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Advogados pedem ao TSE para que Marcelo só deixe Palácio após publicação do acórdão

Fontes do Palácio Araguaia afirmaram ao blog que os advogados do governador Marcelo Miranda (MDB) pediram agora à tarde ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ele e a vice-governadora Cláudia Lelis (PV) só deixem o governador após a publicação do acórdão do julgamento desta quinta-feira, 22. Advogados disseram ao blog que a aplicação imediata significaria a saída deles com a publicação da ata do julgamento, que poderá ocorrer nesta sexta-feira, 23, ou na segunda-feira, 26.

A medida visa apenas ganhar uns dias a mais, já que o acórdão deve ser publicado rapidamente.

De toda forma, a defesa de Marcelo vai ingressar com outras medidas, além dos embargos de declaração. Eles pretendem questionar o voto do ministro Luiz Fux, que, segundo dizem, relatava fatos que não constariam do inquérito. Com esses questionamentos pretendem cancelar o julgamento desta quinta.

“O Estado vai assistir nas próximos semanas uma guerra jurídica”, avisa a fonte palaciana, para quem muitas dúvidas pairam sobre a decisão do TSE desta quinta-feira.

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SLIDE TOCANTINS

TSE cassa diploma de Marcelo por 5 votos a 2, com aplicação imediata

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na manhã desta quinta-feira, 22, o diploma do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV), pelo episódio de Piracanjuba (GO), nas eleições de 2014. O TSE deu provimento ao recurso do Ministério Público Federal (MPF) e da coligação do ex-governador Sandoval Cardoso (SD). Foram aprendidos em Piracanjuba em setembro de 2014 R$ 500 mil e cerca de 3,5 quilos de material gráfico de campanha.

A decisão tem aplicação imediata, conforme os ministros decidiram por 4 votos a 3. Ou seja, Marcelo e Cláudia perdem os cargos imediatamente, independente dos embargos. Uma nova eleição deverá ocorrer entre 20 e 40 dias.

O presidente do TSE, Fux, concluiu que foram obtidos 21% de recursos ilícitos para a campanha de Marcelo, que, para o ministro, se desenvolveu por “caminho obscuro” e “para impedir controle público”. Ele derrubou o voto da relatora do caso, ministra Luciana Lóssio, que votou pela absolvição do governador e da vice. Lóssio não está mais no TSE.

Acompanharam Fux os ministros Rosa Weber, Admar Gonzaga, Luiz Roberto Barroso e Jorge Mussi. Votos contrários apenas o de Lóssio, do ano passado, e do ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

Relembre
A ação de investigação judicial eleitoral contra Marcelo Miranda (MDB) e Cláudia Lelis (PV) foi motivada pela prisão em flagrante de quatro pessoas no aeroporto da cidade de Piracanjuba (GO) no momento em que embarcavam em uma aeronave de propriedade de uma construtora de nome ALJA Ltda, portando o montante de R$ 500 mil em espécie. O dinheiro havia sido sacado momentos antes na agência da Caixa Econômica Federal da conta de Lucas Marinho Araújo, de onde já havia sido transferido mais de um milhão de reais para outras contas-correntes no Tocantins.

Em razão dos indícios de que os recursos apreendidos eram destinados ao caixa 2 da campanha de Marcelo Miranda, o auto de prisão em flagrante foi remetido à Procuradoria Regional Eleitoral do Tocantins (PRE), que instaurou procedimento com objetivo de apurar a ocorrência de abuso de poder econômico.

Além de Lucas, foram presos Roberto Carlos Barbosa, Marco Antonio Jaime Roriz e Douglas Marcelo Schimidt, cujos depoimentos fizeram surgir mais suspeitas de que o dinheiro seria utilizado na campanha eleitoral no Tocantins. O único a negar o destino do dinheiro perante a autoridade policial por saber da implicação legal da apreensão foi o chefe da missão, Douglas Marcelo.

