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Agentes buscam atualizar CadÚnico de famílias em visita a bairros distantes de Palmas

Técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) visitarão moradores do setor São João I e II, bem como do setor Ecológico, nesta terça e quarta, 04 e 05, respectivamente, para atualização do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) que visa atualizar os dados, averiguar inconsistências e realizar novos cadastramentos das famílias de baixa renda em Palmas.

O atendimento nos setores São João I e II será das 9 às 16 horas, na igreja católica que fica ao lado da ETI Marcos Freire, terça, 04. Já no setor Ecológico, na igreja Da Vinha, na quarta, 05. O CadÚnico é um instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda, permitindo que o governo conheça melhor a realidade socioeconômica dessa população. Nele são registradas informações como: características da residência, identificação de cada pessoa, escolaridade, situação de trabalho e renda, entre outras.

Segundo a gestora do Programa Bolsa Família em Palmas, Terezinha de Jesus Milhan, desde 2003, o Cadastro Único se tornou o principal instrumento do Governo Federal para a seleção e a inclusão de famílias de baixa renda em programas federais, sendo usado obrigatoriamente para a concessão dos benefícios do Programa Bolsa Família, da Tarifa Social de Energia Elétrica, do Programa Minha Casa Minha Vida, da Bolsa Verde, entre outros. Também pode ser utilizado para a seleção de beneficiários de programas ofertados pelos Governos Estaduais e Municipais. Por isso, ele funciona como uma porta de entrada para as famílias acessarem diversas políticas públicas.

Terezinha de Jesus explica ainda que a execução do Cadastro Único é de responsabilidade compartilhada entre o Governo Federal, os estados, os municípios e o Distrito Federal. De acordo com ela, em Palmas existem cerca de 40 mil famílias cadastradas, por isso orienta aos usuários que visitem os Centros de Referência da Assistência Social (Cras) e mantenham suas informações em dias para não perderem benefícios. “Somente no Bolsa Família temos 12.431 famílias beneficiárias o que equivale, aproximadamente, a 14,58% da população total do município”, disse.

O atendimento referente ao CadÚnico em Palmas é realizado pela Sedes, por meio de uma equipe especializada denominada Gerência do Cadastro Único. Quem desejar fazer o cadastro no CadÚnico deve procurar o Cras da sua abrangência.

Confira a lista de documentos necessários para fazer o cadastro no CadÚnico:

Para maiores de 18 anos que moram no domicílio

Identidade

CPF

Titulo de Eleitor

Carteira de Trabalho

Certidão de Nascimento ou Casamento

Conta de Energia Elétrica

NIS do Titular (caso for recadastramento)

Para menores de 18 anos que moram no domicílio:

Registro ou certidão de nascimento

Declaração escolar.

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TOCANTINS

Dulce Miranda nega boatos de que esteja com Carlesse e diz que mantém público cativo

A deputada federal Dulce Miranda (MDB) negou informações de que teria passado a apoiar o atual governador e candidato à reeleição Mauro Carlesse (PHS), que circularam nos bastidores nesta segunda-feira, 3. Em nota, a deputada afirma que tal informação não passa de especulação e que ela se mantém na sua coligação “Renova Tocantins”, na base do candidato a governador Carlos Amastha (PSB), conforme aclamado pelo seu partido em convenção da sigla.

Em nota ao T1 Notícias, a deputada federal Dulce Miranda ainda disse que respeita o posicionamento individual de seus apoiadores e correligionários, quanto ao apoio para candidato a governador.

Dulce afirma, também, que apoiará os deputados de sua legenda.

Campanha

A deputada federal Dulce Miranda cumpre agenda intensa de campanha. Ela tem visitado diversos municípios do Estado e fez reuniões recentes na região sul de Palmas, onde afirma ter vários líderes e conseguiu reunir em uma só residência mais de 150 apoiadores numa noite.

A deputada destaca em seus encontros com eleitores o trabalho feito desde que foi primeira dama do Estado pela primeira vez, como a criação da Afeto. Também os recursos que trouxe para o Tocantins em seu primeiro mandato como deputada federal, em que foi a mais bem votada nas eleições de 2014.

