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SLIDE TOCANTINS

Candidatos ao governo iniciam agenda política da semana em Palmas e no interior

Os candidatos ao governo do Tocantins começam a agenda política da semana cumprindo vários compromissos de campanha já nesta segunda-feira, 20, com viagens ao interior do Estado, discutindo planos de governo, estratégias e realizando reuniões com o eleitorado.

O candidato da Rede Sustentabilidade, Márlon Reis se reúne com lideranças do Bico do Papagaio durante todo o dia, na cidade de Araguatins, e à noite participa de grande encontro com a população local.

A candidata Bernadete Ferreira (PSOL) finalizou nesta manhã uma reunião de coordenação e na parte da tarde, além de lidar com questões burocráticas da campanha, visita o comércio de Palmas, finalizando o dia em um encontro com grafiteiros da região Norte da Capital.

Mauro Carlesse (PHS) participa de várias reuniões ao longo do dia com prefeitos, candidatos e apoiadores da coligação nesta segunda, no seu escritório da campanha em Palmas,

O ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), cumpre agenda de gravação de programa eleitoral pela manhã e à tarde faz reunião com coordenadores de campanha. À noite, o candidato a governador se reunio com educadores.

César Simoni (PSL) não enviou agenda de campanha.

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TOCANTINS

Candidatos ao governo do TO percorrem municípios do interior neste final de semana

No início da noite desta sexta-feira, 17, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO) divulgou a decisão da conselheira Doris de Miranda Coutinho em que determina cautelarmente a suspensão da execução do contrato entre o Tribunal de Justiça (TJ-TO) e a instituição Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (CEBRASPE), responsável pelo planejamento, organização, execução e acompanhamento de concurso público do órgão.

A decisão afirma que o certame deve ser mantido na fase que se encontra “até que o Tribunal de Contas se manifeste definitivamente sobre a matéria ou em sentido contrário, devendo a administração abster-se da prática de qualquer ato atinente ao prosseguimento da execução e pagamento, sob pena de multa pelo descumprimento”.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Contas (MPC) e leva em consideração a “não observância das normas concernentes à licitação e às contratações públicas”, o “não atendimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Diretrizes Orçamentárias” e a “ausência de vantajosidade e ineficácia da realização do concurso público”.

Como a decisão foi apresentada por volta das 19 horas desta sexta-feira, não foi possível contato com o TJ-TO para comentar o conteúdo.

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MUNDO

Ameaças de bombas obrigam nove aviões a mudar rota na América do Sul Comente

Nove aviões foram forçados a fazer mudanças de emergência em suas rotas dentro dos espaços aéreos de Chile, Argentina e Peru, na quinta-feira, devido a ameaças de bombas feitas à agência de aviação civil chilena, disse o diretor-geral da agência a jornalistas.

Ao menos dois dos aviões eram operados pela Latam Airlines e três pela companhia chilena de baixo custo Sky, confirmaram as companhias.

O diretor-geral da agência de aviação civil do Chile (DGAC), Victor Villalobos Collao, disse que no total 11 ameaças foram feitas na quinta-feira, sendo duas “fictícias” e nove relacionadas a voos reais.

Todos os aviões foram declarados livres de explosivos, e ao menos uma aeronave pôde retomar seu voo, disse.

Segundo Collao, ligações advertindo sobre bombas a bordo dos aviões foram feitas aos escritórios da Latam e à agência de aviação civil do Chile, e a polícia está agora tentando rastrear sua origem.

“Nós sempre temos uma ou duas malas abandonadas, isso é normal”, disse a jornalistas em coletiva de imprensa no aeroporto de Santiago. “Mas esse é um caso totalmente excepcional”.

Quatro dos aviões tinham a capital chilena como origem ou destino, acrescentou a DGAC em comunicado.