Entre os elementos que permitem afirmar que o dinheiro apreendido e o transferido da conta de Lucas Marinho teve como destino a campanha eleitoral do MDB do Tocantins está a própria versão arquitetada por Douglas. Além do caráter incomum do empréstimo da aeronave, o empréstimo obtido em uma factory situada em Brasília sem patrimônio ou outra garantia dada aos agiotas torna inverossímil a versão de que ele obteve emprestada a elevada quantia de R$ 1,5 milhão. A ação ainda questiona a complexa engenharia financeira para obter o empréstimo, desnecessária se a operação fosse legal.

O veículo utilizado pelo grupo encontrava-se à disposição da campanha eleitoral do MDB, já que a locadora aparece na prestação de contas do comitê financeiro do partido, fato que confere com a declaração de Marco Antônio no auto da prisão em flagrante. A utilização da aeronave também reforça a afirmação que todo o esquema era organizado pela campanha eleitoral do MDB.

Laudo pericial realizado pela Polícia Civil de Goiás traz análise e transcrição de anotações de bordo constando diversas viagens no período eleitoral com o então candidato e agora deputado federal Carlos Gaguim (Podemos) e uma com Marcelo Miranda e comitiva, além de uma nota fiscal emitida por uma empresa de abastecimento a favor do comitê financeiro do MDB.

Outro fato é que as despesas de Douglas no hotel em que o grupo ficou hospedado em Goiânia foram pagas pelo irmão de Marcelo Miranda, José Edmar Brito Miranda Júnior, conforme comprovam boleto de cartão de crédito e imagens de câmera de segurança do hotel. Outra prova sãeria as diversas postagens de imagens em aplicativo enaltecendo a campanha e seus candidatos, inclusive dando detalhes da quantidade de veículos que seriam caracterizados naquela semana.

Perícia realizada nos aparelhos celulares utilizados pelos quatro presos em Piracanjuba revelou a existência de intensa troca de mensagens entre Marco Antonio Roriz e o irmão de Marcelo Miranda, Júnior Miranda. Há mensagens em que Marco Roriz conversa com Júnior Miranda relatando já terem acertado com Douglas o horário de se encontrarem no dia da operação.

A ação destaca que os representados captaram e utilizaram recursos de origem ilícita na campanha eleitoral, já que parte dos recursos depositados na conta de Lucas Marinho chegaram a ser transferidos para contas de empresas de fachada, para depois irrigarem os gastos de campanha, mesmo destino do dinheiro em espécie apreendido. Os recursos não transitaram pelas contas-correntes abertas para movimentação financeira da campanha eleitoral e, portanto, caracterizam-se como caixa 2.

Processo
Em agosto de 2015, por 3 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) julgou improcedentes a representação do Ministério Público (MPE). Segundo o relator do caso, juiz José Ribamar Mendes Júnior, não ficou provado que os recursos apurados na investigação ministerial – os R$ 500 mil apreendidos no avião e os mais de R$ 1 milhão rastreados pela quebra de sigilo bancário – foram aportados ou direcionados para a campanha de Marcelo Miranda.

O Ministério Público e a coligação “A Mudança Que a Gente Vê”, do ex-governador Sandoval Cardoso (SD) apresentaram recurso, rejeitado pela relatora do caso, ministra Luciana Lóssio – que já deixou a Corte Eleitoral. Para ela, não há como fazer a ligação direta entre os R$ 500 mil apreendidos num avião em Piracanjuba (GO), pela Polícia Civil goiana, em 18 de setembro de 2014, e a campanha eleitoral de Marcelo. “Esse dinheiro pode ter ido para outros candidatos do MDB, inclusive”, ponderou.

Após a manifestação a relatora, pedido de vistas do presidente do TSE, Luiz Fux, paralisou o julgamento. O processo voltou à pauta nesta quinta-feira, 23 de março, com o voto do ministro pela cassação de Marcelo Miranda e Claudia Lelis. Acompanharam Fux os ministros Rosa Weber, Admar Gonzaga, Luiz Roberto Barroso e Jorge Mussi. Votos contrários apenas o de Lóssio, do ano passado, e do ministro Napoleão Nunes Maia Filho.