Apoios

Em sua passagem por Alvorada, Dulce Miranda conta que recebeu o reconhecimento do ex-prefeito da cidade, José George Neto, e dos vereadores Miralice Lima Santos, Leni Zuffo e Javan Querido, que passaram a apoiá-la. “A Deputada fez um trabalho fantástico para o Tocantins nesse primeiro mandato. É uma mulher forte, lutadora, determinada e sempre buscou recursos para cuidar do bem-estar de todos. Não tem como não apoiar”, afirmou Miralice Lima, vereadora.

A parlamentar acredita que tem o mesmo público cativo, a julgar pela quantidade de pessoas que tem participado de suas reuniões políticas. Em reunião realizada na semana passada em Araguaçu, 300 pessoas compareceram ao convite dela, já em Palmas, na sexta-feira, um encontro registrou cerca de 200 pessoas, conforme informou sua assessoria.

Outros importantes políticos também reconhecem o trabalho da deputada, como o deputado federal Freire Júnior, que declarou que ela é “extremamente preparada, de uma sensibilidade humana diferenciada e sempre dedicou a sua vida em prol do próximo”.

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MUNDO

Russos protestam, e Putin anuncia proposta mais suave para reforma da Previdência Comente

Depois de os russos protestarem, Vladimir Putin, o presidente do país, anunciou nesta quarta-feira (29) que ‘suavizará’ as propostas de reforma da Previdência. A ideia inicial era aumentar a idade de aposentadoria para as mulheres para 63 anos – hoje, as russas se aposentam aos 55.

Devido ao mal-estar gerado pela proposta, o mandatário vai propor deixar em 60 anos a idade de aposentadoria para as mulheres no país.

O aumento da idade de aposentadoria para os homens permanece: se aposentarão aos 65 anos – hoje em dia, eles se aposentam aos 60.

O presidente russo também sugeriu uma aposentadoria antecipada para as mães de famílias numerosas e a adoção de sanções penais para as empresas que demitem os funcionários que se aproximam da idade de aposentadoria.

As propostas de Putin serão incluídas no projeto de lei o mais rápido possível, afirmou o primeiro-ministro Dmitri Medvedev.

Em seu longo discurso, Putin defendeu e justificou o projeto de reforma da Previdência, que foi anunciado no dia da abertura da Copa do Mundo, 14 de junho, alegando que a mudança “não pode ser mais adiada”.

“A longo prazo, mostrar dúvidas hoje pode ameaçar a estabilidade da sociedade e a segurança do país”, justificou Putin.

“Sem reforma, mais cedo ou mais tarde destruiremos nossas finanças, seremos obrigados a assumir dívidas ou a imprimir dinheiro sem reservas, com as consequências que isto provoca: hiperinflação e aumento da pobreza”, completou o presidente russo, para quem o desequilíbrio atual do sistema de aposentadorias é consequência direta da Segunda Guerra Mundial e do caos econômico e social dos anos 1990.

O projeto de lei previa até agora o aumento progressivo da idade de aposentadoria – algo inédito na Rússia em quase 90 anos – a 63 anos para as mulheres e 65 para os homens, contra 55 e 60 atualmente.

Os críticos da reforma, aprovada em primeira votação no Parlamento em julho, afirmam que muitos russos, especialmente os homens – que têm expectativa de vida de 66 anos – não poderiam aproveitar a aposentadoria.

Putin, que não mencionou a questão da Previdência durante a campanha que levou a sua reeleição em março, e que intentou distanciar-se da reforma, viu sua popularidade cair de 80% em maio para 64% em junho, de acordo com o centro russo de pesquisas de opinião VTsIOM.

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MUNDO

Terror é rotina na Nicarágua, diz a cineasta brasileira Emilia Mello, deportada após ser presa no país 13

Deportada há três dias da Nicarágua, a cineasta brasileira Emilia Mello, 40 anos, ainda tem muito vivo na memória o que viu no país. “O clima é de muito medo e desespero”, conta. Ela ficou detida por mais de 30 horas pelas autoridades nicaraguenses, antes de ser expulsa do país.

