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STJ manda soltar funcionários presos após rompimento de barragem da Vale

A sexta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu nesta terça-feira (5), por unanimidade, liberdade para três funcionários da Vale e dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, que prestava serviços para a mineradora. Eles haviam sido presos após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

Segundo investigadores, os profissionais atestaram a segurança da barragem que se rompeu, a número 1 da Mina do Feijão.

A decisão da sexta Turma é provisória (liminar) e tem validade até que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais julgue o mérito dos habeas corpus (pedidos de liberdade) apresentados pelos cinco investigados.

No último sábado (2), os engenheiros da TÜV SÜD André Yassuda e Makoto Mamba, e os funcionários da Vale Cesar Augusto Paulino Grandchamp (geólogo), Ricardo de Oliveira (gerente de Meio Ambiente) e Rodrigo Artur Gomes de Melo (gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale) tiveram pedido de liberdade negado liminarmente no tribunal mineiro. Eles então recorreram ao STJ.

Até o momento, 134 mortes foram confirmadas na tragédia de Brumadinho. Outras 199 pessoas continuam desaparecidas.

Versões das empresas

No dia da prisão, a Vale afirmou, por nota, que “está colaborando plenamente com as autoridades”.

“A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”, disse a empresa.

Também por meio de nota, a Tüv Süd Brasil, responsável pelas análises de segurança da barragem, informou que “não irá se pronunciar neste momento e fornece todas as informações solicitadas pelas autoridades”.

Votos dos ministros

O presidente da Sexta Turma e relator dos pedidos de liberdade, Nefi Cordeiro, disse que os mandados de prisão não indicavam sequer se havia culpa dos funcionários e engenheiros ao atestar a segurança das barragens

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Veja onde estão e saiba mais sobre as 10 barragens que a Vale promete eliminar

As 10 barragens de rejeitos que a Vale prometeu desativar e encerrar definitivamente o uso da área estão localizadas na mesma região de Minas Gerais, nos arredores das cidades de Nova Lima, Rio Acima, Ouro Preto, Barão de Cocais, Belo Vale, Itabirito, Congonhas e Brumadinho.

Levantamento do G1 a partir das informações da Vale e da Agência Nacional de Mineração mostra a localização e as características de cada uma das 10 barragens.

As 10 estruturas foram construídas pelo método de “alteamento a montante”, o mesmo usado na construção de barragens que se romperam em Mariana e Brumadinho, considerado ultrapassado e menos seguro do que outras alternativas existentes.

Entenda como funciona a barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho
Brasil tem 88 barragens do tipo ‘a montante ou desconhecido’, metade com alto potencial de dano, diz agência

As barragens estão localizadas em complexos amplos de mineração da Vale, alguns deles localizados nas divisas de municípios, com operações em mais de uma cidade.

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Maia diz que objetivo é conseguir em 2 meses votos necessários para aprovar Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (5) que o objetivo é conseguir entre 320 e 330 votos favoráveis à proposta de reforma da Previdência Social em até dois meses.

Por se tratar de proposta de emenda à Constituição (PEC), a reforma precisa do apoio mínimo de três quintos dos deputados (308 dos 513) para ser aprovada e enviada ao Senado.

“O nosso problema é garantir em dois meses que a reforma da Previdência tenha 320, 330 deputados a favor. Esse é o desafio, e que a gente começa a trabalhar hoje”, afirmou Maia.

Na avaliação de Rodrigo Maia, se a Câmara votar a proposta até maio, possivelmente entre junho e julho a PEC será aprovada pelo Senado.

Em seguida, disse estar “muito confiante” de que há ambiente na sociedade favorável à proposta, a ponto de integrantes de partidos de oposição defenderem a aprovação.

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UFT lança edital de vestibular com mais de 700 vagas para segundo semestre de 2019

A Universidade Federal do Tocantins lançou o edital para o vestibular 2019/2 nesta segunda-feira (4). As inscrições custam R$ 120 e vão do dia 14 de fevereiro até 14 de março. São 781 vagas em 42 cursos de graduação. As aulas começam no segundo semestre.

A previsão da UFT é que as provas sejam aplicadas no dia 19 de maio e o resultado divulgado em 9 de julho. Há três modalidades de concorrência – Reserva Legal de Vagas, Ações Afirmativas UFT e Ampla Concorrência.