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MUNDO

Martín Vizcarra chega nesta quinta ao Peru e assume presidência na sexta

O primeiro vice-presidente do Peru, Martín Vizcarra, chegará na noite desta quinta-feira (22) a Lima e assumirá a presidência do país nesta sexta, informa o jornal “La Republica”. Além de ocupar o cargo de primeiro vice-presidente, Martín Vizcarra trabalhava como embaixador do Peru no Canadá desde outubro do ano passado.

Nesta quarta, Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, renunciou à presidência do país. Ele enviou uma carta de renúncia ao Congresso, que tem previsto iniciar às 16h locais (18h, pelo horário de Brasília) uma sessão para debatê-la. De acordo com a agência Efe, a discussão deverá ficar para a sexta, para evitar um vazio d epoder. O presidente do Congresso, Luis Galarreta, já divulgou na quarta que os partidos acordaram que vão aceitar a renúnca de PPK.

Martín Vizcarra afirmou pelo Twitter que está “indignado com a situação atual” do país. “Mas tenho a convicção de que juntos demonstraramos mais uma vez que podemos seguir adiante. Por isso, volto ao Peru para me colocar à disposição do país, respeitando o que manda a Constituição”, afirmou.

Engenheiro civil, Vizcarra já foi chefe do governo regional do estado de Moquegua (2011-2014), região mineradora do sul do Peru marcada por desigualdades. Uma de suas principais conquistas foi torná-la uma das regiões com maior investimento do PIB em educação. Também foi ministro de Transportes e Comunicações entre junho de 2016 e maio de 2017.

A renúncia de PPK ocorreu após 1 ano e 7 meses de governo e um dia antes de o Congresso discutir uma moção de destituição contra ele, em meio a uma crise presidencial marcada por vídeos divulgados pelo Partido “Fuerza Popular” que mostram uma suposta compra de votos de seus aliados em troca de obras.

Em pronunciamento acompanhado dos membros de seu gabinete ministerial, Kuczynski disse que sempre trabalhou honestamente e que a oposição tenta manchar a sua imagem, o classificando como corrupto. Segundo ele, as imagens dos vídeos foram editadas e geraram “uma grave distorção do processo político”.

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BRASIL

Governo suspende por 60 dias a implantação de placas do Mercosul

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) suspendeu por 60 dias a resolução sobre o novo padrão de placas de veículos do padrão Mercosul, previsto para começar a valer a partir de 1º de setembro próximo.

A decisão deve ser publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (23).

As placas do padrão Mercosul foram anunciadas em dezembro de 2014. Elas já são usadas na Argentina e no Uruguai, e deveriam ter entrado em vigor no Brasil em janeiro de 2016, mas o prazo já foi adiado duas vezes.

A decisão de implantar a partir de setembro foi divulgada no último dia 8, valendo primeiro para os carros novos e as transferências. Para os usados, o prazo para troca era até 2023.

Motivo da suspensão

Em vídeo divulgado pelo Ministério das Cidades, o diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Maurício Alves, diz que o cronograma foi suspenso atendendo a pedido das empresas que estampam as placas.

Ele não explica quais são essas reivindicações.

De acordo com o órgão, este grupo de trabalho irá estudar as regras da resolução. Caso chegue a uma conclusão antes de 60 dias, a suspensão pode ser derrubada antecipadamente. Por outro lado, ela também pode ser prorrogada por mais 2 meses, se o grupo achar necessário.

Investigação do Ministério Público

Na semana passada, um inquérito foi aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas para apurar supostas irregularidades na resolução que determina a implantação das placas do Mercosul no Brasil.

O objetivo, de acordo com o MPF, é apurar se foram cometidas irregularidades em benefício de determinadas empresas de emplacamento e em prejuízo dos consumidores.

O MPF entende que “a troca de placas resulta em relevantes gastos para os proprietários de veículos e consequente lucro para um seleto grupo de empresas”.

E que a simples troca das placas, sem a adoção de um sistema interligado entre os Estados-membros do Mercosul, que integre de forma efetiva os países, “não alcançará os objetivos de facilitar a fiscalização, coibir adulteração de placas e roubo de veículos e propiciar livre circulação entre os países que fazem parte do bloco”.

Procurado pelo G1, o Denatran ainda não respondeu se a suspensão temporária da nova placa está relacionada com o inquérito aberto no Amazonas.

