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Mais da metade dos venezuelanos que cruzaram fronteira deixaram país

O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) afirmou nesta terça-feira (17) que mais da metade dos venezuelanos que entraram pelo estado de Roraima entre 2017 e junho de 2018 já deixaram o país.

Em post nas redes sociais, Padilha disse que dos 127.778 venezuelanos entraram pela fronteira de Pacaraima naquele período, 68.968 deixaram o território brasileiro —47.855 por fronteira terrestre e 21.113 por voos internacionais.

Dentre os venezuelanos que deixam o Brasil por via terrestre, 66% voltam à Venezuela via Pacaraima; 15% pela Ponte Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR); 6% via Guajará-Mirim, em Rondônia; 6% por Uruguaiana (RS); e 7% em outras localidades.

Por via aérea, as principais rotas de saída são os aeroportos de Guarulhos (58%), Manaus (15%), Brasília (13%) e Galeão (11%).

Segundo o ministro, há 4.000 venezuelanos em abrigos de Roraima. Outros 690 venezuelanos foram levados de modo voluntário para cidades como São Paulo, Manaus, Cuiabá e Rio de Janeiro.
Dados compilados pela Polícia Federal e divulgados durante reunião do Comitê Federal de Assistência Emergencial, entre 2015 e junho de 2018, 56.740 venezuelanos procuraram a Polícia Federal para solicitar refúgio ou residência no Brasil.

Desses, 35.540 pediram refúgio e 11,1 mil solicitaram residência. Outros 10,1 mil agendaram atendimento, sendo que 5,9 mil não retornaram.

O último dado, fechado em 15 de maio, indicava a procura de 48.646 venezuelanos por regularização junto à PF.

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‘Trata homossexualidade como doença’, diz OAB sobre vereador que mudou nome de creche

Para a Ordem dos Advogados, o pedido do vereador Filipe Martins (PSC) para mudar o nome do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Arco-íris, dá a homossexulaidade um tratamento de doença. Ele solicitou a mudança argumentando que o nome ‘promove o homossexualismo’.

“Para justificar a alteração que propôs, ele disse que o arco-íris fazia apologia ao homosexulismo. O sufixo “ismo” é ligado a doença. Desde de 1990, que o homosexualismo saiu do rol de doenças mentais da Organização Mundial de Saúde. A gente vê na justificativa dele um atraso de quase 30 anos, desrespeitando a população LGBT, tratando a homossexualidade como se fosse doença”, diz a presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB, Karoline Chaves.

Ela também questiona o uso de recurso público empregado na mudança. “Desrespeita a população de Palmas porque nós temos uma população significativa LGBT e desrespeita o público geral, fazendo o uso de recurso público para esse tipo de atuação na Câmara, quando na verdade a gente espera outro tipo de ação.”

Entenda

O problema começou após a prefeitura enviar um projeto de lei para a Câmara de Vereadores criando seis novas creches. Uma das unidades seria chamada de Arco-íris, mas o nome encontrou resistência por ser “usado para a promoção do homossexualismo”, segundo o vereador Filipe Martins.

Conforme a Secretaria Municipal de Educação, o nome da creche foi escolhido pela própria comunidade da Arse 102 (antiga 1.006 Sul). Porém, a unidade teve o nome mudado a pedido do vereador.

A prefeitura informou que o projeto com o novo nome foi sancionado, uma vez que seus trâmites cumpriram todos os requisitos legais. (veja a nota completa no fim desta reportagem)

O projeto com o novo nome foi publicado no Diário Oficial do Município, na semana passada, após ser sancionado pela prefeita de Palmas. A creche passou a se chamar Romilda Budke Guarda.

A mudança no nome da escola foi divulgada no próprio site do vereador: “o objetivo é homenagear uma das pioneiras de Palmas como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados aos palmenses, além de substituir o nome Arco-Íris, que apesar de ser um símbolo do cristianismo, também é usado para promoção do homossexualismo”, diz trecho de nota publicada.

Nas redes sociais, os internautas comentaram a medida aprovada pelos vereadores. “É isso aí vereador, agora só falta trocar o veado das placas nas rodovias que alerta sobre animais silvestres”, comentou um internauta.