No momento da inscrição, além do cadastro com os dados pessoais, deverá ser preenchido um questionário socioeconômico. A organização da prova é da Comissão Permanente de Seleção e todas as informações, assim como a lista de cursos, podem ser encontrada na página da Copese na internet.

A UFT voltou a aplicar vestibulares no ano passado e os primeiros aprovados no processo seletivo começam a estudar neste ano. Há três anos a seleção para a universidade era realizada apenas através da nota do Enem.

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Três são presos suspeitos de furtar gado e falsificar notas para vender carne a frigoríficos

Três pessoas foram presas por suspeita de furto de gado e falsificação de notas fiscais na tarde desta segunda-feira (4). Os crimes foram na cidade de Sandolândia, na região sul do estado, mas o flagrante foi em um frigorífico de Alvorada. Pelo menos 25 animais foram recuperados.

Os suspeitos foram identificados como Adelson Pereira de Oliveira, de 39 anos; Valdemir Costa Ribeiro Filho, de 25 anos e Mauro Pereira de Brito, de 55 anos. Os furtos teriam sido cometidos por Oliveira e Ribeiro Filho e a fraude na documentação seria de responsabilidade de Brito.

Pelas investigações, os animais eram retirados de propriedades rurais durante a noite e levados até Brito, que comprava as cabeças de gado e produzia as notas frias. Os bois eram revendidos para frigoríficos como se fossem animais legalizados.

Os três suspeitos foram levados para a delegacia de Alvorada, onde o flagrante foi registrado. O delega

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Moradores pedem construção de novo prédio após unidade de saúde ser demolida

Moradores do Aureny I estão há anos sem posto de saúde. É que a unidade que funcionava no local foi demolida pela prefeitura. Segundo os moradores, na época foi prometido que a área seria usada para desenvolver projetos sociais, mas nada foi feito e eles ficaram com o local em desuso. (Veja o vídeo)

O centro de saúde tinha mais de 40 leitos e atendia parte da região sul de Palmas. Os moradores estão inconformados com a situação, já que o terreno poderia ser usado para benefício de milhares de pessoas, mas nenhuma máquina está no local e não há previsão de nenhuma construção.

O aposentado Hélio Ribeiro trabalhou por 12 anos no centro de saúde e não entende porque a unidade deixou de existir. “Parece que era para se transformar em um hospital pediátrico, outra hora falaram que iam fazer um prédio para beneficiar os idosos. São muitas notícias”, disse.

Sem prédio e com o terreno vazio, os moradores querem saber o que será feito no local. “O que vai fazer aqui?”, perguntou

“Todo mundo que é dessa região aqui e que convive aqui desde 90 [década] sabe da importância disso. Sabe do valor para o município e principalmente para a nossa comunidade”, reclamou outro morador.

O outro lado

A Secretaria Municipal de Saúde informou que está tentando recurso para construir um novo local de atendimento de saúde, mas não se posicionou sobre o que será construído no terreno vazio.

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Presos dormem amontoados no banheiro e têm doenças de pele no presídio de Palmas, diz Defensoria

A superlotação continua sendo um problema na Casa de Prisão Provisória de Palmas. Numa vistoria feita na unidade, a Defensoria Pública do Tocantins registrou detentos dormindo amontoados no chão e até no banheiro das celas. Além disso, há presos com doenças de pele, como furúnculos, micoses, coceiras e feridas expostas pelo corpo.

O G1 aguarda um posicionamento da Secretaria de Cidadania e Justiça sobre a situação na CPP.

A vistoria foi feita no fim de janeiro nas celas 1,2,3 e 4. Em cada uma, tem cerca de 40 presos, sendo que a capacidade é de 10 pessoas. Por causa da superlotação, eles precisam se revezar para dormir. Além disso, cinco detentos usam o banheiro como dormitório.

Os presos reclamaram que o atendimento médico na unidade é deficiente e que não são prontamente atendidos, quando precisam.

A Defensoria Pública do Tocantins informou que enviou ofício e relatório da vistoria à Secretaria Estadual da Cidadania e Justiça.

No documento, a Defensoria pede que os detentos que apresentam algum tipo de doença da pele recebam atendimento médico e que seja emitido um relatório da equipe de saúde sobre a condição dos reeducandos e eventual identificação de doença transmissível.

Pediu ainda que os profissionais da saúde façam monitoramento e trabalhem na identificação das patologias transmissíveis e garantam o tratamento adequado.