Vai e vem de medidas

A implantação das placas é a segunda medida colocada em suspense pelo Contran nos últimos dias. Na última sexta-feira (19), o órgão divulgou que passariam a ser exigidos um curso e uma prova para a renovação da Carteira de Habilitação (CNH), entre outras medidas.

O governo voltou atrás na decisão 1 dia depois, anunciando a revogação da resolução.

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POLITICA SLIDE

Justiça recebe ação que pede retirada de vídeos de ‘fake news’ contra Marielle

A irmã e a viúva de Marielle Franco pedem, em ação na Justiça do Rio, que sejam retirados do YouTube os vídeos com notícias falsas sobre a vereadora. O valor da causa foi estipulado em R$ 1 milhão, mas é o juiz quem determina a multa caso concorde com o pedido. O processo foi distribuído, na quarta-feira (20), à 47ª Vara Cível.

É OU NÃO É: Marielle engravidou aos 16? Foi casada com o traficante Marcinho VP? Ignorava as mortes de policiais? Não é verdade!
Mãe de policial assassinado relembra ajuda de Marielle Franco no caso: ‘Foi imbatível’

A ação é movida pelas advogadas Evelyn Melo Silva, Juliana Durães de Oliveira Lintz e Samara Mariana de Castro. Elas dizem ter recebido mais de 16 mil e-mails com denúncias de informações falsas veiculadas sobre a vereadora.

Logo no início do documento, as advogadas utilizam a frase do ministro da propaganda de Adolph Hitler, Joseph Goebbels: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

As autoras citam ainda a necessidade de acabar com fake news, discursos de ódio e calúnia. As informações mentirosas, segundo elas, chegaram a quase 20 milhões de pessoas.

“É necessário dar um basta nisso. A internet não pode ser uma ‘terra sem lei’, onde as pessoas ‘acham’ que podem fazer o que bem entender e nãoserão punidas”, escrevem.

A ação é movida contra o Google, a quem pertence o YouTube. “Entende-se que o YouTube já deveria ter feito esse filtro e retirado todos os vídeos caluniosos e de incitação ao ódio de Marielle Franco”.

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BRASIL

Após quase um ano paralisada, obra do BRT é retomada em Goiânia

Após quase um ano paralisada, a obra do Bus Rapid Transit (BRT) foi retomada, nesta quinta-feira (22), com serviços de limpeza e de reorganização dos blocos de concreto para ampliar a área de trabalho do corredor de ônibus, em Goiânia. O G1 encontrou seis funcionários trabalhando na altura do Jardim Balneário Meia Ponte, trecho norte da via. A obra está orçada em quase R$ 270 milhões.

Previsto inicialmente para ser finalizado em março de 2017, o corredor exclusivo de ônibus teve a construção paralisada duas vezes e, em fevereiro, teve uma nova previsão de entrega para março de 2019. No entanto, a data já passou para outubro de 2020. Na última quinta-feira (15), presidente da República, Michel Temer (MDB), anunciou a retomada das obras.

A construção do corredor exclusivo para ônibus foi reiniciada no sentido do Terminal Recanto do Bosque à Avenida Independência. De acordo com o Consórcio BRT, responsável pela obra, os trabalhos serão retomados gradativamente, conforme o conforme cronograma de obras e desembolso financeiro da Prefeitura de Goiânia, que foi estabelecido em um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Federal.

O Consórcio BRT explicou que dispensou os funcionários, exceto um equipe administrativa, após a última paralisação, em junho de 2017, e será necessário fazer novas contratações conforme a necessidade da obra (veja íntegra da nota ao final da reportagem). Para este ano, o efetivo estimado é de 120 colaboradores.

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MUNDO

Comissão legislativa dos EUA diz que vai chamar Zuckerberg para depor

O presidente da Comissão de Energia e Comércio do Congresso americano, uma das principais comissões do Legislativo dos EUA, disse nesta quinta-feira (22) que vai pedir formalmente que Mark Zuckerberg deponha em uma audiência.

