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Estudante é assaltada na porta da universidade e tem TCC e livros roubados

Pen drive com a versão mais atualizada do arquivo e livros emprestados de amigos foram levados com a bolsa. Jovem reclama de insegurança no campus.


Por G1 Tocantins

Assalto foi na entrada do campus da UFT em Araguaína (Foto: UFT/Divulgação)Assalto foi na entrada do campus da UFT em Araguaína (Foto: UFT/Divulgação)

Assalto foi na entrada do campus da UFT em Araguaína (Foto: UFT/Divulgação)

A estudante de do curso de Letras, Weslane Oliveira, de 22 anos, foi assaltada na manhã desta quarta-feira (16) quando chegava a Universidade Federal do Tocantins, em Araguaína, para assistir aula. A jovem teve uma bolsa levada pelo ladrão. Dentro estava um pen drive que tinha a versão mais atualizada do Trabalho de Conclusão de Curso dela e também livros que foram emprestados por amigos para a monografia.

Weslane contou que o homem fingiu falar ao celular próximo a um dos portões da UFT e que apontou uma arma para ela durante o crime. Ela tentou correr para dentro do campus, mas o portão mais próximo estava fechado e ela não conseguiu fugir.

Apesar do susto, a jovem não ficou ferida no assalto. Ela perdeu um capítulo inteiro da monografia, cerca de 10 páginas, que estava salvo no pen drive. A apresentação dela está marcada para outubro. Ela reclama da insegurança e diz que já houve outros assaltos na região.

“Ontem, por volta das 18h30, uma outra aluna foi assaltada, e parece que pela terceira vez, já chegando na UFT. Não tem nada de policiamento lá e não tem como correr também. Poderia ter sido outro aluno, que leva Notebook, celular e outras coisas de valor nas bolsas. Como eu já tenho bastante medo, não levo.”, contou.

G1 entrou em contato com a UFT para perguntar sobre a segurança no campus e sobre o portão que estava trancado. Em nota, a instituição disse que até o momento não recebeu nenhuma informação oficial sobre o ocorrido. “A instituição está apurando com detalhes o suposto ocorrido para então tomar as devidas providências. “

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Mais de 155 mil consumidores são prejudicados por oscilação na rede de energia após queimada

Oscilação ocorreu após queimada debaixo de linha de transmissão na região de Miracema do Tocantins. Problema atingiu 22 cidades do estado, conforme concessionária de energia.


Por G1 Tocantins

Fogo atingiu linhas de transmissão no Tocantins (Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera)Fogo atingiu linhas de transmissão no Tocantins (Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera)

Fogo atingiu linhas de transmissão no Tocantins (Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera)

Ao todo, 22 cidades tiveram o fornecimento de energia prejudicado nesta quarta-feira (16) devido uma queimada que atingiu uma linha de transmissão. Conforme a Energisa, concessionária de energia do Tocantins, 155.445 mil consumidores foram atingidos. Em Palmas oscilações causadas pelo problema foram registradas em diversas regiões da cidade.

O fogo foi registrado na zona rural de Miracema do Tocantins, a 69 quilômetros de Palmas, e está sendo combatido pelo Corpo de Bombeiros desde o início da tarde. De acordo com a concessionária, as chamas afetaram dois circuitos de transmissão de energia.

A concessionária informou que as equipes estão no local tentando resolver a situação. O Operador Nacional do Sistema (ONS), que coordena as operações e a distribuição de energia no país, informou que o fogo atingiu as redes locais e não afetou outros estados.

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Morador de Araguaína tem casa destruída por incêndio que começou em lote baldio

Casa foi construída há cerca de 22 anos e morador perdeu tudo com incêndio. Bombeiros combateram as chamas por cerca de 40 minutos.


Por G1 Tocantins

Casa foi totalmente destruída pelas chamas (Foto: Portal O Norte/Divulgação)Casa foi totalmente destruída pelas chamas (Foto: Portal O Norte/Divulgação)

Casa foi totalmente destruída pelas chamas (Foto: Portal O Norte/Divulgação)

Uma casa de madeira ficou completamente destruída após pegar fogo em Araguaína, no norte do Tocantins. Segundo os Bombeiros, o fogo foi ateado em um lote baldio e acabou pegando no imóvel. Foram mais de 40 minutos para controlar as chamas. A ocorrência foi registrada na tarde desta quarta-feira (16) na rua das Bandeiras, no setor Araguaína Sul.