Um dos voos, o Sky 162, decolou do aeroporto Arturo Merino Benítez, em Santiago, com destino a cidade de Antofagasta, no norte do Chile, mas foi instruído a retornar à capital chilena, segundo o comunicado.

O voo 2369 da Latam, que decolou de Lima a caminho de Santiago, foi forçado a aterrissar na cidade peruana de Pisco, acrescentou.

O Ministério de Transportes do Peru disse que ninguém ficou ferido e que uma equipe responsável por desativar explosivos foi notificada. “Agora, a situação está sob controle”, disse em publicação no Twitter.

A polícia do Chile não respondeu a pedido por comentário.

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MUNDO

China aprimora bombardeiros nucleares e pode estar treinando pilotos para atacar os EUA, diz Pentágono

Um relatório divulgado pelo Pentágono na quinta-feira (17) afirma que a China está desenvolvendo e aprimorando capacidade nuclear em seus bombardeiros de longo alcance. O documento afirma ainda que os militares da China ampliaram suas operações de bombardeiros nos últimos anos porque “provavelmente estão treinando para atacar” os Estados Unidos e seus aliados.

“O desenvolvimento e a integração das capacidades nucleares em seus bombardeiros podem, pela primeira vez, dar uma ‘tríade’ nuclear de sistema de distribuição por terra, mar e ar”, diz o relatório. Os bombardeiros de longo alcance com capacidade nuclear estariam em operação nos próximos dez anos, diz o relatório.

“A apresentação ou desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais representam uma melhoria significativa nos mísseis com capacidade nuclear”, acrescenta.

A avaliação, que coincide com um aumento nas tensões entre EUA e China na arena comercial, foram publicadas no relatório anual que também ressaltou os esforços chineses para aumentar sua influência global, entre eles gastos com defesa que o Pentágono estima terem superado US$ 190 bilhões em 2017.

“Ao longo dos últimos três anos o EPL expandiu rapidamente suas áreas de operações de bombardeiros sobre as águas, ganhando experiência em regiões marítimas críticas e provavelmente treinando para ataques contra alvos dos EUA e aliados”, disse o documento, usando uma sigla para o Exército Popular de Libertação da China.

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MUNDO

Irmãos coreanos se reencontrarão depois de 68 anos separados Comente

Quando conseguiu escapar do avanço das tropas norte-coreanas, Kim Kwang-ho estava tão convicto de que voltaria logo para casa que se despediu de seu irmão com um “até logo”. Agora, na segunda-feira, ele voltará a vê-lo pela primeira vez em 68 anos.

Kim, de 81 anos, faz parte do grupo de sul-coreanos sorteados para ir na semana que vem à estação norte-coreana do Monte Kumgang para uma nova série de reuniões de famílias coreanas separadas pela guerra (1950-1953).

Milhões de coreanos foram deslocados durante este conflito, que levou à divisão na península. Desde então, as comunicações civis entre Norte e Sul – duas zonas tecnicamente em guerra – estão proibidas.

Desde 2000, os dois governos organizaram 20 séries de reuniões de famílias divididas, geralmente no calor de melhorias específicas nas relações bilaterais. Mas 65 anos depois do armistício, os sobreviventes têm o tempo contado.

Inicialmente, 130.0000 sul-coreanos apresentaram suas candidaturas para essas reuniões. A grande maioria deles morreu, e os demais têm mais de 80 anos. O mais velho completou 101 anos.

Os casos de parentes muito próximos ainda separados, como o de Kim e seu irmão, são cada vez mais raros.

Alguns dos que foram sorteados para a reunião deste ano – a primeira em três anos – desistiram de ir ao saber que seu pai, sua mãe, seu irmão ou irmã do outro lado da fronteira havia morrido, e que apenas encontrariam parentes distantes que jamais haviam visto.
Nem uma foto de família

“Estou tão feliz de saber que meu irmão está vivo”, assegura Kim.

Mas suas lembranças são confusas.

