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Defensoria do Estado aponta risco de desabamento na Casa do Estudante em Gurupi

Rachaduras nas paredes, fios e cabos elétricos expostos, risco de desabamento, esgoto a céu aberto, e infiltrações nas paredes foram alguns dos problemas identificados na Casa do Estudante Adão Ferreira em Gurupi, no sul do Estado, em vistoria realizada pelo Núcleo Aplicado de Defesa das Minorias e Ações Coletivas (Nuamac) da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) no município. A equipe do Nuamac Gurupi visitou o espaço com o intuito de amparar relatório que trata sobre a situação das Casas do Estudante no Tocantins.

A Casa conta com dois blocos com acomodações, sendo um piso térreo e outro, superior. A Casa abriga, atualmente, 50 moradores, divididos em Bloco A para as mulheres e o Bloco B para os homens. O espaço conta com 32 quartos, com capacidade de até quatro pessoas por quarto. A limpeza do local e a aquisição de material são custeadas pelos próprios estudantes.
Conforme relatório, os problemas em Gurupi se assemelham à Casa do Estudante de Palmas e Araguaína, com graves problemas estruturais e, inclusive, risco de desabamento. O Nuamac foi informado que último parecer técnico do Corpo de Bombeiros foi emitido em março de 2017, alertando sobre os riscos à saúde e integridade física dos estudantes, porém, desde então, o problema não foi resolvido.

Estrutura
Conforme o defensor público Leandro Gundim, coordenador do Nuamac Gurupi, a estrutura da Casa do Estudante no município é precária, com rachaduras nas paredes, fios e cabos elétricos expostos, e infiltrações em praticamente todas as paredes do prédio.

Além de defasada, a estrutura encontra-se em risco de desabamento, não possuindo condições físicas para moradia. Há falta de telhas, o que causa umidade nas paredes externas e existem partes do forro desprendidas e outras correndo risco de desabamento.

A escada que dá acesso ao piso superior também está deteriorada, comprometendo a segurança dos moradores, sem atender nenhum requisito de segurança exigido pelo Corpo de Bombeiros.

Vazamentos
Outro grave problema detectado na vistoria é o esgoto a céu aberto. “Existem sérios problemas na tubulação que liga a caixa de gordura até a fossa, dentro dos cômodos. Isso porque, a cada três meses, os estudantes são obrigados a pagar o valor de R$ 250 para uma empresa especializada em limpeza de fossas para esvaziá-la”, descreve o defensor.

Além disso, há perfurações e vazamento nos canos, ocasionando mofo, limo, alagamentos e mau-cheiro. “O vazamento é tão grande, na maioria dos banheiros, que a água desce do apartamento no piso superior pela lâmpada de energia elétrica, impossibilitando inclusive que os moradores utilizam a luz no recinto. Encontramos, em alguns banheiros, perfurações no próprio cano que leva os dejetos até o esgoto, ou seja, todo excremento chega a cair desses canos no banheiro do andar térreo”, acrescenta o defensor público.

A vistoria na Casa do Estudante de Gurupi foi realizada no dia 15 de agosto. O relatório do defensor público Leandro Gundim será juntado aos demais relatórios das Casas do Estudante em Palmas, Araguaína e Porto Nacional, que será apresentado em reunião com a participação de representantes de moradores da Casas do Estudante em Palmas e do interior, técnicos e diretores da Secretaria Estadual da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) e do defensor público Marlon Costa Luz Amorim. A reunião está prevista para o próximo dia 14, na sede Seduc, em Palmas.

Atuação da Defensoria
Uma ação da DPE-TO, proposta em fevereiro do ano passado, foi deferida pela Justiça com o intuito de obrigar o Estado a reformar e manter a Casa do Estudante de Palmas, assim como as demais unidades em Araguaína, Porto Nacional e em Gurupi.