Os bombeiros informaram que foram chamados para apagar as chamas em um lote, mas perceberam que a casa ao lado também tinha sido atingida. Duas viaturas participaram da ação. A suspeita é que o proprietário usasse o fogo para limpeza.

A casa foi construída há cerca de 22 anos e teve todos os móveis destruídos. O dono do imóvel não estava no local no horário da ocorrência. A Defesa Civil do município foi informada para prestar apoio à vítima, que perdeu tudo.

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Corpo de Bombeiros combateu as chamas, mas casa foi destruída (Foto: Bombeiros/Divulgação)Corpo de Bombeiros combateu as chamas, mas casa foi destruída (Foto: Bombeiros/Divulgação)

Corpo de Bombeiros combateu as chamas, mas casa foi destruída (Foto: Bombeiros/Divulgação)

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Ponte Fernando Henrique Cardoso (FHC) liga Palmas à Paraíso do Tocantins. Bombeiros informaram que feridos foram levados para o hospital.


Por G1 Tocantins

Acidente causou congestionamento na ponte (Foto: Divulgação)Acidente causou congestionamento na ponte (Foto: Divulgação)

Acidente causou congestionamento na ponte (Foto: Divulgação)

A ponte Fernando Henrique Cardoso (FHC), que fica na TO-080 entre Palmas e Paraíso do Tocantins, ficou interditada após um acidente entre dois carros na tarde desta quarta-feira (16). A Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros estiveram no local.

A colisão foi por volta das 17h e causou congestionamento. Os bombeiros informaram também que há feridos e todos foram levados para o hospital. A gravidade dos ferimentos não foi informada.

Por volta das 19h30, a interdição estava chegando até a avenida Juscelino Kubitschek (JK). Por causa disso, a entrada no campus Palmas da Universidade Federal do Tocantins (UFT) acabou sendo prejudicada.

Congestionamento chegou até a avenida JK (Foto: Ciro Monteiro/Divulgação)Congestionamento chegou até a avenida JK (Foto: Ciro Monteiro/Divulgação)

Congestionamento chegou até a avenida JK (Foto: Ciro Monteiro/Divulgação)

Colisão ocorreu na ponte entre Palmas e Paraíso do Tocantins (Foto: Divulgação)Colisão ocorreu na ponte entre Palmas e Paraíso do Tocantins (Foto: Divulgação)

Colisão ocorreu na ponte entre Palmas e Paraíso do Tocantins (Foto: Divulgação)

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Clientes de agência destruída precisam viajar 160 km para conseguir atendimento

Agência bancária em São Valério de Natividade foi alvo de criminosos. Segundo a gerência, o prédio ficou destruído e serviços no local serão normalizados num prazo de 40 dias.


Por TV Anhanguera

Veja como fica o atendimento em São Valério após explosão de banco

Veja como fica o atendimento em São Valério após explosão de banco

Os clientes da agência bancária que foi destruída por assaltantes na madrugada desta quarta-feira (16) em São Valério de Natividade, no sul do Tocantins, devem procurar outras alternativas para conseguir atendimentos bancários. Em alguns casos será necessário viajar 160 quilômetros. Segundo a gerência regional do Bradesco, o local só será normalizado após um prazo de 40 dias. (Veja vídeo)

Os clientes que desejam realizar saques e pagamentos podem procurar atendimento nos pontos do Bradesco espalhados nos comércios da cidade. Para outros tipos de transações, os moradores deverão ir ao banco mais próximo que fica no município de Gurupi, a 160 km.

Entenda

Homens armados e encapuzados explodiram um caixa eletrônico do Bradesco e deixaram o prédio destruído. A ação ocorreu por volta das 3h desta quarta-feira. A quantidade de dinheiro levada pelos criminosos não foi informada.

A Polícia Militar (PM) soube da ação através de moradores e chegaram a ouvir o barulho das explosões, mas ao chegarem ao prédio, os criminosos tinham fugido. Os policiais informaram que fazem buscas pela região, mas até o momento ninguém foi preso.

