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Após AOCP divulgar notas e folhas de resposta de provas, PM diz não ter autorizado

Após as notas dos candidatos ao concurso da Polícia Militar do Tocantins terem sido divulgadas nesta terça-feira, 29, no site da AOCP, responsável pelo certame, a PM emitiu nota à imprensa afirmando que não autorizou a empresa a publicar essas informações.

A organizadora do concurso divulgou em detalhes o boletim de desempenho das provas objetivas e as folhas de respostas, além dos nomes dos candidatos que foram eliminados por suposta participação em tentativa de fraude.

Em nota, a Comissão dos Concursos da PM informou que foi atendida quanto ao pedido de acesso aos autos de Inquérito Policial que investiga supostas irregularidades na execução da primeira etapa do certame e pontuou que, a partir disso, a empresa AOCP será notificada para apresentação de sua defesa.

“Ressalta que a divulgação dos boletins de desempenho das provas objetivas e das folhas de respostas, por parte da AOCP, não foi autorizada pela Comissão do Concurso, visto este continuar suspenso”, relatou a Comissão, reforçando que “a PMTO preza pela legalidade e eficiência de seus atos e, no que tange ao referido processo, continuará com transparência e imparcialidade”.

O concurso da PM foi realizado em março do ano passado, ofertando mil vagas para soldado e 40 para oficial. O certame teve a participação de mais de 70 mil candidatos e está parado, sob investigação, após uma tentativa de fraude.

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SLIDE

Mudança nas escolas do município renova comando com 33 novos diretores

Ao todo, 74 unidades compõem a rede municipal de ensino de Palmas, mas menos da metade sofreu alteração. Os nomes dos 33 novos diretores foram publicados no Diário Oficial na noite de ontem, 28, e substituem atuais encarregados pela direção de escolas públicas e creches da capital. Na mesma edição do Diário foi divulgada a relação de 23 servidores desligados da função de diretores, mas que continuam no quadro efetivo da Educação.

Conforme apurado pelo T1 Notícias, dois critérios foram decisivos para a troca de diretores. O primeiro foi uma auditoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que apontou problemas na gestão administrativa e financeira por parte de alguns gestores das escolas. O segundo ponto seria o desempenho dos estudantes, que precisa atender a critérios exigidos pelo MEC e que não estariam sendo alcançados.

Prefeitura explica medida

Em nota enviada ao T1 Notícias nesta terça-feira, 29, a Prefeitura de Palmas informou “que as mudanças nas equipes diretivas das unidades educacionais da rede municipal de ensino fazem parte das mudanças necessárias ao bom andamento das escolas. Tais mudanças já estavam em curso e foram executadas a partir de estudos, sobre os quais foram definidos parâmetros da eficiência administrativa.

O principal objetivo da atual gestão é promover uma eficiência administrativa nas unidades educacionais baseada em parâmetros sintetizados em três dimensões: pedagógica; administrativo-financeira e de interações interpessoais com a comunidade interna e externa.

O viés de mudança se deve ao paradigma da atual por uma Educação com Equidade. A direção da Secretaria Municipal da Educação é grata e reconhece o trabalho de todos os gestores substituídos, que continuarão na gestão, pois são efetivos e continuarão contribuindo, a partir de experiência e conhecimento acumulados.”

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Austrália investiga desaparecimento de escritor sino-australiano

O governo da Austrália quer saber o paradeiro do escritor sino-australiano Yang Hengjun, que aparentemente desapareceu após chegar à China em 19 de janeiro junto com sua família.

“O Ministério das Relações Exteriores (da Austrália) procura informação sobre um cidadão australiano que foi reportado como desaparecido na China. Seguindo com nossas obrigações sobre privacidade, não ofereceremos outros comentários”, afirmou um porta-voz do ministério em comunicado obtido pela Agência Efe.

O suposto desaparecimento de Yang Hengjun foi denunciado por alguns de seus amigos diante do temor que o escritor – acadêmico e ex-funcionário do Ministério de Relações Exteriores da China que se nacionalizou australiano – possa estar sob custódia das autoridades do país asiático devido às suas críticas contra o Partido Comunista.

Além disso, causa estranhamento o silêncio do escritor no Twitter, onde conta com mais de 131 mil seguidores.

Esta não é a primeira vez que ele desaparece na China, já que em 2011 ficou incomunicável durante vários dias, um incidente que depois ele mesmo qualificou de “mal-entendido”, lembrou a agência local “AAP”.

O governo chinês afirmou que não tem conhecimento do desaparecimento de Yang Hengjun.

“Não tenho conhecimento desta situação. Tentarei obter informação das autoridades competentes”, respondeu a jornalistas nesta quarta a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, durante a entrevista coletiva diária.