A casa quer que o CEO do Facebook explique melhor sua política de privacidade após revelações de que a empresa Cambridge Analytica usou dados de 50 milhões de usuários da rede social para influenciar campanhas eleitorais. A consultoria britânica teve como clente, entre outras, a campanha de Donald Trump para presidente dos EUA em 2016.

Segundo uma nota da comissão, “As últimas revelações a respeito do uso e da segurança dos dados dos usuários do Facebook levantam muitas questões sérias sobre proteção ao consumidor”. O comunicado é assinado em conjunto pelo presidente da comissão, o republicano Greg Walden, e pelo líder dos democratas na mesma, Frank Pallone.

“Depois que a equipe da comissão recebeu um resumo, ontem [quarta-feira], de funcionários do Facebook, nós achamos que muitas questões foram dexiadas sem resposta”, diz o texto.

Em uma entrevista à rede americana CNN na noite de quarta (21), Zuckerberg disse que testemunhará no Congresso “se for a coisa certa a se fazer”.

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MUNDO SLIDE

EUA vão excluir Brasil de cobrança de nova taxa sobre o aço

Os Estados Unidos decidiram excluir o Brasil das taxações sobre o aço e o alumínio, informou nesta quinta-feira (22) o representante de Comércio, Robert Lighthizer. Segundo ele, a União Europeia, Coreia do Sul, Argentina e Austrália também ficarão de fora da cobrança.

Ao falar ante o Congresso, Lighthizer afirmou que as isenções se aplicam “aos parceiros do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (México e Canadá). Também à União Europeia. Temos ainda Austrália, Argentina e Brasil, e evidentemente a Coreia do Sul”.

Durante o anúncio da medida, o presidente americano, Donald Trump, já tinha excluído da cobrança o Canadá e o México e informado que poderia incluir outros países na lista de exceções.

Se a decisão de retirar o Brasil e os demais países se concretizar, os Estados Unidos vão deixar de cobrar tarifas dos principais exportadores de aço para o país.

Apenas Canadá, Brasil, Coreia do Sul, México e Alemanha somam 52% das importações de aço pelos EUA em 2017, de acordo com dados do departamento de Comércio americano

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MUNDO SLIDE

Trump atinge China com aumentos tarifários de 200 bilhões de reais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu na quinta-feira a mãe de todas as guerras comerciais. Em um gesto carregado de pólvora nacionalista, o mandatário ordenou impor ao gigante asiático aumentos tarifários a suas importações no valor de 60 bilhões de dólares (200 bilhões de reais), limitar investimentos e preparar um pacote de sanções para impedir o “roubo de tecnologia e as práticas predatórias” de Pequim. O motivo, além do déficit comercial de 375 bilhões de dólares (1,25 trilhão de reais) [45% do total], foi a constatação pela Casa Branca de que a China usa suas empresas como ponta de lança de sua “expansão política e militar”.

O grande combate começou. No cenário se desenha uma longa e desgastante disputa entre as duas superpotências. Consciente disso, a Casa Branca diminuiu a tensão com seus aliados e suspendeu durante um mês à Europa, Brasil e Argentina o controverso aumento tarifário do aço e alumínio (33 bilhões de dólares — 110 bilhões de reais). Com esse movimento assegura um descanso na frente ocidental e pode lançar-se ao grande objetivo.

A China é seu pesadelo desde os tempos de candidato. Não só causa a maior parte do déficit comercial dos EUA como seus avanços são vistos pelo presidente como uma ameaça direta aos interesses geoestratégicos dos EUA. Objetivo habitual de seus ataques de campanha, já no poder Trump moderou suas ameaças procurando uma aliança com Pequim para combater a escalada armamentista da Coreia do Norte. A China, que absorve 90% das exportações norte-coreanas, deu seu apoio. A pressão combinada de Washington e Pequim causou um sucesso aparente: que Pyongyang oferecesse um diálogo direto e colocasse a desnuclearização sobre a mesa.

Atingido esse objetivo e apesar de sua enorme fragilidade, o presidente dos EUA voltou ao seu discurso original. O núcleo da ofensiva é a investigação que Trump ordenou em agosto ao Departamento de Comércio sobre as práticas chinesas. Suas conclusões, base da subida tarifária e das futuras sanções, se ajustam perfeitamente à visão do presidente e de seu gabinete.

