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Justiça afasta secretário de saúde por falta de médicos e alimentação em hospital

Decisão foi tomada após pedido do Ministério Público Estadual. Conforme a Justiça, faltam médicos na ginecologia, ortopedia e até no pronto socorro do Hospital Regional de Gurupi.

Justiça determinou afastamento do secretário Marcos Esner Musafir  (Foto: Frederick Borges/ Governo do Tocantins)Justiça determinou afastamento do secretário Marcos Esner Musafir  (Foto: Frederick Borges/ Governo do Tocantins)

Justiça determinou afastamento do secretário Marcos Esner Musafir (Foto: Frederick Borges/ Governo do Tocantins)

A Justiça determinou o afastamento do secretário de Saúde do Estado, Marcos Esner Musafir. A medida foi tomada por causa da falta de alimentação e médicos no Hospital Regional de Gurupi, na região sul do estado. O afastamento foi determinado em duas decisões desta quarta-feira (30) e cabe recurso.

O pedido foi feito pela Promotoria de Justiça de Gurupi. As decisões determinam que o secretário se mantenha afastado até que o Estado comprove que solucionou os problemas apontados.

Segundo o promotor de Justiça Marcelo Lima Nunes, a Secretaria de Saúde tem descumprido decisões sobre a falta de médicos. Atualmente, faltam médicos nos setores de ginecologia, ortopedia e até o pronto socorro.

“O secretário estava inerte, enquanto informações apresentadas pela diretoria do HRG demonstravam que a escala do mês de agosto, também em outros setores, não seria fechada na segunda quinzena do mês, devido ao quadro deficitário de médicos”, afirmou na ação.

A decisão é do juiz Nassib Cleto Mamud. Na sentença, ele afirma que há mais de seis meses a contratação de médicos especialistas/plantonistas e fornecimento de alimentação especial vêm sendo garantidos devido bloqueios judiciais. “O judiciário vem praticamente administrando, financeiramente, o HRG com os contínuos bloqueios judiciais”, diz na decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que o Estado vai recorrer da decisão judicial que determina o afastamento do secretário de estado da Saúde.

Espera por cirurgias

Na semana passada, diversos pacientes reclamaram da demora na realização de cirurgias ortopédicas no Hospital Regional de Gurupi. A informação repassada pelos funcionários era de que a espera deve continuar porque a falta de ortopedista só deve ser suprida a partir de setembro.

No mural da sala de espera do hospital, a escala médica indica a presença de especialista, mas os pacientes reclamam que não tem médico ortopedista atendendo. “Tem três vezes que eles colocam ele de dieta zero, mas quando chega na hora da cirurgia suspende”, disse Severina da Costa, que acompanha o neto após um acidente de moto.

Os pacientes também reclamavam da falta de materiais básicos, como fraldas e lençóis. Naquela ocasião, a Secretaria de Saúde (Sesau) disse que a unidade está abastecida de materiais e medicamentos e que as cirurgias ortopédicas estão acontecendo.

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Homem é morto com pelo menos 13 tiros na porta de casa

Crime foi no município de Fortaleza do Tabocão, na região central do Tocantins. Segundo a polícia, o suspeito chegou em um carro e atirou a queima roupa.

O operador de máquinas Francisco Gomes da Silva, de 42 anos, foi assassinado com pelo menos 13 tiros enquanto conversava na porta da própria casa. O crime ocorreu no centro da Fortaleza do Tabocão, na região central do estado.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito chegou na noite desta terça-feira (29) em um carro e atirou várias vezes. O homem tinha perfurações de arma de fogo em todo o corpo. Os policiais informaram que a vítima não tinha passagem pela polícia.

O crime foi registrado como homicídio doloso. O suspeito ainda não foi localizado, mas o caso está sendo investigado. O corpo da vítima foi levado para Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína, no norte do estado.

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Ministério da Agricultura interdita unidades de 4 empresas após investigação

Empresas foram alvo de operação da Polícia Federal no Tocantins, Maranhão e Minas Gerais. Fiscal teria recebido propina para liberar produtos contaminados com tuberculose.