Seu pai decidiu fugir na direção do Sul no fim de 1950 com seus quatro filhos mais velhos, quando os boatos anunciavam a chegada de tropas norte-coreanas ao seu povoado do condado de Myongchon, no extremo norte.

Kim tinha 13 anos e seu irmão Kwang Il, nove.

“Achamos que sairíamos por três dias, no máximo uma semana, e, por isso, as mulheres e as crianças menores ficaram para cuidar da casa”, explica.

Ao saírem, não levaram nada, ou quase nada, nem mesmo uma foto de família.

Percorreram centenas de quilômetros em pleno inverno, às vezes de carro, em um êxodo de várias semanas acompanhando a retirada da força das Nações Unidas dirigida pelos Estados Unidos.

No final, se encontraram entre os 100.000 refugiados de Hungnam, em uma das maiores operações militares americanas de evacuação de civis da história, e que também permitiu a fuga dos pais do atual presidente sul-coreano, Moon Jae-in.

“Quando subi no barco, me dei conta de que já não poderia voltar”, lembra Kim.

Sete décadas depois, a dor da separação continua sendo igualmente intensa. E o idoso lamenta a dificuldade que tem de lembrar dos rostos do passado.

Os refugiados refizeram a sua vida no sul. O próprio Kim ensinou Medicina, mas seu pai e seus irmãos e irmãs, agora todos falecidos, sempre evitaram falar dos que ficaram no Norte.

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MUNDO

Estados Unidos ainda retém 565 menores imigrantes, três semanas após prazo final para reunir famílias Comente

O governo dos Estados Unidos mantém retidos 565 menores imigrantes ilegais, três semanas após o fim do prazo determinado pela Justiça para a reunião das crianças e jovens com seus pais ou tutores, informou nesta sexta-feira (17) o gabinete para Reassentamento de Refugiados do Departamento de Saúde (ORR).

Entre o grupo há 24 crianças com cinco anos ou menos, sob os cuidados da ORR. A instituição destaca que os pais de 366 dos 565 menores se encontram fora dos Estados Unidos, o que dificulta a reunião.

O organismo informou ainda que os pais de 154 menores indicaram que não pretendem se reunir com os filhos.

Em mais de 180 casos, segundo a ORR, os menores não podem ser entregues porque os pais foram considerados uma ameaça para os filhos, e estão separados sob custódia policial ou processo judicial.

No início do ano, o governo separou mais de 2.500 menores de seus pais após as famílias entrarem ilegalmente nos Estados Unidos pela fronteira com o México.

O Departamento de Segurança Nacional informou que vários pais aceitaram ser enviados de volta, deixando os menores nos Estados Unidos na esperança de encontrá-los legalmente mais tarde.

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BRASIL

Procuradoria cobra R$ 7 milhões de Miller, advogadas, J&amp e delatores

O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública de improbidade administrativa contra o ex-procurador Marcello Miller, a J&F, e também contra quatro delatores e duas advogadas envolvidos na polêmica colaboração premiada dos empresários.

A Procuradoria quer que eles indenizem os cofres públicos em R$ 7 milhões por dano moral coletivo.
O procurador Frederico Paiva, da Procuradoria do Distrito Federal, pede que sejam condenados, além do ex-procurador: a J&F, os irmãos Joesley e Wesley Batista, o executivo Ricardo Saud, o advogado Francisco de Assis e Silva, as advogadas Fernanda Tórtima e Esther Flesch.
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O autor da ação requer também que todos sejam proibidos de firmar contrato com o poder público e de receber benefícios e incentivos fiscais, além de ter os direitos políticos suspensos pelo prazo de 10 anos.​

Caberá a Justiça decidir se receberá a ação.

O pedido de reparação de valores, segundo Paiva escreve na peça de acusação, se dá porque “o desvalor moral” causado pelas práticas ilícitas dos citados incidiram “de forma lesiva na imagem e na credibilidade do Ministério Público”, sendo “inegável” o prejuízo acarretado.