“Eu que pensava que a buraqueira, a falta de iluminação pública, segurança educação de qualidade fossem de maior necessidade […] Deve ser difícil para o senhor sair às ruas em dias de sol e chuva”, comentou uma mulher.

“O problema não é colocar o nome de uma pessoa. Porque se é uma pessoa que tem serviços prestados, tudo bem. Só que ele foi eleito para cuidar de tantas outras questões mas importantes do que isso”, comentou o professor Luciano Coelho, que é orientador educacional na rede municipal de educação.

O vereador informou que pediu a mudança do nome após ser procurado por moradores de uma quadra de Palmas para homenagear Romilda Budke Guarda, que foi pioneira na região norte da cidade. Ainda segundo ele, o nome fazia referência a uma única bandeira, mas a administração pública não pode privilegiar nenhum grupo em detrimento dos demais.

“Além disso, o grupo LGBTI tem usado bastante a bandeira do Arco-íris. Eles usam como símbolo deles. Então para não ter uma bandeira fizemos a substituição, que é de direito do vereador. Já que essa bandeira tem apologia do homossexualismo e estaria dentro de um centro infantil, fizemos a alteração. Mas não tenho nada contra o homossexualismo.”

Essa não é a primeira vez que a Câmara de Vereadores de Palmas se envolve em polêmicas envolvendo questões de gênero. Em 2016, por exemplo, os parlamentares aprovaram uma lei proibindo a discussão sobre ideologia de gênero (diversidade sexual) nas escolas municipais.

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Creche Arco-íris muda de nome após pedido de vereador: ‘promove o homossexualismo’

A escolha do nome de um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) tem causado polêmica em Palmas. O problema começou após a prefeitura enviar um projeto de lei para a Câmara de Vereadores criando seis novas creches. Uma das unidades seria chamada de Arco-íris, mas o nome encontrou resistência por ser “usado para a promoção do homossexualismo”, segundo o vereador Filipe Martins (PSC).

Conforme a Secretaria Municipal de Educação, o nome da creche foi escolhido pela própria comunidade da Arse 102 (antiga 1.006 Sul). Porém, a unidade teve o nome mudado a pedido do vereador.

A prefeitura informou que o projeto com o novo nome foi sancionado, uma vez que seus trâmites cumpriram todos os requisitos legais. (veja a nota completa no fim desta reportagem)

O projeto com o novo nome foi publicado no Diário Oficial do Município, na semana passada, após ser sancionado pela prefeita de Palmas. A creche passou a se chamar Romilda Budke Guarda.

A mudança no nome da escola foi divulgada no próprio site do vereador: “o objetivo é homenagear uma das pioneiras de Palmas como reconhecimento pelos relevantes serviços prestados aos palmenses, além de substituir o nome Arco-Íris, que apesar de ser um símbolo do cristianismo, também é usado para promoção do homossexualismo”, diz trecho de nota publicada.

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Homem encontrado morto em lago é enterrado como indigente

Sem identificação, o corpo do homem encontrado boiando na praia da Graciosa, em Palmas, foi enterrado como indigente na tarde desta terça-feira (17). O enterro foi realizado na cemitério Jardim da Paz, na capital, por volta das 17h.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, o enterro foi realizado porque o corpo estava em avançado estado de decomposição. Registros fotográficos da arcada dentária e a numeração do túmulo foram guardados para uma futura identificação.

O corpo foi encontrado boiando no último domingo (15), na área de banho de uma das praias mais movimentadas da capital. Trata-se de um homem branco e calvo e que ficou submerso por cerca de dois dias. Ele estava apenas com uma roupa íntima. Não foram verificados sinais de violência.

Nesta segunda-feira, uma mulher foi até o IML e informou que estava à procura de um parente desaparecido há dois meses e que possui as mesmas características do homem. Mas a mulher não retornou ao instituto para fazer o reconhecimento.