A decisão judicial, de maio de 2017, determina que o Estado realize obras e serviços de manutenção elétrica e hidráulica, conforme relatório e parecer do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria da Educação do Estado do Tocantins e da Defesa Civil do Município de Palmas, bem como a limpeza do local e, ainda, efetuar o pagamento de faturas de água e energia, eventualmente atrasadas, a fim de evitar a suspensão do fornecimento. Porém, até o momento, as providências não foram tomadas.

Casa de Estudante de Palmas
Em vistoria realizada dia 17 deste mês na Casa do Estudante Jornalista Jaime Câmara, em Palmas, a DPE/TO também detectou vazamento de esgoto, forro quebrado nos banheiros, rampa de acesso aos andares do prédio com buracos e risco de desabamento, infiltração e rachaduras nas paredes de todo o prédio, beliches quebradas, banheiros interditados, fiação exposta, extintores antigos e falta de segurança.

Esta é a situação encontrada pela DPE/TO em vistoria realizada na casa onde vivem cerca de 80 universitários carentes, apesar de uma decisão judicial de maio do ano passado ter determinado a reforma do local.

A falta de segurança é outro grave problema, com inúmeros casos de furtos e até tentativa de estupro.

De acordo com nota emitida pela Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc), conforme o decreto de criação das Casas do Estudante, a gestão e representação de cada unidade competem aos seus moradores, por meio da Associação dos Moradores da Casa do Estudante. “Ciente da impossibilidade de os estudantes cumprirem esta normativa”, a Seduc tem se empenhado para manter o funcionamento mínimo, efetuando com regularidade o pagamento de contas de água e energia. (Com informações da Ascom da DPE-TO)

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Júnior Geo diz que prefeitura ainda não pagou professores que repuseram aulas no pós-greve

O vereador Júnior Geo (Pros) disse na sessão de terça-feira, 28, da Câmara de Palmas, que a prefeitura ainda não resolveu por completo as demandas dos professores que entraram em greve em setembro do ano passado. O parlamentar defendeu que os “transtornos causados pela gestão anterior” precisam ser sanados.

“Há progressões ainda em atraso não somente da educação, mas de todos os servidores do município. Além das aulas que foram repostas e não foram pagas. Não somente não foram pagas como não abonou a ausência desses servidores”, apontou Júnior Geo.

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O oposicionista reafirmou sua solicitação à gestão municipal para o cumprimento dos direitos dos servidores da educação e o abono das faltas daqueles que cumpriram a reposição de suas aulas.

“Espero que o Executivo tenha o bom senso de promover a solução para esse problema e busque a paz dentro da educação por meio do diálogo com os servidores. Só assim vamos reconhecer o governo com dignidade e respeito”, finalizou.

O CT acionou a Prefeitura de Palmas e aguarda manifestação

Eleições
O vereador aproveitou para pontuar sobre a importância da educação para escolha do voto consciente. “A educação tem que ser valorizada, e é exatamente essa ausência de valorização que gera o tipo de política que se tem hoje. Alguns sem compromisso com a sociedade. A educação é fundamental para a escolha dos representantes”, afirmou. Prefeito de Palmas na época da greve, Carlos Amastha (PSB) disputa o governo do Estado nestas eleições.

Relembre
A greve dos professores de setembro do ano passado durou apenas 21 dias. A categoria cobrava titularidades, progressões verticais, horizontais e retroativos, e criticava supostas “interferências políticas” nas eleições para diretor de escola. A Justiça havia declarado a manifestação como ilegal.

Com o fim do protesto, o então prefeito e agora candidato a governador, Carlos Amastha (PSB), disse em coletiva à imprensa que pagaria a reposição de pelo menos 12 dias de aula que ainda precisam ser ministrados, dos 21 parados. O restante dos pontos foi efetivamente cortado. Na época da greve, o Paço contratou profissionais para não prejudicar o calendário, por isso a necessidade da reposição de apenas parte dos dias parados.

