofertar condições de igualdade de ingresso nessas unidades de ensino. “A ideia é que o processo de entrada na escola seja plural e que todos tenham acesso, de modo que o desenvolvimento educacional caminhe junto ao desenvolvimento social. Com essa mudança, a entrada em todas as unidades será igualitária”, destacou.

A alteração está em consonância com a Lei º 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no sentido de observar as diversidades de oportunidades de acesso aos ambientes escolares.

O Coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, Chefe do Estado Maior, ressaltou que a nova forma de ingresso não irá mudar a metodologia da modalidade de ensino. “O novo processo de matrícula visa cumprir o que rege a LDB e tornar o processo mais democrático, sem perder a qualidade do ensino”, ponderou.

Nomenclatura

Outra novidade é que as unidades de ensino passarão a ser nomeadas de forma diferente. A escola que oferta somente ensino fundamental passará a ser designada como Colégio Estadual Cívico-Militar. As que ofertam ensino médio passam a ser Centro Estadual de Ensino Médio Cívico-Militar.

O diferencial dessas unidades é que elas contam com direção e coordenação disciplinar da Polícia Militar e coordenação pedagógica e corpo docente da Seduc. Atualmente o Estado conta com 12 colégios e mais de 7.600 estudantes atendidos nesta modalidade.

No Colégio Estadual Cívico-Militar Presidente Costa e Silva, de Gurupi, o ingresso, neste ano, foi sem processo seletivo. O Diretor da unidade, Capitão Tiago Nascimento contou como a mudança beneficiou a comunidade. “Evitamos as grandes filas na porta da escola, pois tudo foi realizado de forma online, em um processo tranquilo. Além disso, foi uma forma de acesso democrática”, finalizou.

Matrícula

A solicitação de matrícula deverá ser feita no site matricula.seduc.to.gov.br ou pelo telefone 0800-63-5050, conforme o calendário de matrículas da rede estadual, que será divulgado posteriormente.

Foto: Márcio Vieira/Governo do Tocantins