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Médico cubano morre após carro bater de frente com caminhão em curva da TO-336

Um acidente grave causou a morte do médio cubano Luis Alberto Martinez Vila e deixou outra pessoa gravemente ferida. A colisão aconteceu durante a madrugada desta terça-feira (17) na TO-336, próximo de Colméia, a 206 quilômetros de Palmas. O carro em que as vítimas estavam bateu de frente com um caminhão.

Segundo informações da Polícia Civil, quatro pessoas estavam no carro de passeio. Todos foram levados inicialmente para o hospital de Colmeia.

Depois, o motorista do veículo foi transferido para o Hospital Regional de Araguaína em estado grave. Os outros dois passageiros, uma mulher e um adolescente, tiveram ferimentos mais leves. O médico não resistiu.

Luis Alberto Martinez Vila morava em Redenção (PA) e trabalhava no Distrito Sanitário Especial Indígena Kayapó do Pará. As informações foram confirmadas pela Unidade de Atenção à Saúde Indígena.

Ainda não há informações do que pode ter provocado o acidente. Porém, imagens feitas no local mostram que a batida ocorreu em uma curva onde é proibida a ultrapassagem. A perícia foi acionada e o caso repassado para a Polícia Civil.

O corpo do médico foi levado para o IML de Araguaína.

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Melhor faculdade de Palmas para o MEC, Cesup será inaugurada nesta 4ª com a qualidade do Grupo Ceuma

Com investimento de cerca de R$ 4,6 milhões, capacidade de atender a 950 alunos em três turnos e que vai gerar 130 empregos diretos, a Faculdade Cesup será inaugurada na próxima quarta-feira, dia 18, na capital tocantinense. Considerada a melhor faculdade de Palmas em avaliação presencial feita pelo Ministério da Educação (MEC), Cesup traz ao Estado o diferencial da qualidade de ensino do Grupo Ceuma, que em 28 anos se tornou um dos principais da educação do país, mais bem avaliado pelo MEC e com a melhor estrutura educacional nas regiões norte, nordeste e centro-oeste.

A cerimônia será realizada às 19h, na quadra 1.102 Sul, avenida Teotônio Segurado. Autoridades e representantes de diversos segmentos da sociedade do Tocantins e de outros Estados devem prestigiar o evento. “Juntos, Cesup e Grupo Ceuma representam para o Tocantins um grande salto de qualidade no ensino superior. Com foco na tecnologia e inovação na área de educação, a qualidade é garantida com objetivo de facilitar o processo de aprendizagem dos alunos”, afirmou diretor da unidade de Palmas, Rodrigo Aparecido Justino, 37. “E esse investimento não trará apenas reflexos positivos na área da educação, mas também ao desenvolvimento do Tocantins pelo fato de formarmos profissionais qualificados para oferecer ao mercado local e de todo o Estado”, complementou.

Cursos e estrutura
O Cesup oferecerá inicialmente cinco cursos presenciais: Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Administração, Enfermagem e CST em Gestão Ambiental. Com um quadro de docentes formado por professores mestres ou doutores, as aulas começam no dia 8 de agosto.

Em termos de estrutura, o Cesup oferecerá aos alunos laboratórios especializados para cada tipo de curso, com equipamentos próprios e novos, e bibliotecas física e virtual. “O aluno tem a garantia de encontrar no Cesup os melhores professores, conceituada metodologia de ensino e a melhor estrutura em laboratórios especializados para cada curso. Isso significa aprovação no mercado de trabalho. O Cesup tem tudo o que o tocantinense precisa para uma formação acadêmica sólida”, ressaltou o diretor Rodrigo Justino.

Um dos diferenciais da estrutura é a atenção aos portadores de necessidades especiais. Além de piso tátil em todo o prédio de dois andares, que propicia segurança a quem necessita, há plataforma elevatória a cadeirantes e salas identificadas em braile. As salas de aula, laboratórios, biblioteca e dependências administrativas do Cesup foram planejadas para atender ao público que possui alguma limitação de locomoção.

