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Reino Unido não favorecerá trabalhadores da UE após o Brexit

O governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, estabeleceu em sua última reunião que os cidadãos de países da União Europeia (UE) não devem ter acesso preferencial para trabalhar no Reino Unido após o Brexit, informa a imprensa local.
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O governo, reunido no conselho de ministros na segunda-feira (24), “apoiou de modo unânime um sistema baseado nas competências profissionais ao invés da nacionalidade”, afirmou à BBC uma fonte que pediu anonimato.

Os jornais The Times e The Guardian publicaram informações no mesmo sentido.

Atualmente, os cidadãos dos outros 27 países membros da UE têm liberdade para viver e trabalhar no Reino Unido sob as normas europeias de livre circulação de pessoas, mas isto vai acabar com o Brexit, previsto para 29 de março de 2019.

Na semana passada, um relatório encomendado pelo governo britânico recomendou que no futuro os trabalhadores comunitários e os extracomunitários obedeçam regras migratórias iguais, com preferência para aqueles altamente qualificados.

O autor do relatório, Alan Manning, do Comitê de Assessoramento sobre Migração, apresentou os resultados ao conselho de ministros na segunda-feira.

“O Executivo concordou que, quando terminar a liberdade de circulação, o governo poderá introduzir um novo sistema que funcione no interesse do Reino Unido e que ajude a dinamizar a produtividade”, afirmou um porta-voz de Downing Street.

May deve fazer um anúncio sobre as futuras regras migratórias no congresso do Partido Conservador na próxima semana.

Qualquer política migratória pós-Brexit, no entanto, pode ser afetada pelos futuros acordos comerciais do Reino Unido.

A UE pode tentar negociar a continuidade do tratamento preferencial a seus cidadãos em troca de um acesso britânico a seu mercado único, enquanto outros países poderiam buscar isenções de visto no âmbito de acordos comerciais.

Theresa May prometeu na semana passada que mesmo em caso de fracasso nas negociações com a UE, os direitos dos europeus que vivem no Reino Unido “estarão protegidos”.

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Trump provoca repórter em entrevista: “Sei que você não está pensando. Você nunca pensa” Comente

O presidente americano, Donald Trump, provocou uma repórter da rede ABC News, dizendo que ela “nunca pensa”. O episódio se deu durante uma entrevista coletiva aos jornalistas sobre um acordo comercial entre os EUA, o Canadá e o México, no jardim da Casa Branca, nessa segunda-feira (1º).

Trump se desentendeu com Cecilia Vega, da rede ABC News. Ele escolheu a jornalista para fazer uma pergunta e, em seguida, disse que ela ficou “chocada” por causa disso. “Ela está chocada porque a escolhi. Ela está em estado de choque”, disse o presidente, provocando risos de seus assessores ao fundo.

A repórter então respondeu “eu não estou [chocada]” e emendou, enquanto se levantava de seu assento: “Obrigada, sr. presidente”.

Possivelmente, Trump confundiu a palavra em inglês para ‘obrigada’, que é “thank you”, com “thinking”, que significa ‘pensando’. Ele então respondeu com uma provocação: “Eu sei que você não está pensando. Você nunca pensa.”

A repórter então disse “me desculpe?”, mas Trump pediu para ela prosseguir com a pergunta. “Nada, vá em frente. Vá em frente.”

Em seguida, Vega iniciou uma pergunta sobre a nomeação do juiz Brett Kavanaugh para a Suprema Corte dos EUA. Indicado por Trump,o juiz é investigado por casos de assédio após três mulheres o terem acusado por conduta inapropriada no passado. Ele enfrenta agora uma investigação do FBI antes de ter seu nome confirmado ou não pelo Senado norte-americano.

“O que isso tem a ver com comércio?”, respondeu Trump. “Eu não me importo de responder à pergunta, mas gostaria de responder a perguntas sobre comércio também.”

Na sequência da entrevista, ela refez sua pergunta sobre o juiz, que foi então respondida por Trump.