Em busca de acordo extrajudicial
Ao se manifestar, a Prefeitura de Palmas lembrou justamente da ilegalidade da greve declarada pela Justiça, assim, não havendo sentença para o abono dos 21 dias de paralisação. Apesar disto, o Paço destaca que decidiu repor aulas e atividades do período. Por outro lado, tal situação pode resultar em consequências. “Ainda que as reposições tenham sido cumpridas, as faltas anotadas podem impedir a progressão de alguns servidores”, anotou.

Diante deste cenário, a atual administração afirma ter determinado às secretarias municipais de Educação, Governo e de Relações Institucionais e à Procuradoria Geral para buscar uma “solução” para o imbróglio que preserve os benefícios da vida funcional dos professores. Isto nós termos da Lei. “Dessa forma iniciou-se a construção de um diálogo institucional e uma pauta positiva com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Educação (Sintet), que desde então participa de todas as tomadas de decisão”, garante.

Segundo a nota, a administração municipal e Sintet tem reunião marcada no Ministério Público (MPE) para tratar de uma acordo extrajudicial que garanta a evolução funcional da categoria o abono das faltas e as 2.425 progressões e gratificações por titularidades. “A Prefeitura de Palmas está confiante de que chegará à melhor solução possível, sem prejuízo às partes envolvidas”, encerra.

Leia abaixo a íntegra da nota da Prefeitura de Palmas:

“Nota: Portal CT
Assunto: Reposições e Progressões
Data: 29 de agosto

A greve dos servidores da rede municipal de ensino de Palmas, ocorrida em 2017 foi declarada ilegal pela Justiça Estadual. A Justiça não sentenciou o abono dos 21 dias paralisados, mesmo assim, houve a reposição das aulas e atividades referentes ao período da paralisação. Ainda que as reposições tenham sido cumpridas, as faltas anotadas podem impedir a progressão de alguns servidores.

No entanto, a prefeita Cinthia Ribeiro determinou à Secretaria Municipal de Educação, à Secretaria de Governo e de Relações Institucional e à Procuradoria Geral do Município, que buscassem uma solução nos termos da lei, para preservar os benefícios da vida funcional dos professores. Dessa forma iniciou-se a construção de um diálogo institucional e uma pauta positiva com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Educação (Sintet), que desde então participa de todas as tomadas de decisão.

Nesse sentido, a Prefeitura Municipal de Palmas e a representação do Sintet se reunirão com o Ministério Público Estadual, para construir de forma conjunta um acordo extrajudicial que permita o abono das faltas e o servidor alcance suas progressões sem prejuízos.

No total são 2.425 progressões e gratificações por titularidades que estão aguardando concessão, condicionadas às normas legais e orçamentária, conforme preceitua a Lei 1.445/2006, que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Profissionais da Educação Básica do Município de Palmas-PCCR. A Prefeitura de Palmas está confiante de que chegará à melhor solução possível, sem prejuízo às partes envolvidas.”

(Com informações da Ascom)

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PreviPalmas fala em “trabalho alinhado” à CPI e em recuperar aplicações temerárias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto de Previdência de Palmas (Previpalmas) realizou a primeira reunião com membros da entidade na tarde de terça-feira, 28, na Câmara. O presidente do PreviPalmas, Carlos Spegiorin, afirmou querer trabalhar “alinhado” com o que for discutido pelos vereadores. Um dos objetivos será a recuperação das aplicações temerárias.

Presidente do Conselho Municipal de Previdência, Eron Bringel relembrou na reunião dos investimentos em fundos de risco: R$ 30 milhões para o Cais de Mauá, R$ 20 milhões para a empresa Tercon. Mais uma aplicação entrou para o rol das questionadas. Segundo o conselheiro, R$ 8 milhões injetados na Caixa Econômica Federal sem ao menos um processo físico, por telefone.