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Posto de atendimento do Bradesco ficou destruído após ação de criminosos (Foto: Divulgação)Posto de atendimento do Bradesco ficou destruído após ação de criminosos (Foto: Divulgação)

Posto de atendimento do Bradesco ficou destruído após ação de criminosos (Foto: Divulgação)

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MUNDO

Presidente da Colômbia critica a ‘ditadura’ de Maduro

Juan Manuel Santos pediu para que comunidade internacional pressione para restabelecer a democracia no país.

Por France Presse

Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante coletiva de imprensa em Cartagena, na Colômbia  (Foto: Colombian Presidency/ Reuters)Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante coletiva de imprensa em Cartagena, na Colômbia  (Foto: Colombian Presidency/ Reuters)

Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante coletiva de imprensa em Cartagena, na Colômbia (Foto: Colombian Presidency/ Reuters)

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, pediu à comunidade internacional que pressione “cada vez com mais força” para restabelecer a democracia na Venezuela, em um artigo publicado no jornal espanhol “El País” no qual critica a “ditadura” de Nicolás Maduro.

No texto, que tem como título “Choramos por ti, Venezuela”, Santos lamenta que no governo Maduro “ao lado da economia, a democracia também foi destruída (…), a corrupção se converteu em voz corrente do regime e o respeito pelos direitos humanos deixou de existir”.

Santos, que nos últimos dias intensificou as críticas a Maduro e não descarta a possibilidade de romper relações com a Venezuela, afirma que “não pode entronizar-se e perpetuar-se uma ditadura no centro da América Latina”.

“Os países da região e da comunidade internacional que defendem os valores da paz e da liberdade devem seguir pressionando, cada vez com mais força e com ações efetivas, por um rápido restabelecimento, oxalá pacífico, da democracia nesta grande nação”, escreve o presidente da Colômbia.

Santos destaca, no entanto, que a posição de Bogotá sempre “foi a de ajudar a buscar uma saída negociada” para a grave crise venezuelana, recordando que a “Colômbia é o país que mais tem a ganhar ou perder” com o que acontecer na nação com a qual compartilha 2.200 km de fronteira.

No texto, Santos recorda que advertiu há sete anos o antecessor e mentor de Maduro, Hugo Chávez, que o modelo que estimulava não teria êxito.

Ele pergunta sobre o fracasso e descreve a crise econômica venezuelana, com uma severa escassez de alimentos e remédios, além da maior inflação do mundo.

Mas Santos destaca que com “humor” manteve uma relação “cordial” com Chávez “até seu último dia, a pesar de nossas profundas divergências”, porque era “o que era conveniente aos dois povos” e era chave para alcançar a paz na Colômbia.

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MUNDO

Senadora vai ao parlamento australiano vestida com burca

Pauline Hanson faz sua campanha contra este tipo de vestimenta das mulheres muçulmanas.

Por Agencia EFE

Senadora Pauline Hanson vestiu burca durante sessão do parlamento da Austrália, nesta quinta-feira (17)  (Foto: Mick Tsikas/ Reuters)Senadora Pauline Hanson vestiu burca durante sessão do parlamento da Austrália, nesta quinta-feira (17)  (Foto: Mick Tsikas/ Reuters)

Senadora Pauline Hanson vestiu burca durante sessão do parlamento da Austrália, nesta quinta-feira (17) (Foto: Mick Tsikas/ Reuters)

A senadora australiana Pauline Hanson, líder do partido ultraconservador Uma Nação, compareceu nesta quinta-feira (17) a uma sessão do Parlamento da Austrália vestida com uma burca. A ação é uma parte de sua campanha contra este tipo de vestimenta das mulheres muçulmanas.

A senadora permaneceu em sua cadeira coberta com o véu de cor preta durante aproximadamente 20 minutos, antes de tomar a palavra e tirar a vestimenta. Ela pediu a proibição da burca por razões de segurança.

“Se uma pessoa deve tirar um gorro que cobre toda a cabeça ou um capacete antes de entrar em um banco ou em qualquer outro edifício, inclusive um tribunal, por que isto não acontece com alguém que tem o rosto coberto e não pode ser identificado?”, denunciou Pauline.

O procurador-geral da Austrália, George Brandis, repreendeu o “espetáculo” da senadora do Uma Nação, um partido que conta com outros três assentos na Câmara, quando tomou a palavra.

