Documento não conclui se vírus que já matou mais de 4,4 milhões de pessoas em todo o mundo passou de um animal para um ser humano ou se escapou de um laboratório na China. Seguranças em frente ao Instituto de Virologia de Wuhan, na China, em foto de fevereiro de 2021, durante visita da OMS ao local
Thomas Peter/Reuters
O relatório de inteligência solicitado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aos serviços de inteligência do país, sobre a origem do novo coronavírus (o SARS-CoV-2), é inconclusivo.
A inteligência americana não conseguiu confirmar se o vírus que já matou mais de 4,4 milhões de pessoas em todo o mundo passou de um animal para um ser humano ou se escapou de um laboratório na China — as duas hipóteses mais prováveis.
A revelação sobre a conclusão do relatório foi feita pelo jornal “The Washington Post” na terça-feira (24). Biden havia pedido o documento no fim de maio e deu 90 dias para que ele fosse feito (prazo que acabou de vencer).
Presidente Joe Biden, dos EUA, em pronunciamento na Casa Branca em 24 de agosto de 2021
Susan Walsh/AP
Parte do motivo do porquê os serviços de inteligência não chegaram a uma conclusão é que a China não forneceu informações suficientes, segundo o “The Wall Street Journal”.
Fontes citadas pelo “Washington Post” dizem que os serviços de inteligência tentarão desclassificar partes do relatório, para que sejam divulgadas.
A teoria de um acidente no laboratório de Wuhan, na China, rejeitada pela maioria dos especialistas, voltou ao debate nos Estados Unidos nos últimos meses e os apelos por uma investigação mais profunda se multiplicaram na comunidade científica.
A China, ferozmente contra a tese de um vazamento do vírus de um de seus laboratórios, acusou Washington de espalhar teorias de “conspiração”.
A pandemia de covid-19 matou pelo menos 4.439.888 pessoas em todo o mundo desde o final de dezembro de 2019, de acordo com um relatório preparado nesta terça-feira pela AFP a partir de fontes oficiais.
Fonte: G1 Mundo