Entre outubro e dezembro de 2015, cinco editores e livreiros de Hong Kong críticos com o governo chinês desapareceram misteriosamente – um deles na Tailândia – e reapareceram meses mais tarde sob custódia policial na China, acusados de diferentes crimes.

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MUNDO

OEA reconhece Guaidó como presidente encarregado da Venezuela

O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, cumprimentou o chefe do Parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou nesta quarta-feira (23) “presidente encarregado” do país para buscar uma saída de Nicolás Maduro do poder.

“Nossos cumprimentos a @jguaido como Presidente encarregado da #Venezuela. Tem todo o nosso reconhecimento para impulsionar o retorno do país à democracia”, tuitou Almagro.

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MUNDO

As turbulentas relações entre Estados Unidos e Venezuela desde Chávez

Paris, 23 Jan 2019 (AFP) – A Venezuela, que acusa Washington de ter ordenado “um golpe de Estado fascista”, e os Estados Unidos, que apoiam a oposição ao presidente Nicolás Maduro, cujo segundo mandato não reconhecem, mantêm turbulentas relações desde a chegada ao poder de Hugo Chávez em 1999.

– Nacionalizações -No poder desde fevereiro de 1999 até a sua morte, em 5 de março de 2013, o presidente socialista Hugo Chávez, que iniciou uma “revolução bolivariana”, lançou em 2001 uma série de nacionalizações, desde o setor petroleiro até o agroalimentar, passando pela grande distribuição. Esta “reapropriação” afetou vários grupos americanos, como ConocoPhilipps e Exxonmobil, provocando ações judiciais.

– Golpe de Estado frustrado, imperialismo criticado -As relações dos dois países pioraram profundamente durante uma tentativa de golpe de Estado frustrado em 2002 na Venezuela. Chávez acusou o presidente George W. Bush, o qual chamou de “diabo”, de ter apoiado a rebelião.

Os Estados Unidos viam com preocupação as posições de Hugo Chávez contra o neoliberalismo, seus contatos com Iraque e Líbia, sua amizade com o presidente cubano Fidel Castro e os supostos vínculos com a guerrilha colombiana, que sempre negou.

Hugo Chávez, por sua vez, criticou o imperialismo americano, o qual prometeu “nocautear”.

– Ofensas -As tensões surgiram especialmente com declarações ferozes. Em seu programa de televisão “Alô, presidente”, Hugo Chávez chamou George W. Bush de “covarde”, “assassino”, “genocida” e “alcoólatra”.

Em 2006, o secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld, comparou o presidente venezuelano a Adolf Hitler.

Chávez “desperdiçou a riqueza petroleira em seus esforços para promover sua visão hostil aos Estados Unidos, deixou seus próprios cidadãos enfrentando escassez de alimentos, enquanto ameaçava seus vizinhos”, declarou Bush em 2008.

– Outras acusações de tentativas golpistas -Em várias ocasiões, Hugo Chávez e depois seu sucessor, Nicolás Maduro, acusaram os Estados Unidos de apoiar tentativas golpistas.

Em agosto de 2017, o presidente americano, Donald Trump, provocou a ira de Caracas e a polêmica na América Latina ao falar de uma “possível opção militar” na Venezuela.

Na terça-feira, Nicolás Maduro acusou Washington de ordenar “um golpe de Estado fascista”, no dia seguinte de um alçamento militar reprimido e às vésperas de manifestações a favor e contra o governo.

O vice-presidente americano, Mike Pence, mostrou a sua solidariedade com a manifestação da oposição organizada nesta quarta-feira, por iniciativa do presidente do Parlamento, Juan Guaidó (Vontade Popular, centro esquerda).

A oposição não reconhece o segundo mandato de Nicolás Maduro, assim como os Estados Unidos, a União Europeia e vários países latino-americanos.

– Sanções -Em 2006, os Estados Unidos proibiram a venda de armas e equipamentos militares americanos à Venezuela, devido a sua falta de cooperação na guerra contra o terrorismo.

Venezuela e Estados Unidos não têm seus respectivos embaixadores desde 2010.

Em 2015, Washington impôs sanções contra vários funcionários venezuelanos acusados de violar os direitos humanos. O New York Times dedicou uma página à Venezuela assegurando que não representava nenhuma “ameaça”.

Nos últimos anos, houve várias sanções contra responsáveis venezuelanos, incluindo o presidente, descrito como “ditador”. Após a eleição de julho de 2017 da Assembleia Constituinte considerada “ilegítima”, os Estados Unidos proibiram seus cidadãos e suas empresas de comprar a dívida pública venezuelana ou de sua empresa petroleira pública, a Pdvsa.