“Faço uma advertência e peço que tenham muito cuidado para não ofender as sensibilidades religiosas dos australianos”, em referência às leis contra discriminação racial e em favor da liberdade religiosa, disse Brandis, ao estimar em 500 mil o número de australianos de credo muçulmano, entre os aplausos dos outros integrantes do Legislativo.

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MUNDO

Donald Trump nega ter feito ‘equivalência moral’ entre extremistas e manifestantes nos EUA

Ao longo desta semana, o mandatário afirmou que ‘há culpa dos dois lados’ no episódio de violência ocorrido no último final de semana em Charlottesville.


Por G1

O presidente dos EUA, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (17) que tenha defendido a “equivalência moral” entre os grupos supremacistas e os manifestantes anti-extremistas que participaram de protestos em Charlottesville.

Trump usou sua conta no Twitter para rebater as acusações do senador republicano Lindsey Graham, que chamou de “mentiras nocivas”.

Na quarta-feira (16), Graham disse que as declarações do presidente após o ataque – que matou uma mulher – sugeriam “equivalência moral” entre os dois lados, e pediu ainda que o líder usasse suas palavras para curar os americanos, e não para dividí-los.

Houve confrontos entre integrantes da supremacia branca e grupos antiextremistas. Um homem de 20 anos atropelou manifestantes contrários aos supremacistas, matando uma mulher e deixando pelo menos 19 feridos.

Na terça, Trump afirmou que “há culpa dos dois lados” no episódio de violência ocorrido no último final de semana. “Foi um dia horrível. Havia um grupo de um lado que era ruim e um grupo do outro lado que também era muito violento. Ninguém quer dizer isso, mas estou dizendo agora”, afirmou Trump. Em outro trecho da entrevista, ele chegou a dizer que “há ótimas pessoas dos dois lados”.

No sábado, Trump já tinha sido duramente criticado por ter culpado “todos os lados” pela violência. No domingo, depois que sites de grupos neonazistas chegaram a agradecer o tom de seu discurso, no qual eles não foram condenados, a Casa Branca divulgou um comunicado dizendo que os comentários do presidente sobre protestos “incluíam supremacistas brancos, Ku Klux Klan, neonazistas e todos os grupos extremistas”.

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Guerra de versões: as interpretações de governo e oposição para os fatos na Venezuela

Polarização leva os dois lados da disputa política no país a lerem a realidade de formas opostas; veja exemplos.


Por Carlo Cauti, G1

O que aconteceu com a Venezuela?

O que aconteceu com a Venezuela?

A extrema polarização política na Venezuela, com embate permanente entre apoiadores do presidente Nicolás Maduro e forças da oposição, fazem surgir versões muito diferentes, — muitas vezes totalmente opostas –, sobre os acontecimentos no país.

Veja abaixo cinco fatos relacionados à crise venezuelana e as versões dos dois lados:

Crise humanitária

Delcy Rodríguez  (Foto: Pedro Pardo/AFP)Delcy Rodríguez  (Foto: Pedro Pardo/AFP)

Delcy Rodríguez (Foto: Pedro Pardo/AFP)

“Na Venezuela não há fome, na Venezuela há força de vontade. Não há crise humanitária, aqui há amor”, afirmou a ex-chanceler e atual presidente da Assembleia Constituinte, Delcy Rodriguez, quando abriu os trabalhos da nova casa legislativa. Em uma ocasião anterior ela já tinha afirmado durante uma cúpula da Organização dos Estados Americanos (OEA), que “Não há crise humanitária na Venezuela”. “Digo isto com toda a responsabilidade”, acrescentou.

“Não há crise humanitária, aqui há amor”,
Delcy Rodríguez

A opinião dos opositores diverge totalmente da visão da chavista. Em janeiro de 2016, a Assembleia Nacional venezuelana – de maioria oposicionista — aprovou uma resolução em que explicita que o país se encontra em emergência humanitária, entre outras coisas, por causa de uma gravíssima crise sanitária ligada a falta de medicamentos e outros produtos básicos.

O documento exortou o Executivo de Maduro a abastecer as farmácias com medicamentos essenciais, publicar boletins epidemiológicos e permitir o envio sem fins lucrativos de remédios do exterior.

“Os venezuelanos hoje passam fome, morrem à míngua, são assassinados dentro de suas próprias casas”
Maria Corina Machado, oposicionista

“A crise humanitária chegou sim à Venezuela. Os venezuelanos hoje passam fome, morrem à míngua, são assassinados dentro de suas próprias casas. Sem luz, sem água, sem transporte, sem emprego”, afirmou a líder opositora venezuelana Maria Corina Machado.

