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SLIDE

Após dizer que é favor da pedofilia, Lúcio Campelo diz que errou e pede desculpas

Na sessão realizada na manhã desta quinta-feira, 22, na Câmara de Palmas, o vereador Lúcio Campelo admitiu, em discurso na tribuna da Casa, ser o autor da fala polêmica que viralizou nas redes sociais na noite de ontem, 21, na qual ele afirma: “pois eu sou é favor da pedofilia”. A fala foi dita durante uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça, realizada na última terça-feira, 20, no plenário da Câmara Municipal de Palmas. No momento em que os parlamentares votavam a instituição da Semana de Combate à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes em Palmas, projeto de autoria da vereadora Vanda Monteiro, com relatoria do vereador Diogo Fernandes.

“Hoje eu venho a essa tribuna porque ontem à noite tomei conhecimento, nas redes sociais, de uma fala nossa, sobre o projeto que cria a semana de combate à pedofilia. Naquele momento eu fiz uma fala antecipada e errada, e essa fala me trouxe uma carga e um desgaste, e o mundo desabou na cabeça do vereador Lúcio Campelo em função de uma fala errada. Eu esqueci de colocar que aprovava um projeto do colega e quero aqui assumir o erro que cometi e pedir desculpas à sociedade palmense e a vocês que convivem comigo aqui no dia a dia da Câmara Municipal e tem meu respeito”, disse o vereador.

Lúcio Campelo continua sua justificativa e diz estar preparado para enfrentar as consequências. “Mas o preço a pagar por esse erro será a guilhotina, pois cometi um erro e assumi? Qual que é o preço disso? Qual é a contribuição, de um vereador da mais nova Capital do Brasil cometer um erro, uma gafe, e vir a público pedir desculpa? Com respeito aos demais pares, eu fui o único vereador que fiz uma nota de repúdio contra a decisão do ministro Roberto Barroso, quando ele tomou a decisão monocrática de suspender os efeitos da lei de ideologia de gênero no município de Palmas, aprovada por este parlamento. Então eu tenho a consciência tranquila, de dever cumprido, e meu caráter me faz reconhecer e ser humilde o suficiente para assumir que eu cometi um erro e que estou pedindo desculpas. E o preço que tiver que pagar eu estarei pronto para absolver qualquer tipo de crítica e punição. Isso faz parte da vida pública e nós temos que estar aqui preparados para errar e acertar”, pontuou Campelo.

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ESPORTE

Henrique diz que erro de árbitro mexeu com Corinthians: “Divisor de águas” Comente

O zagueiro Henrique, do Corinthians, disse na tarde desta terça-feira que o erro de arbitragem ocorrido no clássico contra o São Paulo mexeu com os jogadores alvinegros no intervalo do jogo, que terminou empatado por 1 a 1. O atleta ainda frisou que a postura da equipe no segundo tempo servirá de exemplo nas últimas cinco rodadas do Brasileirão.

“Acredito que a postura do time, sim, vai mudar. Os erros de arbitragem estão acontecendo em sequência, mas pode acabar sendo este divisor de águas, porque a gente precisava demonstrar a capacidade do time, a força que temos. Foi um divisor, sim, e temos que levar isso que fizemos para os últimos cinco jogos”, disse Henrique em entrevista coletiva concedida no CT Joaquim Grava.

“As coisas que aconteceram só serviram para nos fortalecer mais, para dentro de campo fazer boas apresentações e ganhar os pontos que estamos precisando”, completou o zagueiro.

No último sábado, o Corinthians viu a arbitragem cometer um erro ao não validar um gol marcado por Danilo ainda no primeiro tempo. No lance, o goleiro são-paulino Jean fez a defesa com a bola já dentro da meta.

Na etapa final, mesmo com um a menos – Araos foi expulso pouco antes do intervalo -, o time alvinegro foi melhor que o São Paulo e saiu na frente do placar, com Ralf. No fim, Brenner empatou a partida.