“Nós queremos de fato o dinheiro de volta. É isso que vai sanar o nosso problema”, afirmou Eron Bringel. A expectativa de recuperar os valores também foi defendida pelo presidente da CPI do PreviPalmas, vereador Júnior Geo. “Precisamos buscar a recuperação dos R$ 58 milhões que inicialmente já temos conhecimento e mais do que isso, verificar se existem outros montantes de investimentos duvidosos”, disse.

O atual presidente do PreviPalmas, Carlos Spegiorin, colocado no cargo após os problemas causados e repercutidos, demonstrou estar disposto a buscar soluções. “Nossa posição é de trabalhar alinhado com a CPI. Eu parabenizo a Câmara, esta gestão do instituto quer contribuir e estamos em andamento com trabalhos administrativos para buscar solucionar esse problema”, ressaltou.

Autor do pedido de CPI, Júnior Geo realizou pedidos técnicos de documentos para investigação, que segundo alegou, já foram solicitados em outros momentos, mas não disponibilizados pelo instituto. Por fim, cobrou o prazo de 90 dias, prorrogável por igual período, para que as investigações sejam concluídas.

A CPI do PreviPalmas é presidida por Júnior Geo e formada por Vandim do Povo (PSDC), como vice-presidente; Marilon Barbosa (PSB), relator; e tem como membros os vereadores Léo Barbosa (SD) e Gerson Alves (PSL). (Com informações da Ascom)

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Palmas cresce mais que a média nacional e chega a 291.855 habitantes; confira a população de todos os municípios

Mais uma vez, Palmas cresceu 1,8% de 2017 para 2018 e possui uma população de 291.855 pessoas. No ano passado, os moradores da cidade somavam 286 787 habitantes. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A estimativa é referente a 1º de julho. Enquanto a capital do Tocantins expandiu quase 2% em um ano, o crescimento populacional do Brasil foi de 0,82% no período, de 207.660.929 para 208.494.900 habitantes.

A média crescimento de Palmas é também maior que a do Estado em 12 meses. O Tocantins tinha no passado uma população de 1.550.194 e agora somos, segundo a estimativa do IBGE, 1.555.229 moradores, alta de 0,32%.

Segundo as informações já publicadas no Diário Oficial da União (DOU), Palmas continua sendo a maior cidade do Tocantins, seguida por Araguaína, com 177.517 (alta de 0,9% em relação a 2017), Gurupi, 85.737 (+0,3%); Porto Nacional, 52.700 (população encolheu 0,24%) e Paraíso, 50.602, (+0,5%). Tocantinópolis, no Bico do Papagaio, também viu sua população diminuir 1%, de 23.119 moradores em 2017 para 22.896 agora.
Nacional
o município de São Paulo continua sendo o mais populoso do país, com 12,2 milhões de habitantes, seguido do Rio de Janeiro (6,7 milhões de habitantes), de Brasília e de Salvador, com cerca de 3 milhões de habitantes cada.

De acordo a divulgação, 17 municípios brasileiros concentram população superior a 1 milhão de pessoas e juntos somam 45,7 milhões de habitantes ou 21,9% da população do Brasil.

Serra da Saudade, em Minas Gerais, é o município brasileiro de menor população, 786 habitantes, seguido de Borá (SP), com 836 habitantes, e Araguainha (MT), com 956 habitantes.

Estados
Os três estados mais populosos estão na Região Sudeste, enquanto os cinco menos populosos, na Região Norte. O mais populoso é o de São Paulo, com 45,5 milhões de habitantes, concentrando 21,8% da população do país. Roraima é o menos populoso, com 576,6 mil habitantes, apenas 0,3% da população total.

As estimativas da população residente para os municípios brasileiros, com data de referência em 1º de julho de 2018, foram calculadas com base na Projeção de População (Revisão 2018) divulgada no último dia 27 de julho pelo IBGE.

Segundo o instituto, essa revisão incorporou os imigrantes venezuelanos no estado de Roraima, dos quais 99% estavam concentrados nos municípios de Boa Vista e Pacaraima.