Miller, os delatores Joesley e Francisco, e a advogada Esther Flesch já se tornaram réus de uma denúncia oferecida também por Paiva sob acusação de corrupção passiva e ativa, na esfera criminal.

Os casos são relativos ao acordo de delação premiada da JBS, que se tornou público em maio de 2017.

A colaboração, que implicou diretamente o presidente Michel Temer e provocou a mais grave crise política do governo, deu inicialmente imunidade para sete executivos, entre eles os irmãos Joesley e Wesley.

Protagonista da principal polêmica em torno da delação, Marcello Miller se reuniu com os colaboradores quando ainda fazia parte do Ministério Público do Rio de Janeiro.

De acordo com inquéritos em que a ação se baseou, os delatores Joesley e Francisco ofereceram vantagens indevidas ao ex-procurador, se aproveitando da condição dele de membro auxiliar do grupo de trabalho da Lava Jato, para conseguir um bom acordo de colaboração com a PGR (Procuradoria-Geral da República), para se livrar dos crimes que cometeram.

A Procuradoria sustenta que uma fatura de R$ 700 mil emitida por um escritório de advocacia contratado pela JBS mostra que, ilicitamente, Miller receberia pelas horas trabalhadas para os delatores quando ainda estava no serviço público.

O autor da ação afirma que ex-procurador, em conluio com delatores e advogadas, traiu “não apenas a confiança que o Ministério Público depositou, mas da própria sociedade brasileira”.

“O contexto probatório evidencia que Miller atuou de forma deliberada e com plena consciência dos seus atos, praticando conduta vedada pelo ordenamento jurídico pátrio e de plena e absoluta deslealdade à instituição a qual servia e também ao interesse público”, escreve Paiva na ação, que acusa Miller de enriquecimento ilícito.

O valor de R$ 7 milhões requerido pelo Ministério Público foi fixado por corresponder à proporção de dez vezes o montante da vantagem indevida ofertada por delatores ao ex-procurador.
OUTRO LADO

A Folha procurou os citados na reportagem, mas ainda não houve resposta de todos até o momento.

A advogada Fernanda Tórtima disse que “não tomou conhecimento do conteúdo da ação mas reafirma a lisura e legalidade de todos os seus atos com relação ao caso em questão”.

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ESPORTE

Tite admite pressão por resultado e não se vê garantido até a Copa de 2022 Comente

Tite chegou apreensivo para sua primeira convocação após a Copa do Mundo. “Podem perguntar tudo, entendo que é minha primeira aparição pública depois da Rússia”, frisou, preocupado em rechaçar qualquer imagem de que poderia estar fugindo dos questionamentos após o fracasso.

O coordenador de seleções, Edu Gaspar, seguiu a mesma linha. “O Vinicius [assessor de imprensa] que me perdoe, mas podem fazer duas perguntas em uma, procurar saber, falar. Vamos tentar explicar tudo para este novo e importante ciclo”, disse aos jornalistas presentes à sede da CBF nesta sexta-feira (17), antes da entrevista coletiva que durou quase 1h30 – a maior da dupla à frente da seleção.

Tite e Edu sabem que precisam se explicar, esclarecer, “dar a cara” em um momento de pressão reconhecido pela comissão técnica.

Unanimidade dentro da CBF, o técnico renovou seu contrato até o final da Copa de 2022. No entanto, sabe sabe dos questionamentos fora dos muros da entidade e ainda não se vê garantido até o Mundial do Catar.

Ciente dada perda de prestígio após o fracasso na Copa da Rússia, Tite sabe que precisará de bons resultados se não quiser ver sua passagem abreviada no comando do selecionado brasileiro.

“Não, não!”, respondeu com veemência ao ser questionado se sentia seguro para um trabalho até o torneio no Oriente Médio.