Henrique também fez uma mea-culpa e frisou que o time do técnico Jair Ventura, que enfrenta o Cruzeiro nesta quarta-feira, no Mineirão, precisa errar menos durante a reta final do campeonato.

“Estamos buscando fazer isso [erro zero]. Alguns resultados acabaram escapando, então a gente está tentando fazer nossa parte, é isso que vamos fazer. Independentemente do resultado [dos outros], temos que pensar na gente, fazer uma grande partida, voltar com os três pontos na bagagem, disse o camisa 3.

O Corinthians soma 40 pontos no Brasileirão e ocupa a 13ª posição na tabela. O time alvinegro tem apenas três pontos de vantagem sobre a Chapecoense, a primeira equipe da zona de rebaixamento.

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MUNDO

Como a demissão do procurador-geral dos EUA pode afetar a investigação sobre a Rússia Comente

A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de demitir o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, e indicar o ex-chefe de gabinete de Sessions, Matthew Whitaker, como chefe do Departamento de Justiça imediatamente levantou perguntas sobre o significado dessa medida para Robert Mueller, o procurador especial que lidera a investigação sobre a Rússia.
O que isso significa para a investigação de Mueller?

A mudança significa que Whitaker assume a supervisão do inquérito que era feita por Rod Rosenstein, o vice-procurador-geral.

Sessions se recusou a supervisionar casos derivados da eleição de 2016, citando seu papel como apoiador ativo de Trump, por isso Rosenstein tem servido como procurador-geral para investigar se algum aliado de Trump conspirou com a interferência russa na eleição e se o presidente obstruiu o inquérito. Ele indicou Mueller como procurador especial.

Como Whitaker não é impedido de conduzir casos decorrentes da eleição de 2016, como era Sessions, ele assume o caso. Rosenstein volta a seu trabalho normal de supervisor de operações do Departamento de Justiça.
Qual é a posição de Whitaker em relação à investigação de Mueller?

Em agosto de 2017, antes de entrar para o governo Trump, Whitaker escreveu em uma coluna de opinião que a investigação de Mueller foi longe demais ao examinar os registros financeiros da Trump Organization e verificar os aliados de Trump por crimes não relacionados à Rússia para incentivá-los a cooperar.

“Não é preciso ser um advogado ou um ex-promotor federal como eu para concluir que a investigação das finanças de Donald Trump ou de sua família caem completamente fora do escopo de sua campanha de 2016 e alegações de que a campanha foi coordenada com o governo russo ou qualquer outra pessoa”, escreveu ele, argumentando que Rosenstein precisava conter Mueller para que a investigação não se tornasse “uma expedição de pesca política”.

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Confronto entre Israel e Hamas em Gaza tem pior escalada desde guerra de 2014 Comente

Os confrontos entre palestinos e israelenses atingiram nesta terça-feira (13) sua pior escalada desde 2014, despertando o temor de uma nova guerra. Cerca de seis palestinos já morreram e 25 ficaram feridos em ataques israelenses. Médicos informaram que cerca de 20 israelenses também se feriram e ao menos um morreu.

O conflito se intensificou durante a madrugada, obrigando diversos civis a procurar abrigos subterrâneos do lado israelense. As escolas estão fechadas em várias localidades próximas da fronteira entre os dois territórios por medida de segurança.

A origem dessa escalada parece estar em uma incursão de soldados que terminou mal. O Exército israelense falou de uma operação de Inteligência e negou que se tratasse de uma tentativa de assassinar, ou de capturar palestinos, como alega o Hamas.

Segundo as brigadas Ezzedin al-Qassam, soldados israelenses à paisana avançavam no território de Gaza a bordo de um veículo civil, quando foram parados por uma patrulha no leste de Khan Yunis. Qualquer infiltração israelense no território submetido a um rigoroso bloqueio representa uma missão de alto risco.

O Hamas e outras facções armadas lançaram mais de 400 foguetes e morteiros através da fronteira depois de realizarem um ataque-surpresa de míssil teleguiado contra um ônibus na segunda-feira que feriu um soldado israelense, disseram os militares.