Grupo Ceuma
Criado em São Luís, no Maranhão, no ano de 1990, o Grupo Ceuma possui seis campi no Estado divididos na capital e nas cidades de Imperatriz e Bacabal. Em Brasília, possui a tradicional Unieuro, reconhecida pelo MEC como um dos melhores centros universitários do Distrito Federal por três vezes consecutivas. Há ainda as unidades em Belém, no Pará (Famaz recebeu do MEC o título de a melhor faculdade do Pará entre públicas e privadas) e em Teresina, no Piauí, com o Ceupi e o polo de educação à distância em Parnaíba, em processo de implantação. (Da Assessoria de Imprensa)

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Após turbulências do antecessor, Cinthia restabelece relação com bancada federal e angaria R$ 835 mil

A Prefeitura de Palmas garantiu aporte de R$ 835 mil para investir em infraestrutura, desenvolvimento econômico e social. O valor anunciado nesta terça-feira, 17, é resultado de interlocução da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) junto a bancada federal tocantinense. As emendas são de autoria das deputadas Dulce Miranda (MDB) e Josi Nunes (Pros). O Paço entrará com contrapartida.

O setor Taquari será beneficiada com a construção de uma praça. A obra será custeada com R$ 545 mil do Ministério do Turismo, liberados por meio de emenda parlamentar de Dulce Miranda, com contrapartida de R$ 11.190,48 da Prefeitura de Palmas.

“A obra tem objetivo de proporcionar aos moradores do setor Taquari um espaço de convívio e integração entre crianças, jovens e adultos, por meio da prática esportiva, lazer e cultura”, comentou Cinthia Ribeiro.

A Capital também garantiu mais R$ 300 mil para aplicação no desenvolvimento turístico. Do total, R$ 292.500,00 também tem origem no Ministério do Turismo, por meio de emenda parlamentar de Josi Nunes (Pros). A contrapartida do município é de R$ 7,5 mil.

Este financiamento contempla a implantação da sinalização turística de Palmas, que deve ser desenvolvida em três idiomas: português, inglês e espanhol. O projeto também tem caráter inclusivo, uma vez inclui painéis de localização em braile.

“Cada vez mais estamos trabalhando para que Palmas se consolide entre as capitais mais modernas e inclusivas do País. Os projetos que apresentamos para captação de recursos priorizam, além do desenvolvimento econômico, o desenvolvimento humano”, concluiu a prefeita.

Relação restabelecida
A alocação de emendas de Dulce Miranda e Josi Nunes à Capital pode marcar o restabelecimento da relação da Prefeitura de Palmas com a bancada tocantinense. O antecessor da tucana, o ex-prefeito e pré-candidato a governador Carlos Amastha (PSB) não manteve uma relação pacífica com os deputados federais e senadores.

Caso que ilustra esta dificuldade de Carlos Amastha com os congressistas foi o episódio das emendas impositivas de bancada para o Orçamento da União deste ano. A bancada federal resolveu dividir os R$ 162,494 milhões que tinham direito entre os municípios, mas 40% do valor ficou só para Araguaína e Gurupi, enquanto os 60% restantes ficou para ser distribuído entre o restante das cidades.

Na época, o ex-prefeito recorreu às redes sociais para disparar contra a articulação. “Gurupi e Araguaína ficaram com 100% da emenda [uma delas]. Ficou fora Palmas, Porto [Nacional] e Paraíso [do Tocantins]. Isso não é política, é um absurdo, uma sem vergonhice. Se a gente aprende, no próximo ano [2018] a gente coloca eles no lugar que merecem”, disparou insatisfeito. (Com informações da Prefeitura de Palmas)

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Empresários vão ao MPT contra Fecomércio por “contribuição sindical” disfarçada de Benefício Social Familiar

A Federação da Indústria e Comércio do Tocantins (Fecomércio) é alvo de denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) pela criação do Benefício Social Familiar na última convenção coletiva de trabalho (CCT), válida até 2019. O MPT foi acionado por 13 associações empresariais, que alegam que a cobrança para garantir a assistência criada “nada mais é que uma contribuição sindical, abolida pela recente reforma trabalhista”.

