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Japão dissolve Parlamento e prepara cenário para eleições gerais


O atual primeiro-ministro é o favorito nas eleições gerais. De acordo com as pesquisas, japoneses querem que o governo priorize o combate ao coronavírus. Fumio Kishida, de 64 anos, é eleito o novo primeiro-ministro do Japão
O Japão dissolveu seu Parlamento nesta quinta-feira (14), preparando o cenário para uma eleição geral no final do mês que colocará o novo primeiro-ministro, Fumio Kishida, contra a oposição em uma batalha sobre quem pode consertar melhor uma economia devastada pela pandemia.
Onze dias depois de assumir o cargo, Kishida possui um apoio público razoável, segundo as pesquisas. É um bom presságio para seu objetivo de manter uma maioria na Câmara para seu Partido Liberal Democrata (PLD) e seu parceiro de coalizão, o partido Komeito.
Fumio Kishida é aplaudido após ser escolhido como o novo primeiro-ministro, nesta segunda-feira, no Japão
Kim Kyung-Hoon/Reuters
“Quero usar a eleição para dizer às pessoas o que estamos tentando fazer e o que almejamos”, disse Kishida a repórteres em seu gabinete.
Refletindo sobre os últimos 11 dias, Kishida disse: “Tenho tido uma agenda muito ocupada, mas, estranhamente, não estou me sentindo cansado – estou me sentindo realizado”.
Os eleitores querem ver um governo com planos de ações decisivas para acabar com a pandemia e reconstruir a economia. Uma pesquisa recente do jornal “Sankei” mostrou que cerca de 48% desejam que o governo Kishida trabalhe mais em relação ao coronavírus, seguido pela recuperação econômica e emprego.
O partido governante vem promovendo a pressão de Kishida por medidas contra o coronavírus, incluindo o fornecimento de medicamentos antivirais orais neste ano, assim como sua visão de realizar um “novo capitalismo” que se concentre no crescimento econômico e na distribuição de riqueza.
Oposição
O maior partido da oposição, o Partido Constitucional Democrata do Japão (CDPJ), liderado por Yukio Edano, destacou questões como seu apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e sobrenomes diferentes para casais.
O PLD permanece socialmente conservador e, embora tenha tido progresso na questão dos direitos LGBTQ na sociedade, Kishida disse não ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
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Fonte: G1 Mundo