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A cidade canadense que tenta enterrar seu passado tóxico Comente

Em meio à paisagem verde do sudeste de Quebec, existe um lugar que já foi descrito como a cidade mais perigosa do Canadá.

O pacato povoado, às margens do rio Nicolet, prosperou por mais de 110 anos graças a um mineral valioso escondido em suas rochas.

A mineração era tão importante para a economia local que a cidade adotou seu nome: Asbestos (ou seja, amianto).

Lar da maior mina de amianto do mundo até 2012, a cidade mudou para sempre quando a natureza cancerígena do material obrigou a mina a encerrar de vez suas atividades.

O fechamento da mina Jeffrey marcou o fim de uma indústria que proporcionou emprego estável e seguro por gerações, mas também prejudicou a saúde e o bem-estar da população local.

A mina também deixou outro legado quase tão controverso quanto o mineral que extraía – o nome da própria cidade. As empresas locais, por exemplo, encontravam dificuldades ao tentar cruzar a fronteira dos EUA com produtos ou veículos que estampavam a palavra “asbestos”.

Mesmo assim, em 2006, a Câmara Municipal votou, de forma unânime, para manter o nome da cidade.

Para um lugar que deve sua existência a uma substância tóxica, sair da sombra da mina requer imaginação, além de assumir certos riscos. Mas Asbestos pode finalmente estar deixando para trás seu passado.
Mineral mágico

Asbesto ou amianto é o nome dado à ocorrência natural de minerais à base de silicato que apresentam forma cristalina longa e fibrosa. Desde os tempos antigos, ele é extraído no mundo todo devido a suas propriedades resistentes ao fogo.

Durante o século 19, colonos descobriram que o sudeste de Quebec tinha uma reserva significativa de amianto. Perto da fronteira entre os EUA e o Canadá, as jazidas eram grandes o suficiente para justificar a mineração em larga escala.

A maior operação de mineração aconteceu na cidade de Asbestos e nos arredores de Thetford Mines.

A mina Jeffrey, em Asbestos, era responsável pelo fornecimento de metade do suprimento mundial de amianto. E ajudou a tornar o Canadá o maior exportador do mineral do mundo na década de 1970.

Conhecido na época como “mineral mágico”, o amianto se tornou um recurso utilizado em diversas indústrias, principalmente na construção civil – onde costumava ser usado como isolante – e na construção naval.

Até 2008, a Índia ainda importava amianto em grandes quantidades das minas canadenses.

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Vaticano é acusado de acobertar abusos sexuais em igrejas na Itália Comente

A Associação Internacional de Vítimas de Abusos de Eclesiáticos (ECA) denunciou nesta terça-feira (2) que o Vaticano teria acobertado pelo menos quatro casos de abusos sexuais contra menores de idade na Itália, relatados na acusação do arcebispo italiano Carlo Maria Viganò.

De acordo com a denúncia, os casos teriam passado “pelas mãos do Vaticano”, que não os tratou com a devida “tolerância zero prometida, mas com grande negligência”.

O novo escândalo foi revelado por Francesco Zanardi, fundador da rede “Abuse”, durante coletiva de imprensa. “Há quatro casos Viganò na Itália”, disse.

Os episódios teriam ocorrido com menores no pré-seminário São Pio X, na Santa Sé, que abriga coroinhas e possíveis seminaristas, no Instituto Provolo de Verona, além da diocese de Milão, onde o padre Mauro Galli é investigado, e na diocese de Nápoles, tendo como alvo o pároco Silverio Mura.
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Segundo Zanardi, o primeiro caso de pedofilia “foi escondido duas vezes pelo Vaticano e atualmente o suposto agressor, nunca sancionado, é um sacerdote em Como. No início deste ano ele recebeu as inscrições para os exercícios espirituais”.

“Um caso cujas investigações começaram com o Papa Francisco, que pretende resolver os problemas do mundo e não conseguiu resolver o problema dentro de seu Estado”, afirmou.

Já o segundo, em Verona, teria ocorrido em 2014. Na ocasião, uma delegação de ex-alunos surdos se reuniu com o Pontífice e entregou-lhe uma carta com os nomes de 25 padres suspeitos de abuso sexual, incluindo Nicola Corradi, que atualmente está detido na Argentina.

