País, que tem registrado uma média diária de quatro mortes por complicações da doença, também vai propor uma dose de reforço da vacina, e autorizar a criação de um passaporte sanitário. O líder do Partido Trabalhista da Noruega, Jonas Gahr Støre, segura ramalhete de rosas vermelhas em vigília de seu partido durante apuração de eleições parlamentares, em Oslo, na segunda-feira (13)
Javad Parsa/NTB via Reuters
A Noruega vai voltar a aplicar restrições contra a Covid-19 a nível nacional após o forte aumento de casos, o que permitirá aos municípios recorrer ao passaporte sanitário, anunciou o governo nesta sexta-feira (12).
O país escandinavo, que suspendeu todas as restrições no fim de setembro, também vai propor uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para pessoas com mais de 18 anos, informou o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre, que descartou a possibilidade de confinamentos ou medidas drásticas.
“O governo quer introduzir novas medidas nacionais para conter os contágios”, anunciou o chefe do governo em uma entrevista coletiva.
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“Não estamos falando de medidas de confinamento nem de medidas tão estritas como as que vimos anteriormente durante a pandemia”, destacou Støre.
Pessoas com mais de 18 anos, que não se vacinaram, e que tiveram contato com infectados serão obrigados a fazer testes para Covid-19 a partir de 16 de novembro, anunciou o Executivo. Profissionais de saúde não vacinados terão que fazer o teste duas vezes por semana e usar máscara.
Também retorna a recomendação de permanecer em casa, em caso de sintomas. Nos últimos dias voltaram a ser impostas restrições locais na Noruega, país de 5,4 milhões de habitantes onde o número diário de novos casos se aproxima de 1.500.
As mortes também registraram aumento, mas permanecem em um número reduzido, com média de quatro mortes por dia por Covid-19 esta semana.
A Europa enfrenta um agravamento da situação epidêmica, em particular na Alemanha, Europa central e leste do continente. As pessoas não vacinadas são, sem dúvida, as mais afetadas.
O continente é novamente o epicentro da pandemia, advertiu a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Fonte: G1 Mundo