Em nota assinada pelas 13 entidades são listados ao menos dez motivos para o ingresso de denúncia ao MPT. O documento aponta que o Benefício Social Familiar “é menos interessante aos trabalhadores” porque envolve capitais sociais segurados em valores inferiores aos previsto na antiga obrigação convencional de contratação de seguro de vida. Também é apontado um “aumento exorbitante do custo com a contratação do funcionário”, prevendo

“Comparado com o seguro de vida, o benefício social resultará certamente na demissão de milhares de trabalhadores visando a redução de custos. A Fecomércio fala que isso não acontecerá, todavia, sabemos que a realidade do mercado é diferente. Se analisarmos as empresas que empregam mais de 10 colaboradores veremos que o custo aumenta de forma significante, deixando de criar até mesmo novas oportunidades que são fator importante no atual contexto”, argumentam.

Instituído em CCT, o Benefício Social Familiar obriga a empresa recolher mensalmente até o dia 10 de cada mês, a título de contribuição social, o valor de R$ 20,00 por trabalhador. Segundo a própria Fecomércio, a medida é um modelo de atendimento social e de apoio com que garante a reestruturação da família na ocorrência de falecimento, incapacitação total e permanente do trabalhador e contribui com conforto e adaptação no nascimento de filhos do trabalhador.

Desobediência a princípio constitucional
Na avaliação das entidades autoras da denúncia, o benefício desrespeita o princípio constitucional da livre concorrência por meio da reserva de mercado. A nota diz que a Fecomércio direciona todo o recurso a uma única empresa goiana, pagando 18% de todo o valor, para que ela arrecade, faça a cobrança e administre o trabalho de disponibilizar o benefício.

“Contudo, a empresa não tem nenhuma responsabilidade sobre os serviços que forem mal prestados ou não prestados, ou seja, não se responsabiliza com qualidade e nem mesmo em caso de ausência dos serviços, apenas cobra e repassa o montante arrecadado. Assim, a Fecomércio reserva de forma evidente os serviços a uma única empresa de Goiás, que não fomenta em nada nosso Estado e não prioriza os trabalhadores daqui”, anotam.

As entidades também reclamam da falta de clareza quanto em relação ao benefício, seja quanto a prazos ou responsabilidades da empresa. Outro ponto alvo de questionamento é a quebra do sigilo das empresas e dos trabalhadores ao prestar informações relacionadas ao fornecimento do extrato Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) à responsável pelo Benefício Social Familiar. “Informações sigilosas das empresas só dizem respeito aos órgãos de fiscalização e arrecadação”, defendem.

Falta de transparência dos custos operacionais também é apontada. As entidades afirmam que não tiveram acesso ao contrato com a empresa responsável pelo Benefício Social Familiar, que não sabem se ela tem capital social suficiente para honrar as responsabilidades e não tem conhecimento do valor a ser revertido exclusivamente ao pagamento dos benefícios disponíveis. O parâmetro utilizado para a fixação do custo de R$ 20,00 mensais por trabalhador também não foi demonstrado, alegam.

Ainda segundo as entidades, benefícios como descontos em farmácias, em atendimento médico entre outros, já são disponibilizados sem a necessidade das empresas pagarem por funcionário.

Por fim, a nota indica que o Benefício Social Familiar pode arrecadar até R$ 1 milhão se considerar os cerca de 50 mil trabalhadores tocantinenses. A administradora ficará com 18% do valor, o que, para as entidades, não seria necessário. “Os benefícios poderiam ser implantados pelas próprias empresas sem a necessidade de contratação de terceiros para isso”. Para o grupo, tal medida onera “de forma exorbitante” as empresas, que deixam de gerar novos empregos.

O CT acionou a Fecomércio e aguarda manifestação.

Confira abaixo a íntegra da nota e a lista de entidades autoras da denúncia:

“Todo mundo quer ser representado e ter seus direitos garantidos, isso é fato! Falar da importância de uma representatividade é desnecessário em um ambiente democrático. Contudo, para que uma classe se sinta realmente representada é importante que ela reconheça e se encontre no grupo ao qual pertence, e não é diferente com a classe empresarial, o que vai além de tomadas de decisões pontuais (como por exemplo, o caso dos dissídios coletivos) por parte de seus representantes.

