Na quinta-feira (3), a moeda norte-americana fechou em queda de 1,55%, a R$ 5,0260. Notas de dólar
REUTERS/Dado Ruvic
O dólar opera em alta nesta sexta-feira (4), mesmo com a disparada das commodities favorecendo moedas de países exportadores como o Brasil, com os investidores monitorando a escalada da invasão da Rússia na Ucrânia e o resultado oficial do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2021.
Às 9h18, a moeda norte-americana subia 0,53%, cotada a R$ 5,0525. Veja mais cotações.
Na quinta-feira, o dólar fechou em em queda de 1,55% cotado a R$ 5,0260. Com o resultado, passou a acumular baixa de 9,84% no ano frente ao real.
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Impactos da guerra
A guerra na Ucrânia tem provocado uma escalada nos preços das commodities e da energia, elevando os temores de um aumento da inflação global.
A alta nos preços das commodities, porém, que compõem boa parte da pauta de exportação do Brasil, tem dado sustentação ao real, garantindo a oferta de dólares no mercado doméstico.
Os preços do petróleo permaneciam cotados acima do patamar de US$ 110.
Investidores seguem atentos também ao banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, depois que seu chair, Jerome Powell, afirmou na véspera que apoiará alta de 0,25 ponto percentual nos juros em março, sem descartar a possibilidade de elevações mais agressivas no futuro caso a inflação persista.
Na cena o doméstica, o IBGE divulgou mais cedo o resultado oficial do PIB de 2021: a economia cresceu 4,6% no ano passado, superando as perdas da pandemia – mas ainda abaixo do patamar pré-crises.
Os economistas do mercado financeiro projetam atualmente um crescimento do PIB deste ano em 0,30% segundo o último boletim Focus do Banco Central.
A expectativa para inflação de 2022 está em 5,60% e projeção para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 12,25% ao ano para o fim de 2022.
Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2022 permaneceu em R$ 5,50. Para o fim de 2023, caiu de R$ 5,36 para R$ 5,31 por dólar.
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Fonte: G1 Mundo