O episódio surpreendeu a documentarista que, em 1999, foi à Nicarágua como voluntária, depois que o furacão Mitch atingiu o país, deixando um saldo de 3 mil mortos. Ela voltou em julho deste ano, após o assassinato da estudante de medicina pernambucana Rayneia Gabrielle Lima, para fazer um documentário sobre a crise deflagrada em abril. Em quatro meses de protestos contra o governo, 322 pessoas foram mortas, muitos jovens e crianças.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, a cineasta relata os momentos de tensão que viveu antes de ser expulsa da Nicarágua, descreve a situação vivida por muitos jovens nicaraguenses contrários ao atual regime e fala sobre os planos de voltar ao país para conseguir “contar essa história” e fazer com que “o mundo tome conhecimento do que se passa” no país.

Agência Brasil: Como você foi presa?
[ x ]

Emilia Mello: Eu estava a caminho de uma marcha na cidade de Granada, em um ônibus, junto com um grupo de estudantes de 17 a 25 anos. No total, éramos 20. Nunca chegamos lá. A polícia antimotim parou o nosso ônibus, para fazer o que chamam de controle de rotina – uma “rotina” que é de terror. Nós não levávamos cartazes, nem nada que indicasse que íamos a uma passeata. Ainda assim, a primeira medida foi pegar todos os nossos celulares. Uma companheira conseguiu esconder o dela e mandar uma mensagem a outro companheiro. Foi graças a ela que souberam onde estávamos e alertaram as embaixadas [dos Estados Unidos e do Brasil. Emilia tem dupla cidadania].

Agência Brasil: E o que aconteceu?

Emilia: Eles [policiais] já tinham capturado os organizadores da passeata contra o governo, em Granada. Separaram nosso grupo, colocando cinco meninos na caminhonete deles e dirigindo nosso ônibus, sem nos dizer para onde íamos. Fomos levados para a cadeia de Jinotepe. Pegaram nossas coisas, tiraram fotos da gente, e nos processaram.

Agência Brasil: Qual foi o momento mais tenso?

Emilia: Um dos piores momentos foi quando uma menina do nosso grupo começou a ter uma ataque epiléptico muito forte. O rosto dela começou a inchar com falta de ar. Ela estava sufocando, a ponto de morrer. E ninguém fazia nada. Eu tive que sair, rodeada por atiradores, que nos cercavam, e pedir ajuda. Eles nos mandavam ficar calados. Foi horrível, mas acabaram levando a menina num veículo, sem ninguém para acompanhá-la no meio do ataque epilético. Sem nenhum cuidado médico. Foi um milagre que ela tenha sobrevivido.

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MUNDO

Professor de Hong Kong é preso sob suspeita de ter matado a mulher e escondido corpo em mala Comente

Um professor da Universidade de Hong Kong foi acusado de assassinato, nesta quarta-feira (29), depois que a Polícia encontrou o corpo em decomposição de sua mulher escondido dentro de uma maleta em seu escritório.

Os policiais descobriram o corpo da mulher e um cabo de energia ao redor de seu pescoço, escondido em uma maleta no escritório do professor universitário Cheung Kie-chung, de 53 anos.

O acadêmico, que vai comparecer amanhã perante a Justiça, disse inicialmente aos investigadores que teve uma discussão com sua mulher na noite de 20 de agosto pela limpeza dos banheiros de casa. Depois disso, relatou, ela saiu e não retornou. O marido denunciou seu desaparecimento três dias depois.

As primeiras suspeitas dos investigadores surgiram, após a análise das gravações das câmeras de segurança, que revelaram que a mulher do professor não havia saído de casa na noite em que ele alegou seu desaparecimento.

Além disso, vê-se nas imagens o professor Cheung saindo com uma grande caixa de madeira.