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SLIDE TOCANTINS

Depois de se ausentar em solenidade, OAB-TO acusa DPE de atender que tem recursos e falir “advocacia”; órgão reage

O clima está se tornando ainda mais quente entre a Seccional Tocantins da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO) e a Defensoria Pública do Estado. Na tarde dessa segunda-feira, 4, a Ordem distribuiu material à imprensa em que afirma que não participou da cerimônia de posse do novo defensor público-geral, Fábio Monteiro dos Santos, “em favor da advocacia”.

A OAB-TO apontou dois motivos para a ausência. O primeiro foi a “reciprocidade”, já que a Defensoria Pública também não participou da cerimônia de posse da diretoria da Ordem, ocorrida no final de janeiro, apesar de ter sido oficialmente convidada.

De acordo com a entidade, a justificativa apresentada por ofício para a não participação de representantes da Defensoria foi o questionamento da composição da mesa de honra na cerimônia da OAB, já que é composta apenas pelos representantes de Executivo, Legislativo e Judiciário.

“Outra razão, essa mais contundente, foi a de manter um posicionamento firme e claro na defesa da advocacia”, afirmou o material da OAB para a imprensa. Isso porque uma das principais queixas feitas por advogados do Estado é a falta de critérios por parte da Defensoria no atendimento que realiza “indiscriminadamente”. “Tal atitude por parte da Defensoria vem provocando a falência profissional da advocacia privada”, disse a OAB na nota.

Segundo a entidade, a atuação da Defensoria é questionada pela advocacia “por descumprir o seu papel constitucional, que é assegurar o acesso à Justiça à população carente”. “A Defensoria está usando os milhões que recebe dos cofres públicos todo ano (em 2018 foram mais de R$ 130 milhões) para defender pessoas que têm condições de contratar um advogado, estendendo sua atuação além do que a lei autoriza”, acusou a Ordem.

Concorrência desleal
O presidente da OAB-TO, Gedeon Pitaluga, afirmou que a Defensoria tem atuado “usando do dinheiro público e impondo uma concorrência desleal à advocacia privada, que tem sofrido sensivelmente com essa restrição”. “A Defensoria tem um papel social muito importante, que é o de defender quem mais precisa. Mas há muito tempo tem atendido pessoas com situação financeira abastada”, criticou Pitaluga.

Segundo ele, no passado, a OAB “foi omissa” e fez com que a Defensoria avançasse sobre o mercado da advocacia privada. “Esse tempo em que a OAB foi omissão acabou. A OAB atuará em defesa do advogado, doa a quem doer. Como presidente da OAB, eu tenho lado. Meu lado é o da advocacia”, reforçou Pitaluga.

Outro fator questionado pelo presidente da Ordem são os honorários sucumbenciais recebidos pela Defensoria em atuação de pessoas que não são carentes. “Com o avanço da Defensoria nos casos que não se enquadram ao padrão social de atendimento que deveria fazer, a instituição tem recebido vultuosos valores de honorários sucumbenciais. Gostaríamos de ver transparência no destino desses recursos”, argumentou.

Segundo Pitaluga, a OAB “está vigilante” e “agirá com firmeza e rigor” contra qualquer ação que represente “uma ameaça à advocacia ou à atuação dos advogados” do Tocantins.

O outro lado
Em nota, a Defensoria Pública disse que “nutre profundo respeito” pela OAB e “lamenta a ausência” da entidade na cerimônia de posse do defensor público-geral no Tocantins. Segundo o órgão, Pitaluga foi procurado para entrega pessoal do convite das mãos do defensor público-geral eleito, “contudo, não disponibilizou agenda”. “Diante disso, o convite foi protocolado junto a OAB-TO”, afirma a nota.

A Defensoria confirma que não foi à posse de Pitaluga porque “não teve concedido assento à mesa como outorgado a outras instituições do Estado, nos moldes da precedência constitucional que ostenta, o que violaria a simbologia dos princípios basilares da diplomacia”.

Sobre o atendimento a pessoas com recursos, conforme a acusação da OAB-TO, a nota diz que os regramentos daqueles que podem ser atendidos pela Defensoria Pública encontram-se estampados na Resolução-CSDP nº 170/2018 (Publicada no DOE nº 5.064, de 5 de março de 2018), havendo, aliás, previsão de controle social, com o qual, qualquer cidadão poderá informar à Instituição acerca de pessoas que não preenchem os requisitos”.

Conforme a nota, mais da metade dos assistidos da DPE (59,2%) são pessoas com renda individual de zero a até meio salário mínimo, segundo dados de janeiro a outubro de 2018.