Operação investiga fraudes na fiscalização de frigoríficos do Tocantins

Operação investiga fraudes na fiscalização de frigoríficos do Tocantins

O Ministério da Agricultura interditou quatro unidades envolvidas em uma investigação da Polícia Federal que apura corrupção envolvendo fiscais em frigoríficos e laticínios no Tocantins, de acordo com nota divulgada nesta quarta-feira (30). As interdições ocorrem após a Operação Vegas, realizada pela Polícia Federal, a qual investiga um esquema de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura e empresas do setor agropecuário.

A interdição, com o objetivo de evitar riscos à saúde dos consumidores, inclui suspensão às exportações de unidades da Minerva, LKJ, Boi Brasil e Gelnex Indústria e Comércio. O ministério informou ainda que servidores suspeitos de irregularidades serão afastados e passarão por processo administrativo disciplinar.

Ao todo, são 51 mandados judiciais foram cumpridos no Tocantins, nos municípios de Araguaína, Gurupi, Palmas e Paraíso do Tocantins, além dos estados do Maranhão e Minas Gerais.

O fiscal do Ministério da Agricultura no Tocantins, Dagoberto Machado Prata, é apontado pela Polícia Federal como responsável por liberar alimentos contaminados e carne bovina com tuberculose em troca de propina. A informação está na decisão do juiz federal João Paulo Abe que autorizou a Operação Vegas, deflagrada na manhã desta quarta-feira (30).

Os agentes estiveram em dois frigoríficos, Boi Forte (LKJ) e Minerva, em uma fábrica de gelatina, Gelnex e em outras nove empresas no estado. Eles procuravam documentos relacionados a operação.

Dagoberto Machado Prata teve a prisão preventiva decretada. Além do recebimento de propina, ele também é suspeito de destruir provas após a primeira fase da Operação Lucas, que investiga as mesmas irregularidades.

De acordo com a investigação, Dagoberto teria recebido propina mensal no valor de R$ 50 mil e ainda R$ 5 mil de auxílio combustível do frigorífico Boi Forte (LKJ) para liberar carcaças de animais contaminados. O fiscal foi afastado das funções e teve a prisão preventiva decretada.

Das 11 pessoas presas em Araguaína, oito homens foram levados para a Casa de Prisão Provisória de Araguaína. As mulheres foram levadas para a cadeia pública de Babaçulândia.

Outro lado

O advogado de Dagoberto Machado Prata, Célio Moura, disse por telefone que tomou conhecimento da operação e vai entrar com pedido de revogação da prisão, e provar a inocência do cliente.

O frigorífico Boi Forte ressaltou que é zeloso com todos os processos de produção dos alimentos e que ainda não tem conhecimento sobre o conteúdo da investigação, a empresa continua funcionando normalmente.

A Gelnex informou que entregou todos os documentos que foram solicitados pela Polícia Federal e ressalta que não há nada que caracterize desvio de conduta nas atividades da empresa ou envolvimento com esta suposta denúncia. A empresa disse ainda, que vai prestar esclarecimentos assim que conseguir levantar todas as informações sobre o caso.

A Minerva Foods esclareceu que não há indiciamento ou denúncia contra a companhia ou seus executivos e membros do Conselho de Administração. A unidade da empresa em Araguaína disse que mantém as suas atividades regulares e reafirmou o compromisso com as melhores práticas e o cumprimento da legislação e do seu Manual de Ética.

O frigorífico Boi Brasil foi procurado, mas ninguém atendeu as ligações.

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) informou que ainda não foi notificada sobre o caso e ressaltou que a fiscalização nos estabelecimentos alvos da operação é feita pelo Governo Federal.

Entenda

A operação Lucas foi deflagrada em maio deste ano, em quatro estados e no Distrito Federal. As investigações apontam que o esquema criminoso – que teria a participação da ex-superintendente substituta do Ministério da Agricultura no Tocantins Adriana Carla Feitosa – movimentou cerca de R$ 3 milhões entre 2010 e 2016.

De acordo com a assessoria da PF, a investigação teve início a partir da denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura teriam sido favorecidas em processos administrativos, “por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas”.

Em troca de propina, apurou a TV Globo, servidores do ministério anulavam multas aplicadas às empresas beneficiadas pelo esquema de corrupção ou operavam para atrasar o andamento dos processos.

Na época, a Justiça Federal determinou o bloqueio de contas bancárias e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis que somam R$ 2,2 milhões.