“O futebol te exige constantemente. Só Zagallo, Parreira e Dunga que permaneceram uma etapa toda. Sei que está alicerçado a desempenho e resultado. Muito desempenho, mas precisamos de resultado”, explicou.

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BRASIL

Justiça decreta prisão preventiva do “Dr. Bumbum” e manda soltar a mãe dele 5

A juíza Viviane Ramos de Faria, da 1ª Vara Criminal da capital, decretou nesta sexta-feira (17) a prisão preventiva do médico Denis Cesar Barros Furtado, 45, conhecido como Dr. Bumbum.

Ele é acusado de homicídio qualificado pela morte da bancária Lilian Calixto, 46, que foi de Goiânia ao Rio de Janeiro para fazer um preenchimento de glúteos e acabou morrendo horas depois no Hospital Barra D’Or, vítima de embolia pulmonar.

Na decisão, a magistrada ressalta a gravidade do caso em que o réu, em sua conduta profissional, não aparentou ter atenção com a saúde de seus clientes. Viviane afirmou que a prisão preventiva é necessária para evitar que outros crimes sejam cometidos e para garantir a instrução criminal.

A juíza destaca a periculosidade do réu e a possibilidade de continuação da prática criminosa e diz que a liberdade dele “perturbaria a ordem e tranquilidade públicas”, sendo, por isso, “imperioso” o decreto prisional.

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BRASIL

Candidaturas de mulheres atingem 30% do total, mínimo exigido em lei

Brasília

O número de mulheres registradas pelos partidos para as eleições deste ano ficou próximo ao mínimo exigido por lei.

Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que elas representam 30,7% dos pedidos de registro para a disputa aos cargos de deputado estadual e 31,59% para as vagas de deputado federal.

Esses são os primeiros dados divulgados pelo TSE na tarde desta quinta-feira (16) com um primeiro retrato das candidaturas registradas. De acordo com a Corte Eleitoral, as informações ainda podem ser atualizadas.
Urna eletrônica na sede do TSE, em Brasília – Pedro Ladeira/Folhapress

Pela legislação, ao menos 30% dos candidatos devem ser do sexo feminino nas disputas aos cargos proporcionais —deputado federal, deputado estadual e vereador.

De acordo com a projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para este ano, as mulheres representam 51,09% da população brasileira.

Nos registros de cargos para os quais não há exigência mínima de número de mulheres, a presença feminina é ainda menor.

Neste ano, elas representam aproximadamente 15% dos candidatos a presidente, 12% dos postulantes a governador e 18% dos que vão disputar um cargo ao Senado.

Nas eleições de outubro, se for mantido o que se observou em 2014, o número de mulheres eleitas pode ser ainda menor do que essas proporções.

Naquela eleição, as mulheres eram, por exemplo, 31,8% das candidaturas registradas ao cargo de deputado federal. Porém, após desistências e indeferimentos de registros, chegaram ao dia da votação representando 22,6% dos candidatos.

Após a apuração dos votos, as mulheres ficaram com 10% das vagas na Câmara dos Deputados para o mandato iniciado em 2015.

Para as eleições deste ano, há também cota mínima de verba que deve ser destinada às campanhas de mulheres. Os partidos deverão reservar pelo menos 30% do fundo eleitoral para as candidatas, que também terão direito a aparecer nessa mesma proporção de tempo na propaganda de rádio e TV.

A Justiça também entendeu que, no caso de o número de mulheres superar 30% das candidaturas, a distribuição de recursos deverá obedecer à mesma proporção.

Um dos objetivos da medida é combater as chamadas candidaturas fantasmas. Obrigados a registrar número mínimo de mulheres, partidos acabavam lançando candidatas que não recebiam votos nem recursos para a campanha.

A professora de direito da Unb (Universidade de Brasília) e pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero Débora Diniz afirma que alterações na legislação são um passo para a ampliação da participação feminina na política, mas não são o suficiente.