A Defensoria defendeu os honorários de sucumbência, que disse que também são devidos à advocacia privada. “No caso de atuação da Defensoria Pública, os honorários são destinados a fundo público previsto em lei (Fundep), com destinação específica, havendo prestação de contas de sua utilização ao Tribunal de Contas do Estado”, diz a nota.

Confira a íntegra:

“A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) nutre profundo respeito pela OAB e lamenta a ausência da entidade no evento de posse do Defensor Público-Geral no Tocantins.

Ressaltamos que o atual Presidente da OAB-TO foi procurado para entrega pessoal do convite das mãos do Defensor Público-Geral eleito, contudo, não disponibilizou agenda. Diante disso, o convite foi protocolado junto a OAB-TO.

Caso a OAB-TO comparecesse ao evento realizado nesta segunda-feira, 4, na DPE-TO, certamente seria recebida com a deferência que os protocolos diplomáticos recomendam, inclusive com assento à mesa.

A Defensoria Pública não compareceu à posse da OAB-TO porque não teve concedido assento à mesa como outorgado a outras instituições do Estado, nos moldes da precedência constitucional que ostenta, o que violaria a simbologia dos princípios basilares da diplomacia, no entanto, comunicou os motivos com antecedência à OAB-TO por meio de ofício.

Os regramentos daqueles que podem ser atendidos pela Defensoria Pública encontram-se estampados na Resolução-CSDP nº 170/2018 (Publicada no DOE nº 5.064, de 05 de março de 2018), havendo, aliás, previsão de controle social, com o qual, qualquer cidadão poderá informar à Instituição acerca de pessoas que não preenchem os requisitos.

Para ilustrar, informamos que mais da metade dos assistidos da DPE (59,2%) são pessoas com renda individual de zero a até ½ salário mínimo (dados de janeiro a outubro de 2018).

Assim como são devidos honorários de sucumbência à advocacia privada, no caso de atuação da Defensoria Pública, os honorários são destinados a fundo público previsto em lei (FUNDEP), com destinação específica, havendo prestação de contas de sua utilização ao Tribunal de Contas do Estado.

Até o momento, a Defensoria Pública não recebeu qualquer demanda da atual gestão da OAB-TO.

A Defensoria Pública como Instituição Republicana e Democrática está sempre à disposição para o diálogo amistoso.

Defensoria Pública do Estado do Tocantins

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SLIDE TOCANTINS

Sindicatos afirmam que, se diálogo esgotar, serão adotadas “ações mais enérgicas” contra congelamento das progressões

Uma comissão de entidades liderada pela Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Fesserto) já começa a se mobilizar contra a Medida Provisória número 2, que prevê o congelamento por 30 meses das progressões de todas as categorias do funcionalismo estadual.

Em nota, as entidades afirmam que, “se forem esgotadas as possibilidades de resolução deste impasse através do diálogo, certamente ações mais enérgicas serão adotadas para o enfrentamento”.

Para elas, “não é cortando na carne daqueles que atendem a sociedade, que o governo vai superar a crise que aí está”.

As entidades ainda defendem que a MP 02 é inconstitucional.

A nota afirma que enquadrar o Estado na LRF “também exige um olhar sensível a respeito dos benefícios fiscais”. “Só em 2018, o Estado deixou de arrecadar R$ 1 bilhão com concessão desse benefício”, dizem as entidades.

Confira a seguir a íntegra da nota:

“A Comissão de entidades liderada pela Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Fesserto) manifesta que o disposto na Medida Provisória n° 2, do governo do Estado, publicada na última sexta-feira,1, deve ser discutido, de maneira urgente e transparente, com os legítimos representantes dos servidores públicos.

As entidades advertem que em nenhum momento foram chamadas para discutir as mudanças em questão. Em momentos como este, de impasse fiscal e implicações orçamentárias, a ausência de diálogo é extremamente nociva ao bom funcionamento do serviço público, já que a unilateralidade da decisão de suspender por 30 meses os direitos previstos em lei dos servidores, configura sérias consequências financeiras às suas famílias, o que afeta o clima organizacional.

Os sindicatos, associações e centrais, bem como a Federação querem dialogar e, assim contribuir com o enfrentamento dos gargalos que acarretam a inadequação do Estado na LRF. Para tanto, é necessário apenas que o governo abra a comunicação com quem conhece a realidade de cada repartição e das frentes de trabalho no Tocantins. As entidades como legitimas representantes dos servidores têm propriedade para esse diálogo.