As investigações apontam que a ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Tocantins Adriana Carla era chefe de fiscalização e assumiu a superintendência como substituta. Ela recebia uma espécie de mesada de empresas fiscalizadas para bancar “despesas familiares” dela, do marido e de dois filhos.

O vínculo da ex-superintendente com o esquema de corrupção foi identificado por meio de quebras de sigilos fiscal e bancário, informou a PF. Conforme a corporação, apenas na conta pessoal da servidora foi identificada “uma diferença de mais de 200%” do que ela havia declarado em seu imposto de renda.

As propinas que teriam sido pagas a Adriana podem ter servido até para pagar os custos do velório e do enterro da mãe dela, segundo a PF. Segundo as investigações, ela usava dinheiro de propina para custear despesas com a faculdade de medicina dos filhos, além de viagens turísticas.

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Agência do INSS terá que analisar pedidos de benefícios em até 45 dias

Decisão da Justiça Federal obriga agência de Gurupi, no sul do estado, a acelerar processos de benefícios. Cidade não tem perito e perícias são encaminhadas para outras cidades.

Moradores reclamam da dificuldade em agendar perícia médica no INSS de Gurupi (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Moradores reclamam da dificuldade em agendar perícia médica no INSS de Gurupi (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Moradores reclamam da dificuldade em agendar perícia médica no INSS de Gurupi (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma decisão da Justiça Federal determinou que os pedidos de benefício do INSS que necessitem de perícia médica na agência de Gurupi, no sul do estado, sejam examinados em até 45 dias. A medida vale para pedidos de auxílios doença, acidente e aposentadoria por incapacidade.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal após atender diversas pessoas que não conseguem passar pela perícia médica. A decisão saiu nesta segunda-feira (28). “Em alguns casos, os requerentes são encaminhados para fazer a perícia em agências de outras cidades, porém, a maioria não tem condições financeiras e nem físicas para se locomoverem para outra localidade”, explicou o MPF.

O problema estaria sendo causado porque a médica responsável pelo atendimento está de licença médica há vários meses. Por isso, quem precisa do benefício está sendo encaminhado para Palmas, Paraíso do Tocantins ou até mesmo Porangatu (GO).

Conforme a decisão, se o prazo de 45 dias for descumprido, o INSS deverá conceder o benefício de forma provisória a partir do 46º dia com base no laudo ou atestado apresentado.

Na decisão, o juiz federal Eduardo de Assis Filho considerou que há falta de vontade política por parte do INSS em resolver a situação da falta de médicos na agência de Gurupi.

“Parece cômodo reduzir gastos previdenciários por meio do estrangulamento da capacidade de atendimento das agências, a par do sofrimento de milhares de pessoas que, devido ao acometimento de enfermidades, não conseguem mais trabalhar e acabam por sobreviver durante meses ou anos com base em caridade de terceiros, enquanto esperam uma vaga para a perícia médica”, diz trecho da decisão.

A decisão bale apenas na agência do INSS de Gurupi. Em caso de descumprimento, há uma multa de R$ 1 mil por dia ou por segurado afetado para a gerência agência ou da Superintendência Estadual do Instituto.

No início de junho, a Previdência Social disse que a médica retornou ao trabalho, porém prorrogou novamente a licença médica e que os moradores podem escolher para qual cidade serão encaminhados. O G1 questionou o INSS sobre a decisão e aguarda resposta.

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Cidades afetadas pela seca serão abastecidas por 50 caminhões pipa

Veículos já estão atuando em sete cidades de várias regiões do Tocantins, segundo a ATS. 15 municípios pediram autorização para declarar estado de emergência.

Abastecimento será feito por 50 caminhões pipa no sudeste do Tocantins (Foto: Luiz Henrique Machado/ATS)Abastecimento será feito por 50 caminhões pipa no sudeste do Tocantins (Foto: Luiz Henrique Machado/ATS)

Abastecimento será feito por 50 caminhões pipa no sudeste do Tocantins (Foto: Luiz Henrique Machado/ATS)

As cidades afetadas pela seca no Tocantins vão ser abastecidas por 50 caminhões pipa até que a situação melhore, de acordo com o governo do estado. A Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) diz que a medida já foi adotada em Dianópolis, Novo Jardim, Conceição do Tocantins, Miracema, Dois Irmãos, Silvanópolis e Babaçulândia e pode ser solicitada por outras prefeituras.