“Ele não foi preso pelo Vaticano ou a pedido do Papa com base neste relatório, mas foi a Justiça argentina que o prendeu”, acrescentou Zanardi. Na terceira denúncia, sobre Galli, o fundador da “Abuse” ressalta que o padre foi condenado há apenas duas semanas a seis anos e quatro meses.

No entanto, o caso já havia sido relatado “várias vezes para o Vaticano e o Papa, tanto que há cartas da Congregação para a Doutrina da Fé certificando que o Vaticano estava ciente”.

No último caso, do padre Mura, a vítima denunciou o religioso há cerca de oito anos e, recentemente, chegou a se encontrar com Jorge Mario Bergoglio. Os abusos teriam ocorridos em Nápoles.

“Encontramos este padre em fevereiro deste ano em uma pequena cidade, chamada Pavese, sob um nome falso. A Igreja o mandou para lá e, agora que foi descoberto, ele desapareceu novamente”, concluiu Zanardi.

Em agosto passado, Viganò, ex-núncio apostólico em Washington, divulgou um dossiê no qual afirma que o Papa Francisco ignorou as denúncias de pedofilia contra o ex-cardeal norte-americano Theodore McCarrick, que só foi afastado do colégio cardinalício em julho deste ano, após também ter sido envolvido em um caso de abuso ocorrido na década de 1970. O Pontífice, por sua vez, se recusa a comentar as denúncias.

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Polícia de SP apura maus tratos em ‘racha’ de charretes na Raposo Tavares

A Polícia Civil abriu inquérito, nesta segunda-feira, dia 1º, para apurar indícios de maus tratos a animais em “racha” de charretes na rodovia Raposo Tavares, em Mairinque, município do interior de São Paulo. A investigação tem como base vídeos postados em redes sociais pelos participantes das corridas. Um deles mostra um dos cavalos caindo durante a disputa, após ser fustigado pelo condutor da charrete. Na queda, o animal e o condutor quase são atropelados por um veículo.

O racha foi filmado no km 65 da rodovia, na altura do bairro Marmeleiro. As imagens mostram que as charretes ocupam as duas faixas de uma das pistas da estrada, impedindo a passagem de veículos. Os equipamentos são do tipo biga, usados em passeios.

De acordo com a delegada Fernanda Ueda, as imagens mostram que os equinos são obrigados a um grande esforço para atingir o máximo de velocidade durante a corrida. Por conta da velocidade, o atrito das ferraduras com o asfalto chega a produzir faíscas.

Além de possível crime de maus tratos, a delegada acredita que os envolvidos podem ser indiciados por colocar a própria vida e as de outras pessoas em risco.

Um dos participantes do racha já foi identificado. Ele deve ser ouvido ainda nesta terça-feira, 2. A polícia busca também o paradeiro do cavalo que sofreu a queda e que, possivelmente, está ferido.

Moradores da região afirmam que o uso da rodovia, no trecho de Mairinque, para corridas de charretes é comum, em fins de semana e horários de pouco movimento. A Polícia Militar Rodoviária informou que, nesse trecho, a rodovia é patrulhada diariamente e que já houve apreensões de veículos de tração animal conduzidos irregularmente.

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Réu atira em juiz dentro de fórum e na sequência acaba morto pela PM

Um homem foi morto na tarde de segunda-feira (1°) após balear e ferir o juiz Carlos Eduardo de Morais e Silva dentro do fórum do município de Vila Rica (MT). O atirador foi morto pelo policial militar que fazia a segurança do local.

Segundo a Polícia Civil, o atirador estava no fórum acompanhado do advogado. Em um intervalo entre as audiências de custódia, o advogado pediu para entrar na sala do juiz e junto ao cliente foram em direção ao magistrado e promotor para pedir que a data do julgamento de um processo do suspeito fosse marcada logo.

Só que foi neste momento que o suspeito sacou a arma e apontou para o magistrado. Os dois entraram em luta corporal e o atirador conseguiu acertar o ombro do juiz. Na sequência, um policial militar entrou na sala e ao perceber a situação atirou e matou o atirador.