O grupo disse estar retaliando a operação israelense em Gaza que matou um de seus comandantes e seis outros atiradores. Um coronel israelense também morreu no incidente.

O acionamento de sirenes em cidades do sul israelense e no porto de Ashkelon fez os moradores correrem para abrigos antibomba. Várias casas foram atingidas, e os militares disseram que o sistema antifoguetes Domo de Ferro interceptou mais de 100 foguetes e morteiros.

Israel reagiu com dezenas de ataques aéreos contra edifícios de Gaza, incluindo um complexo de inteligência do Hamas e os estúdios da TV Al-Aqsa, cujos funcionários haviam sido alertados previamente pelos militares para se retirarem.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu convocou seu gabinete de segurança nesta terça-feira para debater as próximas ações de Israel, e os militares disseram ter enviado infantaria e reforços blindados para a fronteira de Gaza.

Um comunicado emitido por grupos militantes de Gaza disse que Ashdod, um grande porto israelense, e Beersheba, a maior cidade do sul de Israel, serão os próximos alvos se o Estado judeu não cessar-fogo.
Confronto maior

A escalada ameaça minar os esforços do Egito, do Qatar e da Organização das Nações Unidas (ONU) para mediar um cessar-fogo de longo prazo e impedir mais um conflito de grande escala no enclave empobrecido.

O premiê israelense declarou que “não recuará diante de uma guerra”, se ela for necessária, mas buscará evitá-la, “se não for indispensável”.

O enviado especial da ONU, Nickolay Mladenov, afirmou, por sua vez, que continua a trabalhar com o Egito para afastar Gaza da “beira do abismo”. “A escalada das últimas 24 horas é extremamente perigosa”, tuitou, acrescentando que “moderação deve ser demonstrada por todos”.

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MUNDO

Gaza acena para cessar-fogo com Israel após maior escalada de ataques em anos; saiba o histórico Comente

Mais uma vez a Faixa de Gaza esteve sob ataque nesta última semana. Bombardeios israelenses mataram sete palestinos, ao menos cinco deles militantes, desde segunda-feira (12). Ataques com mísseis e foguetes lançados de Gaza mataram um palestino em Israel e feriram um soldado israelense.

A origem dessa escalada parece estar em uma incursão de soldados que terminou mal. O Exército israelense falou de uma operação de Inteligência e negou que se tratasse de uma tentativa de assassinar, ou de capturar palestinos, como alega o Hamas. Nesta terça (13), grupos militantes em Gaza concordaram em suspender os ataques, caso Israel faça o mesmo.

Foram os piores ataques mútuos desde a guerra de 2014 e analistas temeram uma quarta guerra, em dez anos, entre o grupo Hamas e Israel. Os conflitos constantes e um severo bloqueio aplicado por Israel assolam o pequeno enclave palestino. Conheça o histórico:
Pequeno território

Limitada ao norte e a leste por território israelense, a oeste pelo Mediterrâneo e ao sul pelo Egito, a Faixa de Gaza é um pequeno território de 362 km². Nele convivem dois milhões de palestinos, uma das mais altas densidades populacionais do mundo.

Após a guerra de 1948-1949, que explodiu por conta da proclamação do Estado de Israel, Gaza permaneceu sob a administração do Egito sem jamais ser anexada. Em junho de 1967, Gaza foi ocupada por Israel.

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MUNDO

O que podem ser os óvnis e luzes misteriosas avistados por pilotos de aviões na Irlanda Comente

A Autoridade Irlandesa de Aviação está investigando relatos de luzes brilhantes e óvnis (objetos voadores não identificados) vistos na costa da Irlanda na semana passada.

Na madrugada de sexta-feira, uma piloto da companhia aérea British Airways contatou o controle de tráfego aéreo na cidade da Shannon. Ela queria saber se havia exercícios militares sendo feitos na área porque havia algo se “movendo muito rápido”.

O controlador de voo disse que não havia exercícios do tipo.

A piloto voava de Montreal, no Canadá, para o aeroporto de Heathrow, em Londres. Ela disse que havia uma “luz muito brilhante” e que o objeto não-identificado apareceu à esquerda da aeronave antes de “desviar-se rapidamente para o norte”.