Na terça à tarde, a Polícia inspecionou seu escritório, que fica a cinco minutos de carro da casa que ele dividia com a mulher e com os dois filhos.

O policial Law Kwok-hoi contou aos jornalistas que, durante a batida no escritório, viram “que gotejava sangue da maleta e cheirava mal”.

Segundo a Polícia, a vítima foi, provavelmente, estrangulada, mas ainda será preciso esperar a análise dos legistas para confirmar as causas da morte.

Este caso surge uma semana depois do início do julgamento de um médico anestesista de Hong Kong acusado de matar a esposa – que se negava a conceder o divórcio – e sua filha com uma bola de pilates inflada com monóxido de carbono dentro de seu carro.

Em 2016, o banqueiro britânico Rurik Jutting foi sentenciado à prisão perpétua por ter assassinado duas mulheres indonésias em Hong Kong e guardado um dos corpos em uma mala em sua varanda.

No ano anterior, outro morador dessa cidade foi preso por ter assassinado e esquartejado os pais. Ele guardou os pedaços dos corpos no congelador.

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MUNDO

A cidade alemã que se tornou o centro de batalhas entre neonazistas e manifestantes de esquerda Comente

A sombra da xenofobia e do ódio a imigrantes se intensificou sobre parte da Alemanha desde o domingo.

Mais precisamente, sobre a cidade de Chemnitz, no leste do país, considerada bastião da extrema direita e de neonazistas.

Representantes desses grupos foram às ruas por dois dias consecutivos para protestar contra a morte de um alemão, atribuída a um iraquiano e um sírio.

Ao mesmo tempo, ativistas antinazistas se concentraram a poucos metros de distância, acusando a extrema direita de usar essa morte para fins políticos.

Os protestos foram marcados por incidentes violentos e terminaram com várias pessoas feridas, depois que objetos foram lançados de ambos os lados, segundo a polícia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, alertou que não seriam toleradas ações de “justiceiros” fora da lei .
O que aconteceu no domingo?

A polícia está investigando o que desencadeou a briga que culminou na morte do alemão, de 35 anos, durante um festival de rua, no último domingo. Ele foi esfaqueado e chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu.

Outros dois alemães que estavam com ele, de 33 e 38 anos, ficaram gravemente feridos, segundo a polícia.

Dois homens suspeitos do crime – um sírio de 23 anos e um iraquiano de 22 anos – foram detidos.

A polícia negou rumores publicados nas redes sociais sugerindo que a briga estava relacionada ao assédio sexual contra uma mulher.
Como os protestos se expandiram?

Após o crime, grupos neonazistas da cidade fizeram uma convocação pelas redes sociais para que se juntassem, com o objetivo de “caçar estrangeiros” e mostrar “aos imigrantes quem manda aqui”, segundo informou a polícia.

Inicialmente, cerca de 100 pessoas participaram de uma marcha que transcorreu sem incidentes. No entanto, outras 800 pessoas se concentraram mais tarde na estátua de Karl Marx, ponto nevrálgico no centro de Chemnitz.

O jornalista independente Johannes Grunert contou ao site de notícias Spiegel Online que viu manifestantes usando garrafas para atacar pessoas “que não pareciam alemãs”.

A polícia está investigando supostos ataques a um afegão, um sírio e um búlgaro durante os confrontos de domingo.

Há relatos de manifestantes perseguindo cidadãos estrangeiros, mas poucos detalhes do ocorrido. A polícia pediu às testemunhas que entreguem qualquer vídeo que possam ter gravado como prova.
Segunda chamada

O movimento de extrema direita Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente (Pegida, na sigla em alemão) convocou então uma nova manifestação para a tarde de segunda-feira.

“Se o Estado não protege mais os cidadãos, as pessoas saem às ruas e se protegem. É simples assim!”, tuitou Markus Frohnmaier, membro do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

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PMs são acusados de homicídio e fraude em ação que terminou em morte de menino de 10 anos em SP 43

O MP (Ministério Público) denunciou nesta quarta-feira (29) cinco policiais militares que se envolveram em uma ocorrência, em junho de 2016, que terminou na morte de uma criança de 10 anos que havia furtado um carro no Morumbi, zona sul de São Paulo.