A Defesa Civil informou que 15 municípios pediram autorização do Ministério da Integração Nacional para decretar estado de emergência. Até o momento, Santa Rosa, Chapada de Natividade, Almas e Porto Alegre do Tocantins já receberam a autorização, as outras 11 ainda estão sob analise. O decreto serve para acelerar a liberação de recursos para que as prefeituras contratem caminhões pipa próprios e assim não dependam da ATS.

Só em Porto Alegre do Tocantins, cerca de mil moradores da zona rural enfrentam problemas no abastecimento. O fundo de socorro para estas cidades tem R$ 3 milhões para investir no combate a seca.

Nesta quarta-feira (30), 13 cidades do sul do estado entraram em estado de emergência pela baixa umidade relativa do ar. Os índices ficaram abaixo de 12%, clima semelhante ao de regiões de deserto. O mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 60%. Em várias cidades do estado não chove há mais de 100 dias.

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‘Acordei de um pesadelo’, diz segurança que sobreviveu a quatro tiros

Ele recebeu alta nesta quarta-feira (30) após ser baleado por criminosos armados enquanto trabalhava. Empresa entregou bolo na saída do hospital e família fará recepção.

Segurança levou quatro tiros enquanto trabalhava (Foto: Mauro Carlos/Arquivo pessoal)Segurança levou quatro tiros enquanto trabalhava (Foto: Mauro Carlos/Arquivo pessoal)

Segurança levou quatro tiros enquanto trabalhava (Foto: Mauro Carlos/Arquivo pessoal)

O segurança de um supermercado, Mauro Carlos Monteiro da Silva de 42 anos, foi homenageado após receber alta do hospital na tarde desta quarta-feira (30). Ele deu entrada na unidade após ser atingido por quatro tiros enquanto trabalhava. Agora junto com a família ele lembra dos momentos de desespero e se sente aliviado. “Parece que acordei de um pesadelo”.

Na saída do hospital o vigilante ganhou um bolo da empresa em que trabalha. A família também fará uma recepção para Mauro. “Agora são mil maravilhas. Estão todos muito felizes. A minha família está se juntando e vamos comemorar com um jantar”, diz.

O homem conta que nunca havia passado por uma situação parecida e lembra que não deu tempo de reagir. “Foi muito rápido. Fiz o que pude, mas já chegaram atirando. Me joguei no chão e nem consegui identificar eles. Só um dos tiros pegou no colete”, conta.

O vigilante conta que se sente bem, e apesar de uma das balas não ter sido retirada do corpo, ele não deve ficar com sequelas. “Foi um tiro no abdômen, dois na perna e um na virilha”.

O crime

Os disparos foram na noite de domingo (27) em Araguaína, no norte do Tocantins. Ele ficou ferido e foi levado para o Hospital Regional da cidade. Segundo a Polícia Militar, dois homens que estavam em uma motocicleta são os suspeitos do crime. Eles ainda não foram encontrados.

A polícia disse que o segurança fazia uma ronda perto do supermercado, no setor Jardim Beira Lago, quando foi surpreendido por dois homens. Eles estavam em uma motocicleta de cor preta e, conforme a PM, atiraram oito vezes contra a vítima. Os homens ainda roubaram a arma do vigia, um revólver calibre 38, e fugiram do local.

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Mulher com sete identidades falsas é presa ao pedir empréstimo de R$ 20 mil

Ela foi detida dentro de um banco em Araguaína enquanto tentava pedir um empréstimo consignado. Ela vai responder por estelionato.

Uma mulher de 51 anos foi presa dentro de um banco em Araguaína, no norte do Tocantins, ao tentar usar um documento de identidade falso para pedir um empréstimo de R$ 20 mil. A Polícia Militar informou que foi acionada quando os funcionários do banco desconfiaram da documentação da suspeita. Ao revistar a suspeita, a PM encontrou sete documentos falsos com ela.

A mulher vai responder por estelionato. Ela estava tentando um empréstimo consignado em uma agência do Banco do Brasil. A suspeita não teve o nome verdadeiro divulgado, mas a PM informou que além das sete identidades diferentes, ela também tinha um cartão de Cadastro de Pessoa Física que pertencia a outra pessoa.