Ela estava imaginando o que poderia ser, mas afirmou que o óvni não parecia estar em trajetória de colisão com o avião.

Outro piloto da companhia Virgin também relatou ter visto óvnis e sugeriu que poderiam ser meteoros ou outros objetos entrando na atmosfera da Terra.

Ele disse que havia “múltiplos objetos seguindo o mesmo tipo de trajetória” e que eles eram muito bilhantes.

O piloto diz que viu “duas luzes brilhantes” à sua direita, que se afastaram com alta velocidade.

Segundo ele, a velocidade era “astronômica, algo como um Mach 2” – ou seja, duas vezes a velocidade do som.

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MUNDO

Incêndio florestal fatal na Califórnia cresce e só está 30% contido Comente

O incêndio florestal mais mortífero e destruidor da história da Califórnia consumiu mais 3.237 hectares e só está 30 por cento contido, disseram autoridades dos bombeiros do Estado norte-americano nesta terça-feira (13), quando equipes de busca voltaram a vasculhar destroços calcinados à procura de restos humanos.

O Incêndio Camp, que arde cerca de 280 quilômetros ao norte de San Francisco, passou a ocupar 50.500 hectares, mais do que quatro vezes a área da cidade, disse o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire).

O saldo de mortes continuava em 42 pessoas, o mais alto já causado por um incêndio florestal na Califórnia, e 228 indivíduos são considerados desaparecidos. Mais de 7.600 casas e outras estruturas foram destruídas, outro recorde.

Grande parte dos danos se concentra em Paradise, cidade de 27 mil habitantes do condado de Butte que foi virtualmente arrasada na madrugada de quinta-feira, poucas horas após a irrupção das chamas.

Cento e cinquenta agentes de busca e resgate devem chegar à área nesta terça-feira, reforçando 13 equipes de resgate lideradas por médicos legistas na zona do incêndio, disse Kory Honea, xerife do condado de Butte.

O xerife solicitou três equipes ambulantes de legistas dos militares norte-americanos, unidades de cães farejadores de cadáveres para localizar restos humanos e três grupos de antropólogos forenses.

Cerca de 52 mil pessoas continuam sujeitas a ordens de retirada, segundo Honea.

Já no sul da Califórnia duas pessoas morreram no Incêndio Woolsey, que destruiu 435 estruturas e deslocou cerca de 20 mil pessoas nas montanhas e sopés das colinas próximas do litoral de Malibu, situado a oeste de Los Angeles.

O Incêndio Woolsey está 35 por cento contido, um avanço em relação aos 30 por cento do dia anterior, informou o Cal Fire.

Quase nove mil bombeiros estão combatendo os incêndios florestais. O Cal Fire disse que 16 outros Estados, incluindo Oregon, Texas, Missouri e Geórgia, enviaram equipes de bombeiros ou outros recursos para debelá-los.

As autoridades estão investigando a causa dos incêndios. Uma porta-voz da Comissão de Prestadoras de Serviço Público da Califórnia disse nesta terça-feira que a agência reguladora iniciou investigações que podem incluir uma inspeção dos locais dos incêndios assim que o Cal Fire liberar o acesso.

Ventos de até 60 quilômetros por hora devem continuar no sul da Califórnia ao longo desta terça-feira, aumentando o risco de novas chamas causadas pela dispersão das brasas. O Cal Fire disse que 57 mil estruturas ainda estão ameaçadas pelo Incêndio Woolsey.

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BRASIL

Sob Bolsonaro e Macri, Mercosul quer comércio ao estilo Trump

Brasil e Argentina, duas das economias mais protecionistas do mundo, concordam que é preciso reformar o Mercosul. A mudança pode atender a demanda represada por anos, mas também trazer custo político.

O presidente eleito Jair Bolsonaro sinalizou intenção de tornar o Mercosul mais ágil e permitir que seus integrantes negociem acordos de livre-comércio bilateralmente, de modo parecido com o que defende o presidente dos EUA, Donald Trump. Na Argentina, o presidente Mauricio Macri também quer reformar o bloco, segundo dois integrantes do alto escalão de governo que pediram anonimato.