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros usados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

Regiões metropolitanas
Entre as regiões metropolitanas e Regiões Integradas de Desenvolvimento (Rides), a de São Paulo é a mais populosa, com 21,6 milhões de habitantes, seguida do Rio de Janeiro (12,7 milhões de habitantes), de Belo Horizonte (5,9 milhões de habitantes) e da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) do Distrito Federal e Entorno, com 4,3 milhões de habitantes.

Ainda entre as regiões metropolitanas ou Rides, 28 têm população superior a 1 milhão de habitantes e somam 98,7 milhões de habitantes, representando 47,3% da população total. O conjunto das 27 capitais totaliza 49,7 milhões de habitantes, reunindo 23,8% da população do país. (Com informações da Agência Brasil)

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Aumento nos ventos e clima seco auxiliam a propagar fogo, alerta Defesa Civil

Nos últimos dias do mês de agosto aumentaram as rajadas de ventos na Capital que podem chegar a mais de 30 km/h. E a chegada dos ventos, além de amenizar as altas temperaturas, aumenta o sinal vermelho para o alerta de novas incidências de queimadas que colocam em risco a sobrevivência das áreas de preservação ambiental.

Segundo os dados divulgados pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, os ventos devem alternar entre fracos a moderados com rajadas e os termômetros registram a mínima de 21ºC e a máxima de 39ºC. Já a umidade relativa do ar pode variar com maxima 58% e a mínima de 22%, durante essa semana.

De acordo com a Defesa Civil do Município, o clima seco e os fortes ventos, comuns nessa época do ano, faz com que os números de focos de queimadas aumentem, e a população tanto da zona urbana como na zona rural devem ficar atentas para impedir que novos focos e a propagação de queimadas aconteçam.

“Nosso alerta é para que durante esse período as pessoas redobrem a atenção e estejam atentas não só as correntes de ar, ou seja, as rajadas de ventos, como objetos, as galhadas das árvores e as placas que podem se desprender e atingir as pessoas. E no trânsito, os condutores devem ficar atentos também”, ressaltou a gerente de Prevenção e Mitigação de Desastre da Defesa Civil Municipal.

A Defesa Civil alerta ainda quanto à condição de árvores, muros, telhados e construções e residências, se os moradores já vêm observando uma movimentação e instabilidade, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil através do telefone 9 9242-3285 e solicitem o serviço de vistoria técnica. O engenheiro responsável se deslocará ao local para avaliar sobre a questão de risco.

E, para as pessoas que frequentam o lago de Palmas, fazendo o uso de embarcações ou praticando Stand Up, atividade está bastante explorada pelos banhistas, a Defesa Civil orienta que antes de iniciar as atividades é necessário se atentar para as condições climáticas, e quando notarem as fortes pancadas de ventos retornarem às margens para proteger-se.

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TOCANTINS

MPE denuncia contrato entre Porto Nacional e empresa supostamente fantasma

O Ministério Público Estadual (MPE) aponta suposta irregularidade em contratos firmados entre a Prefeitura de Porto Nacional e a “MR Empreendimentos Comerciais” que, de acordo com o órgão de fiscalização, se trata de uma empresa fantasma.

Outras duas empresas também são alvos da Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo MPE: Márcio Roberto Soares Bezerra ME e Rogério Soares Bezerra ME. O órgão afirmou ainda que Rogério Soares Bezerra é cunhado do atual prefeito de Porto Nacional, Joaquim Maia (PV).

Segundo as investigações do MPE, a MR Empreendimentos estava recebendo “milhares de reais da prefeitura, referentes a contratos para fornecimento de produtos alimentícios e para a realização de obras de infraestrutura em escolas”, pontua o órgão que continua: “porém, um conjunto de provas obtidas em inquérito civil leva o Ministério Público a sustentar na ação que a empresa está em nome de um ‘laranja’ e seria administrada, de forma oculta, pelos irmãos Rogério Soares Bezerra e Márcio Roberto Soares Bezerra”.