Ela foi levada para a delegacia da cidade e presa em flagrante. O caso foi na tarde desta quarta-feira (30), na agência da Avenida Cônego João Lima.

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Justiça prorroga prazo e Umanizzare segue à frente de presídios no Tocantins

Prazo para que a empresa deixasse a administração de dois presídios venceria nesta quinta-feira (31). Desembargador marcou audiência de conciliação para dia 12 de setembro.

Casa de Prisão Provisória de Palmas é administrada pela Umanizzare (Foto: Jesana de Jesus/ G1)Casa de Prisão Provisória de Palmas é administrada pela Umanizzare (Foto: Jesana de Jesus/ G1)

Casa de Prisão Provisória de Palmas é administrada pela Umanizzare (Foto: Jesana de Jesus/ G1)

A Umanizzare, empresa responsável por dois presídios no Tocantins, vai continuar na administração das unidades, pelo menos até o dia 12 de setembro, quando será realizada uma tentativa de conciliação. Foi o que decidiu o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado Ronaldo Eurípedes. Ele manteve suspensa a decisão de primeira instância, que determinava o encerramento das atividades da empresa na Casa de Prisão Provisória de Palmas e no presídio Barra da Grota.

Em junho deste ano, o juiz Roniclay Alves de Morais, da 4ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, determinou que as atividades da empresa fossem encerradas no dia 31 de julho. Mas, posteriormente, uma liminar do Tribunal de Justiça suspendeu por 30 dias o prazo para a empresa deixar a gestão dos presídios. Esse prazo venceria nesta quinta-feira (31), mas o desembargador Ronaldo Eurípedes manteve a suspensão.

Na decisão publicada nesta quarta-feira, o desembargador marca uma tentativa de conciliação para o dia 12 de setembro, da qual devem participar a Umanizzare, o Ministério Público e o Governo Estadual. Conforme o juiz, a intenção é “alcançar a solução mais adequada à realidade carcerária do Estado do Tocantins e convergir os interesses e direitos envolvidos na demanda”.

A Secretaria de Estado de Cidadania e Justiça, responsável pela administração dos estabelecimentos penais do Tocantins, disse que o plano de transição entre o Governo do Estado e a empresa Umanizzare está em execução, agora até 12 de setembro.

Informou ainda que o Serviço de Inteligência do Sistema Penitenciário Prisional está atento a tudo que diz respeito às duas unidades e em sintonia com as demais forças de Segurança do Estado, para que a integridade dos servidores e dos apenados seja preservada nessa mudança. E afirmou que tem condições de atender e cumprir com suas obrigações com o Sistema Penitenciário, com ou sem a empresa.

A Umanizzare disse que sempre cumprirá as determinações da Justiça e estará na audiência de conciliação. Informou que o processo de transição foi definido em conjunto com a Secretaria de Cidadania e Justiça, por meio de cronograma de transição progressiva que finalizaria os serviços da empresa até novembro deste ano, com o foco na segurança social e dos reeducandos, para que não ocorra interrupção abrupta dos serviços.

Destacou também que conforme o cronograma, continuará a prestar os serviços de fornecimento de alimentação, entrega de Kit higiene pessoal, roupa de cama, banho, uniformes e outros serviços ligados à saúde e à manutenção de maquinários.

Disse também que cumpriu com o que está previsto no contrato em relação ao trabalho de ressocialização e de manutenção das unidades e que está contribuindo para que os serviços essenciais executados pela empresa continuem sendo realizados.

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Polícia prende suspeitos de integrar quadrilha de tráfico de drogas

Sete pessoas estão sendo levadas pela Polícia Civil para a Delegacia de Porto Nacional, um é menor de idade. Quadrilha era comandada por uma mulher conhecida como ‘Lolita’.

Operação contra tráfico mobilizou a Polícia Civil em Pindorama

Operação contra tráfico mobilizou a Polícia Civil em Pindorama

Pelo menos sete suspeitos de integrar uma quadrilha que traficava drogas no interior do Tocantins foram detidos na manhã desta quinta-feira (31). A operação foi em Pindorama, na região central do estado. A Polícia Civil e a Delegacia Especializada em Narcóticos (Dnarc) atuaram no caso. Um dos suspeitos é menor de idade.