Esclarecemos isso para explicar a todos os motivos que determinaram de forma inequívoca a denúncia feita pelas entidades junto ao Ministério Público do Trabalho contra o Benefício Social Familiar criado pela FECOMÉRCIO na CCT 2017/2019.

Separamos abaixo, então, alguns dos pontos que compõem a denúncia, e que podem ajudá-lo a entender porque acreditamos que a criação do produto Benefício Social Familiar, nada mais é que uma contribuição sindical, abolida pela recente reforma trabalhista, uma conquista em nosso País, e que está sendo reimplantada através do tal benefício.

1. Redução de benefícios aos trabalhadores: já que envolvem capitais sociais segurados em valores inferiores aos previsto na antiga obrigação convencional de contratação de seguro de vida o benefício social familiar é claramente menos interessante aos trabalhadores no ponto de vista de proteção e valor das apólices. Além disso, se detalharmos outros itens veremos que a redução neste item importante não compensa em detrimento de outros ainda menores.

2. Aumento exorbitante do custo com a contratação do funcionário: se comparado com o seguro de vida, o benefício social resultará certamente na demissão de milhares de trabalhadores visando a redução de custos. A Fecomércio fala que isso não acontecerá, todavia, sabemos que a realidade do mercado é diferente. Se analisarmos as empresas que empregam mais de 10 colaboradores veremos que o custo aumenta de forma significante, deixando de criar até mesmo novas oportunidades que são fator importante no atual contexto.

3. Desrespeito ao princípio constitucional da livre concorrência: através da utilização de reserva de mercado com a empresa Benefício Social Familiar. O que é isso quer dizer? A Fecomércio direciona todo o recurso empregado a uma única empresa pagando 18% de todo o valor para que essa empresa arrecade, faça a cobrança e administre o trabalho de disponibilizar o benefício, contudo, a empresa não tem nenhuma responsabilidade sobre os serviços que forem mal prestados ou não prestados, ou seja, não se responsabiliza com qualidade dos serviços e nem mesmo em caso de ausência dos serviços, apenas cobra e repassa o montante arrecadado. Assim, a Fecomércio/TO reserva de forma evidente os serviços a uma única empresa de Goiás, que não fomenta em nada nosso Estado e não prioriza os trabalhadores daqui. Além disso, direcionando o mercado a uma única empresa, a CCT faz com que as empresas estejam amarradas, sem poder de negociação, como atualmente têm ao realizar negociações com bancos através de menores taxas, por exemplo, tendo em vista ser a empresa Benefício Social Familiar a única e exclusiva autorizada pela Fecomércio/TO a ofertar o serviço.

4. Falta de clareza em relação à carência para utilização do benefício social familiar: Em recente conversa com a empresa Benefício Social Familiar e os presidentes das entidades representativas, observamos total ausência de informação específica quanto aos benefícios disponibilizados aos trabalhadores na proposta, prazos, responsabilidades, detalhes importantes para que a empresa se sinta segura em rescindir serviços de qualidade que já estão disponíveis aos colaboradores. É desnecessário dizer o quanto é importante uma empresa de seguro ser fidedigna no mercado, e a Benefício Social Familiar sequer tem autorização da SUSEP para comercializar seguros.

5. Quebra do sigilo das empresas e dos trabalhadores ao prestar informações relacionadas ao fornecimento do extrato do CAGED a empresa benefício social familiar e as entidades sindicais. Informações sigilosas das empresas só dizem respeito aos órgãos de fiscalização e arrecadação. Por que a Fecomércio quer informações sobre os rendimentos das empresas? Nem que fosse como fonte de pesquisas por seu instituto essa obrigação seria adequada. Importante questionarmos, apesar do CRC/TO ter tomado a frente neste quesito.

6. Falta de transparência dos custos operacionais da empresa Benefício Social Familiar: Não tivemos acesso ao contrato com a empresa Benefício Social Familiar com a justificativa de ser apenas do interesse das partes. Não temos acesso a informação do valor a ser revertido exclusivamente ao pagamento dos benefícios que colocam como disponíveis, também não sabemos e não tivemos acesso a informações da empresa se dispõe de capital social suficiente para honrar as responsabilidades no cumprimento dos benefícios oferecidos.