Com informações do portal Agora MT

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Ministério Público Federal denuncia agressor de Bolsonaro por crime contra a segurança nacional

Belo Horizonte

O Ministério Público Federal de Minas Gerais denunciou nesta terça (2) o agressor de Jair Bolsonaro (PSL), Adelio Bispo de Oliveira, 40, por crime contra a segurança nacional.

A denúncia afirma que Oliveira praticou atentado pessoal por inconformismo político e tinha o objetivo de retirar Bolsonaro das eleições.
A pena para o crime é de três a dez anos de prisão, podendo ser aumentada até o dobro por ter causado lesão corporal grave.

O MPF se baseou na investigação da Polícia Federal que demonstrou que o crime foi premeditado. No celular de Oliveira, havia uma foto de um outdoor com a data em que Bolsonaro estaria em Juiz de Fora (MG), onde ocorreu o atentado.

Também havia fotos e vídeos de lugares por onde o candidato passaria na cidade, evidenciando o planejamento de Oliveira. Ele confessou o crime e está preso no presídio federal de Campo Grande.

O MPF afirma que está clara a motivação política pelo fato de Oliveira ter sido filiado a partido político, no caso o PSOL, pela vontade que tinha de ser deputado e pelas mensagens contra políticos em suas redes sociais.

A denúncia acusa o agressor de colocar em risco a democracia e tentar interferir na eleição.

“A tentativa de eliminação física do favorito na disputa pelo primeiro turno, em esforço para suprimir a sua participação no pleito e determinar o resultado das eleições mediante ato de violência –e não, como dito, mediante o voto –, expôs a grave e iminente perigo de lesão o regime democrático; produziu risco sério e palpável de distorção no regime representativo, consistente na perspectiva de privação, à força, da possibilidade de milhões de eleitores sufragarem as ideias e propostas com as quais se identificam. De outra parte, no plano concreto, a conduta provocou lesão real e efetiva ao processo eleitoral, ao afastar o candidato Jair Bolsonaro da campanha nas ruas, talvez definitivamente, e ao exigir a reformulação das estratégias dos concorrentes”, afirma.

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Receita envia carta para 383 mil contribuintes corrigirem declaração de IR

A partir desta semana, a Receita Federal enviará cartas para cerca de 383 mil contribuintes em todo o país para solicitar correção nas Declarações de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF), relativas ao exercício 2018, ano-calendário 2017.

Segundo a Receita, essas declarações apresentam indícios de inconsistências que podem resultar em autuações futuras (multas).

De acordo com o órgão, as cartas somente são enviadas a contribuintes que podem regularizar a situação por conta própria, isto é, contribuintes não intimados nem notificados pela fiscalização da Receita Federal.
Como regularizar a situação

Para saber a situação da declaração apresentada, é preciso consultar as informações disponíveis no site da Receita Federal, serviço “Extrato da DIRPF”, utilizando código de acesso ou certificado digital.

A declaração retida em alguma malha da Receita apresenta sempre mensagem de “pendência”. Junto com a pendência, são fornecidas orientações de como proceder no caso de erro na declaração apresentada.

Não é necessário comparecer à Receita Federal para fazer as correções.

A sugestão da Receita para quem retificar a declaração é acompanhar o seu processamento por meio do serviço disponível na internet, o “Extrato da DIRPF”.
Multa

A Receita Federal adverte que, caso o contribuinte não aproveite a oportunidade de regularizar a situação, poderá ser intimado formalmente para comprovação das divergências.

Após receber a intimação, não será mais possível fazer qualquer correção na declaração, e qualquer exigência de imposto pelo Fisco será acrescida de multa de ofício de, no mínimo, 75% do valor do imposto que não foi pago pelo contribuinte, ou que foi pago em valor menor do que o devido.