Caracas atribuiu a essas sanções a grave escassez de alimentos e remédios que atingem o país.

– Petróleo -Apesar da retórica dura, ambos os países continuam sendo importantes sócios comerciais.

A Venezuela, que obtém 96% de suas receitas do petróleo, realizava um terço de suas vendas de petróleo nos Estados Unidos em 2017. Para Washington, isso representa 8% de suas compras.

Um possível embargo dos Estados Unidos ao petróleo seria um duro golpe para a economia venezuelana, já afundada.

A Venezuela é um importante ator no setor petroleiro nos Estados Unidos através da filial Citgo da Pdvsa, que tem refinarias, oleodutos e ações em reservas de petróleo em solo americano. Milhares de postos de gasolina exibem o letreiro Citgo sob um estatuto de franquia.

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MUNDO

Líderes reunidos em Davos defendem o multilateralismo

Davos, Suíça, 23 Jan 2019 (AFP) – A alemã Angela Merkel, o japonês Shinzo Abe e o chinês Wang Qishan defenderam, nesta quarta-feira (23), em Davos, o multilateralismo contra o recuo protecionista em um dia em que os líderes latino-americanos irão abordar a situação da Venezuela.

“Eu peço a todos que retomem a confiança no sistema de comércio internacional”, disse Shinzo Abe em um discurso, afirmando que Europa, Japão e Estados Unidos deveriam “unir forças” para revisar as regras do livre-comércio.

O primeiro-ministro japonês, cujo país preside o G20 este ano, quer “recuperar o otimismo” em um contexto pessimista em Davos, devido à desaceleração da economia chinesa e aos atritos comerciais.

Após as palavras de Abe, a chanceler alemã Angela Merkel fez uma defesa metódica do multilateralismo, uma ideia rejeitada líderes como Donald Trump e Jair Bolsonaro, que neste ano foi ao Fórum para apresentar o seu “novo Brasil”.

O presidente brasileiro cancelou sem aviso prévio uma coletiva de imprensa marcada para esta quarta-feira com vários de seus ministros para “descansar”, segundo uma fonte da Presidência.

Já o vice-presidente chinês, Wang Qisha, garantiu nesta quarta-feira em Davos que a China e os Estados Unidos são “indispensáveis um ao outro”.

Ele também afirmou que o crescimento chinês, que caiu em 2018 a seu nível mais baixo em 30 anos, permaneceu “significativo”, com 6,6%, e disse que esse número “não é baixo”.

O Reino Unido tentou novamente tranquilizar o mundo econômico, apesar das incertezas sobre o Brexit.

Minimizando o impacto das decisões da Sony e da Dyson de retirar sua sede do Reino Unido, Liam Fox, ministro do Comércio Internacional Britânico, disse à AFP que o país “está aberto aos negócios e continua sendo um destino atraente para os investimentos estrangeiros diretos, mesmo durante o período de incerteza sobre o Brexit”.

– Uma adolescente contra a mudança climática -Diante do discurso dominante em Davos, Greta Thunberg, uma adolescente sueca de 16 anos, invadiu o fórum na quarta-feira para pedir ação contra as mudanças climáticas.

“Não, eu não acho que as pessoas no poder agem ou fazem alguma coisa aqui. Por que eles fariam? Eles têm que agir (…) Eles sabem exatamente quais são os valores inestimáveis que sacrificaram para continuar ganhando quantias astronômicas”, disse à AFP.

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BRASIL

Flávio Bolsonaro lucrou R$ 813 mil com transação relâmpago de imóveis

Rio de Janeiro e Brasília

​Filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) realizou de 2012 a 2014 operações de compra e venda de imóveis com características consideradas suspeitas de lavagem de dinheiro. As transações lhe renderam um lucro equivalente a 260% no período.

Em novembro de 2012, Flávio adquiriu dois imóveis em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Localizados em ruas pouco valorizadas do bairro, pagou um total de R$ 310 mil pelas duas unidades e as revendeu, um ano e três meses depois, por mais que o triplo do preço.

Os dois imóveis haviam sido adquiridos em 2011 pelos proprietários anteriores por um total de R$ 440 mil. Em pleno “boom imobiliário” na cidade, eles tiveram um prejuízo de 30% ao revendê-los ao senador eleito, segundo dados do 5º RGI (Registro Geral de Imóveis) da capital do estado.

O deputado revendeu um imóvel em novembro de 2013 (por R$ 573 mil) e outro em fevereiro de 2014 (por R$ 550 mil). Somadas, as transações lhe renderam um lucro de R$ 813 mil –diferença entre os R$ 310 mil investidos nas compras e o R$ 1,12 milhão que recebeu com as vendas.