Histórico

O MPE informou que a empresa foi criada em 18 de maio de 2017 e está registrada no nome de Feliciano Moura da Oliveira, que, na realidade, trabalha como operador de caixa, com carteira assinada, em um Mini Box que pertencente a Rogério Soares Bezerra.

Segundo depoimento colhido pelo Ministério Público, a MR Empreendimentos tem como endereço registrado uma pequena sala, que permanece fechada quase todo o tempo e que não apresenta movimento de funcionários e de clientes. A sala, alugada por R$ 300,00 mensais, é sede também de outra empresa, a Márcio Roberto Soares Bezerra ME. É o titular desta quem paga os aluguéis à proprietária do imóvel.

Quanto à sala comercial, o Ministério Público destaca também que o imóvel não possui qualquer identificação visual alusiva à MR Empreendimentos, havendo no local apenas uma placa com a inscrição “MB” e alguns telefones.

Esquema

Outro indício apresentado pelo Ministério Público é que quem assina atestado de capacidade técnica da MR Empreendimentos, para fins de participação na licitação promovida pela prefeitura de Porto Nacional, é Rogério Soares Bezerra, na condição de proprietário do Mini Box em que Feliciano trabalha.

“Portanto, nota-se sem maior esforço que a empresa MR Empreendimentos, que foi criada em nome de verdadeiro laranja, é ligada aos irmãos Rogério Soares Bezerra e Márcio Roberto Soares Bezerra, que na condição de proprietários das demais empresas rés atuaram para a prática da dissimulação societária”, pontua o Promotor de Justiça Vinícius de Oliveira e Silva, autor da ação judicial.

O representante do MPE também pontua que a empresa MR Empreendimentos, enquanto empresa de fachada, não possui capacidade operacional para realizar por si os serviços contratados com a Prefeitura de Porto Nacional. Por isso, sustenta que houve violação da Lei de Licitações, no que se refere à exigência de qualificação técnica e de comprovação de aptidão para o desempenho da atividade contratada.

Liminar e sanções

Na Ação Civil Pública, o Promotor de Justiça requereu à Justiça que fosse expedida liminar determinando a indisponibilidade de bens da empresa de fachada MR Empreendimentos e a suspensão de todos os contratos firmados entre essa e o município de Porto Nacional. O pedido liminar foi atendido no dia 09 desse mês pelo Poder Judiciário, em decisão do Juiz de Direito da 2ª Vara Cível José Maria Lima.

O Ministério Público pede que, em caso de procedência da ação quando do julgamento final, as empresas sejam condenadas nas penas do art. 19 da Lei Anticorrupção, quais seja, perdimento de bens, direitos e valores que obtidos com a infração, a suspensão parcial ou total de atividades, dissolução compulsória de pessoa jurídica utilizada, proibição de receber incentivos, subsídios ou subvenções por até 5 anos, além de anulação de todos os contratos da prefeitura.

Outra Parte

O T1 conseguiu contato com Márcio Roberto Soares Bezerra, que informou que o advogado da empresa já teria protocolado, junto ao MPE, documentos que comprovem a existência da empresa. Sobre a empresar estar em nome de Feliciano, ele disse apenas que é “sócio do representante legal”.

A equipe do T1 tentou contato com a Prefeitura de Porto Nacional e com o advogado da empresa, Amaranto Maia, porém as ligações não completaram. O espaço pernace aberto caso queiram se manifestar.

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SLIDE TOCANTINS

Reitor da Unitins e mais 7 professores são alvos de ação do MPE, que pede afastamento

O reitor da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Augusto de Rezende Campos, e mais sete professores são alvos de ação por suposto ato de improbidade administrativa. A Ação Civil Pública foi interposta na terça-feira, 28, pelo promotor de justiça Edson Azambuja, que propôs a anulação do concurso para professores da instituição, de 2014. Na ação é solicitada a concessão de liminar que afaste o reitor e bloqueie bens de todos os requeridos, em valores individuais que vão de R$ 18 mil a R$ 59 mil.