7. Falta de transparência acerca do parâmetro utilizado para a fixação do custo de R$ 20,00 (vinte reais) mensais por trabalhador. Não tivemos acesso a informações a respeito da formação de preço do produto Benefício Social Familiar e como chegaram neste valor.

8. Muitos dos benefícios ofertados são disponibilizados por diversas entidades, como por exemplo, descontos em farmácias, descontos em atendimento médico/hospitalar, entre outros, contudo, sem que para isso as empresas tenham que pagar por funcionário.

9. Parte do benefício tem a natureza de contribuição sindical compulsória. Como informado pelo próprio Presidente da Fecomércio/TO a empresa administradora do recurso ficará com 18% de toda a arrecadação, sendo o restante para pagamento dos benefícios e o restante para federação do comércio, estamos falando aproximadamente em R$1.000.000,00 (um milhão de reais) mensais, se considerarmos 50 mil trabalhadores no Estado, recebendo mínimos benefícios que poderiam ser implantados pelas próprias empresas sem a necessidade de contratação de terceiros para isso, onerando de forma exorbitante as empresas e deixando de gerar novos empregos.

10. As empresas que estão se reestabelecendo serão sacrificadas para manter entidades sindicais e federação, que muitos deles sequer empregam. O último ponto nem precisamos detalhar.

Reiteramos que somos contra melhorar a vida dos trabalhadores do Estado do Tocantins e sim, contra a forma descarada que estamos sendo obrigados a manter entidades sindicais que pouquíssimo nos serve, tanto patronais quanto laborais. Sabemos das necessidades de nossos parceiros colaboradores e não negamos isso. Não nos foi oportunizado dizer a nossa opinião, uma vez que, diante dos sindicatos e da federação do comércio do Estado do Tocantins não temos voz!

Assinam

Associação Comercial De Supermercados (Atos),
Câmara De Dirigentes Lojistas De Palmas (Cdl),
Associação Dos Comerciantes De Materiais De Construção Do Estado Do Tocantins (Acomac),
Associação Comercial E Industrial De Paraíso (Acip).
Associação Dos Distribuidores E Atacadistas Do Estado Do Tocantins (Adat)
Associação Comercial, Empresarial, Agronegócio, Ecologia E Turismo De Taguatinga Tocantins, (Aceit)
Associação Comercial E Industrial De Tocantinia, (Acito)
Associação Comercial E Industrial De Palmas/To, (Acipa)
Associação Empresária, Comercial E Industrial De Lagoa Da Confusão-To, (Aecilc)
Associação Comercial, Industrial E Agropecuária De Miracema-To (Aciam)
Associação Dos Jovens Empresários E Empreendedores Do Tocantins (Ajee-To),
Associação Comercial, Industrial E Agropecuaria De Guarai (Aciag),
Associação Comercial, Industrial E Prestacional De Colinas (Acicolinas).”

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Líderes estranham silêncio de Adir na reunião do PR; Damaso é apresentado como federal

Prefeitos do PR ouvidos pelo blog disseram ter estranhado, na reunião do partido nessa segunda-feira, 16, o silêncio do presidente regional do Podemos, Adir Gentil, homem-forte do ex-prefeito de Palmas e pré-candidato a governador do PSB, Carlos Amastha. Todos os ouvidos garantiram apoio à reeleição do senador Vicentinho Alves (PR), mas mandaram avisar que não contem com eles para pedir votos para Amastha.

“Esperávamos que o Adir fosse usar da palavra e falar com a gente, mas nem uma palavra. Não sei se por temer uma reação contrária”, especulou um prefeito republicano, que preferiu não se identificar.

Outro fato que chamou a atenção foi a apresentação do presidente regional do PSC, deputado estadual Osires Damaso, como pré-candidato a deputado federal. Damaso integrou o grupo da senadora Kátia Abreu (PDT) na eleição suplementar e é cotado para disputar vaga de senador na chapa de Amastha.