O delegado Wagner Rayelly Pereira Siqueira confirmou a informação e disse que também foram apreendidas porções de maconha e de crack. A quantidade ainda será pesada, os suspeitos estão sendo conduzidos para a delegacia de Porto Nacional para o flagrante.

As informações iniciais são de que a quadrilha atuava nas cidades de Pindorama e Ponte Alta do Tocantins. Eles seriam comandados por uma mulher conhecida como ‘Lolita’. Os moradores de Pindorama disseram que houve grande movimentação de policiais na região e gravaram vídeos que mostram que até o helicóptero da Secretaria de Segurança Pública foi deslocado para a região.

G1 vai seguir atualizando o caso.

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Polícia prendeu suspeitos de tráfico em Pindorama (Foto: Divulgação)Polícia prendeu suspeitos de tráfico em Pindorama (Foto: Divulgação)

Polícia prendeu suspeitos de tráfico em Pindorama (Foto: Divulgação)

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Pais de bebês com doença rara lutam para que remédio de R$ 3 milhões seja fornecido pelo SUS

Medicamento Spiranza foi liberado pela Anvisa. Ele é direcionado a pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME), doença que causa perda dos movimentos.

Anvisa aprova registro de medicamento para atrofia muscular espinhal; mães comemoram

Anvisa aprova registro de medicamento para atrofia muscular espinhal; mães comemoram

Há anos lutando para que o medicamento Spiranza fosse liberado no Brasil, os pais de bebês que têm Atrofia Muscular Espinhal (AME) agora têm um motivo para comemorar. É que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro ao remédio. A doença rara causa paralisia dos músculos e o medicamento pode parar a doença. Agora, o que os pais querem é que o remédio seja fornecido pelo Sistema Único de Saúde. Ele custa R$ 3 milhões e, por causa do alto valor, muitas famílias precisam fazer campanhas para arrecadar o dinheiro. (Veja o vídeo)

A estimativa é que no Brasil surjam 300 novos casos por ano de pessoas com AME, sendo que 60% destes diagnósticos são de do tipo 1, considerado o mais greve.

Com um ano e sete meses, o bebê Francisco Martins Campeão tem o tipo 1 da doença. “Faz uso de um aparelhinho para retirar as secreções das vias aéreas para evitar pneumonia, faz diariamente fonoaudióloga, terapia ocupacional e fisioterapia”, explicou a mãe Daniela Bringel.

Para arrecadar o dinheiro e comprar o medicamento, a família do Francisco lançou uma campanha nas redes sociais. “Temos recebido apoio, mas quanto mais gente se aproximar da campanha, melhor”, disse a mãe. Em julho, jogadores do Flamengo doaram uma camiseta autografada para ajudar no tratamentoe os pais resolveram fazer uma rifa on line para alcançar torcendores de todo o país.

 Francisco tem doença degenerativa  (Foto: Arquivo Pessoal) Francisco tem doença degenerativa  (Foto: Arquivo Pessoal)

Francisco tem doença degenerativa (Foto: Arquivo Pessoal)

Os pais fizeram um vídeo para mostrar o exemplo da primeira criança nos Estados Unidos que fez o tratamento. A evolução foi tão grande que ele já consegue andar de bicicleta.

“Tem uma petição na internet para pressionar a incorporar essa medicação na lista do SUS”, disse o pai de Francisco, Flávio Garrido

O médico Marcelo Silva explicou que o remédio é um avanço no tratamento da doença. “Com a medicação, os estudos mostraram que a expectativa de vida delas aumentou, até dobrou”.

A dona de casa Maria de Jesus também luta para salvar o filho João Gilberto, de 2 anos, que foi diagnosticado com a doença aos 8 meses de vida. Ela mandou fazer camisetas e criou uma página nas redes sociais com o nome “Ame João Gilberto”.

“A única esperança nossa é esse medicamento porque alguns médicos que a gente conhece, falam que a genética do João é muito boa e que o João pode vir a andar”, diz a mãe emocionada.

O Ministério da Saúde diz que para incluir o medicamento na tabela do SUS são necessários outros estudos, que ainda não começaram.

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