De acordo com o MPE, os docentes teriam votado, em reunião do Conselho Universitário da Universidade Estadual do Tocantins (Consuni), a favor da anulação de uma resolução que havia invalidado o concurso público para o cargo de professor no qual eles obtiveram aprovação.

Os sete professores e o reitor, que são parte na ação do MPE, integram um grupo de pessoas que acionou a Justiça anteriormente, no ano de 2014, propondo uma Ação Ordenatória que visasse suspender a eficácia da resolução, que veio a ser recentemente anulada pelo Consuni.

Azambuja, entende que, na votação realizada pelo Consuni, os professores deveriam ter se declarado impedidos, pois a matéria envolvia seus interesses pessoais. Ainda de acordo com o promotor de Justiça, os professores agiram com suposto desvio de finalidade ao votar pela anulação da resolução.

Além de Augusto de Rezende Campos, são parte na Ação Civil Pública os professores Ana Flávia Gouveia de Faria, Christiane de Holanda Camilo, Elizabeth Maria Lopes Toledo, Fred Newton da Silva Souza, John Max Santos Sales, Kyldes Batista Vicente e Luciana dos Santos Dias de Oliveira.

Unitins

Através de nota, a Unitins esclareceu que “o reitor Augusto Rezende se absteve de votar em todas as pautas da reunião do Consuni mencionada pelo MPE, abstenção essa registrada em ata. Portanto, não houve conduta improba do gestor e nenhum ato que configure interesse pessoal de sua parte”.

Esclareceu também que “os processos pautados para apreciação do Consuni seguiram o trâmite previsto legalmente, com protocolos e pareceres, não cabendo ao reitor impedir que fossem apreciados pelo Conselho, em consonância com os princípios da transparência, moralidade e da legalidade. A pauta é aprovada pelo próprio Consuni”.

A instituição continua a nota e ressalta que “os referidos processos foram aprovados por ampla diferença de votos, de modo que os votos dos outros sete servidores mencionados pelo MPE não mudariam o resultado”.

“O Conselho Universitário, instância máxima da instituição, na ocasião da reunião, era composto por 30 membros mais suplentes, com representantes docentes, discentes e técnicos administrativos de todos os Câmpus e, portanto, as decisões não representam interesse particular. A Unitins reforça que todas as resoluções obedecem exclusivamente às deliberações de sua instância máxima, o Consuni, e que a instituição, bem como o reitor Augusto Rezende, respeitam a legislação, com atuação pautada na legalidade, na moralidade, com atos democráticos e transparentes. As decisões tomadas pelo Consuni têm caráter administrativo, não interferindo ou influenciando em ações que já tramitam no Poder Judiciário, esfera independente pela qual a Unitins e o reitor Augusto Rezende reforçam respeito e reconhecimento diante de atuação correta e honrada”, finaliza.

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Siqueira Campos é internado pela segunda vez em menos de 20 dias

O ex-governador Siqueira Campos (DEM), candidato a senador nestas eleições como primeiro suplente de Eduardo Gomes (SD), está internado em um hospital da capital para fazer exame de colonoscopia.

A assessoria do candidato declarou que a internação é apenas para realização de exame e não soube dizer desde quando o ex-governador está no local. Confirmou apenas que aguarda o resultado dos exames para saber os próximos passos.

O T1 tentou falar com o deputado Eduardo Siqueira Campos, mas as ligações não foram atendidas.

Segunda internação

Com 90 anos e ativo na vida política, como tem se colocado atualmente, o ex-governador passa pela segunda internação em menos de 20 dias. Na última vez em que teve de ser acompanhado pelos médicos, Siqueira Campos anunciou sua desistência como candidato a senador nas eleições 2018, passando a compor, numa estratégia política do grupo, a suplência.