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Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (os dois outros parceiros do bloco) não conseguiram fechar nenhum acordo comercial significativo desde a fundação do Mercosul, há quase três décadas.

Agora, Bolsonaro e Macri precisam mostrar ao eleitorado que políticas pró-mercado podem melhorar a vida da população, ao atrair mais investimentos, trazer produtos importados mais baratos e abrir mercados para suas exportações. No entanto, muitos grupos defendem as tarifas protecionistas do Mercosul.

“O preço da transição será salgado e trará custos sociais e políticos, mas o esforço acabará valendo a pena”, disse Benjamin Gedan, responsável pelo Projeto Argentina do Wilson Center, que foi diretor do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca para a América do Sul durante o governo Obama.
Hora da mudança

Nas últimas semanas, vem surgindo uma retórica unificada sobre o comércio –algo raro na América do Sul–, sinalizando que as reformas podem ser iniciadas quando Bolsonaro assumir o cargo, em janeiro.

“O Mercosul não é uma gaiola de ouro, mas uma plataforma de inserção global”, disse o vice-ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Ariel Bergamino, em entrevista por telefone. “Talvez o Mercosul precise se modernizar para refletir o mundo atual.”

Paulo Guedes, escolhido por Bolsonaro para comandar Ministério da Economia, criticou o Mercosul e disse que o Brasil não será “prisioneiro” da ideologia protecionista do bloco. Entre os líderes argentinos, um sentimento parecido sobre o legado das tarifas se faz mais presente.

“Na Argentina, não funcionou”, disse o presidente do Banco Central argentino, Guido Sandleris, em entrevista recente à Bloomberg. “No governo anterior, houve um processo de desengajamento com o comércio global, e estamos tentando reverter isso.”
Reforma versus realidade

Remover as tarifas do bloco não traz muito ganho de curto prazo para Bolsonaro, que pode liderar a reforma. A maior parte das exportações brasileiras de bens manufaturados vai para parceiros do Mercosul e, se novos acordos comerciais reduzirem as tarifas sobre as importações de países de fora do bloco, o país pode perder clientela porque os produtos brasileiros são mais caros e têm menos qualidade, segundo especialistas.

“Essa conversa de que o Brasil não negocia [acordos bilaterais] porque não pode é uma das maiores falácias de política comercial”, disse Pedro Motta Veiga, associado ao Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio de Janeiro, e diretor do CINDES (Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento). “O Brasil é, de longe, o mais protecionista dos países do Mercosul.”

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Doria esquece promessa a policiais e coloca general na Segurança Pública de SP

São Paulo

O governador eleito João Doria (PSDB) anunciou nesta terça-feira (13) o general da reserva João Camilo Pires de Campos para comandar a Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo. A indicação foi antecipada pela Folha na semana passada.

Campos, 64, foi um dos responsáveis pela área de segurança do programa de governo de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República e passou para a reserva após 48 anos de serviços no Exército.

Essa será a primeira vez que um nome do Exército comanda a Secretaria da Segurança Pública em São Paulo desde 1979, quando Erasmo Dias foi titular da pasta.

Como general, campos chefiou o Departamento de Educação e Cultura do Exército e o Comando Militar do Sudeste.

Ao anunciar o general, o tucano descumpre promessa de campanha de colocar um policial à frente da pasta. “Nós melhoramos, evoluímos nossa ideia e melhoramos ao ter um general à frente da Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo”, disse o tucano nesta terça. “Nós teremos um secretário executivo da Polícia Militar e uma secretaria executiva com um policial civil.”

Doria foi aconselhado por auxiliares a recuar dessa promessa, sob o risco de começar o novo governo tendo de administrar um mal-estar entre as polícias. Se escolhesse um policial civil, irritaria os policiais militares. Se escolhesse um policial militar, traria desconforto para os policiais civis.