Pequim não joga em pé de igualdade. Taxa excessivamente as empresas norte-americanas, as obriga a compartilhar seus segredos para entrar em seu mercado e força a transferência tecnológica. Ao mesmo tempo, usa fundos públicos para comprar empresas de futuro e rouba patentes através da ciberinvasão. E tudo isso sob um plano pré-concebido: obter o controle da tecnologia, pela robótica, a inteligência artificial e a computação quântica, para chegar a uma posição de domínio mundial. “Não quer o comércio justo. Usa suas empresas como parte de sua política, incluindo a militar”, afirmou um funcionário de alto escalão da Casa Branca.

“Durante anos tentamos dialogar com a China, Bush e Obama o fizeram, mas o problema é que não levou a nada e essa perda de tempo custa dinheiro aos americanos. Por isso Trump decidiu dar esse passo. Os Estados Unidos simplesmente se defendem de uma agressão. Mas que todos tenham claro, isso não beneficia só o país e sim todo o comércio mundial”, finalizou.

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Governo suspende mais R$ 2 bi do Orçamento de 2018 e prevê R$ 1 bi para intervenção no RJ Comente

O Ministério Público Federal em São Paulo apresentou nesta quinta-feira denúncia contra o engenheiro Paulo Vieira de Souza, vulgo Paulo Preto, suspeito de ser o operador do PSDB no esquema de propinas investigado pela Operação Lava Jato. De acordo com a procuradoria, que apresenta a primeira denúncia da Lava Jato em São Paulo, ele teria desviado verbas que deveriam ser usadas para reassentar pessoas desapropriadas por obras do Dersa (empresa pública de desenvolvimento rodoviário do Estado). O valor total do desfalque chegaria a 10 milhões de reais corrigidos. À época Souza comandava a entidade durante o Governo de José Serra (PSDB), entre 2007 e 2010. Esta é a primeira denúncia apresentada pelo núcleo paulista da Lava Jato, criado em meados de 2017.

Paulo Preto e outras quatro pessoas foram acusados formalmente de desviar recursos e imóveis destinados ao reassentamento de pessoas desalojadas por grandes obras viárias realizadas pela Dersa. São três as obras contempladas na denúncia: o trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê.

Segundo a denúncia, Paulo Preto comandava o esquema, que envolvia dois ex-ocupantes de cargo em comissão na empresa, José Geraldo Casas Vilella, chefe do departamento de assentamento da Dersa, e uma funcionária do setor na época dos fatos. Também é acusada de integrar o esquema uma irmã desta funcionária, e a psicanalista Tatiana Arana Souza Cremonini, filha de Souza.

Os cinco são acusados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação. Paulo Preto, Geraldo Vilella e a funcionária participaram dos três eventos denunciados. A irmã da funcionária da Dersa e Tatiana Cremonini participaram de um evento cada uma.

A denúncia coloca no centro dos holofotes da Lava Jato o PSDB paulista: além de ter trabalhado na gestão de Serra e do governador Geraldo Alckmin, virtual candidato do partido à presidência da República este ano, Souza também é próximo do chanceler tucano Aloysio Nunes. O engenheiro foi citado por delatores ligados às empreiteiras OAS e Andrade Gutierrez, e também pelo lobista Adir Assad.

A defesa do engenheiro afirma que ele “jamais pediu, exigiu ou solicitou qualquer valor a quem quer que seja”, e que as menções feitas por colaboradores da Justiça ao seu nome “se devem ao fato de nunca ter cedido às pressões das chamadas grandes empreiteiras que pretendiam exercer o monopólio e ditar regras”. Nos últimos meses seus advogados tentaram levar o caso para o Supremo Tribunal Federal, uma vez que pessoas com direito a foro privilegiado também fazem parte de uma ação sobre este tema que tramita na Corte. A denúncia desta quinta, no entanto, não menciona nenhuma destas autoridades, em uma possível estratégia do MPF de São Paulo para conseguir manter o processo na Justiça comum.