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Ibope: Bolsonaro cresce entre mulheres, pobres e ricos; Haddad sobe no NE 167

A última pesquisa Ibope para a Presidência, divulgada nesta segunda-feira (1º), mostrou que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) passou de 27% das intenções de votos, registrados na semana anterior, para 31%. Os dados completos da amostra apontam para um aumento significativo dele entre as mulheres e entre os eleitores mais pobres (que ganham até um salário mínimo) e mais ricos (acima de cinco salários mínimo). Fernando Haddad (PT), por sua vez, que ficou estagnado com 21% no levantamento, cresceu apenas no Nordeste.

Entre as mulheres, Bolsonaro cresceu de 18% para 24%, já Haddad oscilou negativamente de 21% para 20%.

A pesquisa foi feita entres os dias 29 e 30 de setembro, fim de semana marcado por protestos de milhares de mulheres em mais de cem cidades contra Bolsonaro. Houve também manifestações a favor dele.

Leia mais sobre o Ibope

Em 5 dias, rejeição a Haddad sobe 38%
Bolsonaro tem 31%; Haddad, 21%; e Ciro, 11%
Bolsonaro empata com Haddad e perde para Ciro no 2º turno

A pesquisa é também a primeira do Ibope realizada após a reportagem da revista “Veja” mostrar que Ana Cristina, ex-mulher de Bolsonaro, relatou que o presidenciável agia com “desmedida agressividade” durante processo judicial em que o político disputava a guarda do filho.

Dias antes, reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” mostrou que a ex afirmou a um funcionário da embaixada do Brasil na Noruega ter sido ameaçada de morte por ele. Após as publicações das reportagens, Ana Cristina afirmou que as acusações eram “inverdades”, que agiu por mágoa da separação e que nunca sofreu agressões do ex.

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Alianças e derrota em SP fazem Haddad virar alvo em debate com vices 78

O candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, foi o principal alvo no debate entre as candidatas a vice-presidente promovido nesta terça-feira (2) pelo UOL em parceria com a “Folha de S.Paulo” e o SBT.

A campanha da chapa PT-PCdoB norteou os principais embates travados entre a vice de Haddad, Manuela D’Ávila (PCdoB), a de Ciro Gomes (PDT), Kátia Abreu (PDT), e de Geraldo Alckmin (PSDB), Ana Amélia (PP). Também convidados, o vice de Marina Silva (Rede), Eduardo Jorge (PV), e de Jair Bolsonaro (PSL), Hamilton Mourão (PRTB), optaram por não participar do debate.

Ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad foi criticado por Kátia e por Ana Amélia pelo o que elas consideraram falta de capacidade técnica e de experiência política do candidato.

Ações futuras de combate à corrupção, frente a críticas do PT à Operação Lava Jato, e os apoios buscados por Haddad junto a apoiadores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) –como Eunício Oliveira e Renan Calheiros, ambos do MDB –também foram motivos de críticas.

A vice de Ciro adotou um tom irônico ao mencionar a experiência de Haddad no Ministério da Educação, citada pela campanha petista para justificar experiência política dele, e ao citar o resultado da eleição de 2016, quando Haddad buscava a reeleição na Prefeitura de São Paulo, mas perdeu no primeiro turno.

“Em que pese ele [Haddad] ter as melhores intenções, ele não conseguiu ser um bom prefeito e agradar a população. Demonstrou não ser o gestor que São Paulo esperava e fica sempre escapando por seus bons feitos no Ministério da Educação”, disse Kátia.

“O PT está brincando à beira do abismo. Não há nenhuma condição de Haddad assumir, ele não soube governar São Paulo, foi reprovado, não terminou o ensino médio e agora quer fazer a graduação. A Presidência não é escola para ninguém”, completou.

Haddad e Ciro são adversários diretos na briga por uma vaga no segundo turno. As últimas pesquisas de intenção de voto têm sido lideradas por Jair Bolsonaro (PSL), com o petista isolado no segundo lugar e Ciro em terceiro – em empate técnico com Alckmin.

Para refutar a senadora, Manuela citou derrotas eleitorais de Ciro e Alckmin –o pedetista, por exemplo, em outras duas tentativas ao Planalto; o tucano, na derrota para Lula em 2006.