O menino Ítalo Ferreira de Jesus Siqueira e um amigo, de 11 anos, furtaram um Daihatsu preto e, segundo a secretaria da Segurança Pública, fugiram. Durante a perseguição, o menino perdeu o controle da direção, batendo em um ônibus e em um caminhão.

A PM (Polícia Militar) informou, à época, que quando os policiais se aproximaram do carro, foram recebidos a tiros. Ítalo foi atingido por um tiro na cabeça e morreu no local. O amigo dele, depois de duas horas acompanhado de policiais, foi levado à delegacia.

Na acusação, o promotor Fernando Cesar Bolque, do 1º Tribunal do Júri, afirma que nenhuma das crianças atirou e que houve mudança na cena do crime para incriminá-las. “Lamentável esse tipo de ocorrência, em face ao despreparo da Polícia Militar que consistiu essa atribulada ocorrência”, afirmou.

Os PMs Otávio de Marqui e Israel Renan Ribeiro da Silva foram acusados por homicídio e por fraude processual. Já os policiais Daniel Guedes Rodrigues, Linconl Alves e o soldado identificado apenas como Adriano foram acusados por fraude processual, sob suspeita de terem colaborado para alterar a cena do crime.

“O laudo de reprodução constata que, pela altura da criança e pela altura do veículo, que se tratava de um veículo de grande porte, em que aberta a janela, a única possibilidade seria de ele [Ítalo] efetuar disparos para o alto. No local do crime, contata-se que aconteceu apenas um disparo e que foi de fora para dentro. Ou seja, não houve disparo de arma de fogo de dentro para fora”, afirmou o promotor.

Segundo a PM, nenhum dos policiais está preso. O advogado dos policiais, Marcos Manteiga, afirmou que a denúncia é “vazia” e que seus clientes são inocentes. “O promotor que ofereceu a denúncia não é o que acompanhou as investigações no DHPP nem o que acompanhou a reprodução simulada, a promotora que acompanhou me confidenciou que ela arquivaria o feito”, disse.

“Acertou a cabeça do garoto porque, se fosse um adulto, teria acertado o ombro, pelo tórax ser maior e foi uma surpresa enorme ter uma criança ali de 10 anos no volante do veículo”, afirmou o advogado. “E não houve fraude processual porque o garoto foi socorrido e o SAMU teve que mexer no local, não teve jeito”, complementou.

O advogado Ariel de Castro Alves, coordenador da Comissão da Infância e Juventude do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), afirmou que “existem indícios de que a criança foi assassinada pelos PMs”. Ele diz esperar “que os acusados sejam responsabilizados”

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a Corregedoria da PM relatou o caso à Justiça Militar sem indiciar os policiais envolvidos, assim como fez o DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa).

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Mega-Sena acumula de novo e prêmio vai a R$ 45 milhões 8

Ninguém acertou os números do concurso 2.073 da Mega-Sena, sorteados na noite desta quarta (29) em São José do Cedro (SC). As dezenas são: 12 – 15 – 18 – 30 – 52 – 55.

A quina saiu para 80 apostas, com prêmio de R$ 36.914,78. Na quadra, foram 5.335 apostas ganhadoras, no valor de R$ 790,78 cada.

Com isso, no próximo sorteio, no sábado (1º), o prêmio está estimado em R$ 45 milhões.

A chance de se acertar as seis dezenas da Mega-Sena com um jogo simples é de uma em 50.063.860 possibilidades de combinações. Os sorteios são realizados duas vezes por semana, às quartas e aos sábados.

Uma aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50 e pode ser feita até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio. Também é possível fazer as apostas pelo computador, tablet ou celular. Para isso, é necessário ser maior de 18 anos.