Como suplente, Siqueira já teria participado de gravações para propaganda eleitoral do candidato Eduardo Gomes.

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MP de Contas pede que TCE reveja suspensão de César Halum da lista de inelegíveis

O Ministério Público de Contas (MPC) solicitou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que “reexamine a concessão de efeitos suspensivos à Ação de Revisão nº 6518/2018 apresentada pelo Senhor Cesar Hanna Halum”, destacando que “o efeito suspensivo concedido foi que possibilitou a retirada temporária da lista de inelegíveis”.

Na última semana Halum foi alvo de controvérsia. Primeiro o Ministério Público Eleitoral impugnou o registro de sua candidatura devido a contas rejeitadas ainda quando o congressista era presidente da Assembleia Legislativa do Estado, mas logo em seguida veio uma decisão monocrática do TCE que afastava sua inelegibilidade, ao passo em que o candidato ao Senado Federal emitiu uma nota utilizando uma ação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para exemplificar o seu caso .

Ainda conforme o MP de Contas, o requerimento foi feito oralmente ao presidente do TCE-TO, conselheiro Manoel Pires dos Santos, mas busca formalizar o pedido o quanto antes. “O requerimento foi acolhido pelo presidente e será submetido em nova data aos demais Conselheiros da Corte”, finalizou.

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Como foi o brutal cativeiro de John McCain no Vietnã por cinco anos 9

John McCain (1936-2018) viveu em uma época em que o poder político, militar e cultural dos Estados Unidos não tinha concorrentes no mundo.

O senador republicano, que morreu no último sábado (25), nasceu poucos anos antes da Segunda Guerra Mundial e chegou à idade adulta no alvorecer dos Estados Unidos como uma superpotência global.

“Agora [o país] caminha para o que é, talvez, o entardecer de sua hegemonia, quando a nação se volta para dentro, preocupada com os potenciais riscos e desafios da imigração, do multilateralismo e da economia global”, diz Anthony Zurcher, correspondente da BBC News em Washington.

De certa forma, a vida de McCain, que morreu em decorrência de um tumor cerebral, refletiu a história dos Estados Unidos no século 20, analisa Zurcher.

Um exemplo disso foi quando ele lutou na Guerra do Vietnã, onde foi mantido em cativeiro por mais de cinco anos.

Sua libertação marcou um momento crucial de sua carreira militar, diz Zurcher, para a qual ele estava aparentemente destinado desde seu nascimento.
O jovem McCain tinha fama de rebelde e era popular com as mulheres

Seu pai e avô foram almirantes da Marinha dos EUA. Seguindo seus passos, McCain se alistou na Academia Naval.

Durante o período de formação, no entanto, ele ganhou fama de rebelde. Seus amigos também o chamavam de “John Wayne” McCain, por sua atitude e popularidade com as mulheres.

Além disso, ele acumulou deméritos enquanto outros colecionavam reconhecimentos e se formou entre os últimos de sua turma.

Frank Gamboa, um de seus companheiros, lembra que, em algumas ocasiões, McCain usava o sobrenome da família para se proteger.

Certa vez, por exemplo, ele repreendeu um superior por humilhar um mordomo filipino durante um jantar. O superior perguntou o nome dele e, ao ouvir “John S. McCain III”, tratou de ir embora.
A “decisão corajosa” de recusar a liberdade

Quando lutou na Guerra do Vietnã, McCain também poderia ter usado seu sobrenome para evitar problemas, mas não o fez.

Um dia, em outubro de 1967, quando sobrevoava Hanói, a capital vietnamita, um míssil derrubou seu avião. Ele acabou fraturando os dois braços, uma perna e sendo capturado pelas tropas inimigas.

Quando seu pai se tornou comandante das forças dos Estados Unidos no Vietnã, pensaram em libertá-lo, como uma tática de propaganda. Mas McCain rejeitou a oferta. Disse que não sairia até que todos os prisioneiros americanos fossem libertados.