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BRASIL

Ministro critica ‘excesso de voluntarismo’ de Ibama e Funai em questões indígenas

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticou nesta quarta-feira (23) a atuação do Ibama e da Funai sobre questões envolvendo populações indígenas. Para o ministro, há um “excesso de voluntarismo” desses órgãos sobre os índios.

O ministro deu a declaração durante encontro promovido pela Procuradoria Geral da República (PGR) para estabelecer diálogo com o governo acerca da garantia dos direitos constitucionais indígenas.

Em sua fala, Salles criticou a atuação dos órgãos ao falar sobre uma multa de R$ 2,7 milhões aplicada pelo Ibama a produtores rurais que fecharam contratos com associações indígenas para exploração de quatro terras demarcadas no oeste do Mato Grosso. A multa foi imposta depois de ficar comprovado o plantio de soja e milho transgênicos na área.

A pesquisa e o cultivo de organismos geneticamente modificados em terras indígenas são proibidos por uma lei de 2007. Segundo a norma, “ficam vedados a pesquisa e o cultivo de organismos geneticamente modificados nas terras indígenas e áreas de unidades de conservação, exceto nas áreas de proteção ambiental”.

“Acho um excesso de voluntarismo de órgãos como Funai, Ibama, etc, esta ingerência no livre arbítrio dos grupos que estão lá. Imagino que essa situação aconteça em muitos lugares”, afirmou o ministro.

Para Salles, o governo deve respeitar o poder de decisão dos indígenas sobre de que maneira querem agregar ao dia a dia questões que não fazem parte da cultura deles.

“Me causa muito espanto essa ingerência exógena na decisão de tratar, de cuidar, de fazer a produção na sua própria área”, disse Salles.

“Entendo que é uma parte sim do nosso papel respeitar, cuidar, prestigiar toda essa identidade histórica que é inerente à produção indígena, mas também respeitar e fazer respeitar de fato, não de forma meramente retórica, a decisão deles próprios sobre quando, como e de que forma querem agregar ao seu dia a dia questões que são exógenas à sua cultura indígena, como nesse caso específico da agricultura”, declarou o ministro.

Salles disse ainda ser contraditório o discurso de valorizar a autonomia da cultura indígena e, ao mesmo tempo, dizer o que é ou não permitido aos índios.

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BRASIL

‘Se ele errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar’, diz Bolsonaro sobre Flávio

Em entrevista nesta quarta-feira (23) para a agência de notícias Bloomberg, em Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que se o seu filho mais velho, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), errou e, se for provado que errou, ele “vai ter que pagar” pelos atos dele.

Flávio Bolsonaro é figura no noticiário nacional desde que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou que Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador eleito, movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”.

Caso Fabrício Queiroz: o que é, cronologia dos fatos, personagens

“Se, por acaso, ele errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar”, disse Bolsonaro à Bloomberg.

Bolsonaro está em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. Bolsonaro chegou à cidade nesta segunda-feira (21) e nesta terça (22) discursou na abertura da sessão plenária do Fórum.

Na entrevista para a Bloomberg, Bolsonaro também disse que as reformas econômicas são necessárias para que o Brasil não se torne uma Venezuela – o país enfrenta um quadro recessivo e de hiperinflação.

“O Brasil tem de dar certo. Se não, a esquerda vai voltar (ao poder) e não vamos saber o destino do Brasil, talvez se torne mais parecido com o regime que temos na Venezuela”, disse.

A reforma da Previdência é considerada essencial pelos investidores para o acerto das contas públicas. Segundo Bolsonaro, a proposta a ser enviada para o Congresso terá cortes “substanciais” nos gastos previdenciários e vai definir uma idade mínima.

Já a alteração na legislação previdenciária dos militares vai ser feita apenas “em uma segunda parte da reforma”, de acordo com o presidente.

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BRASIL SLIDE

Bolsonaro e ministros cancelam falas à imprensa em Davos

O presidente Jair Bolsonaro e ministros cancelaram manifestações à imprensa que fariam nesta quarta-feira (23) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

O evento estava marcado para 13h (horário de Brasília). De acordo com a organização do fórum, seria uma entrevista coletiva, mas o governo brasileiro tratava como um pronunciamento.

A organização do fórum chegou a preparar uma sala com quatro lugares reservados para autoridades brasileiras.

Havia quatro placas, com os nomes de Bolsonaro e dos ministros Sérgio Moro (Justiça), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia).

As placas foram retiradas às 13h17, quando foi confirmado que nem o presidente nem os ministros falariam.