Assembleia Constituinte

O presidente Nicolás Maduro fala na Assembleia Constituinte (Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)O presidente Nicolás Maduro fala na Assembleia Constituinte (Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)

O presidente Nicolás Maduro fala na Assembleia Constituinte (Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)

Em maio de 2017, Maduro decidiu convocar uma Assembleia Constituinte para “vencer o golpe de Estado” que, segundo ele, seria a razão para a deteriorada situação econômica, política e social do país. De acordo com o anúncio, a Constituinte seria composta por “operários” e não por partidos políticos, sem, portanto, a intervenção do Poder Legislativo, controlado pela oposição ao chavismo.

“Convoco uma Constituinte cidadã. Não uma Constituinte de partidos políticos. Uma de trabalhadores, de camponeses”
Nicolás Maduro

“Assumo todas as consequências e chamo o povo para se preparar para uma grande vitória. Convoco uma Constituinte cidadã. Não uma Constituinte de partidos políticos. Uma de trabalhadores, de camponeses”, disse Maduro, ao invocar o artigo 347, que dá poderes ao chefe de Estado para tomar tais decisões. Segundo ele, a Constituinte seria integrada por 500 legisladores, dos quais 250 seriam eleitos por grupos setoriais como pensionistas, trabalhadores, camponeses, jovens e indígenas.

O presidente advertiu que legalmente os “poderes constituídos”, como a Assembleia Nacional, não poderiam se opor as decisões tomadas dentro da Assembleia Constituinte. “Querem diálogo? Poder Constituinte! Querem eleições? Poder Constituinte!”, provocou Maduro.

“Hoje temos a Assembleia Nacional Constituinte e venho a reconhecer os seus poderes plenipotenciários, soberanos, originários e magnos”, disse Maduro.

“Quando um país é governado com base numa enorme fraude eleitoral, tem uma Assembleia Constituinte que arrebata praticamente todos os poderes do Estado (…)não há, nesse país, nenhum vestígio de democracia”
Luis Almagro, secretário-geral da OEA

Para o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, que há tempos é duro crítico dos rumos tomados pelo governo venezuelano, a história é bem diferente: “Não há democracia na Venezuela. Quando um país é governado com base numa enorme fraude eleitoral, tem uma Assembleia Constituinte que arrebata praticamente todos os poderes do Estado, quando temos presos políticos, quando há políticos inabilitados, quando se suprimiu a independência dos poderes do Estado, quando nem Conselho Nacional Eleitoral e nem Tribunal Supremo de Justiça são poderes independentes e foram tirados todos os poderes da Assembleia Nacional, quando as pessoas saem para se manifestar e chegamos a 130 pessoas assassinadas durante manifestações, não há, nesse país, nenhum vestígio de democracia”, disparou numa entrevista recente.

Luis Almagro (Foto: Jacquelyn Martin/AP)Luis Almagro (Foto: Jacquelyn Martin/AP)

Luis Almagro (Foto: Jacquelyn Martin/AP)

Vitória oposicionista na Assembleia Nacional

As eleições parlamentares de 6 de dezembro de 2015 levaram a uma importante vitória da MUD e a uma derrota do partido governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Os opositores obtiveram 100 dos 167 assentos na Assembleia Nacional, enquanto a coalizão governista conquistou 46 assentos, perdendo quase a metade das cadeiras que tinha.

“Agora, teremos um Parlamento a serviço da burguesia. Da direita, não ouviremos nada que seja para favorecer o povo, pelo contrário”
Diosdado Cabello, líder chavista

Maduro atribuiu a responsabilidade da derrota à “guerra econômica” travada pela oposição apoiada pelos Estados Unidos contra o governo e a população da Venezuela. “A contrarrevolução triunfou, conseguiu impor seu próprio caminho, é uma guerra”, declarou no dia seguinte ao pleito o presidente venezuelano.

Diosdado Cabello (Foto: Reuters)Diosdado Cabello (Foto: Reuters)

Diosdado Cabello (Foto: Reuters)

“Perdemos uma batalha hoje, mas a luta para construir uma nova sociedade socialista está apenas começando”, concluiu Maduro, que nunca reconheceu a legitimidade da eleição, acusou a oposição de fraudes e de “compra de votos”, e tentou impedir as atividades da Assembleia Nacional de diferentes formas.