Em entrevista nesta terça-feira, o governador eleito adotou um discurso mais moderado do que em sua campanha, quando disse que a polícia iria atirar para matar. “Óbvio que a primeira ação da polícia não será matar, será na inteligência, depois na pronta resposta que é imobilizar o criminoso, se o criminoso reagir a ação será para imobilização”, disse. “A orientação é que se ele ainda assim reagir armado é que ele vá deitado para o cemitério.”

Questionado sobre o excludente de ilicitude para policiais em confrontos proposto pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), Doria afirmou que, entre a vida de cidadãos de bem, do policial e a do bandido, fica com as primeiras duas.

O general Campos também respondeu sobre o tema, com um tom cauteloso. “É um tema que tem profunda relevância e merece ser estudado com muito carinho. Bandido tem no mundo todo, agora bandido armado de fuzil constituindo ameaça só aqui”, afirmou.

Perguntado se sua gestão será linha-dura, ele afirmou que será “serena e segura”.

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BRASIL

Witzel anuncia chefes das polícias Civil e Militar e nomeia seu advogado para secretaria Comente

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), anunciou nesta terça-feira (13) mais sete nomes que vão compor seu governo. Ao todo, já foram revelados 11 nomes. Entre os nomes anunciados hoje, está o do advogado Lucas Tristão, que já defendeu interesses pessoais do governador e vai assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda. Witzel também anunciou os novos chefes das polícias Civil e Militar.

As polícias Civil e Militar ganham status de Secretaria de Estado e terão como titulares, respectivamente, o delegado Marcus Vinícius Braga e o coronel Rogério Figueiredo de Lacerda. A Secretaria de Segurança Pública será extinta e os chefes das polícias responderão diretamente a Witzel.

O coronel Figueredo, 49, deixa o cargo de coordenador das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) para comandar a PM. Nos últimos meses, acompanhou o desmonte dessa política de segurança, tratada como carro-chefe dos governos Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão (MDB). Figueiredo também já foi comandante geral da PM e esteve à frente dos batalhões de Jacarepaguá (zona oeste) e do município de Resende. O policial também comandou o CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças).

Marcus Vinícius Braga ocupava o cargo de diretor geral do Departamento de Polícia Especializada do Rio. O trabalho do policial ganhou projeção quando assumiu o comando da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas) –período em que esteve à frente de operações integradas da polícia fluminense. Marcus Vinícius também comandou as distritais da Barra da Tijuca e de Campinho, ambos bairros da zona oeste.

Alinhado às propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), Wilson Witzel defende o “abate” de criminosos portando fuzis mesmo que não estejam trocando tiros com agentes de segurança. Segundo ele, a medida não aumentará a letalidade no estado –hoje, são cerca de 500 registros por mês, ou 16 assassinatos por dia. Para Witzel, a proposta reduzirá o número “de bandidos de fuzil em circulação”.

“O correto é matar o bandido que está de fuzil. A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e… fogo! Para não ter erro”, afirmou o governador eleito em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”.

A Secretaria de Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros continuarão sob o comando do coronel Roberto Robadey Jr..
Witzel escolhe seu advogado para comandar secretaria

A Secretaria da Casa Civil será transformada em Secretaria de Estado de Governança, e será comandada pelo atual coordenador geral da transição, José Luís Cardoso Zamith. A pasta fica responsável, por exemplo, pelo comando do Procon e do Detran.

Além destes, também foram confirmados os nomes dos futuros Controlador-Geral do Estado, que será o delegado da Polícia Federal Bernardo Cunha Barbosa, e do Procurador-Geral do Estado, o advogado e atual integrante dos quadros da PGE Marcelo Lopes da Silva.

Na sexta-feira (9), o governador já havia anunciado os nomes do futuro secretário de Governo, Gutemberg de Paula Fonseca; de Turismo, o deputado federal Otávio Leite (PSDB); do diretor-presidente do Rio Previdência, Sérgio Aureliano, e do diretor do Procon, Cássio Coelho.

Já a Secretaria do Trabalho e Renda passa a se chamar Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda, e será comandada por Lucas Tristão.