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Após morte de PMs, Fortaleza registra 40 assassinatos em 4 dias 61

A morte de três policiais militares na última quinta-feira (23) fez explodir o número de homicídios em Fortaleza. Em quatro dias, entre quinta e domingo (26), a cidade registrou outras 40 pessoas assassinadas, ou 10 por dia –como comparação, a capital cearense registrou, neste ano, média de quatro homicídios por dia.

O assassinato de dois policiais da reserva e um policial que estava de folga em um bar, com dezenas de tiros, foi o estopim para alavancar o índice de violência.

Foram assassinados o sargento da reserva José Augusto de Lima, 58; o tenente Antonio Cezar Oliveira Gomes, 50, que tinha acabado de entrar na reserva; e o subtenente da ativa Sanderley Cavalcante Sampaio, 46. Segundo a Polícia Civil, seis homens foram detidos pelo crime.

Durante os primeiros 19 dias do mês de agosto, os períodos entre quintas-feiras e domingos tiveram média de 2,5 assassinatos na capital cearense. Veja:

8 mortos entre quinta (2/08) e domingo (5/08)
7 mortos entre quinta (9/08) e domingo (12/08)
15 mortos entre quinta (16/08) e domingo (19/08)
43 mortos entre quinta (23/08) e domingo (26/08)

Os dados foram divulgados no site da SSPDS-CE (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social). A polícia investiga se o aumento no número de homicídios entre os dias 23 e 26 deste mês tem ligação com o triplo homicídio dos PMs.

Para Luiz Fábio Paiva, professor de sociologia na UFC (Universidade Federal do Ceará) e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência, registrar “séries de mortes após assassinatos de policiais são comuns no Ceará”. “Recebem, inclusive, apoio de políticos que, no intuito de angariar votos de operadores de segurança pública, julgam não ser possível culpar os agentes públicos por crimes que cometem no exercício da função”, afirmou o professor.

A polícia investiga se uma facção criminosa determinou o assassinato dos PMs como vingança para a morte de um integrante do grupo criminoso.

A PM cearense decretou luto de três dias. “Que os nossos irmãos de farda não sejam jamais esquecidos por todos nós, que continuamos na labuta diária por uma segurança cada vez melhor”, divulgou a corporação, em nota.

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Alckmin nega no “JN” que PCC continue comandando crimes de dentro da cadeia

Em entrevista ao “Jornal Nacional” nesta quarta-feira (29), o candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) negou que líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) continuem comandando crimes de dentro das penitenciárias paulistas, onde estão presos.

“Isso aí são coisas que vão sendo repetidas e acabam se tornando realidade”, afirmou à jornalista Renata Vasconcellos.

Questionado sobre o surgimento e o fortalecimento da facção criminosa, que nasceu em São Paulo e hoje é uma das principais do país, Alckmin não admitiu falhas e disse que a política de segurança pública do estado é um “exemplo”.

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Além de dizer que São Paulo tem “a melhor polícia do Brasil”, o tucano afirmou que, em comparação ao ano de 2001, o estado teve uma queda de 10 mil assassinatos. Perguntado por Renata se a diminuição na taxa de homicídios não teria como motivo o domínio do PCC sobre a criminalidade, Alckmin voltou a negar.

“Dizer que 10 mil pessoas deixam de ser mortas por ano e que a culpa disso, a proposta é o crime que fez? É a polícia que fez”, disse o candidato.

Perguntado sobre bilhetes encontrados pela polícia em presídios onde estão membros da cúpula do PCC e sobre ligações interceptadas dentro das cadeias, Alckmin negou mais uma vez que haja comandos de dentro das penitenciárias.

“[Em São Paulo] Temos 22% da população brasileira, 35% da população carcerária. São Paulo prende, é cana dura”, afirmou, para complementar: “e eu sendo presidente do Brasil, vou mudar a Lei de Execução Penal, acabar com saidinha a toda hora”.

Em seguida, o tucano afirmou que o problema do Brasil é o tráfico de drogas e de armas. O jornalista William Bonner, então, disse que o ponto tem sido uma concordância geral entre os candidatos nos últimos anos, mas que não se chega à execução das propostas na área. “Vamos executar”, replicou o tucano.