“O país quer mudança e essa mudança está começando hoje”
Jesús Torrealba, líder da MUD

Do lado da oposição, ao contrário, a nova composição da Assembleia Nacional foi festejada como “uma vitória de toda a Venezuela”, segundo quanto declarado pelo líder da oposição Henrique Capriles. “Os resultados são como esperávamos. A Venezuela venceu. É irreversível”, declarou Capriles. “O país quer mudança e essa mudança está começando hoje”, declarou o líder da MUD, Jesús Torrealba.

 Jesus Torrealba (Foto: Federico Parra/AFP) Jesus Torrealba (Foto: Federico Parra/AFP)

Jesus Torrealba (Foto: Federico Parra/AFP)

Entretanto, o governo não aceitou passivamente esse resultado eleitoral. No dia antes da posse da nova Assembleia Nacional com maioria opositora, o regime venezuelano criou uma “assembleia paralela”, chamada Parlamento Comunal. Uma forma de coibir os poderes da Assembleia Nacional a maioria opositora. “Eu vou dar todo o poder ao Parlamento Comunal, e esse Parlamento será uma instância legislativa do povo desde a sua base”, declarou Maduro.

“Agora, teremos um Parlamento a serviço da burguesia. Da direita, não ouviremos nada que seja para favorecer o povo, pelo contrário”, afirmou o ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello.

Crise econômica e desabastecimento

Venezuelanos fazem fila para comprar produtos em Caracas.  (Foto: Jorge Silva/Reuters)Venezuelanos fazem fila para comprar produtos em Caracas.  (Foto: Jorge Silva/Reuters)

Venezuelanos fazem fila para comprar produtos em Caracas. (Foto: Jorge Silva/Reuters)

Há anos a Venezuela sofre com uma crise econômica e de desabastecimento, que se agravou ainda mais a partir de meados de 2014, quando o preço do petróleo caiu. A inflação venezuelana foi estimada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 720% em 2016. Números que o governo venezuelano nega com veemência, alegando que a inflação está “sob controle” e estaria por volta de 274% em 2016, conforme informado pelo Banco Central da Venezuela (BCV) ao próprio FMI.

Cerca de 9,6 milhões de venezuelanos – quase um terço da população – ingerem duas ou menos refeições por dia, e a pobreza aumentou quase nove pontos entre 2015 e 2016, chegando a 81,8% dos lares, segundo a Pesquisa sobre Condições de Vida, realizada por um grupo de universidades.

No entanto, Maduro assegura que em 2016 a pobreza baixou de 19,7% para 18,3%, e a miséria, de 4,9% a 4,4%. O presidente considera os problemas enfrentados pelo seu país fruto de uma “guerra econômica” provocada por “setores da direita, cujas táticas são gerar escassez de comida e necessidades de aumentar os preços de forma desproporcional”.

A oposição venezuelana, por sua vez, denuncia as políticas econômicas do governo e a corrupção dos altos escalões, que seriam as responsáveis por essa grave crise econômica.

“A fraude constituinte madurista é igual a mais fome, mais escassez e mais crise”, declarou Capriles após uma manifestação em junho de 2017.

Prisão de Leopoldo López

A prisão do líder opositor Leopoldo López, em 2014, foi classificada pela oposição como “ilegal” e “arbitrária”. O governo atribuiu a ele a responsabilidade de incitar a população à violência durante a onda de protestos ocorrida no mesmo ano para exigir. Os confrontos deixaram 43 mortos e centenas de feridos.

Leopoldo López com bandeira da Venezuela  em sua casa em Caracas (Foto: JUAN BARRETO / AFP)Leopoldo López com bandeira da Venezuela  em sua casa em Caracas (Foto: JUAN BARRETO / AFP)

Leopoldo López com bandeira da Venezuela em sua casa em Caracas (Foto: JUAN BARRETO / AFP)

Preso desde fevereiro de 2014, López, líder do partido Vontade Popular, foi condenado no ano seguinte a 13 anos e nove meses de prisão.