No grupo do MDB presente à reunião republicana, a imagem de Amastha também não é das melhores, e o apoio à pré-candidatura dele é rejeitado por grande parte dos emedebistas. O maior entusiasta do MDB pela candidatura de Vicentinho na eleição suplementar, o prefeito de Paraíso, Moisés Avelino, por exemplo, procurou não opinar nessa segunda, mas já havia se manifestado sobre o que pensa sobre o ex-prefeito de Palmas no 3º Encontro do partido, realizado em Palmas no dia 27 de janeiro.

“Para ele [Amastha], no WhatsApp, tudo é bandido. Olha quem está ao redor dele”, recomendou, durante a reunião de janeiro, para emendar em seguida: “Não precisa falar, não”.

Na época, Avelino fez um prognóstico que não se confirmou. Ele previu que Amastha não renunciaria ao mandato de prefeito: “O estrangeiro sai da raia, não se afasta da prefeitura. Vou contar, e não sou adivinhão: vai desistir da candidatura daqui para frente. É só andar no Estado. É só tirar WhatsApp, e o que vem de Palmas? É só tirar essa pinturinha que faz por aí, é festa de Natal, e perguntar: qual é a obra de estrutura que tem em Palmas que foi feita pela prefeitura? Quantas casas construiu? Os esgotos que fizeram aí não foram ele, mas a Saneatins, com dinheiro que não é do município”.

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Acatando decisão judicial, Estado concede 125 progressões à Polícia Civil do TO

O Governo do Estado vem, desde a semana passada, concedendo progressões horizontais e verticais a policiais civis e delegados do Tocantins. As promoções foram divulgadas em edições do Diário Oficial do Estado do dia 9 até ontem, 16. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as progressões ocorreram mediante decisão judicial e não partiram do órgão. Confira nota abaixo.

Ao todo, até o momento, foram realizadas 125 promoções, entre agentes de polícia, de necrotomia, papiloscopista, perito, escrivão de polícia e delegados, este último cargo já somando sete progressões.

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepol-TO) informou, assim como a SSP, que as progressões são oriundas de ações judiciais e que estão atrasadas desde de 2015. “O governo não vinha cumprindo a sua obrigação. E essas de agora só foram publicadas e pagas após determinação do Tribunal de Justiça do Tocantins”, diz a nota.

Para o presidente do Sindepol, o delegado Mozart Félix, as progressões deveriam ter acontecido automaticamente, sem a necessidade de recorrer ao judiciário. “Desde 2015 as progressões automáticas não são publicadas”, pontuou.

No Diário Oficial, o Estado esclarece que a elevação dos salários terá efeitos financeiros a partir de agosto de 2016, obedecendo a Lei 1.545/2004. Porém, Mozart afirma que o Estado está cumprindo somente com metade da decisão, publicação as progressões. Sobre o pagamento dos retroativos, o Governo ainda não se manifestou a respeito.

O presidente do Sindepol disse, ainda, que mais promoções devem ser publicadas em breve, em parte por se tratarem de decisões judiciais individuais, como é o caso dos delegados. Mais de 600 servidores da Polícia Civil aguardam pelas progressões. “O servidor da Polícia Civil tem que recorrer do judiciário para ter o seu direito cumprido”, afirmou o delegado.

O Plano de Carreira do Civil é dividido em quatro classes e em cada uma das classes tem 10 referências. As progressões que acontecem entre classes são as verticais, e as de dentro das classes, as horizontais, explicou Mozart. O Portal procurou o Governo do Estado para saber sobre o impacto que as progressões terão no orçamento do Estado, mas ainda não obteve retorno.

Nota da SSP

A Secretaria de Estado da Segurança Pública informa que as progressões horizontal e vertical de policiais civis publicadas nos Diários Oficiais ns. 5.150, de 09 de julho de 2018, e 5.155, desta terça-feira, 16, resultam de decisões exaradas pelo Poder Judiciário.

Tais publicações oficiais também contêm a identificação dos respectivos processos, que estão disponíveis para consulta no sistema eletrônico do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins – TJTO.