A Comissão de entidades liderada pela Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Fesserto) manifesta que o disposto na Medida Provisória n° 2, do governo do Estado, publicada na última sexta-feira,1, deve ser discutido, de maneira urgente e transparente, com os legítimos representantes dos servidores públicos.

As entidades advertem que em nenhum momento foram chamadas para discutir as mudanças em questão. Em momentos como este, de impasse fiscal e implicações orçamentárias, a ausência de diálogo é extremamente nociva ao bom funcionamento do serviço público, já que a unilateralidade da decisão de suspender por 30 meses os direitos previstos em lei dos servidores, configura sérias consequências financeiras às suas famílias, o que afeta o clima organizacional.

Os sindicatos, associações e centrais, bem como a Federação querem dialogar e, assim contribuir com o enfrentamento dos gargalos que acarretam a inadequação do Estado na LRF. Para tanto, é necessário apenas que o governo abra a comunicação com quem conhece a realidade de cada repartição e das frentes de trabalho no Tocantins. As entidades como legitimas representantes dos servidores têm propriedade para esse dialogo.

Não é cortando na carne daqueles que atendem a sociedade, que o governo vai superar a crise que aí está.

É preciso ressaltar a inconstitucionalidade da MP 02. Por essa reflexão, questiona-se também que critério fora adotado para penalizar tanto e por tanto tempo os servidores.

Outro ponto a ser destacado é a urgência por aliviar a pressão dos ajustes orçamentários sobre a remuneração dos servidores. Outros caminhos podem ser trilhados, trazendo resultados muito mais eficientes e justos. Enquadrar o Estado na LRF também exige um olhar sensível a respeito dos benefícios fiscais. Só em 2018, o Estado deixou de arrecadar R$ 1 bilhão com concessão desse benefício. Sendo assim, visando a saúde financeira do Estado, por que não suspender os benefícios fiscais por 30 meses?

A Fesserto reitera que defenderá, implacavelmente, os direitos dos servidores. A Federação conclama a união de todos, especialmente dos sindicatos, ressaltando que, se forem esgotadas as possibilidades de resolução deste impasse através do diálogo, certamente ações mais enérgicas serão adotadas para o enfrentamento.

Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado do Tocantins (Sindifiscal), Sindicato dos Profissionais de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (Sindagro), Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Tocantins (Sinjusto), Pública Central do Servidor, Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, no Tocantins (CSPB- Tocantins), Força Sindical no Tocantins, Sindicato dos Profissionais de Análise, Inspeção e Fiscalização Ambiental do Tocantins (Sindifam), Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Estado do Tocantins (SEET-TO), Associação dos Oficiais Militares do Estado do Tocantins (AOMETO), Associação dos Militares da Reserva, Reformados da Ativa e seus pensionistas do Estado do Tocantins (ASMIR), Sindicato dos Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais do Estado (Sinfito)”.

portal ct

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Homem acusado de matar esposa é preso em Palmas; exames apontam autoria do crime

Thiago Ramos Silva foi preso nesta terça-feira, 5, em Palmas. Ele é apontado como principal suspeito da morte de sua esposa, Selma de Oliveira Santos, no dia 1º de janeiro.

Conforme o delegado Israel Andrade Alves, no dia do crime, a Polícia Civil foi acionada pelo próprio suspeito para atender uma ocorrência de suposta morte natural ou suicídio da vítima. No entanto, a perícia criminal concluiu que Selma morreu em decorrência de lesões e hemorragias internas, provocadas pelas agressões que havia sofrido.

“Com base nos laudos periciais, intensificamos as investigações e colhemos provas testemunhais de pessoas que relataram que, frequentemente, o suspeito agredia a vítima. Apuramos também que no dia de sua morte, Selma teria relatado a amigas que estava com medo de ser morta por Thiago”, pontuou o delegado.

Após a apuração junto a testemunhas e os resultados dos exames periciais, o delegado representou, junto ao Poder Judiciário, pela prisão de Thiago, que foi decretada e cumprida na manhã desta terça-feira. O homem foi recolhido na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP), à disposição do Poder Judiciário e, será interrogado em breve pela autoridade policial.

“Trata-se de mais um caso de feminicídio ocorrido em Palmas/TO e que foi devidamente investigado e esclarecido, com a identificação e prisão de seu autor pela Delegacia de Homicídios da Capital”, frisou o delegado Israel.