A decisão do tribunal foi rejeitada pela aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD). “Rejeitamos a ratificação da condenação ilegal e injusta contra nosso irmão e reiteramos que será libertado pelo voto do povo”, declarou naquela ocasião o secretário-executivo da MUD, Jesús Torrealba, rejeitando a sentença, considerada como um “julgamento político”.

Maduro, por sua vez, disse que López tem que pagar pelos crimes cometidos. “Esse é um julgamento de um líder da extrema-direita da Venezuela, responsável por crimes, violências, destruições, e mortes. Ele planejou essa ação. É uma peça dos gringos na Venezuela. É responsável por esses crimes e deve pagar à Justiça, e vai pagar à justiça”, declarou.

Entidades internacionais como a Organização dos Estados Americanos, a União Europeia, e também ONGs como a Human Rights Watch (HRW) e Anistia Internacional (AI), condenaram a prisão de López. “As acusações contra Leopoldo López, líder de um partido da oposição venezuelana sugerem a existência de uma tentativa, politicamente motivada, de silenciar a dissidência no país”, informou a AI em um comunicado.

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Hotel suíço pede a judeus que tomem uma ducha antes de entrar na piscina

O Aparthaus Paradies, nos Alpes suíços, recebe há vários anos muitos clientes judeus, ultraortodoxos em particular. Governo israelense exigiu desculpas oficiais.


Por France Presse

Um hotel suíço fixou um cartaz que pedia aos clientes judeus que tomassem uma ducha antes de entrar na piscina, o que provocou uma grande polêmica em Israel, que exigiu desculpas oficiais.

O cartaz colocado na entrada da piscina do hotel Aparthaus Paradies (Foto: Reprodução/Twitter/@benjamincohen)O cartaz colocado na entrada da piscina do hotel Aparthaus Paradies (Foto: Reprodução/Twitter/@benjamincohen)

O cartaz colocado na entrada da piscina do hotel Aparthaus Paradies (Foto: Reprodução/Twitter/@benjamincohen)

O Aparthaus Paradies, na localidade de Arosa, nos Alpes suíços, recebe há vários anos muitos clientes, ultraortodoxos em particular, procedentes do Reino Unido, Estados Unidos e Israel, informou a imprensa suíça, que revelou o caso.

Mas a direção do estabelecimento, que ao que parece pretendia recordar as normas de higiene aos usuários da piscina, apontou especificamente contra os “clientes judeus” depois de receber reclamações a respeito de duas jovens judias que entraram na água sem passar pela ducha antes, informou o jornal The Times of Israel.

“A nossos clientes judeus, mulheres, homens e crianças, pedimos que tomem uma ducha antes de nadar. Caso não respeitem a norma, seremos obrigados a fechar a piscina par vocês. Obrigado por sua compreensão”, afirma o cartaz.

Outro cartaz colocado no freezer do hotel também se dirigia exclusivamente aos hóspedes judeus, autorizados pela gerência a armazenar alimentos kosher.

“Aos nossos clientes judeus: podem ter acesso ao freezer somente nos seguintes horários: 10H00-11H00 e 16H30-17H30. Espero que compreendam que nossa equipe não gosta de ser incomodada o tempo todo”.

Um cliente fotografou os cartazes e compartilhou as imagens nas redes sociais, o que provocou uma grande revolta em Israel. A vice-ministra das Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, exigiu desculpas oficiais por este “ato antissemita do pior tipo”.

A gerente do hotel, Ruth Thomann, afirmou ao jornal suíço Blick que os cartazes foram retirados e negou qualquer motivação antissemita.

“Atualmente, temos muitos clientes judeus e percebi que alguns não tomam a ducha antes de nadar”, disse.

“Como outros clientes pediram que fizesse algo, escrevi o cartaz, um pouco ingenuamente”, admitiu.

“Teria sido melhor ter feito o pedido a todos os clientes do hotel”.

O ministério suíço das Relações Exteriores afirmou em um comunicado que destacou ao embaixador de Israel que a Suíça “condena o racismo, o antissemitismo e qualquer discriminação”.

O Centro Simon Wiesenthal, com sede em Los Angeles e que trabalha para preservar a memória do Holocausto, pediu à ministra suíça da Justiça, Simonetta Sommaruga, o “fechamento do hotel do ódio e sanções a sua administração”.

Também solicitou ao site de reservas Booking.com que retire o Aparthaus Paradies de sua relação e que a comunidade judaica inclua o estabelecimento em sua lista negra.